Asa-de-sabre-da-mata-seca – (Campylopterus calcirupicola)

O asa-de-sabre-da-mata-seca Campylopterus calcirupicola é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Tocantins.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser
  • Nome popular: Asa-de-sabre-da-mata-seca
  • Nome inglês: Outcrop Sabrewing
  • Nome científico: Campylopterus calcirupicola
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre as matas secas do rio São Francisco e do vão do rio Paraná, ocorrendo no norte de Minas Gerais, oeste da Bahia, extremo nordeste de Goiás e extremo sudeste de Tocantins. ESPÉCIE ENDÊMICA
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do nectar das flores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de taça, feito com musgos liquens, e forrado de materiais macios. Põe 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser

Características:

Tem as partes inferiores acinzentadas, as partes superiores verdes, a cauda também verde com a ponta das retrizes branca.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Daniel Esser

Comentários:

Frequenta as matas secas situadas em afloramentos rochosos de calcário e solos calcários, em elevações de 460 até 880 metros.

Asa-de-sabre-da-mata-seca Foto – Guilherme Serpa

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

Referências

Asa-de-sabre-de-cauda-escura – (Campylopterus obscurus)

O asa-de-sabre-de-cauda-escura Campylopterus obscurus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Equador, Peru, Bolívia.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Guilherme Serpa
  • Nome popular: Asa-de-sabre-de-cauda-escura
  • Nome inglês: Dusky Sabrewing
  • Nome científico: Campylopterus obscurus
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na Amazônia ao sul do rio Amazonas, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso, Pará, Maranhão e no Tocantins. Encontrado também no Equador, Peru, Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores. Mas também come pequenos artrópodes. Paira no ar capturando insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tijelinha, feito com musgos, liquens presos com teias de aranha, e forrado com materiais macios. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Guilherme Serpa

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Distingue-se pela asa angulada na altura da mão devido à raque muito alargada das primárias externas, dando um aspecto de sabre. Cabeça e partes superiores verde brilhante, inclusive as retrizes centrais; pequena mancha branca pós ocular; partes inferiores cinza escuras uniforme; cauda com os dois pares laterais azul aço escuro, com pontas cinzas, estas com 7mm de comprimento no par mais externo, 6mm no segundo par, e apenas uma ponta no terceiro par, sendo o quarto par quase todo verde. Bico preto ligeiramente curvado; pés pretos. Fêmea semelhante ao macho, mas sem as raques das primárias alargadas.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Celi Aurora

Comentários:

Frequentam matas de várzea, de transição, de terra firme e de galeria. Vive solitário ou aos pares sugando o néctar das flores ou vasculhando teias de aranha para roubar os insetos capturados pela teia. Tem voo pesado e frequentam o estrato médio e inferior das florestas. Tem o hábito de pousar em ramos abertos e visíveis. Os machos podem se reunir em grupos de 2 a 4 para cantar.

Asa-de-sabre-de-cauda-escura Foto – Carlos Grupilo

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • Lopes, L.E.; De Vasconcelos, M.F.; Gonzaga, L.P. (2017). «A cryptic new species of hummingbird of the Campylopterus largipennis complex (Aves: Trochilidae)». Zootaxa. 4268: 1–33. doi:10.11646/zootaxa.4268.1.1 
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Beija-flor-de-peito-azul – (Chionomesa lactea)

O Beija-flor-de-peito-azul Chionomesa lactea é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Venezuela, Bolívia, Peru e Brasil.

beija-flor-de-peito-azul Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Beija-flor-de-peito-azul
  • Nome inglês: Sapphire-spangled Emerald
  • Nome científico: Chionomesa lactea
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Bolívia, Peru, e no Sudoeste da Amazônia brasileira (Acre e sul do Amazonas) e na região central e sul do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar, e também come pequenos insetos voadores. É considerado um grande agente polinizador de plantas. Uma das grandes beneficiadas é a bromélia ornamental.
  • Reprodução: Faz o ninho a pouca altura, sobre um galho horizontal mas este, como o de muitos outros beija-flores, é camuflado com líquens na parte externa e por isto é necessária muita atenção para observá-lo. Seu ninho abriga um ou dois ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
beija-flor-de-peito-azul Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede entre 8 e 11 centímetros e pesa entre 3 e 6 gramas.Tem as costas e a nuca verde brilhante, a cauda e parte das asas são azul escuro, a garganta e parte do peito são de um tom azul muito vivo. a barriga é branca e dela sobe uma linha que divide o peito, que é ocráceo.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Amazilia lactea lactea (Lesson, 1832) – ocorre na região central e sul do Brasil, do estado da Bahia até o estado do Paraná;
  • Amazilia lactea bartletti (Gould, 1866) – ocorre do leste do Peru até o norte da Bolívia e região adjacente do extremo oeste do Brasil;
  • Amazilia lactea zimmeri (Gilliard, 1941) – ocorre nos Tepuis do sudeste da Venezuela, na região do Monte Auyan-tepui.
beija-flor-de-peito-azul Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Gosta muito das áreas urbanas, frequentando assiduamente o Malvavisco Malvaviscus arboreus a Marianinha – Streptosolen jamesonii outras plantas atrativas, também costuma frequentar os bebedouros.

beija-flor-de-peito-azul Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-peito-azul Acesso em 08 Setembro de 2010.

Beija-flor-de-garganta-verde – (Chionomesa fimbriata)

O Beija-flor-de-garganta-verde Chionomesa fimbriata é uma ave da família Trochilidae. Ocorre desde a América Central até ao Sul do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-de-garganta-verde
  • Nome inglês: Glittering-throated Emerald
  • Nome científico: Chionomesa fimbriata
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Venezuela e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar das flores. Para isso, precisa ficar parado em pleno voo, esta prática o faz gastar muita energia e o obriga a se alimentar cerca de 15 vezes por hora.
  • Reprodução: É a fêmeas quem monta o ninho, choca os ovos e cuida dos filhotes. São dois ovos por ninhada e os filhotes tornam-se independentes depois de quatro semanas (em média).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Características:

Tem um verde claro dominante, com tons brilhantes sob luz adequada. Olhos escuros e, atrás do olho, destaca-se um ponto branco, mesmo tom da barriga e do desenho afunilado do peito, terminando na garganta de aspecto escamado, delimitado pelo verde dominante do pescoço e peito. Asas escuras e cauda arredondada com as penas centrais na cor verde-bronzeada, as demais penas da cauda são progressivamente escuras. Bico longo e reto, com a maxila escura e a mandíbula na cor rosada com a ponta escura. Os adultos possuem pernas e pés escuros. O centro do peito, abdome inferior e crisso são brancos, enquanto que os flancos são da cor verde com brilho bronzeado. Macho e fêmea são muito semelhantes. As fêmeas adultas têm barras brancas na garganta. A plumagem da fêmea é ligeiramente mais opaca que a do macho.

Tem sete subespécies reconhecidas com pequenas variações na plumagem:

  • Amazilia fimbriata fimbriata (J.F. Gmelin, 1788) – Ocorre no nordeste da Venezuela da bacia do Orinoco para as Guianas e norte do Brasil, norte da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata elegantissima (Todd, 1942) – Ocorre no extremo nordeste da Colômbia e norte e noroeste da Venezuela.
  • .Amazilia fimbriata apicalis (Gould, 1861) – Ocorre na Colômbia ao leste dos Andes.
  • Amazilia fimbriata fluviatilis (Gould, 1861) – Ocorre no sudeste da Colômbia e leste do Equador.
  • Amazilia fimbriata laeta (Hartert, 1900) – Ocorre no nordeste do Peru.
  • Amazilia fimbriata nigricauda (Elliot, 1878) – Ocorre no leste da Bolívia e Brasil central e sul da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata tephrocephala (Vieillot, 1818) – Ocorre na costa sudeste do Brasil do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Esta subespécie é ligeiramente maior que as outras subespécies.
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Ocorre em ambientes abertos e bordas de matas. Visita as flores de arbustos, trepadeiras e árvores isoladas ou na borda da mata. Adapta-se a ambientes urbanos e é um dos maiores frequentadores de garrafinhas de água com açúcar ou flores nas grandes cidades do centro do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-garganta-verde Acesso em 08 Setembro de 2010.

Beija-flor-roxo – (Chlorestes cyanus)

O beija-flor-roxo Chlorestes cyanus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre nas Guianas, Venezuela, Bolívia e no Brasil.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-roxo
  • Nome inglês: White-chinned Sapphire
  • Nome científico: Chlorestes cyanus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, com exceção da Região Sul. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também come pequenos insetos e larvas.
  • Reprodução: Constrói o ninho sobre um colmo de capim, numa raiz fina, ou até num arame pendente. Geralmente são postos 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa em torno de 3,5 gramas. O macho é verde-escuro com a cabeça, garganta e peito de coloração azul-arroxeada. O mento é esbranquiçado. A fêmea tem as partes superiores verdes e as inferiores branco-acinzentadas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Hylocharis cyanus cyanus; (Vieillot, 1818) – ocorre na região costeira do leste do Brasil; dos estados de Pernambuco até o estado do Rio de Janeiro;
  • Hylocharis cyanus viridiventris; (Berlepsch, 1880) – ocorre da Colômbia até as Guianas, no sul da Venezuela e no norte do Brasil;
  • Hylocharis cyanus griseiventris; (Grantsau, 1988) – ocorre na região costeira do sudeste do Brasil; do estado de São Paulo até o nordeste da Argentina na região de Buenos Aires.
  • Hylocharis cyanus rostrata; (Boucard, 1895) – ocorre do leste do Peru até o nordeste da Bolívia e no oeste do Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.
  • Hylocharis cyanus conversa; (Zimmer, 1950) – ocorre do leste da Bolívia até o norte do Paraguai e no Brasil no estado de Mato Grosso do Sul.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta campos com árvores, capoeiras, bordas de florestas altas e clareiras com árvores. Reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-roxo Acesso em 05 maio 2010.

Beija-flor-de-papo-branco – (Leucochloris albicollis)

O beija-flor-de-papo-branco Leucochloris albicollis, é uma ave da família Trochilidae. Ocorre de Minas Gerais e Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Paraguai e Argentina.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Beija-flor-de-papo-branco
  • Nome inglês: White-throated Hummingbird
  • Nome científico: Leucochloris albicollis
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Esta espécie que habita grandes altitudes, como Serra Catarinense, Serra Gaúcha, Campos do Jordão e Serra do Mar. É uma espécie migratória, que parece descer a Serra do Mar com a chegada do frio, subindo de novo para o planalto na primavera. No entanto, essas migrações altitudinais não foram bem estudadas até o momento (Martha Argel, 2001)
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar de flores, por exemplo de bananeira, brinco-de-princesa, esponjinha, eucalipto, flor-de-são-joão, limoeiro, laranjeira, Mulungu e paineira. Come também insetos, que captura em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de tigelinha utilizando paina e revestido por fora com musgos e líquens, em cima de um ramo horizontal ou uma forquilha. Põe dois ovos brancos, que são incubados apenas pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Características:

Mede cerca de 10 cm, tem o papo-branco, é um beija-flor robusto, fácil de identificar por ter garganta e o peito brancos, separados por uma faixa verde.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Comentários:

É comum em capoeiras, pomares, borda de matas e jardins.

beija-flor-de-papo-branco Foto – Afonso de Bragança
Referências & Bibliografia:

Besourinho-de-bico-vermelho – (Chlorostilbon lucidus)

O besourinho-de-bico-vermelho é uma ave da família Trochilidae. Também conhecido como beija-flor-besourinho-de-bico-vermelho, beija-flor-de-bico-vermelho, esmeralda-de-bico-vermelho.

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Besourinho-de-bico-vermelho
  • Nome inglês:  Glittering-bellied Emerald
  • Nome científico: Chlorostilbon lucidus
  • Família: Trochilidae
  • subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Pode ser encontrado no Nordeste e, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se quase que exclusivamente em voo e é adaptado para sugar o néctar das flores. Também come insetos e aranhas.
  • Reprodução: Constrói o ninho nas raízes pendentes dos barrancos das estradas; nos ramos de pequenos arbustos; nos pés de café ou rente a uma folha. A parte externa das paredes do ninho são ornamentadas com líquens, fragmentos de folhas e ramos, que às vezes se prolongam pela parte inferior do ninho, tornando-o camuflado com o ambiente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança

Características:

Mede entre 7,5 e 10,5 centímetros de comprimento e pesa entre 3 e 4,5 gramas.Tem o bico vermelho com a ponta negra. Sua plumagem verde-brilhante abrange as partes dorsal e ventral, apresentando um brilho dourado mais intenso na fronte e mais azulado na garganta. As penas da cauda são de coloração azul metálico iridescente e visivelmente bifurcada. A fêmea distingue-se por uma linha curva branca atrás dos olhos e pela ponta da cauda esbranquiçada. Sua mandíbula apresenta coloração mais discreta que a mandíbula do macho da espécie. A plumagem dos jovens da espécie são similares a plumagem da fêmea. Possui vocalizações distintas para expressar ataque, arma etc., frequentemente entonadas em voo.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Chlorostilbon lucidus lucidus (Shaw, 1812) – ocorre no leste da Bolívia até o Paraguai, na região oeste e central do Brasil;
  • Chlorostilbon lucidus berlepschi (Pinto, 1938) – ocorre no sul do Brasil do Rio Grande do Sul até o Uruguai e no nordeste da Argentina;
  • Chlorostilbon lucidus pucherani (Bourcier & Mulsant, 1848) – ocorre no leste do Brasil do estado do Maranhão e Ceará até o estado do Paraná;
  • Chlorostilbon lucidus igneus (Gould, 1861) – ocorre no noroeste da Argentina na região de Jujuy e no Chaco até a região de Mendoza e San Luis.

(Clements checklist, 2014); ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança
Comentários:

Vive em jardins e quintais floridos, capoeiras ralas, áreas abertas e matas de candeias floridas. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Tem necessidade de limpar-se constantemente devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente em galhos finos para dormir.

Besourinho-de-bico-vermelhoFoto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

Bico-reto-azul – (Heliomaster furcifer)

O Bico-reto-azul é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo
  • Nome popular: Bico-reto-azul
  • Nome inglês: Blue-tufted Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster furcifer
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Equador e em boa parte do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de néctar e alguns insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho com musgos e liquens, preso em pequenos galhos a poucos metros do solo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimentos e pesa entre 5 e 6,5 gramas. Possui um bico um pouco maior do que os outros beija-flores. Machos apresentam garganta rosa, com a parte inferior (do peito até infra-caudas) azul-escuro bem iluminado e brilhante e parte superior verde. Apresenta 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquire uma plumagem de descanso. O macho adulto perde sua plumagem exuberante iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie. As fêmeas possuem parte superior verde e a sua parte inferior é cinza.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Comentários:

Os seus habitats naturais são: florestas secas tropicais ou subtropicais, florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, e savanas áridas.

Bico-reto-azul Foto – Espedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-reto-azul Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-reto-azul Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Beija-flor-de-topete-azul – (Stephanoxis loddigesii)

O beija-flor-de-topete-azul Stephanoxis loddigesii é uma ave da família Trochilidae. Ocorre no Brasil, Argentina e Paraguai.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo
  • Nome popular: Beija-flor-de-topete-azul
  • Nome inglês: Violet-crowned Plovercrest
  • Nome científico: Stephanoxis loddigesii
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre no sul do Brasil, da Serra de Paranapiacaba, no sudoeste de São Paulo para o sul através do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como em florestas adjacentes do leste da Argentina e Paraguai, onde é comumente encontrado abaixo de 500 metros de altitude
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar e pequenos insetos. Gosta das flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Características:

Mede em média 8 cm de comprimento. O macho tem a coroa na coloração azul, faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre mais estreita que seu congênere beija-flor-de-topete-verdeStephanox lalandi, face cinza e lateral da garganta branco, manto verde. As retrizes externas apresentam as pontas brancas maiores que no beija-flor-de-topete. As fêmeas desta espécie apresentam a coroa e manto com tons dourados, garganta, peito e ventre mais claros que os do beija-flor-de-topete. As quatro retrizes centrais da fêmea desta espécie são totalmente verdes e os três pares de retrizes externas apresentam penas com três cores: verde-amarelado, preto e branco nas extremidades.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Comentários:

Frequentam a vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude ou em beiradas das matas da região Sul; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura. No Rio Grande do Sul ocorre no planalto. Durante o inverno desce para altitudes menores, chegando ao nível do mar.

Beija-flor-de-topete-azul Foto – Luiz Bravo

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências