Socó-dorminhoco – (Nycticorax nycticorax)

O socó-dorminhoco Nycticorax nycticorax, é uma ave da família Ardeidae. Também conhecido como savacu, é uma garça de médio porte encontrada em grande parte do mundo, exceto em regiões mais frias e na Austrália
Socó-dorminhoco {field 16}
  • Nome popular: Socó-dorminhoco
  • Nome inglês: Black-crowned Night-Heron
  • Nome científico: Nycticorax nycticorax
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Presente em quase todo o Brasil com ampla distribuição geográfica, ocorrendo do Canadá à Terra do Fogo e no Velho Mundo.
  • Alimentação: Alimenta-se de peixes, anfíbios, crustáceos, insetos, pequenos répteis, pequenos mamíferos e filhotes de outras aves. Pesca às vezes sobrevoando águas profundas.
  • Reprodução: Reproduz-se entre setembro e janeiro. Macho e fêmea participam da construção do ninho, da incubação de até cinco ovos assincrônicos, de cor esverdeada ou verde-azulada, entre 21 a 24 dias, com os filhotes permanecendo entre 30 a 50 dias no ninho. Reproduz-se em colônias, em ninhos construídos entre 1 e 7 metros de altura. Geralmente nidifica em colônias mistas de tamanho e densidade variáveis. Os filhotes começam a nascer em novembro, culminando o abandono da colônia em meados de janeiro. O principal predador da colônia é o urubu, que preda os ovos no início da temporada e os filhotes no final.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Socó-dorminhoco {field 16}
Características:

Os adultos medem aproximadamente 64 cm de comprimento e pesam 800 g. Eles têm as costas e a coroa pretas, as asas de cor cinza-pálido, a parte de baixo do corpo branca, olhos vermelhos e pequenas pernas amarelas. Durante a reprodução, aparecem na parte de trás da cabeça duas ou três longas penas brancas. Os sexos são similares em aparência, embora os machos sejam levemente maiores.

Possui quatro subespécies reconhecidas:
  • Nycticorax nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) – ocorre na Eurásia até a Indonésia, África e na ilha de Madagascar.
  • Nycticorax nycticorax falklandicus (Hartert, 1914) – ocorre nas Ilhas Malvinas.
  • Nycticorax nycticorax hoactli (Gmelin, 1789) – ocorre do sul do Canadá até o norte da Argentina e Chile e em todo o Brasil.
  • Nycticorax nycticorax obscurus (Bonaparte, 1855) – ocorre do norte do Chile e Argentina até a Terra do Fogo.

(Clements checklist, 2014).

Socó-dorminhoco {field 16}
Comentários:

Habita bordas de lagos, lagoas e rios. Ave de hábito noturno e crepuscular. Durante o dia repousa em galhos de grandes árvores. Tem hábito de colocar o bico sobre o peito verticalmente para dormir. O savacu fica parado na beira da água e espera para emboscar sua presa, principalmente de noite e no início da manhã. Ele se alimenta principalmente de pequenos peixes, crustáceos, sapos, insetos aquáticos, pequenos mamíferos e pequenos pássaros. Ele está entre as sete espécies de garça observadas usando isca para pescar; atraindo ou distraindo peixes jogando comida ou objetos flutuantes não comestíveis na água

Socó-dorminhoco {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/soco-dorminhoco Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Soc%C3%B3-dorminhoco Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Quete-do-sudeste – (Microspingus lateralis)

O quete-do-sudeste Microspingus lateralis é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como quem-te-vestiu-da-serra. Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo

Quete-do-sudeste {field 16}
  • Nome popular: Quete-do-sudeste
  • Nome inglês: Buff-throated Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus lateralis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo. Êndêmica das montanhas do Sudeste do Brasil, principalmente nas matas atlânticas de altitude (acima de 900 metros).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça, geralmente colocado em moitas de capim alto bem escondido.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Quete-do-sudeste {field 16}
Características:

Mede cerca de 15 cm de comprimento. A coloração do dorso na maioria dos indivíduos é todo invadido de castanho, apresentando ainda a coloração chifre no peito e nódoas brancas nas penas externas. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Quete-do-sudeste {field 16}
Comentários:

Frequenta estrato arbustivo de bordas de florestas (principalmente florestas de altitude) e bosques de pinheiros. Vive aos pares ou em pequenos grupos de 4 a 5 indivíduos (durante o inverno da Região Sul), participando de bandos mistos fora do período reprodutivo.

Quete-do-sudeste {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/quete-do-sudeste Acesso em 18 Março de 2011.
  • Taxéus – disponível em: https://www.taxeus.com.br/especie/microspingus-lateralis Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Vite-vite-de-olho-cinza – (Hylophilus amaurocephalus)

O vite-vite-de-olho-cinza Hylophilus amaurocephalus é uma ave da família Vireonidae. Espécie endêmica do Brasil

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Vite-vite-de-olho-cinza
  • Nome inglês: Gray-eyed Greenlet
  • Nome científico: Hylophilus amaurocephalus
  • Família: Vireonidae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, encontrada desde o extremo nordeste do Brasil (Piauí, Ceará, Paraíba) até São Paulo na divisa com o Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados sobre as folhagens do extrato médio até a copa das árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho a pouca altura em pequenos arbustos, feito com musgos e fibras secas de gramíneas, põe em média 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Tem a íris cinza, fronte rufa, supercílio brancacento conspícuo, lados da cabeça cinza e ventre ocráceo. Possui uma mancha auricular de coloração castanha, que o diferencia do verdinho-coroadoHylophylus poicilotis, que possui esta mancha na coloração cinza escuro.

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Espécie pequena, encontrada em florestas e áreas arbustivas, onde regularmente acompanha bandos mistos.

Vite-vite-de-olho-cinza Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/vite-vite-de-olho-cinza Acesso em 18 Março de 2010.

Rei-do-bosque – (Pheucticus aureoventris)

O rei-do-bosque Pheucticus aureoventris é uma ave da família Cardinalidae. Ocorre na Argentina, Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela.

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Rei-do-bosque
  • Nome inglês: Black-backed Grosbeak
  • Nome científico: Pheucticus aureoventris
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Tem uma larga distribuição nos Andes. No Brasil restrito ao oeste do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, brotos, larvas, frutas, flores e insetos.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma. O ninho é normalmente construído em uma forquilha, a média altura , com galhos, ervas e raízes, com interior revestido com penas e folhas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 20 cm de comprimento. Partes superiores, cabeça, garganta e papo negros, ventre amarelo, asas e cauda com desenho branco. A fêmea tem cores um pouco esmaecidas e algumas manchas marrons no peito. Imaturo pardo, em vez de negro, e com os lados inferiores manchados.

Possui cinco subespécies:

  • Pheucticus aureoventris aureoventris (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do Sul do Peru, na região de Puno até o Leste da Bolívia, Norte do Paraguai, Oeste do Brasil e Noroeste da Argentina;
  • Pheucticus aureoventris meridensis (Riley, 1905) – ocorre nos Andes do Oeste da Venezuela, na região de Mérida;
  • Pheucticus aureoventris crissalis (P. L. Sclater & Salvin, 1877) – ocorre nos Andes do Sudoeste da Colômbia, na região de Nariño; e no Equador;
  • Pheucticus aureoventris terminalis (Chapman, 1919) – ocorre nos Andes do Peru, nas regiões de Amazonas e Cuzco;
  • Pheucticus aureoventris uropygialis (P. L. Sclater & Salvin, 1871) – ocorre na região Leste e Central dos Andes do Colômbia.

(Clements checklist, 2014).

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas semi-áridas abertas com árvores esparsas e nas copas de matas secas.

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rei-do-bosque Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Black-backed_grosbeak Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento – (Sporophila cinnamomea)

O caboclinho-de-chapéu-cinzento Sporophila cinnamomea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Caboclinho-de-chapéu-cinzento
  • Nome inglês: Chestnut Seedeater
  • Nome científico: Sporophila cinnamomea
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai, e no Brasil podemos encontrá-los no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos, principalmente de gramíneas.
  • Reprodução: Reproduz-se na Argentina, Uruguai, sul do Paraguai e no Brasil ao largo da divisa entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Migra durante o inverno para o norte do Brasil Central até o sul do Pará. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Vulnerável.
Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 10cm de comprimento. As fêmeas em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu (Volatina jacarina). Trata-se do menor pássaro canoro nacional.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta capinzais, campos limpos e campos alagáveis. A população da espécie encontra-se em declínio pela perda do habitat.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Caboclinho-de-barriga-preta – (Sporophila melanogaster)

O caboclinho-de-barriga-preta Sporophila melanogaster é uma ave da família Thraupidae. Conhecido como caboclinho-bico-de-ferro. Ocorre desde do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Caboclinho-de-barriga-preta
  • Nome inglês: Black-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila melanogaster
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre desde a região nordeste do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes de gramíneas, mas durante o cuidado dos filhotes, passar a consumir insetos também.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em brejos isolados. Cada ninhada geralmente tem 2 ovos e os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em torno de10cm. de comprimento. Os caboclinhos, em geral, são nacionalmente reconhecidos como delicados gorjeadores, sabendo entoar melodias suaves, agradáveis, e com várias notas. As fêmeas em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta cerrado e Mata Atlântica em áreas abertas como campos de altitude, campos sujos e limpos, campos úmidos, banhados, várzeas e brejos. Ocupa áreas em altitudes até 1.600 m.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Tipio – (Sicalis luteola)

O tipio Sicalis luteola é uma ave da família Thraupidae. Ocorre do México e América Central até a Argentina. Conhecido como canário-da-horta e canário-da-grama.

Tipio Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Tipio
  • Nome inglês: Grassland Yellow-Finch
  • Nome científico: Sicalis luteola
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre do México e América Central até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes.
  • Reprodução: Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Nidifica em grupos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede 12,5 centímetros de comprimento. O macho distingue-se do canário-da-terra (Sicalis flaveola) por faltar-lhe o amarelo no píleo, porém possui um distinto desenho amarelo no loro e em torno do olho. Garganta e ventre também são amarelos vivos, contrastando com uma estria malar e peito acinzentados e manto intensamente estriado a anegrado. A fêmea é parecida com o macho, porém com menos amarelo.

Possui oito subespécies:

  • Sicalis luteola flavissima (Todd, 1922) – ocorre nas ilhas da foz do Rio Amazonas e na área adjacente do estado do Pará; Semelhante a S. l. luteola
  • Sicalis luteola luteiventris (Meyen, 1834) – ocorre no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também no Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Sicalis luteola chapmani (Ridgway, 1899) – ocorre na região Central do Pará.
  • Sicalis luteola luteola (Sparrman, 1789) – ocorre na Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes até a Venezuela, nas Guianas e no Norte do Brasil;
  • Sicalis luteola chrysops (P. L. Sclater, 1862) – ocorre do Sul do México nos estados de Veracruz e Chiapas até a Guatemala e Nordeste de Honduras;
  • Sicalis luteola mexicana (Brodkorb, 1943) – ocorre na costa do Oceano Pacífico do Sul do México até os estados de Puebla e Morelos;
  • Sicalis luteola eisenmanni (Wetmore, 1953) – ocorre na costa do Oceano Pacífico até a Costa Rica em Guanacaste e no Panamá na região de Coclé;
  • Sicalis luteola bogotensis (Chapman, 1924) – ocorre a Leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia até a Venezuela, Equador e no Sul do Peru.
Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos limpos, tanto secos quanto úmidos e até em áreas urbanizadas. Corre pelo chão sempre em bandos, mesmo na época de reprodução. Quando migra, reúnem-se às centenas em moitas de taquara para dormir.

Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tipio Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sicalis_luteola Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Freirinha – (Arundinicola leucocephala)

A freirinha Arundinicola leucocephala é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre em quase todo o Brasil, menos na região sudoeste da Amazônia. É encontrada também nos outros países da América do Sul, com exceção do Chile. É uma espécie migratória.

Freirinha Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Freirinha
  • Nome inglês: White-headed Marsh Tyrant
  • Nome científico: Arundinicola leucocephala
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Fluvicolinae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, menos na região sudoeste da Amazônia. É encontrada também nos outros países da América do Sul, com exceção do Chile. É uma espécie migratória.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que capturados em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de bola, se assemelha ao da Lavadeira-mascarada – (Fluvicola nengeta). O interior do ninho é forrado de penas de outros pássaros e sempre é colocado em algum suporte sobre a água. A postura consta de 2 a 4 ovos de cor branco-amarelada com pequenas pintas vermelhas. Os filhotes nascem cobertos por uma longa plumagem amarelo-claro, imitando uma lagarta tóxica.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Freirinha Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Pesa em média 14 gramas e tem comprimento 14 centímetros. O macho é quase todo preto, com apenas a cabeça e a garganta brancas. A fêmea tem as partes superiores marrom-acinzentadas, as inferiores esbranquiçadas e apenas a testa branca. Os imaturos são acinzentados. A cauda, pequena, contrapõe-se à cabeça relativamente grande (ressaltada por manter as penas um pouco eriçadas).

Freirinha Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta brejos, banhados, margens de rios e lagos. Permanece a maior parte do tempo pousada no alto da vegetação aquática ou em troncos e ramos baixos sobre a água. Executa voos curtos e rápidos para apanhar insetos. Essa espécie vive exclusivamente perto da água, diferindo da F. nengeta, que também pode ocorrer e nidificar longe da água.

Freirinha Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/freirinha Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lavadeira-de-cabe%C3%A7a-branca Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Bagageiro – (Phaeomyias murina)

O bagageiro Phaeomyias murina é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre do Panamá até a Argentina exceto no Chile. Podemos observá-los também em todo o Brasil.

Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Bagageiro
  • Nome inglês: Mouse-colored Tyrannulet
  • Nome científico: Phaeomyias murina
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre do Panamá até a Argentina exceto no Chile. Podemos observá-los também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos na folhagem, entre 2 e 8 m de altura, eventualmente também frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho pequeno, utilizando gramíneas, em formato de xícara, localizado em forquilhas a até 6 m de altura. Põe 2 ovos brancos ou amarelados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em torno de 12 cm de comprimento. Aparência geral típica de muitas outras espécies de tyrannideos. Difere-se por possuir a base da mandíbula rosada, partes superiores mais para o castanho do que o oliváceo, uma grande faixa superciliar esbranquiçada mas não muito destacada, duas faixas esbranquiçadas ou beges claras nas asas. Peito cinza oliváceo claro, barriga amarelada clara, e os pés pretos.

Possui sete subespécies:

  • Phaeomyias murina eremonoma (Wetmore, 1953) – ocorre nas terras baixas do Pacífico no Panamá;
  • Phaeomyias murina incomta (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre na Colômbia e no Norte do Equador, Leste da Venezuela e também na Ilha de Trinidad no Caribe (incluindo a Ilha de Monos);
  • Phaeomyias murina tumbezana (Taczanowski, 1877) – planícies na região do Oceano Pacífico do Sudoeste do Equador, e no Peru;
  • Phaeomyias murina inflava (Chapman, 1924) – ocorre na região árida do Noroeste do Peru;
  • Phaeomyias murina maranonica (J.T. Zimmer), 1941 – ocorre na região árida do Centro e Norte do Peru e no Vale do rio Marañón;
  • Phaeomyias murina wagae (Taczanowski, 1884) – ocorre nas Guianas, na região amazônica do Brasil, no Peru e no Norte da Bolívia;
  • Phaeomyias murina murina (Spix, 1825) – ocorre nas regiões Central, Leste e Sul do Brasil dos estados do Maranhão, Ceará e Pernambuco até o estado de Mato Grosso e São Paulo, no Centro da Bolívia em Cochabamba e Tarija, no Paraguai e na Argentina.
Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos com árvores e arbustos, florestas secas do Nordeste e Centro-oeste, campinas, várzeas, cerrados, margens de rios e lagos e em jardins. Vive solitário ou aos pares.

Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bagageiro Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bagageiro Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Ferreirinho-relógio – (Todirostrum cinereum)

O ferreirinho-relógio Todirostrum cinereum é uma ave da família Rhynchocyclidae. Ocorre desde o sul do México até á Argentina, estando ausente apenas na Amazônia florestal.

Ferreirinho-relógio Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Ferreirinho-relógio
  • Nome inglês: Common Tody-Flycatcher
  • Nome científico: Todirostrum cinereum
  • Família: Rhynchocyclidae
  • Subfamília: Todirostrinae
  • Habitat: Ocorre desde o sul do México até a Argentina, estando ausente apenas na Amazônia florestal.
  • Alimentação: Alimenta-se de pequenos artrópodes, como besouros, aranhas, grilos, lagartas, larvas e borboletas capturados junto à vegetação aquática ou em pleno voo.. Ativo o dia inteiro, caça invertebrados no meio das folhagens da copa e baixa até 2 metros do chão.
  • Reprodução: Constrói um ninho bem característico pendurado na ponta de galho fino, feito de restos de folhas, galhos finos e secos e painas. Amarra e entrelaça os galhos secos, as folhas e as painas, que vão ser forradas dentro do ninho para aquecer os filhotes. As folhas ficam por fora camuflando o ninho e os galhos são usados para deixar firme a estrutura do ninho. O material é colocado úmido e as partes aderem entre si, ao secar. Parte do material fica pendente, camuflando o ninho. Esse material são as folhas e alguns galhos que não só camuflam mas aquecem os ovos ou filhotes e deixam mais firme o ninho. Característica entrada lateral com pequeno telhado protegendo. Muitas vezes, o material de um ninho velho próximo é retrabalhado para a reprodução seguinte. Surpreende a resistência do ninho, aguentando chuvas fortes e ventos. O ninho é muito bem trancado e não deixa a chuva entrar e nem o frio, é tão fechado que se você o abrir sentirá sair calor de dentro dele; o calor mantém os filhotes vivos sem passar frio, que normalmente são de 2 a 3. Esse ninho tão bem feito, na maioria das vezes é grosso e tem em média de 1 a 2 cm de espessura, dependendo do clima é mais grosso ou mais fino, dando a temperatura certa para os ovos e filhotes. Reproduz de julho a novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Ferreirinho-relógio Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Tem cinza-azulado na cabeça, amarelo vivo no peito e tons oliváceos nas áreas superiores. A cauda escura possui detalhes brancos nas extremidades. A cauda é escura, mas, vista por baixo, nota-se que as penas laterais possuem uma grande área branca na ponta. Os olhos são amarelo-ouro, destacados contra a área mais escura da parte frontal da cabeça, quase uma máscara. Bico longo e chato, escuro e também notável. Mede 8-10 cm de comprimento e pesa cerca de 4-7,5 gramas.

Possui oito subespécies:

  • Todirostrum cinereum cinereum (Linnaeus, 1766) : Sul da Colômbia, sul da Venezuela, Guianas e norte do Brasil;
  • Todirostrum cinereum virididorsale (Parkes, 1976) : Sul do México (Veracruz e Oaxaca);
  • Todirostrum cinereum finitimum (Bangs, 1904) : Tropical s México (Tabasco e Chiapas) e Costa Rica;
  • Todirostrum cinereum wetmorei (Parkes, 1976) : Área central da Costa Rica e Panamá;
  • Todirostrum cinereum sclateri (Cabanis & Heine, 1859) : Sudoeste da Colômbia (Nariño), oeste do Equador e Peru;
  • Todirostrum cinereum peruanum (Zimmer, 1930) : Leste do Equador ao leste do Peru (sul de Cuzco);
  • Todirostrum cinereum coloreum (Ridgway, 1906) : Sudeste do Brasil (Espírito Santo) até o norte do Paraguai e leste e norte da Bolívia;
  • Todirostrum cinereum cearae (Cory, 1916) : Nordeste do Brasil (leste do Pará, Piauí, Ceará, Alagoas e norte da Bahia.
Ferreirinho-relógio Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas abertas, dificilmente visto em florestas muito fechadas, sendo muito comum em cidades. Vive escondido no meio da vegetação baixa e apresenta comportamento característico de movimentar a cauda lateralmente. O canto origina o nome comum, parecendo com um relógio de mesa quando se dá corda. Canta o ano inteiro, bem como nas horas quentes do dia. O casal responde um ao outro, também aproximando-se de uma gravação do canto. É encontrado em áreas urbanas pouco ou bem arborizadas dependendo do local. Gosta muito de habitar a árvore ficus benjamina, onde vai de uma para a outra. Nessa árvore constrói seu ninho. Vive solitário ou aos pares.

Ferreirinho-relógio Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/ferreirinho-relogio Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreirinho-rel%C3%B3gio Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Udu-de-coroa-azul – (Momotus momota)

O udu-de-coroa-azul Momotus momota é uma ave da família Momotidae. Ocorre do norte da América do Sul ao norte da Argentina, incluindo grande parte do território brasileiro.

Udu-de-coroa-azul Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Udu-de-coroa-azul
  • Nome inglês: Amazonian Motmot
  • Nome científico: Momotus momota
  • Família: Momotidae
  • Habitat: Ocorre do norte da América do Sul ao norte da Argentina, incluindo grande parte do território brasileiro.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos, insetos e pequenos vertebrados. Captura suas presas diretamente no solo ou próximo dele. Bate as presas grandes contra galhos antes de engoli-las. Frequenta comedouros com frutos. Também tem o hábito de seguir formigas de correição.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos nos barrancos de rio, às vezes com mais de um metro e estreito, onde são depositados três ou quatro ovos brancos. Nas matas sem barrancos pode aproveitar a entrada do buraco de um tatu para iniciar a escavação do seu túnel horizontal logo abaixo do nível do solo. Tendo a ave cerca de 45 centímetros, com sua cauda, fica a questão de como entra e sai sem danificar suas longas penas especiais. O período reprodutivo é de julho a novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Udu-de-coroa-azul Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede entre 41 e 46 centímetros de comprimento. A subespécie M. m. momota pesa 145 gramas. As partes superiores da ave são verdes, tornando-se azuis na cauda inferior, e as partes de baixo são verdes ou possuem coloração ferruginosa, dependendo da subespécie. A cabeça possui uma coroa negra, circundada por uma faixa roxa e azul. Há uma máscara negra e a nuca do animal é castanha. A cauda é longa, com as penas centrais mais compridas do que o corpo e com as demais menores e escalonadas. Na ponta das penas centrais aparecem duas raquetes, onde as franjas laterais da pena foram perdidas e restou somente a ponta. Essa estrutura chama ainda mais a atenção quando a juruva movimenta a cauda lateralmente, em especial quando sente-se observada. Ela origina-se da perda, natural, das estruturas laterais da pena após sua formação.

Possui nove subespécies reconhecidas:

  • Momotus momota microstephanus (P. L. Sclater, 1858) – ocorre nas planícies a leste da cordilheira andina, no leste da Colômbia, oeste da Venezuela, leste do Equador, nordeste do Peru e noroeste do Brasil (leste do alto Rio Negro).
  • Momotus momota momota (Linnaeus, 1766) – ocorre na Venezuela do Rio Orinoco até o norte do Brasil no estado do Amapá, até a margem esquerda do baixo Rio Amazonas.
  • Momotus momota ignobilis (Berlepsch, 1889) – ocorre no leste do Peru, norte da Bolívia, e no oeste do Brasil.
  • Momotus momota simplex (Chapman, 1923) – ocorre no norte do Brasil, ao sul do Rio Amazonas (da fronteira com o Peru até o alto Rio Xingu, e ao sul até o norte do Mato Grosso e região central de Goiás).
  • Momotus momota cametensis (E. Snethlage, 1912) – ocorre do baixo Rio Xingu (provavelmente do baixo Rio Tapajós) até o Rio Tocantins.
  • Momotus momota parensis (Sharpe, 1892) – ocorre no leste do Brasil da foz do Rio Amazonas até o Ceará e provavelmente oeste do estado de Alagoas.
  • Momotus momota marcgravianus (Pinto & Camargo, 1961) – ocorre no nordeste do Brasil, do estado da Paraíba até o estado de Alagoas.
  • Momotus momota nattereri (P. L. Sclater, 1858) – ocorre no norte e na região central da Bolívia.
  • Momotus momota pilcomajensis (Reichenow, 1919) – ocorre do leste da Bolívia e norte da Argentina (província de Salta) até o leste e sul do Brasil (nos estados de Goiás, São Paulo e Paraná).

(del Hoyo, J.; et al., 2014 em HBW).

Udu-de-coroa-azul Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta variados tipos de vegetação como florestas tropicais, cerrados, cerradões, matas ciliares, matas secas, áreas esparsamente arborizadas e áreas antrópicas. Ativa durante todo o dia, impressiona a dificuldade de vê-la nas sombras da vegetação, apesar do colorido intenso do corpo e cabeça, além do tamanho da cauda. No entanto, não teme o ser humano, e ocorre até mesmo em matas nas áreas urbanas, às vezes visitando as habitações próximas. Gosta de pousar no chão para capturar insetos ou para beber água nos córregos. Vive em casal, em bandos pequenos ou solitário.

Udu-de-coroa-azul Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/udu-de-coroa-azul Acesso em 18 Março de 2017.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Udu-de-coroa-azul Acesso em 31 de Outubro de 2017.

Acauã – (Herpetotheres cachinnans)

O acauã Herpetotheres cachinnans é uma ave da família Falconidae. Ocorre do México à Argentina e podemos encontrá-los também em todo o Brasil.

Acauã Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Acauã
  • Nome inglês: Laughing Falcon
  • Nome científico: Herpetotheres cachinnans
  • Família: Falconidae
  • Subfamília: Herpetotherinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do México à Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de lagartos, morcegos e cobras, das quais tornou-se famoso exterminador, apesar de caçar principalmente espécies inofensivas, como a cobra-cipó. Também alimenta-se de parasitas do gado doméstico.
  • Reprodução: Constrói o ninho em cavidades de árvores, aproveitando com menor frequência o ninho de outros gaviões. Entre os índios esse pássaro é denominado como uira jeropari, que significa demônio; na época da postura,põe os ovos em lugares diversos, que, segundo a lenda, são chocados pelo diabo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Acauã Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Tem o bico curvo e curto de coloração preta e apresenta pequena cere amarelada ou amarelo-alaranjada. A íris é marrom escura. Os tarsos de coloração amarelo pálido são poderosos e os dedos também amarelos são curtos e suas garras são pretas. Mede entre 45 e 56 centímetros de comprimento (Howell e Webb, 1995, Hilty 2003) e pesa entre 544 e 675 gramas o macho e entre 590 e 800 gramas a fêmea (Dunning, 2008). Sua envergadura está entre 75 e 91 centímetros (Bierregaard & Kirwan, 2016). Tem a cabeça grande e apresenta uma bela, larga e conspícua máscara negra nas faces que inicia nos lores, passa sobre os olhos e se estende até nuca. A coroa é branca e apresenta finas estrias escuras além de uma rudimentar mas espessa crista na porção traseira da coroa. As asas são curtas e apresentam as extremidades arredondadas. O dorso, asas e cauda são de coloração marrom escuro com as bordas claras. A cauda alongada apresenta banda terminal branca e quatro ou cinco bandas brancas que em alguns indivíduos são reduzidas a uma série de manchas brancas. A garganta, peito, ventre e crisso são brancos, levemente amarelados.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Herpetotheres cachinnans cachinnans (Linnaeus, 1758) – ocorre desde a Nicarágua até a Colômbia, nas Guianas, no Peru e em grande parte do território brasileiro;
  • Herpetotheres cachinnans queribundus (Bangs & T. E. Penard, 1919) – ocorre do leste da Bolívia até o Paraguai e no norte da Argentina;
  • Herpetotheres cachinnans chapmani (Bangs & T. E. Penard, 1918) – ocorre das planícies do norte do México até Honduras.>/li>

(ITIS – Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Acauã Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta bordas de florestas, capoeiras, florestas de galeria, campos com árvores e cerrados. Vive solitário, permanecendo pousado por longos períodos a média altura em árvores isoladas, que ofereçam boa visibilidade. Costuma cantar ao entardecer e ao amanhecer. É comum ver esta ave em galhos de árvore secas.

Acauã Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/acaua Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acau%C3%A3 Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Picapauzinho-de-coleira – (Picumnus temminckii)

O picapauzinho-de-coleira Picumnus temminckii é uma ave da família Picidae. Também conhecido como pica-pau-anão-de-pescoço-castanho e pica-pau-anão-de-coleira.

Picapauzinho-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Picapauzinho-de-coleira
  • Nome inglês: Ochre-collared Piculet
  • Nome científico: Picumnus temminckii
  • Família: Picidae
  • Subfamília: Picumninae
  • Habitat: Pode ser encontrado na Argentina, Paraguai, e na região sudeste e partes do sul do Brasil
  • Alimentação: Seu tamanho reduzido o permite alcançar pequenos ramos que outros pica-paus não alcançariam e é nesses ramos finos que encontra os insetos e larvas dos quais se alimenta.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos feitos em árvores mortas, não muito longe do solo. A fêmea é encarregada da incubação, enquanto o macho a alimenta. O casal se reveza na alimentação dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Picapauzinho-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede aproximadamente 9 centímetros. O macho apresenta as manchas da testa vermelhas enquanto na fêmea estas são brancas. O macho imaturo, já próximo da maturidade, apresenta barras das partes inferiores quase definidas e a testa sem manchas brancas.

Picapauzinho-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta locais com árvores, contanto que a mata não seja muito densa. É curioso notar que ao contrário dos outros pica-paus, esta e outras espécies do gênero Picumnus não costumam usar a cauda como apoio enquanto sobem pelos troncos ou martelam a madeira. Suas cauda é fina e não muito dura, por outro lado seus pés são desproporcionalmente grandes e fortes e são eles que suportam o peso da ave.

Picapauzinho-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/picapauzinho-de-coleira Acesso em 18 Março de 2010.
  • Taxéus – disponível em: https://www.taxeus.com.br/especie/picumnus-temminckii Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Uí-pi – (Synallaxis albescens)

O uí-pi Synallaxis albescens é uma ave da família Furnariidae. Ocorre da Costa Rica até á Argentina e podemos encontrá-los em todo o Brasil.
Uí-pi {field 16}
  • Nome popular: Uí-pi
  • Nome inglês: Pale-breasted Spinetail
  • Nome científico: Synallaxis albescens
  • Família: Furnariidae
  • Habitat: Ocorre a partir da Costa Rica indo até o centro da Argentina, e em Trinidade. Distribui-se nas cinco regiões brasileiras, sendo que na Amazônia é mais restrito às áreas de várzea.
  • Alimentação:
  • Reprodução: Constrói um ninho esférico de gravetos com 30 cm de comprimento, entrada tubular baixa, em um arbusto, na qual seus dois ovos branco-esverdeados são colocados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Uí-pi {field 16}
Características:

Tem tons predominantes castanho e acinzentado. A cabeça apresenta a fronte escura e a coroa castanha. A porção inferior do corpo é cinza pálido. A garganta é esbranquiçada com mancha escura. Dorso marrom-acinzentado. As asas apresentam as coberteiras castanhas e as rêmiges amarronzadas. A cauda também é marrom-acinzentada. Sick menciona que, ao cantar, ele infla sua garganta revelando o preto das penas da base.

Uí-pi {field 16}
Comentários:

Vive nos campos, cerrados, pastos, campos cerrados, capoeiras secas e campinaranas. Emite o canto, o dissilábico “uí-pi”, insistentemente enquanto saltita apressadamente por entre a vegetação arbustiva.

Uí-pi {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/ui-pi Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Pale-breasted_spinetail Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Gaivotão – (Larus dominicanus)

O gaivotão Larus dominicanus é uma ave da família Laridae. Ocorre em toda a costa do Brasil.

Gaivotão Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Gaivotão
  • Nome inglês: Kelp Gull
  • Nome científico: Larus dominicanus
  • Família: Laridae
  • Subfamília: Larinae
  • Habitat: Ocorre em toda a costa do Brasil, e tem uma ampla distribuição em outras partes do planeta.
  • Alimentação: As gaivotas apresentam uma dieta generalista e oportunista, sendo capaz de utilizar vários habitats, diferentes presas, bem como a exploração de fontes antrópicas (Giaccardi et al. 1997).
  • Reprodução: No período de março a junho ocorre o deslocamento das gaivotas adultas para as ilhas, a demarcação de território e construção dos ninhos no solo, utilizando-se gramíneas, penas e até ossos de outras aves. Os primeiros ninhos com ovos são observados em junho, incrementando gradativamente até setembro, seguido de redução em outubro e ausência das gaivotas a partir de dezembro, ocorrendo a ocupação dos estuários e das praias do litoral catarinense (BRANCO & EBERT 2002). Apresenta alto sucesso reprodutivo, cerca 70% dos ovos eclodiram e cerca de 50% dos filhotes sobreviveram até a fase de voo. Os filhotes apresentaram um rápido crescimento, em 30 dias já estão grande o suficiente para voarem, o que os tornam aptos a escaparem os predadores. Os principais predadores dessa espécie são os urubus, e as fases mais suscetíveis aos ataques foram a fase de ovo e os primeiros 15 dias de vida dos filhotes. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gaivotão Foto – Renato Costa Pinto

Características:

O adulto possui o dorso e as partes superiores das asas negras, enquanto a cabeça e as partes inferiores são brancas. O bico é amarelo, com uma mancha vermelha na ponta da maxila. As pernas são amarelo-esverdeadas. Os juvenis possuem plumagem das partes superiores castanho-acinzentada densamente salpicada de branco; as partes inferiores são brancas manchadas de castanho. O bico é preto e as patas são cinzento-rosadas.

Possui cinco subespécies:

  • Larus dominicanus dominicanus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no Sul da região costeira da América do Sul, nas Ilhas Malvinas, na Ilha Georgia do Sul, na N. Zelândia e na Austrália;
  • Larus dominicanus austrinus (J. H. Fleming, 1924) – ocorre no Continente Antártico e nas Ilhas da Antárctica;
  • Larus dominicanus judithae (Jiguet, 2002) – ocorre nas ilhas da região subantártica do Oceano Índico;
  • Larus dominicanus melisandae (Jiguet, 2002) – ocorre na região costeira do Sul e Sudoeste de Madagascar.
  • Larus dominicanus vetula (Bruch, 1853) – ocorre na região Costeira da África do Sul e da Namíbia.
Gaivotão Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

O crescimento de sua população tem causado o deslocamento de diversas outras espécies de aves e mamíferos marinhos de seus sítios reprodutivos, devido ao constante impacto da predação e parasitismo. Todas essas características têm levado muitos pesquisadores a considerar esta espécie uma praga nos ambientes costeiros.

Gaivotão Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaivotao Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Larus_dominicanus Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Tangarazinho – (Ilicura militaris)

O tangarazinho Ilicura militaris é uma ave da família Pipridae. Ocorre na Mata Atlântica, podendo ser encontrada desde o sul da Bahia até o sul de Santa Catarina. Espécie endêmica do Brasil.
Tangarazinho {field 16}
  • Nome popular: Tangarazinho
  • Nome inglês: Pin-tailed Manakin
  • Nome científico: Ilicura militaris
  • Família: Pipridae
  • Habitat: Endêmico do Brasil, ocorre na Mata Atlântica desde o sul da Bahia até o sul de Santa Catarina (Sick, 1997). Há uma população na região central de Goiás, nos fragmentos remanescentes de Mata Atlântica do Rio Corumbá.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutinhas, que engole inteiras (típico dos Pipridae), e pequenos insetos. Aprecia os frutos da magnólia-amarela (Michelia champaca) e o fruto maduro da erva-de-passarinho (Struthanthus polyrhysus).
  • Reprodução: Faz o ninho em forma de taça, com 2 ou 3 ovos. Apresenta display de acasalamento, em que o macho efetua uma dança diante da fêmea e realiza um “vai-vem” de um galho a outro, lembrando o ato de costurar, o que lhe rendeu o nome regional, no litoral sul de São Paulo, de “tangará-rendeira”.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tangarazinho {field 16}
Características:

O macho possui a plumagem branca desde a face até o peito e a barriga. A cabeça é preta, com a testa vermelha. As asas são verdes-oliva e as costas são vermelhas. As fêmeas são verdes-oliva, com o peito verde-amarelado. A fêmea possui a plumagem verde-oliva nas costas, coroa e asas, enquanto que o peito, garganta e barriga são na cor cinza, ela ainda tem a cauda menor do que a do macho. Mede por volta de 12 centímetros, contando com a cauda, e pesa pouco mais de 12 gramas.

Tangarazinho {field 16}
Comentários:

Frequenta os estratos inferior e médio de florestas úmidas e capoeiras altas. Vive normalmente solitário, sendo observado com maior frequência alimentando-se em árvores frutíferas e arbustos, nas bordas das florestas.

Tangarazinho {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tangarazinho Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tangarazinho Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Sanã-parda – (Laterallus melanophaius)

A sanã-parda Laterallus melanophaius é uma ave da família Rallidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Sanã-parda Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Sanã-parda
  • Nome inglês: Rufous-sided Crake
  • Nome científico: Laterallus melanophaius
  • Família: Rallidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, e também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
  • Alimentação: Onívora, alimentando-se tanto de capim e brotos de milho quanto de pequenas cobras d’água, além de insetos, larvas, artrópodes e sementes.
  • Reprodução: Constrói um ninho globular com entrada lateral, fixando-o em arbustos a uma altura acima de 1 metro da água. Choca até 5 ovos brancos ou da cor creme, salpicados de marrom, castanho ou violeta. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sanã-parda Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede entre 14 e 18 centímetros de comprimento e pesa entre 53 e 60 gramas. É semelhante à sanã-vermelha (Laterallus leucopyrrhus), da qual se distingue pela área cinza ao redor dos olhos, pela nuca e pescoço anterior de cor marrom oliváceo e as infracaudais ferrugíneas. O jovem tem plumagem mais pálida que o adulto.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Laterallus melanophaius melanophaius (Vieillot, 1819) – ocorre da região costeira da Venezuela até o Suriname; da região leste do Brasil até o leste da Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.
  • Laterallus melanophaius oenops (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre do sul da Colômbia, leste do Equador, leste do Peru e no oeste do Brasil.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Sanã-parda Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta pântanos bem alagados, várzeas, matas. Espécie crepuscular de índole inquieta. Embora seja uma espécie abundante e viva nas proximidades de habitações humanas, sua presença usualmente passa despercebida em virtude de habitarem lugares ocultos.

Sanã-parda Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/sana-parda  Acesso em 18 Março de 2015.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/San%C3%A3-parda Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Peixe-frito-pavonino – (Dromococcyx pavoninus)

O peixe-frito-pavonino Dromococcyx pavoninus é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Venezuela.

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Peixe-frito-pavonino
  • Nome inglês: Pavonine Cuckoo
  • Nome científico: Dromococcyx pavoninus
  • Família: Cuculidae
  • Subfamília: Taperinae
  • Habitat: Ocorre em florestas da América do Sul, é encontrado na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Venezuela. Tem uma distribuição irregular, estando ausente em algumas áreas.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de pequenos insetos, larvas e minhocas. Usa a cauda e as asas para movimentar as folhas caídas no chão enquanto caminha ou fica parado, esticando o pescoço para capturar as presas em fuga, afugentadas pelo movimento que causou.
  • Reprodução: Espécie parasitária. Parasita principalmente os ninhos fechados em forma de bolsa pendular de pequenos tiranídeos dos gêneros Todirostrum, Myiornis e Hemitriccus e de pequenos thamnophilídeos que constroem ninhos abertos, como a Choquinha-lisa.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa entre 40 e 50 gramas (del Hoyo; et al., 2016). Vocaliza durante o dia e até de noite, em sequências mais longas que as do saci. A cabeça e a crista da espécie são marrom-enferrujado e a plumagem remanescente é principalmente castanha escura na parte superior e mais pálida na parte inferior. Seu supercílio, garganta e peito possuem cor amarela clara.

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta orlas de matas primárias, matas secundárias e em bordas de matas secas. A espécie é intolerante a fragmentação florestal. Salienta-se que como a densidade dessa espécie é naturalmente baixa, num ambiente fragmentado isso pode aumentar ainda mais sua possibilidade de extinção local. Aparentemente é uma espécie principalmente solitária. Tem uma aparência curiosa quando em voo, lembrando as asas batendo de uma borboleta. A cauda é aberta e as batidas das asas são lentas

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/peixe-frito-pavonino Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixe-frito-pavonino Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Pula-pula-assobiador – (Myiothlypis leucoblephara)

O pula-pula-assobiador Myiothlypis leucoblephara é uma ave da família Parulidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Pula-pula-assobiador Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Pula-pula-assobiador
  • Nome inglês: White-browed Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis leucoblephara
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Espécie exclusiva da Mata atlântica do Sul e Sudeste do Brasil, também ocorre no Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Procura seu alimento de preferência no solo ou muito baixo na ramagem.
  • Reprodução: A nidificação ocorre em ninhos construídos na base de árvores ou sob troncos caídos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Pula-pula-assobiador Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede média 15 centímetros e pesa entre 14 e 21 gramas. Tem o píleo cinzento, margeado de anegrado, anel ocular e supra-loral brancos, branco por baixo, flancos cinzentos, coberteiras inferiores da cauda amareladas, oliva por cima. O canto, frequente, é uma sequência etérea de notas cristalinas que começam muito agudas e vão descendo, de qualidade líquida e quase mágica. Segundo Aubin em 2004, o pula-pula-assobiador apresenta variações sutis discretas, na estrutura relativamente simples de seu canto, a diminuição da frequência média entre as notas consecutivas determina no reconhecimento específico das diferenças entre um ou outro indivíduo.

Pula-pula-assobiador Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta florestas de altitude elevada mas possui registros em florestais de menor altitude à medida que sua distribuição avança em direção sul.

Pula-pula-assobiador Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pula-pula-assobiador Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pula-pula-assobiador Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Gaturamo-rei – (Cyanophonia cyanocephala)

O gaturamo-rei Cyanophonia cyanocephala é uma ave da família Fringillidae. Ocorre no Brasil e também de Trinidad e Venezuela até a Bolívia, Argentina e Paraguai.

Gaturamo-rei Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Gaturamo-rei
  • Nome inglês: Golden-rumped Euphonia
  • Nome científico: Cyanophonia cyanocephala
  • Família: Fringillidae
  • FSubfmília: Euphoniinae
  • Habitat: Ocorre nos estados de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo
  • Alimentação: Alimenta-se geralmente de frutinhas silvestres variadas, entre elas, espécies de “ervas de passarinho” epífitas (Viscum) e pequeninos insetos nessas.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gaturamo-rei Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 11 centímetros de comprimento. Tais aves possuem a garganta e o dorso negros, uropígio e lado ventral amarelos, e um característico capacete azul. As fêmeas são esverdeadas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Euphonia cyanocephala cyanocephala (Vieillot, 1819) – ocorre na Serra de Perijá na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela; ocorre localmente no sudeste da Venezuela (Bolivar); na Guiana e Suriname; ocorre também na ilha de Trinidad no Caribe; nos Andes da Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e no noroeste da Argentina (um registro isolado registro para o norte de Buenos Aires); também encontrado no Brasil (existem registros isolados no Pará e Mato Grosso); no sudeste do Brasil, nos estados da Bahia, pernambuco, alagoas, Goiás, Mato Grosso até o estado do Rio Grande do Sul; no sudeste e nordeste do Paraguai; no oeste da Argentina.
  • Euphonia cyanocephala pelzelni (P. L. Sclater, 1886) – ocorre da Cordilheira dos Andes do sul da Colômbia até o oeste do Equador.
  • Euphonia cyanocephala insignis (P. L. Sclater & Salvin, 1877) – ocorre no Equador.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Gaturamo-rei Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas abertas e semi-abertas, à beira de mata alta ou baixa.

Gaturamo-rei Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Miudinho – (Myiornis auricularis)

O miudinho Myiornis auricularis é uma ave da família Rhynchocyclidae. Ocorre no Brasil, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, incluindo Goiás e Mato Grosso do Sul. Encontrado também no Paraguai.

Miudinho Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Miudinho
  • Nome inglês: Eared Pygmy-Tyrant
  • Nome científico: Myiornis auricularis
  • Família: Rhynchocyclidae
  • Subfamília: Todirostrinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, incluindo Goiás e Mato Grosso do Sul. Encontrado também no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de de artrópodes (insetos), como moscas, larvas e pequenos besouros.
  • Reprodução: Constrói ninhos fechados em forma de uma bolsa suspensa, com entrada lateral e protegida por alpendre. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Miudinho Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Ave bem pequena é um dos menores papa-moscas, tendo apenas 7 centímetros. Sua cauda é curta, a barriga é amarela, garganta branca rajada de preto, píleo verde-pardacento, e na cabeça atrás da região auricular esbranquiçada localiza-se uma grande mancha negra.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myiornis auricularis auricularis (Vieillot, 1818) – ocorre do sudeste do Paraguai até o nordeste da Argentina e sudeste do Brasil;
  • Myiornis auricularis cinereicollis (zu Wied, 1831) – ocorre no leste do Brasil, nos estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Miudinho Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta a beira da mata, pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas, do pássaro pousado. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Pode usar formigas na higiene do corpo. Tem o costume de dormir em grupos ou de buscar um lugar mais abrigado para passar a noite.

Miudinho Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/miudinho Acesso em 18 Março de 2009.
  • Avibase – disponível em: https://avibase.bsc-eoc.org/species.jsp?avibaseid=20DB761BC5C08898 Acesso em 31 de Outubro de 2009.

Mocho-dos-banhados – (Asio flammeus)

O mocho-dos-banhados Asio flammeus é uma ave da família Strigidae. Ocorre em boa parte do planeta, no Brasil podemos encontrá-los de Goiás e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.

Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Mocho-dos-banhados
  • Nome inglês: Short-eared Owl
  • Nome científico: Asio flammeus
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ave migratória, vem da América do Norte, atravessando os Andes até a Terra do Fogo. No Brasil, ocorre de Goiás e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É comum nas regiões setentrionais da Europa e da Ásia. Em regiões tropicais é residente.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos, sobretudo roedores, mas também morcegos; aves e insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em solo pantanoso, debaixo de arbustos, em moitas de capim, ou numa suave depressão (Pearson, 1936) em meio a hastes de gramíneas, com o fundo recoberto por matéria vegetal e penas, sugerindo algum cuidado na construção do ninho. Nidifica em áreas relativamente abertas, e com um uso do solo pouco intensivo. O ninho feito no chão, escondido pela vegetação, como por exemplo por entre ervas altas, ou urzes. O número de ovos é bastante variável, dependendo da abundância de presas. As posturas mais frequentes contam entre 2 a 8 ovos, mas excepcionalmente podem chegar a 16. A incubação, realizada sobretudo pela fêmea, tem uma duração de 24 a 29 dias. Os juvenis podem abandonar o ninho muito cedo, mesmo antes de aprenderem a voar. A coruja dos banhados geralmente defende seu ninho realizando voos rasantes contra intrusos (inclusive o homem) quando se aproximam do local.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Características:

É uma coruja que mede entre de 33 a 41,5 cm (macho) e 34 a 43 cm (fêmea), pesando entre 200 e 450 g (macho) e 260 a 500 g (fêmea), aspecto delgado e partes inferiores finamente estriadas, possuindo asas longas e “orelhas” curtas e inconspícuas (Meyer-de-Schauensee, 1970; Sick, 1997), tarso e dedos recoberto por penas. Asa de 281 a 335 mm. Fêmea possui plumagem mais escura que o macho e jovem possui estrias no peito e no ventre.

Possui dez subespécies:

  • Asio flammeus flammeus (Pontoppidan, 1763) – ocorre na América do Norte, Europa; Norte da Ásia e Norte da África;
  • Asio flammeus galapagoensis (Gould, 1837) – ocorre no Arquipélago de Galápagos;
  • Asio flammeus ponapensis (Mayr, 1933) – ocorre no Leste da Ilhas Carlina;
  • Asio flammeus sandwichensis (A. Bloxam, 1827) – ocorre no Arquipélago do Havaí;
  • Asio flammeus domingensis (Statius Muller, 1776) – ocorre na ilha Hispaniola e em Cuba (?);
  • Asio flammeus portoricensis (Ridgway, 1882) – ocorre na Ilha de Puerto Rico;
  • Asio flammeus suinda (Vieillot, 1817) – ocorre do Sul do Peru até a Bolívia, Sudeste do Brasil até a Terra do Fogo;
  • Asio flammeus bogotensis (Chapman, 1915) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Colômbia, Equador e Noroeste do Peru;
  • Asio flammeus pallidicaudus (Friedmann, 1949) – ocorre no Norte da Venezuela e Guiana;
  • Asio flammeus sanfordi (Bangs, 1919) – ocorre nas Ilhas Malvinas.
Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas com arbustos e árvores esparsas, campos abertos, baixadas com manchas de vegetação, clareiras próximo a bordas de mata, terras cultivadas, pastagens abandonadas ou ativas, áreas urbanas e banhados onde pode ser vista caçando durante o dia, pousando sobre o solo ou peneirando. Adapta-se a áreas próximas de cidades e chega até a adentrar áreas urbanizadas. Ativa tanto à noite quanto de dia, com pico de atividade ao anoitecer. Normalmente menos ativa nos períodos de meio do dia e meio da noite (Konig, “Owls of the World”). Pode ser vista pousada em mourões de cerca, no topo de arbustos e postes, em fios de eletricidade ou outros locais expostos. Caça voando baixo executando manobras rápidas e batidas de asa lentas e flexíveis, deslizando em seguida pelo ar.

Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/mocho-dos-banhados Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coruja-do-nabal Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Colhereiro – (Platalea ajaja)

O colhereiro Platalea ajaja é uma ave da família Threskiornithidae. Também conhecido como colhereiro-americano. Ocorre do sul dos EUA à Argentina, ocorrendo também em áreas do Equador e Peru.

Colhereiro Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Colhereiro
  • Nome inglês: Roseate Spoonbill
  • Nome científico: Platalea ajaja
  • Família: Threskiornithidae
  • Habitat: Ocorre do sul dos EUA à Argentina, ocorrendo também em áreas do Equador e Peru.
  • Alimentação: Peneira a água, sacudindo e mergulhando o bico à procura de alimento, dentre eles peixes, pequenos anfíbios, insetos, camarões, moluscos e crustáceos. A presença de algumas substâncias nestes itens alimentares, chamadas carotenoides, dão uma coloração rosada ao colhereiro, que se torna mais intensa na época reprodutiva.
  • Reprodução: Tem uma parada nupcial elaborada, que inclui batimentos de bico e ofertas mútuas de galhinhos. Ele nidifica em colônias e constrói o ninho com gravetos e talos secos de gramíneas em árvores. As colônias costumam ser mistas, englobando outras espécies de aves, como biguás e garças. A fêmea geralmente realiza a postura de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 22 dias. Após 6 semanas o juvenil começa a voar e aos 3 anos de idade atinge a maturidade sexual e apresenta a plumagem adulta. Chega a viver entre 10 e 15 anos.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Colhereiro Foto – Renato Costa Pinto
Características:

Mede entre 68,5 e 86,5 centímetros de comprimento e pesa entre 1150 e 1400 gramas. A coloração geral da plumagem é rosada, sendo que as asas e parte inferior das costas são fortemente rosadas com algumas penas avermelhadas. Pescoço, peito e parte superior das costas são rosadas mas com uma tonalidade mais clara, quase branca. As pernas são vermelhas com os dedos ligeiramente mais escuras. Os dedos são semipalmados. O bico cinza possui a forma de uma colher, medindo cerca de 20 centímetros. Sua extremidade é plana e arredondada. Os adultos têm cabeça cinzenta e nua. Não há distinção entre a plumagem do macho e da fêmea.

Colhereiro Foto – Renato Costa Pinto
Comentários:

Frequenta áreas aquáticas, como praias lamacentas e manguezais, e realiza migrações sazonais. O colhereiro é um animal gregário, ou seja, que vive em bandos

Colhereiro Foto – Renato Costa Pinto
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/colhereiro Acesso em 18 Março de 2015.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Colhereiro Acesso em 31 de Outubro de 2015.

Barranqueiro-de-olho-branco – (Automolus leucophthalmus)

O barranqueiro-de-olho-branco Automolus leucophthalmus é uma ave da família Furnariidae. Ocorre nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil até o Rio Grande do Sul, sul de Goiás e leste de Mato Grosso, além do Paraguai e Argentina.

Barranqueiro-de-olho-branco Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Barranqueiro-de-olho-branco
  • Nome inglês: White-eyed Foliage-gleaner
  • Nome científico: Automolus leucophthalmus
  • Família: Furnariidae
  • Subfamília: Philydorinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil até o Rio Grande do Sul, sul de Goiás e leste de Mato Grosso, além do Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, formigas de correição e larvas.
  • Reprodução: Nidifica em túneis e barrancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Barranqueiro-de-olho-branco Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede entre 19 e 20 centímetros de comprimento e pesa entre 25 e 35 gramas. Apresenta olhos e garganta brancos e plumagem geral é de coloração ferrugínea, sendo a região do uropígio e a cauda de coloração canela fortemente acastanhada.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Automolus leucophthalmus leucophthalmus (Wied, 1821) – ocorre no leste do Brasil, no estado da Bahia;
  • Automolus leucophthalmus sulphurascens (M. H. K. Lichtenstein, 1823) – ocorre na região central e sudeste do Brasil, nos estados de Mato Grosso, Goiás e sul da Bahia até o sul do estado do Rio Grande do Sul, no leste do Paraguai e no nordeste da Argentina na província de Misiones. Esta subespécie é maior e mais pálida que a subespécie nominal.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Barranqueiro-de-olho-branco Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta matas secundárias e capoeiras. Acompanha regularmente bandos mistos e correições de formigas pelo estrato médio e baixo, eventualmente como “espécie nuclear”. Típico de florestas do Brasil Oriental.

Barranqueiro-de-olho-branco Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Mergulhão-caçador – (Podilymbus podiceps)

O mergulhão-caçador Podilymbus podiceps é uma ave da família Podicipedidae. Ocorre da América do Norte ao Chile, Argentina e quase todo o Brasil.

Mergulhão-caçador Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Mergulhão-caçador
  • Nome inglês: Pied-billed Grebe
  • Nome científico: Podilymbus podiceps
  • Família: Podicipedidae
  • Habitat: Ocorre da América do Norte ao Chile, Argentina e no Brasil oriental.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes pequenos, cobras aquáticas, crustáceos e anfíbios. Ocasionalmente aproveita-se de garças para apanhar peixes espantados por elas. Quebra peixes batendo-os na superfície da água para facilitar a alimentação dos filhotes pequenos.
  • Reprodução: Contrói o ninho flutuante feito de capim e juncos e fica ancorado na vegetação aquática. Põe de 4 a 6 ovos pequenos, alongados e brancos, com um período de incubação de 22 a 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Mergulhão-caçador Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em média 35 cm, e pesa entre 350 a 550 g. Espécie cinza-amarronzada, com asas e dorso de tons mais escuros e abdome e píleo esbranquiçados; garganta branca e face e pescoço anterior ocre; bico grosso; não apresenta branco nas asas como outros mergulhões. Na época reprodutiva apresenta uma cinta negra ao redor do bico, a garganta preta e o pescoço cinza.

Possui três subespécies:

  • Podilymbus podiceps podiceps (Linnaeus, 1758) – ocorre do Alasca até o Panamá e em Cuba;
  • Podilymbus podiceps antarcticus (Lesson, 1842) ocorre do noroeste da América do Sul no Panamá e Colômbia até o sul da Argentina e do Chile. Ocorre no Brasil; (Piacentini, 2015).
  • Podilymbus podiceps antillarum (Bangs, 1913) ocorre no arquipélago das Antilhas.
Mergulhão-caçador Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta lagos e lagoas interioranas de águas abertas, mas com vegetação aquática flutuante próxima às margens. Quando caça mergulha demoradamente, podendo ficar mais de 40 segundos debaixo d’água. Quando em perigo, tem uma técnica singular de mergulho. No local onde está, afunda verticalmente como uma pedra, sem fazer os costumeiros movimentos de mergulhar, que consistem em agitar as pernas projetando a cabeça para a frente.

Mergulhão-caçador Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/mergulhao-cacador Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mergulh%C3%A3o-ca%C3%A7ador Acesso em 30 de Outubro de 2009.

Choquinha-de-dorso-vermelho – (Drymophila ochropyga)

A choquinha-de-dorso-vermelho Drymophila ochropyga é uma ave da família Thamnophilidae. Espécie endêmica, ocorre na Mata Atlântica litorânea da Bahia até Santa Catarina.

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 25}
  • Nome popular: Choquinha-de-dorso-vermelho
  • Nome inglês: Ochre-rumped Antbird
  • Nome científico: Drymophila ochropyga
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e larvas, caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Choquinha-de-dorso-vermelho {field 25}

Características:

Tem o peito e garganta estriados, a coroa preta e linha superciliar branca. O dorso e ventre são ferrugíneos de preto e por ter o baixo dorso e o ventre ferrugíneos.

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 16}

Comentários:

Frequenta florestas de montanha em altitudes de 300 a 1950 metros. Podem ser vistos com frequência em taquarais

Choquinha-de-dorso-vermelho {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pombo-doméstico – (Columba livia)

O pombo-doméstico Columba livia é uma ave da família Columbidae. Conhecido também como pombo-comum ou pombo-das-rochas.

Pombo-doméstico {field 11}
  • Nome popular: Pombo-doméstico
  • Nome inglês: Rock Pigeon
  • Nome científico: Columba livia
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Pode ser encontrada em todo Brasil, sendo comum até mesmo em grandes centros urbanos.
  • Alimentação: É granívora e frugívora, alimenta-se de variados tipos de sementes, principalmente a dos frutos do Urucum (Bixa orellana). Com o bico, costuma virar folhas secas em busca de alimentos. Sinantrópica, adaptou-se muito bem ao ambiente urbano. Comumente visto em praias, centro de cidades, praças, parques, aglomerados urbanos, consumindo restos de resíduos alimentares de seres humanos, os quais passaram a ser parte de sua dieta.
  • Reprodução: constrói o ninho em beirais de casas, com as próprias folhas secas que já estão lá e alguns gravetos. O ninho é feito de forma redonda, apenas ajeitando as folhas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pombo-doméstico {field 11}

Características:

Mede em média entre 28-38 centímetros, e pesa em torno de 238-380 gramas. Esta espécie tem muitas variações na coloração. Alguns apresentam corpo todo preto com pés rosa-avermelhado e olhos laranjas em alguns indivíduos. Outros chegam a ser “albinos” com os olhos escuros e bico rosa-pálido. Já outros são marrons com duas barras também marrons nas asas cinza claro. Neste mesmo caso eles podem ter barras pretas nas asas cinza (este tem corpo cinza escuro). O pombo desse tipo (cinza escuro) tem o pescoço com penas verde-metálicas e roxas-metálicas que brilham sob a luz do sol.

Pombo-doméstico {field 16}

Comentários:

Frequentam áreas rochosas, geralmente nas costas. Em sua forma domesticada, o pombo selvagem tem sido amplamente introduzido em outros lugares, e é comum em grande parte do mundo, especialmente nas cidades. A expectativa média de vida em qualquer parte do mundo é de 3-5 anos na selva e até mais de 15 anos em cativeiro. Em muitos países é considerado um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos

Pombo-doméstico {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências