Bicudinho-do-brejo-paulista – (Formicivora paludicola)

O bicudinho-do-brejo-paulista Formicivora paludicola é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre somente no estado de São Paulo.

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Nina Wenoli
  • Nome popular: Bicudinho-do-brejo-paulista
  • Nome inglês: São Paulo Antwren
  • Nome científico: Formicivora paludicola
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nos brejos e charcos dos Municípios paulistas de Mogi das Cruzes, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Guararema, São José dos Campos e Santa Branca.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes, caçados a baixa altura, aos casais ou pequenos grupos familiares.
  • Reprodução: Reproduz-se Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela aberta, feito com fibras vegetais e preso em gramíneas e arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo Crítico

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Nina Wenoli

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento, tem o bico alongado e fino. As coxas e a porção inferior dos machos são pretas, mais escuras do que essas partes do bicudinho-do-brejoFormicivora acutirostris. Seu dorso é de um tom marrom-acinzentado escuro, igualmente distinto do da espécie irmã; A fêmea apresenta face e partes inferiores negras marcadas de branco com flancos e crisso oliva-amarronzado escuro, cauda negra, graduada e composta de dez retrizes.

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Frequentam os brejos constituídos principalmente por taboa – Typha dominguensis e piri – Schoenoplectus californicus, onde costuma se mover em voos curtos e saltos nos estratos mais baixos da vegetação do brejo, sem vocalizar muito. Em uma área de vida não maior que 0,60 ha, a ave vive em pares ou pequenos grupos familiares, defendendo seus territórios e forrageando em busca de insetos, tais como pequenos artrópodes ou larvas de borboletas. Distribuição Geográfica

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Jarbas Mattos

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • PESQUISA FAPESP – disponível em : https://revistapesquisa.fapesp.br/nos-brejos-alto-tiete Acesso em 23 de Maio de 2015.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choró-boi – (Taraba major)

O choró-boi Taraba major é uma ave da família Thamnophilidae. Também conhecido pelos nomes populares de choca, choca-boi, chororó-olho-de-fogo, cã-cã-de-fogo. Ocorre no México, Panamá e em praticamente toda a América do Sul, com exceção do Chile.

Choró-boi Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Choró-boi
  • Nome inglês: Great Antshrike
  • Nome científico: Taraba major
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre do México ao Panamá e em praticamente toda a América do Sul, com exceção do Chile.
  • Alimentação: Frequenta o estrato baixo, caçando invertebrados nos galhos e folhas. eventualmente segue bandos mistos ou formigas-de-correição. Também se alimenta de caramujos
  • Reprodução: Constrói um ninho com fibras e raízes, em formato de bolsa pendente de uma forquilha horizontal, característico de todas as aves dessa família. Põe 2 ovos de cor creme, manchados de marrom e lilás. Sua reprodução começa em julho e vai até novembro/dezembro. Macho e fêmea chocam os ovos e cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 20 centímetros. O macho tem negro no dorso, em forte contraste com o branco da região ventral, asas com faixas brancas e cauda com bolas brancas, também destacadas. Na fêmea, toda a plumagem negra é substituída por marrom avermelhada, sem haver o branco das asas e cauda. Nos dois sexos, destaca-se o vermelho intenso dos olhos da ave adulto.

Possui dez subespécies reconhecidas:

  • Taraba major major (Vieillot, 1816) – ocorre no leste da Bolívia até o sul e centro do Brasil, oeste do Paraguai e norte da Argentina;
  • Taraba major melanocrissus (P. L. Sclater, 1860) – ocorre na encostas do Caribe do sudeste do México, na região de San Luis Potosí até o oeste do Panamá;
  • Taraba major obscurus (Zimmer, 1933) – ocorre do oeste da Costa Rica até o Panamá e norte da Colômbia;
  • Taraba major granadensis (Cabanis, 1872) – ocorre no Caribe nas encostas do norte da Colômbia até o noroeste da Venezuela;
  • Taraba major semifasciatus (Cabanis, 1872) – ocorre no extremo leste da Colômbia até o sul da Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Taraba major duidae (Chapman, 1929) – ocorre nos Tepuis do sudeste da Venezuela, na região do monte Duida;
  • Taraba major melanurus (P. L. Sclater, 1855) – ocorre do sudeste da Colômbia até o leste do Equador, leste do Peru e sudoeste da Amazônia brasileira;
  • Taraba major borbae (Pelzeln, 1868) – ocorre na Amazônia brasileira, na região do rio Purus até o rio Madeira;
  • Taraba major stagurus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no Nordeste do Brasil, do leste do estado do Maranhão até o estado do Espiríto Santo;
  • Taraba major transandeanus (P. L. Sclater, 1855) – ocorre da costa sudoeste da Colômbia até o oeste do Equador e noroeste do Peru, na região de Tumbes.
  • (Clements checklist, 2014).

Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Comentários:

É uma espécie comum, que habita a vegetação densa do estrato baixo de capoeiras, clareiras e bordas de florestas com vegetação arbustiva, tanto em regiões úmidas quanto secas. Vive geralmente aos pares, pulando em meio a emaranhados de cipós e arbustos a uma altura de 1 a 5 metros, o que o torna difícil de ser observado

Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choro-boi Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Taraba_major Acesso em 14 de Outubro de 2010.

Borralhara-assobiadora – (Mackenziaena leachii)

A borralhara-assobiadora Mackenziaena leachii é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil e também no Paraguai, Argentina e Uruguai.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Borralhara-assobiadora
  • Nome inglês: Large-tailed Antshrike
  • Nome científico: Mackenziaena leachii
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões sul e sudeste do Brasil. Encontrada também no Paraguai, Argentina e Uruguai, nas áreas fronteiriças com o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos vertebrados como anuros, lagartos, cobras, grandes artrópodes e caracóis terrestres.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 22cm de comprimento, sendo uma espécie grande da família. Os machos são pretos com pintas brancas e com a cauda preta, enquanto as fêmeas, são pretas com pintas e barras canela em todo o corpo. Tanto o macho como a fêmea apresentam íris avermelhada.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas úmidas até 1650m de altitude, em matas secundárias, bambuzais e até sub-bosques sujos de eucaliptais. Normalmente visto aos pares, em sub-bosque denso de florestas úmidas.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Borralhara-assobiadora Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/borralhara-assobiadora Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Choca-de-chapéu-vermelho – (Thamnophilus ruficapillus)

A choca-de-chapéu-vermelho Thamnophilus ruficapillus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorrem no Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Choca-de-chapéu-vermelho
  • Nome inglês: Rufous-capped Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus ruficapillus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nas regiões sul e sudeste, mais especificamente nas montanhas e serras altas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Encontrados também no Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.
  • Alimentação: Alimentação basicamente de frutos e insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em o formato de um cestinho aberto, confeccionado com fibras, hastes e musgo, e fica geralmente numa forquilha horizontal. Os pais se revezam tanto na construção do ninho quanto nos cuidados com a prole. O ciclo reprodutivo geralmente está vinculado às correições, já que a atividade das formigas corresponde a uma maior fartura de alimentos a esses pássaros e seus filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 21 e 24 gramas. Para a identificação, o píleo do macho é rufo. O peito da fêmea é levemente barrado nos lados.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus ruficapillus ruficapillus (Vieillot, 1816) – ocorre do leste do Paraguai, noroeste da Argentina, e no Uruguai até o sudeste do Brasil;
  • Thamnophilus ruficapillus jaczewskii (Domaniewski, 1925) – ocorre no norte do Peru;
  • Thamnophilus ruficapillus marcapatae (Hellmayr, 1912) – ocorre no sul do Peru, nas regiões de Cuzco e Puno;
  • Thamnophilus ruficapillus subfasciatus (P. L. Sclater & Salvin, 1876) – ocorre no noroeste da Bolívia, da região de La Paz até o oeste de Cochabamba;
  • Thamnophilus ruficapillus cochabambae (Chapman, 1921) – ocorre no leste e sul da Bolívia e no noroeste da Argentina.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas secundárias ralas, capoeiras em regeneração, campos de altitude e áreas semiabertas, adaptando-se bem em áreas de influência antrópica.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Choquinha-de-peito-pintado – (Dysithamnus stictothorax)

A Choquinha-de-peito-pintado Dysithamnus stictothorax é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no sul da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Também encontrado na Argentina.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Choquinha-de-peito-pintado
  • Nome inglês: Spot-breasted Antvireo
  • Nome científico: Dysithamnus stictothorax
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no sul da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Também encontrado na Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas,borboletas
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça rasa, preso entre os galhos de pequenas árvores e arbustos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede 13 centímetros de comprimento. Ambos os sexos diferenciam-se de outros Dysithamnus pelo padrão de marcas contrastantes da cabeça. Pode ser sintópico com a choquinha-lisa.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Ocorre na Mata Atlântica até 1300 m de altitude. Vive geralmente em casais, acompanham bandos mistos pelos estratos baixos, tanto na mata primária quanto na secundária.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Áreas de ocorrência no Brasil.

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/choquinha-de-peito-pintado Acesso em 08 Setembro de 2010.

Choca-barrada – (Thamnophilus doliatus)

A choca-barrada Thamnophilus doliatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil principalmente no cerrado estando em expansão para outros biomas.

Choca-barrada Foto – Espedito Maximo
  • Nome popular: Choca-barrada
  • Nome inglês: Barred Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus doliatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil principalmente no cerrado.
  • Alimentação: Percorre a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves.
  • Reprodução: Constrói seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. O ninho em forma de taça costuma ser construído em arbustos fechados. Os ovos, geralmente dois, são incubados pelo casal por cerca de duas semanas. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que levam mais duas semanas para abandonar o ninho. Há relatos de casais que procriaram duas vezes na mesma estação reprodutiva.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choca-barrada Foto – Espedito Maximo

Características:

O macho tem a coloração negra mais acentuada, enquanto a fêmea é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Mede em média 16 centímetros de comprimento.

Possui onze subespécies:

  • Thamnophilus doliatus doliatus (Linnaeus, 1764) – ocorre do nordeste da Colômbia até as Guianas e na Amazônia brasileira; occorre também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Thamnophilus doliatus intermedius (Ridgway, 1888) – ocorre do leste do México, na região de Tamaulipas, até Belize, Guatemala e Oeste do Panamá.
  • Thamnophilus doliatus eremnus (Wetmore, 1957) – ocorre na ilha de Coiba no Panamá.
  • Thamnophilus doliatus nigricristatus (Lawrence, 1865) – ocorre na região central do Panamá, do leste da região de Chiriquí, sul de Veraguas até o oeste de San Blas;
  • Thamnophilus doliatus nesiotes (Wetmore, 1970) – ocorre nas ilhas Pérolas no Golfo do Panamá;
  • Thamnophilus doliatus albicans (Lafresnaye, 1844) – ocorre da costa do Caribe da Colômbia do sul do vale de Magdalena até a região de Huila;
  • Thamnophilus doliatus nigrescens (Lawrence, 1867) – ocorre no norte e centro da Colômbia a leste da Cordilheira dos Andes e no noroeste da Venezuela, a norte da Cordilheira dos Andes;
  • Thamnophilus doliatus tobagensis (Hartert & Goodson, 1917) – ocorre na ilha de Tobago no Caribe.
  • Thamnophilus doliatus difficilis (Hellmayr, 1903) – ocorre na região central e leste do Brasil, do leste do estado do Maranhão até o leste do estado de Mato Grosso, em Goiás e no oeste da Bahia;
  • Thamnophilus doliatus radiatus (Vieillot, 1816) – ocorre do extremo sudeste da Colômbia até o leste do Peru, na Bolívia, Paraguai, e no norte da Argentina;
  • Thamnophilus doliatus cadwaladeri (Bond & Meyer de Schauensee, 1940) – ocorre no sul da Bolívia da região de Tarija.
Choca-barrada Foto – Espedito Maximo

Comentários:

Habita capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. É a choca de distribuição mais ampla e a que mais se aproxima do ser humano, tanto por não ser arisca quanto por ser bem generalista e se adaptar a áreas alteradas. Sua distribuição original compreendia cerradões, bordas de matas de galeria e outras formações florestais não muito densas. No fim da década de 80 sua aparição em áreas urbanas foi até motivo para publicações em periódicos ornitológicos, mas hoje em dia sua presença em nossas cidades já não é mais novidade e já foi encontrada até mesmo em parques próximos ao centro de metrópoles como Campinas e Ribeirão Preto. Sua distribuição vem crescendo e recentemente chegou à cidade de São Paulo, que está fora de sua distribuição original, que era restrita a áreas de cerrado.

Choca-barrada Foto – Espedito Maximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-barrada Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-barrada Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Papa-taoca-do-sul – (Pyriglena leucoptera)

A papa-taoca-do-sul Pyriglena leucoptera é uma ave da família Thamnophilidae Ocorre no Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul. Também é avistado no Uruguai, Argentina e Paraguai.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Papa-taoca-do-sul
  • Nome inglês: White-shouldered Fire-eye
  • Nome científico: Pyriglena leucoptera
  • Família: Thamnophilidae
  • Subamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, e no Uruguai, Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura na vegetação baixa e no solo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de bola grande e fechada (de cerca de 10 cm de diâmetro) confeccionado com folhas secas e raízes, assentada no solo com entrada lateral superior.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 17 cm de comprimento. O macho é negro reluzente, com olhos vermelhos. Tem duas barras alvas sobre a asa e com área dorsal branca oculta. A fêmea é parda com partes inferiores mais claras e com a mesma mácula oculta do macho. Costuma emitir de 4 a 6 assobios ressonantes.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Habita a pouca altura na mata, em vegetação secundária e também perto de habitações. Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar e levantar a cauda lentamente. Locomove-se predominantemente saltando e pulando, seja pela ramaria ou no solo. É uma frequente seguidora de formigas de correição, sendo que sua presença numa determinada área é o melhor indício da presença destas formigas. Vocalizam especialmente em horários crepusculares, entretanto, ao encontrarem formigas de correição, costumam vocalizar incessantemente, indicando possivelmente para outras aves a localização da correição.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Choquinha-de-asa-ferrugem – (Dysithamnus xanthopterus)

A choquinha-de-asa-ferrugem Dysithamnus xanthopterus é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil, ocorre do Rio de Janeiro até Santa Catarina.

Choquinha-de-asa-ferrugem Foto – Aisse Gaertner
  • Nome popular: Choquinha-de-asa-ferrugem
  • Nome inglês: Rufous-backed Antvireo
  • Nome científico: Dysithamnus xanthopterus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes caçados em meio a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de pequena tigela, a pouca altura, preso em pequenos arbustos ou trepadeira, feito com fibras vegetais e musgos, Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choquinha-de-asa-ferrugem Foto – Hilton Filho

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. O macho apresenta plumagem inconfundível e a fêmea lembra a fêmea da choca-de-asa-vermelha; porém, vivem em locais diferentes.

Choquinha-de-asa-ferrugem Foto – Luiz Bravo

Comentários:

Frequenta matas secas serranas entre 750 e 1700 m de altitude, é muito encontrado também em bambuzais e taquarais. Geralmente prefere forragear nos estratos mais altos da floresta.

Choquinha-de-asa-ferrugem Foto – Ivan Cesar

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-de-asa-vermelha – (Thamnophilus torquatus)

A choca-de-asa-vermelha Thamnophilus torquatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Nordeste e noa região central do Brasil. Podemos encontrá-los em matas de galeria, áreas de cerrado e caatinga e em áreas litorâneas.

Choca-de-asa-vermelha Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Choca-de-asa-vermelha
  • Nome inglês: Rufous-winged Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus torquatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste e no Brasil Central.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e alguns frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tigela, em meio á folhagem densa de pequenas árvores e arbustos, põe geralmente 2 a 3 ovos sendo chocados pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choca-de-asa-vermelha Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento e pesa entre 18 e 20 gramas. Com asas acastanhadas e a face de coloração cinza, esta espécie apresenta dimorfismo sexual acentuado. A cabeça do macho da espécie apresenta a coroa com uma pequena crista de coloração preta e na fêmea esta coroa com crista é castanha. Quando em situação de alerta mantém a crista eriçada. Na porção posterior ao olho tem uma fina estria pós ocular de coloração escura. Peito do macho apresenta-se barrado e o da fêmea é castanho e quase totalmente liso, apresentando barrado bastante insipiente. O ventre e os flancos são cinza-pardacentos. A cauda do macho é preta e apresenta as pontas das retrizes de coloração branca. A cauda da fêmea é castanha. Bico forte de coloração cinzenta, tarsos e pés são cinzentos e a íris de ambos os sexos é vermelha

Choca-de-asa-vermelha Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Habitam matas de galeria, áreas de cerrado e caatinga, e áreas litorâneas.

Choca-de-asa-vermelha Foto – Edgard Thomas

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chorozinho-de-bico-comprido – (Herpsilochmus longirostris)

O chorozinho-de-bico-comprido Herpsilochmus longirostris é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Chorozinho-de-bico-comprido
  • Nome inglês: Large-billed Antwren
  • Nome científico: Herpsilochmus longirostris
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilidae
  • Habitat: Espécie endêmica do cerrado, ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantis e Distrito Federal.
  • Alimentação: Alimenta-se de larvas, besouros, insetos e outros invertebrados que caça entre a folhagem.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Características:

Tem dimorfismo sexual bem distinto. Enquanto o macho parece uma versão maior e mais escura do chorozinho-de-chapéu-preto – (Herpsilochmus atricapillus), com o peito levemente riscado, a fêmea é completamente diferente. A coloração dominante é um alaranjado forte, mais amarelado no ventre. Asas e cauda com os pontos brancos e contrastes como no macho

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta a parte alta das matas ciliares, cerradões e mata seca. Raramente desce a menos de 3 metros do chão. É mais fácil escutá-los do que vê-los. Vivem em casais ou pequenos grupos, ocasionalmente em bandos mistos com outras espécies de insetívoros pequenos da copa.

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em Chorozinho-de-bico-comprido Acesso em 11 Julho de 2010.