Corta-ramos – (Phytotoma rutila)

Corta-ramos

O corta-ramos Phytotoma rutila é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Corta-ramos {field 32}
  • Nome popular: Corta-ramos
  • Nome inglês: White-tipped Plantcutter
  • Nome científico: Phytotoma rutila
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Phytotominae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, somente no extremo sudoeste do Rio Grande do Sul, nos municípios de Aceguá, Uruguaiana, Candiota, Sant’Ana do Livramento, Dilermando de Aguiar, Jaguarão, Rio Grande e Barra do Quaraí.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de brotos, folhas, frutos e sementes, dentre elas as sementes de molho (Schinus molle) e do fruto do sarandi-vermelho (Phyllanthus sellowianus); também forrageia no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça sendo uma estrutura bem precária, feito de pequenos ramos e colocado em uma árvore ou em um arbusto, a baixa altura. O interior é coberto com pequenas raízes. Põe em média entre 2 e 4 ovos esverdeados com manchas negras e marrom. A incubação dura duas semanas. Os jovens são então alimentados por ambos os pais e deixam o ninho após cerca de duas semanas.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 19 cm de comprimento e pesa entre 30 e 57 gramas (Walther, 2016 em HBW). O macho tem a cabeça cinza chumbo com a parte frontal da cabeça de tijolo vermelho. Sua face é cinza chumbo. As asas são cinza escuras e apresentam duas barras brancas, sendo a mancha branca superior é bastante mais larga do que a barra inferior. O uropígio é cinza uniforme. A cauda é preta com as partes terminais das penas na cor branca. Seu peito e barriga são de coloração tijolo vermelho, semelhante a coloração da fronte. Os olhos são vermelhos. Tarsos e pés são cinza escuro. O bico preto é forte, cônico e curto. A fêmea tem a cabeça clara com forte estriado escuro. Seus olhos são marrom claro. Toda a parte de trás da plumagem apresenta estrias castanho-escuro e bege. Como na plumagem do macho, as asas da fêmea apresentam duas manchas brancas mas menos acentuadas do que no macho e as extremidades das penas terciárias são claras. A cauda é semelhante à cauda da ave do sexo masculino. O peito é bege com estrias marrom escuro o ventre também é estriado, mas as estrias se apresentam com menos intensidade e em menor número. O crisso é bege. Juvenis são parecido com fêmea.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Phytotoma rutila rutila (Vieillot, 1818) – ocorre no Chaco do Oeste do Paraguai, Oeste do Uruguai, no Norte da Argentina, na região Sul de Mendonza, La Pampa, Río Negro e Chubut; e no extremo Sul do Brasil;
  • Phytotoma rutila angustirostris (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no planalto do Oeste da Bolívia, na região de La Paz, Santa Cruz e no Sul de Tarija; e no Noroeste da Argentina, na região de Pichanal, e no Norte da região de Salta

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequentam florestas naturais, mas também pode ser encontrado em áreas agrícolas, em bosques isolados e também em jardins, principalmente na vegetação conhecida localmente como matos de espinilho, grupamentos de pequenas árvores espinhentas. No inverno, pequenos grupos são formados e as populações mais meridionais migram até o sul do Brasil. Costuma buscar o topo de uma árvore ou arbusto para vocalizar, faz sons que se assemelham a uma porta rangendo.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

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