Urutau – (Nyctibius griseus)

O urutau Nyctibius griseus é uma ave da família Nyctibiidae. Conhecido também como mãe-da-lua, urutau-comum, urutágua, Kúa-kúa e Uruvati Ocorre da Costa Rica à Bolívia, Brasil, Argentina e Uruguai.
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  • Nome popular: Urutau
  • Nome inglês: Common Potoo
  • Nome científico: Nyctibius griseus
  • Família: Nyctibiidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, inclusive dentro de cidades, em áreas bem arborizadas. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos noturnos, em especial de grandes mariposas, cupins e besouros, os quais caça em voo.
  • Reprodução: Põe um ovo, em cavidades de tocos ou galhos, a poucos metros acima do solo, incubando-o por cerca de 33 dias. O filhote permanece no ninho em torno de sete semanas. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 33 e 38 cm de comprimento e pesam entre 145 e 202 gramas. Segundo Cleere (1998), o urutau apresenta indivíduos com plumagens de colorações distintas, estas plumagens são conhecidas como fase cinza e fase marrom. Os filhotes, logo após a eclosão dos ovos são cobertos com uma plumagem branca com tons rosados nas partes superiores e apresentam fino barrado cinza escuro.

Possui duas subespécies:
  • Nyctibius griseus griseus (Gmelin, 1789) ocorre da Colômbia até as Guianas, nas Ilhas de Trinidad e Tobago, no Brasil e no Norte da Argentina;
  • Nyctibius griseus panamensis (Ridgway, 1912) ocorre da Nicarágua e Sudoeste da Costa Rica até o Noroeste da Venezuela e Oeste do Equador.
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Comentários:

Frequenta bordas de florestas, campos com árvores e cerrados. Ainda que tenha o hábito de pousar em locais abertos, permanece disfarçado, sendo facilmente confundido com um galho. Tem o hábito de cantar à noite.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/mae-da-lua Acesso em 28 Agosto de 2013.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Urutau-comum Acesso em 28 Agosto de 2013.

Urutau-pardo – (Nyctibius aethereus)

O urutau-pardo Nyctibius aethereus é uma ave da família Nyctibiidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai, Colômbia, Equador, Peru e nas Guianas.

Urutau-pardo {field 20}
  • Nome popular: Urutau-pardo
  • Nome inglês: Long-tailed Potoo
  • Nome científico: Nyctibius aethereus
  • Família: Nyctibiidae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia e Brasil oriental.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Tem predileção por grandes mariposas.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos naturais de arvores. Põem em média 1 ou 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 46 e 58 cm de comprimento, e pesa entre 280 e 447 gramas. Tem a fronte, coroa e nuca com a coloração pardo-amarronzada escura, salpicado e manchado de bege, com largas estrias castanho-escuro ou pretas. Sobre os olhos apresenta região com pequenas penas em formato diferenciado, assemelhadas em aparência a cílios. Não apresenta colar em torno pescoço. O manto, costas e uropígio são pardos, salpicados de marrom e bege claro. Suas penas coberteiras são pardas e estriadas de castanho-escuro com as pontas viradas para cima. As penas supracaudais são pardas, com grandes manchas marrons. A cauda fortemente graduada é marrom pardacenta, as penas retrizes apresentam amplo barrado marrom escura; o par central das retrizes é pontudo. As coberteiras primárias são marrons ou apresentam leve barrado de coloração parda. As penas coberteiras exteriores menores são castanho-escuro, bege, bege pálido, ou mesmo esbranquiçadas, formando um painel distinto pálido sobre os ombros. O restante das coberteiras da asa são marrons, densamente manchadas com bege pálido e marrom pardacento. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui três subespécies:

  • Nyctibius aethereus aethereus (Wied-Neuwied, 1820) – ocorre do Sudeste do Paraguai até o Sudeste do Brasil e Nordeste da Argentina;
  • Nyctibius aethereus chocoensis (Chapman, 1921) – ocorre localmente no Oeste da Colômbia, na região de Chocó;
  • Nyctibius aethereus longicaudatus (Spix, 1825) – ocorre da região tropical Leste do Equador até o Peru e nas Guianas.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta florestas densas úmidas. Como tem hábitos noturnos, descansa durante o dia nas copas das árvores, acima de 20 m do solo e, ocasionalmente, a pouca altura, sobre mourões de cerca em locais abertos. Sob estes locais sobejam restos de suas presas capturadas à noite, usualmente asas de grandes mariposas e élitros de insetos (Coleópteros – Besouros).

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Urutau-grande – (Nyctibius grandis)

O urutau-grande Nyctibius grandis é uma ave da família Nyctibiidae. Também conhecido como mãe-da-lua-gigante, urutau-gigante.

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  • Nome popular: Urutau-grande
  • Nome inglês: Great Potoo
  • Nome científico: Nyctibius grandis
  • Família: Nyctibiidae
  • Habitat: Ocorre do sul do México e nordeste da Guatemala até a Bolívia, estendendo-se até o sudeste do Brasil.
  • Alimentação: Forrageia entre 1 e 2 metros do solo até a copa das árvores, alimenta-se especialmente de grandes insetos voadores, como besouros e gafanhotos, além de morcegos.
  • Reprodução: O período reprodutivo vai de fevereiro a agosto, mas, dependendo da região, aves reprodutoras podem ser encontradas quase o ano todo. Constrói o ninho em alguma depressão de galho de árvore grosso, a pelo menos 10 metros acima do solo, com um único ovo branco (levemente manchado) medindo cerca de 5,2 × 3.8 centímetros (2 × 1,5 pegada). Poucos detalhes são conhecidos sobre o comportamento das ninhadas, mas cerca de um mês se passa antes que a prole seja vista sozinha no ninho. Após cerca de cinco semanas, o filhote é uma versão de dois terços do adulto, mas com uma, com plumagem mais pálida, cauda mais curta e bico menor com menos cerdas rictais. O período de desenvolvimento deve ser de pelo menos dois meses. Após este período de tempo, a prole não retorna ao local do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 45 e 57 centímetros de comprimento e pesa entre 360 e 620 gramas (Cohn-Haft, 2012). Sua envergadura atinge 1 metro. Apresenta uma boca descomunal e difere de outras espécies da mesma família por sua plumagem esbranquiçada. Os juvenis da espécie apresentam a plumagem semelhante ao adulto, entretanto são mais pálidos na cabeça, costas peito e flancos com barrado e manchas de cores mais escuras muito reduzidas.

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Comentários:

Geralmente é visto empoleirado acima do solo enquanto forrageia, falcoando quando a presa é avistada. Após o salto, quase sempre retorna ao seu poleiro anterior. Normalmente, durante o dia, pousa ereto em tocos de árvore, e passa despercebido pois se assemelha a parte do toco; esta é uma camuflagem, não apenas pela coloração, mas pelo cenário. Pode ser localizado à noite pelo reflexo da luz de seus olhos, pois fica na vertical em um poste, poleiro ou tronco de árvore em ângulo

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/urutau-grande Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Urutau-grande Acesso em 13 de Agosto de 2009.