Bicudinho-do-brejo-paulista – (Formicivora paludicola)

O bicudinho-do-brejo-paulista Formicivora paludicola é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre somente no estado de São Paulo.

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Nina Wenoli
  • Nome popular: Bicudinho-do-brejo-paulista
  • Nome inglês: São Paulo Antwren
  • Nome científico: Formicivora paludicola
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nos brejos e charcos dos Municípios paulistas de Mogi das Cruzes, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Guararema, São José dos Campos e Santa Branca.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes, caçados a baixa altura, aos casais ou pequenos grupos familiares.
  • Reprodução: Reproduz-se Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela aberta, feito com fibras vegetais e preso em gramíneas e arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo Crítico

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Nina Wenoli

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento, tem o bico alongado e fino. As coxas e a porção inferior dos machos são pretas, mais escuras do que essas partes do bicudinho-do-brejoFormicivora acutirostris. Seu dorso é de um tom marrom-acinzentado escuro, igualmente distinto do da espécie irmã; A fêmea apresenta face e partes inferiores negras marcadas de branco com flancos e crisso oliva-amarronzado escuro, cauda negra, graduada e composta de dez retrizes.

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Frequentam os brejos constituídos principalmente por taboa – Typha dominguensis e piri – Schoenoplectus californicus, onde costuma se mover em voos curtos e saltos nos estratos mais baixos da vegetação do brejo, sem vocalizar muito. Em uma área de vida não maior que 0,60 ha, a ave vive em pares ou pequenos grupos familiares, defendendo seus territórios e forrageando em busca de insetos, tais como pequenos artrópodes ou larvas de borboletas. Distribuição Geográfica

Bicudinho-do-brejo-paulista Foto – Jarbas Mattos

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • PESQUISA FAPESP – disponível em : https://revistapesquisa.fapesp.br/nos-brejos-alto-tiete Acesso em 23 de Maio de 2015.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-barrada – (Thamnophilus doliatus)

A choca-barrada Thamnophilus doliatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil principalmente no cerrado estando em expansão para outros biomas.
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  • Nome popular: Choca-barrada
  • Nome inglês: Barred Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus doliatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil principalmente no cerrado.
  • Alimentação: Percorre a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves.
  • Reprodução: Constrói seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. O ninho em forma de taça costuma ser construído em arbustos fechados. Os ovos, geralmente dois, são incubados pelo casal por cerca de duas semanas. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que levam mais duas semanas para abandonar o ninho. Há relatos de casais que procriaram duas vezes na mesma estação reprodutiva.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-barrada {field 15}
Características:

O macho tem a coloração negra mais acentuada, enquanto a fêmea é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Mede em média 16 centímetros de comprimento.

Possui onze subespécies:

  • Thamnophilus doliatus doliatus (Linnaeus, 1764) – ocorre do nordeste da Colômbia até as Guianas e na Amazônia brasileira; occorre também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Thamnophilus doliatus intermedius (Ridgway, 1888) – ocorre do leste do México, na região de Tamaulipas, até Belize, Guatemala e Oeste do Panamá.
  • Thamnophilus doliatus eremnus (Wetmore, 1957) – ocorre na ilha de Coiba no Panamá.
  • Thamnophilus doliatus nigricristatus (Lawrence, 1865) – ocorre na região central do Panamá, do leste da região de Chiriquí, sul de Veraguas até o oeste de San Blas;
  • Thamnophilus doliatus nesiotes (Wetmore, 1970) – ocorre nas ilhas Pérolas no Golfo do Panamá;
  • Thamnophilus doliatus albicans (Lafresnaye, 1844) – ocorre da costa do Caribe da Colômbia do sul do vale de Magdalena até a região de Huila;
  • Thamnophilus doliatus nigrescens (Lawrence, 1867) – ocorre no norte e centro da Colômbia a leste da Cordilheira dos Andes e no noroeste da Venezuela, a norte da Cordilheira dos Andes;
  • Thamnophilus doliatus tobagensis (Hartert & Goodson, 1917) – ocorre na ilha de Tobago no Caribe.
  • Thamnophilus doliatus difficilis (Hellmayr, 1903) – ocorre na região central e leste do Brasil, do leste do estado do Maranhão até o leste do estado de Mato Grosso, em Goiás e no oeste da Bahia;
  • Thamnophilus doliatus radiatus (Vieillot, 1816) – ocorre do extremo sudeste da Colômbia até o leste do Peru, na Bolívia, Paraguai, e no norte da Argentina;
  • Thamnophilus doliatus cadwaladeri (Bond & Meyer de Schauensee, 1940) – ocorre no sul da Bolívia da região de Tarija.
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Comentários:

Habita capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. É a choca de distribuição mais ampla e a que mais se aproxima do ser humano, tanto por não ser arisca quanto por ser bem generalista e se adaptar a áreas alteradas. Sua distribuição original compreendia cerradões, bordas de matas de galeria e outras formações florestais não muito densas. No fim da década de 80 sua aparição em áreas urbanas foi até motivo para publicações em periódicos ornitológicos, mas hoje em dia sua presença em nossas cidades já não é mais novidade e já foi encontrada até mesmo em parques próximos ao centro de metrópoles como Campinas e Ribeirão Preto. Sua distribuição vem crescendo e recentemente chegou à cidade de São Paulo, que está fora de sua distribuição original, que era restrita a áreas de cerrado.

Choca-barrada {field 15}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-barrada Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-barrada Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Choca-de-asa-vermelha – (Thamnophilus torquatus)

A choca-de-asa-vermelha é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Nordeste e noa região central do Brasil. Podemos encontrá-los em matas de galeria, áreas de cerrado e caatinga e em áreas litorâneas.
Choca-de-asa-vermelha {field 6}
  • Nome popular: Choca-de-asa-vermelha
  • Nome inglês: Rufous-winged Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus torquatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste e no Brasil Central.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e alguns frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tigela, em meio á folhagem densa de pequenas árvores e arbustos, põe geralmente 2 a 3 ovos sendo chocados pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-de-asa-vermelha {field 6}
Características:

Mede 14 centímetros. Para a identificação dessa espécie o píleo do macho é preto e peito da fêmea é liso.

Choca-de-asa-vermelha {field 6}
Comentários:

Habitam matas de galeria, áreas de cerrado e caatinga, e áreas litorâneas.

Choca-de-asa-vermelha {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-de-asa-vermelha Acesso em 08 Setembro de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-de-asa-vermelha Acesso em 14 de Outubro de 2012.

Choca-listrada – (Thamnophilus palliatus)

A Choca-listrada é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecida também como choca, choca-lineada, espanta-raposa e xorró.
Choca-listrada {field 7}
  • Nome popular: Choca-listrada
  • Nome inglês: Chestnut-backed Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus palliatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Presente em duas regiões separadas, na Amazônia, ao sul do Rio Amazonas, da fronteira com o Peru e Bolívia (países em que também está presente) ao Pará, Maranhão e Piauí e, na costa leste, da Paraíba ao Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes, larvas e insetos, caçados na folhagem das arvores e arbustos a pequena altura.
  • Reprodução: Constroem o ninho com fibras vegetais entrelaçadas preso a pequenos galhos de arbustos a 3 ou 4 metros do solo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 16 cm de comprimento e pesa 21 g. O macho apresenta o alto da cabeça de cor preta e a fêmea de cor castanha.

Possui quatro subespécies reconhecidas:
  • Thamnophilus palliatus palliatus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no Brasil ao sul do Rio Amazonas e na região costeira do nordeste do Brasil, nos estados da Paraíba até o norte da Bahia.
  • Thamnophilus palliatus puncticeps (P. L. Sclater, 1890) – ocorre do sudeste do Peru, das regiões de Cusco e Puno até o norte da Bolívia e no sul da Amazônia brasileira.
  • Thamnophilus palliatus vestitus (Lesson, 1831) – ocorre no leste do Brasil, na região costeira dos estados da Bahia até o estado do Rio de Janeiro.
  • Thamnophilus palliatus similis (Zimmer, 1933) – ocorre nas encostas do leste da Cordilheira dos Andes na porção central do Peru, nas regiões de Huánuco e Junín.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Habita bordas de florestas úmidas e de montanhas, clareiras em regeneração, áreas com emaranhados de cipós, capoeiras arbustivas e quintais. Normalmente encontrada aos pares, pulando em meio à vegetação, em busca de insetos. Varia de incomum a bastante comum nas regiões onde está presente

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-listrada Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-listrada Acesso em 14 de Outubro de 2014.

Choca-da-mata – (Thamnophilus caerulescens)

A choca-da-mata é uma ave da família Thamnophilidae.Como seu nome indica é vista frequentemente em bordas de matas e capoeiras entre ramos fechados das copas. Alimenta-se de artrópodes. Provavelmente a choca mais comum das bordas de mata do Brasil não-amazônico.

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  • Nome popular:Choca-da-mata
  • Nome inglês:Variable Antshrike
  • Nome científico:Thamnophilus caerulescens
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Ocorre em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Assim como outras chocas alimenta-se basicamente de insetos que captura ao inspecionar as folhas e os caules de trepadeiras, mas também pode incluir pequenos frutos em sua dieta.
  • Reprodução: O ninho é uma pequena tigela feita a base de gravetos sobre uma forquilha de árvore ou nas ramagens de trepadeiras. O casal se reveza na construção do ninho e alimentação dos filhotes, que costumam ser dois, mas já foram relatados casos em que o macho abandonou o ninho e a fêmea criou os dois filhotes sozinha e com sucesso. Pões dois ovos claros com pintas e desenhos pela superfície.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem 15 centímetros e pesa 20 gramas. Há dimorfismo sexual, a coloração do macho é meio acinzentada, o alto da cabeça é negro e o ventre é mais claro. Já a fêmea distingue-se pela plumagem parda. Ambos os sexos possuem pintas claras nas asas. Uma característica que distingue esta espécie de outras chocas é a falta de pintas ou barras escuras ou de manchas pardas no macho.

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Comentários:

É uma espécie encontrada geralmente aos casais nos estratos médios e inferiores de florestas secundárias, nas matas de galeria e bordas de matas densas pulando por entre as ramagens, trepadeiras e cipós. Aparentemente vem ganhando espaço nas regiões urbanizadas mais arborizadas como parques e pomares. Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar lentamente a cauda. Locomove-se predominantemente saltando e pulando, seja pela ramaria ou no solo. Pode ser vista remexendo as ramagens e folhas.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choca-da-mata Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choca-da-mata Acesso em 14 de Outubro de 2011.

Dituí – (Drymophila ferruginea)

O Dituí  Drymophila ferruginea é uma ave da família Thamnophilidae, endêmica do Brasil. Ocorre da Bahia a Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

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  • Nome popular: Dituí
  • Nome inglês: Ferruginous Antbird
  • Nome científico: Drymophila ferruginea
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia a Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes como aranhas, centopeias e lacraias, lagartas de insetos. Costuma seguir formigas de correição para se alimentar de outros insetos que elas espantam.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, escondido na densa folhagem a meia altura , utiliza gramíneas musgos e outras fibras vegetais, põe em média 3 ovos brancos manchados de marrom avermelhado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. Tem a parte de cima do corpo preto e branco, região acima da cauda castanha, parte de baixo do corpo cor de ferrugem. Asas pretas com pintas brancas, cauda preta com a ponta pintada de branco. Lista branca acima e abaixo da região dos olhos.

Dituí {field 5}

Comentários:

Frequenta florestas primárias e secundárias e sub-bosques subtropicais ou tropicais úmidas de baixa e alta altitude (800m a 1200m), muitas vezes associado a taquarais, emaranhados de cipó e clareiras. Pode ser observado em casais, locomovendo-se nos galhos saltando e pulando. Eventualmente pode acompanhar bandos mistos pelo sub-bosque e sub-copas.

Dituí {field 5}

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/ditui Acesso em 08 Setembro de 2010.

Choquinha-lisa – (Dysithamnus mentalis)

A choquinha-lisa Dysithamnus mentalis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre em quase todo o Brasil e também no México, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
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  • Nome popular: Choquinha-lisa
  • Nome inglês: Plain Antvireo
  • Nome científico: Dysithamnus mentalis
  • Família: Thamnophilidae
  • Habitat: Ocorre do México ao Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina, e em quase todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos, aranhas e larvas. Mas já foi visto também se alimentando-se de bagas de visco. Vive geralmente aos pares, pulando em busca do alimento a pouca altura do solo, entre 4 a 5 m de altura, entre folhas e galhos finos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de xícara, em arbustos. Põe 2 ovos esbranquiçados, manchados de marrom-arroxeado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média de 12 cm de comprimento e pesa em torno13 g. O macho possui a cabeça cinza com uma máscara cinza escura. A parte superior é cinza oliváceo e a inferior é amarelada, com tonalidades cinzas no peito e esbranquiçada na garganta. Asas com discretas marcas brancas, pouco perceptíveis. Fêmea de tonalidade mais marrom principalmente na coroa.

Tem dezoito subespécies reconhecidas:
  • Dysithamnus mentalis mentalis (Temminck, 1823) – ocorre no sudeste do Brasil; do estado da Bahia até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina;
  • Dysithamnus mentalis septentrionalis (Ridgway, 1908) – ocorre nas costas do Oceano Atlântico do sul do México; no estado de Campeche e Chiapas até o oeste do Panamá;
  • Dysithamnus mentalis suffusus (Nelson, 1912) – ocorre no leste do Panamá na região de Darién e no noroeste da Colômbia no norte da região de Chocó e Antioquia;
  • Dysithamnus mentalis extremus (Todd, 1916) – ocorre no oeste da cordilheira dos Andes e no oeste da região central das encostas da cordilheira dos Andes da Colômbia;
  • Dysithamnus mentalis semicinereus (P. L. Sclater, 1855) – ocorre na região oeste e central da cordilheira dos Andes da Colômbia;
  • Dysithamnus mentalis viridis (Aveledo & Pons, 1952) – ocorre nas montanhas do norte da Colômbia e da Venezuela;
  • Dysithamnus mentalis cumbreanus (Hellmayr & Seilern, 1915) – ocorre nas montanhas da costa norte da Venezuela; da região de Falcón e Lara até o norte de Sucre;
  • Dysithamnus mentalis andrei (Hellmayr, 1906) – ocorre no nordeste da Venezuela; do sul da região de Sucre até o nordeste de Bolívar; e na ilha de Trinidad;
  • Dysithamnus mentalis oberi (Ridgway, 1908) – ocorre na ilha de Tobago;
  • Dysithamnus mentalis ptaritepui (Zimmer & W. H. Phelps, 1946) – ocorre nos Tepuis do sul da Venezuela; na região do Ptari-tepui e do Sororopán-tepui;
  • Dysithamnus mentalis spodionotus (Salvin & Godman, 1883) – ocorre no sul da Venezuela; no sul da região de Bolívar e Amazonas e no norte do Brasil no estado de Roraima;
  • Dysithamnus mentalis aequatorialis (Todd, 1916) – ocorre nas montanhas da costa do Oceano Pacifico do oeste do Equador e no extremo noroeste do Peru na região de Tumbes;
  • Dysithamnus mentalis napensis (Chapman, 1925) – ocorre do extremo sul da Colômbia até o extremo norte do Peru na província do Amazonas;
  • Dysithamnus mentalis tambillanus (Taczanowski, 1884) – ocorre ao leste da cordilheira dos Andes na região norte e central do Peru;
  • Dysithamnus mentalis olivaceus (Tschudi, 1844) – ocorre no leste da cordilheira dos Andes do Peru nas encostas da região de Pasco até a região de Cusco e no oeste da região de Madre de Dios;
  • Dysithamnus mentalis tavarae (Zimmer, 1932) ocorre do sudeste do Peru no sudeste da região de Madre de Dios até a região central da Bolívia;
  • Dysithamnus mentalis emiliae (Hellmayr, 1912) – ocorre no nordeste do Brasil; do sudeste do estado do Pará e norte do Maranhão, até o estado de Alagoas;
  • Dysithamnus mentalis affinis (Pelzeln, 1868) – ocorre no extremo nordeste da Bolívia e na região central do Brasil.
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Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas de montanhas, bordas de florestas, capoeiras e florestas de galeria. É comum, especialmente, no sudeste brasileiro.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choquinha-lisa Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choquinha-lisa Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Choró-boi – (Taraba major)

O choró-boi Taraba major é uma ave da família Thamnophilidae. Também conhecido pelos nomes populares de choca, choca-boi, chororó-olho-de-fogo, cã-cã-de-fogo. Ocorre no México, Panamá e em praticamente toda a América do Sul, com exceção do Chile.

Choró-boi Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Choró-boi
  • Nome inglês: Great Antshrike
  • Nome científico: Taraba major
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre do México ao Panamá e em praticamente toda a América do Sul, com exceção do Chile.
  • Alimentação: Frequenta o estrato baixo, caçando invertebrados nos galhos e folhas. eventualmente segue bandos mistos ou formigas-de-correição. Também se alimenta de caramujos
  • Reprodução: Constrói um ninho com fibras e raízes, em formato de bolsa pendente de uma forquilha horizontal, característico de todas as aves dessa família. Põe 2 ovos de cor creme, manchados de marrom e lilás. Sua reprodução começa em julho e vai até novembro/dezembro. Macho e fêmea chocam os ovos e cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 20 centímetros. O macho tem negro no dorso, em forte contraste com o branco da região ventral, asas com faixas brancas e cauda com bolas brancas, também destacadas. Na fêmea, toda a plumagem negra é substituída por marrom avermelhada, sem haver o branco das asas e cauda. Nos dois sexos, destaca-se o vermelho intenso dos olhos da ave adulto.

Possui dez subespécies reconhecidas:

  • Taraba major major (Vieillot, 1816) – ocorre no leste da Bolívia até o sul e centro do Brasil, oeste do Paraguai e norte da Argentina;
  • Taraba major melanocrissus (P. L. Sclater, 1860) – ocorre na encostas do Caribe do sudeste do México, na região de San Luis Potosí até o oeste do Panamá;
  • Taraba major obscurus (Zimmer, 1933) – ocorre do oeste da Costa Rica até o Panamá e norte da Colômbia;
  • Taraba major granadensis (Cabanis, 1872) – ocorre no Caribe nas encostas do norte da Colômbia até o noroeste da Venezuela;
  • Taraba major semifasciatus (Cabanis, 1872) – ocorre no extremo leste da Colômbia até o sul da Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Taraba major duidae (Chapman, 1929) – ocorre nos Tepuis do sudeste da Venezuela, na região do monte Duida;
  • Taraba major melanurus (P. L. Sclater, 1855) – ocorre do sudeste da Colômbia até o leste do Equador, leste do Peru e sudoeste da Amazônia brasileira;
  • Taraba major borbae (Pelzeln, 1868) – ocorre na Amazônia brasileira, na região do rio Purus até o rio Madeira;
  • Taraba major stagurus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no Nordeste do Brasil, do leste do estado do Maranhão até o estado do Espiríto Santo;
  • Taraba major transandeanus (P. L. Sclater, 1855) – ocorre da costa sudoeste da Colômbia até o oeste do Equador e noroeste do Peru, na região de Tumbes.
  • (Clements checklist, 2014).

Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Comentários:

É uma espécie comum, que habita a vegetação densa do estrato baixo de capoeiras, clareiras e bordas de florestas com vegetação arbustiva, tanto em regiões úmidas quanto secas. Vive geralmente aos pares, pulando em meio a emaranhados de cipós e arbustos a uma altura de 1 a 5 metros, o que o torna difícil de ser observado

Choró-boi Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/choro-boi Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Taraba_major Acesso em 14 de Outubro de 2010.

Borralhara-assobiadora – (Mackenziaena leachii)

A borralhara-assobiadora Mackenziaena leachii é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil e também no Paraguai, Argentina e Uruguai.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Borralhara-assobiadora
  • Nome inglês: Large-tailed Antshrike
  • Nome científico: Mackenziaena leachii
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões sul e sudeste do Brasil. Encontrada também no Paraguai, Argentina e Uruguai, nas áreas fronteiriças com o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos vertebrados como anuros, lagartos, cobras, grandes artrópodes e caracóis terrestres.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 22cm de comprimento, sendo uma espécie grande da família. Os machos são pretos com pintas brancas e com a cauda preta, enquanto as fêmeas, são pretas com pintas e barras canela em todo o corpo. Tanto o macho como a fêmea apresentam íris avermelhada.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas úmidas até 1650m de altitude, em matas secundárias, bambuzais e até sub-bosques sujos de eucaliptais. Normalmente visto aos pares, em sub-bosque denso de florestas úmidas.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Borralhara-assobiadora Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/borralhara-assobiadora Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Choca-de-chapéu-vermelho – (Thamnophilus ruficapillus)

A choca-de-chapéu-vermelho Thamnophilus ruficapillus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorrem no Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Choca-de-chapéu-vermelho
  • Nome inglês: Rufous-capped Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus ruficapillus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nas regiões sul e sudeste, mais especificamente nas montanhas e serras altas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Encontrados também no Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.
  • Alimentação: Alimentação basicamente de frutos e insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em o formato de um cestinho aberto, confeccionado com fibras, hastes e musgo, e fica geralmente numa forquilha horizontal. Os pais se revezam tanto na construção do ninho quanto nos cuidados com a prole. O ciclo reprodutivo geralmente está vinculado às correições, já que a atividade das formigas corresponde a uma maior fartura de alimentos a esses pássaros e seus filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 21 e 24 gramas. Para a identificação, o píleo do macho é rufo. O peito da fêmea é levemente barrado nos lados.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus ruficapillus ruficapillus (Vieillot, 1816) – ocorre do leste do Paraguai, noroeste da Argentina, e no Uruguai até o sudeste do Brasil;
  • Thamnophilus ruficapillus jaczewskii (Domaniewski, 1925) – ocorre no norte do Peru;
  • Thamnophilus ruficapillus marcapatae (Hellmayr, 1912) – ocorre no sul do Peru, nas regiões de Cuzco e Puno;
  • Thamnophilus ruficapillus subfasciatus (P. L. Sclater & Salvin, 1876) – ocorre no noroeste da Bolívia, da região de La Paz até o oeste de Cochabamba;
  • Thamnophilus ruficapillus cochabambae (Chapman, 1921) – ocorre no leste e sul da Bolívia e no noroeste da Argentina.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas secundárias ralas, capoeiras em regeneração, campos de altitude e áreas semiabertas, adaptando-se bem em áreas de influência antrópica.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Choquinha-de-peito-pintado – (Dysithamnus stictothorax)

A Choquinha-de-peito-pintado Dysithamnus stictothorax é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no sul da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Também encontrado na Argentina.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Choquinha-de-peito-pintado
  • Nome inglês: Spot-breasted Antvireo
  • Nome científico: Dysithamnus stictothorax
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no sul da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Também encontrado na Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas,borboletas
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça rasa, preso entre os galhos de pequenas árvores e arbustos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede 13 centímetros de comprimento. Ambos os sexos diferenciam-se de outros Dysithamnus pelo padrão de marcas contrastantes da cabeça. Pode ser sintópico com a choquinha-lisa.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Ocorre na Mata Atlântica até 1300 m de altitude. Vive geralmente em casais, acompanham bandos mistos pelos estratos baixos, tanto na mata primária quanto na secundária.

Choquinha-de-peito-pintado Foto – Afonso de Bragança

Áreas de ocorrência no Brasil.

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/choquinha-de-peito-pintado Acesso em 08 Setembro de 2010.

Zidedê – (Terenura maculata)

O zidedê é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil em uma faixa litorânea que vai da Bahia até Santa Catarina. Encontrado também na Argentina e no Paraguai.

Zidedê Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Zidedê
  • Nome inglês: Streak-capped Antwren
  • Nome científico: Terenura maculata
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, da Bahia a Santa Catarina, incluindo Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos, aranhas e larvas. Geralmente forrageia em pares, embora também sozinho ou em grupos familiares.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de um pequeno saco pendurado na ponta de um pequeno galho a cerca de 5 m acima do solo
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Zidedê Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 10 cm de comprimento. Tem a cabeça rajada, a região lombar marrom, a cauda e asas negras e o peito amarelo.

Zidedê Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta florestas a média altura ou no alto das árvores entre 0m a 1250m de altitude. Locomove-se nos galhos saltando e pulando acompanhado bandos mistos.

Zidedê Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/zidede  Acesso em 18 Setembro de 2010.

Choquinha-da-serra – (Drymophila genei)

A choquinha-da-serra Drymophila genei é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do sudeste do Brasil.

Choquinha-da-serra {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-da-serra
  • Nome inglês: Rufous-tailed Antbird
  • Nome científico: Drymophila genei
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, e pode ser encontrada em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, sendo restrita as áreas do Sudeste do país.
  • Alimentação: Alimenta-se de besouros, insetos, larvas e outros artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forquilhas de árvores a cerca de 2 metros do solo. Põe geralmente 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-da-serra {field 11}

Características:

Mede em média entre 13 a 14 centímetros macho e fêmea são facilmente identificáveis. O macho tem topete e peito pretos com manchas pretas e brancas que parecem escamas, e suas asas e cauda são cor de ferrugem. A fêmea tem topete, peito e barriga marrons são de cor enferrujada, o tanto o macho quanto a fêmea têm olhos pretos com uma faixa preta adjacente à cabeça e perto do olho, seu bico é marrom escuro, quase preto.

Choquinha-da-serra {field 11}

Comentários:

Frequenta as serras do Sudeste em emaranhados de taquara entre 800 e 2200m de altitude, e pode ser encontrada no sub-bosque de florestas úmidas com bambus.

Choquinha-da-serra {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Papa-formiga-vermelho – (Formicivora rufa)

O papa-formiga-vermelho Formicivora rufa é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia e Suriname

Papa-formiga-vermelho {field 11}
  • Nome popular: Papa-formiga-vermelho
  • Nome inglês: Rusty-backed Antwren
  • Nome científico: Formicivora rufa
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste e Brasil central até o Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Ocorre, também, no Paraguai, Bolívia e Suriname. Há, também, uma população isolada no baixo rio Amazonas
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de invertebrados, como insetos e outros artrópodes, aranhas, opiliões, diplópodes, escorpiões.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de cesta, feito com fibras hastes e musgos, geralmente em forquilhas horizontais dos arbustos, escondidos pela folhagem. A qualquer sinal de perigo, emite seu chamado mais característico, um matraquear baixo, de notas rápidas e longa duração. Macho e fêmea respondem-se mutuamente, cada vez com chamados mais longos. Nessas ocasiões, se há a reprodução de seu chamado, aparecem muito próximos da fonte emissora, mantendo-se meio escondidos pela vegetação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-vermelho {field 11}

Características:

Tem cerca de 13 centímetros, cauda comprida e plumagem fofa. A fêmea e as aves juvenis possuem a parte ventral muito riscada de negro, em contraste com o branco acinzentado dessa região. No macho, essa área é toda negra. Sobrancelha larga e branca, estendendo-se pelo lado do pescoço. Dorso marrom avermelhado, mais acinzentado na cabeça. O pintalgado branco das asas e a ponta branca da cauda ajudam na identificação dessa ave.

Possui três subespécies:

  • Formicivora rufa rufa (Wied-Neuwied, 1831) – ocorre da Amazônia brasileira até o sudeste do Peru, leste da Bolívia e Paraguai;
  • Formicivora rufa urubambae (Zimmer, 1932) – ocorre localmente nos sopés das montanhas do leste do Peru, nas regiões de San Martín e Cusco;
  • Formicivora rufa chapmani (Cherrie, 1916) – ocorre no sul do Suriname e na região central e leste do Brasil.
Papa-formiga-vermelho {field 11}

Comentários:

Pode ser visto em arbustos não fechados, campo sujo, cerrado stricto sensu, cerradão e na caatinga. Seu nervosismo pode ser percebido pela movimentação da cauda e do píleo. Não entra nas áreas de vegetação mais alta, ficando em suas bordas. Está sempre em casais ou em pequenos grupos, provavelmente pais e filhotes da estação anterior. Seus voos entre arbustos são rápidos e diretos, mergulhando na folhagem logo que pousam.

Papa-formiga-vermelho {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Choquinha-cinzenta – (Myrmotherula unicolor)

A choquinha-cinzenta Myrmotherula unicolor é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na Mata Atlântica do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

Choquinha-cinzenta {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-cinzenta
  • Nome inglês: Unicolored Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula unicolor
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Mata Atlântica do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, artrópodes que captura na galharia densa da vegetação onde vive. Aparentemente tem preferência por pequenas lagartas de Lepidópteros
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de cesta aberto, feito com fibras, hastes e musgo. Fica preso entre galhos nas árvores a pouca altura do chão. Põe 2 ovos e os pais se revezam no cuidado do ninho e dos filhotes. Foi descrito o período de incubação para uma espécie parente desta como sendo de 16 dias
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. O macho é uniformemente cinza, tendo a garganta manchada de preto e a fêmea é uniformemente ruiva com a garganta manchada de branco. Os indivíduos machos juvenis tem coloração mista entre o macho (cinza) e a fêmea (parda).

Choquinha-cinzenta {field 11}

Comentários:

Frequenta a mata atlântica de baixa altitude, sendo mais comum em regiões próximas do litoral. Tem preferência por ambientes secundários, bordas de mata ou clareiras, onde vasculha avidamente os entremeados de vegetação, cipós e bambus do gênero Chusquea. Segue bandos mistos com frequência, especialmente quando tiê-de-bando é a espécie nuclear.

Choquinha-cinzenta {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Papa-taoca-do-sul – (Pyriglena leucoptera)

A papa-taoca-do-sul Pyriglena leucoptera é uma ave da família Thamnophilidae Ocorre no Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul. Também é avistado no Uruguai, Argentina e Paraguai.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Papa-taoca-do-sul
  • Nome inglês: White-shouldered Fire-eye
  • Nome científico: Pyriglena leucoptera
  • Família: Thamnophilidae
  • Subamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, e no Uruguai, Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura na vegetação baixa e no solo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de bola grande e fechada (de cerca de 10 cm de diâmetro) confeccionado com folhas secas e raízes, assentada no solo com entrada lateral superior.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 17 cm de comprimento. O macho é negro reluzente, com olhos vermelhos. Tem duas barras alvas sobre a asa e com área dorsal branca oculta. A fêmea é parda com partes inferiores mais claras e com a mesma mácula oculta do macho. Costuma emitir de 4 a 6 assobios ressonantes.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Habita a pouca altura na mata, em vegetação secundária e também perto de habitações. Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar e levantar a cauda lentamente. Locomove-se predominantemente saltando e pulando, seja pela ramaria ou no solo. É uma frequente seguidora de formigas de correição, sendo que sua presença numa determinada área é o melhor indício da presença destas formigas. Vocalizam especialmente em horários crepusculares, entretanto, ao encontrarem formigas de correição, costumam vocalizar incessantemente, indicando possivelmente para outras aves a localização da correição.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Rendadinho – (Willisornis poecilinotus)

O rendadinho Willisornis poecilinotus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Rendadinho {field 25}
  • Nome popular: Rendadinho
  • Nome inglês: Common Scale-backed Antbird
  • Nome científico: Willisornis poecilinotus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em quase toda a Amazônia, exceto na parte oriental. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e aranhas, mas também come outros artrópodes. Apanha insetos na folhagem próxima. Segue formigas-de-correição com frequência.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rendadinho {field 23}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa 17 g. A coloração geral do macho é cinza. A fêmea tem a cabeça e as partes superiores marrom ferrugíneas, tornando-se mais clara nas partes inferiores. As asas, costas e cauda pintados de branco.

Possui cinco subespécies:

  • Willisornis poecilinotus poecilinotus (Cabanis, 1847) – ocorre do Sul da Venezuela até as Guianas e na Amazônia brasileira ao norte do rio Amazonas e a leste do Rio Negro (AM, RR, PA, AP);
  • Willisornis poecilinotus gutturalis (Todd, 1927) – ocorre no Nordeste do Peru e na região adjacente do Oeste do Brasil até o rio Juruá (AM, O do AC);
  • Willisornis poecilinotus lepidonota (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre no Sudeste da Colômbia até o Leste do Equador e Leste do Peru;
  • Willisornis poecilinotus duidae (Chapman, 1923) – ocorre no Leste da Colômbia até o Sudoeste da Venezuela e Norte do Brasil no interflúvio Negro/Solimões (AM);
  • Willisornis poecilinotus griseiventris (von Pelzeln, 1868) – ocorre na região central e Sudeste do Peru até o Norte da Bolívia e Sudoeste da Amazônia brasileira (L do AC, AM, RO, MT).

(Clements checklist, 2014).

Rendadinho {field 11}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, sendo menos frequente na várzea. Vive geralmente aos pares, em poleiros verticais próximos ao chão, para onde vai rapidamente apenas com o objetivo de agarrar suas presas.

Rendadinho {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papa-formiga-de-sobrancelha – (Myrmoborus leucophrys)

O papa-formiga-de-sobrancelha Myrmoborus leucophrys é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como formigueiro-de-sobrancelha.

Papa-formiga-de-sobrancelha {field 20}
  • Nome popular: Papa-formiga-de-sobrancelha
  • Nome inglês: White-browed Antbird
  • Nome científico: Myrmoborus leucophrys
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em toda a amazônia brasileira, nos estados do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá e Roraima . Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Guianas e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes. Eventualmente acompanha bandos mistos no sub-bosque e formigas-de-correição, quando estas encontram-se na borda da floresta.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-de-sobrancelha {field 11}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento. O macho tem cor predominantemente cinza, com a garganta preta e uma listra branca na cabeça e a fêmea tem a parte superior marrom, a inferior branca, e uma listra bege na cabeça, logo acima de uma faixa negra.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Myrmoborus leucophrys leucophrys – ocorre ao S do rio Amazonas (AM, AC, PA, MT, RO) e nos países vizinhos do Peru, Equador e Bolívia;
  • Myrmoborus leucophrys erythrophrys – ocorre na base dos Andes da Colômbia e Venezuela;
  • Myrmoborus leucophrys angustirostris – ocorre ao N do rio Amazonas (AM, RR, AP e PA) e nos países vizinhos da Venezuela, Guianas;
  • Myrmoborus leucophrys koenigorum – ocorre no interflúvio Negro/Solimões, entre o rio Japurá e o baixo rio Negro (AM);
Papa-formiga-de-sobrancelha {field 23}

Comentários:

Frequenta emaranhados de cipós próximos ao chão, na borda de florestas alagáveis e em capoeiras arbustivas, porém não em grandes áreas de florestas contínuas. Vive geralmente aos pares.

Papa-formiga-de-sobrancelha {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-de-cara-preta – (Myrmoborus myotherinus)

O formigueiro-de-cara-preta Myrmoborus myotherinus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Formigueiro-de-cara-preta {field 20}
  • Nome popular: Formigueiro-de-cara-preta
  • Nome inglês: Black-faced Antbird
  • Nome científico: Myrmoborus myotherinus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na amazônia brasileira, exceto na região ao norte do Rio Amazonas compreendida entre o Rio Negro e o Estado do Amapá. Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes caçados junto ao solo ou próximo a este.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-de-cara-preta {field 11}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa entre 16 e 22 gramas. O macho é cinza, com uma máscara e garganta pretas e a fêmea é marrom olivácea na parte superior, com uma máscara negra, garganta branca e restante da parte inferior de cor canela. Ambos os sexos apresentam duas barras alares brancas delimitando uma larga faixa preta nas asas.

Possui sete subespécies reconhecidas:

  • Myrmoborus myotherinus elegans (P. L. Sclater, 1857) – ocorre no sudeste da Colômbia, sul da Venezuela, no extremo norte do Brasil, na região norte do estado de Roraima e no noroeste do estado do Amazonas na região do alto rio Negro; também ocorre no sul e centro do Peru.
  • Myrmoborus myotherinus myotherinus (Spix, 1825) – ocorre no extremo leste do Peru, sudoeste da Amazônia brasileira nos estados do Acre e no oeste do estado do Amazonas e no noroeste da Bolívia.
  • Myrmoborus myotherinus incanus (Hellmayr, 1929) – ocorre no noroeste da Amazônia brasileira, ao norte do rio Solimões entre o rio Japurá e o rio Içá.
  • Myrmoborus myotherinus ardesiacus (Todd, 1927) – ocorre na região do rio Japurá até o baixo rio Negro.
  • Myrmoborus myotherinus proximus (Todd, 1927) – ocorre ao sul do rio Amazonas entre o rio Purus e o rio Madeira.
  • Myrmoborus myotherinus sororius (Hellmayr, 1910) – ocorre na Amazônia brasileira, no sudeste do estado do Amazonas e no estado de Rondônia.
  • Myrmoborus myotherinus ochrolaemus (Hellmayr, 1906) – ocorre da região dos rios Madeira e Roosevelt até o rio Tocantins e no sul da ilha de Marajó e no norte do estado do Mato Grosso.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Formigueiro-de-cara-preta {field 23}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas densas de terra firme e capoeiras altas. Vive geralmente aos pares ou em pequenos grupos familiares.

Formigueiro-de-cara-preta {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Solta-asa-do-norte – (Hypocnemoides melanopogon)

O solta-asa-do-norte Hypocnemoides melanopogon é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Solta-asa-do-norte {field 25}
  • Nome popular: Solta-asa-do-norte
  • Nome inglês: Black-chinned Antbird
  • Nome científico: Hypocnemoides melanopogon
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na região amazônica acima do rio Amazonas, e também numa vasta área ao longo do rio Madeira. Encontrado também na Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos larvas e outros artrópodes, geralmente caçados à beira d’água.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho rústico, em forma de cestinho, feito com fibras vegetais e preso em arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Solta-asa-do-norte {field 25}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. Tem o cinza como cor predominante, as asas e cauda pretas com as pontas brancas. Os olhos o bico e os pés são pretos. A fêmea tem a barriga e o peito mais esbranquiçados.

Solta-asa-do-norte {field 23}

Comentários:

Frequenta matas de várzea, igapó, matas paludosas, caatingas amazônicas e buritizais. Acompanha regularmente bandos mistos e formigas-correição como espécie periférica subordinada.

Solta-asa-do-norte {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papa-formiga-do-igarapé – (Sclateria naevia)

O papa-formiga-do-igarapé Sclateria naevia é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como formigueiro-do-igarapé.

Papa-formiga-do-igarapé {field 20}
  • Nome popular: Papa-formiga-do-igarapé
  • Nome inglês: Silvered Antbird
  • Nome científico: Sclateria naevia
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e nos demais países amazônicos: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e pequenos vermes, caçados geralmente próximo ao solo em áreas alagadas ou beira de rios e igarapés.
  • Reprodução: Reproduz-se em áreas próximas a riachos e igarapés, põe geralmente 2 ou 3 ovos cinza amarelados com muitos pontos e manchas marrom avermelhadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-do-igarapé {field 20}

Características:

Mede em média15 cm de comprimento. Tem o bico relativamente longo e fino, os pés rosados. O macho é predominantemente cinza escuro, as asas tem pequenas pintas brancas. As partes inferiores são riscadas de cinza claro e branco, mais esbranquiçado na garganta e mais cinza nos flancos. A fêmea tem a mesma padronagem do macho mas é marrom nas partes superiores e as pintas das asas são beges. As riscas das partes inferiores são beges e marrons. Algumas raças geográficas são menos estriadas em baixo e possuem os flancos alaranjados nas fêmeas.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Sclateria naevia naevia – ocorre ao norte do rio Amazonas e a leste do rio Branco (AM, RR, AP, N e NE do PA) e para leste até Maranhão. Também nos países vizinhos da Venezuela e Guianas;
  • Sclateria naevia diaphora – ocorre no Centro Sul da Venezuela;
  • Sclateria naevia toddi – ocorre ao sul do rio Amazonas, a leste do rio Madeira até o rio Tocantins (AM, PA, MT, TO);
  • Sclateria naevia argentata – ocorre ao sul do rio Negro, a oeste do rio Madeira (AM, AC, RO) e nos países vizinhos da Colômbia, Peru, Equador, e Bolívia;
Papa-formiga-do-igarapé {field 19}

Comentários:

Frequenta o estrato inferior de florestas alagadas e florestas de várzea, margens de lagos e igarapés. Vive aos pares, pulando na folhagem úmida sobre o chão ou na densa vegetação em margens lamacentas de lagos e igarapés, permanecendo próximo à água. Permite relativa aproximação do observador.

Papa-formiga-do-igarapé {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Solta-asa – (Hypocnemoides maculicauda)

O solta-asa Hypocnemoides maculicauda é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Peru e Bolívia.

Hypocnemoides maculicauda {field 20}
  • Nome popular: Solta-asa
  • Nome inglês: Band-tailed Antbird
  • Nome científico: Hypocnemoides maculicauda
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira ao sul do Rio Amazonas, a leste até o Maranhão e em direção sul até os estados de Mato Grosso do Sul e Goiás. Encontrado também no Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos peixes que pesca quando os mesmos atacam algum inseto ou frutinhas que caem na água próximos aos emaranhados de galhos e raízes da vegetação .
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de bolsa feito com fibras vegetais, pendurado em galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos arroxeados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Solta-asa {field 11}

Características:

Mede em média12 cm de comprimento e pesa 12,5 g. O macho apresenta a garganta preta e demais partes inferiores cinzentas, as quais são brancas na fêmea.

Solta-asa {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas de mata próximo à água no estrato inferior de várzeas ou florestas inundadas, florestas de galeria e margens florestadas de lagos e igarapés. Observado geralmente aos pares. Varia de incomum a localmente comum.

Solta-asa {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papa-formiga-de-grota – (Myrmoderus squamosus)

O papa-formiga-de-grota Myrmoderus squamosus é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil, ocorre em uma faixa litorânea que vai do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.

Papa-formiga-de-grota {field 12}
  • Nome popular: Papa-formiga-de-grota
  • Nome inglês: Squamate Antbird
  • Nome científico: Myrmoderus squamosus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes, forrageiam ativamente sobre a serrapilheira, acompanhando bandos mistos apenas dentro do limite de seu território, bem como correições de formiga.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela, com folhas e galhinhos. põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-de-grota {field 25}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 16,5 e 20 gramas. Tem os pés esbranquiçados, a cauda comprida sem branco, algumas com área dorsal branca oculta, as asa negras com pintas brancas. O macho com tons predominantes negros e a fêmea co tons predominantes amarronzados.

Papa-formiga-de-grota {field 20}

Comentários:

Frequentam a mata alta e úmida com muitos arbustos e folhas caídas, gostam de grotas sombrias. Ocorre desde a restinga ao nível do mar até os 1000 metros de altitude. Muito difícil de ver, mas relativamente fácil de ouvir, vive escondido na mata. Geralmente vivem em casais.

Papa-formiga-de-grota {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Formigueiro-assobiador – (Myrmoderus loricatus)

O formigueiro-assobiador Myrmoderus loricatus é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como papa-formiga-de-grota.

Formigueiro-assobiador {field 23}
  • Nome popular: Formigueiro-assobiador
  • Nome inglês: White-bibbed Antbird
  • Nome científico: Myrmoderus loricatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat:Ocorre no Brasil, em pequena região que abrange o sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e áreas adjacentes de Minas Gerais e São Paulo . Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. O casal ou poucos indivíduos podem vistos procurando alimento próximo ao solo ou a poucos centímetros do chão entre emaranhados de arbustos e trepadeiras. Eventualmente alimenta-se de formigas de correição.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho próximo ao solo feito com gramíneas secas, folhas, e outros vegetais. O período reprodutivo vai de novembro a dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-assobiador {field 23}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. A plumagem dos sexos difere principalmente quanto à cor da garganta. O macho tem a garganta preta e a fêmea beje. O macho tem também um colar preto, ausente na fêmea.

Formigueiro-assobiador {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas ou capoeiras maduras, podendo ser visto caminhando e pulando no chão ou próximo a este. Ocorre entre 700m e 1300m de altitude. São muito ariscos e movem-se contínua e rapidamente com saltos curtos, às vezes saltando sobre uma área de vegetação menos densa ficando parado por poucos segundos.

Formigueiro-assobiador {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Formigueiro-ferrugem – (Myrmoderus ferrugineus)

O formigueiro-ferrugem Myrmoderus ferrugineus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Formigueiro-ferrugem {field 20}
  • Nome popular: Formigueiro-ferrugem
  • Nome inglês: Ferruginous-backed Antbird
  • Nome científico: Myrmoderus ferrugineus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados do Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia e Mato Grosso. Encontrado também na Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes, caçados em meios á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-ferrugem {field 11}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 24 e 29 gramas. Tem o alto da cabeça, dorso e cauda na cor ferrugem. As asas tem duas barras alares claras, e coberteiras pretas. Ventre de tonalidade pálida. O macho apresenta o peito e garganta pretos, sendo que a fêmea apresenta a garganta branca. Tanto o macho quanto a fêmea, apresentam uma linha branca que separa a região ferrugínea, da região negra do peito, e ambos possuem característico anel perioftálmico azulado.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myrmoderus ferrugineus ferrugineus (Statius Muller, 1776) – ocorre do extremo leste da Venezuela até as Guianas e norte da Amazônia brasileira, na região ao norte do rio Amazonas, e leste dos rios Branco e Negro.
  • Myrmoderus ferrugineus eluta (Todd, 1927) – ocorre na região central da Amazônia brasileira, abaixo do rio Amazonas, do baixo rio Tapajós até o baixo rio Madeira.

(Clements checklist, 2017); Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

Formigueiro-ferrugem {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas de terra firme, caminhando pelo solo à procura de alimento, normalmente aos pares. Não segue formigas de correição nem acompanha bandos mistos. Vivem a pouca altura e no solo.

Formigueiro-ferrugem {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papa-formiga-barrado – (Cymbilaimus lineatus)

O papa-formiga-barrado Cymbilaimus lineatus é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como choca-zebrada e papa-formigas-de-cabeça-preta.

Papa-formiga-barrado {field 20}
  • Nome popular: Papa-formiga-barrado
  • Nome inglês: Fasciated Antshrike
  • Nome científico: Cymbilaimus lineatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira, ao sul até o Mato Grosso e a leste até o baixo Rio Tocantins. Encontrado também em Honduras, Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grandes insetos, e outros artrópodes, caçados na vegetação densa, principalmente emaranhados de cipós. Às vezes acompanha bandos mistos de sub-bosque, porém raramente segue formigas-de-correição.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninhos em formato de xícara, feitos de material vegetal trançado. Põe em média 2 ovos branco amarelados, pontilhados de marrom escuro e lilás.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-barrado {field 11}

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento. A coloração do macho é preta estriada de branco, apresentando ainda boné preto, que pode conter finas estrias brancas de acordo com a subespécie. tem o bico bem robusto, terminando com um pequeno gancho na ponta. A fêmea é marrom, com a parte superior do corpo estriada de bege e boné castanho. A íris de ambos os sexos é vermelha.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Cymbilaimus lineatus lineatus – ocorre ao norte do rio Amazonas e a leste do rio Negro, nos estado do AM, RR, PA e AP, e também nos países vizinhos da Venezuela e Guianas;
  • Cymbilaimus lineatus fasciatus – ocorre da Nicarágua até a Colômbia, bem como Equador;
  • Cymbilaimus lineatus intermedius – ocorre na Amazônia ao sul dos rios Negro e Amazonas, e também nos países vizinhos Colômbia, Peru, Equador e Bolívia.
Papa-formiga-barrado {field 23}

Comentários:

Frequenta capoeiras, bordas e clareiras com cipós nas florestas, beiradas de igarapés ou locais onde houve queda de árvores. Varia de incomum a comum em diferentes áreas.

Papa-formiga-barrado {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-canela – (Thamnophilus amazonicus)

A choca-canela Thamnophilus amazonicus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guianas, Colômbia, Peru e Bolívia.

Choca-canela {field 20}
  • Nome popular: Choca-canela
  • Nome inglês: Amazonian Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus amazonicus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em todos os estados da região Amazônica, além de Maranhão, Tocantins e Goiás. Também nos países vizinhos da Venezuela, Guianas, Colômbia, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, mas também consome outros artrópodes como aranhas, escorpiões e lagartas, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela, feito com fibras vegetais, gravetos e folhas, preso em forquilhas a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-canela {field 11}

Características:

Os machos tem coloração predominante cinza, com coroa preta, as asas são negras com grandes pontos brancos formando barras, cauda negra com grandes pontas brancas. As fêmeas tem cabeça, pescoço e partes inferiores em tom laranja ocráceo intenso.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus amazonicus amazonicus – ocorre do SE da Colômbia ao N da Bolívia, e Amazônia brasileira ao sul do rio Amazonas (AM, AC, RO), além de Equador e Peru;
  • Thamnophilus amazonicus divaricatus – ocorre no L da Venezuela, Guianas e Amapá;
  • Thamnophilus amazonicus paraensis – ocorre no L do Pará, a partir do rio Tocantins até o Maranhão;
  • Thamnophilus amazonicus obscurus – ocorre na Amazônia brasileira, ao S do Pará entre o Tapajós e o Tocantins (PA, MT, TO, GO);
  • Thamnophilus amazonicus cinereiceps – ocorre no S da Venezuela, L da Colômbia e NO do Brasil, no interflúvio Negro/Solimões (AM, RR);M/li>
Choca-canela {field 23}

Comentários:

Frequenta a floresta de várzea e em outras florestas úmidas. Costuma andar aos pares mas pode eventualmente acompanhar bandos mistos. Forrageia nos níveis médio e inferior da mata.

Choca-canela {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-murina – (Thamnophilus murinus)

A choca-murina Thamnophilus murinus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Choca-murina {field 20}
  • Nome popular: Choca-murina
  • Nome inglês: Mouse-colored Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus murinus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na amazônia Brasil nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá. Encontrado também na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e larvas e outros artrópodes, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho simples em forma de tigela, feito com fibras vegetais e folhas secas, preso em forquilhas de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-murina {field 11}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. O macho é predominantemente cinza, mais claro no ventre, com tons mais marrom nas asas, que também possuem pequenas pintas beges formando duas linhas. A cauda termina com pequenas pontas brancas. A fêmea tem tonalidade mais marrom por todo o corpo em relação ao macho, principalmente nas asas e na coroa. As pintas nas asas da fêmea são menos visíveis que no macho. Ambos os sexos tem a íris e pés cinzas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus murinus murinus: – Colômbia, Venezuela e Amazônia brasileira, ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA)
  • Thamnophilus murinus cayennensis: – Guiana Francesa, Suriname, Norte do PA e Amapá.
  • Thamnophilus murinus canipennis – Equador, Peru e Amazônia ao sul do rio Amazonas ( AM, RO, AC );
Choca-murina {field 23}

Comentários:

Frequenta as caatingas amazônicas e matas da terra firme e nunca adentra as matas de várzea ou igapó. Normalmente vive aos pares, e ocupa o extrato médio e inferior da mata. Eventualmente segue formigas de correição embora seja raro sua presença em bandos mistos.

Choca-murina {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-de-olho-vermelho – (Thamnophilus schistaceus)

A choca-de-olho-vermelho Thamnophilus schistaceus é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecida também como xorró-de-cabeça-preta e choca-de-coroa-negra.

Choca-de-olho-vermelho {field 20}
  • Nome popular: Choca-de-olho-vermelho
  • Nome inglês: Plain-winged Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus schistaceus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na amazônia brasileira, ao sul do Rio Amazonas, desde as regiões fronteiriças até o leste do Estado do Pará, estendendo-se ao sul até o Mato Grosso. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de xícara, feito com fibras vegetais e folhas secas, localizado à pouca altura em arbustos. Põe 2 ovos de cor creme com pontos escuros.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-de-olho-vermelho {field 11}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. A plumagem do macho é uniformemente cinzenta, enquanto a fêmea é de coloração geral marrom olivácea ou castanha na parte superior e bege na inferior. Asas sem marcas. Íris do vermelho ao marrom avermelhado.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus schistaceus schistaceus: – SE do Peru, N da Bolívia, subindo para o norte à direita do rio Madeira até o rio Amazonas (AC, AM, RO, MT, PA);
  • Thamnophilus schistaceus capitalis: – base dos Andes no SE da Colômbia, L do Equador e NE do Peru, e extremo O do AM e do AC;
  • Thamnophilus schistaceus heterogynus: – L da Colômbia até a Amazônia Central, abaixo do rio Amazonas para L até o rio Madeira;
Choca-de-olho-vermelho {field 23}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas de terra firme, capoeiras, bordas de florestas e florestas de várzea, examinando cuidadosamente os emaranhados de cipós e a galharia, em busca de pequenas aranhas e insetos. Difícil de ser observada, pois passa a maior parte do tempo escondida na vegetação. Geralmente vive aos pares, à altura de 1 a 5 m.

Choca-de-olho-vermelho {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-d’água – (Sakesphorus luctuosus)

A choca-d’água Sakesphorus luctuosus é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica da região amazônica do Brasil.

Choca-d'água {field 20}
  • Nome popular: Choca-d’água
  • Nome inglês: Glossy Antshrike
  • Nome científico: Sakesphorus luctuosus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre na região que acompanha as margens do Rio Amazonas e também do rio Araguaia, do Amapá ao baixo Rio Negro, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, sul do Pará e Amazonas (até Rio Purus) e nordeste de Rondônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho com gravetos e fibras vegetais, preso em forquilhas de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-d'água {field 11}

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento. Tem a plumagem totalmente negra, com destaque para o grande topete, quase sempre eriçado. Marcas brancas nas penas escapulares, bem destacadas. Penas da cauda com pontas brancas. Fêmea com a mesma padronagem do macho, porém a crista é marrom avermelhada.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Sakesphorus luctuosus luctuosus – ocorre na Amazônia oriental, principalmente abaixo do rio Amazonas (pode ocorrer também em alguns locais na margem esquerda em ambientes de várzea ), desde a calha do rio Madeira até o rio Xingu (AM, PA, RO, AP, MT);
  • Sakesphorus luctuosus araguayae – ocorre na bacia Araguaia/Tocantins (GO, TO, MT, PA, MA) até o Maranhão.
Choca-d'água {field 23}

Comentários:

Frequenta emaranhados de arbustos e cipós à beira de rios e ilhas fluviais, bem como no estrato inferior de várzeas periodicamente inundadas. Vive geralmente aos pares, pulando e deslocando-se lentamente em cipós e arbustos, ocasionalmente empoleirando-se no alto de árvores. Tem o hábito de movimentar lentamente a cauda para cima e para baixo. Dorme nesses emaranhados, no estrato inferior de várzeas.

Choca-d'água {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chorozinho-de-chapéu-preto – (Herpsilochmus atricapillus)

O chorozinho-de-chapéu-preto Herpsilochmus atricapillus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil oriental, do Maranhão até São Paulo.

Chorozinho-de-chapéu-preto {field 20}
  • Nome popular: Chorozinho-de-chapéu-preto
  • Nome inglês: Black-capped Antwren
  • Nome científico: Herpsilochmus atricapillus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará,, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos no meio da folhagem, deslocando-se em pequenos saltos ou voos curtos dentro da vegetação, o que dificulta sua localização.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com fibras vegetais, preso em forquilhas de arbustos a pouca altura. Após a reprodução, os filhotes acompanham o casal por algum tempo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chorozinho-de-chapéu-preto {field 11}

Características:

Tem plumagem mesclada de cinza e branco dominante nos dois sexos. A cauda é longa e com muito branco nas penas, especialmente as laterais. Nas asas, três faixas de pontos brancos destacam-se contra o cinza escuro. Macho e fêmea com sobrancelhas brancas destacadas, maiores no macho, cuja cabeça é negra no alto. Na fêmea, pontos claros pontilham todo a parte superior da cabeça, tendo o peito e laterais do corpo levemente amarelados (uniformemente clara no macho).

Chorozinho-de-chapéu-preto {field 23}

Comentários:

Frequenta o interior da vegetação baixa, seja na borda de cerradões e mata seca, seja em áreas de capoeira densa. Vive em casais, mantendo contato constante com seu canto característico. É mais fácil escutá-las do que observar a ave em boas condições.

Chorozinho-de-chapéu-preto {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chorozinho-de-costas-manchadas – (Herpsilochmus dorsimaculatus)

O chorozinho-de-costas-manchadas Herpsilochmus dorsimaculatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia e Venezuela.

Chorozinho-de-costas-manchadas {field 20}
  • Nome popular: Chorozinho-de-costas-manchadas
  • Nome inglês: Spot-backed Antwren
  • Nome científico: Herpsilochmus dorsimaculatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no noroeste da Amazônia, em Roraima, Pará e no Amazonas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chorozinho-de-costas-manchadas {field 19}

Características:

Mede em média12 cm de comprimento. Macho e fêmea tem máculas brancas na face superior da cauda. Porém, a plumagem predominante no macho é negra acinzentada, enquanto na fêmea é amarronzada.

Chorozinho-de-costas-manchadas {field 23}

Comentários:

Frequenta matas de terra firme, matas de igapó e nas caatingas amazônicas.

Chorozinho-de-costas-manchadas {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-de-asa-ferrugem – (Dysithamnus xanthopterus)

A choquinha-de-asa-ferrugem Dysithamnus xanthopterus é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica, ocorre do Rio de Janeiro até Santa Catarina.

Choquinha-de-asa-ferrugem {field 20}
  • Nome popular: Choquinha-de-asa-ferrugem
  • Nome inglês: Rufous-backed Antvireo
  • Nome científico: Dysithamnus xanthopterus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de pequena tigela, a pouca altura, preso em pequenos arbustos ou trepadeira, feito com fibras vegetais e musgos, Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-de-asa-ferrugem {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. O macho apresenta plumagem inconfundível e a fêmea lembra a fêmea da choca-de-asa-vermelha; porém, vivem em locais diferentes.

Choquinha-de-asa-ferrugem {field 25}

Comentários:

Frequenta matas secas serranas entre 750 e 1700 m de altitude, é muito encontrado também em bambuzais e taquarais. Geralmente prefere forragear nos estratos mais altos da floresta.

Choquinha-de-asa-ferrugem {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-de-garganta-clara – (Isleria hauxwelli)

A choquinha-de-garganta-clara Isleria hauxwelli é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choquinha-de-garganta-clara {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-de-garganta-clara
  • Nome inglês: Plain-throated Antwren
  • Nome científico: Isleria hauxwelli
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil na Região Amazônica, ao sul do Rio Amazonas. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. Tem o hábito de permanecer agarrada em poleiros verticais, variando de altura, que vão desde próximo ao solo até 2 m. Procura alimento também em emaranhados de arbustos ao longo de igarapés na várzea.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninho à pouca altura do solo, média de um metro. O ninho tem forma de cesto baixo inserido em forquilha, os ovos são marrons claros com manchas, o macho também participa da incubação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-de-garganta-clara {field 23}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento e pesa 10 g. O macho é cinza uniforme um pouco mais claro nas partes inferiores, coberteiras das asas negras com duas barras brancas e pintas brancas nas coberteiras terciárias; coberteiras superiores da cauda e retrizes com pontas brancas. Fêmea marrom olivácea por cima, com a mesma padronagem de pintas do macho mas as pintas são beges e não brancas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Isleria hauxwelli hauxwelli – ocorre ao sul do rio Amazonas, desde o oeste do rio Xingu até o Leste do Peru (PA, AM, MT, RO, AC). Também ocorre no N da Bolívia;
  • Isleria hauxwelli suffusa – ocorre no SE da Colômbia, NE do Peru e extremo O da Amazônia (AM);
  • Isleria hauxwelli hellmayri – ocorre no L da Amazônia, a partir da margem L do rio Xingu, até o Maranhão (PA, MA);
Choquinha-de-garganta-clara {field 25}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas de terra firme e de várzea, geralmente no interior das florestas e bem próximo ao solo. Vive aos pares ou em pequenos grupos, os quais podem tratar-se de famílias. Não é muito frequente em bandos mistos de sub-bosque, embora isso possa ocorrer.

Choquinha-de-garganta-clara {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-de-barriga-preta -(Formicivora melanogaster)

O formigueiro-de-barriga-preta Formicivora melanogaster é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como papa-formiga-de-barriga-preta.

Formigueiro-de-barriga-preta {field 11}
  • Nome popular: Formigueiro-de-barriga-preta
  • Nome inglês: Black-bellied Antwren
  • Nome científico: Formicivora melanogaster
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre da região Nordeste até Goiás, Oeste de São Paulo, Mato Grosso e também na Bolívia e no Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente insetos, aranhas, escorpiões e outros artrópodes que caça na vegetação fechada do sub-bosque ou no chão. Apesar do nome popular, não come formigas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de cestinho aberto, feito com fibras, gravetos e musgo, suspenso em uma forquilha horizontal. Põe em média 2 ovos que o casal choca por aproximadamente 16 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-de-barriga-preta {field 11}

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimento. O macho é marrom escuro no dorso e tem uma ampla mancha branca no supercílio. As asas pretas apresentam uma faixa branca e os flancos são cinza claro, embora estejam muitas vezes escondidos sob as asas. A fêmea é bastante diferente do macho.

Duas subespécies são reconhecidas:

  • Formicivora melanogaster melanogaster (Pelzeln, 1868) – ocorre na região central do Brasil, do sul de Mato Grosso até o sul da Bahia, até o oeste de Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais, sudeste da Bolívia e no extremo norte do Paraguai.
  • Formicivora melanogaster bahiae (Hellmayr, 1909) – ocorre no nordeste do Brasil, do leste do Maranhão até o norte da Bahia e oeste de Pernambuco.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Formigueiro-de-barriga-preta {field 11}

Comentários:

Frequenta a caatinga, no cerradão, nas matas ciliares e no sub-bosque de florestas decíduas. Este papa-formigas é uma ave discreta, de hábitos furtivos, sempre escondida na brenha. Seu nome popular deve-se ao hábito que diversas espécies de sua família têm de esfregar formigas na pele para sentir a sensação produzida pelo ácido fórmico expelido por aqueles insetos.

Formigueiro-de-barriga-preta {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-da-serra – (Formicivora serrana)

O formigueiro-da-serra Formicivora serrana é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica. Ocorre em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Formigueiro-da-serra {field 20}
  • Nome popular: Formigueiro-da-serra
  • Nome inglês: Serra Antwren
  • Nome científico: Formicivora serrana
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Mata Atlântica do sudeste do Brasil, em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de cesto, feito com gramíneas, palhas e gravetos preso em forquilhas de arbustos a pouca altura.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-da-serra {field 11}

Características:

Mede em média 12 centímetros de comprimento. O macho tem as costas marrons, peito, barriga e cabeça pretos, uma faixa banca na lateral da cabeça, asas preto amarronzado com manchas brancas cauda preta e branca. A fêmea, tem o peito e papo esbranquiçados, cabeça e costas marrons, com uma faixa branca na lateral da cabeça.

Formigueiro-da-serra {field 11}

Comentários:

Frequenta matas serranas acima de 200 metros, podendo chegar até 700 metros, e mais raramente, até 1500 metros de altitude. Visto em bordas de matas secundárias, matas nebulares, capoeiras, bambuzais e encostas íngremes tomadas por samambaias terrestres e bromélias, não no interior da mata. Pode ser encontrado em áreas degradadas ou modificadas como o sub-bosque sujo de eucaliptais, em cafezais adjacentes a macegas.

Formigueiro-da-serra {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-de-garganta-cinza – (Myrmotherula menetriesii)

A choquinha-de-garganta-cinza Myrmotherula menetriesii é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choquinha-de-garganta-cinza {field 20}
  • Nome popular: Choquinha-de-garganta-cinza
  • Nome inglês: Gray Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula menetriesii
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira, em direção leste até o Maranhão, e ainda nos demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho com folhas mortas, suspensos em forquilhas de média altura.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-de-garganta-cinza {field 11}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento e pesa 9 g. A cor predominante do macho é cinza, com asas também cinzas mas com faixa subterminal negra com pontas brancas, formando barras, a cauda é curta e cinza com pequenas pontas brancas, a garganta e peito são cinzas mais claros que o restante do corpo. A fêmea é cinza ou cinza esverdeada na parte superior e marrom ocráceo na inferior, com a garganta esbranquiçada, sem marcas nas asas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Myrmotherula menetriesii menetriesii – ocorre no E Peru, S e SW Amazônia (AM, AC) e NW Bolívia;
  • Myrmotherula menetriesii berlepschi – ocorre no S Amazônia entre os rios Madeira e Tapajós (RO, MT);
  • Myrmotherula menetriesii pallida – ocorre no E Colômbia, SW Venezuela, NE Peru e NW do Brasil (AM);
  • Myrmotherula menetriesii cinereiventris – ocorre no SE Venezuela, Guianas, NE da Amazônia (RR, AP);
  • Myrmotherula menetriesii omissa – ocorre no NE Brasil entre à direita do rio Tapajós até o Maranhão;
Choquinha-de-garganta-cinza {field 23}

Comentários:

Frequenta o estrato médio e na copa de florestas úmidas de terra firme. Vive aos pares. Participando de bandos mistos, tende a permanecer mais alto do que as demais espécies, buscando insetos ativamente na folhagem, em emaranhados de cipós.

Choquinha-de-garganta-cinza {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-da-várzea – (Myrmotherula assimilis)

A choquinha-da-várzea Myrmotherula assimilis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru.

Choquinha-da-várzea {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-da-várzea
  • Nome inglês: Leaden Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula assimilis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em ilhas fluviais dos principais rios da Amazônia centro-ocidental.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos e outros artrópodes, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-da-várzea {field 23}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. A coloração geral do macho é cinza, mais claro nas partes inferiores. O macho e fêmea tem barras claras nas asas, sem qualquer vestígio de áreas negras ou marrom-escuras nas mesmas, e cauda com pequenas pontas brancas. As fêmeas tem coloração bege nas partes inferiores.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myrmotherula assimilis assimilis – ocorre nas margens de rios e ilhas fluviais do rio Amazonas e seus principais tributários, desde a foz do rio Tapajós e para oeste até o Peru, e para o sul subindo o rio Madeira até Rondônia ( AM, RR, AC, RO );
  • Myrmotherula assimilis transamazonica – ocorre no rio Amazonas na região próxima à foz do rio Tapajós (PA).
Choquinha-da-várzea {field 25}

Comentários:

Frequenta os estratos médios e baixo das matas de várzea e de igapó e as formações ripárias ribeirinhas em ilhas fluviais.

Choquinha-da-várzea {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Ipecuá – (Thamnomanes caesius)

O ipecuá Thamnomanes caesius é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como uirapuru-de-bando.

Ipecuá {field 23}
  • Nome popular: Ipecuá
  • Nome inglês: Cinereous Antshrike
  • Nome científico: Thamnomanes caesius
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia e de Pernambuco e Alagoas até o Rio de Janeiro. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Caçados na folhagem, costuma ficar em um poleiro de onde parte abruptamente para apanhar insetos em voo e retornar ao mesmo poleiro. Eventualmente segue formigas-de-correição.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de xícara. Põe em média 2 ovos branco rosados manchados de marrom avermelhado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Ipecuá {field 19}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa 15,5 g. A coloração do macho é cinza uniforme, enquanto a fêmea possui a parte superior marrom olivácea e a inferior predominantemente cor de canela.

São reconhecidas cinco subespécies:

  • Thamnomanes caesius caesius (Temminck, 1820) – ocorre na região costeira do leste do Brasil, do estado de Pernambuco até o estado do Rio de Janeiro, com ocorrências no estado de Minas Gerais;
  • Thamnomanes caesius glaucus (Cabanis, 1847) – ocorre do leste da Colômbia até as Guianas, no nordeste do Peru e no Brasil ao norte do rio Amazonas;
  • Thamnomanes caesius persimilis (Hellmayr, 1907) – ocorre na região central do Brasil, ao sul do rio Amazonas e no extreme nordeste da Bolívia;
  • Thamnomanes caesius hoffmannsi (Hellmayr, 1906) – ocorre na região central do Brasil, numa área que vai do sul da Amazônia brasileira na margem direita do rio Tapajós até o oeste do estado do Maranhão, e nordeste do estado do Mato Grosso.
  • Thamnomanes caesius simillimus (Gyldenstolpe, 1951) – ocorre na região sul e central da Amazônia brasileira ao longo do médio rio Purus.
Ipecuá {field 20}

Comentários:

Frequenta o estrato inferior e médio em florestas de terra firme e florestas de várzea. Vive geralmente aos pares ou em pequenos grupos familiares, em torno dos quais se formam bandos mistos de sub-bosque.

Ipecuá {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cantador-sinaleiro – (Hypocnemis peruviana)

O cantador-sinaleiro é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Cantador-sinaleiro {field 11}
  • Nome popular: Cantador-sinaleiro
  • Nome inglês: Peruvian Warbling-Antbird
  • Nome científico: Hypocnemis peruviana
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do rio Negro e a oeste do rio Madeira nos estados do Amazonas, Acre, Roraima. Encontrado também na Colômbia, Equador, Peru e no Norte da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros artrópodes, caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cantador-sinaleiro {field 20}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Tem a cabeça preta com pintas brancas, faixa superciliar branca, coberteiras das asas negras com pintas brancas formando 3 barras. Cauda marrom com pintas claras na ponta. A garganta e peito brancos com riscas pretas nas laterais. Flancos alaranjados e barriga amarelo clara. Fêmeas semelhantes mas com as pintas em tons de bege claro e não brancas.

Cantador-sinaleiro {field 25}

Comentários:

Frequenta a floresta tropical, o denso sub-bosque de bordas de floresta e floresta secundária. Principalmente clareiras naturais abertas no interior da floresta, que torna a espécie como especialista no uso desse ambiente, comportamento também documentado em outras partes da Amazônia.

Cantador-sinaleiro {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chororó-negro – (Cercomacroides nigrescens)

O chororó-negro Cercomacroides nigrescens é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Suriname e Guiana Francesa.

Chororó-negro {field 20}
  • Nome popular: Chororó-negro
  • Nome inglês: Blackish Antbird
  • Nome científico: Cercomacroides nigrescens
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira, ao sul do Rio Amazonas, desde o Rio Tocantins em direção sul até Goiás e Mato Grosso. Encontrado também na Colômbia, Peru, Bolívia, Suriname e Guiana Francesa.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chororó-negro {field 23}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. O macho tem a coloração geral cinza enegrecida com pontas brancas nas coberteiras das asas. A fêmea é marrom olivácea escura nas partes superiores e a fronte, lados da cabeça e partes inferiores ricamente ferrugíneos.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Cercomacroides nigrescens nigrescens – ocorre no Suriname e na Guiana Francesa, e ao N do rio Amazonas em RR, no NE do AM, N do PA e N do AP;
  • Cercomacroides nigrescens aequatorialis – ocorre no S da Colômbia, Equador e Peru;
  • Cercomacroides nigrescens notata – ocorre na regial central do Peru;
  • Cercomacroides nigrescens approximans – ocorre principalmente ao S do rio Amazonas e a O do rio Tapajós (AM, PA, RO, MT) indo até o N da Bolívia;
  • Cercomacroides nigrescens ochrogyna – ocorre ao S do rio Amazonas e a L do rio Tapajós (PA, MT);
Chororó-negro {field 11}

Comentários:

Frequenta emaranhados de cipós e arbustos nas bordas de florestas de várzea e florestas alagadas, bordas e clareiras com arbustos de florestas úmidas e capoeiras arbóreas. Vive aos pares, escondido em meio à densa vegetação mais baixa.

Chororó-negro {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chororó-de-goiás – (Cercomacra ferdinandi)

O chororó-de-goiás é uma ave da familia Thamnophilidae. Espécie endêmica, ocorre apenas no Brasil.

Chororó-de-goiás {field 11}
  • Nome popular: Chororó-de-goiás
  • Nome inglês: Bananal Antbird
  • Nome científico: Cercomacra ferdinandi
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Vulnerável
Chororó-de-goiás {field 23}

Características:

Apresenta forte dimorfismo sexual, o macho tem coloração geral preta, com faixas brancas nas asas. A cauda também apresenta as pontas brancas. A fêmea é basicamente cinza, com as partes esbranquiças mais esmaecidas.

Chororó-de-goiás {field 23}

Comentários:

Frequenta matas ribeirinhas, cerrado, espécie dependente de habitats criados pela água ao longo de rios. Geralmente visto aos pares ou em grupos familiares, em áreas sujeitas a inundações onde crescem cipoais densos entre árvores e arbustos.

Chororó-de-goiás {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-de-crista-preta – (Sakesphorus canadensis)

A choca-de-crista-preta Sakesphorus canadensis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia Venezuela Guianas e Peru.

Choca-de-crista-preta {field 11}
  • Nome popular: Choca-de-crista-preta
  • Nome inglês: Black-crested Antshrike
  • Nome científico: Sakesphorus canadensis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil apenas nos estados do Amazonas e Roraima. Encontrado também na Colômbia, Venezuela e Guianas. Existe uma população isolada no Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes, caçados entre afolhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-de-crista-preta {field 11}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 22 e 27 gramas. O macho tem cor geral acinzentada e um capuz preto com uma bela crista. Este capuz se prolonga através de uma faixa que acompanha a porção central do peito atingindo até a região superior do ventre da ave. As asas são escuras e apresentam manchas brancas. As coberteiras das asas e as rêmiges são cinza escuro e apresentam uma borda de coloração branca. A cauda é cinza escura com suas terminações brancas. A fêmea tem cor geral acastanhada com a face cinzenta apresentando pontuações escuras. Anel periocular claro. Também apresenta a bela crista encontrada nos machos da espécie mas nelas a coloração é ferrugínea. O peito apresenta pontuações escuras. Ventre e crisso branco pardacento. O dorso é marrom acastanhado. As coberteiras e as rêmiges apresentam coloração cinza escuro com as bordas branco pardacentas. As retrizes são cinza escuro e suas terminações são de coloração branca.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Sakesphorus canadensis canadensis (Linnaeus, 1766) – ocorre no Suriname e na região costeira da Guiana Francêsa. O macho desta subespécie apresenta o capuz preto; o dorso e as coberteiras das asas são de coloração amarronzada.
  • Sakesphorus canadensis pulchellus (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre na costa caribenha do norte da Colômbia; na região do baixo vale do rio Magdalena e no extremo noroeste da Venezuela. O macho desta subespécie apresenta a face cinzenta com pequenas pintas brancas. Apresenta a maior crista entre todas as subespécies;
  • Sakesphorus canadensis intermedius (Cherrie, 1916) – ocorre no leste da Colômbia e na Venezuela ao norte do Rio Orinoco. O macho desta subespécie apresenta o capuz totalmente preto.
  • Sakesphorus canadensis trinitatis (Ridgway, 1891) – ocorre nas regiões noroeste e sul da Venezuela, na Guiana e também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Sakesphorus canadensis fumosus (J. T. Zimmer, 1933) – ocorre no sudoeste da Venezuela e no extremo norte do Brasil (no estado de Roraima e no extremo norte do estado do Pará);
  • Sakesphorus canadensis loretoyacuensis (Bartlett, 1882) – ocorre localmente no noroeste da região amazônica do Brasil, ao longo dos rios Negro, Branco e Solimões; no extremo sudoeste da Colômbia e norte do Peru. O macho desta subespécie apresenta o capuz preto; o prolongamento do capuz na região peitoral e as coberteiras das asas apresentam a coloração acastanhada.

(Clements checklist, 2014).

Choca-de-crista-preta {field 11}

Comentários:

Frequenta matas ralas e arbustivas, florestas tropicais, vive solitária ou aos pares, entre a folhagem caçado alimento.

Choca-de-crista-preta {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Choquinha-dublê – (Drymophila rubricollis)

A choquinha-dublê Drymophila rubricollis é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecida também como trovoada-de-bertoni.

Choquinha-dublê {field 23}
  • Nome popular: Choquinha-dublê
  • Nome inglês: Bertoni’s Antbird
  • Nome científico: Drymophila rubricollis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica da Mata Atlântica, no Brasil ocorre do sudeste de Minas Gerais e oeste do Rio de Janeiro até ao Rio Grande do Sul. encontrada também no leste do Paraguai e nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos artrópodes como aranhas, formigas, lagartas, cigarrinhas, gafanhotos e outros, os quais captura entre os densos emaranhados de bambu onde costuma habitar.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-dublê {field 20}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento. Tem cor alaranjada com partes cinza escuro e a face branca com faixas pretas. Apresenta a cauda longa com retrizes terminadas numa delicada mancha branca. As fêmeas tem tons mais claros, sendo as asas e cauda com coloração acanelada, e os machos com estas partes visivelmente mais escuras.

Choquinha-dublê {field 20}

Comentários:

Frequenta a Mata Atlântica de montanha, preferindo regiões serranas acima dos 900 metros de altitude. Em algumas cidades litorâneas pode aparecer próximo ao nível do mar durante migrações sazonais no inverno. Seu hábitat preferido são as densas formações de taquaras e bambus.

Choquinha-dublê {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chororó-escuro – (Cercomacroides tyrannina)

O chororó-escuro Cercomacroides tyrannina é uma ave da família Thamnophilidae. Encontrado no Brasil, México, Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Guianas

Chororó-escuro {field 11}
  • Nome popular: Chororó-escuro
  • Nome inglês: Dusky Antbird
  • Nome científico: Cercomacroides tyrannina
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre ao norte do rio Amazonas, desde o Rio Negro até o Amapá. Encontrado também do México ao Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas. caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em forma de bolsa profunda, suspensos em galhos finos ou forquilhas no sub-bosque. Põe 2 ovos brancos pontilhados de marrom avermelhado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chororó-escuro {field 11}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa entre 15 e 19 gramas. O macho tem a coloração geral cinza escura com uma mácula branca no dorso, que pode ficar bem visível quando a ave está nervosa, ou permanecer quase oculta quando a ave está calma. As coberteiras das asas possuem terminação branca, formando linhas. As penas da cauda tem discretos pontos brancos no lado inferior. A fêmea tem a parte superior marrom olivácea e a inferior marrom ferrugínea. Também possui a mácula branca no dorso porém em menor tamanho. As coberteiras das asas tem discretas pontas beges, quase não aparecendo.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Cercomacroides tyrannina tyrannina – ocorre no noroeste da Amazônia, entre os rios Solimões e Negro, e também no Panamá, Colômbia, Venezuela e Equador;
  • Cercomacroides tyrannina crepera – ocorre do sul do México ao Panamá;
  • Cercomacroides tyrannina vicina – ocorre no sopé dos Andes na Colômbia e Venezuela;
  • Cercomacroides tyrannina saturatior – ocorre no nordeste da Amazônia, ao norte dos rios Negro e Amazonas, nos estados de RR, AM, PA e AP. Também na Venezuela e Guianas.
Chororó-escuro {field 25}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de bordas de florestas, capoeiras e clareiras com arbustos. Vive aos pares, escondido em meio à densa vegetação mais baixa, podendo ser ouvido com frequência.

Chororó-escuro {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Matracão – (Batara cinerea)

O matracão Batara cinerea é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai.

Matracão {field 20}
  • Nome popular: Matracão
  • Nome inglês: Giant Antshrike
  • Nome científico: Batara cinerea
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul. Encontrado também na Argentina, Bolívia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de pequenos vertebrados como anuros, roedores, filhotes de aves, lagartos, cobras, grandes artrópodes e caracóis terrestres.
  • Reprodução: Reproduz-se construído o ninho a uma altura entre 1 a 3 m do solo em uma forquilha em meio à vegetação, com formato típico ao padrão comum da família.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Matracão {field 20}

Características:

Mede em média 34 cm de comprimento. Tem a cauda longa, os machos têm topete negro e dorso listrado de branco e as fêmeas dorso pardo com listras negras. É inconfundível em campo pelo porte e pelo padrão característico da plumagem. É a maior espécie da da família thamnophilidae

Possui três subespécies:

  • Batara cinerea cinerea (Vieillot, 1819) – ocorre do sudeste do Brasil, do estado do Espírito Santo até o nordeste da Argentina na província de Misiones;
  • Batara cinerea excubitor (Bond & Meyer de Schauensee, 1940) – ocorre nas encostas do leste da Cordilheira dos Andes da Bolívia;
  • Batara cinerea argentina (Shipton, 1918) – ocorre do leste da Bolívia até o oeste do Paraguai e no nordeste da Argentina.

(Clements checklist, 2014).

Matracão {field 20}

Comentários:

Frequenta os emaranhados densos das soqueiras de bambu e é encontrada mais frequentemente em encostas íngremes tomadas por samambaias em solos ácidos. Vive aos casais, deslocando-se próximo ao solo como um esquilo, sendo difícil de observar, traindo-se pela voz, um forte matraquear.

Matracão {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-de-dorso-vermelho – (Drymophila ochropyga)

A choquinha-de-dorso-vermelho Drymophila ochropyga é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica, ocorre na Mata Atlântica litorânea da Bahia até Santa Catarina.

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 25}
  • Nome popular: Choquinha-de-dorso-vermelho
  • Nome inglês: Ochre-rumped Antbird
  • Nome científico: Drymophila ochropyga
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Choquinha-de-dorso-vermelho {field 25}

Características:

Tem o peito e garganta estriados, a coroa preta e linha superciliar branca. O dorso e ventre são ferrugíneos de preto e por ter o baixo dorso e o ventre ferrugíneos.

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 16}

Comentários:

Frequenta florestas de montanha em altitudes de 300 a 1950 metros. Podem ser vistos com frequência em taquarais

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Mãe-de-taoca-cabeçuda – (Rhegmatorhina melanosticta)

A mãe-de-taoca-cabeçuda Rhegmatorhina melanosticta é uma ave da família Thamnophilidae. Encontrada na Colômbia, Brasil, Equador, Peru e Bolívia.

Mãe-de-taoca-cabeçuda {field 25}
  • Nome popular: Mãe-de-taoca-cabeçuda
  • Nome inglês: Hairy-crested Antbird
  • Nome científico: Rhegmatorhina melanosticta
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil apenas no oeste da Amazônia, principalmente na região ao sul do Rio Amazonas e a oeste do Rio Madeira. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de aranhas e insetos afugentados pelas formigas. Apanha suas presas em rápidos pousos no chão, retornando em seguida ao poleiro. Encontrada principalmente junto a formigas-de-correição.
  • Reprodução: reproduz-se construindo um ninho sem forro a cerca de 50 cm de altura, em ocos de árvores mortas. Põe 2 ovos rosados com pintas marrom avermelhadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Mãe-de-taoca-cabeçuda {field 25}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 29 e 33 gramas. O macho da espécie é de coloração marrom olivácea e apresenta o dorso e asa sem as manchas que são comuns na fêmea da espécie. A fêmea é marrom acastanhada e na porção dorsal são amplamente manchadas de pontos pretos marginados de bege que lhe dão aparência escamada. Tem cor geral marrom acastanhado. A cabeça é preta e apresenta um largo anel periorbital pálido de coloração azulada e uma bela e eriçada crista pálida de coloração cinza claro que vai desde a fronte, passando pelo alto da cabeça atingindo até a nuca. O queixo e a parte superior da garganta também são pretos.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Rhegmatorhina melanosticta melanosticta (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre na Colômbia (na base da cordilheira dos Andes, de Meta até Putumayo), leste do Equador e nordeste do Peru.
  • Rhegmatorhina melanosticta brunneiceps (Chapman, 1928) – ocorre na região central do Peru, ao sul do rio Marañón e a oeste do rio Ucayali (de San Martín até Ayacucho).
  • Rhegmatorhina melanosticta purusiana (Snethlage, 1908) – ocorre no leste do Peru, sudoeste da amazônia brasileira, a leste do rio Madeira e no noroeste da Bolívia, nas províncias de Pando e La Paz.
  • Rhegmatorhina melanosticta badia (Zimmer, 1932) – ocorre no sudeste do Peru, norte da Bolívia e no sudoeste da amazônia brasileira.

(IOC – World Bird List, 2017).

Mãe-de-taoca-cabeçuda {field 25}

Comentários:

frequenta o sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, normalmente distante de rios. É uma espécie bastante tímida, vivendo aos pares ou em pequenos grupos. Frequentemente arrepia as penas do alto da cabeça em sinal de agressividade, apresentando também o hábito de elevar a cauda.

Mãe-de-taoca-cabeçuda {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Papo-branco – (Biatas nigropectus)

O papo-branco Biatas nigropectus é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como choca-da-taquara ou chocão-de-bigode.

Papo-branco {field 25}
  • Nome popular: Papo-branco
  • Nome inglês: White-bearded Antshrike
  • Nome científico: Biatas nigropectus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, leste de São Paulo, Paraná e nordeste de Santa Catarina. Encontrado também em uma pequena área do nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos larvas e pequenos artrópodes, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Vulnerável
Papo-branco {field 25}

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento, tem a cabeça e a região superior do peito negras, realçadas por um colar branco. As demais partes são amarronzadas. A fêmea tem faixa branca próximo aos olhos e na garganta.

Papo-branco {field 25}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas e bordas de florestas, principalmente em áreas com altos bambuzais. É pouco conhecido e raramente visto. Os indivíduos observados normalmente encontram-se solitários ou aos pares, com freqüência acompanhando bandos mistos de aves.

Papo-branco {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chocão-carijó – (Hypoedaleus guttatus)

O chocão-carijó Hypoedaleus guttatus é uma ave da família Thamnophilidae. Pode ser encontrada na Argentina, Brasil e Paraguai.

Chocão-carijó {field 25}
  • Nome popular: Chocão-carijó
  • Nome inglês: Spot-backed Antshrike
  • Nome científico: Hypoedaleus guttatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil Oriental, do estado de Alagoas até ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e artrópodes. Geralmente forrageia em casais a uma altura de 6 a 15 metros no estrato superior, utilizando poleiros verticais e preferindo vasculhar as árvores.
  • Reprodução: Reproduz-se
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chocão-carijó {field 25}

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento, tem a cabeça, as costas e as asas com um padrão de pintas e barras brancas em fundo preto. A cauda possui um fino barrado que é mais intenso na parte superior mas também bastante definido mas é mais claro na parte inferior. Seu peito é claro, com manchas em tons cinza claro. O ventre e os flancos e o crisso possuem coloração castanho alaranjado que fica mais forte na direção do ventre para o crisso. O bico forte e robusto e as pernas são de coloração cinza azulado. Os olhos são envolvidos por um estreito anel periocular de coloração amarelada.

Chocão-carijó {field 25}

Comentários:

Frequenta a Mata Atlântica, matas mesófilas e matas semidecíduas, e pode aparecer em bordas de mata, até 1000 metros de altitude. Pode ser observada sozinha ou em casal, costuma ficar oculta na folhagem, sendo vista sobretudo ao cantar. Costuma ficar pousada no estrato médio ou logo abaixo do dossel da floresta.

Chocão-carijó {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choca-do-planalto – (Thamnophilus pelzelni)

A choca-do-planalto Thamnophilus pelzelni é uma ave da família Thamnophilidae. Endêmica do Brasil.

Choca-do-planalto {field 11}
  • Nome popular: Choca-do-planalto
  • Nome inglês: Planalto Slaty-Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus pelzelni
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em uma vasta região que vai da área central do Brasil (onde ocupa principalmente matas de galeria) até a região Nordeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas capturados entre as folhas e galhos no extrato baixo da vegetação, durante a alimentação pode acompanhar outras espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigelinha simples, feito com fibras vegetais, e folhas mortas, preso em galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos esbranquiçados com manchas marrons por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choca-do-planalto {field 11}

Características:

Muito parecida com a choca-da-mataThamnophilus caerulescens, mas tem as cores mais pálidas e a fêmea tem o dorso ruivo e não marrom. Há um forte contraste entre a coroa ferrugínea e as costas, que são muito mais escuras.

Choca-do-planalto {field 11}

Comentários:

Frequenta estrato médio e alto de florestas secas e bordas de florestas úmidas. É uma espécie comum, ocorrendo em maior densidade ao norte de sua área de distribuição, onde ocupa hábitats continuamente ameaçados por monoculturas e extração de madeira.

Choca-do-planalto {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-estriada-da-amazônia – (Myrmotherula multostriata)

A choquinha-estriada-da-amazônia Myrmotherula multostriata é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil na região amazônica.

Choquinha-estriada-da-amazônia {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-estriada-da-amazônia
  • Nome inglês: Amazonian Streaked-Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula multostriata
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira ao sul do Rio Amazonas e também no interflúvio Negro/Solimões, aparentemente substitui geograficamente a choquinha-estriadaMyrmotherula surinamensis.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas caçados em meio á folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigelinha simples, feito com fibras vegetais, e folhas mortas, preso em galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-estriada-da-amazônia {field 11}

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. O macho é basicamente negro estriado de branco nas partes superiores, asas negras com pintas brancas formando barras, partes inferiores brancas riscadas de preto. Fêmea tem as partes anteriores e cabeça em tons alaranjados e riscados de preto. A barriga é mais esbranquiçada.

Choquinha-estriada-da-amazônia {field 12}

Comentários:

Frequenta os estratos médio e baixo das matas de várzea e de igapó.

Choquinha-estriada-da-amazônia {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Choquinha-miúda – (Myrmotherula brachyura)

A choquinha-miúda Myrmotherula brachyura é uma ave da família Thamnophilidae. Pode ser encontrada na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela

Choquinha-miúda {field 23}
  • Nome popular: Choquinha-miúda
  • Nome inglês: Pygmy Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula brachyura
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na região amazônica da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-miúda {field 23}

Características:

Mede em média 7 cm de comprimento. O macho tem as partes superiores estriadas de preto e branco, as asas negras com duas barras brancas, a garganta branca com uma estria malar negra, e as partes inferiores amarelas com algumas estrias negras nas laterais do peito. Tem a cauda muito curta. A fêmea tem o mesmo padrão do macho mas tem tons beges na cabeça, pescoço e peito. Bem parecida com a choquinha-de-garganta-amarelaMyrmotherula sclateri exceto pela área branca nas auriculares do macho.

Choquinha-miúda {field 20}

Comentários:

Frequenta as copas e o estrato médio superior nas bordas e clareiras de matas densas. Espécie amazônica pequena encontrada em matas de terra firme, matas de várzea e matas de transição.

Choquinha-miúda {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-preto-e-branco – (Myrmochanes hemileucus)

O formigueiro-preto-e-branco Myrmochanes hemileucus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

Formigueiro-preto-e-branco {field 11}
  • Nome popular: Formigueiro-preto-e-branco
  • Nome inglês: Black-and-white Antbird
  • Nome científico: Myrmochanes hemileucus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre exclusiva nas ilhas fluviais da alta amazônia na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros caçados entre adensa folhagem ribeirinha.
  • Reprodução: Reproduz-se …
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-preto-e-branco {field 20}

Características:

Mede em média de 11cm de comprimento. Tem a coloração preta que se estende da cabeça pelo dorso até as asas e cauda. Faixa branca diagonal destacada nas escapulares e alguns pontos brancos formando duas faixas mais suaves nas coberteiras. A fêmea apresenta ainda uma pequena mancha branca acima do bico entre os olhos e o ventre sutilmente escurecido.

Formigueiro-preto-e-branco {field 23}

Comentários:

Frequentam exclusivamente ilhas fluviais da bacia amazônica. Vive em matas fechadas, áreas ribeirinhas e floresta tropical amazônica.

Formigueiro-preto-e-branco {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tem-farinha-aí – (Myrmorchilus strigilatus)

O tem-farinha-aí Myrmorchilus strigilatus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Tem-farinha-aí {field 23}
  • Nome popular: Tem-farinha-aí
  • Nome inglês: Stripe-backed Antbird
  • Nome científico: Myrmorchilus strigilatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no nordeste brasileiro, estendendo-se ao sul até Minas Gerais. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, entre a serrapilheira nas matas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho tipo cesto redondo preso em arbustos ou gramíneas a 1 ou 2 metros de altura, feito com folhas secas e gravetos. Tem em média um ou dois filhote por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tem-farinha-aí {field 23}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 23 e 26 gramas de peso. O macho tem as partes superiores fortemente riscadas de castanho e preto com uma lista superciliar branca estreita e uma faixa transocular preta. O manto e as coberteiras das asas com manchas pretas, castanhas e brancas; as penas rêmiges centrais são castanhas, as laterais são pretas com as bordas brancas. A garganta e a parte superior do peito são pretas, a face e lateral do pescoço são brancos. As partes inferiores são claro esbranquiçadas até o baixo ventre. A fêmea tem as partes superiores parecidas com as do macho, mas a faixa superciliar e mais pardacenta e não apresenta a mancha preta da garganta e parte superior do peito. O peito da fêmea apresenta estrias escuras especialmente nas laterais. O ventre e crisso são completamente esbranquiçados sem as estrias pretas

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myrmorchilus strigilatus strigilatus (Wied-Neuwied, 1831) – ocorre no nordeste do Brasil, do leste do Piauí, Ceará, Pernambuco até o norte de Minas Gerais;
  • Myrmorchilus strigilatus suspicax (Wetmore, 1922) – ocorre do sudeste da Bolívia até o oeste do Brasil, no oeste do estado de Mato Grosso, no Paraguai, e no norte da Argentina.

(IOC World Bird List 2018; Aves Brasil CBRO 2015).

Tem-farinha-aí {field 11}

Comentários:

Frequenta habitats essencialmente secos, a caatinga do nordeste brasileiro e o Chaco da Bolívia, Paraguai e Argentina. Encontra-se geralmente aos pares, raramente associado com bandos mistos, pulando sobre ou perto do chão em vegetação densa. Isso o torna muito difícil de ser observado.

Tem-farinha-aí {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-de-cabeça-negra – (Formicivora erythronotos)

O formigueiro-de-cabeça-negra Formicivora erythronotos é uma ave da família Thamnophilidae. É endémico do sudeste do Brasil. Criticamente ameaçado de extinção.

Formigueiro-de-cabeça-negra {field 20}
  • Nome popular: Formigueiro-de-cabeça-negra
  • Nome inglês: Black-hooded Antwren
  • Nome científico: Formicivora erythronotos
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre exclusivamente na região sudeste do Brasil, mais precisamente nos municípios de Angra dos Reis e Paraty.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, besouros.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de tigela funda, preso em arbustos a pouca a altura, põe em média 2 ou três ovos por ninhada. Macho e fêmea participam da construção do ninho, alimentação dos filhotes e incubação dos ovos. O período reprodutivo vai de Setembro a Janeiro.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Formigueiro-de-cabeça-negra {field 20}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. O macho tem a plumagem bem característica, mas a fêmea lembra, pelo seu dorso ruivo, a fêmea do zidedêTerenura maculata, embora ambas ocorram em biótopos muito distintos. Pela cauda comprida e vocalização, imediatamente reconhecível como uma Formicivora. Espécie vistosa pelas costas castanhas, cabeça e peito negros, na fêmea marrom olivácea, os flancos são brancos.

Formigueiro-de-cabeça-negra {field 11}

Comentários:

Frequenta matas secundárias como capoeiras, ambientes de vegetação mais arbustiva, ou arbóreas em baixadas costeiras úmidas. Aparentemente evita adentrar florestas densas ou matas primárias. Não se mostrando exigente no uso do hábitat, trata-se de uma espécie rara e com distribuição muito restrita, sendo endêmica de floresta de baixada litorânea da Mata Atlântica, em contato com áreas de restinga arbórea e mangue, evitando entrar em florestas densas ou pouco perturbadas.

Formigueiro-de-cabeça-negra {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cantador-amarelo – (Hypocnemis hypoxantha)

O cantador-amarelo Hypocnemis hypoxantha é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Peru e Equador.

Cantador-amarelo {field 32}
  • Nome popular: Cantador-amarelo
  • Nome inglês: Yellow-browed Antbird
  • Nome científico: Hypocnemis hypoxantha
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em duas áreas distintas, sendo que a ssp. nominal ocorre no interflúvio Negro/Solimões (AM), além do O do Acre, e também nos países vizinhos da Colômbia, Peru e Equador. A ssp ochraceiventris ocorre bem mais a leste, na Amazônia Central a partir da margem direita do Tapajós (PA, MT e RO);
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos, e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Cantador-amarelo {field 28}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Tem o bico preto, a coroa preta com uma linha branca longitudinal. Longa faixa superciliar amarela. Partes superiores oliváceas riscadas de negro. Coberteiras das asas negras com pintas brancas formando 3 barras. Cauda escura com pontas brancas. Partes inferiores amarelas, possuindo estrias pretas nas laterais do peito. Fêmeas como os machos mas possuindo pequenas linhas amarelas na coroa.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Hypocnemis hypoxantha hypoxantha – ocorre na Colômbia, Peru, Equador, extremo oeste da Amazônia (AC) e no interflúvio Negro/Solimões (AM);
  • Hypocnemis hypoxantha ochraceiventris – ocorre na Amazônia Central entre os rios Tapajós e Xingu (PA, MT) e também no SE do AM e Ne de RO;
Cantador-amarelo {field 12}

Comentários:

Frequentam os níveis mais baixos de florestas úmidas, principalmente terra firme, onde costuma viver em pares. Não costuma acompanhar bandos mistos.

Cantador-amarelo {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Uirapuru-de-garganta-preta – (Thamnomanes ardesiacus)

O uirapuru-de-garganta-preta Thamnomanes ardesiacus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Venezuela, e nas Guianas.  

Uirapuru-de-garganta-preta {field 20}
  • Nome popular: Uirapuru-de-garganta-preta
  • Nome inglês: Dusky-throated Antshrike
  • Nome científico: Thamnomanes ardesiacus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na Amazônia setentrional, principalmente ao norte do Rio Amazonas, nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. Ocorre também ao sul da Amazônia, no Acre, S do AM e O de RO. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos e outros pequenos artrópodes. Ocasionalmente, segue correição.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Uirapuru-de-garganta-preta {field 32}

Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 19 gramas. É sintópico com o ipecuá Thamnomanes caesius, da qual distingue-se por sua mancha gular, que é negra no macho e branca na fêmea.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Thamnomanes ardesiacus ardesiacus (P. L. Sclater & Salvin, 1868) – ocorre do centro-sul e leste da Colômbia próximo a base da cordilheira dos Andes até o leste do Peru, nordeste da Bolívia e na região adjacente do Brasil, no Acre, S do AM e O de RO.
  • Thamnomanes ardesiacus obidensis (E. Snethlage, 1914) – ocorre no leste e no sul da Venezuela, nas Guianas, leste da Colômbia e no norte da Amazônia brasileira, desde a foz do rio Negro até o norte do Pará, e ao sul do rio Amazonas desde Tefé até o baixo rio Purus.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Uirapuru-de-garganta-preta {field 12}

Comentários:

Frequentam matas de terra firme e, menos frequentemente em matas de várzea. Congrega-se aos casais em bandos mistos no sub-bosque, ao lado do ipecuáThamnomanes caesius e de diversas espécies do gênero Myrmotherula, além de vários furnarídeos. Ocasionalmente, segue correições de formigas do gênero Eciton.

Uirapuru-de-garganta-preta {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chorozinho-de-papo-preto – (Herpsilochmus pectoralis)

O chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre no Nordeste do Brasil. Ameaçado de extinção

Chorozinho-de-papo-preto {field 32}
  • Nome popular: Chorozinho-de-papo-preto
  • Nome inglês: Pectoral Antwren
  • Nome científico: Herpsilochmus pectoralis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Possui três populações disjuntas. 1. Em maior parte do leste do Maranhão (possivelmente existente no Piauí) 2. Na Mata Atlântica litorânea do Rio Grande do Norte e Paraíba 3. Em todo o Sergipe e parte norte da Bahia
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes de pequeno porte.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Chorozinho-de-papo-preto {field 28}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. O macho apresenta como característica marcante uma nódoa preta no peito, e a fêmea e o imaturo têm ventre cor laranja.

Chorozinho-de-papo-preto {field 33}

Comentários:

Frequentam a caatinga arbórea, floresta semidecídua, florestas decíduas, florestas de galeria, florestas secundárias em estágio avançado de regeneração e restinga arbórea.

Chorozinho-de-papo-preto {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-cara-ruiva – (Myrmelastes rufifacies)

O formigueiro-de-cara-ruiva Myrmelastes rufifacies é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil na região amazônica.

Formigueiro-de-cara-ruiva {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-de-cara-ruiva
  • Nome inglês: Rufous-faced Antbird
  • Nome científico: Myrmelastes rufifacies
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no no Brasil, no lado leste do rio Madeira e abaixo do rio Amazonas (AM, PA, MT, RO).
  • Alimentação:
  • Reprodução:
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-cara-ruiva {field 32}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Macho predominantemente cinza, com pequenas pintas brancas nas asas. Pés rosados. Fêmea possui cabeça cinza e corpo em tons ferrugens. As pintas das asas são beges.

Formigueiro-de-cara-ruiva {field 28}

Comentários:

Frequentam o chão das florestas de terra firme, normalmente próximo a pequenos riachos dentro da mata, onde vive em pares ou pequenos grupos.

Formigueiro-de-cara-ruiva {field 33}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-asa-pintada – (Myrmelastes leucostigma)

O formigueiro-de-asa-pintada Myrmelastes leucostigma é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.

Formigueiro-de-asa-pintada {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-de-asa-pintada
  • Nome inglês: Spot-winged Antbird
  • Nome científico: Myrmelastes leucostigma
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA, AP), também na região de fronteira com o Peru (AM, AC), e nos países vizinhos das Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-asa-pintada {field 32}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Macho predominantemente cinza, asas em tons mais castanhos escuros com pequenas pintas brancas. Pés rosados. Fêmea possui cabeça cinza e corpo em tons ferrugens. As pintas das asas são beges.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Myrmelastes leucostigma leucostigma (Pelzeln, 1868) – ocorre do leste da Venezuela até as Guianas e na região Amazônica do Brasil;
  • Myrmelastes leucostigma subplumbeus (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre do leste da Colômbia até o extremo oeste da Venezuela, no nordeste do Peru e na região adjacente do oeste do Brasil;
  • Myrmelastes leucostigma infuscatus (Todd, 1927) – ocorre do leste da Colômbia até o sul da Venezuela e no noroeste da região Amazônica do Brasil;
  • Myrmelastes leucostigma intensus (Zimmer, 1927) – ocorre na região central do Peru (Huánuco, Pasco, Junín e no sul de Ucayali)

(Clements checklist, 2014).

Formigueiro-de-asa-pintada {field 32}

Comentários:

Frequentam o chão das florestas de terra firme, normalmente próximo a pequenos riachos dentro da mata, onde vive em pares ou pequenos grupos.

Formigueiro-de-asa-pintada {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-cauda-curta – (Myrmelastes humaythae)

O formigueiro-de-cauda-curta Myrmelastes humaythae é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia.

Formigueiro-de-cauda-curta {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-de-cauda-curta
  • Nome inglês: Humaita Antbird
  • Nome científico: Myrmelastes humaythae
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na região sudoeste e central da Amazônia, abaixo do rio Amazonas e a oeste do rio Madeira (AM, AC, RO). Encontrado também no S do Peru e no extremo norte da Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução:Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-cauda-curta {field 32}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Macho predominantemente cinza, com pequenas pintas brancas nas asas. Pés cinza rosados. Fêmea possui cabeça e partes superiores marrom oliváceas e partes inferiores em tons ferrugens. As pintas das asas são beges.

Formigueiro-de-cauda-curta {field 32}

Comentários:

Frequentam o sub-bosque, florestas úmidas, areas abertas, mata baixa ribeirinha, emaranhados de cipós.

Formigueiro-de-cauda-curta {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gravatazeiro – (Rhopornis ardesiacus)

O gravatazeiro Rhopornis ardesiacus é uma ave da família Thamnophilidae. Ameaçado de extinção. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre, no centro-sul da Bahia e no norte de Minas Gerais.

Gravatazeiro {field 29}
  • Nome popular: Gravatazeiro
  • Nome inglês: Slender Antbird
  • Nome científico: Rhopornis ardesiacus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre exclusivamente nos estados da Bahia e Minas Gerais, em uma área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de invertebrados como grilos, percevejos, besouros, mariposas, borboletas, formigas, cigarrinhas, aranhas, opiliões e até mesmo pequenos moluscos. Para capturar suas presas passa a maior parte do tempo no solo onde revira as folhas da serrapilheira com agilidade. Também adentra as grandes bromélias terrestres a procura sobretudo de larvas de moscas que ficam na água acumulada. Ocasionalmente acompanha formigas de correição
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho no solo, circundado por grande emaranhado de bromélias terrestres, reforçando a dependência da espécie por essa planta. O ninho tem o formato de uma tigelinha aberta rasa. É confeccionado principalmente com cascas de arvores e gavinhas. O período reprodutivo se inicia logo nas primeiras chuvas (novembro a dezembro), podendo se estender até março. Nessa época os casais de territórios vizinhos costumam se aproximar uns dos outros de maneira mais constante do que o normal. Observaram-se machos oferecendo alimento no bico às fêmeas, provavelmente um estímulo de corte. Põe em média 2 ovos por ninhada. Ambos os sexos realizam a incubação dos ovos. Os filhotes nascem no mínimo 13 dias após a postura.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

Gravatazeiro {field 28}

Características:

Mede em média 19 centímetros de comprimento e tem peso entre 23 e 28 gramas. Possui coloração acinzentada (ardósia), coberteiras superiores das asas negras e orladas de branco. O macho se diferencia por possuir a garganta negra. Por sua vez, as fêmeas possuem a fronte da cabeça marrom. A íris do olho é vermelha.

Gravatazeiro {field 33}

Comentários:

Frequentam uma área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga, conhecida como mata-de-cipó, a característica principal deste ambiente é a presença de grandes bromélias terrestres dos gêneros Ananas e Aechmea, chamadas de gravatás, que inclusive deram origem ao nome popular da ave. Canta empoleirado a pouca altura e numa posição bem típica, com a cabeça erguida diagonalmente e balançando o corpo para cima e para baixo. Costuma imediatamente adentrar nos emaranhados de gravatás, indicando que a espécie utiliza a planta (bastante espinhosa) como refúgio contra predadores.

Gravatazeiro {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-hellmayr – (Percnostola subcristata)

O formigueiro-de-hellmayr Percnostola subcristata é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil na região amazônica.

Formigueiro-de-hellmayr {field 28}
  • Nome popular: Formigueiro-de-hellmayr
  • Nome inglês: Hellmayr’s Antbird
  • Nome científico: Percnostola subcristata
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, ao norte do rio Amazonas, e a leste do rio Negro (RR, AM) e a oeste do rio Trobetas.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos e outros artrópodes que captura nos níveis mais baixos da mata. Costuma seguir formigas de correição.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-hellmayr {field 20}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Macho de cor predominante cinza escuro, com coroa e garganta negras. A coroa tem penas mais compridas, formando uma pequena crista. Asas com barras negras e brancas. Íris vermelha. Fêmea marrom oliváceo nas partes superiores e ferrugem nas inferiores. As pintas das asas são beges.

Formigueiro-de-hellmayr {field 25}

Comentários:

Frequentam as áreas próximas ao chão de florestas de terra firme, florestas secundárias, orlas de mata e em campinaranas (florestas altas de solo arenoso). Não costuma acompanhar bandos mistos mas tem o hábito de seguir formigas de correição. Costuma andar de casal.

Formigueiro-de-hellmayr {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-cauda-baia – (Sciaphylax pallens)

O formigueiro-de-cauda-baia Sciaphylax pallens é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Peru e Bolívia.

Formigueiro-de-cauda-baia {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-de-cauda-baia
  • Nome inglês: Eastern White-bellied Antbird
  • Nome científico: Sciaphylax pallens
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira, indo para oeste até o Pará (AM, RO, PA, MT).
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de cestinho, feito com folhas e outras fibras vegetais secas, colocado geralmente próximo ao solo. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-cauda-baia {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Macho com cabeça e pescoço cinza, partes superiores marrom avermelhadas e uma grande área branca nas costas. Cauda ainda com mais vermelho. Coberteiras das asas negras, com pontas brancas e beges. Garganta e pescoço negros. Fêmea com tonalidades mais pálidas nas costas e cabeça que o macho, garganta e peito ferrugens.

Formigueiro-de-cauda-baia {field 32}

Comentários:

Frequentam a floresta amazônica com clareiras naturais podendo ser vistos frequentemente forrageando na borda das clareiras naturais e eventualmente capturada dentro delas.

Formigueiro-de-cauda-baia {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-do-rio-branco – (Cercomacra carbonaria)

O chororó-do-rio-branco Cercomacra carbonaria é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, e nas Guianas.

Chororó-do-rio-branco {field 11}
  • Nome popular: Chororó-do-rio-branco
  • Nome inglês: Rio Branco Antbird
  • Nome científico: Cercomacra carbonaria
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no estado de Roraima, na região dos Rios Branco e Mucajaí e também na Guiana.
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos e outros artrópodes, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Em Perigo Crítico

Chororó-do-rio-branco {field 11}

Características:

Mede em média15 centímetros de comprimento. O macho é negro com marcas brancas; a fêmea pardo-acinzentado com a garganta marcada de branco, peito e barriga amarelados.

Chororó-do-rio-branco {field 33}

Comentários:

Frequentam matas de galeria em florestas tropicais úmidas de baixa altitude. O fato do seu habitat ser muito limitado em extensão indica que a espécie é muito vulnerável e muito sensível a pequenas mudanças no uso da floresta.

Chororó-do-rio-branco {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-pocuá – (Cercomacra cinerascens)

O chororó-pocuá Cercomacra cinerascens é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, no Peru, Bolívia, Venezuela, Colômbia e Guianas.

Chororó-pocuá {field 28}
  • Nome popular: Chororó-pocuá
  • Nome inglês: Gray Antbird
  • Nome científico: Cercomacra cinerascens
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira. Encontrado também, no Peru, Bolívia, Venezuela, Colômbia e Guianas.
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos e vários outros artrópodes, caçados na vegetação densa.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Chororó-pocuá {field 32}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. O macho apresenta plumagem cinza escura nas partes superiores e um pouco mais clara nas inferiores. Suas asas são marrons e imaculadas ou levemente maculadas de branco em certas subespécies. A cauda apresenta máculas b

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Cercomacra cinerascens cinerascens – ocorre no SE da Colômbia, NE do Peru, S da Venezuela e NO da Amazônia brasileira ao norte do rio Amazonas (AM, RR);
  • Cercomacra cinerascens immaculata – ocorre no L da Venezuela, Guianas e NE da Amazônia (AP, PA);
  • Cercomacra cinerascens iterata – ocorre na Amazônia ao S do rio Amazonas e à direita do rio Madeira (AM, PA, RO, MT, MA) até o N da Bolívia;
  • Cercomacra cinerascens sclateri – ocorre na Amazônia ao S do rio Amazonas e à esquerda do rio Madeira (AC, AM, RO ), também no L do Peru e NO da Bolívia;
Chororó-pocuá {field 11}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas de todos os tipos, desde o subdossel até o estrato médio.

Chororó-pocuá {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-do-pantanal – (Cercomacra melanaria)

O chororó-do-pantanal Cercomacra melanaria é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do pantanal, ocorre no Brasil exclusivamente no Pantanal. Encontrado também no Paraguai e Bolívia.

Chororó-do-pantanal {field 32}
  • Nome popular: Chororó-do-pantanal
  • Nome inglês: Mato Grosso Antbird
  • Nome científico: Cercomacra melanaria
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e outros artrópodes, geralmente caçados no sub-bosque.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de uma xícara funda. É feito utilizando fibra vegetal, muitas vezes com pelo animal, em forquilha de árvores, principalmente Vochysia divergens. Os filhotes não possuem dimorfismo sexual, apresentando semelhança com a plumagem da fêmea. O período reprodutivo vai de agosto a novembro, no início da estação chuvosa. Machos e fêmeas participam da confecção dos ninhos. Nessa fase de confecção é comum observar o macho capturando insetos e oferecendo-os para a fêmea. Tanto os machos quanto as fêmeas incubam os ovos e alimentam os filhotes. A espécie seleciona sítios de nidificação com vegetação mais densa.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Chororó-do-pantanal {field 32}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. Esguio, de bico fino. Macho preto retinto; manchinha branca nas costas, coberteiras das asas com orlas brancas bem evidentes, penas da cauda com ponta branca. Fêmea cinza por cima, asa e cauda como no macho; por baixo, cinza-claro.

Chororó-do-pantanal {field 32}

Comentários:

Frequentam mata de galeria e cerradão, no Pantanal. Também podem ser encontrados em formações savânicas que sofrem efeito sazonal de inundação. Vive em casal, saltitando na vegetação baixa densa, às vezes junto com bandinhos mistos bem dispersos. Indivíduos da espécies aparentam predileção por Vochysia divergens (Cambará / Cambará-de-Mato-Grosso), esta que é frequentemente utilizada como poleiro e substrato para nidificação.

Chororó-do-pantanal {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-de-manu – (Cercomacra manu)

O Chororó-de-manu Cercomacra manu é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia.

Chororó-de-manu {field 32}
  • Nome popular: Chororó-de-manu
  • Nome inglês: Manu Antbird
  • Nome científico: Cercomacra manu
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do rio Amazonas, desde o Acre até o Maranhão. Também no L do Peru e N da Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e outros artrópodes. Associa ocasionalmente com bandos mistos, quando estes passam através do seu território, mas mais frequentemente forrageia em pares sem ser acompanhado de outras espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho a cerca de 3,5 metros acima do chão em bambuzais muito densos. O ninho tem forma de bolsa pênsil suspensa pela borda. Construído com folhas de bambu mortos, atado com fibras longas e secas.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Chororó-de-manu {field 28}

Características:

Mede em média 15 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 20 gramas. Tem dimorfismo sexual acentuado, o macho adulto possui coloração predominante da plumagem na cor cinza fuligem escuro, sendo um pouco mais pálida na face, flancos e nas penas infracaudais. Possui uma mancha branca interescapular que se mantém oculta na maior parte do tempo. As coberteiras apresentam as pontas brancas. As retrizes apresentam nas pontas uma estreita faixa branca. A cauda é graduada, com as pontas brancas em todas as retrizes. A fêmea adulta possui duas cores predominantes. As partes superiores são de coloração marrom esverdeado e as partes inferiores são cinzentas. A coroa, nuca e as coberteiras exteriores são marrom oliváceo. Assim como os machos da espécie apresenta uma mancha branca interescapular que se mantém oculta na maior parte do tempo. A álula é escuro marrom, com ponta branca e com exterior marginado de verde oliva. As coberteiras primárias são marrons. Cauda graduada, retrizes marrom acinzentado escuro. Anel periocular, região loral, região auricular, peito e ventre inteiramente cinza uniforme. Queixo e garganta um pouco mais pálidos, ligeiramente manchados de branco. As penas do flanco são verde acinzentadas. A íris é marrom claro, o bico apresenta a maxila preta e a mandíbula acinzentada. Tarsos e pés são de cor cinza azulado pálido.

Chororó-de-manu {field 28}

Comentários:

Frequentam os estratos médios de povoamentos extensos de bambu Guadua em florestas da planície. Comumente encontrado aos pares.

Chororó-de-manu {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-cinzento – (Cercomacra brasiliana)

O chororó-cinzento Cercomacra brasiliana é uma ave da família Thamnophilidae. Endêmico do Brasil. Ocorre desde a Bahia até ao Rio de Janeiro.

Chororó-cinzento {field 28}
  • Nome popular: Chororó-cinzento
  • Nome inglês: Rio de Janeiro Antbird
  • Nome científico: Cercomacra brasiliana
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em poucas localidades do sudeste do Brasil, desde a Bahia central, extremo leste de Minas Gerais e Espítito Santo até o Sul do Rio de Janeiro, onde ocorre até na baixada (Camacho et al. 2014). É incomum em todos estes locais, geralmente raro. Endêmica do Brasil. Embora presumivelmente ameaçada pelo desmatamento, a sua tolerância aparente de habitats secundários pode reduzir o impacto da degradação do habitat e fragmentação.
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Chororó-cinzento {field 28}

Características:

O macho tem coloração predominante cinza, com cauda, bico e asas pretas e pequenas manchas brancas nas asas. A fêmea com coloração predominante, castanho amarelada, bico preto e pequena manchas pretas nas asas.

Chororó-cinzento {field 28}

Comentários:

Frequentam as florestas úmidas da Mata Atlântica. Geralmente encontrado em casais, prefere emaranhados de vegetação densa, tais como arbustos, taquaras nativas e bambus em florestas úmidas e bordas de matas semideciduas, geralmente até 950m mas também pode ser encontrado em altitudes inferiores.

Chororó-cinzento {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chororó-didi – (Cercomacroides laeta)

O chororó-didi Cercomacroides laeta é uma ave família Thamnophilidae. Espécie endêmica ocorre somente no Brasil.

Chororó-didi {field 32}
  • Nome popular: Chororó-didi
  • Nome inglês: Willis’s Antbird
  • Nome científico: Cercomacroides laeta
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Tem ocorrência disjunta na Amazônia (Cercomacroides laeta laeta) e na Mata Atlântica residual de Pernambuco, Paraíba e Alagoas (Cercomacroides laeta sabinoi). Na Amazônia ocupa o estrato inferior de florestas úmidas, principalmente nas bordas. Pode ter ocorrência simpátrica com a espécie C. tyrannina ao norte do Rio Amazonas em área de caatinga amazônica. Segundo o CBRO (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos)é uma espécie residente e endêmica, ou seja, só ocorre no Brasil.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho com matéria vegetal em forma de bolsa e com entrada lateral, próximo do solo, no emaranhado da vegetação ou nas copas das árvores, conforme a espécie.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Chororó-didi {field 28}

Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento e pesa entre 15 e 17 gramas. O macho tem plumagem cinza-escuro com pintinhas brancas nos ombros. A fêmea apresenta as partes superiores e a cauda em tom marrom-claro e as partes inferiores ocráceas, se distinguindo das fêmeas do chororó-escuroCercomacroides tyrannina por ter um supercílio claro evidente.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Cercomacroides laeta laeta (Todd, 1920) – ocorre no sudeste da Amazônia brasileira no leste do estado do Pará até o oeste do estado do Maranhão.
  • Cercomacroides laeta waimiri (Bierregaard et al., 1997) – ocorre nas regiões norte e central da Amazônia brasileira nos estados de Roraima, Amazonas e Pará; também ocorre no sul da Guiana.
  • Cercomacroides laeta sabinoi (O. M. O. Pinto, 1939) – ocorre na região costeira do nordeste do Brasil nos estados de Pernambuco e Alagoas.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Chororó-didi {field 33}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas córregos na borda da floresta de baixada na mata atlântica nordestina, se aproximando em resposta ao “playback”. Também já foi observado a poucos metros da mata em meio à vegetação secundária em um córrego., como espécies periféricas ou indiretas, segue ocasionalmente correições de formigas. Basicamente um insetívoro de sub-bosque. Geralmente seguem bandos mistos.

Chororó-didi {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-carijó – (Drymophila malura)

A choquinha-carijó Drymophila malura é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecida também como formigueiro-de-cauda-escura. Ocorre na mata atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil, também no Paraguai e nordeste da Argentina..

Choquinha-carijó {field 11}
  • Nome popular: Choquinha-carijó
  • Nome inglês:
  • Nome científico: Drymophila malura
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na mata atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil, além do Paraguai e nordeste da Argentina..
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes, também come insetos besouros e larvas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com galhos, fibras e folhas secas. Geralmente as aves põem em média 2ou 3 ovos. Os pais revezam-se na construção do ninho e cuidado com os filhotes. O período de incubação varia de 14 a 16 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-carijó {field 11}

Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento e pesa entre 11 e 13 gramas. É uma espécie de plumagem muito distinta. Os machos possuem o dorso e crisso marrom-oliva, e com densas listras na cabeça e peito. As fêmeas são ferrugíneas nas costas, e com as costas e peito levemente listrados Tem cauda longa e marrom-oliva.

Choquinha-carijó {field 11}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas entre 50 e 1300 metros, raramente chegando até 1900 metros de altitude. Vive no emaranhado denso de vegetação ou em bambuzais de matas secundárias nos domínios da Mata Atlântica.

Choquinha-carijó {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Papa-formiga-pardo – (Formicivora grisea)

O papa-formiga-pardo Formicivora grisea é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como formigueiro-pardo. Ocorre no Brasil, Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas e Bolívia.

Papa-formiga-pardo {field 11}
  • Nome popular: Papa-formiga-pardo
  • Nome inglês: White-fringed Antwren
  • Nome científico: Formicivora grisea
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil na Amazônia, tanto ao norte, quanto ao sul do Rio Amazonas, no Nordeste do Maranhão em direção sul até Goiás e no leste do País, do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros, retirados de galhos de vegetação rasteira e folhagem.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de xícara, a partir de gramíneas trançadas, pendurando-o pela borda em forquilhas. Põe 2 ovos brancos pontilhados de lilás e manchados de marrom.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-formiga-pardo {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. A plumagem dos dois sexos difere quanto à cor da parte inferior: preta no macho e bege-amarronzada na fêmea.

São reconhecidas nove subespécies divididas em dois grupos:

Grupo politípico grisea:

  • Formicivora grisea grisea (Boddaert, 1783) – ocorre na Guiana, na costa do Suriname e da Guiana Francesa e do norte e oeste do Brasil (Bacias do Rio Branco, baixo Rio Negro, ao leste até o Amapá e no sul do Rio Amazonas, até o leste do Rio Madeira; também é encontrado esporadicamente na Amazônia ocidental, e ao sul do estado de Mato Grosso, Goiás, Bahia e no leste de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro.
  • Formicivora grisea alticincta (Bangs, 1902) – ocorre no Arquipélago das Ilhas Pérolas, ao sul do Panamá.
  • Formicivora grisea hondae (Chapman, 1914) – ocorre no noroeste da Colômbia (da costa do Oceano Atlântico sul para o norte da região de Antioquia e Bolívar, e também ao sul do vale de Magdalena até Huila;
  • Formicivora grisea tobagensis (Dalmas, 1900) – ocorre na Ilha de Tobago no Caribe. Esta é uma subespécie um pouco maior do que os seus homólogos continentais;
  • Formicivora grisea fumosa (Cory, 1913) – ocorre ao longo da base da Cordilheira dos Andes no nordeste da Colômbia (a leste para o norte da região de Santander e na Venezuela (para o sul da região de Zulia e Trujillo e sul da região de Táchira.
  • Formicivora grisea rufiventris (Carriker, 1936) – ocorre no leste da Colômbia na região de Meta e Guainía e Caquetá; no sul da Venezuela.
  • Formicivora grisea orenocensis (Hellmayr, 1904) – sudeste da Venezuela (sul do Orinoco em Bolívar e no extremo norte do Amazonas).
  • Formicivora grisea deluzae (Ménétries, 1835) – ocorre no leste do Brasil, um único exemplar encontrado no estado do Rio de Janeiro.

Grupo monotípico intermediário:

  • Formicivora grisea intermedia (Cabanis, 1847) – ocorre no norte da Colômbia (Magdalena, La Guajira, Cesar) e na Venezuela (do norte de Zulia até o leste de Sucre e Monagas); ocorre também na Ilha Margarita, nas Ilhas Chacachacare e na Ilha de Trinidad no Caribe.
Papa-formiga-pardo {field 11}

Comentários:

Frequenta capoeiras novas com densos emaranhados de cipós e arbustos, campos sujos e bordas de florestas. Vive aos pares. Às vezes torna-se difícil observá-lo, por encontrar-se em meio à vegetação densa. É uma ave comum, geralmente encontrada em duplas. As populações do sul estão associadas a arbustos frondosos em solos de areia branca e habitat de restinga. As aves habitam as terras baixas, até cerca de 200 metros acima do nível do mar. Em alguns lugares, são simpátricos com a ave Formicivora rufa.

Papa-formiga-pardo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada – (Oneillornis salvini)

A mãe-de-taoca-de-cauda-barrada Oneillornis salvini é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia.

Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada {field 32}
  • Nome popular: Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada
  • Nome inglês: White-throated Antbird
  • Nome científico: Oneillornis salvini
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do rio Amazonas e a oeste do rio Madeira (AM, RO e AC). Encontrado também no Peru e na Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. É assíduo seguidor de formigas de correição, onde apanha os insetos expulsos pelas formigas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho rústico feito com matérias vegetais secas (folhas, gravetos etc..). Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada {field 32}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa entre 22 e 28 gramas. Machos e fêmeas com plumagens totalmente diferentes. Machos predominantemente cinza, garganta branca, e linha superciliar também branca. Cauda barrada de preto e branco. Fêmeas de coloração geral ferrugem, coroa negra, penas do dorso e das asas com faixa subterminal negra. Cauda barrada de negro.

Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada {field 25}

Comentários:

Frequentam o sub-bosque de florestas de terra firme, próximo ao chão. É seguidor regular de formigas de correição. Vive normalmente aos casais.

Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Rendadinho-do-xingu – (Willisornis vidua)

O rendadinho-do-xingu Willisornis vidua é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil.

Rendadinho-do-xingu {field 32}
  • Nome popular: Rendadinho-do-xingu
  • Nome inglês: Xingu Scale-backed Antbird
  • Nome científico: Willisornis vidua
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Endêmico do Brasil. Ocorre no extremo leste do Amazonas, no norte do Mato Grosso, no Pará ao sul do rio Amazonas, no oeste do Maranhão e norte do Tocantins.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho simples direto no chão feito com folhas secas e outros vegetais. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Rendadinho-do-xingu {field 32}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa 17 g. O macho apresenta coloração geral cinza, enquanto a fêmea possui a cabeça e as partes superiores marrom-ferrugíneas, e cinza nas partes inferiores. No macho as asas, costas e cauda são ricamente pintados de branco, enquanto a fêmea não possui pintas exceto na ponta da cauda.

Possui duas subespécies:

  • Willisornis vidua vidua (Hellmayr, 1905) – ocorre no Leste da Amazônia brasileira ao Sul do Rio Amazonas, do Rio Xingú até o Oeste do estado do Maranhão;
  • Willisornis vidua nigrigula (E. Snethlage, 1914) – ocorre na região central e sul da Amazônia brasileira, da margem direita do Rio Canumã até a margem Leste do Rio Teles Pires e até a margem esquerda do Rio Xingu.

(Clements checklist, 2014).

Rendadinho-do-xingu {field 32}

Comentários:

Frequentam matas densas, florestas tropicais amazônicas. Acompanha ocasionalmente formigas de correição.

Rendadinho-do-xingu {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Cantador-ocráceo – (Hypocnemis ochrogyna)

O cantador-ocráceo Hypocnemis ochrogyna é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Encontrado também na Bolívia.

Cantador-ocráceo {field 32}
  • Nome popular: Cantador-ocráceo
  • Nome inglês: Rondonia Warbling-Antbird
  • Nome científico: Hypocnemis ochrogyna
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Leste da Bolívia e no Brasil nos estados de Rondônia e Mato Grosso.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos e outros artrópodes. Vasculha folhas e cipós na vegetação à procura de alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Cantador-ocráceo {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento, e pesa entre 11 e 15 gramas. Os machos possuem a cabeça e as costas listrados de preto e branco, peito levemente estriado, flancos e uropígio ferrugem. As fêmeas são mais tingidas de marrom na cabeça e costas.

Cantador-ocráceo {field 32}

Comentários:

Frequentam o sub-bosque denso da floresta perene de planície, tanto de terra firme quanto áreas inundadas sazonalmente, preferindo clareiras leves, como quedas de árvores, bem como bosques secundários, florestas dominadas por palmeiras e o ecótono floresta-savana.

Cantador-ocráceo {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Cantador-estriado – (Hypocnemis striata)

O cantador-estriado Hypocnemis striata é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso, Amapá e Pará.

Cantador-estriado {field 11}
  • Nome popular: Cantador-estriado
  • Nome inglês: Spix’s Warbling-Antbird
  • Nome científico: Hypocnemis striata
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia Central, abaixo do rio Amazonas, entre os rios Madeira e Tocantins (AM, PA, MT).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Cantador-estriado {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Tem a plumagem muito semelhante à de outras espécies do gênero. Cabeça preta com pintas brancas, faixa superciliar branca, coberteiras das asas negras com pintas brancas formando 3 barras. Cauda marrom com pintas claras na ponta. Garganta e peito brancos com riscas pretas nas laterais. Flancos alaranjados e barriga amarelo clara. Fêmeas semelhantes mas com as pintas em tons de bege claro e não brancas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Hypocnemis striata striata – ocorre ao sul do rio Amazonas entre os rios Tapajós e Xingu (PA, MT);
  • Hypocnemis striata affinis – ocorre ao sul do rio Amazonas entre os rios Xingu e Tocantins (PA, MT);
  • Hypocnemis striata implicata – ocorre ao sul do rio Amazonas entre os rios Madeira e Tapajós (AM, PA);
Cantador-estriado {field 28}

Comentários:

Frequentam os níveis mais baixos de florestas úmidas, principalmente terra firme, onde costuma viver em pares. Não costuma acompanhar bandos mistos.

Cantador-estriado {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chorozinho-da-caatinga – (Radinopsyche sellowi)

O chorozinho-da-caatinga Radinopsyche sellowi é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil.

Chorozinho-da-caatinga {field 28}
  • Nome popular: Chorozinho-da-caatinga
  • Nome inglês: Caatinga Antwren
  • Nome científico: Radinopsyche sellowi
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em todos os estados do Nordeste brasileiro, é encontrado em Barra do Corda, na região central do Maranhão; na Chapada do Araripe e em Várzea Formosa, no Ceará; na Serra do Cachimbo, no sul do Pará; no Tocantins (Barbosa et al. 2012), conhecido de uma única localidade na margem esquerda do rio de mesmo nome em áreas de campinarana; no norte de Minas Gerais e em algumas localidades nas regiões central e sul da Bahia. É uma espécie quase endêmica do Bioma Caatinga.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos larvas e outros artrópodes, caçados na vegetação baixa fechada e em pequenos arbustos.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Chorozinho-da-caatinga {field 28}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento, apresentando dimorfismo sexual. O macho é mais acinzentado no dorso, com uma coroa negra, rodeada por um supercílio branco. A região ventral é esbranquiçada. A fêmea tem o dorso oliváceo, com a região ventral amarelada. Tanto o macho quanto a fêmea têm uma pequena faixa escura atrás do globo ocular. A vocalização é similar ao H. pileatus, mas tem duas vezes mais notas e é um pouco mais alta no começo. O chorozinho-da-caatinga tem um bico mais curto e estreito que H. pileatus.

Chorozinho-da-caatinga {field 28}

Comentários:

Frequentam as caatingas e cerrados adjacentes, matas de cipó entre 0 e 1100 m de altitude. Foi descrito apenas em 2000. Em ambos os sexos a cauda permanece quase sempre levantada. Apesar da extensa área de distribuição, a espécie está classificada como Quase Ameaçada, já que são relativamente poucos os locais onde essa espécie foi descrita. A gradativa perda de habitat faz com que a estimativa seja que a população esteja decaindo. Apesar de vocalizar constantemente, é uma espécie relativamente difícil de se observar, mesmo estando a poucos metros de distância, já que quase sempre está forrageando à procura de insetos na vegetação baixa fechada e em pequenos arbustos.

Chorozinho-da-caatinga {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-barrada-do-nordeste – (Thamnophilus capistratus)

A choca-barrada-do-nordeste Thamnophilus capistratus é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre nos estados da região Nordeste e no norte de Minas Gerais.

Choca-barrada-do-nordeste {field 28}
  • Nome popular: Choca-barrada-do-nordeste
  • Nome inglês: Caatinga Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus capistratus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, ocorre nos estados da região Nordeste e no norte de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e invertebrados, caçados nos arbustos, rochas e áreas mais fechadas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em forma de taça que costuma ser colocado em arbustos fechados da caatinga. Os ovos, geralmente dois, são incubados pelo casal por cerca de duas semanas. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que levam mais duas semanas para abandonar o ninho.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choca-barrada-do-nordeste {field 28}

Características:

Muito parecida a choca-barradaThamnophilus doliatus, da qual foi separada recentemente, porém se diferencia desta pela cor da íris vermelha-alaranjada. Em que os machos possuem coloração barrada em preto e branco e as fêmeas possui coloração ferrugínea.

Choca-barrada-do-nordeste {field 28}

Comentários:

Frequentam a caatinga nordestina. É encontrado em uma vasta gama de habitats florestais (mesmo jardins e parques), em ambas as regiões áridas e úmidas. Durante grande parte da sua gama, é comum entre os membros da família Thamnophilidae, formando uma maioria.

Choca-barrada-do-nordeste {field 33}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-da-bolívia – (Thamnophilus sticturus)

A choca-da-bolívia Thamnophilus sticturus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Bolívia e no Paraguai.

Choca-da-bolívia {field 32}
  • Nome popular: Choca-da-bolívia
  • Nome inglês: Bolivian Slaty-Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus sticturus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no extremo oeste do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Encontrado também na Bolívia e no Paraguai.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes, que capturam na vegetação baixa e no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho de paredes finas em forma de xícara, agarrado a forquilhas, entre 1 e 4 m de altura. Põe 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choca-da-bolívia {field 32}

Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento. Tem a vocalização diversa das espécies: choca-bate-cabo – Thamnophilus punctatus e choca-do-planalto – Thamnophilus pelzeni. Embora, o macho e a fêmea possuem plumagem críptica com essas espécies.

Choca-da-bolívia {field 32}

Comentários:

Frequentam o estrato inferior em bordas de florestas, capoeiras arbustivas, arbustos em campinas amazônicas e na caatinga. Vive aos pares, geralmente examinando a folhagem e emaranhados de cipós em busca de insetos, balançando a cauda para cima e para baixo com frequência.

Choca-da-bolívia {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-de-natterer – (Thamnophilus stictocephalus)

A choca-de-natterer Thamnophilus stictocephalus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, e também na Bolívia.

Choca-de-natterer {field 28}
  • Nome popular: Choca-de-natterer
  • Nome inglês: Natterer’s Slaty-Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus stictocephalus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia centro-meridional, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos larvas e outros artrópodes, caçados em meio a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de xícara feito com fibras vegetais e preso em galhos e arbustos a pouca altura.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choca-de-natterer {field 28}

Características:

Mede em média 15 centímetros. Macho de coloração geral cinza, coroa negra, asas negras ricamente pintadas de branco, cauda preta com pintas brancas. Fêmea de coloração marrom e castanha com coroa mais ferrugem. Padrão das pintas das asas e cauda como do macho. Visual muito parecido com Thamnophilus punctatus, do qual é substituto geográfico ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.

Choca-de-natterer {field 32}

Comentários:

Frequentam áreas com mata fechada, florestas densas, áreas abertas, arbustos áreas ribeirinhas.

Choca-de-natterer {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-bate-cabo – (Thamnophilus punctatus)

A choca-bate-cabo é Thamnophilus punctatus uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Guianas.

Choca-bate-cabo {field 32}
  • Nome popular: Choca-bate-cabo
  • Nome inglês: Northern Slaty-Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus punctatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, norte da Amazônia no chamado Escudo da Guiana (ao norte do rio Amazonas, e do Rio Negro para o leste até o Amapá ) nos estados do AM, RR, PA e AP. Encontrada também em áreas isoladas na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas que captura na vegetação baixa e no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho de paredes finas em forma de xícara, agarrado a forquilhas, entre 1 e 4 m de altura. Põe em média 2 ovos brancos, pontilhados de marrom.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choca-bate-cabo {field 32}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. O macho apresenta a cor geral cinza com boné, asas e cauda pretos, com grandes pintas brancas nas asas formando barras, e grandes pontas brancas na cauda. A fêmea é marrom com boné castanho-avermelhado e o mesmo padrão de branco nas asas e cauda. Possui 4 ssp. sendo que no Brasil só ocorre a ssp. nominal.

Choca-bate-cabo {field 32}

Comentários:

Frequentam o estrato inferior em bordas de florestas, capoeiras arbustivas, arbustos em campinas amazônicas e na caatinga. Vive aos pares, geralmente examinando a folhagem e emaranhados de cipós em busca de insetos, balançando a cauda para cima e para baixo com freqüência.

Choca-bate-cabo {field 33}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-preta-e-cinza -(Thamnophilus nigrocinereus)

A choca-preta-e-cinza Thamnophilus nigrocinereus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela e Guiana Francesa.

Choca-preta-e-cinza {field 32}
  • Nome popular: Choca-preta-e-cinza
  • Nome inglês: Blackish-gray Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus nigrocinereus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, e Roraima. Encontrado também nos países vizinhos da Colômbia, Venezuela e Guiana Francesa.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela, feito com fibras vegetais, preso em galhos e forquilhas a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Choca-preta-e-cinza {field 32}

Características:

Mede em média 17 centímetros. O macho apresenta metade superior do corpo em tons de preto e cor cinza nas costas e ventre. As coberteiras das asas terminam em ponta branca, formando barras. As penas da cauda também possuem pontas brancas discretas. A fêmea possui face e capuz negros, partes inferiores ferrugíneas, e ao contrário do macho, cauda e asas imaculadas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus nigrocinereus nigrocinereus – ocorre no baixo Amazonas na região do estuario (PA, AP);
  • Thamnophilus nigrocinereus cinereoniger – no Brasil ocorre na calha dos rios Negro e Branco (AM, RR), e também na Venezuela e na Colômbia;
  • Thamnophilus nigrocinereus kulczynskii – ocorre na Guiana Francesa e extremo norte do Amapá;
  • Thamnophilus nigrocinereus tschudii – ocorre na calha do rio Madeira (AM);
  • Thamnophilus nigrocinereus huberi – ocorre na calha do baixo rio Tapajós (PA);
Choca-preta-e-cinza {field 33}

Comentários:

Frequentam as matas de várzea e igapó. Ausente da terra firme. Costuma andar de casal, ocupando os niveis baixo e médio da mata. Balança o rabo quando vocaliza. Particularmente comum em Anavilhanas (AM).

Choca-preta-e-cinza {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Borralhara – (Mackenziaena severa)

A borralhara Mackenziaena severa é uma ave da família Thamnophilidae. Também conhecida como borralhara-preta. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

Borralhara {field 20}
  • Nome popular: Borralhara
  • Nome inglês: Tufted Antshrike
  • Nome científico: Mackenziaena severa
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Mata Atlântica encontrado no Brasil do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, também ocorre no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, besouros, larvas, caçados em meio a arbustos.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Borralhara {field 20}

Características:

Mede em média 22 centímetros de comprimento. O macho é inteiramente preto apresentando um penacho também preto, a fêmea é totalmente barrada de ocre e preto, com o alto da cabeça marrom-avermelhado. Tanto o macho como a fêmea apresentam a íris avermelhada.

Borralhara {field 20}

Comentários:

Frequenta matas úmidas até 1400 metros de altitude, principalmente em matas secundárias, bambuzais e até em sub-bosques sujos de eucaliptais.

Borralhara {field 20}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/borralhara Acesso em 28 Março de 2009.
  • Taxéus – disponível em: https://www.taxeus.com.br/especie/mackenziaena-severa Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Bicudinho-do-brejo – (Formicivora acutirostris)

O bicudinho-do-brejo Formicivora acutirostris é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre somente em uma faixa litorânea que vai do Paraná passando por Santa Catariana, até ao norte do Rio Grande do Sul.

Bicudinho-do-brejo {field 32}
  • Nome popular: Bicudinho-do-brejo
  • Nome inglês: Marsh Antwren
  • Nome científico: Formicivora acutirostris
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre somente em uma faixa litorânea que vai do Paraná passando por Santa Catariana, até ao norte do Rio Grande do Sul
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e artrópodes. Forrageiam a baixa altura, aos casais ou pequenos grupos familiares.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela aberta, feito com fibras vegetais e preso em gramíneas e arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

Bicudinho-do-brejo {field 32}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Tem o bico alongado e fino. O macho apresenta uma distinta área cinza escura no pescoço, face e peito; A fêmea apresenta face e partes inferiores negras marcadas de branco com flancos e crisso oliva-amarronzado escuro, cauda negra, graduada e composta de dez retrizes.

Bicudinho-do-brejo {field 32}

Comentários:

Espécie foi recentemente descoberta. O ambiente em que vive são os banhados e a vegetação que margeia os rios da planície litorânea paranaense, ambientes ameaçados pelo crescimento de balneários e cidades. Pode ocorrer próximo a áreas urbanizadas.

Bicudinho-do-brejo {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Papa-formiga-do-sincorá – (Formicivora grantsaui)

O papa-formiga-do-sincorá Formicivora grantsaui é uma ave da família Thamnophilidae. Endêmico do Brasil. Ocorre somente no estado da Bahia.

Papa-formiga-do-sincorá {field 32}
  • Nome popular: Papa-formiga-do-sincorá
  • Nome inglês: Sincora Antwren
  • Nome científico: Formicivora grantsaui
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Endêmico do Brasil. Ocorre somente no estado da Bahia, da Serra de Sincorá entre 850 a 1100 metros de altitude na Chapada Diamantina a qual faz parte da Serra do Espinhaço.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos e larvas. caçados em meio á folhagem
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

Papa-formiga-do-sincorá {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Segundo o CBRO (Cômite Brasileiro de Registros Ornitológicos), essa espécie é descrita a partir de uma série de espécimes coletados no Vale do Rio Cumbuca, em Mucugê (Bahia), e áreas adjacentes. É mais proximamente relacionado com o bicudinho-do-brejo, o papa-formiga-pardo e o papa-formiga-vermelho que para demais espécies do gênero, diferindo por uma combinação de plumagem e vocal.

Papa-formiga-do-sincorá {field 28}

Comentários:

Frequentam a vegetação de campo rupestre. Nos locais onde ocorre em simpatria com o papa-formiga-vermelho, ocorrem em habitats distintos (Gonzaga et al. 2007).

Papa-formiga-do-sincorá {field 33}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-yapacana – (Aprositornis disjuncta)

. O formigueiro-de-yapacana Aprositornis disjuncta é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil nos estados do Amazona e Roraima, também é encontrado na Venezuela e na Colômbia.

Formigueiro-de-yapacana {field 28}
  • Nome popular: Formigueiro-de-yapacana
  • Nome inglês: Yapacana Antbird
  • Nome científico: Aprositornis disjuncta
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas e Roraima. Encontrado também na Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos e outros artrópodes. Forrageiam próximo ao solo, isolados de bandos mistos e raramente aparecem em correições de formigas.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-yapacana {field 28}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. O macho parece uma versão menor do papa-formiga-do-igarapéSclateria naevia, embora seja mais escuro e tenha um bico mais curto. As fêmeas apresentam as partes superiores em cinza-escuro e as inferiores são uniformemente ruivas; as pernas são rosadas.

Formigueiro-de-yapacana {field 33}

Comentários:

Frequentam as campinaranas amazônicas, adjascentes do Rio Negro no Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas, e no Parque Nacional do Viruá, em Roraima.

Formigueiro-de-yapacana {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-de-rabo-cintado – (Myrmotherula urosticta)

A choquinha-de-rabo-cintado Myrmotherula urosticta é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre em uma faixa litorânea que vai do Rio de Janeiro Espírito Santo até ao norte da Bahia. **Ameaçado de extinção**

Choquinha-de-rabo-cintado {field 33}
  • Nome popular: Choquinha-de-rabo-cintado
  • Nome inglês: Band-tailed Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula urosticta
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em uma faixa litorânea que vai do Rio de Janeiro Espírito Santo até ao norte da Bahia.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduzem-se construindo o ninho, em formato de tijelinha, feito com fibras vegetais e folhas secas, preso em forquilhas e galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Choquinha-de-rabo-cintado {field 28}

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. A fêmea apresenta costas cinzentas, asas e cauda com marcas brancas; o macho é de difícil diagnose em relação ao macho de choquinha-pequenaMyrmotherula minor.

Choquinha-de-rabo-cintado {field 32}

Comentários:

Frequentam a Mata Atlântica de baixada, raramente alcançando 500 metros de altitude. Ocupa os estratos médio e baixo de matas de tabuleiro e a hiléia baiana, seguindo bandos mistos que tem como espécie nuclear, o ipecuáThamnomanes caesius.

Choquinha-de-rabo-cintado {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-de-asa-comprida – (Myrmotherula longipennis)

A choquinha-de-asa-comprida Myrmotherula longipennis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choquinha-de-asa-comprida {field 28}
  • Nome popular: Choquinha-de-asa-comprida
  • Nome inglês: Long-winged Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula longipennis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorrem na amazônia brasileira, em direção leste até o Maranhão, ao sul até o Mato Grosso, e ainda nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduzem-se construindo os ninhos em formato de xícara, localizados em forquilhas de 2 a 6 m de altura.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choquinha-de-asa-comprida {field 19}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento e 8,5 g. O macho é cinza-escuro com a garganta e o peito pretos. Asas negras com pintas brancas formando barras. Cauda curta com pontas brancas. A fêmea é marrom-olivácea na parte superior, com a garganta e o peito amarelados, sendo que as tonalidades podem variar conforme a ssp.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Myrmotherula longipennis longipennis – ocorre na Venezuela, Guianas, Amazônia brasileira ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA e AP);
  • Myrmotherula longipennis zimmeri – ocorre no L do Equador e NE do Peru;
  • Myrmotherula longipennis transitiva – ocorre no S da Amazônia Central, (RO e SO de MT);
  • Myrmotherula longipennis ochrogyna – ocorre ao S do rio Amazonas, entre os rios Madeira e Tapajós; (PA, AM );
  • Myrmotherula longipennis paraensis – ocorre ao S do rio Amazonas, a leste do rio Tapajós (PA, MA e MT);
  • Myrmotherula longipennis garbei – ocorre no SO da Amazônia, abaixo do rio Amazonas (AM, AC, RO), do L do Peru até o NO da Bolívia.
Choquinha-de-asa-comprida {field 32}

Comentários:

Frequentam o sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, alimentando-se de insetos. Vive aos pares ou em pequenos grupos (frequentemente como parte de bandos mistos de aves), os quais procura ativamente na folhagem à altura de 4 a 10 m.

Choquinha-de-asa-comprida {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-do-tapajós – (Myrmotherula klagesi)

A choquinha-do-tapajós Myrmotherula klagesi é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica. Ocorre no Brasil nos estados do Amazonas e Roraima.

Choquinha-do-tapajós {field 25}
  • Nome popular: Choquinha-do-tapajós
  • Nome inglês: Klages’s Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula klagesi
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre somente no médio Amazonas e à embocadura dos seus principais afluentes (Branco, Negro, Madeira e Tapajós). nos estados do Amazons e Roraima.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos larvas e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Choquinha-do-tapajós {field 33}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. O macho é basicamente negro estriado de branco nas partes superiores, asas negras com pintas brancas formando barras, partes inferiores brancas riscadas de preto. A fêmea tem as partes inferiores em tons alaranjados uniformes e riscados de preto, inclusive a barriga. Visual dos machos virtualmente idêntico a M. cherriei, que divide o mesmo espaço em Anavilhanas. As fêmeas tem uma pequena diferença no baixo ventre, sendo que klagesi tem menos estrias que cherriei.

Choquinha-do-tapajós {field 28}

Comentários:

Frequentam matas de várzea e igapó e em ilhas fluviais com matas ripárias ribeirinhas. Parece ter os mesmos hábitos de seu parente, Myrmotherula cherriei, divindo o mesmo ambiente em ilhas dos rios Negro e Branco. Porém, parece preferir os níveis mais altos da mata.

Choquinha-do-tapajós {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-de-peito-riscado – (Myrmotherula cherriei)

A choquinha-de-peito-riscado Myrmotherula cherriei é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, na Colômbia e na Venezuela.

Choquinha-de-peito-riscado {field 32}
  • Nome popular: Choquinha-de-peito-riscado
  • Nome inglês: Cherrie’s Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula cherriei
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas e Roraima, nas calhas dos rios Negro e Branco. Encontrado também está presente na Colômbia e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes. Forrageia entre 1 e 10m do solo acompanhando bandos mistos.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choquinha-de-peito-riscado {field 28}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. Macho basicamente negro estriado de branco nas partes superiores, asas negras com pintas brancas formando barras, partes inferiores brancas riscadas de preto. A fêmea tem as partes inferiores em tons alaranjados uniformes e riscados de preto, inclusive a barriga.

Choquinha-de-peito-riscado {field 33}

Comentários:

Frequentam as caatingas amazônicas e campinaranas arbustivas adjascentes especialmente em solos mal drenados ou as formações ripárias asbustivas ribeirinhas em ilhas e lagos fluviais.

Choquinha-de-peito-riscado {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-estriada – (Myrmotherula surinamensis)

A choquinha-estriada Myrmotherula surinamensis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, na Venezuela e nas Guianas.

Choquinha-estriada {field 27}
  • Nome popular: Choquinha-estriada
  • Nome inglês: Guianan Streaked-Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula surinamensis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre apenas no escudo das Guianas, ao norte do rio Amazonas e a leste do rio Negro (AM, RR, PA e AP). E nos países vizinhos da Venezuela e das Guianas.
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos larvas e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Choquinha-estriada {field 27}

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa 8 a 8,6 g. O macho apresenta a parte superior preta estriada de branco e a inferior branca estriada de preto, enquanto a fêmea apresenta o alto da cabeça laranja-ferrugíneo estriado de preto e a parte inferior amarronzada, finamente estriada de preto.

Choquinha-estriada {field 32}

Comentários:

Frequentam bordas de florestas úmidas e florestas de galeria, clareiras com cipós e capoeiras. Vive geralmente aos pares, não muito acima do chão, em áreas semi-abertas.

Choquinha-estriada {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-do-nordeste – (Formicivora iheringi)

O formigueiro-do-nordeste Formicivora iheringi é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica do Brasil, ocorre no Interior da Bahia e Nordeste de Minas.

Formigueiro-do-nordeste {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-do-nordeste
  • Nome inglês: Narrow-billed Antwren
  • Nome científico: Formicivora iheringi
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre no Interior da Bahia e Nordeste de Minas.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos larvas e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Formigueiro-do-nordeste {field 28}

Características:

Mede em média 12 centímetros de comprimento e pesa cerca de 8,2 gramas. Curiosamente, o macho dessa espécie possui notável semelhança morfológica com outro não ameaçado, a choquinha-de-flanco-brancoMyrmotherula axillaris, o qual se distingue a primeira vista por apresentar uma cauda mais comprida. A fêmea tem a cauda, as coberteiras supracaudais e as infracaudais ruivas e os flancos brancos. Seu canto é bem característico e lembra o do gravatazeiroRhopornis ardesiaca, que pode ocorrer nas mesmas matas sendo, porém, emitido mais fracamente (Sick, 1985).

Formigueiro-do-nordeste {field 19}

Comentários:

Frequentam matas de cipó e nas matas secas adjacentes entre 250 e 1050 metros de altitude. Reunidos em casais acompanham bandos mistos e ocasionalmente formigas de correição.

Formigueiro-do-nordeste {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Formigueiro-de-peito-preto – (Myrmophylax atrothorax)

O formigueiro-de-peito-preto Myrmophylax atrothorax é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Bolívia, Venezuela, Colômbia e Peru.

Formigueiro-de-peito-preto {field 32}
  • Nome popular: Formigueiro-de-peito-preto
  • Nome inglês: Black-throated Antbird
  • Nome científico: Myrmophylax atrothorax
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira, avançando para leste até Goiás. Também nos países vizinhos, desde as Guianas até a Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Formigueiro-de-peito-preto {field 32}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. O macho tem as partes superiores marrom oliváceas escuras, garganta e peito negros, lados da cabeça e baixo ventre cinzas. Asas com pequenas pontas brancas. Fêmeas com as partes superiores semelhantes aos machos, mas tem garganta branca, peito laranja e partes inferiores e tons laranjas mais pálidos.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Myrmophylax atrothorax atrothorax – ocorre ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA, AP) e nos países vizinhos da Venezuela, Guianas e Colômbia;
  • Myrmophylax atrothorax metae – ocorre na região central da Colômbia;
  • Myrmophylax atrothorax tenebrosa – ocorre no Equador e no Peru;
  • Myrmophylax atrothorax maynana – ocorre no N e centro do Peru (sul do rio Marañón e oeste do rio Huallaga);
  • Myrmophylax atrothorax melanura – ocorre ao sul do rio Amazonas (AM, AC, RO, PA, MT), podendo chegar até o limite do CO;
Formigueiro-de-peito-preto {field 32}

Comentários:

Frequentam os níveis mais baixos de florestas e campinaranas, no meio da vegetação densa, principalmente na terra firme. Gosta da presença de água. Não costuma frequentar bandos mistos nem seguir formigas de correição. É territorial e vocaliza bastante, defendendo seu território.

Formigueiro-de-peito-preto {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-ornada – (Epinecrophylla ornata)

A choquinha-ornada Epinecrophylla ornata é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choquinha-ornada {field 28}
  • Nome popular: Choquinha-ornada
  • Nome inglês: Ornate Stipplethroat
  • Nome científico: Epinecrophylla ornata
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na amazônia brasileira ao sul do Rio Amazonas, desde o Acre para leste até o Rio Tocantins, no Pará. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos capturados em emaranhados de folhas mortas e cipós, entre 3 e 12 m de altura. Geralmente vive aos pares. Participa com frequência de bandos mistos de insetívoros.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choquinha-ornada {field 28}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. O macho é acinzentado com as costas ferrugíneas e a garganta preta. As coberteiras das asas são negras com pontas brancas, formando duas barras verticais. A fêmea é marrom-olivácea com as costas ferrugíneas e a garganta estriada de preto e branco, ou sem estrias e no mesmo tom das partes inferiores ( conforme a subespécie ).

Possui cinco subespécies reconhecidas ( 3 delas ocorrem no Brasil ). É provável que mais de uma espécie esteja envolvida:

  • Epinecrophylla ornata ornata – ocorre na região de Meta, na Colômbia;
  • Epinecrophylla ornata saturata – ocorre no S da Colômbia, L do Equador e NE do Peru;
  • Epinecrophylla ornata meridionalis – ocorre do SE do Peru ao NO da Bolívia e na área adjacente do Brasil (AC);
  • Epinecrophylla ornata hoffmannsi – ocorre na Amazônia brasileira ao sul do rio Amazonas (AM, RO, PA, MT);
  • Epinecrophylla ornata atrogularis – ocorre no L do Peru e extremo SO do Brasil (AM, AC);
Choquinha-ornada {field 32}

Comentários:

É bastante comum no sub-bosque de florestas úmidas de terra firme e de florestas de várzea.

Choquinha-ornada {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choquinha-do-madeira – (Epinecrophylla amazonica)

A choquinha-do-madeira Epinecrophylla amazonica é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Encontrado também na Bolívia.

Choquinha-do-madeira {field 20}
  • Nome popular: Choquinha-do-madeira
  • Nome inglês: Rio Madeira Stipplethroat
  • Nome científico: Epinecrophylla amazonica
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do rio Amazonas, à direita do rio Juruá e a oeste do rio Madeira (AM, O de RO e L do AC).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choquinha-do-madeira {field 32}

Características:

Espécie pequena, mede em média 11 cm de comprimento. Tem a íris cinza clara. Macho com a cabeça cinza, sendo a coroa de tonalidade marrom escura, garganta preta com pintas brancas. As costas são cor de tijolo, bem vivas. Coberteiras das asas negras com pintas brancas destacadas, formando 3 barras. Peito e parte anterior do ventre cinzas. Final do ventre de tom ocráceo. Asas e cauda marrons. A fêmea tem a mesma padronagem do macho, mas possui tons beges onde o macho é cinza exceto os flancos que permanecem cinzas, e não tem o negro na garganta.

Choquinha-do-madeira {field 25}

Comentários:

Frequentam matas densas, clareiras, áreas ribeirinhas, em florestas úmidas, principalmente em terra firme, abaixo de 500 metros acima do nível do mar.

Choquinha-do-madeira {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Papa-formiga-de-bando – (Microrhopias quixensis)

O papa-formiga-de-bando Microrhopias quixensis é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, e também em quase toda a América Central.

Papa-formiga-de-bando {field 32}
  • Nome popular: Papa-formiga-de-bando
  • Nome inglês: Dot-winged Antwren
  • Nome científico: Microrhopias quixensis
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre em praticamente toda a Amazônia, principalmente ao sul do rio Amazonas até o MT, mas também acima dele em alguns locais (RR, AP), e também na América Central.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Papa-formiga-de-bando {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Macho com plumagem negra uniforme, asas com marcas brancas bem visíveis formando uma barra, cauda relativamente comprida com largas pontas brancas. Na maioria das ssp. as fêmeas são como os machos, mas tendo as partes inferiores em tom marrom avermelhado escuro.

Tem 10 subespécies reconhecidas.

  • Microrhopias quixensis quixensis – ocorre no L do Equador, S da Colômbia, NE do Peru e região adjacente do Brasil (AM);
  • Microrhopias quixensis microstictus – ocorre nas Guianas, e nos estados de RR e AP;
  • Microrhopias quixensis nigriventris – ocorre nos Andes peruanos;
  • Microrhopias quixensis albicauda – ocorre no SE do Peru e N da Bolívia;
  • Microrhopias quixensis intercedens – ocorre nas áreas baixas do C do Peru e SO da amazônia brasileira (AC);
  • Microrhopias quixensis bicolor – ocorre na Amazônia central, abaixo do rio Amazonas (AM, PA, RO, MT);
  • Microrhopias quixensis boucardi – ocorre do S do México até o N de Honduras;
  • Microrhopias quixensis virgatus – ocorre do SE de Honduras até o Panamá;
  • Microrhopias quixensis consobrina – ocorre no L do Panamá, O da Colômbia e O do Equador;
  • Microrhopias quixensis emiliae – ocorre na Amazônia brasileira, a L do rio Tapajós até o rio Tocantins (PA, MT);
Papa-formiga-de-bando {field 27}

Comentários:

Frequentam os extratos inferiores e médios de florestas primárias e secundárias, bordas de matas, e em alguns locais com matas de bambu. Encontrado normalmente aos pares, mas pode também seguir bandos mistos.

Papa-formiga-de-bando {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Choca-cantadora – (Pygiptila stellaris)

A choca-cantadora Pygiptila stellaris é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador e Suriname.

Choca-cantadora {field 32}
  • Nome popular: Choca-cantadora
  • Nome inglês:Spot-winged Antshrike
  • Nome científico: Pygiptila stellaris
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Myrmornithinae
  • Habitat: Ocorre em praticamente toda a Amazônia brasileira, exceto a região ao norte do rio Amazonas e leste dos rios Negro e Branco. Todos os estados amazônicos exceto o Amapá. Encontrada também nos países vizinhos da Venezuela até o norte da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos larvas e outros pequenos artrópodes também come frutinhas tropicais.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Choca-cantadora {field 32}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa entre 23 e 27 g. Parece-se com algumas espécies do gênero Thamnophilus, mas possui bico proporcionalmente mais robusto e cauda mais curta que aqueles. Macho apresenta coroa preta, e o restante das partes cinzas, mais claro no ventre. Asas escuras com pequenos pontos brancos. A fêmea apresenta as partes inferiores em tons ocráceos, e asas marrom avermelhadas sem pintas.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Pygiptila stellaris stellaris – ocorre ao sul do rio Amazonas até o norte de Mato Grosso (AM, PA, RO, MT e norte do TO);
  • Pygiptila stellaris maculipennis – ocorre no SE da Colômbia, Peru e no Equador;
  • Pygiptila stellaris purusiana – ocorre no SE do Peru, N da Bolívia e região adjacente no Brasil à esquerda do rio Madeira (AC);
  • Pygiptila stellaris occipitalis – ocorre ao norte do rio Amazonas (AM, RR), Colômbia, Venezuela e Suriname;
Choca-cantadora {field 32}

Comentários:

Frequentam o dossel e subdossel de florestas úmidas, podendo ser terra-firme ou várzea. É encontrado normalmente aos pares, e também seguindo bandos mistos.

Choca-cantadora {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Chorozinho-de-bico-comprido – (Herpsilochmus longirostris)

O chorozinho-de-bico-comprido Herpsilochmus longirostris é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Chorozinho-de-bico-comprido
  • Nome inglês: Large-billed Antwren
  • Nome científico: Herpsilochmus longirostris
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilidae
  • Habitat: Espécie endêmica do cerrado, ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantis e Distrito Federal.
  • Alimentação: Alimenta-se de larvas, besouros, insetos e outros invertebrados que caça entre a folhagem.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Características:

Tem dimorfismo sexual bem distinto. Enquanto o macho parece uma versão maior e mais escura do chorozinho-de-chapéu-preto – (Herpsilochmus atricapillus), com o peito levemente riscado, a fêmea é completamente diferente. A coloração dominante é um alaranjado forte, mais amarelado no ventre. Asas e cauda com os pontos brancos e contrastes como no macho

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta a parte alta das matas ciliares, cerradões e mata seca. Raramente desce a menos de 3 metros do chão. É mais fácil escutá-los do que vê-los. Vivem em casais ou pequenos grupos, ocasionalmente em bandos mistos com outras espécies de insetívoros pequenos da copa.

Chorozinho-de-bico-comprido Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em Chorozinho-de-bico-comprido Acesso em 11 Julho de 2010.

Choquinha-de-flanco-branco – (Myrmotherula axillaris)

A choquinha-de-flanco-branco Myrmotherula axillaris é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil, Honduras, Panamá, na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Guianas.

Choquinha-de-flanco-branco {field 18}
  • Nome popular: Choquinha-de-flanco-branco
  • Nome inglês: White-flanked Antwren
  • Nome científico: Myrmotherula axillaris
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira e nos estados que acompanham a costa, da Paraíba ao Rio de Janeiro. Encontrada também de Honduras ao Panamá, na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos, larvas e besouros, caçados na folhagem e nos cipós.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de xícara, preso a forquilhas entre 20 cm e 4 m de altura, sempre com grandes folhas pendentes sobre ele. Põe 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Choquinha-de-flanco-branco {field 18}

Características:

Mede em média 1o cm de comprimento e pesa 8 g. O macho possui garganta e peito de coloração preta, sendo o restante da plumagem cinza escuro, as asas possuem pontas brancas formando duas barras, e a cauda tem pequenas pontas brancas terminais; sob as asas possuem plumas brancas nem sempre visíveis com as asas fechadas; a fêmea apresenta costas marrom oliváceas ou acinzentadas, garganta esbranquiçada e restante da parte inferior de cor bege, as asas possuem pequenos pontos beges não muito visíveis e também possui as plumas brancas assim como nos machos.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Myrmotherula axillaris axillaris – ocorre na Venezuela, Guianas, Amazônia brasileira ao norte do rio Negro e para leste até o Maranhão e para o sul à direita do rio Madeira até Rondônia e Mato Grosso;
  • Myrmotherula axillaris albigula – ocorre na América Central, W da Colômbia e W do Equador;
  • Myrmotherula axillaris melaena – ocorre no L do Equador, L e S da Colômbia, S da Venezuela e NW da Amazônia brasileira (AM) e NE do Peru;
  • Myrmotherula axillaris heterozyga – ocorre no L do Peru e SW da Amazônia brasileira ( AC, AM );
  • Myrmotherula axillaris fresnayana – ocorre no S do Peru e Bolívia;
  • Myrmotherula axillaris luctuosa – ocorre na costa brasileira do RN até o RJ. É considerada por alguns autores como espécie separada ( Myrmotherula luctuosa );
Choquinha-de-flanco-branco {field 18}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque e o estrato médio de florestas úmidas e em capoeiras altas. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, os quais acompanham regularmente bandos mistos de sub-bosque.

Choquinha-de-flanco-branco {field 18}

Referências & Bibliografia: