Juruviara – (Vireo chivi)

A juruviara Vireo chivi é uma ave passeriforme da família Vireonidae. Também conhecido como jiruviara, juruvira, vira vira.
Juruviara {field 7}
  • Nome popular: Juruviara
  • Nome inglês:
  • Nome científico: Vireo chivi
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre em quase toda a América do Sul, encontrada em quase todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos pequenos (vespinhas, lagartas, formigas, besouros, cupins), aranhas e às vezes frutinhos ou pedaços de frutos grandes, como o da embaúba. Aprecia os frutos da tapiá (Alchornea glandulosa).
  • Reprodução: Constrói o ninho, em alguma forquilha de um ramo de árvore, tem format de tigelinha de parede funda, confeccionado com capins e folhas secas por fora e capins finos no interior; externamente é revestido por musgos verdes, presos por fios de teias de aranha e de casulos de larvas de borboletas. Mede cerca de 8 cm de altura e 8 cm no diâmetro externo. Poem em media 3 ovos brancos com salpicos pretos. O macho raramente, ou nunca, toma parte na incubação e no cuidado com os filhotes, colaborando, contudo, na alimentação destes. O período de incubação é de 13 dias, e a permanência dos filhotes no ninho é em torno de 12 dias, respectivamente. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Juruviara {field 7}
Características:

Mede cerca de 14 cm de comprimento. É reconhecida pelo canto, simples e repetitivo mas melodioso. Quase nunca deixa a folhagem das árvores, e não é muito freqüente vê-la, já que, por ser pequena, de colorido apagado e de comportamento discreto, não costuma chamar a atenção

Juruviara {field 7}
Comentários:

Juruviara {field 7}
Referências & Bibliografia:

Pitiguari – (Cyclarhis gujanensis)

O pitiguari é uma ave passeriforme da família Vireonidae. Também conhecido como gente-de-fora-vem.
Pitiguari {field 5}
  • Nome popular: Pitiguari
  • Nome inglês: Rufous-browed Peppershrike
  • Nome científico: Cyclarhis gujanensis
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre em grande parte do Brasil, exceto em pequena área da Amazônia ocidental.
  • Alimentação: Alimenta-se de invertebrados larvas e pequenos frutos apanhados no meio da vegetação. Vistoria as folhas cuidadosamente, às vezes penetrando nos emaranhados mais densos. Apanha lagartas grandes, maiores do que se imaginaria pelo seu porte.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pitiguari {field 5}
Características:

Mede cerca de 17 cm, tem cabeça e bico desproporcionais ao corpo. O bico é todo acinzentado com leve tom róseo, de aspecto poderoso e terminando com uma ponta fina, virada para baixo, parecendo um bico de ave de rapina em um pássaro. As cores são únicas, com a cabeça e nuca acinzentadas, uma nítida e característica faixa marrom-avermelhada sobre os olhos laranja-escuro nos adultos, marrom uniforme nos juvenis. Alto da cabeça oliváceo ou cinza-escuro. No peito, uma larga faixa amarelada separa a barriga e garganta cinza-claro, quase branco. Dorso pardo-esverdeado. Macho e fêmea são idênticos.

Apresenta três subespécies com ocorrência no Brasil:
  • Cyclarhis gujanensis gujanensis (Gmelin, 1789) (Norte do Brasil) essa subespécie possui a sobrancelha mais escura que as outras e o píleo é cinza-claro, da mesma coloração da região auricular. Possui a coloração do ventre muito branca e, no peito, a larga faixa amarelada é muito clara e também muito pequena em comparação com as outras subespécies, ficando apenas no papo e seguindo nas extremidades das asas até o começo das coberteiras médias. O dorso, as asas e a cauda possuem uma coloração pardo-esverdeada mais forte e as rêmiges primárias são pretas.
  • Cyclarhis gujanensis cearensis (S. F. Baird, 1866) – (Nordeste e Centro-Oeste do Brasil) essa subespécie possui a sobrancelha mais clara que a ssp. gujanensis e o píleo é cinza-escuro, diferente da coloração cinza-claro da região auricular. O ventre é branco-amarelado e, no peito, a larga faixa amarelada é mais escura e maior que a ssp. gujanensis, indo até o começo das coberteiras médias e seguindo nas extremidades das asas até o final das coberteiras médias. O dorso, as asas e a cauda possuem uma coloração pardo-esverdeada muito clara em comparação com as outras subespécies.
  • Cyclarhis gujanensis ochrocephala (Tschudi, 1845) – (Sul e Sudeste do Brasil) essa subespécie possui a sobrancelha muito curta, reduzida apenas até a região da fronte, acabando em cima dos olhos. O píleo é cinza-amarronzado muito escuro, diferente da coloração cinza-claro da região auricular. O ventre é branco-amarronzado e, no peito, a larga faixa amarelada é mais escura do que as outras subespécies, ficando apenas no centro, sem vazar pelas extremidades das asas como nas outras duas subespécies. O dorso, as asas e a cauda possuem uma coloração pardo-esverdeada mais escura que a ssp. cearensis, porém mais clara que a ssp. gujanensis e suas rêmiges primárias também são de um preto mais claro que a ssp. gujanensis.
Pitiguari {field 5}
Comentários:

Constrói o ninho em formato de tigela aberta e funda utilizando fibras vegetais revestido com musgos o trabalho é executado pela fêmea. O ninho é bem preso numa forquilha de árvores com auxílio de teias de aranha. O macho e a fêmea revezam-se na incubação, durante cerca de 14 dias, e alimentam os filhotes .Geralmente vive em casais, os machos são um pouco maiores do que as fêmeas, mas é necessário observá-los juntos para conseguir determinar o sexo. Entre julho e novembro cantam intensamente período reprodutivo.

Pitiguari {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pitiguari Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cyclarhis_gujanensis Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Vite-vite-de-olho-cinza – (Hylophilus amaurocephalus)

O vite-vite-de-olho-cinza Hylophilus amaurocephalus é uma ave da família Vireonidae. Espécie endêmica do Brasil

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Vite-vite-de-olho-cinza
  • Nome inglês: Gray-eyed Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus amaurocephalus
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, encontrada desde o extremo nordeste do Brasil (Piauí, Ceará, Paraíba) até São Paulo na divisa com o Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados sobre as folhagens do extrato médio até a copa das árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho a pouca altura em pequenos arbustos, feito com musgos e fibras secas de gramíneas, põe em média 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Tem a íris cinza, fronte rufa, supercílio brancacento conspícuo, lados da cabeça cinza e ventre ocráceo. Possui uma mancha auricular de coloração castanha, que o diferencia do verdinho-coroadoHylophylus poicilotis, que possui esta mancha na coloração cinza escuro.

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Espécie pequena, encontrada em florestas e áreas arbustivas, onde regularmente acompanha bandos mistos.

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/vite-vite-de-olho-cinza Acesso em 18 Março de 2010.

Vite-vite-camurça – (Pachysylvia muscicapina)

O vite-vite-camurça Pachysylvia muscicapina é uma ave da família Vireonidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela.

Vite-vite-camurça {field 25}
  • Nome popular: Vite-vite-camurça
  • Nome inglês: Buff-cheeked Greenlet
  • Nome científico: Pachysylvia muscicapina
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Mato Grosso e Rondônia. Encontrado também na Bolivia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros pequenos artrópodes caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Vite-vite-camurça {field 19}

Características:

Mede em média 11,5 centímetros de comprimento. Tem a cor esverdeada como predominante, a barriga branco acinzentada, píleo e nuca cinza e uma pequena faixa marrom avermelhada na testa. 

Vite-vite-camurça {field 11}

Comentários:

Frequenta as copas de matas de terra firme, onde anuncia sua presença em meio a um bando misto, pela vocalização constante e característica.

Vite-vite-camurça {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Verdinho-da-várzea – (Hylophilus semicinereus)

O verdinho-da-várzea Hylophilus semicinereus é uma ave da família Vireonidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guiana Francesa, Peru e Bolívia.

Verdinho-da-várzea {field 20}
  • Nome popular: Verdinho-da-várzea
  • Nome inglês: Gray-chested Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus semicinereus
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Encontrado também na Venezuela, Guiana Francesa, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos e outros pequenos artrópodes. Caça no dossel e nas ramagens dos cipós, capturando insetos que ficam na sua maioria na parte exterior das folhas, muitas vezes fica pendurado de cabeça para baixo para recolher insetos nas folhas abaixo.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Verdinho-da-várzea {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento e pesa cerca de 13 gramas. Tem a testa verde acinzentada, tornando-se a coloração mais diluída na parte traseira da cabeça; loros e lado do rosto amarelados, face verde acinzentada. O manto e a cauda são verde oliva. O peito o ventre e crisso são cinza claros. O peito apresenta mancha lateral próximo da asa na coloração amarela. Íris clara, pernas e pés rosados. O bico longo e pontudo também é rosado. O jovem apresenta a íris escura e tons acastanhados na face.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Hylophilus semicinereus viridiceps (Todd, 1929) – ocorre do sul da Venezuela até o leste da Guiana Francesa, no norte do Brasil até o rio Solimões e rio Amazonas.
  • Hylophilus semicinereus juruanus (Gyldenstolpe, 1941) – ocorre no noroeste do Brasil ao sul do rio Solimões, na região do alto rio Juruá e do rio Purus; e no nordeste do Peru.
  • Hylophilus semicinereus semicinereus (P. L. Sclater & Salvin, 1867) – ocorre no norte do Brasil ao sul do baixo rio Amazonas, desde os estados do Pará e Maranhão, até o norte do estado de Mato Grosso e oeste do Tocantins; també ocorre no extremo nordeste da Bolívia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Verdinho-da-várzea {field 23}

Comentários:

Frequenta o estrato superior de matas alagadas e ribeirinhas da Amazônia. Acompanha bandos mistos.

Verdinho-da-várzea {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Vite-vite-de-cabeça-cinza – (Hylophilus pectoralis)

O vite-vite-de-cabeça-cinza Hylophilus pectoralis é uma ave da família Vireonidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Guianas, Peru, Suriname, e Venezuela.

Vite-vite-de-cabeça-cinza Foto – Foto – Carmen Lucia Bays
  • Nome popular: Vite-vite-de-cabeça-cinza
  • Nome inglês: Ashy-headed Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus pectoralis
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre nos estados do Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. Vasculha a folhagem das matas ciliares, cerradões, matas secas, cambarazais e capões densos de cerrado, procurando alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de bolsa, pendurado em galhos de arvores e arbustos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Vite-vite-de-cabeça-cinza Foto – Foto – Carmen Lucia Bays

Características:

Tem a cauda, mais longa do que nas aves de mesmo porte daquela família, ajuda a desfazer a confusão. O bico também é pontudo e comprido, cinza com tons mais claros, avermelhados, mesma cor das longas pernas. Entretanto, é o forte contraste do cinza da cabeça e nuca com verde amarelado das costas e peito amarelado que definem melhor essa ave. Barriga esbranquiçada. Asas sem qualquer faixa.

Vite-vite-de-cabeça-cinza Foto – Carmen Lucia Bays

Comentários:

Bastante ativo em seu hábito de procurar por invertebrados na vegetação. Pousa na parte externa das árvores, em locais expostos ao sol. Acompanha bandos mistos, desde a copa até arbustos e galhos baixos na borda da vegetação mais densa. Geralmente, está em casais. Como nas outras aves da família, os membros respondem um ao outro. Cantam o ano inteiro, com mais intensidade entre agosto e novembro, quando até nas horas mais quentes do dia estão cantado sem parar. O canto é uma sequência de 3 ou 4 assobios abafados, levemente acelerados no final. Uma vez aprendido o canto, impressiona como a ave é comum nos ambientes florestados, passando desapercebida por seus hábitos.

Vite-vite-de-cabeça-cinza Foto – Silvia Linhares

 

Áreas de ocorrência no Brasil.

Vite-vite-de-cabeça-cinza Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Assobiador-do-castanhal – (Vireolanius leucotis)

O assobiador-do-castanhal é uma ave da família Vireonidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, sul da Venezuela, Guianas, norte da Bolívia e leste do Peru.

Assobiador-do-castanhal Foto – Silvia Linhares
  • Nome popular: Assobiador-do-castanhal
  • Nome inglês: Slaty-capped Shrike-Vireo
  • Nome científico: Vireolanius leucotis
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre em várias partes da América do Sul, incluindo a Colômbia, Equador, sul da Venezuela, Guianas, grande parte da Amazônia do Brasil, norte da Bolívia e leste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros invertebrados escondidos nas folhagens, flores, e galhos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de copo que pende de um ramo de árvore bifurcado. Ambos incubam os ovos e cuidam dos jovens.
  • Estado de conservação:
  • Pouco preocupante
Assobiador-do-castanhal Foto – Carmen Lucia Bays

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. O corpo é relativamente pesado, a cabeça grande. O dorso é verde-oliva, o peito e a barriga são amarelos, o topo da cabeça e da face cinza, com uma faixa larga amarela sobre o olho.

Assobiador-do-castanhal Foto – Carmen Lucia Bays

Comentários:

Frequentam a floresta tropical úmida, até 1.800 m. Uma espécie não migratória que defende seu território de reprodução. O canto é uma fase simples repetida e alta.

Possui quatro subespécies:

  • Vireolanius leucotis leucotis (Swainson, 1838) – ocorre no Sudeste da Colômbia, Equador, norte do Peru, nas Guianas e no nordeste da amazônia brasileira;
  • Vireolanius leucotis mikettae (Hartert, 1900) – ocorre na Colômbia e Equador ( Pacífico );
  • Vireolanius leucotis simplex (Berlepsch, 1912) – ocorre do Brasil (sul do Amazonas) até o Sul do Peru (Huánuco ao n Cuzco);
  • Vireolanius leucotis bolivianus (Berlepsch, 1901) – ocorre do Sudeste do Peru (Cusco) até o Norte da Bolívia.
Assobiador-do-castanhal Foto – Carmen Lucia Bays

 

Áreas de ocorrência no Brasil.

assobiador-do-castanhal Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Vite-vite – (Hylophilus thoracicus)

O vite-vite Hylophilus thoracicus é uma ave da família Vireonidae. Ocorre da América Central até ao Sudeste do Brasil.

Vite-vite {field 11}
  • Nome popular: Vite-vite
  • Nome inglês: Lemon-chested Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus thoracicus
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, mas eventualmente também come alguns frutos.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Vite-vite {field 11}

Características:

Mede em média 12 centímetros de comprimento e pesa entre 11 e 13,8 gramas. Bico cinza rosado com cúlmen escurecido. As pernas são cinza rosadas. A iris é branca ou amarelo pálido. A coroa é verde amarelada com a parte posterior de coloração acinzentada. O dorso é verde oliva brilhante, com as rêmiges primárias escurecidas. A cauda é verde oliva. A garganta é branco acinzentada, o peito apresenta uma faixa peitoral amarelo esverdeada, o ventre e o crisso são branco acinzentados.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Hylophilus thoracicus thoracicus (Temminck, 1822) – ocorre no leste do Brasil, nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, leste do estado de Minas Gerais e norte do estado de São Paulo.
  • Hylophilus thoracicus griseiventris (Berlepsch & E. J. O. Hartert, 1902) – ocorre no leste da Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil.
  • Hylophilus thoracicus aemulus (Hellmayr, 1920) – ocorre no sudeste da Colômbia, leste do Equador, leste do Peru e no norte da Bolívia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Vite-vite {field 11}

Comentários:

Frequenta frequenta a copas das bordas de matas secundárias de terra firme e várzea e no Sudeste, preferem as matas ralas, capoeirões, bordas de matas secundárias e parques em cidades, como o Rio de Janeiro.

Vite-vite {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Verdinho-coroado – (Hylophilus poicilotis)

O verdinho-coroado Hylophilus poicilotis é uma ave da família Vireonidae. Conhecido também como chenenéu e vite-vite-coroado.

Verdinho-coroado {field 11}
  • Nome popular: Verdinho-coroado
  • Nome inglês: Rufous-crowned Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus poicilotis
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Ocorre no Sul e Sudeste do Brasil. Endêmico da Mata Atlântica, é encontrado também no Paraguai e na Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e suas larvas. Também come frutinhas que podem até superar os insetos em quantidades.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de uma tigela aberta, funda, feita de fibras, folhas, por fora revestido de musgo. Os ovos brancos ou branco-avermelhados, com pontos e salpicos pretos e roxos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Verdinho-coroado {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento e pesa 11,8 g. Te o bico curto e pontiagudo e cauda relativamente longa. É inconfundível pelo boné ferrugíneo e lados da cabeça cinzento-claros com desenho negro. Possui uma mancha auricular de coloração cinza escuro, que o diferencia do vite-vite-de-olho-cinzaHylophylus amaurocephalus, que possui esta mancha na coloração castanha.

Verdinho-coroado {field 11}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas e bordas de florestas, capoeiras e caatingas arbóreas. Vive solitário ou aos pares, frequentemente participando de bandos mistos de aves. Vive na mata densamente folhada, geralmente nos topos das árvores.

Verdinho-coroado {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências