Asa-de-sabre-da-mata-seca – (Campylopterus calcirupicola)

O asa-de-sabre-da-mata-seca Campylopterus calcirupicola é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Tocantins.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser
  • Nome popular: Asa-de-sabre-da-mata-seca
  • Nome inglês: Outcrop Sabrewing
  • Nome científico: Campylopterus calcirupicola
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre as matas secas do rio São Francisco e do vão do rio Paraná, ocorrendo no norte de Minas Gerais, oeste da Bahia, extremo nordeste de Goiás e extremo sudeste de Tocantins. ESPÉCIE ENDÊMICA
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do nectar das flores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de taça, feito com musgos liquens, e forrado de materiais macios. Põe 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser

Características:

Tem as partes inferiores acinzentadas, as partes superiores verdes, a cauda também verde com a ponta das retrizes branca.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser

Comentários:

Frequenta as matas secas situadas em afloramentos rochosos de calcário e solos calcários, em elevações de 460 até 880 metros.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Guilherme Serpa

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

Referências

Beija-flor-de-orelha-violeta – (Colibri serrirostris)

O beija-flor-de-orelha-violeta Colibri serrirostris é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como beija-flor-do-canto e colibri-de-canto.
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  • Nome popular: Beija-flor-de-orelha-violeta
  • Nome inglês: White-vented Violetear
  • Nome científico: Colibri serrirostris
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre no Piauí, Bahia e Espírito Santo para oeste até Goiás e Mato Grosso, estendendo-se em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também na Bolívia e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores e complementa a sua dieta com pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em galhos finos de arbustos, confeccionado com pequenos gravetos, papéis encontrados no chão e teias de aranha. Enrola tudo em uma cestinha perfeitamente redonda e bota 1 ou 2 ovos totalmente brancos. A partir daí, a fêmea fica no ninho quase o tempo todo, só saindo raramente nos horários quentes do dia para se alimentar, pois o macho já lhe traz a comida e, se ela sair numa hora do dia extremamente fria, os embriões podem morrer. Quando a casca do ovo está para rachar, a fêmea percebe e se recusa a sair do ninho, e mesmo sendo forçada a sair continua nele. Ela só sai quando o perigo é grande demais, mas só depois de ter certeza de que não há mais jeito de ficar no ninho. Na época do acasalamento o macho para librando diante da fêmea pousada, eriçando os tufos arroxeados para a frente e para cima.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 15 cm. O macho é esverdeado com tons de roxo no peito e na ponta das asas, obviamente com as orelhas violeta. Na cabeça pode-se ver atrás do olho uma mancha azulada, dando o encontro com a orelha violeta. Bem abaixo do peito, perto da cauda, o verde se torna esbranquiçado e vai clareando até se tornar branco puro, então liga-se com a cauda, que é longa, de um tom preto esverdeado, a mesma tonalidade das asas. A fêmea não tem a orelha violeta e é verde esbranquiçada, com as asas e a cauda iguais às do macho de uma cor preta esverdeada

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Comentários:

É um dos beija-flores mais comuns do Brasil centro-oriental. Vive em áreas semiabertas, bordas de floresta, capoeiras, cerrados, campos, cidades, parques e jardins. Habita os cerrados no período de chuvas e com a chegada da seca passa a frequentar a borda das matas ciliares. Nesse período destaca-se pelo canto contínuo, durante virtualmente todo o dia. É um chamado alto, curto e agudo, composto por quatro notas, repetidas de forma contínua do clarear ao escurecer. No outono migra localmente das regiões mais altas para os vales. É bastante territorial, defendendo agressivamente suas flores.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-orelha-violeta Acesso em 08 Setembro de 2013.

Beija-flor-de-bochecha-azul – (Heliothryx auritus)

O beija-flor-de-bochecha-azul Heliothryx auritus é uma ave da família Trochilidae. Também conhecido como beija-flor-fada. Ocorre nas Guianas, Venezuela, Bolívia e no Brasil.
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  • Nome popular: Beija-flor-de-bochecha-azul
  • Nome inglês: Black-eared Fairy
  • Nome científico: Heliothryx auritus
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira e do Pernambuco à Santa Catarina. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores mas também come insetos que caça em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de xícara, na ponta de ramos, a cerca de 3 m de altura. Põe 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 10 e 14 cm de comprimento e pesa entre 4 e 5,5 gramas. O macho possui um bico curto, reto, pontiagudo e preto. Cabeça, dorso, uropígio e supracaudais de coloração verde brilhante. Larga faixa sub-ocular preta e a garganta verde. Apresenta uma mancha azul-violeta brilhante nas laterais da cabeça. As asas apresentam as rêmiges escuras. O peito, ventre e crisso são brancos. A cauda apresenta as retrizes laterais brancas com pequena mancha preta na porção basal e dois pares de retrizes centrais pretas. A fêmea possui garganta branca e a cauda mais comprida do que a dos machos da espécie.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Heliothryx auritus auritus (J. F. Gmelin, 1788) – ocorre no sudeste da Colômbia, leste do Equador e no Nordeste da Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil ao norte do rio Amazonas;
  • Heliothryx auritus phainolaemus (Gould, 1855) – ocorre na região amazônica brasileira ao sul do Rio Amazonas nos estados do Pará e Maranhão;
  • Heliothryx auritus auriculatus (Nordmann, 1835) – ocorre do leste do Peru e região central da Bolívia até a região central da amazônia brasileira ao sul do Rio Amazonas até o estado do Mato Grosso e até o Rio Tapajós, e no leste do Brasil, do leste do estado da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, podendo ocasionalmente ser encontrado no estado de Santa Catarina.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta a copa de florestas altas, sendo menos frequente nas bordas. Geralmente permanece bem alto, descendo apenas em algumas ocasiões. Voa rapidamente de flor em flor. Vive normalmente solitário.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-bochecha-azul Acesso em 08 Setembro de 2012.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Heliothryx_auritus Acesso em 05 de Setembro de 2012

Bico-reto-de-banda-branca – (Heliomaster squamosus)

O bico-reto-de-banda-branca (Heliomaster squamosus) é um beija-flor da família Trochilidae. Espécie endêmica do Brasil, encontrado nas regiões Centro Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do Paraná.
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  • Nome popular: Bico-reto-de-banda-branca
  • Nome inglês: Stripe-breasted Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster squamosus
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Centro Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do Paraná. Endêmico do Brasi
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente do néctar das flores. Frequenta bebedouros açucarados.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, feito com painas e musgos e revestido com teia de aranhas e líquens, apoiada num galho ou forquilha de árvore. Os ovos medem 15 por 9 milímetros.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 13 cm, a fêmea difere do macho principalmente por apresentar a garganta e o peito escamados, isto é, apenas com a parte central verde e o restante cinza-claro. Ao contrário da maioria das outras espécies, (Heliomaster squamosus) e (Heliomaster furcifer) apresentam 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquirem uma plumagem de descanso. O macho adulto perde a plumagem vermelho-violeta iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie.

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Comentários:

Frequenta florestas, campos e cerrados.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-cinza – (Aphantochroa cirrochloris)

O beija-flor-cinza Aphantochroa cirrochloris é uma ave da família Trochilidae. Éspécie endêmica do Brasil. Ocorre no Brasil centro-oriental, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.

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  • Nome popular: Beija-flor-cinza
  • Nome inglês: Sombre Hummingbird
  • Nome científico: Aphantochroa cirrochloris
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: É endêmico do Brasil. Ocorre no Brasil centro-oriental, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.
  • Alimentação: Sua alimentação principal são carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes e alguns insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de tigela, é assentado abertamente em um ramo mais ou menos horizontal ou numa forquilha de arbusto ou árvore. O material utilizado na construção é composto por fibras vegetais macias incluindo painas e fiapos de lâminas de xaxim. Fragmentos de folhas, musgos e líquens são aderidos externamente com teias de aranha. Põe geralmente 2 ovos de cor creme e os filhotes estão prontos para deixar o ninho com aproximadamente 4 semanas de vida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

É predominantemente cinza-esverdeado. A cabeça e partes superiores verde-acobreadas; face cinza-esverdeada com uma pequena mancha pós-ocular branca; bico preto ligeiramente curvado para baixo. Partes inferiores cinza-escuras com tons de verde no pescoço e uma mácula uropigiana e tufos no crisso brancos. Cauda grande e asas largas de cor cinza-escura quase preta. Tamanho 12 cm. A fêmea e o macho têm a mesma aparência, no entanto ela é um pouco menor.

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Comentários:

Habitam em florestas tropicais e subtropicais úmidas de baixa atitude e florestas secundárias altamente degradadas.Vive solitário ou aos pares. É bem territorialista defende arduamente “pontos” de alimentação, como bebedouros, não deixando nenhuma ave de qualquer espécie se aproximar dele. Costuma tomar banho em córregos e, eventualmente, sai até as bordas de matas e capoeiras em perseguição a insetos em revoadas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Beija-flor-de-fronte-violeta – (Thalurania glaucopis)

O beija-flor-de-fronte-violeta é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como tesoura-de-fronte-violeta. Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, para oeste até o Mato Grosso. Encontrado também no Uruguai, Paraguai e Argentina.
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  • Nome popular: Beija-flor-de-fronte-violeta
  • Nome inglês: Violet-capped Woodnymph
  • Nome científico: Thalurania glaucopis
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, para oeste até o Mato Grosso. Encontrado também no Uruguai, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de néctar. Às vezes fura o tufo de flor do lado de fora, atacando diretamente o seu precioso líquido. Esta espécie já foi observada caçando insetos e pequenas aranhas enquanto voa, com manobras rápidas. Apreciam muito a flor de melzinho Malvaviscus arboreus.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em torno de 11 cm. Verde brilhante de boné azul-violeta, tufos do crisso brancos, retrizes azul-aço, bico negro. A fêmea apresenta as partes inferiores brancas sujas, retrizes laterais com pontas brancas, testa e lado inferior às vezes lavados de canela.

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Comentários:

Ocupa florestas altas, capoeiras e jardins. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Tem necessidade de se limpar frequentemente devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante à que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-rubi – (Heliodoxa rubricauda)

O beija-flor-rubi Heliodoxa rubricauda é uma ave da família Trochilidae. Também conhecido como papo-de-fogo. Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais até Goiás e Rio de Janeiro.
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  • Nome popular: Beija-flor-rubi
  • Nome inglês: Brazilian Ruby
  • Nome científico: Heliodoxa rubricauda
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: O beija-flor-rubi ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais até Goiás e Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se do néctar das flores. Esta espécie é muitas vezes é encontrada junto a aglomerações de brinco-de-princesa (Fuchsia sp) nas regiões serranas. Devido ao hábito de se alimentar do néctar secretado por flores de várias espécies de plantas, os beija-flores ocupam um lugar importante nas comunidades das quais fazem parte, agindo como polinizadores. Além do néctar das plantas, os beija-flores consomem insetos, que são capturados em pleno voo.
  • Reprodução: Faz o ninho em formato de tigela confeccionado com fiapos de material macio (xaxim) e externamente enfeitado com pedaços de líquens grudados com teia de aranha. Geralmente é colocado num ramo horizontal ou forquilha de galhos. Como a maior parte das espécies de beija-flor, a fêmea põe 2 ovos brancos e é responsável pela nidificação e alimentação dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre em torno de 11 cm de comprimento. O macho da espécie pesa entre 7 e 9,2 gramas e a fêmea pesa entre 5,9 e 7,1 gramas. (Schuchmann, 2016). Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho é predominantemente verde, com a cauda avermelhada que lhe dá o epíteto específico de rubricauda, e se destaca pela coloração rubi do papo e o verde cintilante da fronte e peito. No sombreado da mata, quando em repouso, aparenta uma coloração negra destacando as manchas brancas pós-oculares. A fêmea tem coloração canela na parte de baixo do corpo, cabeça e dorso verdes, e também apresenta as manchas brancas por trás dos olhos.

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Comentários:

Habita o interior da mata, jardins arborizados e bananais. Vocaliza o tempo todo, desde o amanhecer do dia até o pôr do sol. Territorialista, não permite que outros pássaros (exceto o parceiro) e até insetos polinizadores se aproximem das suas fontes de alimentação, geralmente uma ou mais flores.Permite a aproximação até 30 cm e fica agressivo com a aproximação da câmera fotográfica, situação em que exibe a cor avermelhada (rubi) embaixo do pescoço e o verde-cintilante na testa, como mostra uma das fotos da galeria. Para exibir esta cor avermelhada ele arrepia as penas do pescoço e a tonalidade varia conforme o ângulo, já que se trata de um fenômeno de interferência luminosa devido à microestrutura ordenada do material (na constituição da estrutura das penas, no caso do beija-flor) conhecido como iridescência.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: LINK Acesso em 08 Setembro de 2012.
  • Terra da Gente disponível em :http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/fauna/noticia/2015/01/beija-flor-rubi.html Acesso em 31 de Outubro de 2015

Topetinho-vermelho – (Lophornis magnificus)

O Topetinho-vermelho Lophornis magnificus é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também pelo nome de beija-flor-magnífico. Espécie endêmica do Brasil.
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  • Nome popular:
  • Nome popular: Topetinho-vermelho
  • Nome inglês: Frilled Coquette
  • Nome científico: Lophornis magnificus
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre de Alagoas e Bahia ao Rio Grande do Sul, em direção oeste até Goiás e Mato Grosso.
    Endêmico do Brasil
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de carboidratos, que é conseguida através do néctar das flores.
  • Reprodução: O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores. Tem o formato de uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores Na época do acasalamento, o macho corteja a fêmea eriçando o topete vermelho e expandindo os tufos laterais do pescoço movimentando-os enquanto executa um lento voo ou paira diante da fêmea, que permanece pousada, girando o corpo na lateral simultaneamente; em seguida sobe em voo acrobático para voltar em pique como se fosse atingir a companheira, frenando apenas perto dela, produzindo um forte sussurro “rrrep”, após o qual sobe de novo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 7 cm, e pesa em média 3 g. É a menor espécie brasileira. Tem dimorfismo sexual acentuado. Macho com apresenta um topete vermelho e um bonito leque de penas de cada lado do pescoço de cor branca que terminam em uma faixa verde que passa ao negro na ponta. Face negra, garganta e pescoço anterior verdes, partes inferiores cinza-esverdeado. Partes superiores esverdeadas com uropigiana branca, cauda com a face anterior canela com as pontas negras; bico vermelho com a ponta preta. A fêmea e o imatura não tem o topete vermelho e nem o leque no pescoço, tem a garganta branca sarapintada de canela e o bico menos intensamente vermelho e barriga branca.

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Comentários:

Frequenta capoeiras, chácaras e jardins bem floridos, prefere áreas semiabertas e bordas de florestas. Encontrado exclusivamente no Brasil, em uma área que, segundo o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), vai de Alagoas até o Rio Grande do Sul, o topetinho-vermelho alimenta-se principalmente do carboidrato que extrai do néctar das flores das regiões onde habita.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/topetinho-vermelho Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Topetinho-vermelho Acesso em Setembro de 2011

Rabo-branco-acanelado – (Phaethornis pretrei)

O Rabo-branco-acanelado Phaethornis pretrei é um beija-flor da famíliaTrochilidae. Também conhecido como limpa-casa, beija-flor-de-rabo-branco e rabo-branco-de-sobre-amarelo. Ocorre no Brasil na Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
  • Nome popular: Rabo-branco-acanelado
  • Nome inglês: Planalto Hermit
  • Nome científico: Phaethornis pretrei
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre do Maranhão ao Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. Também na Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
  • Alimentação: Sua alimentação consiste principalmente de carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes e insetos
  • Reprodução: Constrói o ninho suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, helicônia e em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. tem forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material, fixado com teias de aranha e saliva. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. É comum ser afixado também sob construções humanas, com beirais de telhados, lustres no interior de residências, estruturas de cobertura de poços d’água, sobre pontes etc. Põe dois ovos alongado, com um período de incubação que varia entre 12 a 15 dias. Os filhotes deixam o ninho após três semanas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 15 cm. Um dos beija-flores maiores com ocorrência no Brasil. Destaca-se pela cauda longa e com a ponta branca, contrastando com o centro negro e com retrizes centrais prolongadas. O bico é comprido e ligeiramente curvado para baixo, com a base da mandíbula vermelha. Tem a faixa superciliar e infraocular pardacentas delimitando uma faixa malar negra. Garganta, partes inferiores e coberteiras superiores da cauda cor de canela uniforme. O dorso é esverdeado.

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Comentários:

É muito comum no Brasil centro-ocidental. Vive em áreas semi-abertas, cerradão, bordas de florestas úmidas e semidecíduas, matas ciliares, parque e jardins, adentrando nas cidades. Atravessa a parte baixa das matas em voos muito rápidos, no meio da vegetação fechada, emitindo um chamado agudo e curto nesses deslocamentos. Visita as flores do sub bosque e da copa, sempre na área sombreada. Voa em locais abertos, mas pousa abrigado nas sombras. Inquisitivo e pouco temeroso, adentra em residências e aproxima-se a curtas distâncias, parando abrupta e repentinamente rente ao rosto do observador estupefato. Pousado, balança a cauda ritmicamente para cima e para baixo, cantando à sombra de seu poleiro preferido. Para apanhar as teias de aranha, percorre os lugares com maior possibilidade de encontro, inclusive beirais e interior de casas. Como outros beija-flores, costuma verificar teias de aranha para apanhar insetos presos nelas.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/rabo-branco-acanelado Acesso em 21 maio de 2016.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura – (Campylopterus obscurus)

O asa-de-sabre-de-cauda-escura Campylopterus obscurus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Equador, Peru, Bolívia.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Guilherme Serpa
  • Nome popular: Asa-de-sabre-de-cauda-escura
  • Nome inglês: Dusky Sabrewing
  • Nome científico: Campylopterus obscurus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na Amazônia ao sul do rio Amazonas, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso, Pará, Maranhão e no Tocantins. Encontrado também no Equador, Peru, Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores. Mas também come pequenos artrópodes. Paira no ar capturando insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tijelinha, feito com musgos, liquens presos com teias de aranha, e forrado com materiais macios. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Guilherme Serpa

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Distingue-se pela asa angulada na altura da mão devido à raque muito alargada das primárias externas, dando um aspecto de sabre. Cabeça e partes superiores verde brilhante, inclusive as retrizes centrais; pequena mancha branca pós ocular; partes inferiores cinza escuras uniforme; cauda com os dois pares laterais azul aço escuro, com pontas cinzas, estas com 7mm de comprimento no par mais externo, 6mm no segundo par, e apenas uma ponta no terceiro par, sendo o quarto par quase todo verde. Bico preto ligeiramente curvado; pés pretos. Fêmea semelhante ao macho, mas sem as raques das primárias alargadas.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Celi Aurora

Comentários:

Frequentam matas de várzea, de transição, de terra firme e de galeria. Vive solitário ou aos pares sugando o néctar das flores ou vasculhando teias de aranha para roubar os insetos capturados pela teia. Tem voo pesado e frequentam o estrato médio e inferior das florestas. Tem o hábito de pousar em ramos abertos e visíveis. Os machos podem se reunir em grupos de 2 a 4 para cantar.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Carlos Grupilo

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • Lopes, L.E.; De Vasconcelos, M.F.; Gonzaga, L.P. (2017). «A cryptic new species of hummingbird of the Campylopterus largipennis complex (Aves: Trochilidae)». Zootaxa. 4268: 1–33. doi:10.11646/zootaxa.4268.1.1 
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-de-peito-azul – (Chionomesa lactea)

O Beija-flor-de-peito-azul Chionomesa lactea é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Venezuela, Bolívia, Peru e Brasil.

beija-flor-de-peito-azul Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Beija-flor-de-peito-azul
  • Nome inglês: Sapphire-spangled Emerald
  • Nome científico: Chionomesa lactea
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Bolívia, Peru, e no Sudoeste da Amazônia brasileira (Acre e sul do Amazonas) e na região central e sul do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar, e também come pequenos insetos voadores. É considerado um grande agente polinizador de plantas. Uma das grandes beneficiadas é a bromélia ornamental.
  • Reprodução: Faz o ninho a pouca altura, sobre um galho horizontal mas este, como o de muitos outros beija-flores, é camuflado com líquens na parte externa e por isto é necessária muita atenção para observá-lo. Seu ninho abriga um ou dois ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
beija-flor-de-peito-azul Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede entre 8 e 11 centímetros e pesa entre 3 e 6 gramas.Tem as costas e a nuca verde brilhante, a cauda e parte das asas são azul escuro, a garganta e parte do peito são de um tom azul muito vivo. a barriga é branca e dela sobe uma linha que divide o peito, que é ocráceo.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Amazilia lactea lactea (Lesson, 1832) – ocorre na região central e sul do Brasil, do estado da Bahia até o estado do Paraná;
  • Amazilia lactea bartletti (Gould, 1866) – ocorre do leste do Peru até o norte da Bolívia e região adjacente do extremo oeste do Brasil;
  • Amazilia lactea zimmeri (Gilliard, 1941) – ocorre nos Tepuis do sudeste da Venezuela, na região do Monte Auyan-tepui.
beija-flor-de-peito-azul Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Gosta muito das áreas urbanas, frequentando assiduamente o Malvavisco Malvaviscus arboreus a Marianinha – Streptosolen jamesonii outras plantas atrativas, também costuma frequentar os bebedouros.

beija-flor-de-peito-azul Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-peito-azul Acesso em 08 Setembro de 2010.

Beija-flor-de-garganta-verde – (Chionomesa fimbriata)

O Beija-flor-de-garganta-verde Chionomesa fimbriata é uma ave da família Trochilidae. Ocorre desde a América Central até ao Sul do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-de-garganta-verde
  • Nome inglês: Glittering-throated Emerald
  • Nome científico: Chionomesa fimbriata
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Venezuela e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar das flores. Para isso, precisa ficar parado em pleno voo, esta prática o faz gastar muita energia e o obriga a se alimentar cerca de 15 vezes por hora.
  • Reprodução: É a fêmeas quem monta o ninho, choca os ovos e cuida dos filhotes. São dois ovos por ninhada e os filhotes tornam-se independentes depois de quatro semanas (em média).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Características:

Tem um verde claro dominante, com tons brilhantes sob luz adequada. Olhos escuros e, atrás do olho, destaca-se um ponto branco, mesmo tom da barriga e do desenho afunilado do peito, terminando na garganta de aspecto escamado, delimitado pelo verde dominante do pescoço e peito. Asas escuras e cauda arredondada com as penas centrais na cor verde-bronzeada, as demais penas da cauda são progressivamente escuras. Bico longo e reto, com a maxila escura e a mandíbula na cor rosada com a ponta escura. Os adultos possuem pernas e pés escuros. O centro do peito, abdome inferior e crisso são brancos, enquanto que os flancos são da cor verde com brilho bronzeado. Macho e fêmea são muito semelhantes. As fêmeas adultas têm barras brancas na garganta. A plumagem da fêmea é ligeiramente mais opaca que a do macho.

Tem sete subespécies reconhecidas com pequenas variações na plumagem:

  • Amazilia fimbriata fimbriata (J.F. Gmelin, 1788) – Ocorre no nordeste da Venezuela da bacia do Orinoco para as Guianas e norte do Brasil, norte da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata elegantissima (Todd, 1942) – Ocorre no extremo nordeste da Colômbia e norte e noroeste da Venezuela.
  • .Amazilia fimbriata apicalis (Gould, 1861) – Ocorre na Colômbia ao leste dos Andes.
  • Amazilia fimbriata fluviatilis (Gould, 1861) – Ocorre no sudeste da Colômbia e leste do Equador.
  • Amazilia fimbriata laeta (Hartert, 1900) – Ocorre no nordeste do Peru.
  • Amazilia fimbriata nigricauda (Elliot, 1878) – Ocorre no leste da Bolívia e Brasil central e sul da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata tephrocephala (Vieillot, 1818) – Ocorre na costa sudeste do Brasil do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Esta subespécie é ligeiramente maior que as outras subespécies.
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Ocorre em ambientes abertos e bordas de matas. Visita as flores de arbustos, trepadeiras e árvores isoladas ou na borda da mata. Adapta-se a ambientes urbanos e é um dos maiores frequentadores de garrafinhas de água com açúcar ou flores nas grandes cidades do centro do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-garganta-verde Acesso em 08 Setembro de 2010.

Balança-rabo-de-bico-torto – (Glaucis hirsutus)

O Balança-rabo-de-bico-torto é uma ave da família Trochilidae, é conhecido também como beija-flor-besourão. Ocorrem no Brasil, Panamá, Bolívia, Venezuela e Guianas.

balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular:Balança-rabo-de-bico-torto
  • Nome inglês: Rufous-breasted Hermit
  • Nome científico: Glaucis hirsutus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre do Panamá à Bolívia, Venezuela, Guianas e quase todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Procura flores com pétalas que apresenta curvatura longitudinal semelhante ao seu bico, como bromeliáceas, orquidáceas, helicônias, etc. É importante polinizador dessas flores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato alongado, terminando em um apêndice caudal que dá equilíbrio ao ninho. É confeccionado com finas raízes e fibras, resultando um trançado reticulado através do qual se veem os ovos. Nas paredes externas são afixados alguns líquens e detritos vegetais. O ninho é suspenso em uma folha de palmeira, bananeiras ( Heliconia ), etc. entre 1 e 3 metros de altura. A fêmea põe geralmente 2 ovos alongados e brancos, que são incubados somente pela fêmea. O período de incubação é de 16 a 17 dias e os filhotes permanecem no ninho por 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede cerca de13 cm de comprimento e pesa 7 gramas, tem bico de 3 cm longo e curvo, com mandíbula amarelo-claro e maxila negra. Partes superiores verde-bronzeadas; faixa pós ocular escurecida e estreita faixa superciliar branca; partes inferiores ferrugíneas, sendo mais intenso na garganta e peito superior. Retrizes castanhas com larga faixa subterminal negra e ponta branca sendo as centrais verdes e não alongadas. A fêmea tem o ventre mais claro e o bico mais curvo que o macho.

Apresenta 2 subespécies:

  • Glaucis hirsutus hirsutus (Gmelin, 1788) – ocorre da região central do Panamá até a Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes, a leste da Cordilheira dos Andes até a Bolívia, e da Venezuela até as Guianas e em grande parte do território brasileiro,atingindo as regiões norte, oeste e leste.
  • Glaucis hirsutus insularum (Hellmayr & Seilern, 1913) – ocorre no Caribe, nas ilhas de Grenada, Trinidad e Tobago.
balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Habita florestas úmidas de grande parte do país sendo comum no sub-bosque de florestas altas, várzeas, bordas de florestas e capoeiras altas. Geralmente vive solitário e vibra as asas 21 vezes durante o voo. O macho é agressivo e curioso e ajuda na confecção e defesa do ninho.

balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira
Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/balanca-rabo-de-bico-torto Acesso em 08 Setembro de 2010.

Beija-flor-roxo – (Chlorestes cyanus)

O beija-flor-roxo Chlorestes cyanus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre nas Guianas, Venezuela, Bolívia e no Brasil.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-roxo
  • Nome inglês: White-chinned Sapphire
  • Nome científico: Chlorestes cyanus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, com exceção da Região Sul. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também come pequenos insetos e larvas.
  • Reprodução: Constrói o ninho sobre um colmo de capim, numa raiz fina, ou até num arame pendente. Geralmente são postos 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa em torno de 3,5 gramas. O macho é verde-escuro com a cabeça, garganta e peito de coloração azul-arroxeada. O mento é esbranquiçado. A fêmea tem as partes superiores verdes e as inferiores branco-acinzentadas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Hylocharis cyanus cyanus; (Vieillot, 1818) – ocorre na região costeira do leste do Brasil; dos estados de Pernambuco até o estado do Rio de Janeiro;
  • Hylocharis cyanus viridiventris; (Berlepsch, 1880) – ocorre da Colômbia até as Guianas, no sul da Venezuela e no norte do Brasil;
  • Hylocharis cyanus griseiventris; (Grantsau, 1988) – ocorre na região costeira do sudeste do Brasil; do estado de São Paulo até o nordeste da Argentina na região de Buenos Aires.
  • Hylocharis cyanus rostrata; (Boucard, 1895) – ocorre do leste do Peru até o nordeste da Bolívia e no oeste do Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.
  • Hylocharis cyanus conversa; (Zimmer, 1950) – ocorre do leste da Bolívia até o norte do Paraguai e no Brasil no estado de Mato Grosso do Sul.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta campos com árvores, capoeiras, bordas de florestas altas e clareiras com árvores. Reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-roxo Acesso em 05 maio 2010.

Beija-flor-de-papo-branco – (Leucochloris albicollis)

O beija-flor-de-papo-branco Leucochloris albicollis, é uma ave da família Trochilidae. Ocorre de Minas Gerais e Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Paraguai e Argentina.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Beija-flor-de-papo-branco
  • Nome inglês: White-throated Hummingbird
  • Nome científico: Leucochloris albicollis
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Esta espécie que habita grandes altitudes, como Serra Catarinense, Serra Gaúcha, Campos do Jordão e Serra do Mar. É uma espécie migratória, que parece descer a Serra do Mar com a chegada do frio, subindo de novo para o planalto na primavera. No entanto, essas migrações altitudinais não foram bem estudadas até o momento (Martha Argel, 2001)
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar de flores, por exemplo de bananeira, brinco-de-princesa, esponjinha, eucalipto, flor-de-são-joão, limoeiro, laranjeira, Mulungu e paineira. Come também insetos, que captura em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de tigelinha utilizando paina e revestido por fora com musgos e líquens, em cima de um ramo horizontal ou uma forquilha. Põe dois ovos brancos, que são incubados apenas pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Características:

Mede cerca de 10 cm, tem o papo-branco, é um beija-flor robusto, fácil de identificar por ter garganta e o peito brancos, separados por uma faixa verde.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Comentários:

É comum em capoeiras, pomares, borda de matas e jardins.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Referências & Bibliografia:

Besourinho-de-bico-vermelho – (Chlorostilbon lucidus)

O besourinho-de-bico-vermelho é uma ave da família Trochilidae. Também conhecido como beija-flor-besourinho-de-bico-vermelho, beija-flor-de-bico-vermelho, esmeralda-de-bico-vermelho.

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Besourinho-de-bico-vermelho
  • Nome inglês:  Glittering-bellied Emerald
  • Nome científico: Chlorostilbon lucidus
  • Família: Trochilidae
  • subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Pode ser encontrado no Nordeste e, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se quase que exclusivamente em voo e é adaptado para sugar o néctar das flores. Também come insetos e aranhas.
  • Reprodução: Constrói o ninho nas raízes pendentes dos barrancos das estradas; nos ramos de pequenos arbustos; nos pés de café ou rente a uma folha. A parte externa das paredes do ninho são ornamentadas com líquens, fragmentos de folhas e ramos, que às vezes se prolongam pela parte inferior do ninho, tornando-o camuflado com o ambiente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança

Características:

Mede entre 7,5 e 10,5 centímetros de comprimento e pesa entre 3 e 4,5 gramas.Tem o bico vermelho com a ponta negra. Sua plumagem verde-brilhante abrange as partes dorsal e ventral, apresentando um brilho dourado mais intenso na fronte e mais azulado na garganta. As penas da cauda são de coloração azul metálico iridescente e visivelmente bifurcada. A fêmea distingue-se por uma linha curva branca atrás dos olhos e pela ponta da cauda esbranquiçada. Sua mandíbula apresenta coloração mais discreta que a mandíbula do macho da espécie. A plumagem dos jovens da espécie são similares a plumagem da fêmea. Possui vocalizações distintas para expressar ataque, arma etc., frequentemente entonadas em voo.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Chlorostilbon lucidus lucidus (Shaw, 1812) – ocorre no leste da Bolívia até o Paraguai, na região oeste e central do Brasil;
  • Chlorostilbon lucidus berlepschi (Pinto, 1938) – ocorre no sul do Brasil do Rio Grande do Sul até o Uruguai e no nordeste da Argentina;
  • Chlorostilbon lucidus pucherani (Bourcier & Mulsant, 1848) – ocorre no leste do Brasil do estado do Maranhão e Ceará até o estado do Paraná;
  • Chlorostilbon lucidus igneus (Gould, 1861) – ocorre no noroeste da Argentina na região de Jujuy e no Chaco até a região de Mendoza e San Luis.

(Clements checklist, 2014); ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança
Comentários:

Vive em jardins e quintais floridos, capoeiras ralas, áreas abertas e matas de candeias floridas. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Tem necessidade de limpar-se constantemente devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente em galhos finos para dormir.

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

Beija-flor-tesoura – (Eupetomena macroura)

O beija-flor-tesoura é uma ave da família Trochilidae. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.

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  • Nome popular: Beija-flor-tesoura
  • Nome inglês: Swallow-tailed Hummingbird
  • Nome científico: Eupetomena macroura
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre das Guiana à Bolívia e Paraguai, todo o Brasil, exceto certas regiões da Amazônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também caça pequenos insetos com grande habilidade em voos curtos. Tem um papel importante na polinização de muitas plantas.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 15 e 19 centímetros de comprimento, sendo um dos maiores beija-flores brasileiros, pesando em torno de 9 gramas. Cabeça, pescoço e parte superior do tórax de um profundo azul violeta; restante da plumagem verde-escuro iridescente. Pequena mancha branca atrás dos olhos; rêmiges castanho-escuro; raques das primárias externas alargadas, embora sejam bem menos evidentes que as espécies do gênero Campylopterus; cauda azul-escuro; calções brancos; bico ligeiramente curvado para baixo e preto. Tem como característica principal a cauda longa e profundamente furcada que toma quase 2/3 do seu tamanho total. Esporadicamente apresenta as penas azuladas da fronte tingidas de branco, amarelo ou de cores diversas, em virtude do acúmulo de pólen proveniente das flores que poliniza. A fêmea é quase igual ao macho, sendo um pouco menor e mais pálida.

Possui cinco subespécies:
  • Eupetomena macroura macroura (Gmelin, 1788) – ocorre nas Guianas, no norte, centro-oeste e sudeste do Brasil e Paraguai. Características: as partes azuis são ultramarino e as partes verdes são verde-garrafa profundo;
  • Eupetomena macroura simoni (Hellmayr, 1929) ocorre no nordeste do Brasil (sul do Maranhão, Piauí e Ceará, também em Minas Gerais). Características: as partes azuis são azul royal escuro, as partes verdes são tingidas de azul;
  • Eupetomena macroura cyanoviridis (Grantsau, 1988) – ocorre no sudeste do Brasil (Serra do Mar no sul do estado de São Paulo). Características: as partes azuis são tingidas de verde e as partes verdes são verde-bronzeadas ou verde-douradas;
  • Eupetomena macroura boliviana (Zimmer, 1950) – ocorre na savana do noroeste da Bolívia, na província de Beni. Características: tem cabeça mais verde do que azul e as partes verdes são brilhantes;
  • Eupetomena macroura hirundo (Gould, 1875) – ocorre no leste do Peru, na região de Huiro. Características: o azul é opaco, a cauda não é profundamente bifurcada.
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Comentários:

É o beija-flor mais comum do Brasil centro-oriental. Vive em áreas semiabertas, bordas de florestas, capoeiras, parques e jardins, sendo comum até em grandes metrópoles. Não costuma ter medo do ser humano, aproximando-se das pessoas para se alimentar nas garrafas com água e açúcar ou nas flores de seus jardins. É territorialista e extremamente agressivo, principalmente na época da reprodução, quando é capaz de atacar outros pássaros muito maiores e pequenos mamíferos. Em algumas épocas do ano, quando há menos disponibilidade de néctar, adota uma única árvore, que pode ser um mulungu ou um ipê, como a sede de seu território e a defende ferozmente contra qualquer outra ave.

beija-flor-tesoura {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/beija-flor-tesoura Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em : https://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-flor-tesoura Acesso em 31 de Outubro de 2010

Bico-reto-azul – (Heliomaster furcifer)

O Bico-reto-azul é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo
  • Nome popular: Bico-reto-azul
  • Nome inglês: Blue-tufted Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster furcifer
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de néctar e alguns insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho com musgos e liquens, preso em pequenos galhos a poucos metros do solo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimentos e pesa entre 5 e 6,5 gramas. Possui um bico um pouco maior do que os outros beija-flores. Machos apresentam garganta rosa, com a parte inferior (do peito até infra-caudas) azul-escuro bem iluminado e brilhante e parte superior verde. Apresenta 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquire uma plumagem de descanso. O macho adulto perde sua plumagem exuberante iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie. As fêmeas possuem parte superior verde e a sua parte inferior é cinza.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Comentários:

Os seus habitats naturais são: florestas secas tropicais ou subtropicais, florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, e savanas áridas.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-reto-azul Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-reto-azul Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Bico-reto-cinzento – (Heliomaster longirostris)

O bico-reto-cinzento Heliomaster longirostris é uma ave da família Trochilidae. Ocorre em todo norte da América do Sul e na América Central.

Bico-reto-cinzento {field 28}
  • Nome popular: Bico-reto-cinzento
  • Nome inglês: Long-billed Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster longirostris
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Oo Brasil, ocorre em toda a região norte, e em parte das regiões centro-oeste e nordeste. Encontrado também do sul do México ao Panamá , da Colômbia, sul e leste da Bolívia e Brasil e em Trinidade.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar flores, mas também come alguns insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em forma de um pequeno copo em árvores. Põe em média dois ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 10 cm de comprimento e pesa em torno de 6,8 g. Tem o bico é reto e muito longo, com aproximadamente 3,5 cm. O macho tem plumagem verde-bronze, coroa azul, garganta com listra branca e avermelhada. A parte inferior é cinza com sombreamento para branco nos flancos e na barriga em tons médios, e a cauda é preta. A fêmea é semelhante, mas tem uma coroa verde e um roxo na garganta com gumes pretos.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Heliomaster longirostris longirostris (Audebert & Vieillot, 1801) – ocorre do leste da Costa Rica até a Bolívia e Brasil; ocorre também na Ilha de Trinidad no Caribe.
  • Heliomaster longirostris pallidiceps (Gould, 1861) – ocorre da região tropical Sul do México até a Nicarágua.
  • Heliomaster longirostris albicrissa (Gould, 1871) – ocorre na região tropical oeste do Equador e noroeste do Peru.
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Comentários:

Frequentam florestas, e geralmente é visto nas clareiras da floresta, mas, às vezes, pode visitar os jardins. É uma espécie rara, mas pode ser generalizada, podendo ser local ou sazonal, embora seus movimentos não seja bem compreendidos.

Bico-reto-cinzento {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-de-costas-violeta – (Thalurania watertonii)

O beija-flor-de-costas-violeta Thalurania watertonii é uma ave da família Trochilidae. Espécie endêmica. Ocorre no Brasil, nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Espécie ameaçada de extinção

Beija-flor-de-costas-violeta {field 12}
  • Nome popular: Beija-flor-de-costas-violeta
  • Nome inglês: Long-tailed Woodnymph
  • Nome científico: Thalurania watertonii
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: É endêmico do Brasil. Ocorre em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, e possivelmente na Bahia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de taça profunda, feito de material macio, como fiapos de lâminas de xaxim e paina de gravatá, etc e a parede externa é atapetada com fragmento de folhas, líquens, musgos, etc, firmemente colados com teia de aranhas. O ninho é preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos. Põe em média 2 ovos brancos por ninhada. O período reprodutivo entre novembro e fevereiro.
  • Estado de conservação: Em Perigo
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Características:

Mede em média 11,5 cm de comprimento. O macho tem as partes superiores azuis-violetas, com cabeça verde e partes inferiores verdes metálicas, infracaudais esbranquiçadas, as asas e cauda bifurcada pretas, bico preto. Fêmea com as partes inferiores cinza, partes superiores esverdeadas e asas pretas e cauda preta com as pontas brancas.

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Comentários:

Frequentam florestas estacionais semideciduais, as matas ombrófilas, e as áreas úmidas de elevada altitude que são encontradas em regiões semi-áridas de Pernambuco e Paraíba, denominadas brejos de altitude. Vive na Mata Atlântica nordestina, onde é endêmico, principalmente em terras do litoral, incluindo plantações e parques, mas também é encontrado nas florestas de terras altas.. Forrageia no sub-bosque, geralmente na periferia da vegetação.

Beija-flor-de-costas-violeta {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-de-barriga-branca – (Chrysuronia leucogaster)

O beija-flor-de-barriga-branca Chrysuronia leucogaster é uma da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Venezuela e Guianas.

Beija-flor-de-barriga-branca {field 32}
  • Nome popular: Beija-flor-de-barriga-branca
  • Nome inglês: Plain-bellied Emerald
  • Nome científico: Chrysuronia leucogaster
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na faixa litorânea da porção setentrional do Brasil, entre os estados do Espírito Santo e Roraima.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores. Mas também come pequenos insetos e outros tipos de invertebrados, como pequeninos caramujos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato cônico, preso a galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em geral entre 9 e 10 cm de comprimento e pesa em torno de 4 gramas. Tem o bico reto com base da mandíbula rosada, partes inferiores brancas imaculadas, mancha pós-ocular branca, além de fronte, face e dorso verde-brilhante.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Chrysuronia leucogaster leucogaster (Gmelin, 1788) – ocorre do Leste da Venezuela até as Guianas e o Norte do Brasil;
  • Chrysuronia leucogaster bahiae (Hartert, 1899) – ocorre na costa Nordeste do Brasil, dos estados de Pernambuco até o Sul do estado da Bahia.

(Piacentini et al., 2015; Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Beija-flor-de-barriga-branca {field 28}

Comentários:

Frequentam manguezais, restingas e plantações diversas. É um dos beija-flores mais comuns em bebedouros com “néctar” disponibilizados pela ação humana, e é bastante territorialista com relação à área que tal bebedouro está presente, podendo assim, expulsar outras espécies como a cambacica e outos beija flores maiores de “seu território”.

Beija-flor-de-barriga-branca {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Rabo-branco-de-cauda-larga – (Anopetia gounellei)

O rabo-branco-de-cauda-larga Anopetia gounellei é uma ave da família Trochilidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre na caatinga do nordeste.

Rabo-branco-de-cauda-larga {field 12}
  • Nome popular: Rabo-branco-de-cauda-larga
  • Nome inglês: Broad-tipped Hermit
  • Nome científico: Anopetia gounellei
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Endêmico da caatinga do nordeste do Brasil. Pode ser encontrado do Piauí, Ceará à Bahia e no nordeste de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça, na ponta de folhas grandes de bananeiras e eliconias. Põem em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-de-cauda-larga {field 28}

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. Tem as partes superiores bronze esverdeadas; asas pretas; estreita faixa superciliar e malar brancacenta delimitando uma faixa transocular escura. Bico curvo e tubular, o que assinala sua preferência por determinadas flores de seu habitat natural. Garganta, pescoço anterior e uropígio ferrugíneos; peito e abdome cinza pardacentos. Retrizes largas, pretas com as pontas brancas.

Rabo-branco-de-cauda-larga {field 32}

Comentários:

frequentam as caatingas, matas de cipó e formações semidecíduas conhecidas regionalmente como brejos ou brejais, no interior montanhoso do nordeste do Brasil a uma altitude de 500 a 700 metros. Também ocorre nas caatingas litorâneas nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, em altitudes próximas a do nível do mar, e em outras áreas de caatinga stricto sensu, em altitude de 0 a 500 metros, onde não ocorrem as matas de cipó e formações mais úmidas como os brejos e matas semidecíduas.

Rabo-branco-de-cauda-larga {field 8}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Rabo-branco-de-barriga-fulva – (Phaethornis subochraceus)

O rabo-branco-de-barriga-fulva Phaethornis subochraceus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil e na Bolívia.

Rabo-branco-de-barriga-fulva {field 32}
  • Nome popular: Rabo-branco-de-barriga-fulva
  • Nome inglês: Buff-bellied Hermit
  • Nome científico: Phaethornis subochraceus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no extremo oeste do Brasil, na fronteira do Mato Grosso do Sul, em Descalvados, até o Mato Grosso, ao norte do Pantanal e leste da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, eventualmente também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. Geralmente é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-de-barriga-fulva {field 32}

Características:

Mede em média entre10 a 12 cm de comprimento. Tem as partes superiores marrom esverdeadas com tons de verde metálico; faixa superciliar e infraocular pardacentas, delimitando uma faixa malar preta; asas pretas; retrizes centrais prolongadas e brancas e com retrizes laterais pretas com as pontas brancas; partes inferiores ocre claras acinzentadas com a garganta escura. Lembra um pouco o rabo-branco-pequenoPhaethornis squalidus e como este apresenta a base da mandíbula amarela e a extremidade negra.

Rabo-branco-de-barriga-fulva {field 32}

Comentários:

Frequenta florestas mesófilas úmidas, matas semidecíduas e no Pantanal de Mato Grosso. Trata-se de espécie de hábitos pouco conhecidos e raramente observado na natureza.

Rabo-branco-de-barriga-fulva {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Balança-rabo-canela – (Glaucis dohrnii)

O balanço-rabo-canela Glaucis dohrnii é uma ave da família Trochilidae. Espécie endêmica da Mata Atlântica, em perigo de extinção.

Balança-rabo-canela {field 32}
  • Nome popular: Balança-rabo-canela
  • Nome inglês: Hook-billed Hermit
  • Nome científico: Glaucis dohrnii
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Endêmico do Brasil. Ocorre no norte do Espírito Santo, de Minas Gerais e sul da Bahia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do açúcar retirado do néctar das flores, mas também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se com a fêmea construído um ninho em formato alongado, terminando num apêndice caudal que dá equilíbrio. É confeccionado com finas raízes e fibras, resultando um trançado reticulado através do qual se veem os ovos. Nas paredes externas são afixados alguns líquens e detritos vegetais. O ninho é suspenso em uma folha de palmeira, bananeiras ( Heliconia ), etc. Põe em média 2 ovos alongados e brancos, com um período de incubação de 15 dias, cabendo a ela depois do nascimento dos filhotes, alimentar a prole. Os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 27 dias.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Balança-rabo-canela {field 32}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. A fêmea é um pouco maior que o macho. Tem as partes superiores bronze esverdeadas, partes inferiores canela, faixa superciliar e malar brancas, área pós ocular negra; bico quase reto e com mandíbula esbranquiçada. Todas as retrizes bronze metálico uniforme tendo as laterais (4 de cada lado) a ponta branca.

Balança-rabo-canela {field 28}

Comentários:

Frequentam as matas primárias de feições amazônicas e bordas das matas secundárias adjacentes, hoje residuais, do norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Gostam muito de tomar banho, tanto em poças de água no chão quanto em árvores, nas bromélias.

Balança-rabo-canela {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Esmeralda-de-cauda-azul – (Chlorostilbon mellisugus)

O esmeralda-de-cauda-azul Chlorostilbon mellisugus é uma ave da família Trochilinae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guiana, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Suriname e Guiana Francesa.

Esmeralda-de-cauda-azul {field 32}
  • Nome popular: Esmeralda-de-cauda-azul
  • Nome inglês: Blue-tailed Emerald
  • Nome científico: Chlorostilbon mellisugus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a região amazônica. Encontrado também na Venezuela, Guiana, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Suriname e Guiana Francesa.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de uma pequena taça, fixado em um ramo horizontal de árvores. Confeccionado com uma combinação de materiais vegetais macios, líquens e teias de aranha. Tem um período de incubação de 13 dias e os filhotes deixam o ninho em aproximadamente 20 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Esmeralda-de-cauda-azul {field 32}

Características:

Mede em média 7,5 cm e pesa 2,6 g. Bico negro, curto e reto. Os machos são quase inteiramente verde esmeralda brilhantes, com calções brancos, e matizes azuis às vezes visíveis na face e no peito; cauda azul metálica bifurcada. As fêmeas são um verde mais claro no dorso, com partes inferiores cinzentas e flancos esverdeados; auriculares escuras, faixa pós ocular branca e garganta pálida; cauda menos bifurcadas e com ponta pálida.

Tem três subespécies reconhecidas no Brasil.

  • Chlorostilbon mellisugus mellisugus: possui garganta preponderantemente verde, pouquíssimo verde azulada, lado dorsal verde dourado, e pontas das retrizes externas de 5 a 5,5 mm.
  • Chlorostilbon mellisugus subfurcatus: possui garganta preponderantemente azul com um pouco de reluzir verde azulado, região loreal mais para verde dourado, recorte da cauda de 3 a 4mm, lado dorsal verde dourado e pontas das retrizes externas de cor cinza (3 a 3,3mm).
  • Chlorostilbon mellisugus phaeopygus: possui garganta preponderantemente azul com um pouco de reluzir verde azulado, região loreal mais verde; recorte da cauda de 2mm e lado dorsal verde azulado; com pontas das rectrizes externas com 1mm de cinza.
Esmeralda-de-cauda-azul {field 32}

Comentários:

Frequentam áreas semiabertas, bordas de matas, capoeiras e carrascais. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Amazilia lactea e Phaethornis ruber, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.

Esmeralda-de-cauda-azul {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-de-garganta-azul – (Chlorestes notata)

O beija-flor-de-garganta-azul Chlorestes notata é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, nas ilhas de Trinidad e Tobago, Guianas e Peru.

Beija-flor-de-garganta-azul {field 20}
  • Nome popular: Beija-flor-de-garganta-azul
  • Nome inglês: Blue-chinned Sapphire
  • Nome científico: Chlorestes notata
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, do Amazonas à faixa atlântica do Brasil oriental, desde o Nordeste até São Paulo. Encontrado também na Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente pde néctar e pequenos insetos. Geralmente alimenta-se em bordas de matas secundárias, gosta das flores de Embira-brava – Helicteris ovata e Lantana- Lantana ssp.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de taça profunda e é fixado em um ramo secundário horizontal de árvores pequenas ou em raízes expostas. O material utilizado na confecção do ninho é uma combinação de materiais vegetais macios, líquens e teias de aranha. A construção do ninho é tarefa da fêmea. Põe em média entre 1 e 3 ovos brancos, que são são incubados pela fêmea durante 16 dias e os filhotes apresentam-se emplumados entre 18 e 19 dias após o término da incubação, quando deixam o ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-de-garganta-azul {field 11}

Características:

O macho mede entre 8 e 9,7 cm de comprimento e a fêmea mede entre 7 e 8 cm. Pesa entre 3 e 4,5 gramas. Tem o bico reto com 18 milímetros de comprimento. A base da mandíbula é rosada e sua ponta é preta. O macho da espécie apresenta coloração verde com reflexos brilhantes bronzeados na porção superior; a porção inferior apresenta coloração verde brilhante. O mento e a porção superior da garganta são azul brilhante, facilmente observado. As penas rêmiges são escuras, quase pretas, e não apresentam brilho. A cauda é de uma coloração azul metálico intensa, apresentando a forma quadrada ou ligeiramente arredondada. A fêmea te a garganta e o peito densamente mesclados de verde brilhante. O resto do ventre é branco acinzentado e menos salpicado de verde brilhante. A cauda da fêmea é similar à dos indivíduos do sexo masculino. O imaturo macho da espécie apresenta coloração verde brilhante com a cauda de coloração azul profundo. Como a fêmea imatura da espécie, apresenta o peito e ventre cinza claro manchado de verde brilhante. As bochechas são obscuras e contrastantes com uma pequena mancha pós ocular branca.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Chlorestes notata notata (Reich, 1793) – ocorre no nordeste da Colômbia, no norte e leste da Venezuela, nas ilhas de Trinidad e Tobago, nas Guianas e no norte do Brasil, acima do rio Amazonas (AM, RR, PA, e AP) e também ao sul do rio Amazonas a partir da margem leste do rio Tapajós (PA, MA, CE, PI). Também no leste do Brasil desde o RN até o RJ, do estado do Pará até o sul do estado do Rio de Janeiro.
  • Chlorestes notata puruensis (Riley, 1913) – ocorre do SE da Colômbia e NE do Peru para leste no Brasil, abaixo do rio Amazonas e oeste do rio Tapajós (AM, PA, RO, MT, TO, GO);
  • Chlorestes notata obsoleta (J. T. Zimmer, 1950) – ocorre no nordeste do Peru, da região do baixo rio Ucayali até a região da foz do rio Napo, e provavelmente até a foz do rio Huallaga.

(Integrated Taxonomic Information System, 2015). (Grantsau, 1988).

Beija-flor-de-garganta-azul {field 19}

Comentários:

Frequentam florestas, ambientes de grandes áreas conservadas de flores, insetos e etc. Vive em locais sombrios das florestas, matas secundárias e de igapó, frequentemente na copa das árvores. Abundante no baixo Amazonas.

Beija-flor-de-garganta-azul {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-safira – (Hylocharis sapphirina)

O beija-flor-safira é uma ave apodiforme da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Equador e Colômbia, Paraguai e Argentina.

Beija-flor-safira {field 20}
  • Nome popular: Beija-flor-safira
  • Nome inglês: Rufous-throated Sapphire
  • Nome científico: Hylocharis sapphirina
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no Brasil, na Amazônia oriental nos estados de Roraima, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Amapá. Tem outra população que ocorre na Mata Atlântica, desde o Nordeste até ao Rio de Janeiro. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Equador e Colômbia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de taça, feito de fibra vegetal, forrado com material macio, como paina e gravatá e com as paredes externa decoradas com líquens e partes de folhas, fixadas firmemente com teia-de-aranha. O ninho é colocado em galho horizontal de arbustos ou árvores, protegido por folhas pendentes, a uma altura de 3 a 10 metros acima do solo. Põe em média 2 ovos por ninhada. A construção do ninho e incubação são tarefas da fêmea, ocorrendo de agosto a fevereiro, com um período de incubação de 14 a 16 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-safira {field 11}

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa entre 3 e 5 g. Tem as partes superiores verde escuro, mento castanho avermelhado, garganta e peito azul violeta iridescente, abdome verde, criso branco, infracaudais e cauda ( contra a luz ) transparecendo castanho. Sob a luz incidente a cauda varia do bronze ao azul-aço ao passo que o pescoço anterior e peito ficam azul arroxeados brilhantes. O bico é reto e vermelho de ponta negra. A fêmea possui partes inferiores esbranquiçadas, com grandes discos brilhantes em verde azulados na garganta e no peito e mento canela

Beija-flor-safira {field 28}

Comentários:

Frequentam as matas de terra firme, de transição, de várzea e de igapó; no Brasil oriental, encontrado na Mata Atlântica de baixada, matas de tabuleiro e hileia baiana, matas secas e capoeirões do interior. Visto frequentemente nas copas. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

Beija-flor-safira {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Rabo-branco-de-bigodes – (Phaethornis superciliosus)

O rabo-branco-de-bigodes Phaethornis superciliosus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, e também por toda a América Central até ao México.

Rabo-branco-de-bigodes {field 12}
  • Nome popular: Rabo-branco-de-bigodes
  • Nome inglês: Long-tailed Hermit
  • Nome científico: Phaethornis superciliosus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Maranhão, Amapá e Roraima.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos insetos e aracnídeos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados, geralmente a 1 metro de altura. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe em média 2 ovos brancos que são chocados pela fêmea, por um período de incubação de 15 a 18 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 20 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-de-bigodes {field 12}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 3,5 e 6,5 gramas. Com as partes superiores ocre esverdeadas; faixa superciliar e infraocular ocre, delimitando uma área malar preta com estrias ocre amareladas; bico longo e muito curvo com mandíbula vermelha ou alaranjada. Partes inferiores ocres com infracaudais cinza-claro; asas pretas; cauda com retrizes pretas com as pontas brancas e retrizes centrais prolongadas pretas com as pontas brancas.

Tem duas subespécies reconhecidas:

  • Phaethornis superciliosus superciliosus (Linnaeus, 1766) – ocorre do México ao sul da Venezuela, Guianas e norte do Brasil ( norte do rio Amazonas, no Amazonas, Pará e Roraima ).
  • Phaethornis superciliosus muelleri (Hellmayr, 1911) – ocorre no norte do Brasil, ao sul do rio Amazonas, do estado do Pará até o Maranhão.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Rabo-branco-de-bigodes {field 25}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas, sendo abundante nas capoeiras do estuário do rio Amazonas. Comum no sub-bosque de florestas altas e principalmente de capoeiras, tanto no interior como nas bordas. Vive solitário, sendo frequentemente observado em voo rápido, a cerca de 2 metros de altura. Às vezes para bruscamente para observar algo que lhe chame a atenção, continuando seu caminho logo a seguir.

Rabo-branco-de-bigodes {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Rabo-branco-do-rupununi – (Phaethornis rupurumii)

O rabo-branco-do-rupununi Phaethornis rupurumii é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, leste da Venezuela e oeste da Guiana.

Rabo-branco-do-rupununi {field 12}
  • Nome popular: Rabo-branco-do-rupununi
  • Nome inglês: Streak-throated Hermit
  • Nome científico: Phaethornis rupurumii
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Roraima e Pará. Encontrado também na Guiana, Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninho em forma cônica alongada, terminando num apêndice caudal que dá equilíbrio ao ninho. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-do-rupununi {field 12}

Características:

Mede em média entre 10 e 12 cm de comprimento e pesa entre 2,5 e 3 gramas. Tem a parte superior de coloração verde pálido com reflexos dourados. Cabeça marrom, penas supracaudais verdes com reflexos dourados e bordas castanhas. A garganta é estriada e preta. Tem faixa superciliar e infraocular de coloração castanha e pálida delimitando uma faixa malar preta. As penas auriculares são pretas. Peito, abdômen e flancos castanhos acinzentados. Infracaudais são brancas. As retrizes centrais são escuras, alongadas e de coloração verde com reflexos bronzeados que ficam mais pálidos perto das pontas brancas. As retrizes próximas das retrizes centrais apresentam as bordas brancas quando próximas das pontas. As demais retrizes laterais e periféricas são bronze na base e o restante púrpura escuro com as pontas brancas. As asas são castanho avermelhadas.

Tem duas subespécies reconhecidas:

  • Phaethornis rupurumii rupurumii (Boucard, 1892) – ocorre no extremo leste da Colômbia até o leste da Venezuela e oeste da Guiana e na região adjacente do norte do Brasil no estado de Roraima.
  • Phaethornis rupurumii amazonicus (Hellmayr, 1906) – ocorre ao longo do baixo rio Amazonas, desde a foz do rio Negro.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Rabo-branco-do-rupununi {field 29}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas da Amazônia, várzeas, ilhas fluviais e florestas semidecíduas.

Rabo-branco-do-rupununi {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Beija-flor-de-veste-verde – (Anthracothorax viridigula)

O beija-flor-de-veste-verde Anthracothorax viridigula é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, na ilha de Trinidad, no leste da Venezuela e nas Guianas.

Beija-flor-de-veste-verde {field 19}
  • Nome popular: Beija-flor-de-veste-verde
  • Nome inglês: Green-throated Mango
  • Nome científico: Anthracothorax viridigula
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre no norte do Brasil nos estados do Amapá, Pará, Amazonas e Maranhão. Encontrado também na ilha de Trinidad, no leste da Venezuela e nas Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de nectar, geralmente de flores em arvores altas. Também come insetos, muitas vezes pairando em áreas abertas para capturar insetos voadores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa atapetada com fragmentos de folhas, liquens e musgos, colados firmemente com teias de aranhas. Geralmente é feito sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos e muito comum em bambu, a uma altura variável de dois a dez metros do solo. Põe geralmente 2 avos alongados e brancos, e são incubados pela fêmea por um período de 14 a 16 dias, enquanto o macho defende o território.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-de-veste-verde {field 11}

Características:

Mede em geral entre 10 e 13 cm de comprimento e pesa 9 gramas. Tem a parte superior do corpo bronze verdes brilhante com brilho dourado ou acobreado no uropígio e nas coberteiras supracaudais. Seu bico é robusto, ligeiramente curvado. Rêmiges na coloração castanho acinzentada. Na parte inferior do corpo tem coloração verde com o centro do peito e barriga pretos. A fêmea tem a parte superior semelhante ao macho, mas apresenta muito mais reflexos na coloração cobre-a vermelhado brilhante, mesmo na coroa. As partes inferiores da fêmea são brancas com uma faixa central estreita na coloração preta, às vezes esta faixa apresenta interrupção. A porção inferior do corpo da fêmea é branca com uma conspícua faixa preta. Os flancos do peito da fêmea são verdes com forte reflexo acobreado ou avermelhado difícil de observar em campo. A cauda da fêmea é semelhante a do macho, mas as penas retrizes externas apresentam uma estreita faixa terminal branca.

Beija-flor-de-veste-verde {field 23}

Comentários:

Frequentam a mata ripária ribeirinha, matas de igapó ou em ilhas fluviais com abundância de embaúbas e helicônias, desde os baixos rios Madeira e Amazonas até a ilha de Marajó. Frequenta ainda o litoral arenoso e também o limoso (mangues), desde o Pará ao Amapá e Guianas.

Beija-flor-de-veste-verde {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Balança-rabo-de-garganta-preta – (Threnetes leucurus)

O balança-rabo-de-garganta-preta Threnetes leucurus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia à Bolívia.

Balança-rabo-de-garganta-preta {field 11}
  • Nome popular: Balança-rabo-de-garganta-preta
  • Nome inglês: Pale-tailed Barbthroat
  • Nome científico: Threnetes leucurus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no Amazonas, Pará e Maranhão. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato alongado, terminando num apêndice caudal que dá equilíbrio ao ninho. É confeccionado com finas raízes e fibras, resultando um trançado reticulado através do qual se veem os ovos. Nas paredes externas são afixados alguns líquens e detritos vegetais. O ninho é suspenso em uma folha de palmeira, sobretudo a do açaí, a cerca de 2 metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos alongados e brancos, que são incubados por 18 dias. Os filhotes deixam o ninho entre 21 e 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Balança-rabo-de-garganta-preta {field 11}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. Tem as partes superiores e cabeça verde amarronzadas; estreita faixa superciliar e faixa infraocular esbranquiçada; garganta preta com uma faixa transversal ferrugínea, sendo mais pálida na fêmea e imaturo; peito cinza esverdeado, abdome cinzento; bico ligeiramente curvo e não serrilhado na maxila, mandíbula cinzenta. Cauda curta com retrizes branco amareladas.

Tem 4 subespécies reconhecidas:

  • Threnetes leucurus leucurus (Linnaeus, 1766). Ocorre na Venezuela, Suriname, Brasil e Bolivia.
  • Threnetes leucurus cervinicauda (Gould, 1855). Ocorre na Colombia, Equador, Peru e Brasil,
  • Threnetes leucurus medianus hellmayr 1929). Ocorre no Peru e na Bolivia.
  • Threnetes leucurus rufigastra (Cory, 1915). Ocorre no Brasil.
Balança-rabo-de-garganta-preta {field 28}

Comentários:

Frequentam o sub-bosque (interior e bordas) de florestas altas, várzeas e capoeiras. Embora numeroso na mata, chama a atenção somente quando canta. Movimenta constantemente a cauda para cima e para baixo.

Balança-rabo-de-garganta-preta {field 30}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Beija-flor-de-topete-azul – (Stephanoxis loddigesii)

O beija-flor-de-topete-azul Stephanoxis loddigesii é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Argentina e Paraguai.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo
  • Nome popular: Beija-flor-de-topete-azul
  • Nome inglês: Violet-crowned Plovercrest
  • Nome científico: Stephanoxis loddigesii
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no sul do Brasil, da Serra de Paranapiacaba, no sudoeste de São Paulo para o sul através do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como em florestas adjacentes do leste da Argentina e Paraguai, onde é comumente encontrado abaixo de 500 metros de altitude
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar e pequenos insetos. Gosta das flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Características:

Mede em média 8 cm de comprimento. O macho tem a coroa na coloração azul, faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre mais estreita que seu congênere beija-flor-de-topete-verdeStephanox lalandi, face cinza e lateral da garganta branco, manto verde. As retrizes externas apresentam as pontas brancas maiores que no beija-flor-de-topete. As fêmeas desta espécie apresentam a coroa e manto com tons dourados, garganta, peito e ventre mais claros que os do beija-flor-de-topete. As quatro retrizes centrais da fêmea desta espécie são totalmente verdes e os três pares de retrizes externas apresentam penas com três cores: verde-amarelado, preto e branco nas extremidades.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Comentários:

Frequentam a vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude ou em beiradas das matas da região Sul; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura. No Rio Grande do Sul ocorre no planalto. Durante o inverno desce para altitudes menores, chegando ao nível do mar.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Asa-de-sabre-da-guiana – (Campylopterus largipennis)

O asa-de-sabre-da-guiana Campylopterus largipennis é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colombia e Bolívia.

Asa-de-sabre-da-guiana {field 20}
  • Nome popular: Asa-de-sabre-da-guiana
  • Nome inglês: Gray-breasted Sabrewing
  • Nome científico: Campylopterus largipennis
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no norte do Brasil, ao norte do rio Amazonas, nos estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colombia e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Paira no ar capturando insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de uma tigela sólida feita de paina ou outro material macio. A parede externa é atapetada de fragmentos de folha, musgo, líquens, etc., colados firmemente com teias de aranha. O ninho é posicionado sobre um ramo ou preso a uma folha de palmeira a uma altura de aproximadamente 1 metro do solo, sempre perto de água corrente ou de uma cachoeira. Põe em média 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 22 dias, aproximadamente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Asa-de-sabre-da-guiana {field 11}

Características:

Mede em média12 cm de comprimento. Tem a asa angulada na altura da mão devido à raque muito alargada das primárias externas, dando um aspecto de sabre. Cabeça e partes superiores verde brilhante, inclusive as retrizes centrais; pequena mancha branca pós ocular; partes inferiores cinza escuras uniforme; cauda com os três pares laterais azul aço escuro, com pontas brancas, estas com 17mm de comprimento nos dois pares externos e 10mm no terceiro par, sendo o quarto par quase todo verde. Bico preto ligeiramente curvado; pés pretos. Fêmea semelhante ao macho, mas sem as raques das primárias alargadas.

Asa-de-sabre-da-guiana {field 23}

Comentários:

Frequentam matas de várzea, de transição, de terra firme e de galeria. Vive solitário ou aos pares sugando o néctar das flores ou vasculhando teias de aranha para roubar os insetos capturados pela teia. Tem voo pesado e frequentam o estrato médio e inferior das florestas. Tem o hábito de pousar em ramos abertos e visíveis. Os machos podem se reunir em grupos de 2 a 4 para cantar.

Asa-de-sabre-da-guiana {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Topetinho-verde – (Lophornis chalybeus)

O Topetinho-verde Lophornis chalybeus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre em populações disjuntas na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil

topetinho-verde Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Topetinho-verde
  • Nome inglês: Festive Coquette
  • Nome científico: Lophornis chalybeus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Lesbiinae
  • Habitat: Ocorre da Venezuela à Bolívia e Brasil amazônico ( Amazonas, Roraima, Mato Grosso e sul do Pará ) e também no Brasil oriento-meridional, indo do Espírito Santo e Minas Gerais até Santa Catarina. A população brasileira (subespécie nominal) ocorre na Mata Atlântica do sudeste e sul. Há populações disjuntas na Bolívia, Peru, Equador, Colombia, Venezuela e noroeste da Amazônia brasileira. Aparentemente residente, embora haja movimentações altitudinais.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de néctar de flores. Pequenos insetos também são consumidos
  • Reprodução: Faz o ninho em forma de uma pequena taça rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. construída na ponta de galhos finos, de 2 a 5 metros de altura. Põe em média 2 ovos, a incubação leva de 13 a 14 dias e é feito pela fêmea. Os filhotes deixam o ninho com cerca de 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
topetinho-verde Foto – Claudio Lopes

Características:

Espécie pequena, mede entre 7,5 a 8,5 centímetros e pesa apenas 3 gramas! Os machos desta espécie são elegantes e apresentam longos tufos de penas verdes com as pontas brancas na garganta. Quando eriçados, mostram bela mancha verde iridescente atrás dos olhos. Dorso superior verde e uropígio bronze, garganta verde, peito com manchas brancas, abdome cinzento e infracaudais branca. Pálpebras azuis, bico negro. Os machos não apresentam topete na cor vermelha na cabeça. A fêmea não tem os espetaculares tufos de longas penas na bochecha

Possui três subespécies:

  • Lophornis chalybeus chalybeus (Vieillot, 1822) – ocorre no Sudeste do Brasil, nos estados de Minas Gerais, e do estado do Espírito Santo até o Norte de Santa Catarina;
  • Lophornis chalybeus verreauxii (Bourcier, 1853) – ocorre no Leste da Colômbia até o Leste do Equador, Leste do Peru, Noroeste do Brasil e na região Central da Bolívia;
  • Lophornis chalybeus klagesi (Berlepsch & Hartert, 1902) – ocorre no Sudeste da Venezuela.
topetinho-verde Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta florestas úmidas e bordas, mas também podem ser encontrados, em menor quantidade, em transição de cerrado, capoeiras, restingas, matas secundárias e bananais. É frequentemente encontrado em matas de baixada e da encosta atlântica do sudeste e sul. Mais comum em altitudes mais baixas, embora possa ser encontrado até 1000 metros.

topetinho-verde Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/topetinho-verde Acesso em 08 Setembro de 2016.

Chifre-de-ouro – (Heliactin bilophus)

O chifre-de-ouro Heliactin bilophus é uma ave (beija-flor) da família Trochilidae. Ocorrem no Brasil, Bolívia e Suriname.

chifre-de-ouro Foto Edgard Thomas
  • Nome popular: Chifre-de-Ouro
  • Nome inglês: Horned Sungem
  • Nome científico: Heliactin bilophus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Polytminae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Também ocorre na Bolívia. Existem duas populações disjuntas: uma no Suriname e outra no estado do Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de nectar e insetos gosta das flores do Cambará Lantana camara. Também se alimenta de pequenos insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cone invertido, preso em arbustos a pouca altura, geralmente põe 2 a 3 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
chifre-de-ouro Foto Edgard Thomas

Características:

Pesa cerca de 2g e mede em média 8 cm de comprimento. O macho possui topete bipartido, formando dois chifres com penas vermelhas, azuis e douradas, em ambos os lados de uma coroa com penas iridescentes azuis escuras. O dorso é bronze esverdeado, a garganta e a parte superior do peito são negras, enquanto a barriga e as laterais do pescoço são brancas. A cauda é longa e pontuda, e mostra um escuro V no branco da cauda quando a ave é vista por baixo em pleno voo. A fêmea é parecida, mas não tem a coroa padrão e a garganta negra.

chifre-de-ouro Foto Edgard Thomas

Comentários:

É uma ave típica das áreas abertas do cerrado e florestas de galeria. Costuma utilizar um poleiro, para descansar e cantar.

chifre-de-ouro Foto Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/chifre-de-ouro Acesso em 08 Setembro de 2010.

Beija-flor-de-bico-curvo – (Polytmus guainumbi)

O beija-flor-de-bico-curvo Polytmus guainumbi é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidade e Tobago e Venezuela.

Beija-flor-de-bico-curvo {field 21}
  • Nome popular: Beija-flor-de-bico-curvo
  • Nome inglês: White-tailed Goldenthroat
  • Nome científico: Polytmus guainumbi
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Guianas, norte do Brasil e Trinidad; leste da Bolívia ao leste do Paraguai, centro e sudeste do Brasil e nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores de plantas de jardim; arbustos pouco desenvolvidos, agrupamentos de Heliconia, leguminosas, malváceas e rubiáceas. Também come insetos capturados em voo, aranhas podem ser apanhadas nas superfícies da vegetação.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica decorado com líquens ou sementes, feito em forquilhas de ramos de pequenos arbustos, exposto, ficando de 50 cm a 1 m de altura, frequentemente sobre a água (del Hoyo et al. 1999). A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são chocados por ela, com um período de incubação de 14 a 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 20 a 22 dias
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-de-bico-curvo {field 21}

Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. Tem o bico longo e curvo, com a base da mandíbula vermelho-clara, a plumagem superior dourado a verde-bronze brilhantes, área cinza escuro nos olhos bordeada por cima e por baixo por uma longa listra branca; partes de baixo verde-dourado iridescente; cauda arredondada, longa, verde, com ponta branca. Fêmea semelhante ao macho, mas com listras amareladas na face; queixo esbranquiçado, resto das partes inferiores amareladas, com a garganta e o peito pintados de verde. Imaturo parecido com a fêmea, com as penas da cabeça bordeadas de amarelo pálido.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Polytmus guainumbi guainumbi (Pallas, 1764) – ocorre da Venezuela até as Guianas, no Norte do Brasil e na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Polytmus guainumbi thaumantias (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Bolívia até o Leste do Paraguai, no Centro e Leste do Brasil e no Norte da Argentina;
  • Polytmus guainumbi andinus (Simon, 1921) – ocorre no Leste da Colômbia, até o Sul das regiões de Meta e Vichada.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Beija-flor-de-bico-curvo {field 21}

Comentários:

Frequenta campos limpos, campos sujos, campos cerrados, campos rupestres, restinga, banhados e campinaranas da Amazônia. Geralmente solitário, forrageia perto do solo.

Beija-flor-de-bico-curvo {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Beija-flor-tesoura-verde – (Thalurania furcata)

O beija-flor-tesoura-verde Thalurania furcata é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como beija-flor-de-barriga-violeta e beija-flor-de-ventre-roxo.

Beija-flor-tesoura-verde {field 21}
  • Nome popular: Beija-flor-tesoura-verde
  • Nome inglês: Fork-tailed Woodnymph
  • Nome científico: Thalurania furcata
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat:Ocorre em quase todo o Brasil, da Amazônia ao Sudeste. Encontrado também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se do néctar das flores à pouca altura, buscando também insetos na vegetação ou capturando-os no ar.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça profunda, preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos, a cerca de 2 m de altura. Põe 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 18 a 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. O macho tem partes superiores esverdeadas, a garganta verde-metálica brilhante, peito e barriga azul-violeta-brilhante, a fronte pode ser verde brilhante, verde escura ou preta, as infracaudais podem variar do branco ao azul escuro conforme a espécie, a cauda furcada azul escura. A fêmea temas as partes inferiores cinza, pontas da cauda brancas.

Possui treze subespécies reconhecidas:

  • Thalurania furcata furcata (Gmelin, 1788) – ocorre no extremo Leste da Venezuela, Guianas e Norte do Brasil, ao norte do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata refulgens (Gould, 1853) – ocorre no Nordeste da Venezuela, na Península de Paría e na Serra de Cumaná;
  • Thalurania furcata fissilis (Berlepsch & Hartert, 1902) – ocorre no Leste da Venezuela, e na região adjacente no extremo Oeste da Guiana e Nordeste do Brasil;
  • Thalurania furcata orenocensis (Gould, 1853) – ocorre no alto rio Orinoco na Venezuela;
  • Thalurania furcata nigrofasciata (Gould, 1846) – ocorre do Sudoeste da Colômbia até o extremo Sul da Venezuela e Noroeste do Brasil;
  • Thalurania furcata viridipectus (Gould, 1848) – ocorre do Leste da Cordilheira dos Andes na Leste da Colômbia até o Nordeste do Peru;
  • Thalurania furcata jelskii (Taczanowski, 1874) – ocorre na região tropical Leste do Peru e na região adjacente no Brasil;
  • Thalurania furcata simoni (Hellmayr, 1906) – ocorre na Amazônia ao Sul do Rio Amazonas no extremo Leste do Peru e no Oeste do Brasil;
  • Thalurania furcata balzani (Simon, 1896) – ocorre na região Central da Amazônia (região de Manaus e entorno), e ao sul do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata furcatoides (Gould, 1861) – ocorre no baixo Rio Amazonas, na região Leste do Brasil ao Sul do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata boliviana (Boucard, 1894) – ocorre nos sopés da Cordilheira dos Andes no Sudeste do Peru e no Nordeste da Bolívia;
  • Thalurania furcata baeri (Hellmayr, 1907) – ocorre da região Central e Nordeste do Brasil até o Sudeste da Bolívia e no Norte da Argentina;
  • Thalurania furcata eriphile (Lesson, 1832) – ocorre do Sudeste do Brasil, Leste do Paraguai até o Nordeste da Argentina, na região de Misiones.
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Comentários:

Frequenta florestas altas, capoeiras e florestas de várzea, áreas abertas com árvores, chácaras, jardins e cidades. Vive solitário, defendendo seu território de maneira agressiva.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Beija-flor-azul-de-rabo-branco – (Florisuga mellivora)

O beija-flor-azul-de-rabo-branco Florisuga mellivora é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como beija-flor-branco.

Beija-flor-azul-de-rabo-branco {field 11}
  • Nome popular: Beija-flor-azul-de-rabo-branco
  • Nome inglês: White-necked Jacobin
  • Nome científico: Florisuga mellivora
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Florisuginae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia. Também é encontrado no Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica, Panamá e México.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, eventualmente também come pequenos insetos voadores, fazendo voos curtos a partir de seu poleiro e capturando sua presa no ar ou pairando em frente a um enxame e pegando um por um. Caça insetos na copa das árvores ou sobre rios.
  • Reprodução: Constrói o ninho no sub-bosque a uma altura de 1 a 3 metros do solo. Tem formato de tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa atapetada com fragmentos de folhas, liquens, musgos, colados com teias de aranhas. O ninho é posto sobre o dorso de uma folha larga e grossa horizontal, que é protegido por outra folha. A fêmea põe de 1 a 3, mas geralmente 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 16 a 19 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 12 cm de comprimento, o macho pesa em torno de 7,4g e a fêmea 6,5 g. Macho tem a cabeça, pescoço e peito azul cintilante metálico com uma grande mancha nucal branca, dorso verde brilhante, barriga e retrizes brancas com as pontas pretas, bico e pés pretos. A fêmea tem as partes superiores verdes-amarronzadas-metálicas, partes inferiores com a garganta e peito escuros, escamados de branco e barriga branca pintada de verde e cauda com retrizes verdes, margeadas de preto e branco. O macho imaturo tem uma faixa cor de canela ao lado da garganta.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Florisuga mellivora mellivora (Linnaeus, 1758) – ocorre da região tropical do Sul do México até o Norte da Bolívia e na Amazônia brasileira; ocorre também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Florisuga mellivora flabellifera (Gould, 1846) – ocorre na Ilha de Tobago no Caribe. Esta subespécie é maior que a subespécie mellivora.
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Comentários:

Frequenta florestas úmidas, matas secundárias e matas de transição, frequentemente nas copas e no subdossel, bordas de florestas, clareiras, embora possa ser encontrado em áreas de cultura como plantações de cacau e café, sendo mais comum do nível do mar até uma altitude de 900 metros. Encontrado geralmente solitário, embora ocasionalmente se reúnam em pequenos grupos em torno de árvores floridas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Stiles, F.G., G. M. Kirwan, and P. F. D. Boesman (2020). White-necked Jacobin (Florisuga mellivora), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA..

Referências

Rabo-branco-de-garganta-rajada – (Phaethornis eurynome)

O rabo-branco-de-garganta-rajada é uma ave da família Trochilidae. Conhecido como rabo-branco-da-mata. Ocorre no Paraguai, Argentina e no Brasil oriento-meridional ( do sul da Bahia e Espírito Santo ao Rio Grande do Sul ).

Rabo-branco-de-garganta-rajada Foto – Jarbas Mattos
  • Nome popular: Rabo-branco-de-garganta-rajada
  • Nome inglês: Scale-throated Hermit
  • Nome científico: Phaethornis eurynome
  • Família: Trochilidae
  • Subfamilia: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil oriento-meridional ( do sul da Bahia e Espírito Santo ao Rio Grande do Sul ) até o Paraguai e Argentina ( Misiones ).
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguidos através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Durante os meses de primavera e verão, visita com pontualidade Justicias em floração no sub-bosque das matas da encosta atlântica.
  • Reprodução: Constrói o ninho no núcleo da mata, usando qualquer vegetal como suporte. São montados não muito longe do solo e em geral próximos de recursos de água. O ninho tem forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de matéria e é frequentemente revestido com líquen vermelho (Spiloma roseum) que com o calor da incubação libera um pigmento colorido que tinge de rosa os ovos e o ventre da fêmea. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-de-garganta-rajada Foto – Jarbas Mattos
Características:

Made em média 16 cm de comprimento. Tem a cabeça preto-amarronzada ferrugínea; faixa superciliar e infraocular ocráceas delimitando uma faixa malar negra. Partes superiores verde-amarronzadas ferrugíneas; asas pretas; cauda com retrizes centrais bastante prolongadas e brancas, retrizes laterais pretas orladas de branco nas extremidades. Partes inferiores cinza-ferrugíneas claras com peito de tonalidade mais clara; garganta estriada de preto. Bico longo, curvilíneo de cor preta, com a mandíbula amarela.

Possui duas subespécies:

  • Phaethornis eurynome eurynome (Lesson, 1832) – ocorre no Leste do Brasil, do estado da Bahia até o estado do Rio Grande do Sul;
  • Phaethornis eurynome paraguayensis (M. Bertoni & W. Bertoni, 1901) ocorre no Leste do Paraguai e no Nordeste da Argentina na província de Misiones.
Rabo-branco-de-garganta-rajada Foto – Jarbas Mattos
Comentários:

Habita florestas úmidas do Brasil oriental, em particular nos estratos inferiores da Mata Atlântica e capoeiras ao redor. Parece que “trafega” por picadas e estradas abertas no interior das florestas densas onde vive, assustando observadores com sua aparição súbita, frequentemente desviando-se no último instante. Visto geralmente de forma isolada, é incomum ver mais de um indivíduo ao mesmo tempo. Enquanto paira no interior da floresta, tem o hábito de emitir solitários piados curtos a intervalos de um ou dois segundos.

Rabo-branco-de-garganta-rajada Foto – Jarbas Mattos
Referências & Bibliografia:

Beija-flor-dourado – (Hylocharis chrysura)

O beija-flor-dourado Hylocharis chrysura é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina.

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  • Nome popular: Beija-flor-dourado
  • Nome inglês: Gilded Hummingbird
  • Nome científico: Hylocharis chrysura
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil de Minas Gerais ao Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul. Encontrado também no Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes, insetos capturados no ar em pleno voo ou recolhidos da superfície da vegetação. Coleta pequenas aranhas de teias.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça feito com fibras de vegetais macios, e com a parede externa decorada com líquen e pedaços de folhas, que são firmemente fixadas com teia-de-aranhas. O ninho é posto em um galho horizontal fino ou em pequenas forquilhas, bastante exposto, a uma altura de 4-6 m em média do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, com um período de incubação de 14 a 15 dias. Os filhotes deixam o ninho em aproximadamente 20 a 28 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-dourado {field 11}

Características:

Mede em média entre 8 e 10 centímetros de comprimento e pesa entre 4 e 5 gramas. Tem o corpo verde com tons dourados e acobreados, que sob luz solar adequada emite lampejos dourados espetaculares de iridescência. A cauda verde dourada, às vezes com mais destaque para o dourado, intensamente cintilante. O mento é levemente alaranjado. Possui o bico vermelho brilhante com a porção distal na coloração negra; pequena mancha branca pós-ocular. Macho e fêmea são similares, mas a fêmea é geralmente mais opaca, com a parte inferior da barriga acinzentada. Juvenil semelhante à fêmea adulta.

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Comentários:

Frequenta florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e savanas áridas. Vive no interior e bordas das matas e cerradões, também acostumando-se a frequentar jardins e áreas arborizadas de cidades.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-de-gravata-verde – (Augastes scutatus)

O beija-flor-de-gravata-verde Augastes scutatus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil basicamente nas regiões da Serra do Espinhaço.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-gravata-verde
  • Nome inglês: Hyacinth Visorbearer
  • Nome científico: Augastes scutatus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre na Serra do Espinhaço, norte de Minas Gerais, desde Botumirim, Grão Mogol e Diamantina, até a Serra do Cipó, em Belo Horizonte, Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete. Também ocorre no extremo meridional do espinhaço baiano.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar das plantas, mas também come insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cestinho, preso em forquilhas de arbustos feito com musgos e forrado com paina e outros materiais. Põe em média 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 8 e 10 centímetros de comprimento e pesa entre 3 e 4 gramas. A fêmea mede entre 8 e 9,7 centímetros de comprimento e pesa entre 2,7 e 3,8 gramas. O beija-flor-de-gravata-verde apresenta dimorfismo sexual, o macho da espécie distingue-se da fêmea por apresentar a plumagem da fronte, queixo e garganta verde-azulada mais intensamente iridescente que lhe confere uma aparente “gravata”, e pela presença de uma estreita faixa preta ao redor dos olhos. O colar é branco ou rosa pálido e os lados do pescoço, peito e abdômen são azul violeta iridescentes, com variações individuais. A fronte, queixo e garganta das fêmeas apresentam frequentemente uma leve coloração dourada, enquanto que as penas da faixa que envolve os olhos são marrom escuro ao invés de preto e os lados do pescoço são azuis. O peito e o abdômen são predominantemente verdes com alguns espécimes apresentando algumas penas isoladas nesta região nas colorações marrom, cinza escuro e azul.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Augastes scutatus scutatus (Temminck, 1824) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Encontrado em altitudes elevadas na porção centro-meridional da Cadeia do Espinhaço no centro e leste do estado de Minas Gerais.
  • Augastes scutatus ilseae (Grantsau, 1967) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Encontrado em altitudes moderadas na região porção centro-meridional da Cadeia do Espinhaço no centro e leste do estado de Minas Gerais. Ilseae é um epônimo dedicado a esposa do prof. Rolf Grantsau.
  • Augastes scutatus soaresi (Ruschi, 1963) – Ocorre na região sudeste do Brasil. Na bacia do rio Piracicaba na região central do estado de Minas Gerais.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta regiões pedregosas e semi-áridas, dos cumes de serras e chapadas. É uma das duas únicas espécies de aves endêmicas do Cerrado Brasileiro que estão restritas aos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço. É classificada como espécie ‘quase ameaçada’ globalmente (BirdLife International 2000), por possuir área de ocorrência limitada que sofre influência do ser humano. O macho possui hábito territorialista, defendendo manchas de recursos florais, e empoleirando-se em arbustos para emitir vocalizações agonísticas contra intrusos.

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Referências & Bibliografia:

Estrelinha-ametista – (Calliphlox amethystina)

O estrelinha-ametista Calliphlox amethystina é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como besourinho-ametista. Ocorre no Brasil, Guianas e Venezuela ao Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Estrelinha-ametista
  • Nome inglês: Amethyst Woodstar
  • Nome científico: Calliphlox amethystina
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, sendo mais comum nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, e raro na Amazônia. Encontrado também das Guianas e Venezuela ao Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores mas também come pequenos insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho pequeno, em formato de xícara, preso em grandes galhos de árvores isoladas na borda da floresta, a cerca de 15 metros de altura. Põe em média 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 centímetros de comprimentoo macho e a fêmea 7 centímetros. O macho tem garganta e lados do pescoço vermelho-ametista-brilhante, barriga branca e cauda bifurcada e a fêmea possui garganta e barriga brancas, cauda curta e não bifurcada.

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Comentários:

Frequenta bordas de florestas altas, clareiras, caatingas, cerrados, jardins e campos com árvores. Vive geralmente solitário, desde o estrato arbustivo mais baixo até a copa das árvores. Voa como um besouro, batendo as asas até 80 vezes por segundo. Executa muito bem voos ascendentes e para trás.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/estrelinha-ametista Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrelinha Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Beija-flor-de-veste-preta – (Anthracothorax nigricollis)

O beija-flor-de-veste-preta Anthracothorax nigricollis é uma ave da família Trochilidae. Ocorre do Panamá até a Argentina em quase toda a América do Sul.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-veste-preta
  • Nome inglês: Black-throated Mango
  • Nome científico: Anthracothorax nigricollis
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil. E também no Panamá, e na maior parte da América do Sul até a Argentina e Bolívia (com exceção do Equador).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar. Mas também come pequenos insetos, os quais captura pairando em áreas abertas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa atapetada com fragmentos de folhas, liquens, musgos, etc., colados firmemente com teias de aranhas. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos. As vezes o ninho é construído à pouca altura d’água, em galhos debruçados sobre rios. O período de incubação é de 14 dias e a permanência no ninho de 20 dias. A época de reprodução é de novembro a fevereiro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem o peito, a barriga e a garganta negro-azulados, enquanto o resto a plumagem é verde garrafa forte. A cauda é toda vinho escuro, finamente bordejada de negro. Às vezes, pode ser vista entreaberta e a luz, atravessando-a, deixa perceber esse tom avermelhado. Bico muito longo e fino, com a ponta levemente curva para baixo, em uma silhueta característica. Já a fêmea divide a forma do bico e a cor da cauda com o macho. Fora isso, destaca-se a longa listra negra, começando na base do bico e terminando na barriga, ladeada por faixas brancas largas. O resto da plumagem é verde claro.

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Comentários:

Frequenta a bordas da mata e cerradão, ocupando a parte alta das copas; e paisagens abertas repletas de arbustos e matas de aspecto de parque. Ocupa todos os ambientes florestais e pode ser visto em jardins. Gosta de ficar nas folhas dos ingazeiros da beira dos rios e corixos e visita paineiras, ipês e eucaliptos. Em alguns locais da região do cerrado, desaparece no início das secas, podendo ter algum movimento migratório ainda desconhecido.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-vermelho – (Chrysolampis mosquitus)

O beija-flor-vermelho Chrysolampis mosquitus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil na Amazônia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, em direção sul até o Paraná. Encontrado também do Leste do Panamá até a Colômbia, Venezuela, e na Bolívia.

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  • Nome popular: Beija-flor-vermelho
  • Nome inglês: Ruby-topaz Hummingbird
  • Nome científico: Chrysolampis mosquitus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre no Brasil na Amazônia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, em direção sul até o Paraná. Encontrado também do Leste do Panamá até a Colômbia, Venezuela, e na Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de carboidratos, conseguidos através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes, como aranhas e pequenos insetos. Defende seu território de maneira agressiva.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de xícara, feito de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos entre 1 e 5 metros do solo. A Fêmea põe geralmente 2 avos alongados e brancos, com um período de incubação de 16 a 18 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 centímetros de comprimento. Tem a cabeça e nuca vermelhas, garganta e peito amarelo-alaranjados metálicos e cauda ferrugínea, a espécie é o beija-flor que possui a maior extensão de penas iridescentes, ou seja, que refletem as cores dependendo da incidência de luz. As fêmeas apresentam partes superiores esverdeadas, partes inferiores cinza e cauda castanho-escuro.

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Comentários:

Frequenta florestas ralas, campos com árvores, bordas de florestas de galeria, cerrados e caatingas. Vive normalmente solitário, visitando flores a várias alturas. Migra em algumas épocas do ano. É uma das espécies mais famosas pelo seu colorido vistoso.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/beija-flor-vermelho Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chrysolampis_mosquitus Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Rabo-branco-mirim – (Phaethornis idaliae)

O rabo-branco-mirim Phaethornis idaliae é uma ave da família Trochilidae. Ocorre da Bahia ao Rio de Janeiro. Espécie endêmica da Mata Atlântica.

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  • Nome popular: Rabo-branco-mirim
  • Nome inglês: Minute Hermit
  • Nome científico: Phaethornis idaliae
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, do sul da Bahia ao Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores. Eventualmente também come pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos alongados. Constrói seu ninho a 1,5 metro do solo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. Tem as partes superiores verde-amarronzadas; cabeça escura com face apresentando uma faixa superciliar e outra infraocular pardacentas, delimitando uma faixa malar escura; macho com garganta acastanhada e peito ocráceo e fêmea com garganta e peito ocre-avermelhados; abdome pardo-acinzentado; asas pretas; cauda preta com ponta branca e retrizes centrais prolongadas com extensa ponta branca. O imaturo tem cauda curta e plumagem bem escura, garganta e peito quase negros e mandíbula amarelo-limão.

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Comentários:

Frequenta florestas úmidas das baixadas litorâneas, matas de tabuleiro e na hiléia baiana. É localmente comum ao nível do mar.

Rabo-branco-mirim {field 12}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-branco-mirim Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Besourinho Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Rabo-branco-pequeno – (Phaethornis squalidus)

O rabo-branco-pequeno Phaethornis squalidus é uma ave da família Trochilidae Ocorre no sul e sudeste do Brasil, sendo espécie endêmica.

Rabo-branco-pequeno {field 20}
  • Nome popular: Rabo-branco-pequeno
  • Nome inglês: Dusky-throated Hermit
  • Nome científico: Phaethornis squalidus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre em Minas Gerais e Espírito Santo até Santa Catarina.

    Espécie endêmica do su e sudeste do Brasil.

  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Captura insetos em voos curtos e visita flores do estrato baixo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos alongados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-branco-pequeno {field 20}

Características:

Mede em média 11 centímetros de comprimento, com sua massa corporal variando entre 2.5 aos 3.5 gramas de peso. É um beija-flor de tamanho mediano. Sua plumagem exibe-se majoritariamente pardacenta, com as escápulas sendo esverdeadas suas partes de baixo sendo mais ocráceas. Possui uma grande mancha negra no rosto, que se assemelha visualmente à uma máscara, com uma listra supraciliar e uma listra malar esbranquiçadas, com a garganta sendo escurecida. Os sexos são normalmente idênticos visualmente, evidenciando um pouco dimorfismo sexual, embora, em alguns casos, as fêmeas podem apresentar partes inferiores brancas e um bico mais pronunciadamente curvilíneo.

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Comentários:

Frequenta matas úmidas da Serra do Mar até 1200m de altitude, no Sudeste e Sul do Brasil.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-branco-pequeno Acesso em 28 Março de 2009.

Beija-flor-rajado – (Ramphodon naevius)

O beija-flor-rajado Ramphodon naevius é uma ave da família Trochilidae. Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

Beija-flor-rajado {field 20}
  • Nome popular: Beija-flor-rajado
  • Nome inglês: Saw-billed Hermit
  • Nome científico: Ramphodon naevius
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

    Espécie endêmica do Brasil.

  • Alimentação: Alimentam-se basicamente do néctar das flores mas também comem artrópodes (insetos como mosquitos e borrachudos, aranhas), que constituem a fonte de proteínas da dieta dos jovens.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato alongado, terminando num apêndice caudal que dá o equilíbrio. Confeccionado com finas raízes e fibras, resultando um trançado reticulado através do qual se vêem os ovos. Nas paredes externas são afixados alguns líquens e detritos vegetais. O ninho é suspenso em uma folha de palmeira, Heliconia e outros arbustos. A fêmea põe em média 2 ovos alongados e brancos, cabendo a ela depois do nascimento dos filhotes, alimentar a prole.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
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Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 5,3 e 9 gramas (Hinkelmann, 2013), sendo o maior beija-flor da Mata Atlântica e um dos maiores do mundo. Tem as partes superiores marrom esverdeadas; cabeça escura; garganta e pescoço laranja com uma listra escura no meio; face laranja, com larga faixa transocular preta e estreita faixa superciliar pardacenta, sendo mais clara no macho; partes inferiores pardacentas, amplamente estriadas de negro, principalmente o peito. Asas pretas; cauda larga, não prolongada com as retrizes centrais pretas e as laterais pardo-claras. Bico forte de base larga, reto e terminando num gancho no macho e suavemente curvo na fêmea, o que pode ser explicado por diferença de hábitos alimentares; mandíbula amarela e maxila preta. A fêmea e os imaturos tem uma mácula menor na garganta.

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Comentários:

Frequenta o interior sombreado de matas de encosta em altitudes de 500 metros. Pode ser observado em jardins, desde que estes sejam próximos à vegetação nativa. Gosta de flores miúdas de bromélias. Como todos os beija-flores, são extremamente sensíveis a cores e atraídos por flores e objetos coloridos (geralmente rosa, vermelho, amarelo, etc), pode visitar mais de 200 flores por dia. Acompanha bandos mistos de aves e não é territorialista. Balança a cauda.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/beija-flor-rajado Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-flor-rajado Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Beija-flor-brilho-de-fogo – (Topaza pella)

O beija-flor-brilho-de-fogo Topaza pella é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como topázio-vermelho. É o maior dos beija-flores do Brasil.

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  • Nome popular: Beija-flor-brilho-de-fogo
  • Nome inglês: Crimson Topaz
  • Nome científico: Topaza pella
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Florisuginae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, nas Guianas e nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Maranhão, Pará e Mato Grosso.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes, que são capturados em pleno voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos, geralmente debruçados sobre os igarapés. A Fêmea põe geralmente 2 avos alongados e brancos. Os filhotes ficam com os pais por aproximadamente 25 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Macho mede em média 20 centímetros de comprimento, com mais da metade do comprimento correspondente à cauda. O capuz é negro; garganta dourada ou verde metálica; barriga vermelha metálica contrastando com os calções níveos e os pés rosados; partes superiores de coloração carmesim. Segundo Hilty (2003) ambos os sexos desta espécie apresentam coloração castanha nas penas coberteiras sob as asas e penas retrizes externas de coloração castanhas. O macho apresenta duas retrizes internas alongadas que se cruzam medialmente. Fêmea mede 12 centímetros de comprimento e não apresenta as retrizes prolongadas do macho. Sua coloração geral é verde com garganta vermelha metálica; parte inferior das asas e retrizes externas extensamente ferrugíneas como no macho da espécie. Tem o bico preto e curvo.

Possui três subespécies:

  • Topaza pella pella (Linnaeus, 1758) – ocorre do leste Venezuela e Guianas até o norte e oeste da Amazônia brasileira nos estados de Roraima, noroeste do Pará, Amazonas e Rondônia.
  • Topaza pella microrhyncha (A. L. Butler, 1926) – ocorre no nordeste da Amazônia brasileira, na margem sul do baixo rio Amazonas no estado do Pará, na Ilha de Marajó até o leste do Rio Tocantins.
  • Topaza pella smaragdulus (Bosc, 1792) – ocorre na Guiana Francesa, no norte do Brasil, nos estados do Amapá, região central do estado do Pará do rio Tapajós até o rio Xingu.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, capões de florestas altas e capoeiras. Geralmente é uma espécie rara, mas pode ser localmente comum, como no Estado do Pará, próximo ao Rio Trombetas. Vive à pouca altura, disputando com outros indivíduos as flores de sua preferência. É briguento, vocalizando ativamente e expulsando quem quer que se aproxime de seu território. Toma banho em riachos e nos igarapés, chegando a mergulhar e nadar sob a água em curtos trajetos, saindo a seguir e sacudindo plumagem em pleno voo.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-de-topete-verde – (Stephanoxis lalandi)

O beija-flor-de-topete-verde Stephanoxis lalandi é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Sudeste do Brasil. Sendo espécie endêmica.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-topete-verde
  • Nome inglês: Green-crowned Plovercrest
  • Nome científico: Stephanoxis lalandi
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Mata Atlântica do Sudeste do Brasil, desde o sudoeste do Espírito Santo até as altas elevações das montanhas costeiras do norte de São Paulo, bem como nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    ESPÉCIE ENDÊMICA

  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar e pequenos insetos. Apreciam as flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 cm de comprimento. O macho adulto apresenta a coroa na coloração verde, larga faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre, face cinza e manto com tons dourados. As retrizes externas apresentam as pontas brancas. As fêmeas tem a garganta, peito e ventre acinzentados, coroa e manto verdes. As duas retrizes centrais da fêmea desta subespécie são totalmente verdes. As retrizes externas apresentam três cores distintas: verde, preto e branco nas extremidades

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Comentários:

Frequenta a vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura. Habita campos de altitude com clima frio, atingindo as altitudes máximas da área onde está presente. como no Parque Nacional do Itatiaia e Serra do Caparaó

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/beija-flor-de-topete-verde Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Stephanoxis_lalandi Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Beija-flor-de-banda-branca – (Chrysuronia versicolor)

O beija-flor-de-banda-branca Chrysuronia versicolor é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-banda-branca
  • Nome inglês: Versicolored Emerald
  • Nome científico: Chrysuronia versicolor
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção de áreas do Nordeste e da Amazônia. Encontrado também em outros países da América do Sul como Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar e pequenos insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça, com musgos e líquens, preso em forquilhas de arbustos ou até mesmo bromélias. Tem em média 2 filhotes por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 cm de comprimento. A cauda é cinza, com uma faixa sub-terminal escura e ponta clara. O tom esverdeado da plumagem é mais nítido, com a garganta verde brilhante e de tons iridescentes azulados. Barriga e peito sem brancos. O crisso é branco manchado de verde. O bico é relativamente menor e mais escuro. Essa espécie reúne várias subespécies, cujas plumagens variam pela maior ou menor extensão do verde-brilhante da fronte ou pela presença ou ausência de branco na garganta e no centro da barriga. Devido à grande variação de colorido entre individuos, o padrão da cauda é a forma mais segura para a identificação desta espécie.

Possui cinco subespécies:

  • Amazilia versicolor versicolor” (Vieillot, 1818) – ocorre no Sudeste do Brasil;
  • Amazilia versicolor kubtchecki” (Ruschi, 1959) – ocorre do Nordeste da Bolívia até o Leste do Paraguai, no Sudoeste do Brasil e no extremo Nordeste da Argentina;
  • Amazilia versicolor millerii” (Bourcier, 1847) – ocorre da região tropical do Leste da Colômbia até o Sul da Venezuela, Leste do Peru e Norte do Brasil;
  • Amazilia versicolor nitidifrons” (Gould, 1860) – ocorre no Nordeste do Brasil;
  • Amazilia versicolor hollandi” (Todd, 1913) – ocorre na região tropical do Sudeste da Venezuela e nas regiões adjacentes do Oeste da Guiana.
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Comentários:

Frequenta florestas secas tropicais ou subtropicais , florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude, matagal árido tropical ou subtropical e florestas secundárias altamente degradadas.

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Referências & Bibliografia:

Beija-flor-preto – (Florisuga fusca)

O beija-flor-preto é uma ave da família Trochilidae. Ocorre em boa parte do território brasileiro, dos estados da Paraíba até ao Rio Grande do Sul.

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  • Nome popular: Beija-flor-preto
  • Nome inglês: Black Jacobin
  • Nome científico: Florisuga fusca
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Florisuginae
  • Habitat: Ocorre em boa parte do território brasileiro, dos estados da Paraíba até ao Rio Grande do Sul, principalmente próximo ao litoral, é visto com mais freqüência em algumas regiões dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo principalmente no verão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de açúcar, porém eventualmente também come alguns insetos e pequenos invertebrados, principalmente aracnídeos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho com formato de uma pequena tigela utiliza teias de aranha e sementes com paina, fixado com fios na vegetação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Esta espécie de beija-flor possui em média 12,6 centímetros. O colorido contrastante vistoso das retrizes é exibido quando o pássaro expande a cauda em um leque branco cortado em duas metades pelas centrais negras ou quando abre e fecha rápido as caudais. O branco da cauda continua até os flancos e forma uma faixa sobre o crisso. Os indivíduos jovens são negros quase que totalmente manchados de pardo. Apresentam uma faixa maxilar castanha, cauda canela ou negra, sendo brancas somente as retrizes laterais. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

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Comentários:

Encontrado à beira da mata, capoeira, jardins, bananais, freqüentemente em copas de árvores altas. Parece manter-se mais parado no ar do que os outros beija-flores, sempre exibindo suas cores contrastantes.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.

Referências

Rabo-branco-rubro – (Phaethornis ruber)

O rabo-branco-rubro Phaethornis ruber é uma ave da família Trochilidae. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Conhecido também como besourinho-da-mata.

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  • Nome popular: Rabo-branco-rubro
  • Nome inglês: Reddish Hermit
  • Nome científico: Phaethornis ruber
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre nas Guianas e Venezuela à Bolívia e no Brasil até São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, eventualmente come também pequenos artrópodes. Em certos lugares, tornam-se numerosos em aglomerados de helicônias em floração.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. É suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados a uma distância de 1 a 3 metros do solo. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos brancos e alongados, com um período de incubação de 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 18 a 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 cm, e pesa de 1,8 a 2,2 gramas. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Tem a cabeça verde amarronzada; faixa superciliar e infraocular ferrugíneas claras delimitando uma faixa malar preta; dorso verde ferrugíneo; uropígio e partes inferiores ferrugíneas vivas. Asas pretas; cauda preta com as pontas ferrugíneas; retrizes centrais pouco prolongadas e com as pontas ferrugíneas claras. Mandíbula amarela. Machos adultos podem ser diferenciados de fêmeas (e de jovens) pela cauda mais curta e quase sem as marginações latero-apicais ferrugem.

Possui quatro subespécies:

  • Phaethornis ruber ruber (Linnaeus, 1758) – ocorre do Suriname até a Guiana, do Leste do Brasil até o Sudeste do Peru e Norte da Bolívia;
  • Phaethornis ruber episcopus (Gould, 1857) – ocorre nas regiões Central e Leste da Venezuela, na Guiana e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Phaethornis ruber nigricinctus (Lawrence, 1858) – ocorre no extremo Leste da Colômbia até o Sudoeste da Venezuela e no Norte do Peru;
  • Phaethornis ruber longipennis (Berlepsch & Stolzmann, 1902) – ocorre no Sul do Peru.
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Comentários:

Frequenta estrato inferior das florestas úmidas e em áreas semi-abertas adjacentes, capoeiras, jardins e quintais, passando facilmente despercebido. Voa a baixa altura com um zumbido agudo semelhante ao de uma grande abelha. Não se trata de uma espécie associada às Taquaras, porém essa espécie pode ser observada em locais onde predominam as Taquaras do gênero Guadua, seja na borda da mata ou eu seu interior. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Chlorostilbon mellisugus e Amazilia lactea, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-branco-rubro Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabo-branco-rubro Acesso em 13 de Agosto de 2008.