Tico-tico-rei-cinza – (Coryphospingus pileatus)

O tico-tico-rei-cinza é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil também na Venezuela e Colômbia.
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  • Nome popular: Tico-tico-rei-cinza
  • Nome inglês: Pileated Finch
  • Nome científico: Coryphospingus pileatus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Em território brasileiro ocorre nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (até o Rio de Janeiro). Encontra-se também na Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: É essencialmente granívoro, esmagando as sementes com o bico. Come também insetos e outros artrópodes
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, semi-esférico. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Seu ninho é parasitado pelo Chupim – (Molothrus bonariensis) que coloca os ovos para a fêmea do tico-tico-rei-cinza chocar
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 14 centímetros de comprimento. A fêmea é parda-acinzentada nas partes superiores, esbranquiçada nas partes inferiores, com o peito e os lados estriados de cinzento. O macho quando excitado, abre e fecha a crista vermelha e negra.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Coryphospingus pileatus pileatus (Wied-Neuwied, 1821) – ocorre na região leste do Brasil, do leste do Maranhão, Piauí, Ceará atravessando todo o Nordeste até os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro;
  • Coryphospingus pileatus rostratus (A. H. Miller, 1947) – ocorre na Colômbia na região árida do alto Vale do rio Magdalena. Parecida com a anterior, mas possui um bico notavelmente maior e uma cauda menor.
  • Coryphospingus pileatus brevicaudus (Cory, 1916) – ocorre do norte da Colômbia até o norte da Venezuela; ocorre também na Ilha Margarita, na costa da Venezuela. Difere da forma nominal por possuir os loros de um cinza mais claro e a cauda mais curta.

TIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

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Comentários:

Vive na caatinga, mata seca e restinga. No Mato Grosso, Goiás e oeste de Minas Gerais aproxima-se do Lanio cucullatus (Tico-tico-rei) encontrando-se com ele em certos locais e com ele hibridando-se. Anda no chão ou nos arbustos baixos, a pouca altura do solo.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tico-tico-rei-cinza Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lanio_pileatus Acesso em 14 de Outubro de 2015

Batuqueiro – (Saltatricula atricollis)

O batuqueiro também conhecido como bico-de-pimenta, é uma ave da família Thraupidae. Mede cerca de 20 centímetros de comprimento, possui a máscara e pescoço anterior negros. Ocorre em várias regiões do Brasil e também na Bolívia e Paraguai. Podemos encontrá-los, em campos cerrados, caatinga e campos adjacentes.
Batuqueiro {field 6}
  • Nome popular: Batuqueiro
  • Nome inglês: Black-throated Saltator
  • Nome científico: Saltatricula atricollis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre desde o Mato Grosso do Sul à Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás ao interior das regiões sudeste e Nordeste. Também ocorre no Paraguai e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, podendo eventualmente comer alguns insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça em arbustos ou pequenas árvores, põe em média 3 ovos tendo até 3 ninhadas por estação
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Batuqueiro {field 6}
Características:

Mede cerca de 20 centímetros de comprimento, possui a máscara e pescoço anterior negros, partes superiores cinza pardacentas com reflexos anilados especialmente no dorso e nas asas, as partes inferiores são cinza amareladas claras. As rêmiges são negras com bordos interiores brancos. As retrizes são negras, o bico é grosso e laranja avermelhado. A fêmea possui as mesmas cores porém mais atenuadas, o bico é vermelho pálido. O jovem apresenta as partes superiores, cabeça e pescoço anterior pardos, bico anegrado e partes inferiores estriadas

Batuqueiro {field 6}
Comentários:

Habita o cerrado, campos cerrados, caatinga e campos adjacentes, vive em pequenos grupos ou em pares, executando gritarias coletivas ao amanhecer em busca de alimento entre os arbustos.

Batuqueiro {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/batuqueiro Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Saltatricula_atricollis Acesso em 14 de Outubro de 2015

Canário-do-campo – (Emberizoides herbicola)

O canário-do-campo Emberizoides herbicola é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como cabo-mole, joão-mole e tibirro-do-campo.

Canário-do-campo {field 7}
  • Nome popular: Canário-do-campo
  • Nome inglês: Wedge-tailed Grass-Finch
  • Nome científico: Emberizoides herbicola
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Emberizoidinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também na Venezuela, Colômbia, Guianas, Peru, Equador, Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai. Há uma ssp. que ocorre entre a Costa Rica e o Panamá.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e sementes. Caça insetos e as sementes no chão ou no meio dos talos das gramíneas, ficando invisível, apesar do tamanho relativamente grande. Reproduzem-se de maio a setembro
  • Reprodução: Constroem o ninho em forma de taça, com hastes da grama seca e umas poucas raízes pequenas, entre o nível do solo e cerca de 30 cm de altura, entre as gramíneas. A fêmea bota 2 ou ovos brancos, com algumas manchas pretas na extremidade mais grossa
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 20 centímetros e pesa 30 gramas, tem uma longa cauda graduada, que equivale a mais da metade do seu corpo. A cabeça, dorso e asas são listrados de preto. A face próximo aos olhos é acinzentada. Para cantar, o macho pousa em locais expostos, onde o forte riscado negro das costas destaca-se, bem como o bico, pontudo e amarelado com o bordo superior negro. À frente do olho, um pequeno semicírculo claro pode auxiliar na identificação, dependendo da luz. Partes inferiores cinza claro (amareladas no juvenil, em cujo bico falta o tom amarelo dos adultos). As pernas são amarelas ou rosadas e o ventre é pardo-esbranquiçado. A longa cauda (cerca de metade do comprimento total da ave) é capaz de identificá-lo à distância, especialmente quando pousa nos pendões mais altos das gramíneas ou galhos expostos dos arbustos.

Possui seis subespécies:

  • Emberizoides herbicola herbicola (Vieillot, 1817) – ocorre no sudeste do Peru, Bolívia, Paraguai, nordeste da Argentina e sudeste do Brasil.
  • Emberizoides herbicola sphenurus (Vieillot, 1818) – ocorre no norte da Colômbia, Venezuela, Guianas e norte do Brasil.
  • Emberizoides herbicola lucaris (Bangs, 1908) – ocorre na Costa Rica.
  • Emberizoides herbicola hypochondriacus (Hellmayr, 1906) – ocorre nos sopés do vulcão Chiquiri no oeste do Panamá até a região da cidade do Panamá.
  • Emberizoides herbicola floresae (Griscom, 1924) – ocorre nas montanhas do oeste do Panamá (monte Flores e vulcão Chiquiri).
  • Emberizoides herbicola apurensis (Gilliard, 1940) – ocorre na porção a leste dos Andes na Colômbia e no oeste da Venezuela.
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Comentários:

Frequentam o cerrado ou a savana seca tropical o subtropical das terras baixas, com pastagens sazonalmente húmidos, com gramíneas, árvores esparsas e arbustos, principalmente onde a grama é alta e não está desgastada ou queimada, e também as florestas muito antigas degradadas. Com comportamento abertamente territorial, os casais vivem sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende contra qualquer aproximação dos outros machos da espécie

Canário-do-campo {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/canario-do-campo Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Can%C3%A1rio-do-campo Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Bico-de-pimenta – (Saltator fuliginosus)

o bico-de-pimenta Saltator fuliginosus é uma ave da família Thraupidae. Conhecido como pimentão e bico-de-fogo. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Bico-de-pimenta
  • Nome inglês: Black-throated Grosbeak
  • Nome científico: Saltator fuliginosus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil de Pernambuco, sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, Paraguai e nordeste extremo da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas e sementes. Acompanha bandos mistos pelo estrato médio à procura de alimento.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, feito perto do chão com o uso de capim seco e ramos de macela. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 22 cm de comprimento. Tem o corpo negro com bico vermelho-pimenta bem destacado que facilita sua identificação. No macho adulto, o pescoço anterior é negro , formando o chamado babador mais escuro que o resto do corpo. Os jovens possuem as partes superiores, cabeça e pescoço anterior preto com o resto do corpo na cor chumbo, nos machos e nas fêmeas predomina a cor chumbo no corpo todo, bico anegrado na parte superior, quando jovem, e totalmente vermelho-pimenta quando adulto.

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Comentários:

Frequenta a mata primária e matas secundárias altas. Seu canto é desenvolvido e podem aparecer dialetos regionais. Geralmente vive aos casais.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-de-pimenta Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-de-pimenta Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Tempera-viola – (Saltator maximus)

O tempera-viola Saltator maximus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no México, Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, Paraguai e Brasil.

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  • Nome popular: Tempera-viola
  • Nome inglês: Buff-throated Saltator
  • Nome científico: Saltator maximus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia e nas regiões central e leste do Brasil, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. Encontrado também do México ao Panamá, em todos os demais países Amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia – e no Paraguai.
  • Alimentação: Espécie onívora, alimenta-se principalmente de frutos, mas também come insetos larvas, flores, sementes.
  • Reprodução: Constrói um ninho grosseiro com gravetos, folhas e gramíneas, em formato de tigela profunda. Põe de 2 a 3 ovos azul-claros manchados, com o período de incubação variando de 12 a 15 dias, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média19 cm de comprimento. Possui manto com uma bela coloração verde que se estende até a cauda com a mesma coloração. Apresenta a lateral da cabeça, peito e parte superior do ventre na cor cinza, possui o baixo ventre e crisso na cor canela, sua sobrancelha é curta e espessa, indo do loro até os olhos. Seu bico na cor cinza grafite é forte, maior e mais afilado que os demais do gênero. A garganta possui duas manchas malares escuras nas laterais como um prolongamento da mandíbula, mancha clara entre elas, abaixo, na porção final das manchas escuras e entre elas, possui uma mancha castanha que varia de tamanho em cada indivíduo. Pernas e pés na cor cinza. Difere do Trinca-ferro-verdadeiro pela coloração mais amarronzada do dorso, cauda verde e, principalmente, pela mancha de coloração marrom no pescoço que pode variar de tamanho. Os jovens da espécie possuem as cores do dorso e peito esmaecidas, não tão bem definidas como no adulto. Também apresenta comissura labial distinta e bastante pronunciada, de fácil identificação.

Possui cinco subespécies:

  • Saltator maximus maximus (Statius Muller, 1776): Ocorre do leste da Colômbia, leste da Venezuela e Guianas, sudeste da Bolívia, Paraguai e Brasil (Paynter 1970).
  • Saltator maximus iungens (Griscom, 1929): Ocorre no leste do Panamá, e noroeste da Colombia no leste para o vale inferior de Cauca (Paynter 1970).
  • Saltator maximus magniodes (Lafresnaye, 1844): Ocorre do sul do México ao sul do Panamá. Habita o sul do México, Chiapas e Quintana Roo, e também noroeste do Panamá (Paynter 1970).
  • Saltator maximus intermedius (Lawrence, 1864): Ocorre no sudoeste da Costa Rica, leste ao centro de Panama (Paynter 1970).
  • Saltator maximus gigantoides (Cabanis, 1851): Ocorre na encosta caribenha do México, do centro de Veracruz sul para norte Oaxaca e Tabasco (Paynter 1970).
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Comentários:

Frequenta bordas de florestas, clareiras arbustivas com árvores isoladas, capoeiras e plantações, principalmente em regiões mais úmidas. Não penetra em regiões serranas. Vive solitário ou aos pares e em bandos mistos pelas copas ou então, pelo estrato médio.

Tempera-viola {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tempera-viola Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Buff-throated_saltator Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Caboclinho-coroado – (Sporophila pileata)

O caboclinho-coroado Sporophila pileata é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como caboclinho-branco. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Caboclinho-coroado
  • Nome inglês: Pearly-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila pileata
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Originalmente encontrado no sul do Brasil, do extremo oeste de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e sul do Mato Grosso do Sul até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina. Vem aumentando a distribuição, agora é encontrado também no extremo sul do Mato Grosso, boa parte de Tocantins e já foi observado em Espírito Santo.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimentam-se basicamente de sementes de várias espécies de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho a pouca altura em capinzais altos, feito com folhas, gramíneas, gravetos e musgos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caboclinho-coroado {field 16}
Características:

Mede cerca de 10 centímetros de comprimento e pesa entre 7,6 e 10 gramas. O macho é de coloração geral branco pardacenta, com um boné escuro, rêmiges e retrizes também escuras. Apresenta espéculo branco distinto na asa. Bico, íris, pernas e pés escuros. A fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

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Comentários:

Frequenta campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, frequentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes de gramíneas.

Caboclinho-coroado {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/caboclinho-coroado Acesso em 18 Março de 2014.

Saíra-sapucaia – (Stilpnia peruviana)

A saíra-sapucaia Stilpnia peruviana é uma ave da família Thraupidae. Espécie endêmica da Mata Atlântica, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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  • Nome popular: Saíra-sapucaia
  • Nome inglês: Black-backed Tanager
  • Nome científico: Stilpnia peruviana
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. ESPÉCIE ENDÊMICA DA MATA ATLÂNTICA.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também come insetos e aranhas.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma. Já foi registrada construindo o ninho no interior de bromélias
  • Estado de conservação: VULNERÁVEL
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Características:

Mede em média 15 cm. O macho é uma das saíras mais coloridas, possuindo a cabeça, pescoço, crisso e dorso marrons claro, uropígio e coberteiras da asa creme, garganta, peito e barriga verde-água, remiges e retrizes azul claro, bico preto e uma faixa preta que vai do olho ao bico e pernas cinzas. Possui manchas pretas no dorso. As fêmeas são menos coloridas; só possuem a cabeça marrom claro e o resto do corpo em tons esverdeados. Jovens e filhotes são pardos com asas e cauda esverdeados.

Saíra-sapucaia {field 6}
Comentários:

Frequenta restingas, de matas primárias e secundárias. Durante o inverno, farta-se com os pequenos frutos de Capororoca (Rapanea sp, atualmente Myrsine L.), além de ocasionalmente frequentar comedouros para aves. Existem também registros para cidades e parques urbanos.

Saíra-sapucaia {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/saira-sapucaia Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-sapucaia Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Saíra-viúva – (Pipraeidea melanonota)

A saíra-viúva é uma ave da família Thraupidae.Ocorre na América do Sul, no Brasil, Venezuela. Paraguai, Uruguai e Argentina.
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  • Nome popular: Saíra-viúva
  • Nome inglês: Fawn-breasted Tanager
  • Nome científico: Pipraeidea melanonota
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, encontrado, também, no Uruguai, Argentina, Paraguai e a encosta interna dos Andes, chegando ao nordeste do Amazonas e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos, insetos e sementes de alguns tipos de ervas daninhas que são colhidos no topo das árvores, no tronco e nos galhos. Aprecia muito o fruto de Nêspera Eriobotrya japonica . Capturam borboletas e alguns insetos através de voo curto e rápido em pleno ar.
  • Reprodução: Constrói o ninho com musgos, entre 15 e 20 metros de altura, escondido entre epífitas, sobre um ramo de árvore.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 15 centímetros e pesa entre 18 e 25 gramas. O macho da espécie nominal apresenta inconfundível coloração azul-claro brilhante do alto da cabeça que se estende até a nuca. A face apresenta uma máscara ocular negra e garganta de coloração mais clara que as demais partes inferiores e pela coloração amarelo-ferrugíneo do peito ventre e crisso. O manto é preto, uropígio azul claro e retrizes centrais negras, as retrizes laterais são azuis. As asas apresentam álula na cor azul claro, coberteiras e rêmiges escuras com bordas de coloração azul cobalto. Olhos castanhos escuros. O bico é preto e os tarsos e pés são escuros. A fêmea da espécie nominal é bastante similar ao macho, mas apresenta a coloração do alto da cabeça que se estende até o manto na coloração azul esverdeado. Faixa supra ocular de coloração azul-claro que termina próximo ao encontro. Coberteiras e rêmiges escuras com bordas de coloração azul esverdeada ao invés de azul cobalto do macho.

Possui duas subespécies reconhecidas:
  • Pipraeidea melanonota melanonota (Vieillot, 1819) – ocorre no leste do Paraguai, nordeste da Argentina (Missiones, Corrientes e Buenos Aires) e no sul do Uruguai; no Brasil ocorre do estado da Bahia até o estado do Rio Grande do Sul. Populações localizadas são encontradas no sudoeste do estado de Mato Grosso e no estado de Pernambuco.
  • Pipraeidea melanonota venezuelensis (P. L. Sclater, 1857) – ocorre nas montanhas do norte, nordeste, sudeste e sul da Venezuela; localmente nos Andes de Lara até Táchira; monte Yaví e no monte Taracuniña; no oeste, centro e leste da cordilheira dos Andes da Colômbia, no Equador, no Peru, Bolívia e no noroeste da Argentina (Tucumán e Catamarca).
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Comentários:

Frequenta florestas, restingas e às vezes em paisagens semi-abertas. São vistas sozinhas ou em casais. Fazem parte do grande número de pássaros que se reúnem nas árvores frutíferas se destacando pelo seu colorido.

Saíra-viúva {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-viuva Acesso em 08 Setembro de 2013.

Tietinga – (Cissopis leverianus)

O tietinga é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil e também no Paraguai, Argentina e nos demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Tietinga {field 5}
  • Nome popular: Tietinga
  • Nome inglês: Magpie Tanager
  • Nome científico: Cissopis leverianus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Presente na Amazônia brasileira principalmente ao sul do rio Amazonas, desde o extremo oeste até o Maranhão e o Piauí, e de Pernambuco ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Argentina e nos demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e alguns insetos, aprecia especialmente bananas e goiabas.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Habitat: Ocorre no Leste da Colômbia até o Sudeste da Venezuela, Guianas, Norte da Bolívia, e na Amazônia brasileira; Cissopis leverianus major (Cabanis, 1851) – ocorre do Paraguai até o Sudeste do Brasil e na região adjacente do Nordeste da Argentina na província de Misiones.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 29 centímetros de comprimento e pesa 76 gramas (macho) e 67,5 gramas (fêmea).

Tietinga {field 7}
Comentários:

É comum em bordas de florestas, capoeiras arbustivas com árvores esparsas e florestas de galeria, no estrato médio ou na copa. Vive aos pares ou em pequenos bandos bastante barulhentos, pousando com frequência no alto de árvores em áreas abertas. Raramente se junta a bandos mistos.

Tietinga {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tietinga Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tietinga Acesso em 14 de Outubro de 2015

Tiê-galo – (Loriotus cristatus)

O tiê-galo Loriotus cristatus é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como galo-de-bando, ocorre em quase todo o Brasil e também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Tiê-galo {field 5}
  • Nome popular: Tiê-galo
  • Nome inglês: Flame-crested Tanager
  • Nome científico: Loriotus cristatus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: São encontrados em toda a região Amazônica do Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia
  • Alimentação: Busca insetos ativamente na folhagem, bem acima do solo, alimentando-se também de frutos.Costuma frequentar comedouros.
  • Reprodução: Faz ninho na forma de uma cestinha, no sub-bosque da floresta.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho é preto com uma crista laranja-avermelhada, a parte baixa das costas e o centro da garganta marrons; a fêmea é toda marrom.

Possui oito subespécies:
  • Lanio cristatus cristatus (Linnaeus, 1766) – ocorre na Guiana Francesa e no norte do Brasil; ao norte do Amazonas;
  • Lanio cristatus fallax (Zimmer, 1945) ocorre do sul da Colômbia na região sudeste de Nariño até o leste do Equador e nordeste do Peru;
  • Lanio cristatus cristatellus (P. L. Sclater, 1862) – ocorre da porção tropical do sudeste da Colômbia até o nordeste do Peru, sul da Venezuela e noroeste do Brasil;
  • Lanio cristatus huarandosae (Chapman, 1925) – ocorre no norte do Peru na região dos Vales dos rios Chinchipe e Marañón;
  • Lanio cristatus intercedens (Berlepsch, 1880) – ocorre no leste da Venezuela; no leste da região Bolívar, na Guiana e no Suriname;
  • Lanio cristatus pallidigula (Zimmer, 1945) – ocorre no norte do Brasil; no leste do estado do Pará, no baixo Rio Tocantins;
  • Lanio cristatus madeirae (Hellmayr, 1910) – ocorre no Brasil ao sul do Amazonas, da região de Tefé até o Rio Xingu e o estado de Mato Grosso;
  • Lanio cristatus brunneus (Spix, 1825) – ocorre no leste do Brasil do estado de Pernambuco até o norte do estado de Santa Catarina.
Tiê-galo {field 5}
Comentários:

São comuns nos estratos médio e superior de florestas úmidas de terra firme e de várzea, com menor frequência nas bordas de florestas, capoeiras arbóreas e pequenas clareiras adjacentes. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, quase sempre acompanhando bandos mistos de outros pássaros.

Tiê-galo {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tie-galo Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lanio_cristatus Acesso em 14 de Outubro de 2015

Papa-capim-de-costas-cinza – (Sporophila ardesiaca)

O papa-capim-de-costas-cinzas é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como cabeça-de-côco, patativa e coleiro-mineiro.
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  • Nome popular: Papa-capim-de-costas-cinzas
  • Nome inglês: Dubois’s Seedeater
  • Nome científico: Sporophila ardesiaca
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Congrega-se nos capinzais soltando grãos e usa o bico forte para quebrar as sementes. O nome papa-arroz vem do hábito de também usar plantações de arroz como fonte de alimentação. Além do arroz, adaptou-se às várias gramíneas trazidas da África e acompanhou a expansão da pecuária nas áreas anteriormente florestadas. Aprecia os frutos do Tapiá ou Tanheiro (Alchornea glandulosa). Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: No período reprodutivo (outubro a fevereiro), o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. No início, o ninho é construído pelo macho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área. Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto. O ninho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais, é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo
  • Estado de conservação:Pouco preocupante
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Características:

Possui peito branco e a cabeça e o pescoço cinzento-escuros, o que lhe confere o formato de uma carapuça. Pode ser confundido com o baiano que se distingue por ter um cinza-esverdeado nas costas e na carapuça e amarelo no peito, mais comum do Brasil Central, Norte e Nordeste. Seu canto sofre variações regionais e é quase idêntico ao do baiano.

Papa-capim-de-costas-cinza {field 5}
Comentários:

Costuma se misturar a bandos de outros Sporophila e passa despercebido. Frequenta campos abertos e capinzais.

Papa-capim-de-costas-cinza {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com/papa-capim-de-costas-cinza Acesso em 08 Setembro de 2013.

Cardeal-do-nordeste – (Paroaria dominicana)

O cardeal-do-nordeste é uma ave da família Thraupidae. É conhecido também como galo-da-campina. Espécie endêmica do sertão nordestino.
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  • Nome popular: Cardeal-do-nordeste
  • Nome inglês: Red-cowled Cardinal
  • Nome científico: Paroaria dominicana
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: É originalmente espécie endêmica do sertão nordestino, mas hoje em dia expandiu sua distribuição com a ajuda direta ou indireta do homem. Foi favorecido pelo desflorestamento e com isso passou a habitar não só o sertão, mas também regiões antigamente ocupadas por florestas, chegando até o litoral. Sua beleza faz com que seja perseguido ao longo de toda sua distribuição por passarinheiros que abastecem o tráfico de aves nacional e até mesmo internacional. Foi a partir de aves de cativeiro que fugiram, ou até mesmo por solturas intencionais, que esta ave passou a ocorrer em locais bem distantes de sua distribuição original, como as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde mantêm populações estáveis.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos, ocasionalmente em épocas de escassez também come insetos.
  • Reprodução: Formam casais para o período reprodutivo, frequentando apenas um único território demarcado pelo macho, põe de 3 a 4 ovos e tem uma média de 3 ninhadas por temporada. Na caatinga reproduz-se apenas uma vez a cada ano no período das chuvas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 17 cm. Plumagem de cabeça vermelha, curta e ereta, sobretudo na nuca do macho. Partes superiores cinzentas exceto o dorso anterior que é composto de penas negras no ápice e brancas na base, o que dá ao conjunto um aspecto escamoso de negro e branco. Dorso posterior e coberteiras superiores das asas manchadas de negro; maxila anegrada, mandíbula cinzento-clara.

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Comentários:

Espécie originária do nordeste brasileiro hoje pode ser encontrada em outras regiões como o sudeste devido á introdução visando o aumento da população, já que esta é uma das espécies mais caçadas pelos traficantes de vida selvagem devido á sua beleza. Durante o período reprodutivo costuma cantar ao alvorecer. Podemos encontrá-los na mata baixa rala e bem ensolarada, frequenta também a beira de rios, açudes e poços naturais na caatinga, a fim de beber água e tomar banho

cardeal-do-nordeste {field 6}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/cardeal-do-nordeste Acesso em 08 Setembro de 2013.

Bico-grosso – (Saltator maxillosus)

O Bico-grosso é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como, Trinca-ferro-bicudo, Tempera-viola e Botió. Ocorre na Argentina e no Brasil podemos encontrá-los em matas baixas e pequenos arbustos, principalmente nas regiões montanhosas do sudeste brasileiro.
Bico-grosso {field 5}
  • Nome popular: Bico-grosso
  • Nome inglês: Thick-billed Saltator
  • Nome científico: Saltator maxillosus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorrem na Argentina e no Brasil onde podemos encontrá-los a beira da mata e jardins nas regiões serranas do Sudeste, do Espírito Santo e Rio de Janeiro, até ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Espécie onívora tem como alimento básico sementes, mas durante o período da reprodução como precisa de mais alimento recorre também a folhas, insetos e frutas
  • Reprodução: Constroem ninhos em forma de taça a pouca altura, incubam geralmente 3 ovos durante em 14 dias, e tem em média 2 ninhadas por estação, durante a reprodução vivem em casais, em um território específico
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 20 centímetros. Chama a atenção pelo bico muito grosso, alto e amarelo na base. Partes superiores cinza-escura. Quase sem verde, sobrancelha branca iniciando-se na base do bico, partes inferiores ferrugíneas; fêmea de costas verde; o imaturo com partes superiores verdes e o bico negro. A sua vocalização é por estrofe de quatro pios forte sendo o terceiro mais alto, canta de agosto em diante.

Bico-grosso {field 8}
Comentários:

Também conhecido em algumas regiões pelos nomes de: Trinca-ferro-bicudo, Tempera-viola, Botió, esta espécie chama a atenção pelo bico muito grosso, alto e amarelo na base, tem partes superiores cinza-escura e algumas partes esverdeadas, sobrancelha branca iniciando-se na base do bico, tem tamanho aproximado de 19 cm. Esta espécie alimenta-se basicamente de grão, possuem um acerta predileção por frutos da imbaúba, e na época da reprodução também consomem larvas e insetos. No período da reprodução vivem estritamente em casais, são bastante territorialistas, constroem os ninhos em forma de taça a pouca altura, a incubação dura em torno de 14 dias. Vivem na beira da mata em plantas baixas e pequenos arbustos, principalmente nas altas serras do Sudeste do Brasil, podemos encontrá-los no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e leste da Argentina.

Bico-grosso {field 12}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-grosso Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Thick-billed_saltator Acesso em 14 de Outubro de 2015

Cigarra-bambu – (Haplospiza unicolor)

A cigarra-bambu Haplospiza unicolor é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como pixoxoque. Ocorre na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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  • Nome popular: Cigarra-bambu
  • Nome inglês: Haplospiza unicolor
  • Nome científico: Haplospiza unicolor
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre desde Minas Gerais, passando pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina até ao Rio Grande Do Sul. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e artrópodes. Na época da frutificação do bambu aparece em grandes bandos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça profunda em galhos entre epífitas (plantas que sobrevivem sobre outras plantas), em altura entre 3,5 a 4.0 metros do solo, a postura é em média de duas ninhadas por estação com 3 ovos cada uma, os ovos são brancos manchados de marrom escuro. .
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cigarra-bambu{field 8}
Características:

Mede cerca de 13 centímetros e pesa entre 14 e 17,5 gramas, macho uniformemente cinza azulado, com um faixa pós ocular estreita e escura e a fêmea é verde-oliva, com partes inferiores mais claras e a garganta e o peito estriados de oliva-escuro. Apresenta bico cônico e escuro, olhos escuros e tarsos e pés na cor rosada. Imaturos com a aparência da fêmea, porém com mais estrias no peito. O bico apresenta mandíbula com manchas amarelas.

Cigarra-bambu {field 8}
Comentários:

Vive em casais no sub-bosque e estrato médio da mata rica em taquarais. Frequenta a mata atlântica, vegetação de porte médio a alta, mata ciliar, mata de araucária, mata ou floresta subtropical, áreas antrópicas ( onde houve ou há ação do homem), habita as mtas úmidas com soqueiras de bambus até 1.400 metros de altitude.

Cigarra-bambu {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cigarra-bambu Acesso em 18 Março de 2015.
  • Universo da Natureza – disponível em: http://universodanatureza.blogspot.com/2017/03/cigarra-bambu.html Acesso em 31 de Outubro de 2015.

Pipira-da-taoca – (Eucometis penicillata)

A pipira-da-taoca Eucometis penicillata é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia e Paraguai.

Pipira-da-taoca {field 12}
  • Nome popular: Pipira-da-taoca
  • Nome inglês: Gray-headed Tanager
  • Nome científico: Eucometis penicillata
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e trechos de Minas Gerais, São Paulo e Paraná além de outros países da América do Sul: Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e insetos. Segue correições de formigas. Vive aos pares ou em pequenos grupos caçando insetos e procurando os frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho com gravetos e fibras vegetais, preso e arbustos a pouca altura, põe de 3 a 4 ovos por ninhada. Os casais são formados de julho a outubro, época de reprodução. Apesar disso, costumam ficar separados durante o dia. Os filhotes deixam o ninho após 18 dias de vida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-da-taoca {field 12}
Características:

Mede entre 16 e 17 centímetros de comprimento e pesa entre 22,5 e 35 gramas. Tem píleo amarelo. Oliva por cima, cabeça cinza-clara com crista arrepiada, bico róseo; garganta pardacenta, partes inferiores amarelas. Arrepia o topete quando canta e costuma manter a cauda entreaberta. O canto é uma sequência apressada e variada de notas agudas e abruptas.

Possui sete subespécies reconhecidas:

  • Eucometis penicillata penicillata (von Spix, 1825) – ocorre do sudeste da Colômbia a leste da cordilheira dos Andes até as Guianas, leste do Peru e norte do Brasil;
  • Eucometis penicillata affinis (von Berlepsch, 1888) – ocorre na região tropical do norte da Venezuela (do departamento de Falcón até Miranda)
  • Eucometis penicillata albicollis (d’Orbigny e Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste da Bolívia até o norte do Paraguai, nordeste da Argentina e centro-sul do Brasil;
  • Eucometis penicillata cristata (du Bus de Gisignies, 1855) – ocorre do leste do Panamá até o norte da Colômbia e no extremo oeste da Venezuela;
  • Eucometis penicillata pallida (von Berlepsch, 1888) – ocorre da região tropical sudeste do México (nos estados de Veracruz e Yucatán) até o leste da Guatemala;
  • Eucometis penicillata spodocephalus (Bonaparte, 1853) – ocorre na região tropical da Nicarágua e na região costeira do Pacifico da Costa Rica;
  • Eucometis penicillata stictothorax (von Berlepsch, 1888) – ocorre na região tropical sudoeste da Costa Rica e no oeste do Panamá.

(Clements checklist, 2014).

Pipira-da-taoca {field 7}
Comentários:

Frequenta sub-bosques, fica sempre na vegetação, a baixa altura, e quase nunca sai para lugares abertos. Ativa e irrequieta, ergue a crista quando está nervosa ou agitada. Vista em casal, que às vezes se junta a bandos mistos. Habita cerrados, cerradões, mangues, matas de galeria e matas secas na Amazônia, no Centro-Oeste e no Sudeste (São Paulo). Na Amazônia frequenta áreas alagadas como florestas de várzea e igapós.

Pipira-da-taoca {field 8}
Referências & Bibliografia:

Furriel-de-encontro – (Parkerthraustes humeralis)

O Furriel-de-encontro Parkerthraustes humeralis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre basicamente na Amazônia.

Furriel-de-encontro Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Furriel-de-encontro
  • Nome inglês: Yellow-shouldered Grosbeak
  • Nome científico: Parkerthraustes humeralis
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Orchesticinae
  • Habitat: Podemos encontra-los na Amazonia meridonal, e também Amazonia oriental. Na Colômbia, Leste do Equador, Peru, Bolívia e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, flores, frutos, e matéria vegetal.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Furriel-de-encontro Foto – Flávio Pereira

Características:

O adulto mede cerca de 16 cm e seu peso gira em torno de 35 gramas. Seu bico é preto e cinza, robusto e curvo. A coroa, peito e ventre são cinza. Sua face apresenta uma “máscara”. A garganta tem a coloração branca barrada de preto e apresenta uma fina faixa malar escura. o crisso e as penas sob a cauda são amarelas. O manto asas e cauda são principalmente verde-oliva, com uma pequena mancha amarela relativamente perceptível no ombro da ave. As rêmiges primárias e retrizes centrais são escuras. A íris é vermelha.

Furriel-de-encontro Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta as copas, vasculhando solitário ou aos pares a folhagem a procura de insetos e bagas.

Furriel-de-encontro Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/furriel-de-encontro Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Parkerthraustes Acesso em 14 de Outubro de 2015

Cardeal – (Paroaria coronata)

O Cardeal Paroaria coronata é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como cardeal-do-sul, galo-de-campina. Ocorre da Argentina até a Bolívia, Paraguai, Uruguai e no Brasil
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  • Nome popular: Cardeal
  • Nome inglês: Red-crested Cardinal
  • Nome científico: Paroaria coronata
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre da Argentina até a Bolívia, Paraguai, Uruguai e no Brasil, neste último, pode ser encontrado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Foi introduzido na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e de pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em arbustos a pouca altura confeccionado com fibras vegetais e folhas. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cardeal {field 5}
Características:

Mede 18cm de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física e sonora, motivos pelos quais é muito caçado. Não há dimorfismo sexual. Imaturo pardacento, com topete ferrugíneo.

Cardeal {field 5}
Comentários:

Forma bandos na época de muda. Vive em bordas de arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas.

Cardeal {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Silveira, F.F. 2018. Fauna digital do Rio Grande do Sul. URL: http://ufrgs.br/faunadigitalrs Acesso em 18 Março de 2018.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardeal-de-topete-vermelho Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Bico-de-veludo – (Schistochlamys ruficapillus)

O bico-de-veludo Schistochlamys ruficapillus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina
Bico-de-veludo {field 8}
  • Nome popular: Bico-de-veludo
  • Nome inglês: Cinnamon Tanager
  • Nome científico: Schistochlamys ruficapillus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre corre nos estados do Maranhão, Pará, Bahia, Pernambuco, Tocantins e Piauí. Na Região Centro-Oeste, nos estados de Mato Grosso e Goiás. No Sudeste ocorre em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na Região Sul, somente no Paraná. Varia de localmente comum a incomum nas diversas regiões onde habita. Existem populações isoladas no Paraguai e na Argentina.
  • Alimentação: Granívoro. Alimenta-se também de frutos e pequenos insetos. Aprecia muito os frutos do tapiá – (Alchornea glandulosa).
  • Reprodução: Ocorrem 2 ou 3 posturas por temporada. Põe 2 ou 3 ovos. O período de incubação leva cerca de 13 dias. Os filhotes ficam independentes entre 35 e 40 dias.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 18 centímetros de comprimento e pesa 38 gramas. A plumagem do dorso é azul-acinzentada, tem uma máscara negra na face. Na parte inferior, garganta, peito e barriga são acanelados. O baixo-ventre é branco-acinzentado. Possui um canto melodioso, repetido incessantemente, que pode variar de região para região, sendo ora mais “limpo” ora mais “embolado”.

Bico-de-veludo {field 8}
Comentários:

Frequenta cerrados, caatingas, campos de altitude, campos sujos, jardins e acima da linha de florestas. Vive solitário ou aos pares, pousado em arbustos baixos, com frequência em áreas bastante abertas. Junta-se a bandos mistos eventualmente. Pousa no topo de pequenas árvores para cantar e olhar.

Bico-de-veludo {field 8}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-de-veludo Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-de-veludo Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Saíra-pintor – (Tangara fastuosa)

A saíra-pintor Tangara fastuosa é uma ave da família Thraupidae. Ave conhecida na área original de ocorrência como pintor, pintor-verdadeiro e saíra-sete-cores-do-nordeste.
Saíra-pintor {field 9}
  • Nome popular: Saíra-pintor
  • Nome inglês: Seven-colored Tanager
  • Nome científico: Tangara fastuosa
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Endêmica do Nordeste brasileiro, principalmente no litoral dos estados de Pernambuco e Alagoas, havendo relatos para os Estados da Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte. Segundo alguns pesquisadores, no intuito de diminuir a ameaça de extinção que paira sobre essa espécie, muitas aves capturadas ao tráfico, foram soltas em áreas não divulgadas, onde quase não existem outros traupídeos; como algumas reservas do Centro-Oeste e mesmo em algumas ilhas do litoral brasileiro. Atualmente já são feitos registros com frequência nos estados do Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos, brotos, insetos e pequenos vermes.
  • Reprodução: Faz o ninho em forma de taça, confeccionado principalmente com folhas de várias plantas da família das taquaras, e postura média de 2 a 3 ovos, tendo 2 a 3 ninhadas por temporada. Estes ninhos são geralmente construídos dentro de bromélias epífitas em árvores relativamente altas. Os filhotes e imaturos apresentam plumagem de coloração verde-oliva uniforme.
  • Estado de conservação: Vulnerável
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Características:

Há um dimorfismo sutil entre os sexos, o macho apresenta a cabeça levemente mais azulada, enquanto a fêmea puxa para o amarelo esverdeado. É agressivo e territorialista, ocorre em ambientes que vão desde matas bem preservadas a outras severamente transformadas, entre elas zonas costeiras de restinga, florestas úmidas e áreas do Rio Grande do Norte conhecidas como tabuleiros. Alguns fragmentos de mata que ainda restam nos grotões de propriedades das usinas de cana-de-açúcar do Nordeste tem sido verdadeiros refúgios para a espécie. Por vezes freqüentam pomares, próximos às pequenas matas nativas onde ainda subsiste precariamente. Diferente de sua congênere do Sul e Sudeste, a saira-sete-cores, o pintor-verdadeiro quase não é visto em bandos mistos, sendo mais comum em pequenos grupos familiares.

Saíra-pintor {field 9}
Comentários:

É endêmico do Nordeste brasileiro; sendo restrito principalmente no litoral dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, havendo relatos para os Estados de Sergipe e Rio Grande do Norte. Segundo alguns pesquisadores, no intuito de diminuir a ameaça de extinção que paira sobre essa espécie, muitas aves capturadas ao tráfico, foram soltas em áreas não divulgadas, onde quase não existem outros traupídeos; como algumas reservas do Centro-Oeste e mesmo em algumas ilhas do litoral brasileiro. Infelizmente a introdução desta espécie em outros ambientes pode ocasionar consequências não previstas.

Saíra-pintor {field 9}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-pintor Acesso em 08 Setembro de 2016.

Campainha-azul – (Porphyrospiza caerulescens)

O campainha-azul é uma ave da família Thraupidae, é também conhecido como Azulão-do-cerrado e Azulinho-de-bico-de-ouro. Ocorre no Brasil e na Bolívia, podemos encontrá-los em ambientes abertos com gramíneas, arbustos e árvores baixas.
Campainha-azul {field 6}
  • Nome popular: Campainha-azul
  • Nome inglês: Blue Finch
  • Nome científico: Porphyrospiza caerulescens
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorrem na Bolívia e Brasil, do Maranhão a sudeste do Pará, Piauí, Bahia, oeste de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.
  • Alimentação: Caça o seu alimento forrageando em campo pedregoso de mato ralo, de onde também alça pequenos vôos para capturar insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela confeccionado com gramíneas secas a poucos centímetros do chão, em meio a arbustos. Os ovos são brancos com pintas de cor marrom e outras pretas. O macho ajuda na alimentação dos filhotes, mas não participa da incubação, com seu colorido azul vistoso e bico amarelo intenso, chama muito a atenção e pode ser um alvo fácil para predadores. A coloração parda da fêmea lhe permite uma boa camuflagem quando está incubando. Têm em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma, a incubação dura 14 dias e os filhotes abandonam o ninho 9 dias após o
  • Estado de conservação:Ameaçada. É considerada como espécie Quase Ameaçada de extinção também pela rápida conversão de áreas de Cerrado para atividades antrópicas.
Campainha-azul {field 6}
Características:

Mede cerca de 13 cm de comprimento. O macho adulto tem a cor azul vibrante, presente por completo em seu corpo, diferencia-se ainda pela cor amarelo intenso de seu bico. A fêmea tem cor predominantemente marrom, os juvenis têm coloração semelhante à da fêmea, vão ganhando o tom azul à medida que se tornam adultos.

Campainha-azul {field 6}
Comentários:

Esta espécie ocorre basicamente no Cerrado, onde vive geralmente em ambiente aberto com gramíneas, arbustos e árvores baixas.

Campainha-azul {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/campainha-azul Acesso em 08 Setembro de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Campainha-azul Acesso em 14 de Outubro de 2012

Rabo-mole-da-serra – (Embernagra longicauda)

O rabo-mole-da-serra Embernagra longicauda é uma ave da família Thraupidae. Espécie endêmica do Brasil

Rabo-mole-da-serra {field 8}
  • Nome popular: Rabo-mole-da-serra
  • Nome inglês: Pale-throated Pampa-Finch
  • Nome científico: Embernagra longicauda
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Emberizoidinae
  • Habitat: Ocorre no interior de Minas e Bahia, vive nos campos gerais secos com palmeiras anãs e espécies do gênero Vellosia. Na Serra do Espinhaço em Minas Gerais, em altitudes superiores a 900 m, e em várias serras, como Serra do Cipó, do Caraça, da Piedade, e em chapadas da Bahia central.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e frutos.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma. Na época de procriação, formam grupos de até oito indivíduos a maioria machos querendo impressionar as fêmeas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rabo-mole-da-serra {field 7}
Características:

Muito semelhante ao sabiá-do-banhado (Embernagra platensis), porém com um anel estreito branco ou amarelado em torno do olho (o anel é interrompido anterior e posteriormente), e uma linha da mesma cor acima do bico anegrado; dorso verde uniforme, e não estriado como no sabiá-do-banhado; garganta branco amarelada.

Rabo-mole-da-serra {field 12}
Comentários:

Frequenta a vegetação do cerrado ou em capoeiras. Ficam a maior parte do tempo no chão ou em pequenos arbustos.

Rabo-mole-da-serra {field 12}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-mole-da-serra Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabo-mole-da-serra Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Baiano – (Sporophila nigricollis)

O baiano Sporophila nigricollis é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como coleiro-baiano.

Baiano {field 8}
  • Nome popular: Baiano
  • Nome inglês: Yellow-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila nigricollis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, em direção sul até o Paraná, vem expandindo sua área de distribuição na Amazônia Central, e para nordeste, até o Amapá. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá e na Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina.
  • Alimentação: Ave granívora. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Faz ninho de gramíneas, em formato de xícara, com paredes finas, localizado em arbustos baixos ou árvores pequenas. Põe 2 ou 3 ovos esverdeados ou amarelados com muitos pontos marrons, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias e atingem a maturidade sexual aos 10 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Baiano {field 6}
Características:

Mede em média 11 centímetros de comprimento. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas. Ocorrem também coleiros com as partes inferiores brancas. As fêmeas possuem cor parda, a mesma cor dos filhotes. Os filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade.

Possui 3 subespécies:

  • S. n. nigricollis (Vieillot, 1823) – Sul da Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Suriname, Nordeste e centro do Brasil até o Mato Grosso e São Paulo, noroeste da Argentina (Misiones).
  • S. n. vivida Hellmayr, 1938 – Sudoeste da Colombia (Nariño) e oeste do Equador. Parecida com a forma nominal, mas bem mais esverdeado nas costas e o amarelo na barriga é mais brilhante.
  • S. n. inconspicua Berlepsch & Stolzmann, 1906 – Andes peruanos. Como a forma nominal, mas o negro do capuz se restringe às partes frontais da cabeça e gola.
Baiano {field 7}
Comentários:

Vive em campos abertos, clareiras arbustivas, campos de cultivo, beiras de estradas e capinzais altos. Reúne-se em grupos fora do período reprodutivo, misturando-se frequentemente a outros pássaros que se alimentam de sementes. Bastante apreciado por gaioleiros como ave

Baiano {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/baiano Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa-capim-capuchinho Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Trinca-ferro-gongá – (Saltator coerulescens)

O trinca-ferro-gongá Saltator coerulescens é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como trinca-ferro-cinza, trinca-ferro-da-amazônia e sabiá-gongá. Ocorre em quase todos os países da América do Sul exceto o Chile.

Trinca-ferro-gongá {field 12}
  • Nome popular: Trinca-ferro-gongá
  • Nome inglês: Grayish Saltator
  • Nome científico: Saltator coerulescens
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, incluindo toda a Amazônia, estendendo-se para leste até a Bahia e em direção sul até Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Encontrado também do México à Costa Rica e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile.
  • Alimentação: Onívoro. Alimenta-se basicamente de frutos e flores.
  • Reprodução: Constrói o ninho tipo taça feito de gravetos e gramíneas. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Põe de 2 a 3 ovos azul-claros com finas estrias pretas, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Trinca-ferro-gongá {field 12}
Características:

Mede em média 21 centímetros de comprimento e pesa entre 49 e 67 gramas. Tem coloração acinzentada coroa, face, manto e cauda de cor cinza escuro, as asas apresentam a coloração cinza azulada. Sobrancelha branca, curta e grossa que parte da região supraloral e termina pouco após os olhos. Bico escuro e forte. Duas manchas malares escuras estão presentes, característica das aves do gênero Saltator. Entre as manchas malares escuras apresenta coloração branca na garganta. O peito é cinza claro e o ventre também é cinza claro com tonalidade mais clara que a do peito, o crisso é castanho. Olhos de cor castanho escuro, tarsos e pés cinza escuro.

Tem quatro subespécies conhecidas:

  • Saltator coerulescens coerulescens – ocorre no leste da Bolívia, Paraguai, sudoeste do Brasil, Uruguai e norte da Argentina;
  • Saltator coerulescens azarae – ocorre na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e nas partes central e oeste da Amazônia brasileira;
  • Saltator coerulescens mutus – ocorre na foz do Amazonas, ilha de Marajó, Amapá e Maranhão;
  • Saltator coerulescens superciliaris – ocorre desde o nordeste até o Sudeste (MG);
Trinca-ferro-gongá {field 12}
Comentários:

Frequenta áreas arbustivas e florestas secas, pastagens abandonadas, campos com arbustos e árvores isoladas, jardins em cidades, clareiras, margens de rios e pântanos em áreas mais úmidas. Vive aos pares ou em pequenos grupos barulhentos e fáceis de observar.

Trinca-ferro-gongá {field 12}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/trinca-ferro-gonga Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Bluish-grey_saltator Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Sanhaço-de-encontro-azul – (Thraupis cyanoptera)

O sanhaço-de-encontro-azul Thraupis cyanoptera é uma ave da família Thraupidae. Ocorre na Mata Atlântica, da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Sanhaço-de-encontro-azul {field 8}
  • Nome popular: Sanhaço-de-encontro-azul
  • Nome inglês: Azure-shouldered Tanager
  • Nome científico: Thraupis cyanoptera
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre na Mata Atlântica, da Bahia ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, folhas de chuchu, folhas de pitombeira, sementes, insetos, larvas, vermes e aranhas de pequeno porte.
  • Reprodução: Constrói o ninho em uma forquilha a alturas que variam de 2 a 15 m ou mais, tendo o formato de uma tigela, feito com fibras vegetais, crinas de animais, musgos e liquens. A postura é de 2 ou 3 ovos de cor branco-esverdeada, com manchas marrons, castanhas e negras, medindo 25 x 17 mm em seus eixos e pesando 3,3 g cada um. A incubação é realizada pela fêmea durante 12 a 14 dias e os filhotes nidícolas recebem alimentação dos pais durante 20 dias, quando deixam o ninho e continuam a receber os cuidados do casal por mais alguns dias, seguindo depois como membros do mesmo bando.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Sanhaço-de-encontro-azul {field 8}
Características:

Mede 18 cm de comprimento e pesa 43 g (macho). Possui corpo cheio e compacto, bico grosso, forte, ponta fina, pernas curtas e fortes com dedos portando unhas aguçadas, asas e cauda longa. A coloração geral da plumagem é azul-ardósia dorsalmente e azul-acinzentada na parte inferior, sendo mais clara na garganta. No encontro das asas, a coloração azul é mais forte. A coloração da fêmea é um pouco mais clara.

Sanhaço-de-encontro-azul {field 16}
Comentários:

Frequenta áreas florestais da Mata Atlântica mais próxima ao litoral. Ocorre principalmente em locais com vegetação em bom estado de conservação em regiões de altitude elevada, mas pode descer ao nível do mar durante o inverno. Diferencia-se do sanhaço-cinzento principalmente pelo porte maior, bico robusto, vocalização e coloração mais azulada (especialmente nas asas). Eventualmente pode agregar-se com outros Traupídeos nas copas das árvores e visitar comedouros com bananas. É qualificado como Quase Ameaçado por ter uma moderadamente pequena população que está em ‎declínio devido à contínua destruição e degradação de seu habitat.

Sanhaço-de-encontro-azul {field 16}
Referências & Bibliografia:

Saí-canário – (Thlypopsis sordida)

O saí-canário Thlypopsis sordida é uma ave da família Thraupidae Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Saí-canário
  • Nome inglês: Orange-headed Tanager
  • Nome científico: Thlypopsis sordida
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos, sementes e insetos capturados na folhagem.
  • Reprodução: Constrói o ninho a 5 metros do solo, feito de fibras vegetais como a paina, teias de aranha e gravetos finos. A fêmea é responsável pela maior parte da construção, mas o macho colabora carregando o material necessário para a confecção do ninho. Nele são postos 2 ou 3 ovos, azul esbranquiçados com manchas pardas, que são incubados pela fêmea. Quando nascem os filhotes, são alimentados pelo casal
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 14 cm. As características que tornam fácil a identificação desta ave são a cabeça amarelo-alaranjada e o corpo cinza-esverdeado. Estes tons variam conforme a subespécie, tornando-se mais ou menos amarelados ou acinzentados conforme a região. A fêmea difere do macho por não apresentar o colorido ferrugíneo da cabeça e, sim, verde.

Possui três subespécies:

  • Thlypopsis sordida sordida (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste e sul do Brasil até o leste da Bolívia, no Paraguai e no norte da Argentina;
  • Thlypopsis sordida chrysopis (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre do extremo sul da Colômbia até o leste do Equador, leste do Peru e oeste do Brasil;
  • Thlypopsis sordida orinocensis (Friedmann, 1942) – ocorre na região tropical central e sul da Venezuela, no sul de Anzoátegui e norte de Bolívar.
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta formações florestais secundárias e até mesmo em cidades bem arborizadas. Ocupa os estratos mais altos e médios da floresta, raramente indo ao chão. Locomove-se de forma típica, subindo pela ramaria em zigue-zague.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-canario Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%AD-can%C3%A1rio Acesso em 14 de Outubro de 2015

Saí-de-máscara-preta – (Dacnis lineata)

A saí-de-máscara-preta Dacnis lineata é uma ave da família Thraupidae Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Saí-de-máscara-preta
  • Nome inglês: Black-faced Dacnis
  • Nome científico: Dacnis lineata
  • Família: Thraupidae
  • Família: Dacninae
  • Habitat: Ocorre na maior parte da Bacia Amazônica Brasileira e nas Guianas, com duas populações separadas na Colômbia e no Equador
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos frutos, sementes e insetos.
  • Reprodução: Tem em média de 2 a 3 posturas por temporada. A cada uma delas são chocados de 2 a 3 ovos. Após 13 dias de incubação, nascem os filhotes. A maturidade sexual acontece aos 12 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Características:

O macho é azul-turquesa com máscara, asas e cauda pretos. O centro da barriga e crisso são brancas como as coberteiras inferiores das asas, mostrado completamente na frente da asa. Ambos os sexos têm uma íris amarela. A fêmea é menos colorida sendo amplamente cinza marrom-oliva pálido.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta o dossel e bordas de florestas úmidas ou em torno de clareiras quando atraídos por árvores frutíferas.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

Saíra-de-papo-preto – (Hemithraupis guira)

A saíra-de-papo-preto Hemithraupis guira é uma ave da família Thraupidae. Ocorre em grande parte do Brasil. Encontrada também nos demais países da América do Sul, excetuando-se o Chile e o Uruguai.
Saíra-de-papo-preto {field 7}
  • Nome popular: Saíra-de-papo-preto
  • Nome inglês: Guira Tanager
  • Nome científico: Hemithraupis guira
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em grande parte do Brasil. Encontrada também nos demais países da América do Sul, excetuando-se o Chile e o Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhas das árvores e arbustos, ou de epífitas, frutinhas de cipós e pedaços de frutas maiores e seu suco, folhas e néctar.
  • Reprodução: Durante o tempo de acasalamento, exibem as partes de cores berrantes da plumagem. O ninho é um cesto aberto e bem elaborado colocado na ramagem a várias alturas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-de-papo-preto {field 7}
Características:

Mede cerca de 13 cm de comprimento e pesa 10 g. O macho possui as laterais da cabeça e a garganta pretas, uma estria amarela sobre o olho e o peito com um colar ferrugíneo e a fêmea apresenta a cabeça olivácea e o peito amarelado.

Possui oito subespécies:
  • Hemithraupis guira guira Ocorre no Leste do Brasil, do Rio Tocantins até o Ceará, Goiás e Noroeste da Bahia;
  • Hemithraupis guira guirina Ocorre da região Oeste e Central da Colômbia até o Oeste do Equador e no extremo Noroeste do Peru;
  • Hemithraupis guira nigrigula Ocorre da região Oeste e Central da Colômbia até o Norte da Venezuela, nas Guianas e no Nordeste do Brasil;
  • Hemithraupis guira huambina Ocorre da região tropical Sudeste da Colômbia até o Leste do Equador, Nordeste do Peru e no Oeste do Brasil;
  • Hemithraupis guira roraimae Ocorre nos Tepuis do Sudeste da Venezuela e Guiana;
  • Hemithraupis guira boliviana Ocorre do Nordeste da Bolívia até o Noroeste da Argentina e região adjacente do Oeste do Brasil;
  • Hemithraupis guira amazonica Ocorre no Brasil ao Sul do Rio Amazonas, na região do Rio Madeira até o Rio Tapajós;
  • Hemithraupis guira fosteri Ocorre do Leste do Paraguai até o Nordeste da Argentina e no Sudeste do Brasil.
Saíra-de-papo-preto {field 7}
Comentários:

Frequenta bordas de florestas úmidas ou secas, bosques e florestas de galeria. Em regiões densamente florestadas habita principalmente clareiras ou ambientes secundários, como ilhas de rios. Vive aos pares ou em pequenos grupos, acompanhando bandos mistos com freqüência.

Saíra-de-papo-preto {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-de-papo-preto Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-de-papo-preto Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Saíra-ferrugem – (Hemithraupis ruficapilla)

A saíra-ferrugem Hemithraupis ruficapilla é uma ave da família Thraupidae.Conhecida também como figuinha-amarela, chefe-de-saíra, pintassilgo-da-mata, saíra-da-mata e chama-bando. Esta é uma espécie endêmica do Brasil.
Saíra-ferrugem {field 5}
  • Nome popular: Saíra-Ferrugem
  • Nome inglês: Rufous-headed Tanager
  • Nome científico: Hemithraupis ruficapilla
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre somente no Brasil, do sul da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e insetos, principalmente larvas que vivem nos troncos das árvores.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-ferrugem {field 5}
Características:

Mede cerca de 13 cm de comprimento e pesa entre 11 e 13 gramas. (Hilty, 2016 em HBW).O macho apresenta a cabeça em cor ferrugem, com os lados do pescoço amarelados e o peito marrom-claro. A fêmea é quase toda esverdeada, sendo mais clara nas partes inferiores.

Possui duas subespécies reconhecidas:
  • Hemithraupis ruficapilla ruficapilla;(Vieillot, 1818) – ocorre do sudeste do Brasil, no sul do estado de Minas Gerais e Espírito Santo até o estado de Santa Catarina;
  • Hemithraupis ruficapilla bahiae;(Zimmer, 1947) – ocorre no Leste do Brasil, no Sudeste da Bahia.
Saíra-ferrugem {field 5}
Comentários:

Frequenta bordas de florestas, bosques e capoeiras. Vive aos pares ou em pequenos grupos, procurando insetos ativamente junto à folhagem no alto das árvores. Junta-se a bandos mistos com frequência. Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, regiões subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude e florestas secundárias.

Saíra-ferrugem {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-ferrugem Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-ferrugem Acesso em 14 de Outubro de 2011

Quete-do-sudeste – (Microspingus lateralis)

O quete-do-sudeste Microspingus lateralis é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como quem-te-vestiu-da-serra. Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo

Quete-do-sudeste {field 16}
  • Nome popular: Quete-do-sudeste
  • Nome inglês: Buff-throated Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus lateralis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo. Êndêmica das montanhas do Sudeste do Brasil, principalmente nas matas atlânticas de altitude (acima de 900 metros).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça, geralmente colocado em moitas de capim alto bem escondido.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Quete-do-sudeste {field 16}
Características:

Mede cerca de 15 cm de comprimento. A coloração do dorso na maioria dos indivíduos é todo invadido de castanho, apresentando ainda a coloração chifre no peito e nódoas brancas nas penas externas. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Quete-do-sudeste {field 16}
Comentários:

Frequenta estrato arbustivo de bordas de florestas (principalmente florestas de altitude) e bosques de pinheiros. Vive aos pares ou em pequenos grupos de 4 a 5 indivíduos (durante o inverno da Região Sul), participando de bandos mistos fora do período reprodutivo.

Quete-do-sudeste {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/quete-do-sudeste Acesso em 18 Março de 2011.
  • Taxéus – disponível em: https://www.taxeus.com.br/especie/microspingus-lateralis Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Saí-andorinha – (Tersina viridis)

A saí-andorinha é uma ave da família Thraupidae. Um dos pássaros mais bonitos do Brasil, o saí-andorinha tem formato do corpo e cabeça peculiares. Bico curto, terminando em uma pequena ponta, com uma boca grande e larga. Também é conhecido como sairão, sanhaço-do-barranco e azulão.
Saí-andorinha {field 5}
  • Nome popular: Saí-andorinha
  • Nome inglês: Swallow Tanager
  • Nome científico: Tersina viridis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Surge e desaparece sem que ainda tenha tido o comportamento migratório bem determinado. Parece frequentar certas regiões somente nas épocas do amadurecimento de frutos dos quais se alimenta.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos e insetos, apanhando esses últimos em vôos a partir de galhos expostos. Somente aproxima-se do chão para alimentar-se de frutos maduros caídos, apanhar insetos em vôo ou para nidificar. Devido ao formato do bico e cabeça, é capaz de apanhar vários frutos, carregando-os para um poleiro mais escondido. Os frutos com caroço muito grande para ser engolido tem a polpa retirada no esôfago e são cuspidos. É um excelente dispersor de sementes.
  • Reprodução: Escava barrancos e faz o ninho no final do túnel. As fêmeas fazem o ninho, chocam e cuidam dos filhotes praticamente sozinhas. Os machos ficam de sentinela a maior parte do tempo, sem envolver-se muito na criação dos filhotes. Após a reprodução retornam aos bandos, os quais podem chegar a algumas dezenas ao redor de árvores frutificando.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-andorinha {field 5}
Características:

O macho desta espécie é azul-brilhante com a cara e a garganta negra. A fêmea e o macho juvenil são esverdeados, em tom brilhante nas costas e amarelado nas partes inferiores. Nos dois sexos, há uma série de riscas escuras na plumagem ventral, branca no centro da barriga do macho e amarelada na fêmea. Possui um forte chamado metálico de contato, sendo muitas vezes escutada antes da primeira visualização.

Saí-andorinha {field 5}
Comentários:

Tem como hábito característico o gregarismo na maior parte do ano. Voa em bandos a procura de alimentos, pousando geralmente nos galhos mais expostos de árvores e arbustos de frutas da época. No meio do bando costumam ser vistas outras espécies de saís como o saí-azul – Dacnis cayana.

Saí-andorinha {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-andorinha Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tersina_viridis Acesso em 14 de Outubro de 2011

Sanhaço-cinzento – (Thraupis sayaca)

O Sanhaço-cinzento Thraupis sayaca é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como sanhaço-do-mamoeiro, sanhaço, sanhaço-comum, sanhaço-da-amoreira e sanhaço-azul. Ocorre Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai.
Sanhaço-cinzento {field 5}
  • Nome popular: Sanhaço-cinzento
  • Nome inglês: Sayaca Tanager
  • Nome científico: Thraupis sayaca
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorrem na Argentina, Uruguai, Paraguai e no Brasil, do centro-sul da Bahia e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutos mas também come: folhas, brotos, flores de eucaliptos e insetos, entre estes os alados de cupim capturados em voo. Vive normalmente na copa das árvores em busca dos frutos maduros, mas é intrépido o suficiente para apanhar também os caídos, preferindo até os que já estejam infestados de larvas Gosta bastante dos frutos do Tápia Alchornea glandulosa. Costuma frequentar comedouros com frutas, como a banana e laranja.
  • Reprodução: Constrói o ninho compacto, feito de pequenas raízes, musgos e pecíolos foliares, com cerca de 10 cm de diâmetro. Geralmente bem escondido na vegetação densa, numa forquilha de árvore, em alturas variáveis. A põe em média 3 ovos de cor branca, pintados de marrom, semelhantes ao dos sabiás, só que menores, a incubação dura de 12 a 14 dias. O casal alimenta os filhotes, que deixam o ninho após 20 dias de idade. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 18 cm de comprimento e pesa 43 g (macho). Possui corpo cheio e compacto, bico grosso, forte, ponta fina, pernas curtas e fortes com dedos portando unhas aguçadas, asas e cauda longas. A coloração geral da plumagem é azul-ardósia dorsalmente e azul-acinzentada na parte inferior, sendo mais clara na garganta. No encontro das asas, a coloração azul é mais forte.

Possui três subespécies:
  • Tangara sayaca sayaca (Linnaeus, 1766) – ocorre do Paraguai até o nordeste Brasil, sudoeste do Peru, Uruguai e nordeste da Argentina;
  • Tangara sayaca boliviana (Bond & Meyer de Schauensee, 1941) – ocorre no norte da Bolívia (Rio Beni até Río Mapiri);
  • Tangara sayaca obscura (Naumburg, 1924) – ocorre na região centro sul da Bolívia até o este da Argentina
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Comentários:

Frequentam a copa das árvores mais altas onde descansam entre as ramagens. Vivem em sociedade, são gregários e o bando pode ser formado por vários indivíduos. É muito arisco, inteligente e gosta de locais iluminados. Pode visitar o solo às vezes, em busca de alimentos. Agridem seus predadores. Em época de reprodução ficam separados em casais.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sanhaco-cinzento Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Thraupis_sayaca Acesso em 14 de Outubro de 2015

Sanhaço-do-coqueiro – (Thraupis palmarum)

O sanhaço-do-coqueiro é uma ave da família Thraupidae que está freqüentemente associada a palmeiras, daí seu nome popular. É agressiva em relação a indivíduos da mesma ou de outras espécies.
Sanhaço-do-coqueiro {field 5}
  • Nome popular: Sanhaço-do-coqueiro
  • Nome inglês: Palm Tanager
  • Nome científico: Thraupis palmarum
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em toda a América do sul
  • Alimentação: Caça insetos no meio das folhas, às vezes ficando de cabeça para baixo nessa busca. Também apanha insetos em voo, especialmente cupins e formigas aladas, saindo de um poleiro exposto e, meio desajeitado quando comparado como o suiriri e outros mestres desse tipo de captura, volta ao pouso original ou próximo. Além de insetos, complementa a dieta com néctar e frutos, especialmente da embaúba. Costuma frequentar comedouros com frutas.
  • Reprodução: Possui um chamado de notas agudas e assobiadas. É emitido o ano todo, com mais intensidade no período reprodutivo. O ninho em forma de taça, escondido no meio da folhagem densa ou então nas bainhas foliares de palmeiras, é construído pelo macho e pela fêmea. Eles utilizam folhas largas e secas, revestindo externamente com fibras vegetais. Os ovos, em geral 2, são cremes ou brancos com manchas cinzas, pardas ou negras e são incubados pela fêmea durante 14 dias. Os filhotes, que permanecem no ninho de 17 a 21 dias, são alimentados pelo casal, possivelmente por regurgitação. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sanhaço-do-coqueiro {field 5}
Características:

Mede em média 18 centímetros de comprimento e pesa entre 27 e 48 gramas. Os três sanhaçus, sanhaçu-cinzento, sanhaço-da-amazônia e o sanhaço-do-coqueiro possuem porte e hábitos semelhantes. Suas cores, entretanto, os diferenciam bem. Como costumam pousar nas partes mais altas da vegetação, muitas vezes são vistos contra o céu, em situações de iluminação onde os contrastes desaparecem. Nessas situações, quando o sanhaço-do-coqueiro voa mostra uma faixa clara (na verdade, amarelada) no meio das penas longas da asa, característica marcante dessa espécie. Notável também é seu vínculo com palmeiras.

Possui quatro subespécies reconhecidas:
  • Tangara palmarum palmarum (Wied-Neuwied, 1821) – ocorre do leste e sul do Brasil até o leste da Bolívia e Paraguai;
  • Tangara palmarum melanoptera (P. L. Sclater, 1857) – ocorre do leste da Colômbia até o norte da Bolívia, nas Guianas e na Amazônia brasileira;
  • Tangara palmarum atripennis (Todd, 1922 ) – ocorre do leste da Nicarágua até o norte da Colômbia e no extremo noroeste da Venezuela;
  • Tangara palmarum violilavata (Berlepsch & Taczanowski, 1884) – ocorre nas encostas do Oceano Pacifico do sudoeste da Colômbia até o oeste do Equador.

Clements checklist, (2014); Integrated Taxonomic Information System, (2015).

Sanhaço-do-coqueiro {field 5}
Comentários:

Muito ativo, vive em casais e pequenos grupos, provavelmente familiares. Está sempre movimentando-se nas horas frescas do dia, lançando-se em voos longos sobre os rios ou áreas abertas. Ocasionalmente, está na parte baixa da vegetação. Embora prefira os ambientes florestados, também visita capões de cerrado e áreas com adensamento dessa vegetação. Acostuma-se a pomares e ambientes urbanos bem arborizados. Pode ser visto em jardins, onde vai nos comedouros para aves para alimentar-se de frutos. Encontrado também nas cidades e até nos parques dos grandes centros urbanos do país

Sanhaço-do-coqueiro {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sanhaco-do-coqueiro Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sanha%C3%A7u-verde Acesso em 14 de Outubro de 2011

Bigodinho – (Sporophila lineola)

O bigodinho Sporophila lineola é uma ave da família Thraupidae, também conhecido como bigode, papa-capim, estrelinha ou cigarrinha . Ocorre praticamente em todo o Brasil, pode ser visto em clareiras arbustivas, plantações, bordas de capoeiras e áreas com gramíneas altas, principalmente nas proximidades da água.
Bigodinho {field 5}
  • Nome popular: Bigodinho
  • Nome inglês: Lined Seedeater
  • Nome científico: Sporophila lineola
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, em alguns estados aparece apena sna época da reprodução. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Bolívia, como residente, e nos demais países da Amazônia – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia , como migrante durante o inverno.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes. E é atraído facilmente com quirera.
  • Reprodução: Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Tem de 2 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma. Como nas demais espécies do grupo, o macho demarca o território, cabendo à fêmea toda a tarefa reprodutiva.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bigodinho {field 5}
Características:

O macho é inconfundível, pelas áreas brancas na cabeça, responsáveis pelos nomes comuns. O contraste do negro do restante da plumagem das partes superiores é marcante. As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas. Bico característico, pequeno e todo negro. Junto com a longa cauda, corpo delgado e cabeça pouco volumosa, forma uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero.

Bigodinho {field 5}
Comentários:

Habita campos abertos, campos cultivados e capoeiras. Devido ao canto, é ave apreciada e a capturada para o comércio ilegal, junto com as alterações ambientais, acabaram por reduzir seus números em boa parte do país, especialmente no Nordeste. Costuma formar bandos mistos com outros papa-capins no período de descanso. Sobe nos pendões de gramíneas para comer as sementes.

Bigodinho {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bigodinho Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bigodinho Acesso em 14 de Outubro de 2011

Saíra-lagarta – (Tangara desmaresti)

A Saíra-lagarta é uma ave da família Thraupidae. É também conhecida como Saíra-da-serra, Saíra-verde, espécie endêmica do Brasil com ocorrência nos Estados de Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, podemos encontrá-los principalmente em pontos elevados de serras, como a Serra do Mar, Caparaó e Mantiqueira geralmente em grupos de 10 ou mais indivíduos que podem ser outros Traupídeos também.
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  • Nome popular: Saíra-lagarta
  • Nome inglês: Brassy-breasted Tanager
  • Nome científico: Tangara desmaresti
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Endêmica do Brasil ocorre nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutas e insetos, mas também come folhas e larvas.
  • Reprodução: Faz ninho tipo tigela. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 15-17 dias, saem do ninho após cerca de 20 dias. ESTA ESPÉCIE NÃO APRESENTA DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 14 cm de comprimento. A vocalização consiste de sons curtos e agudos, entoados por um indivíduo e acompanhados pelos componentes do bando

Saíra-lagarta {field 5}
Comentários:

Encontrada principalmente nos pontos elevados da Serra do Mar, da Mantiqueira, do Caparaó, de Ibitipoca e do Caraça, em grupos de 8 a 10 indivíduos. Vive nas capoeiras e nas matas em regiões montanhosas. Foi observado nessas aves o ato de “formigar-se”, que consiste em agarrar formigas vivas com o bico e introduzi-las entre as penas, evidentemente para gozar o efeito cáustico do ácido fórmico.

Saíra-lagarta {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-lagarta Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-lagarta Acesso em 14 de Outubro de 2015

Tiziu – (Volatinia jacarina)

O tiziu é uma ave da Família Thraupidae. Ocorre do México até á Argentina, em quase todas as regiões.
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  • Nome popular:Tiziu
  • Nome inglês: Blue-black Grassquit
  • Nome científico: Volatinia jacarina
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre do México á Patagônia, sendo encontrado em todo o território brasileiro.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de sementes de gramíneas como as Braquiárias, mas também captura insetos, frequenta comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: Procria em qualquer época do ano, pelo menos em algumas regiões quentes próximas à linha do Equador. Quando solta seu canto (semelhante ao som da palavra “tiziu”, o que lhe valeu o nome popular), principalmente durante a reprodução, o macho dá um salto curto para o ar e mostra uma região branca sob a asa, voltando a empoleirar-se no mesmo local. Acredita-se que este ritual seja para defender seu território. Faz ninho na forma de uma xícara fina e profunda, sobre gramíneas. Põe de 1 a 3 ovos branco-azulados com pontos marrom-avermelhados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem cerca de 12 centímetros de comprimento. O macho é todo preto com brilho azul-metálico, exceto por uma pequena mancha branca na parte inferior das asas. A fêmea é marrom-oliva na parte superior, amarelo-amarronzado na inferior, com o peito e laterais estriados de escuro. Fêmeas e imaturos são quase idênticos a várias outras espécies da família, especialmente às fêmeas dos papa-capins.

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Comentários:

Estes pequenos pássaros são vistos com grande freqüência, geralmente aos pares, em áreas alteradas, descampados, savanas, campos e capoeiras baixas da América do Sul, exceto no extremo sul. Vive aos pares durante o período reprodutivo, porém, fora deste, reúne-se em grupos que podem chegar a dezenas de indivíduos. Nestas situações, freqüentemente mistura-se a outras espécies de pássaros que se alimentam de sementes Em regiões do Sudeste e Sul do País, como em São Paulo, desaparece durante o inverno, migrando para regiões mais quentes

Tiziu {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tiziu Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiziu Acesso em 14 de Outubro de 2011

Figuinha-de-rabo-castanho – (Conirostrum speciosum)

A figuinha-de-rabo-castanho é uma ave da família Thraupidae.É comum em campos com árvores e arbustos, florestas de galeria e de várzea, ilhas fluviais e vegetação à beira de rios
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  • Nome popular: Figuinha-de-rabo-castanho
  • Nome inglês: Chestnut-vented Conebill
  • Nome científico: Conirostrum speciosum
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em Roraima e grande parte da região ao sul do Rio Amazonas, e no restante do País, encontrado também em todos os demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia -, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Geralmente anda em casais ou pequenos grupos, procurando insetos no meio da folhas. Adoram verificar as pequenas folhas das árvores leguminosas, como as do Angico vermelho – Anadenanthera colubrina, percorrendo cada uma delas na busca de lagartas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em galhos de arvores a uma altura de 3 a 45 m podo uma média de 3 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

As cores do macho facilitam a identificação, embora o cinza azulado dominante, mais escuro na parte superior, possa levar à confusão com a Balança-rabo-de-mascara – Polioptila dumicola, se observado à distância e rapidamente. Além de não ter o hábito de manter a cauda levantada, por baixo da base da mesma aparecem as penas marrom avermelhadas que o distinguem de todas as outras aves. O formato de bico, longo e cônico, bem como da cabeça ajudam na determinação da espécie. A fêmea é completamente diferente, parecendo outra espécie, não fosse o formato do bico. Só a cabeça é levemente cinza azulado, com as costas e cauda esverdeadas e partes inferiores cinza claro (sem as penas marrons na base da cauda). Uma fina listra superciliar cinza clara encontra-se com a testa da mesma cor. Felizmente, sempre estão próximas aos machos em suas caçadas diárias, facilitando a identificação. Mede cerca de 11 cm. Vive aos pares ou em pequenos grupos, freqüentemente participando de bandos mistos de copa, o que o torna difícil de ser observado. Habita florestas, capoeiras, parques e jardins. Migratório, no Centro-Oeste aparece no mês de outubro, parecendo ser migratório. Em outras partes do Brasil também é uma ave de ocorrência transitória, embora ainda não tenha sido determinada uma migração para ela. No sul do país, desaparece a partir de abril para retornar no final do ano.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Conirostrum speciosum speciosum (Temminck, 1824) – ocorre do sudoeste do Peru na região de Puno até o leste do Brasil, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina
  • Conirostrum speciosum amazonum (Hellmayr, 1917) – ocorre do leste da Colômbia até o sudoeste da Venezuela, nas Guianas, no norte do Brasil e no leste do Peru;
  • Conirostrum speciosum guaricola (Phelps & W. H. Phelps Jr, 1949) – ocorre na porção Tropical central da Venezuela; na região leste de Guárico e oeste de Anzoátegui.

(IOC World Bird List 2017).

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Comentários:

No Centro-Oeste aparece no mês de outubro, parecendo ser migratório. Em outras partes do Brasil também é uma ave de ocorrência transitória, embora ainda não tenha sido determinada uma migração para ela. No sul do país, desaparece a partir de abril para retornar no final do ano. Um movimento amplo faria como essas aves passassem pelo Pantanal.

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Referências & Bibliografia:

Saíra-militar – (Tangara cyanocephala)

A Saíra-militar (Tangara cyanocephala) é uma ave da família Thraupidae , conhecida também como saíra-de-lenço, pintor-coleira, espécie endêmica do Brasil, ocorre no litoral do sul e sudeste, e também em áreas isoladas no Nordeste brasileiro.
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  • Nome popular: Saíra-militar
  • Nome inglês: Red-necked Tanager
  • Nome científico: Tangara cyanocephala
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre no sul e sudeste, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, PB, AL e CE).
  • Alimentação: Alimenta-se de frutinhas, insetos, larvas e néctar/pólen de flores. Frequentam pomares. São vistas se alimentando em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.
  • Reprodução: Reproduz-se de setembro a dezembro. Faz ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 21 gramas. Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 centímetros de comprimento. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, com tamanho abaixo da média padrão.

  • Tangara cyanocephala cyanocephala (Statius Muller, 1776) – ocorre desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, mais o Paraguai e norte da Argentina (Missiones);
  • Tangara cyanocephala corallina (Berlepsch, 1903) – ocorre do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo; Distingue-se da subespécie nominal por ser, em média, um pouco menor; a faixa no pescoço é de um vermelho um pouco mais pálido; a barra amarela na asa é mais estreita e as partes inferiores são mais amareladas.
  • Tangara cyanocephala cearensis (Cory, 1916) – ocorre na Serra do Baturité, no Ceará. Criticamente ameaçada. Distingue-se da subespécie nominal e da subespécie corallina por ter uma coroa de um azul-arroxeado, penas negras no alto da garganta entre a faixa vermelha e o azul do final da garganta e, principalmente, por possuir penas de cor azul celeste nas coberteiras supracaudais.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Geralmenta é vista em cidades arborizadas, borda de mata e pequenas florestas. Quase sempre são vistos em bandos mistos com outros traupídeos

Saíra-militar {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-militar Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tangara_cyanocephala Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Quem-te-vestiu – (Poospiza nigrorufa)

O quem-te-vestiu Poospiza nigrorufa é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai

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  • Nome popular: Quem-te-vestiu
  • Nome inglês: Black-and-rufous Warbling-Finch
  • Nome científico: Poospiza nigrorufa
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil na região Sul, e também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e pequenos insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela em um arbustos a poucos metros do solo. Tem em média 2 a 3 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Tem a cauda longa que termina em uma mancha branca na parte inferior. É mais terrestre do que a maioria das outras espécies do gênero. A cabeça, manto e cauda são cinza. Apresenta uma longa sobrancelha branca e também uma faixa maxilar delgada de cor branca que juntamente com a faixa superciliar delimita a região da face. O loro e a porção auricular (bochecha) são mais escuras que a cor dominante da cabeça. A garganta abaixo do bico é branca, limitada a seguir por uma faixa castanha ampla que cobre toda a extensão do peito. A barriga é branca, mas os flancos são cinza, e as partes sob a cauda são de coloração castanha clara. As íris e os pés são escuros. O bico é preto, sendo a mandíbula cinza ou preta com uma pequena área cinza na sua base. Os juvenis da espécies são semelhantes ao adulto, mas as áreas que são predominantemente cinzentas ou escuras são acastanhadas, e há uma coloração amarelada fraca na garganta, dependendo da idade, seu peito se apresenta rajado.

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Comentários:

Frequenta áreas de mata ciliar e banhados no Sul. Frequenta arbustos densos aos casais, voando entre essa vegetação com um ligeiro balançar da cauda. Associa-se às plantações de cana-de-açúcar. Seu nome popular é onomatopeico. É considerada bastante comum em seus habitats naturais

Quem-te-vestiu {field 12}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/quem-te-vestiu Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quem-te-vestiu Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Cabecinha-castanha – (Thlypopsis pyrrhocoma)

O cabecinha-castanha Thlypopsis pyrrhocoma é uma ave da família Thraupidae. Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. E também no Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Cabecinha-castanha
  • Nome inglês: Chestnut-headed Tanager
  • Nome científico: Thlypopsis pyrrhocoma
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Também no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos. Também são vistos alimentando-se de sementes.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede 14 cm de comprimento. Estrita à região leste-meridional. Cabeça e garganta castanhas, fronte e área em torno do olho negros; resto da plumagem cinzento-xistácea. Fêmea verde oliva com píleo canela. Voz: fina e esganiçada “tzip” e estrofe que pode terminar em duas sílabas mais baixas e cheias, p. ex. “sip-sip-sip-ziü-ziüi” lembrando o canto do emberizíneo Arremon que é às vezes seu vizinho.

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Comentários:

Frequenta bambuzais a pouca altura, nas áreas serranas até 1200 m, matas secundárias e bordas de matas primárias em seu estrato baixo, nos emaranhados de vegetação densa. Em pares ou grupos, são parcialmente migratórios e forrageiam perto do solo.

Cabecinha-castanha {field 12}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cabecinha-castanha Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Chestnut-headed_tanager Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Pixoxó – (Sporophila frontalis)

O pixoxó Sporophila frontalis é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como chanchão. Ocorre no sul da Bahia ao Rio Grande do Sul.

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  • Nome popular: Pixoxó
  • Nome inglês: Buffy-fronted Seedeater
  • Nome científico: Sporophila frontalis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no sul da Bahia ao Rio Grande do Sul. ESPÉCIE ENDÊMICA DA MATA ATLÂNTICA
  • Alimentação: Granívoro e se alimenta das sementes do taquaruçu. Já foi visto se alimentando da frutificação de bambu exótico Bambusa sp.
  • Reprodução: Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Pixoxó {field 12}
Características:

Mede cerca de 12,5 centímetros de comprimento e pesa entre 19,8 e 21 gramas (del Hoyo et al.2014). Seu diferencial é a região malar pronunciada. Há muita variação no colorido. Predominantemente apresenta a coloração da plumagem na cor verde-oliva claro ou bege nas partes superiores, com duas barras alares branco amareladas. Sua cabeça tem tons mais escuros na testa e sobrancelha pós-ocular pálida. Sua garganta é esbranquiçada, principalmente nos machos adultos. É facilmente identificado pela inconfundível vocalização dos indivíduos machos que se assemelha ao som de um forte pulso elétrico (Neotropical Birds, 2010). As fêmeas são parecidas com os machos, porém mais esverdeadas e sem a listra branca pós-ocular; assim como machos mais jovens, não têm o padrão de cabeça tão evidente, embora elas também tenham as barras alares claras.

Pixoxó {field 16}
Comentários:

É encontrado em taquarais da Mata Atlântica montana ou de encosta. Embora raro, pode se tornar localmente abundante durante à frutificação da taquara. Vive em interior da mata espessa, taquarais, terrenos cultivados (arrozais).

Pixoxó {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pixoxo Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pixox%C3%B3 Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Caboclinho – (Sporophila bouvreuil)

O caboclinho Sporophila bouvreuil é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como caboclinho-verdadeiro. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai e Suriname.

Caboclinho Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Caboclinho
  • Nome inglês: Copper Seedeater
  • Nome científico: Sporophila bouvreuil
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Paraguai e Suriname. No Brasil podemos encontrá-los do estuário do Rio Amazonas (Amapá, Pará) e Maranhão até o Rio Grande do Sul, incluindo as regiões Nordeste e Sudeste, estendendo-se para oeste até Goiás e Mato Grosso.
  • Alimentação: Granívoro, alimenta-se basicamente de sementes principalmente de sementes de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com fibras e gramíneas, em arbustos a pouca altura. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 10cm de comprimento. O macho tem a cor geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

Tem 2 subespécies reconhecidas

  • Sporophila bouvreuil bouvreuil: apresenta variação na plumagem na cor predominante bege escuro “tijolinho”. Nome comum: caboclinho ou caboclinho-fradinho. Ocorre desde a desembocadura do rio Amazonas no Pará, por toda a região Nordeste, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, até o nordeste do estado de São Paulo.
  • Sporophila bouvreuil saturata: os machos são mais escuros (“saturados”) que a forma nominal. Distribuição: arredores da cidade de São Paulo.
Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Encontrado frequentemente em campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, às vezes grandes, frequentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu – Volatina jacarina.

Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/caboclinho Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclinho-frade Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Sabiá-do-banhado – (Embernagra platensis)

O sabiá-do-banhado Embernagra platensis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Sabiá-do-banhado {field 5}
  • Nome popular: Sabiá-do-banhado
  • Nome inglês: Great Pampa-Finch
  • Nome científico: Embernagra platensis
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Emberizoidinae
  • Habitat: Podemos encontrá-lo na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, minhocas e sementes, geralmente procura o alimento no solo.
  • Reprodução: Faz o ninho no chão bem escondido em moitas utilizando gramíneas, incuba uns 3 ou 4 ovos por ninhada. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sabiá-do-banhado {field 5}
Características:

Mede entre 20,5 e 23 centímetros de comprimento e pesa entre 45 e 47 gramas (Jaramillo, 2015). Grande espécie meridional e campestre. O adulto de sabiá-do-banhado apresenta a cabeça de coloração cinza com os loros e uma faixa transocular escura. A garganta, peito, flancos e a porção superior do ventre são cinza. Baixo ventre, crisso e penas infracaudais de coloração cinza claro apresentando no crisso e nas infracaudais tons pardacentos ou acastanhados. A nuca, dorso e as asas são esverdeados e cobertos de estrias escuras. As asas são de coloração verde oliva ligeiramente amareladas e apresentam listras amarronzadas e encontro amarelo. As rêmiges primárias são escuras. A cauda é verde oliva e particularmente longa, apresentando porção distal escurecida e arredondada. O uropígio apresenta coloração verde olivácea e as penas supracaudais são verde acinzentadas. O bico forte e robusto é de coloração alaranjada com o cúlmen escuro. Os tarsos são de coloração rosada e os pés rosa acinzentados. A plumagem do macho e da fêmea são idênticas, não apresentando dimorfismo sexual aparente. Indivíduo jovem ou imaturo da espécie apresenta coloração amarelo-esverdeado com estrias escuras. A garganta é amarela, o peito e a porção superior do ventre são amplamente estriados. Na cabeça podem ser observadas sobrancelhas grandes e amarelas da mesma cor dos loros. Um notável anel periocular amarelo reveste a pele que circunda as íris escuras. O bico é robusto e de coloração cinza escuro, sendo a mandíbula mais clara que a maxila.

Possui quatro subespécies:
  • Embernagra platensis platensis (Gmelin, 1789) – ocorre do leste do Paraguai até o sudeste do Brasil, Uruguai e na região central da Argentina;
  • Embernagra platensis catamarcana (Nores, 1986) – ocorre do sudeste da Bolívia até o sudoeste do Paraguai e no noroeste da Argentina;
  • Embernagra platensis gossei (C. Chubb, 1918) – ocorre na região oeste e central da Argentina;
  • Embernagra platensis olivascens (Orbigny, 1839) – ocorre do Sudeste da Bolívia até o Sudoeste do Paraguai e Noroeste da Argentina.
Sabiá-do-banhado {field 5}
Comentários:

Vive solitário ou em pares nos pântanos com alguma vegetação alta, campos sujos e úmidos. Nos campos de altitude da Mantiqueira (Itatiaia RJ a 1800 m, e Caparaó MG) anda a passos largos sobre o solo, pousa nas pontas de arbustos, segurando-se às vezes em dois galhos de uma bifurcação, pousa sobre rochas, aciona a cauda para os lados e verticalmente, voa pesadamente com pernas penduradas.

Sabiá-do-banhado {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sabia-do-banhado Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabi%C3%A1-do-banhado Acesso em 14 de Outubro de 2015

Caboclinho-de-chapéu-cinzento – (Sporophila cinnamomea)

O caboclinho-de-chapéu-cinzento Sporophila cinnamomea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Caboclinho-de-chapéu-cinzento
  • Nome inglês: Chestnut Seedeater
  • Nome científico: Sporophila cinnamomea
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai, e no Brasil podemos encontrá-los no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos, principalmente de gramíneas.
  • Reprodução: Reproduz-se na Argentina, Uruguai, sul do Paraguai e no Brasil ao largo da divisa entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Migra durante o inverno para o norte do Brasil Central até o sul do Pará. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Vulnerável.
Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 10cm de comprimento. As fêmeas em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu (Volatina jacarina). Trata-se do menor pássaro canoro nacional.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta capinzais, campos limpos e campos alagáveis. A população da espécie encontra-se em declínio pela perda do habitat.

Caboclinho-de-chapéu-cinzento Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Caboclinho-de-barriga-preta – (Sporophila melanogaster)

O caboclinho-de-barriga-preta Sporophila melanogaster é uma ave da família Thraupidae. Conhecido como caboclinho-bico-de-ferro. Ocorre desde do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Caboclinho-de-barriga-preta
  • Nome inglês: Black-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila melanogaster
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre desde a região nordeste do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes de gramíneas, mas durante o cuidado dos filhotes, passar a consumir insetos também.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em brejos isolados. Cada ninhada geralmente tem 2 ovos e os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em torno de10cm. de comprimento. Os caboclinhos, em geral, são nacionalmente reconhecidos como delicados gorjeadores, sabendo entoar melodias suaves, agradáveis, e com várias notas. As fêmeas em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta cerrado e Mata Atlântica em áreas abertas como campos de altitude, campos sujos e limpos, campos úmidos, banhados, várzeas e brejos. Ocupa áreas em altitudes até 1.600 m.

Caboclinho-de-barriga-preta Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Tipio – (Sicalis luteola)

O tipio Sicalis luteola é uma ave da família Thraupidae. Ocorre do México e América Central até a Argentina. Conhecido como canário-da-horta e canário-da-grama.

Tipio Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Tipio
  • Nome inglês: Grassland Yellow-Finch
  • Nome científico: Sicalis luteola
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre do México e América Central até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes.
  • Reprodução: Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Nidifica em grupos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede 12,5 centímetros de comprimento. O macho distingue-se do canário-da-terra (Sicalis flaveola) por faltar-lhe o amarelo no píleo, porém possui um distinto desenho amarelo no loro e em torno do olho. Garganta e ventre também são amarelos vivos, contrastando com uma estria malar e peito acinzentados e manto intensamente estriado a anegrado. A fêmea é parecida com o macho, porém com menos amarelo.

Possui oito subespécies:

  • Sicalis luteola flavissima (Todd, 1922) – ocorre nas ilhas da foz do Rio Amazonas e na área adjacente do estado do Pará; Semelhante a S. l. luteola
  • Sicalis luteola luteiventris (Meyen, 1834) – ocorre no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também no Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Sicalis luteola chapmani (Ridgway, 1899) – ocorre na região Central do Pará.
  • Sicalis luteola luteola (Sparrman, 1789) – ocorre na Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes até a Venezuela, nas Guianas e no Norte do Brasil;
  • Sicalis luteola chrysops (P. L. Sclater, 1862) – ocorre do Sul do México nos estados de Veracruz e Chiapas até a Guatemala e Nordeste de Honduras;
  • Sicalis luteola mexicana (Brodkorb, 1943) – ocorre na costa do Oceano Pacífico do Sul do México até os estados de Puebla e Morelos;
  • Sicalis luteola eisenmanni (Wetmore, 1953) – ocorre na costa do Oceano Pacífico até a Costa Rica em Guanacaste e no Panamá na região de Coclé;
  • Sicalis luteola bogotensis (Chapman, 1924) – ocorre a Leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia até a Venezuela, Equador e no Sul do Peru.
Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos limpos, tanto secos quanto úmidos e até em áreas urbanizadas. Corre pelo chão sempre em bandos, mesmo na época de reprodução. Quando migra, reúnem-se às centenas em moitas de taquara para dormir.

Tipio Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tipio Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sicalis_luteola Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Coleiro-do-brejo – (Sporophila collaris)

O coleiro-do-brejo Sporophila collaris é uma ave da família Thraupidae. Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Coleiro-do-brejo Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Coleiro-do-brejo
  • Nome inglês: Sporophila collaris
  • Nome científico: Sporophila collaris
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e sementes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de taça. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Coleiro-do-brejo Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento e pesa entre 7,5 e 14 gramas. Espécie vistosa e de bico rombudo e negro. O macho possui plumagem de complicado padrão preto e branco ou preto e amarelado-canela. Altos e lados da cabeça negros com duas pequenas máculas supra e infra-oculares brancas, dorso anterior, asas e cauda negros, dorso posterior cinzento, larga faixa peitoral negra, espéculo e garganta brancos. O resto da plumagem tanto pode ser branco quase puro como canela bem pronunciada. A fêmea e os jovens da espécie são pardos.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Sporophila collaris collaris (Boddaert, 1783) – ocorre no leste do Brasil até Goiás e Mato Grosso, onde a plumagem dos machos é branca e negra no padrão descrito acima.
  • Sporophila collaris melanocephala (Vieillot, 1817) – ocorre no nordeste da Argentina e Paraguai, sul do Brasil até o sudeste do Mato Grosso, onde a plumagem dos machos é de um canela bem profundo, ao invés do branco da forma nominal, e negra no padrão descrito acima.É a subespécie de maior ocorrência no Pantanal.
  • Sporophila collaris ochrascens (Hellmayr, 1904) – ocorre na Bolívia, norte e centro do Mato Grosso até São Paulo. Forma intermediária entre as duas subespécies acima, sendo que a plumagem dos machos é de uma cor mais pálida (“amarelo ocre”) que a da subespécie melanocephala, e negra, no padrão descrito acima.

(Clements checklist, 2014).

Coleiro-do-brejo Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Frequenta prados de terras baixas subtropicais ou tropicais sazonalmente úmidos ou inundados, pântanos e florestas secundárias altamente degradadas.

Coleiro-do-brejo Foto – Jarbas Mattos

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/coleiro-do-brejo Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coleiro-do-brejo Acesso em 12 de Outubro de 2010.

Capacetinho-do-oco-do-pau – (Microspingus cinereus)

O Capacetinho-do-oco-do-pau Microspingus cinereus é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como capacetinho-cinza e andorinha-do-oco-de-pau. Ocorre apenas no Brasil, em altitudes entre 600 a 1200 metros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas
  • Nome popular: Capacetinho-do-oco-do-pau
  • Nome inglês: Cinereous Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus cinereus
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre apenas no Brasil, em altitudes entre 600 a 1200 metros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura entre os arbustos, mas também consome recursos alimentares de origem vegetal.
  • Reprodução: Constrói ninho em forma de taça rasa, com fragmentos de gramíneas. Põe em média três ovos de cor creme, com manchas amarronzadas irregulares, concentradas no pólo rombo, formando um padrão de coroa.
  • Estado de conservação: Vulnerável.
Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Características:

É uma ave pequena que mede 13 centímetros de comprimento. Possui a cabeça, manto, asas e face superior da cauda com uma coloração chumbo pálido, o loro, asas e a face superior da cauda são ligeiramente mais escuras que a cabeça, nuca e manto. Os flancos são cinza claro. As rêmiges apresentam coloração cinza chumbo na face (barba) externa e preto na face (barba) interna. A garganta, peito, ventre, crisso e face interna da cauda são brancos. A íris é castanho avermelhada, bico, pernas e pés são escuros. Apresentam um leve dimorfismo sexual.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Comentários:

Espécie endêmica do Cerrado, habita também as matas decíduas. Tem distribuição escassa e local. É espécie pouco estudada em campo. É considerada globalmente vulnerável, pela perda do habitat campestre, bem como pela substituição do cerrado por gramíneas e outras formas invasoras. Além disso, a espécie apresenta baixa densidade populacional, fator que pode se tornar limitante e significativo para seu processo de extinção.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/capacetinho-do-oco-do-pau Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacetinho-cinza Acesso em 14 de Outubro de 2010

Tico-tico-de-máscara-negra – (Coryphaspiza melanotis)

O tico-tico-de-máscara-negra Coryphaspiza melanotis é uma ave as família Thraupidae, também conhecido como tico-tico-mascarado e tico-tico-do-são-francisco. Ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina e no Brasil.

Tico-tico-de-máscara-negra Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Tico-tico-de-máscara-negra
  • Nome inglês: Black-masked Finch
  • Nome científico: Coryphaspiza melanotis
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Emberizoidinae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina e no Brasil do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Existe uma população isolada na Ilha de Marajó.
  • Alimentação: Alimenta-se geralmente no chão. Sua alimentação consiste basicamente de grãos, sementes, frutos e insetos.
  • Reprodução: Constrói seu ninho no solo.
  • Estado de conservação: AMEAÇADO DE EXTINÇÃO
Tico-tico-de-máscara-negra Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 14 cm de comprimento e pesa em torno de 16 gramas. O macho tem coroa, face, bochechas e ouvidos pretos. Sobrancelhas e partes inferiores brancas. Manchas pretas dos lados do peito. Nuca cinzenta se transformando em marrom nas costas, com listas finas. Asas oliváceas com amarelo nas carpais. Cauda preta com amplas pontas brancas, visíveis no voo. Bico de duas cores, parte de cima preta e mandíbula laranja. A fêmea é geralmente mais parda, com asas mais esverdeadas e sem preto nas costas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Coryphaspiza melanotis melanotis; (Temminck, 1822) – ocorre do sudeste do Peru até o norte da Bolívia, sudeste do Paraguai, sudeste do Brasil e nordeste da Argentina;
  • Coryphaspiza melanotis marajoara; (Sick, 1967) – ocorre na Ilha de Marajó.

(Clements checklist, 2014).

Tico-tico-de-máscara-negra Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta campos de vegetação arbustiva e campos limpos, em regiões de capim alto e algumas vezes, úmidos conforme a estação do ano.

Tico-tico-de-máscara-negra Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/tico-tico-de-mascara-negra Acesso em 11 maio de 2010.

Tico-tico-rei – (Coryphospingus cucullatus)

O tico-tico-rei Coryphospingus cucullatus é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como galo-do-mato, foguinho, tico-tico-rei-vermelho, vinte-um-pintado, tico-fogo, tico-vermelho, e tico-tico-pimenta.

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Tico-tico-rei
  • Nome científico: Coryphospingus cucullatus
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em duas regiões disjuntas: Leste do Pará (subespécie L. c. cucullatus); e do Mato Grosso e Goiás ao oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (subespécie L. c. rubescens)
  • Alimentação: Alimenta-se de sementes, brotos, frutas, insetos. Aprecia os frutos da Fruta-do-sabiá ou marianeira – Acnistus arborescens. Desloca-se pulando no solo ou entre moitas e arbustos onde procura sementes, frutos e insetos para se alimentar.
  • Reprodução: Constrói o ninho em bordas de floresta ou em áreas de Cerrado. A reprodução da espécie ocorre entre outubro e fevereiro. Põe de 2 a 3 ovos de coloração branca. A incubação geralmente começa na manhã em que as fêmeas põem seu último ovo. Somente as fêmeas incubam os ovos e alimentam os ninhegos mais frequentemente que os machos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 14 cm de comprimento, e pesa entre 11 e 18 gramas. Sua coloração é marrom escura na parte superior e vermelha nas partes inferiores e na cabeça, especialmente no macho, que apresenta uma coloração intensa e um topete vermelho com uma faixa negra. Ambos os sexos apresentam uma linha branca circundando os olhos. A coloração das fêmeas não tem tanto brilho e são mais pardacentas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Coryphospingus cucullatus cucullatus (Statius Muller, 1776) – Ocorre nas Guianas, Suriname e leste do Pará. Possui um vermelho de tonalidade mais pálida que as populações mais austrais;
  • Coryphospingus cucullatus rubescens (Swainson, 1825) – Presente do Mato Grosso e Goiás ao oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do leste do Paraguai, Uruguai e no nordeste da Argentina. Possui um vermelho mais intenso que a forma nominal;
  • Coryphospingus cucullatus fargoi (Brodkorb, 1938) – Encontrado no Peru, Bolívia, Paraguai (oeste) e Argentina (norte). Possui o vermelho mais pálido ainda que a forma nominal, sendo que as costas são de um marrom avermelhado.

(Clements checklist, 2014); ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta bordas de matas secundárias, cerrados, campos, cafezais e pomares, geralmente em locais sombreados, capoeiras ralas e baixas. Vivem solitários a maior parte do ano, eventualmente juntando-se a bandos mistos de espécies granívoras (que comem sementes), mas na época da reprodução, que costuma coincidir com os meses quentes do ano, formam casais.

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tico-tico-rei Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coryphospingus_cucullatus Acesso em 14 de Outubro de 2010

Saí-azul – (Dacnis cayana)

O saí-azul Dacnis cayana é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como saí-bico-fino, saíra-de-bico-fino, azulego e saí-bicudo. Ocorre em todas regiões do Brasil. Encontrado também de Honduras ao Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai.
Saí-azul {field 5}
  • Nome popular: Saí-azul
  • Nome inglês: Blue Dacnis
  • Nome científico: Dacnis cayana
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em todas regiões do Brasil. Encontrado também de Honduras ao Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar, insetos e frutas. Costuma frequentar comedouros de frutas. Aprecia os frutos da Tapiá – Alchornea glandulosa , e da magnólia-amarela Michelia champaca.
  • Reprodução: O ninho é uma taça profunda, feita de fibras finas, colocado de 5 a 7 metros do solo, entre as folhas externas de uma árvore, é construído pela fêmea, que é protegida pelo macho contra intrusos. Os 2 ou 3 ovos são esbranquiçados ou branco-esverdeados com manchas cinza-claras e são incubados pela fêmea. Durante este período ela é, às vezes, alimentada pelo macho .Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Reproduz na primavera e no verão. Os filhotes são alimentados pelo casal e permanecem no ninho cerca de 13 dias. Costuma ter de 2 a 4 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-azul {field 5}
Características:

Mede cerca de 13 cm de comprimento e pesa, em média, 16 gramas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual: o macho é azul e negro, com as pernas vermelho-claras, enquanto a fêmea é verde, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas. Seu canto é um gorjear fraco.

Possui oito subespécies, e duas ocorrem no Brasil:
  • Dacnis cayana cayana (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Colômbia até a Venezuela, Guianas, Norte e Centro do Brasil; e na Ilha de Trinidad;
  • Dacnis cayana cayana (Macho adulto)Indicar foto favorita…
  • Dacnis cayana cayana (Macho adulto) Dacnis cayana cayana (Fêmea adulto)Indicar foto favorita…
  • Dacnis cayana cayana (Fêmea adulto)
  • Dacnis cayana paraguayensis (Chubb, 1910 ) – ocorre do Leste do Paraguai até o Leste e Sul do Brasil e no Nordeste da Argentina;
  • Dacnis cayana paraguayensis (Macho adulto)Indicar foto favorita…
  • Dacnis cayana paraguayensis (Macho adulto) Dacnis cayana paraguayensis (Fêmea adulto)Indicar foto favorita…
  • Dacnis cayana paraguayensis (Fêmea adulto)
  • Dacnis cayana ultramarina (Lawrence, 1864) – ocorre da costa Caribenha do Nordeste de Honduras até o Nordeste da Colômbia
  • Dacnis cayana callaina (Bangs, 1905) – ocorre no Oeste da Costa Rica e no Oeste do Panamá na região de Chiriquí;
  • Dacnis cayana napaea (Bangs, 1898) – ocorre na região tropical do Norte da Colômbia;
  • Dacnis cayana baudoana (Meyer de Schauensee, 1946) – ocorre na região tropical do Sudoeste da Colômbia das Montanhas Baudó até o Oeste do Equador;
  • Dacnis cayana caerebicolor (P. L. Sclater, 1851) – ocorre na região Central da Colômbia nos vales de Cauca e Magdalena;
  • Dacnis cayana glaucogularis (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre no Sul da Colômbia até o Leste do Equador, Leste do Peru e Oeste da Bolívia.
Saí-azul {field 5}
Comentários:

Frequenta bordas de florestas, capoeiras arbóreas, campos com árvores esparsas, florestas secas e de galeria. Vive normalmente aos pares ou em pequenos grupos, procurando insetos ativamente na folhagem ou alimentando-se de frutos em árvores e arbustos. Vive à beira da mata em várias altitudes, copas de mata alta. Costuma aparecer em pequenos bandos mistos de outros Traupídeos.

Saí-azul {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-azul Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dacnis_cayana Acesso em 14 de Outubro de 2010.

Saí-verde – (Chlorophanes spiza)

O saí-verde é uma ave da família Thraupidae. É o maior dos “saís”. Também conhecida como saí-tucano e tem-tem.

Saí-verde Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Saí-verde
  • Nome inglês: Green Honeycreeper
  • Nome científico: Chlorophanes spiza
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Hemithraupinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia e de Pernambuco a Santa Catarina. Encontrado também do México ao Panamá e em todos os demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, insetos e do néctar de flores.
  • Reprodução: Faz ninho em formato de uma tigela rasa bem fixada com teias de aranha a uma forquilha, entre 3 e 12 m de altura. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos brancos com pontos marrons, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Saí-verde Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. O macho é verde-azulado com o alto e os lados da cabeça pretos e os olhos vermelhos e a fêmea é verde-opaca, com a garganta e o centro da barriga amarelados e os olhos escuros. Tem bico relativamente largo, de mandíbula amarelo-clara.

Possui sete subespécies, sendo que três ocorrem no Brasil:

  • Chlorophanes spiza spiza (Linnaeus, 1758) – ocorre do Leste da Colômbia até o Venezuela, as Guianas e o Norte do Brasil; ocorre também na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Chlorophanes spiza guatemalensis (P. L. Sclater, 1861) – ocorre do Sul do México, no estado de Oaxaca até a Guatemala, Belize e Honduras;
  • Chlorophanes spiza argutus (Bangs & Barbour, 1922) – ocorre do extremo Leste de Honduras até o Noroeste da Colômbia;
  • Chlorophanes spiza exsul (Berlepsch & Taczanowski, 1884) – ocorre da região tropical no Sudoeste da Colômbia até o Oeste do Equador e extremo Noroeste do Peru;
  • Chlorophanes spiza subtropicalis (Todd, 1924) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Colômbia e Oeste da Venezuela;
  • Chlorophanes spiza caerulescens (Cassin, 1864) – ocorre do Sudeste da Colômbia até o Leste do Equador, Leste do Peru, Oeste da Bolívia e na Amazônia brasileira;
  • Chlorophanes spiza axillaris (Zimmer, 1929) – ocorre no Leste do Brasil, na região costeira que vai do estado de Pernambuco até o estado de Santa Catarina.
Saí-verde Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Podemos observá-los na copa e nas bordas de florestas úmidas de terra firme e de várzea, e em capoeiras arbóreas, visitando clareiras apenas eventualmente. Vive solitário, aos pares ou, raramente, em pequenos grupos, geralmente no alto das árvores. Participa de bandos mistos com frequência. Espécie geralmente calada.

Saí-verde Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-verde Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chlorophanes_spiza Acesso em 14 de Outubro de 2010

Trinca-ferro – (Saltator similis)

O Trinca-ferro é uma ave sul americana da família Thraupidae. Ocorrem no Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. Podemos encontrá-los em capoeiras, bordas de matas e clareiras, está sempre associado às matas, ocupando o estrato médio e superior.
Trinca-ferro {field 5}
  • Nome popular: Trinca-ferro
  • Nome inglês: Green-winged Saltator
  • Nome científico: Saltator similis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre na parte central do Brasil e nordeste, na Bahia, Rio Grande do Sul e toda a região Sudeste. Também é encontrado na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Onívoro, alimenta-se de insetos, larvas, frutos, sementes e folhas especialmente as do Ypê. O macho costuma trazer alimento para sua fêmea, em época de reprodução.
  • Reprodução: Constrói o ninho em arbustos a pouca altura 2 m em média, em formato de tigela espaçosa, feito com folhas grandes e secas seguras por alguns ramos, geralmente bota 2 ou 3 ovos. Durante o período de reprodução, vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território.
  • Estado de conservação: Preocupante
Trinca-ferro {field 5}
Características:

Um pouco menor do que outras espécies do mesmo gênero. Tem o dorso verde, cauda e lados da cabeça acinzentados. A listra superciliar é a mais comprida, com o “bigode” menos definido e garganta toda branca. Parte inferior cinza e nas laterais marrom alaranjado e branco no centro da barriga, as asas são esverdeadas. O bico reforçado deu origem ao nome popular (Trinca-ferro). O canto varia um pouco de região a região, embora mantenha o mesmo timbre. Para diferenciar o macho da fêmea é necessário escutar o canto / piado.

Possui duas subespécies reconhecidas:
  • Saltator similis similis (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste da Bolívia até o estado da Bahia no Brasil, ao sul até o Paraguai, Uruguai e Nordeste da Argentina;
  • Saltator similis ochraceiventris (Berlepsch, 1912) – ocorre no sudeste do Brasil, do sul do estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014); ITIS – (Integrated Taxonomic Information System – 2015).

Trinca-ferro {field 6}
Comentários:

Frequentam capoeiras, bordas de matas e clareiras. Está sempre associado às matas, ocupando o estrato médio e superior.

Trinca-ferro {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/trinca-ferro Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trinca-ferro Acesso em 14 de Outubro de 2010

Sanhaço-da-amazônia – (Thraupis episcopus)

O sanhaço-da-amazônia Thraupis episcopus é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como saí-azul e sanhaço-azul.

Sanhaço-da-amazônia Foto – Celi Aurora
  • Nome popular: Sanhaço-da-amazônia
  • Nome inglês: Blue-gray Tanager
  • Nome científico: Thraupis episcopus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, México, Panamá e em todos os demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e no Suriname.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhos das árvores e brotos. Mas também come néctar, botões de flores, polpa e suco de frutas maiores e insetos na folhagem ou em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cestinho aberto e bem elaborado, geralmente no penacho dos coqueiros, em buracos de árvores ou até mesmo por baixo de telhados, situado entre 1,5 e 4 metros de altura. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azulados ou rosados com manchas marrons, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Na época do acasalamento, exibe as dragonas brancas para a fêmea, num comportamento característico do gênero
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Sanhaço-da-amazônia Foto – Carlos Grupilo

Características:

Mede em média centímetros de comprimento e pesa entre 27 e 45 gramas. Distingue-se dos outros sanhaços do gênero Thraupis pela mancha branca no encontro das asas. Não apresenta dimorfismo sexual. Seu canto é um chilreado alto, estridente.

Sanhaço-da-amazônia Foto – Aisse Gaertner

Comentários:

Frequenta vários tipos de hábitats, tanto em locais úmidos quanto secos, variando da borda da floresta e manchas de capoeiras até jardins de cidades, árvores e arbustos em regiões agrícolas. Vive em grupos de cerca de seis indivíduos, próximo à copa. É uma espécie comum, inquieta, e barulhenta, normalmente encontrada em pares, mas às vezes também em pequenos grupos. Ele prospera em torno da habitação humana, se alimentando também de alguns tipos de Mamão

Sanhaço-da-amazônia Foto – Jarbas Mattos

Referências & Bibliografia:

Saíra-galega – (Hemithraupis flavicollis)

A saíra-galega Hemithraupis flavicollis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Saíra-galega {field 18}
  • Nome popular: Saíra-galega
  • Nome inglês: Yellow-backed Tanager
  • Nome científico: Hemithraupis flavicollis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Hemithraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em quase toda a Amazônia e de Pernambuco ao Rio de Janeiro no faixa litorânea.Encontrado também no Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e insetos, caçados ativamente em meio á folhagem.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-galega {field 18}

Características:

Mede em média 14 cm comprimento. O macho é preto acima, com a região inferior das costas amarela, partes inferiores brancas, marcadas de preto, e garganta amarela e a fêmea é verde-olivácea acima e amarela nas partes inferiores.

Possui onze subespécies:

  • Hemithraupis flavicollis flavicollis (Vieillot, 1818) – ocorre no Suriname, Guiana Francesa e na região adjacente do Brasil ao Norte do Rio Amazonas;
  • Hemithraupis flavicollis ornata (Nelson, 1912) – ocorre na região tropical Leste do Panamá, na região de Darién e no extremo Noroeste da Colômbia;
  • Hemithraupis flavicollis albigularis (P. L. Sclater, 1855) – ocorre na Colômbia, no alto Rio Sinú, no baixo Vale do Rio Cauca, e na porção media do Vale Magdalena;
  • Hemithraupis flavicollis peruana (Bonaparte, 1851) – ocorre da região Central da Colômbia até o Leste do Equador e no Nordeste do Peru, ao Norte do Rio Marañón;
  • Hemithraupis flavicollis aurigularis (Cherrie, 1916) – ocorre do extremo Sudoeste da Colômbia até o Sul Venezuela e no Norte do Brasil;
  • Hemithraupis flavicollis hellmayri (Berlepsch, 1912) – ocorre do Sudeste da Venezuela até o Oeste da Guiana, nos montes Merumé.
  • Hemithraupis flavicollis sororia (Zimmer, 1947) – ocorre no Norte do Peru, ao Sul do Rio Marañón;
  • Hemithraupis flavicollis centralis (Hellmayr, 1907) – ocorre do Sudeste do Peru até o Norte da Bolívia e na região Central do Brasil;
  • Hemithraupis flavicollis obidensis (Parkes & Humphrey, 1963) – ocorre do Norte do Brasil, ao longo da margen Norte do baixo Rio Amazonas no Pará;
  • Hemithraupis flavicollis melanoxantha (Lichtenstein, 1823) – ocorre no Leste do Brasil, do estado de Pernambuco até o estado da Bahia;
  • Hemithraupis flavicollis insignis (P. L. Sclater, 1856) – ocorre no Sudeste do Brasil, nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Saíra-galega {field 18}

Comentários:

É comum na copa e nas bordas de florestas úmidas, tanto de terra firme como de várzea e, eventualmente, em clareiras adjacentes. Junta-se com freqüência a bandos mistos, permanecendo muito alto, o que a torna difícil de ser observada. 

Saíra-galega {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-galega Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-galega Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Saíra-beija-flor – (Cyanerpes cyaneus)

O saíra-beija-flor Cyanerpes cyaneus é uma ave da família Thraupidae. Conhecida também como saí-azul-de-pernas-vermelhas, saí-beija-flor e saí-verdadeiro.

Saíra-beija-flor {field 12}
  • Nome popular: Saíra-beija-flor
  • Nome inglês: Red-legged Honeycreeper
  • Nome científico: Cyanerpes cyaneus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Dacninae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e no Centro Oeste. No Nordeste e Sudeste mais restrito à Mata Atlântica. Escasso no Sul. Presente também em todos os países amazônicos da América do Sul e desde o México até o Panamá. Também na ilha de Cuba.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, frutas e néctar das flores. Já foi observado caçando cupins em revoada e se alimentando de laranjas e caquis.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela rasa bem fixada com teias de aranha a uma forquilha. Cada ninhada geralmente tem 2 ou 3 ovos chocados pela fêmea, tendo 2 ou 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 12 ou 13 dias. O macho ajuda a alimentar os filhotes que saem do ninho após 14 dias de vida. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-beija-flor {field 12}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento e pesa 14 gramas. O macho tem a cabeça de coloração azul intenso com a coroa azul claro, uma máscara ocular preta que inicia na região loral e termina logo após os olhos. O dorso é preto, a porção inferior das costas e o uropígio são azuis. As asas e a cauda curta são pretas, sendo que as asas apresentam a porção interna amarela e as rêmiges com coloração preta e amarela. Esta coloração é visível quando a ave está voando ou quando mantém as asas levantadas. A garganta, peito, ventre e crisso são azuis ultramarino. A fêmea tem a coroa e nuca na cor verde, uma faixa transocular preta que se inicia após o bico e termina logo após os olhos. Sobre os olhos apresenta uma sobrancelha clara. O restante das partes superiores é verde sem brilho. O queixo e a garganta são claros. O peito e o ventre apresentam a plumagem com fundo claro e a parte superior das penas esverdeadas. O crisso é pálido, na coloração branco-amarelado. Sob as asas apresenta coloração amarelo opaco. Os Juvenis tem a plumagem similar na aparência ao adulto do sexo feminino. O macho imaturo apresenta plumagem intermediária entre jovens e adultos do sexo masculino e as pernas e pés rosados. A íris é marrom escura, o bico, relativamente longo e curvado, é preto. O macho apresenta os tarsos, pés e dedos na coloração vermelho brilhante e na fêmea eles são de coloração rosa-acinzentados

Tem onze subespécies reconhecidas:

  • Cyanerpes cyaneus cyaneus (Linnaeus, 1766) – ocorre no leste da Venezuela; na ilha de Trinidad; nas Guianas e no norte do Brasil até o Rio Negro e até a foz do Rio Amazonas.
  • Cyanerpes cyaneus brevipes (Cabanis, 1851) – ocorre na região central amazônica do Brasil, do baixo Rio Amazonas na região de Manacapurú até a porção média do Rio Tocantins.
  • Cyanerpes cyaneus holti (Parkes, 1977) – ocorre na região costeira do Brasil, desde o estado de Alagoas até o estado do Rio de Janeiro; também é encontrado na ilha de Cuba onde acredita-se ser resultado de introdução.
  • Cyanerpes cyaneus violaceus (J. T. Zimmer, 1942) – ocorre no sudeste do Peru, norte da Bolívia, e oeste do Brasil, onde é encontrado no estado de Mato Grosso.
  • Cyanerpes cyaneus carneipes (P. L. Sclater, 1860) – ocorre no sudeste do México, do estado e San Luis Potosí na costa do golfo do México (incluindo a ilha de Cozumel) e estado de Oaxaca na costa do Oceano Pacifico até o Panamá, incluindo as ilhas de Coiba e Perola, e noroeste da Colômbia.
  • Cyanerpes cyaneus gemmeus (Wetmore, 1941) – ocorre no norte da Colômbia, na região da península de Guajira, na Serranía de Macuira.
  • Cyanerpes cyaneus pacificus (Chapman, 1915) – ocorre no oeste da Colômbia e no oeste do Equador onde atinge até a região de Pichincha;
  • Cyanerpes cyaneus gigas (Thayer & Bangs, 1905) – ocorre na ilha de Gorgona na costa oeste da Colômbia.
  • Cyanerpes cyaneus eximius (Cabanis, 1851) – ocorre no norte da Colômbia, na região de Santa Marta, Sierra de Perijá, e a leste da cordilheira dos Andes na região de Santander e no norte e oeste da Venezuela e na Ilha Margarita;
  • Cyanerpes cyaneus dispar (J. T. Zimmer, 1942) – ocorre na Colômbia a leste da cordilheira dos Andes até o sudoeste da Venezuela, norte do Brasil, leste do Equador (onde é raro), e nordeste do Peru;
  • Cyanerpes cyaneus tobagensis (Hellmayr & Seilern, 1914) – ocorre na Ilha de Tobago no Caribe;

(Clements checklist, 2014).

Saíra-beija-flor {field 16}

Comentários:

Frequenta florestas de diversos tipos, da Amazônia e de outras regiões do Brasil e da América do Sul. Vive em pequenos bandos, tanto nas copas de árvores de grande porte, como em mata baixa (matas secundárias). Segue regularmente bandos mistos de pássaros e realiza migrações locais. Surge então em locais onde não é visto em outras ocasiões.

Saíra-beija-flor {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-beija-flor Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cyanerpes_cyaneus Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Cambada-de-chaves – (Tangara brasiliensis)

A cambada-de-chaves Tangara brasiliensis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil nos Estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Cambada-de-chaves {field 19}
  • Nome popular: Cambada-de-chaves
  • Nome inglês: White-bellied Tanager
  • Nome científico: Tangara brasiliensis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre na mata atlântica litorânea, sendo atualmente registrado apenas nos Estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

    Espécie endêmica do Brasil

  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, complementando sua dieta com insetos. Assim como diversos frugívoros brasileiros, já incorporou várias frutas exóticas em sua dieta, como as da NesperaEriobotrya japonica.
  • Reprodução: Período de reprodução: primavera-verão. Faz ninho em formato de xícara pequena e aberta, localizado no dossel da floresta. Durante o período reprodutivo é mais comum vê-las aos pares.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cambada-de-chaves {field 19}
Características:

Tem variadas combinações de preto e azul, mede em média 14 centímetros e pouco mais de 25 gramas, a ave apresenta cabeça azul com mancha preta na nuca e na região que reveste o bico. Enquanto no pescoço, também azulado, o tom escuro aparece discreto; nos flancos, de coloração azul, o preto se faz em pequenas manchas não uniformes. Já nas asas, a base negra conta com uma faixa azul.

Cambada-de-chaves {field 12}
Comentários:

Frequenta o alto da mata, capoeiras e reflorestamentos nativos. Geralmente vive em grupos de 5 a 10 indivíduos. Emite sons altos, estridentes e repetitivos que lembram o trissar de morcegos. 

Cambada-de-chaves {field 18}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cambada-de-chaves Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cambada-de-chaves Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Canário-rasteiro – (Sicalis citrina)

O canário-rasteiro Sicalis citrina é uma ave da família Thraupidae. Ocorre na Argentina e Colômbia, montanhas da Venezuela e Brasil.

Canário-rasteiro Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Canário-rasteiro
  • Nome inglês: Stripe-tailed Yellow-Finch
  • Nome científico: Sicalis citrina
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre nos Andes da Argentina e Colômbia, montanhas da Venezuela e Colômbia e Brasil (Mato Grosso, sul do Pará, Goiás, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Paraná). Ocorre em algumas localidades de altitude no estado do Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimentam-se basicamente de sementes de gramíneas.
  • Reprodução: Os ninhos são em forma de cesto aberto, confeccionados com folhas de gramíneas largas nas laterais e base e gramíneas finas na parte interna, a altura do ninho pode variar de 9 a 62 cm do solo. A postura é de 2 a 3 ovos de cor de fundo azul-turquesa e manchas marrons concentradas na porção subterminal do polo rombo. Os ovos são incubados em média por 12 dias e os ninhegos permanecem no ninho por mais 13 dias. (GRESSLER, 2007).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Canário-rasteiro Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede entre 11 e 12 centímetros de comprimento e pesa entre 10,7 e 12,9 gramas. Os machos apresentam o alto da cabeça amarelo-limão, dorso oliva com estrias; o peito é amarelado, porém de coloração mais escura que a do ventre, que é amarelo-brilhante. Cauda marrom-escuro, com a borda externa das penas amarela. Os dois terços finais das penas laterais da cauda são brancos. As asas são marrom-escuro, com a borda das penas amarela. Fêmea similar ao macho, porém mais escura e estriada tanto no dorso quanto no peito; o ventre é amarelado e as barras na cauda são menores que nos machos. Segundo Helmut Sick, distinguível por uma nódoa branca nas duas retrizes externas (de cada lado, visível ao lado inferior da cauda fechada).

Canário-rasteiro Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta buritizais e matas de galeria (cercado por rio de ambos os lados), campos e campinaranas( floresta de um tipo particular de vegetação de solo pobre, raso e rochoso), cerrado, áreas antrópicas(onde houve ou há ação do homem), pantanal, e áreas alagadas e ambiente aquáticos.

Canário-rasteiro Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Pipira-vermelha – (Ramphocelus carbo)

A pipira-vermelha Ramphocelus carbo é uma ave da família Thraupidae. Conhecida como bico-de-prata, pipira-de-papo-vermelho e pipira-de-prata. Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo
  • Nome popular: Pipira-vermelha
  • Nome inglês: Silver-beaked Tanager
  • Nome científico: Ramphocelus carbo
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se sempre de invertebrados, em especial insetos dipteros. Come também de frutos. Pode tanto estar em bandos próprios, como associado a outras espécies. Acompanha as formigas de correição para apanhar as presas escapando delas. Frequenta comedouros com frutas.
  • Reprodução:Começa a fase reprodutiva aos 10 meses de idade. Nidifica durante quase todo ano na Amazônia oriental. No sudoeste amazônico nidifica comumente em ambientes ambientes abertos com pomares, próximo a atividades antrópicas (Lima et al. 2019, Lima & Guilherme 2020). Os ninhos têm formato de xícara construídos em forquilhas, na base de folhas de palmeiras ou lateralmente entre dois ou mais galhos. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos brancos com manchas marrom escuras, incubados por cerca de 13 dias, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Características:

Tem em média18 cm de comprimento e pesa entre 21,5 e 37,5 gramas, dependendo da subespécie (ver biometrias da subespécie R. c. connectens em Lima & Guilherme 2020). A grande característica da espécie é a base branca do bico do macho. Parece uma peça de porcelana, pelo brilho e formato. Fêmeas e machos juvenis não a possuem. Nesses últimos, o bico vai adquirindo, pouco a pouco, a coloração final, Desse modo, algumas aves com plumagem feminina e base do bico destacada podem ser os machos juvenis. Nos machos, o negro domina a plumagem do corpo, com tons avermelhados na parte da frente. O vermelho destaca-se conforme a iluminação do local e aumenta de intensidade em aves tomando sol, quando as penas são afastadas entre si, algumas na cabeça parecendo cabelos, ao serem eriçadas. As fêmeas e machos juvenis apresentam o negro na parte superior do corpo e as partes inferiores lavadas de marrom avermelhado. Vários machos estão presentes nos bandos, o que permite logo a identificação da espécie, caso haja dúvidas quanto à fêmea.

Possui oito subespécies:

  • Ramphocelus carbo carbo (Pallas, 1764) – ocorre do sudeste da Colômbia até as Guianas, no leste do Peru e no norte do Brasil;
  • Ramphocelus carbo unicolor (P. L. Sclater, 1856) – ocorre ao leste dos sopés da Cordilheira dos Andes da Colômbia, na região de Cundinamarca e na região de Meta;
  • Ramphocelus carbo magnirostris (Lafresnaye, 1853) – ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe; um único espécime foi coletado no nordeste da Venezuela, na província de Sucre;
  • Ramphocelus carbo venezuelensis (Lafresnaye, 1853) – ocorre no leste da Colômbia e no oeste da Venezuela;
  • Ramphocelus carbo capitalis (Allen, 1892) – ocorre no nordeste da Venezuela, da região de Anzoátegui até o sudeste de Monagas, e no delta do Amacuro;
  • Ramphocelus carbo connectens (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre no sudeste do Peru, da região de Cuzco até o noroeste da Bolívia, na região do Rio Beni;
  • Ramphocelus carbo atrosericeus (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no norte e no leste da Bolívia;
  • Ramphocelus carbo centralis (Hellmayr, 1920) – ocorre na região leste e central do Brasil e na região adjacente do leste do Paraguai.
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Comentários:

No baixo Amazonas, costuma ser a espécie mais abundante, influindo consideravelmente nesta impressão o hábito de viver em pequenos grupos. Durante os deslocamentos, emite uma nota alta, metálica e rápida, para manter contato entre si. Na eventualidade de qualquer perturbação, esse chamado é utilizado como alarme e todo o bando começa a piar junto, enchendo o ambiente com esses pios. Aproxima-se da origem da perturbação e, graças ao alarido, outras espécies fazem o mesmo, às vezes facilitando a observação. Chega a ser surpreendente o número de pipiras de um bando, depois que começam a aparecer. Costuma andar em grupos de até 20 aves pelas matas ciliares, matas secas, cambarazais, cerradões, vegetação ribeirinha e capoeira baixa. Dificilmente frequenta áreas abertas.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pipira-vermelha Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pipira-vermelha Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Chorão – (Sporophila leucoptera)

O chorão Sporophila leucoptera é uma ave da família Thraupidae.Conhecido como Cigarra-rainha, Patativa-boiadeira e Boiadeiro. Ocorre no Suriname, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e quase todo o Brasil.

Chorão Foto – Weiller Nascimento
  • Nome popular: Chorão
  • Nome inglês: White-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila leucoptera
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nas ilhas da foz do rio Amazonas e leste do Pará, Maranhão, Piauí e Pernambuco, em direção sudeste até Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e em direção oeste até Goiás e Mato Grosso. Encontrado também no Suriname, Peru, Bolívia, Argentina e Paragua
  • Alimentação: Granívoro. Como outras aves do Gênero, pode frequentar comedouros onde é oferecida quirera.
  • Reprodução: Iniciam a reprodução após um ano de idade. O período de acasalamento no Brasil vai de setembro até o fim de março. A fêmea de chorão botará de 2 a 3 ovos por postura e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após o inicio do choco. Tem 2 ou 3 ninhadas por estação, com 2 ou 3 ovos em cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chorão Foto – Weiller Nascimento

Características:

Tem em média 12 cm de comprimento e pesa em torno de 16 gramas. O macho é cinza nas partes superiores e branco nas inferiores e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e bege-amarronzada nas inferiores; os jovens são pardos.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Sporophila leucoptera leucoptera (Vieillot, 1817) – Centro, sudeste e sul do Brasil. Partes inferiores brancas (incluindo pescoço e garganta), com manchas cinzas, no tórax e flancos; uropígio branco; bico amarelo forte; máscara da face, asas, costas cinza-azuladas.
  • Sporophila leucoptera cinereola (Temminck, 1820) – Nordeste do Brasil, desde o Maranhão até a Bahia e, ao sul, até o Rio de Janeiro. Um pouco menor e cabeça e costas de um cinza-azulado mais claro que a forma nominal; uropígio cinza; partes inferiores, em especial tórax e flancos, manchada de um cinza claro.
  • Sporophila leucoptera bicolor (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – Peru e Bolívia. O cinza-azulado das partes superiores das outras subespécies de S. leucoptera é substituído pelo negro. Alguns autores defendem que seja elevada à condição de espécie devido às suas características diferentes e isolamento geográfico.
  • Sporophila leucoptera mexianae (Hellmayr, 1912) – Suriname, Amapá e nordeste do Pará (Ilha Mexiana). Parecida com S. l. cinereola, mas as partes inferiores não possuem cinza no tórax e nos flancos, sendo completamente brancas.

(Clements checklist, 2014).

Chorão Foto – Weiller Nascimento

Comentários:

Frequenta áreas de gramíneas com arbustos e emaranhados de vegetação, quase sempre próximo à água, em áreas pantanosas e margens de rios e lagos. Vive solitário ou em pares espalhados, é uma ave discreta e raramente se associa a outras espécies.

Chorão Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/chorao Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sporophila_leucoptera Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Cigarrinha-do-sul – (Sporophila falcirostris)

A cigarrinha-do-sul Sporophila falcirostris é uma ave da família Thraupidae. Ocorre do sul da Bahia a Santa Catarina. Também encontrada no Paraguai e Argentina.

Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Cigarrinha-do-sul
  • Nome inglês: Temminck’s Seedeater
  • Nome científico: Sporophila falcirostris
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre do sul da Bahia a Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes dos taquarais na Mata Atlântica, os quais frutificam irregularmente (os períodos podem ter intervalos de anos) em pequenas touceiras isoladas nas bordas das matas. Consome também as sementes da ciperácea, presente nesses mesmos locais.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação, com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: VULNERÁVEL 
Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede 12 centímetros de comprimento. O macho é basicamente de coloração cinza-azulada pálida, tornando-se branca ao longo da porção central do ventre. Apresenta um espéculo branco na asa e um largo bico de coloração amarelada. O crisso e as penas infracaudais apresentam tons na coloração acastanhada. À semelhança de outros Sporophilas, as fêmeas são menos distintas, sendo predominantemente marrons com um bico escuro. Os imaturos da espécie apresentam plumagem semelhante à das fêmeas, entretanto, com o tempo os machos jovens vão adquirindo sua plumagem característica cinza-azulada, mesmo mantendo o bico escuro, que só atinge sua coloração característica quando atingem a maturidade sexual.

Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequenta a Mata Atlântica de encosta a aproximadamente 200m de altitude. Tem hábitos migratórios e sua população vem declinando nas últimas décadas. Procura incansavelmente por seu alimento (sementes de bambu e semelhantes) . Podem passar todo o tempo próximo de uma soqueira em frutificação até que acabem suas sementes , só então partindo para outro local . Espécie bem vocal , emite constantemente seu canto repetitivo composto por notas muito agudas , rápidas e límpidas

Cigarrinha-do-sul Foto – Rento Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cigarrinha-do-sul Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cigarra-verdadeira Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Cavalaria – (Paroaria capitata)

A cavalaria Paroaria capitata é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como joaninha, cabecinha-vermelha e cardeal-do-pantanal. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Cavalaria Foto – Jarbas Mattos
  • Nome popular: Cavalaria
  • Nome inglês: Yellow-billed Cardinal
  • Nome científico: Paroaria capitata
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre sudoeste do estado de Mato Grosso e sul do estado de Goiás, até o estado do Rio Grande do Sul. Também ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e sementes. Vivem em grupos durante todo o ano, embora haja forte disputas entre eles por espaço ou alimento.
  • Reprodução: Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias e atingem a maturidade sexual aos 10 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Cavalaria Foto – Jarbas Mattos

Características:

Mede 16,5 centímetros de comprimento e pesa entre 17 e 24,5 gramas. Não apresenta dimorfismo sexual. Macho e fêmea são idênticos, com o característico vermelho da cabeça contrastando com o restante das cores e com o bico amarelo alaranjado. As aves juvenis saem do ninho com as costas e o babador acinzentados. Cabeça parda. Os filhotes estão com os pais nos bandos a partir de dezembro.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Paroaria capitata capitata (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no Brasil, do sudoeste do estado de Mato Grosso e sul do estado de Goiás até o estado do Rio Grande do Sul, também ocorre na Bolívia na província de Santa Cruz, no Paraguai, no norte da Argentina e no extremo noroeste do Uruguai. Esta subespécie foi introduzida no arquipélago Havaiano.
  • Paroaria capitata fuscipes (J. Bond & Meyer de Schauensee, 1939) – ocorre no sul da Bolívia no departamento de Tarija. Esta subespécie apresenta coloração similar a da subespécie nominal mas com o bico menor de coloração rosa-alaranjada e os tarsos e pés com coloração amarronzada enquanto na espécie nominal eles são amarelados.

(Aves Brasil CBRO 2015; ITIS – Integrated Taxonomic Information System 2017).

Cavalaria Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Vive no Pantanal, normalmente em grandes bandos. Dócil, confia em pescadores e fazendeiros, de quem se aproxima sem medo. Em áreas mais isoladas, chega a comer nas mãos das pessoas. O nome popular vem do fato de andar em grupos maciços, como se fizessem parte de uma cavalaria. Felizmente, apesar dessa mansidão, aparece com pouca frequência no mercado de aves cativas.

Cavalaria Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Golinho -(Sporophila albogularis)

O golinho Sporophila albogularis é uma ave da família Thraupidae. É também conhecido como patativa. Espécie endêmica do Brasil.

Golinho {field 7}
  • Nome popular: Golinho
  • Nome inglês: White-throated Seedeater
  • Nome científico: Sporophila albogularis
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Excepcionalmente são encontrados alguns indivíduos no norte do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, provavelmente em migração.

    Espécie endêmica do Brasil.

  • Alimentação: Granívoro, alimenta-se basicamente de sementes, desde sementes de pequenos arbustos a quase todo tipo de sementes de pendões de gramíneas e capins
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tigela em pequenos arbustos a pouca altura. cada ninhada geralmente tem 2 ou 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Golinho {field 7}
Características:

Mede cerca de 10,5 cm. de comprimento. O macho possui a cabeça enegrecida e o restante das partes superiores cinza, a garganta branca, cuja tonalidade estende-se para cima, formando um colar incompleto na nuca; a fêmea e os filhotes são marrom-acinzentados nas partes superiores e amarelo-esbranquiçados nas inferiores. Filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Seu canto é um gorjear fino, persistente, bem variado e rápido. Realiza imitações.

Golinho {field 7}
Comentários:

Frequenta vegetação arbustiva e em veredas úmidas da caatinga. Neste ambiente procura avidamente e em grande número as fontes de água, onde tanto mata a sede como se refresca em banhos. Costuma se reunir em árvores próximas às fontes, onde dezenas de indivíduos vocalizam ao mesmo tempo. No Ceará aparece no inverno. Vive em pequenos grupos fora do período reprodutivo, às vezes misturados a outras espécies que também se alimentam de sementes. É pouco conhecido na natureza.

Golinho {field 16}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/golinho Acesso em 18 Março de 2010.

Caboclinho-de-barriga-vermelha – (Sporophila hypoxantha)

O caboclinho-de-barriga-vermelha Sporophila hypoxantha é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido por caboclinho-rosa. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Caboclinho-de-barriga-vermelha Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Caboclinho-de-barriga-vermelha
  • Nome inglês: Tawny-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila hypoxantha
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Está ficando bem raro no Sudeste e Sul com a destruição de seu habitat. Encontrado também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de sementes, comem também alguns tipos de cupim alado.
  • Reprodução: Constrói o ninho em sítios planos marcados por um denso estrato médio, ricos em arbustos como Vernonia chamaedrys, Eupatorium polystachyum, Baccharis caprariifolia e touceiras de Andropogon lateralis, evitando habitats com maior adensamento do estrado superior. Põe em média 2 ovos brancos pintados de manchas marrons. A incubação é iniciada após a postura de todos os ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Caboclinho-de-barriga-vermelha Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede 10 cm de comprimento. Semelhante ao Caboclinho-lindoSporophila minuta, porém de coloração mais clara e com o azul acinzentado da cabeça somente até a altura dos olhos.

Caboclinho-de-barriga-vermelha Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos limpos e campos sujos, nas proximidades de áreas úmidas ou banhados. Durante o período de descanso reprodutivo, é visto em pequenos bandos associados a outros congêneres em migração.

Caboclinho-de-barriga-vermelha Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

Sanhaço-de-coleira – (Schistochlamys melanopis)

O sanhaço-de-coleira Schistochlamys melanopis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre em quase todo o Brasil e também na Venezuela, Guianas, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai.

Sanhaço-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Sanhaço-de-coleira
  • Nome inglês: Black-faced Tanager
  • Nome científico: Schistochlamys melanopis
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, desde Roraima até o Paraná. No NE mais restrito à parte litorânea. Ocorre também no vizinhos Venezuela, Guianas, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de vegetais: frutinhas das árvores e arbustos, frutinhas de cipós, frutas maiores e seu suco, folhas, botões e néctar.
  • Reprodução: Constrói o ninho no capim, a pouca altura ou no chão, em formato de taça. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Sanhaço-de-coleira Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em média 18 centímetros. É uma ave de corpo cinzento, cabeça, garganta e pescoço negros. Quando jovem sua cor é verde-olivácea. Possui um gorjear suave e mavioso muito semelhante ao do bico-de-veludoSchistochlamys ruficapillus. De acordo com descobertas recentes, não existe dimorfismo sexual.

Possui cinco subespécies:

  • Schistochlamys melanopis melanopis (Latham, 1790) – ocorre no Leste da Guiana até o Suriname, Guiana Francesa e Nordeste do Brasil;
  • Schistochlamys melanopis aterrima (Todd, 1912) – ocorre no Nordeste da Colômbia até a Venezuela, no Oeste da Guiana e no extremo Norte do Brasil;
  • Schistochlamys melanopis grisea (Cory, 1916) – ocorre na região subtropical Central da Cordilheira dos Andes no Peru;
  • Schistochlamys melanopis olivina (P. L. Sclater, 1865) – ocorre no Leste da Bolívia até o Paraguai e no Centro Oeste do Brasil, no estado de Mato Grosso;
  • Schistochlamys melanopis amazonica (Zimmer, 1947) – ocorre na Amazônia e no Sudeste do Brasil.
Sanhaço-de-coleira Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta mata baixa ribeirinha, pântanos, cerrado, restinga, campo sujo. Prefere áreas baixas mas em Roraima pode ser encontrado até 1800m de alitude, no Monte Roraima. Limpa o bico, esfregando-o em um galho.

Sanhaço-de-coleira Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Cardeal-da-amazônia – (Paroaria gularis)

O cardeal-da-amazônia Paroaria gularis é uma ave da família Thraupidae Conhecido também como galo-de-campina-da-amazônia, cardeal e tangará.

Cardeal-da-amazônia {field 7}
  • Nome popular: Cardeal-da-amazônia
  • Nome inglês: Red-capped Cardinal
  • Nome científico: Paroaria gularis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: São basicamente granívoros, mas também comem insetos e alguns frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho de paredes finas, em forma de xícara, sobre a água, em áreas pantanosas. Põe 2 ou 3 ovos branco-esverdeados com manchas marrons, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cardeal-da-amazônia {field 7}
Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Imaturo com a cabeça e partes superiores pardas, garganta canela.

Cardeal-da-amazônia {field 7}
Comentários:

Frequenta arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d’água em áreas urbanas da Amazônia, como às margens do Rio Guamá, em Belém. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas.

Cardeal-da-amazônia {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cardeal-da-amazonia Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardeal-da-amaz%C3%B4nia Acesso em 14 de Outubro de 2015

Diuca – (Diuca diuca)

A diuca Diuca diuca é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, como visitante do Sul. Encontrado também na Argentina, Chile e Bolívia.

Diuca {field 12}
  • Nome popular: Diuca
  • Nome inglês: Common Diuca-Finch
  • Nome científico: Diuca diuca
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Chile e Bolívia, e como visitante eventual no Brasil, Uruguai e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se de grãos, semente e eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se ao sul tendo em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Diuca {field 12}

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento. Tem a cabeça, nuca, dorso e peito cinza azulados. Garganta, abaixo do peito e ventre brancos. Crisso e infracaudais em tons canela. Rêmiges cinza escuro bordeadas de cinza azulado com coberteiras cinza. Retrizes cinza escuro. Bico e patas escuros. Na fêmea e imaturo o cinza é parcialmente substituído por tons canela.

Possui quatro subespécies:

  • Diuca diuca diuca (Molina, 1782) – ocorre na região Andina Central do Chile e na região Central da Argentina;
  • Diuca diuca crassirostris (Hellmayr, 1932) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Norte do Chile e do Norte da Argentina;
  • Diuca diuca chiloensis (Philippi B. & Pena, 1964) – ocorre no Oeste do Chile, na Ilha de Chiloé; é a subespécies de menor porte;
  • Diuca diuca minor (Bonaparte, 1850) – Endêmica da Argentina, ocorrendo da região de Córdoba até a região de Santa Cruz; e é visitante ocasional de Uruguai, Bolívia e Brasil (Rio Grande do Sul, Uruguaiana).
Diuca {field 12}

Comentários:

Frequenta matagal árido tropical ou subtropical, matagal tropical ou subtropical de alta altitude e florestas secundárias altamente degradadas.

Diuca {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Capacetinho – (Microspingus melanoleucus)

O capacetinho Microspingus melanoleucus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolivia, Paraguai e Uruguai.

Capacetinho {field 11}
  • Nome popular: Capacetinho
  • Nome inglês: Black-capped Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus melanoleucus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, apenas no Rio Grande do Sul e o sudoeste do Mato Grosso do Sul. Encontrado também na Argentina, Bolivia, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente dos grãos do capim-arroz, erva-de-bicho e da flor do espinilho. Tem o habito de forragear em conjunto com outras espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela geralmente colocado em arbustos baixos, comuns em seu biótopo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Capacetinho {field 28}

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimento. Tem os olhos vermelhos. A cabeça preta contrasta com partes superiores cinzentas e partes inferiores muito brancas. Penas externas da cauda brancas, evidentes em voo.

Capacetinho {field 12}

Comentários:

Frequenta áreas arbustivas entrecortadas por riachos e também em campos ou “parques” de espinilho. Frequenta bandos mistos em grupos monoespecíficos de 4 a 8 indivíduos em capinzais densos, com arbustos, à beira de rios. E comum encontrá-los na companhia da mariquita – Parula pitiayumi e do balança-rabo-de-máscara – Poliopptila dumicola. Bastante agitado.

Capacetinho {field 22}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saíra-de-cabeça-azul – (Stilpnia cyanicollis)

A Saíra-de-cabeça-azul Stilpnia cyanicollis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Saíra-de-cabeça-azul {field 29}
  • Nome popular: Saíra-de-cabeça-azul
  • Nome inglês: Blue-necked Tanager
  • Nome científico: Stilpnia cyanicollis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no sul do Pará, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. Encontrada também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: reproduz-se construindo um ninho em formato de xícara, feito com musgos e liquens, preso em galhos ou epífitas, a altura média. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-de-cabeça-azul {field 20}

Características:

Mede em média de 12 cm de comprimento e pesa 14 gramas. Tem cores predominantes basicamente azul e negra. Cabeça, nuca e garganta são azuis, com uma faixa negra entre os olhos e o bico. Costas negras, transformando-se gradualmente em azul turquesa mais abaixo. O uropígio e as coberteiras superiores caudais e das asas são amarelos, com um pouco de verde. Rêmiges e retrizes são negras, com bordas amarelo esverdeadas. Peito negro, barriga e flancos de cor azul profundo, misturado com negro. Penas coberteiras caudais inferiores apresentam uma coloração verde azulada. As fêmeas possuem uma cor azul mais pálida na cabeça, com alguns pontos negros na nuca.

Tem sete subespécies reconhecidas

  • Tangara cyanicollis cyanicollis (d’Orbigny e Lafresnaye 1837)- Ocorre do centro do Peru, em Huánuco até o leste da Bolívia. A plumagem é basicamente azul e negra. Cabeça, nuca e garganta azul, com uma faixa negra entre os olhos e o bico. Costas negras, transformando-se gradualmente em azul turquesa mais abaixo. O uropígio e as coberteiras superiores caudais e das asas são amarelos, com um pouco de verde. Rêmiges e retrizes são negras, com bordas amarelo-esverdeadas. Peito negro, barriga e flancos de cor azul profundo, misturado com negro. Coberteiras caudais inferiores são de um verde-azulado.
  • Tangara cyanicollis granadensis (Berlepsch 1884)- Nos Andes da Colômbia, a oeste e na parte central. Parecida com caeuleocephala, mas no uropígio a cor é mais verde prateada, menos dourada, e a parte azul do abdomen é mais extensa.
  • Tangara cyanicollis hannahiae (Cassin 1864)- Ocorre nos Andes do oeste da Venezuela e nos Andes a leste da Colômbia. Semelhante a granadensis, mas difere por não ter nenhum traço de azul no abdomen, sendo o peito e a abrriga inteiramente negros.
  • Tangara cyanicollis cyanopygia (Berlepsch e Taczanowski 1883)- Ocorre no oeste do Equador. Uropígio de cor azul pálido (é a única subespécie de cyanicollis com o uropígio completamente azul. Adicionalmente, as grandes e pequenas coberteiras das asas são de cor azul-esverdeado. O azul do abdomen é mais pálido, transformando-se em um azul-esverdeado posteriormente nas coberteiras caudais inferiores.
  • Tangara cyanicollis caeruleocephala (Swainson 1838)- Ocorre nos Andes, da Colômbia até o leste do Equador e norte do Peru. Similar a cyanicollis, mas o azul da cabeça é mais escuro, a testa é impregnada de um azul -arroxeado e o meio da garganta também de cor azul-arroxeado, contrastando com o azul claro das laterais da garganta e região jugular.
  • Tangara cyanicollis melanogaster (Cherrie e Reichenberger 1923); Ocorre do leste da Bolívia até o sul do Pará e norte do Mato Grosso e Tocantins. Parecida com caeruleocephala, mas difere por não ter a região de cor azul no abdomen e por ter o uropígio impregnado de azul claro, ao invés de verde-prateado. Difere de hannahiae por ter uma coroa de cor azul consideravelmente mais escura com uma testa de cor azul-arroxeado, além da cor azul clara nas partes inferiores das costas e uma faixa dourada nas asas.
  • Tangara cyanicollis albotibialis (Taylor 1950) – Encontrada apenas na Chapada dos Veadeiros em Goiás. Difere de todas as outras raças por ter a tíbia e as coxas de cor branca, ao invés de negra. Nas outras características é semelhante a T. c. granadensis. Interessante é que difere marcadamente da subespécie mais próxima, ou seja, T. c. melanogaster, por ter uma barriga azul, ao invés de negra, e mais púrpura na garganta. Após a coleta do espécime-tipo em 1929 foi observada na década de 80 pelo professor Roberto Cavalcanti (UNB), podendo estar criticamente ameaçada.
Saíra-de-cabeça-azul {field 28}

Comentários:

Frequenta áreas abertas, como capoeiras, cerrados, jardins com árvores e áreas cultivadas. Vive aos pares ou em pequenos grupos, raramente participando de bandos mistos.

Saíra-de-cabeça-azul {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saíra-de-bando – (Tangara mexicana)

A saíra-de-bando Tangara mexicana é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Saíra-de-bando {field 20}
  • Nome popular: Saíra-de-bando
  • Nome inglês: Turquoise Tanager
  • Nome científico: Tangara mexicana
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a Amazônia. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de xícara pequena e aberta, localizado bastante alto. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos verde acinzentados marcados de marrom, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 15-17 dias. Outros adultos podem ajudar os pais a criar os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-de-bando {field 11}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa 26 gramas. Tem a fronte, face, e peito na cor azul turquesa escuro. Os lores e o entorno do bico são pretos. O occipício, dorso, asas e cauda são pretos. As coberteiras menores são azul turquesa. Flancos com pintas pretas espalhadas. Ventre amarelo. A fêmea é mais pálida e ao imaturo falta a cor viva do uropígio e ventre. Os filhotes apresentam comissura labial rosada e penas de coloração cinza em pouca quantidade na cabeça e parte inferior das costas. A íris é marrom ou marrom escuro; bico preto; tarsos e pés são cinza ardósia escuro.

Possui quatro subespécies reconhecidas atualmente:

  • Tangara mexicana mexicana (Linnaeus, 1766) : Ocorre nas Guianas. Esta subespécie tem uma sobrancelha de cor turquesa, uma barra amarela muito estreita nos lados do peito e o abdômen amarelo-pálido.
  • Tangara mexicana media (Berlepsch & E. J. O. Hartert, 1902) : Ocorre no nordeste da Colômbia, Venezuela até o noroeste do Brasil. Parecida com mexicana, mas as partes inferiores são mais escuras, o amarelo é mais esbranquiçado, azul da face e garganta mais forte, assim como a barra umeral.
  • Tangara mexicana boliviana (Bonaparte, 1851) : Ocorre no leste da Colômbia, norte da Bolívia e na Amazônia brasileira (até o Rio Negro e o Rio Madeira). As coberteiras menores das asas são de um azul celeste. Ademais, não possui a aparência “escamosa” de outras subespécies.
  • Tangara mexicana vieilloti (P. L. Sclater, 1857) : Ocorre em Trinidad. Muito similar a T. m. media, mas com uma coloração mais forte, sendo o azul da face e garganta mais escuro e mais arroxeado. Partes inferiores amarelo brilhante.

(Clements checklist, 2014).

Saíra-de-bando {field 23}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas de terra firme e de várzea, capoeiras, clareiras com árvores esparsas, plantações e jardins. Vive em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos, não sendo comum sua associação a bandos mistos.

Saíra-de-bando {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cardeal-amarelo – (Gubernatrix cristata)

O cardeal-amarelo Gubernatrix cristata é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Argentina e Uruguai.

Cardeal-amarelo {field 11}
  • Nome popular: Cardeal-amarelo
  • Nome inglês: Yellow Cardinal
  • Nome científico: Gubernatrix cristata
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, somente no estado do Rio Grande do Sul. Encontrado também na Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e sementes, mas também come insetos. Pode ser visto em campos planos e em plantações de grãos ou naturais, preferindo se alimentar em solos úmidos, na beira de córregos, muitas vezes perto das rochas.
  • Reprodução: Reproduz-se entre Agosto e Março. Tendo em média 2 ninhadas por estação, cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos. Os filhotes nascem após 12 ou 13 dias.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Cardeal-amarelo {field 28}

Características:

Mede em média 19 cm de comprimento. Tem plumagem predominante amarela, com uma longa cauda. A parte fundamental do seu nome vem da crista. Ambos os sexos têm uma crista preta e garganta com uma bela mancha preta, contrastante com a coloração amarela que a margeia. O bico, olhos e pernas de ambos os sexos são escuros. O macho tem uma sobrancelha amarela e listra malar também amarela. Possui uma faixa transocular preta que parte do bico e vai diminuindo de intensidade até atingir a parte posterior aos olhos e próximo da nuca. Seu peito, ventre e crisso são amarelos, mas menos intensos em coloração que a sobrancelha. O manto é amarelo-oliva, salpicado de pequenas listas escuras, terminando em uma cauda amarela com retrizes centrais escuras. A fêmea é similar, exceto as listras faciais que são brancas, e ela tem a plumagem do peito e flancos cinza, com amarelo restrito à barriga e parte inferior da cauda. Os jovens são similares às fêmeas, com coloração esmaecida e mancha gular menos intensa e definida. A crista dos jovens também é menor do que nos indivíduos adultos.

Cardeal-amarelo {field 28}

Comentários:

Frequenta campos sujos, mas também nos campos de morros pequenos, com poucas rochas no solo, na beira de córregos. Na época da muda, forma bandos muito pequenos, geralmente de um casal e seus filhotes da temporada; às vezes aparece junto a eles uma fêmea adulta isolada, muito poucas dois machos adultos, provavelmente pai e filho de temporadas anteriores; se algum estranho chega perto, rechaçam prontamente.

Cardeal-amarelo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sete-cores-da-amazônia – (Tangara chilensis)

O sete-cores-da-amazônia Tangara chilensis é um Passeriforme da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Sete-cores-da-amazônia {field 20}
  • Nome popular: Sete-cores-da-amazônia
  • Nome inglês: Paradise Tanager
  • Nome científico: Tangara chilensis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre na maior parte da Amazônia brasileira. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de xícara, entre 5 e 20 m de altura. Põe de 2 a 4 ovos branco esverdeados com muitos pontos marrons e pretos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 15-17 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sete-cores-da-amazônia {field 20}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa entre 16 e 27 gramas. Espécie muito colorida com a face verde clara brilhante, anel ocular e bigodes negros. A nunca, as laterais do pescoço, asas, parte superior das costas e cauda negras. Uropígio laranja avermelhado na parte superior tendendo ao amarelo na inferior ( a cor do uropígio pode variar conforme a ssp ). Partes inferiores em dois tons de azul, sendo mais escuro na garganta e mais claro no peito e ventre. Uma linha negra separa a barriga no sentido vertical, alargando-se até o crisso, todo negro. Jovens de peito e abdômen estriados de negro.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Tangara chilensis chilensis (Vigors, 1832) – ocorre do sudeste da Colômbia até o norte da Bolívia e no oeste da Amazônia brasileira. Esta subespécie possui o uropígio vermelho;
  • Tangara chilensis paradisea (Swainson, 1837) – ocorre do leste da Venezuela até as Guianas e o norte do Brasil. Esta subespécie possui o uropígio amarelo claro.
  • Tangara chilensis caelicolor (P. L. Sclater, 1851) – ocorre da Colômbia a Leste da Cordilheira dos Andes, nas regiões de Meta, Guainía e Vaupés até o sul da Venezuela e o noroeste do Brasil, na região dos rios Uaupés e Negro. Esta subespécie possui o uropígio amarelo cádmio;
  • Tangara chilensis chlorocorys (Zimmer, 1929) – ocorre na região central e norte do Peru, no vale do alto rio Huallaga. Esta subespécie possui o uropígio amarelo.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Sete-cores-da-amazônia {field 29}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas de terra firme e de várzea, bem como nas capoeiras adjacentes. Vive em grupos de dez ou mais, frequentemente em associação com outras espécies, na copa das árvores. Vive à média altura na mata, sobretudo na de várzea.

Sete-cores-da-amazônia {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saíra-diamante – (Tangara velia)

A Saíra-diamante Tangara velia é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Saíra-Diamante {field 20}
  • Nome popular: Saíra-Diamante
  • Nome inglês: Opal-rumped Tanager
  • Nome científico: Tangara velia
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na região amazônica nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Mato Grosso. Encontrado também Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Espécie frugívora. Alimenta-se basicamente de bagas, pequenas frutas e sementes. Também come insetos que recolhe nas folhagens.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho é em formato de taça. Põe em média 2 ou 3 ovos, com cerca de 15 a 17 dias de incubação. A maturidade sexual ocorre após 12 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-Diamante {field 25}

Características:

Mede em média entre 12 e 14 cm de comprimento e pesa entre 19 e 23 gramas. Quase não há dimorfismo sexual aparente nessa espécie. Em ambos os sexos, a plumagem é predominantemente azul-turquesa e negra. O macho tem a testa amarela, o abdômen, crisso e as penas da coxa de cor castanha, o dorso é negro e o uropígio amarelo.

Possui três subespécies:

  • Tangara velia velia (Linnaeus, 1758) – ocorre nas Guianas e no Norte da Amazônia brasileira;
  • Tangara velia iridina (Hartlaub, 1841) – ocorre da Colômbia a leste da cordilheira dos Andes até o norte da Bolívia e no noroeste do Brasil;
  • Tangara velia signata (Hellmayr, 1905) – ocorre na região tropical do norte do Brasil, ao sul do Rio Amazonas no estado do Pará.

(Clements checklist, 2014).

Saíra-Diamante {field 28}

Comentários:

Frequenta a copa das árvores das florestas, e na sua borda, também em plantações e clareiras com árvores altas. Costuma frequentar bandos mistos.

Saíra-Diamante {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saíra-negaça – (Ixothraupis punctata)

A saíra-negaça Ixothraupis punctata é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guianas, Peru, Equador e Bolívia.

Saíra-negaça {field 25}
  • Nome popular: Saíra-negaça
  • Nome inglês: Spotted Tanager
  • Nome científico: Ixothraupis punctata
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na parte oriental da Amazônia, desde Roraima até o Mato Grosso, Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso e Amazonas. Encontrado também na Venezuela, Guianas, Peru, Equador e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos. Também come insetos e pode eventualmente alimentar-se de pólen das flores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 15-17 dias. . Atinge a maturidade sexual aos 12 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-negaça {field 20}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Espécie amazônica relativamente pequena, com plumagem dotada de aparência escamosa contrastante. Os jovens tem o peito e abdômen estriados de negro. Voz fina, aguda e um canto chilreado rápido. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui cinco subespécies:

  • Ixothraupis punctata punctata (Linnaeus, 1766) – ocorre na região tropical do Sul da Venezuela, nas Guianas e no Norte da Amazônia brasileira;
  • Ixothraupis punctata zamorae (Chapman, 1925) – ocorre na região tropical Leste do Equador e no Norte do Peru;
  • Ixothraupis punctata perenensis (Chapman, 1925) – ocorre na região tropical e subtropical do Leste do Peru, na região de Chanchamayo;
  • Ixothraupis punctata punctulata (P. L. Sclater & Salvin, 1876) – ocorre no Norte da Bolívia, na região de La Paz e na região de Cochabamba;
  • Ixothraupis punctata annectens (Zimmer, 1943) – ocorre na região subtropical Sudeste do Peru, na região do Rio Inambari.
Saíra-negaça {field 25}

Comentários:

Frequenta as copas de árvores em florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas subtropicais ou tropicais úmidas de montanha.

Saíra-negaça {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Canário-do-amazonas – (Sicalis columbiana)

O canário-do-amazonas Sicalis columbiana é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colombia e na Venezuela.

Canário-do-amazonas {field 23}
  • Nome popular: Canário-do-amazonas
  • Nome inglês: Orange-fronted Yellow-Finch
  • Nome científico: Sicalis columbiana
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Ceará, Distrito Federal, Bahia e Minas Gerais. Encontrado também Colombia e na Venezuela.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimenta-se basicamente de grão de gramíneas e outras espécies vegetais.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho simples em formato de tigela rasa feito com gramíneas e outras fibras vegetais, muitas vezes utiliza construções humanas para fazer o ninho. Põe em média 3 ou 4 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Canário-do-amazonas {field 20}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. Menor que o Sicalis flaveola, embora bem parecido, tem a testa com laranja mais intenso. As fêmeas tem uma cor pardo olivácea, com as partes inferiores esbranquiçadas e estrias muito discretas no dorso.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Sicalis columbina columbiana (Cabanis, 1851) – ocorre na Venezuela, do delta e na bacia do rio Orinoco, até o leste da Colômbia; também foi encontrado na ilha de Trinidad. Muito parecido com a subespécie leopoldinae, mas maior é mais esverdeado, com coroa alaranjada bem menos brilhante. Bico maior e mais forte.
  • Sicalis columbiana goeldii (Berlepsch, 1906) – ocorre no Brasil, nos Amazonas e Pará. Parecido com Sicalis flaveola, sendo menor. Machos de coloração alaranjada no alto da cabeça ultrapassando a região da órbita. Dorso oliva sem estrias. Peito tendendo para um alaranjado mais forte, com o ventre amarelo brilhante. Asa marrom escura com a borda lateral das penas da asa amarela. Cauda oliva, com as bordas das penas amarelas. Fêmeas com estrias muito discretas no dorso. O ventre é esbranquiçado, sem estrias. Crisso (coberteiras inferiores da cauda) amarelado.
  • Sicalis columbiana leopoldinae (Hellmayr, 1906) – ocorre no nordeste do Brasil até o norte de Minas Gerais. Tocantis, Goiás, Mato Grosso. Mancha laranja no alto da cabeça dos machos menor que em S. c. goeldi. Dorso oliva, sem estrias, mais escuro que em S. c. goeldi. Peito mais escuro que a forma anterior. Ventre amarelo citrino. Fêmeas com o dorso cinza e poucas estrias. Ventre acinzentado. Crisso esbranquiçado. Na região peitoral existem algumas estrias que se destacam, separando a garganta do ventre.
Canário-do-amazonas {field 25}

Comentários:

Frequenta campos, campinas e cerrado. Na Amazônia é particularmente abundante nas várzeas dos rios de águas barrentas.

Canário-do-amazonas {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Figuinha-amazônica – (Conirostrum margaritae)

A figuinha-amazônica Conirostrum margaritae é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Peru e Bolívia.

Figuinha-amazonica {field 20}
  • Nome popular: Figuinha-amazônica
  • Nome inglês: Pearly-breasted Conebill
  • Nome científico: Conirostrum margaritae
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na região amazônica, nos estados do Amazonas, e Rondônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros pequenos artrópodes. Também come frutos diversos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de cestinho, feito com gramíneas e fibras vegetais, forrado com materiais macios, preso em galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Figuinha-amazonica {field 12}

Características:

Tem cor predominante cinza azulada, de tonalidade mais clara e acinzentada nas partes inferiores, sendo a região da garganta esbranquiçada.

Figuinha-amazônica {field 23}

Comentários:

Frequenta em geral embaubais das várzeas amazônicas; ao longo do Rio Amazonas, habita a mata ripária ribeirinha nas margens dos rios ou em ilhas fluviais.

Figuinha-amazônica {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Figuinha-do-mangue – (Conirostrum bicolor)

A figuinha-do-mangue Conirostrum bicolor é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colombia, Venezuela, Guianas, Peru e Equador.

Figuinha-do-mangue {field 20}
  • Nome popular: Figuinha-do-mangue
  • Nome inglês: Bicolored Conebill
  • Nome científico: Conirostrum bicolor
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, ao norte da região amazônica, e em uma faixa litorânea que se estende desde a Amazônia até Santa Catarina. Encontrada também na Colombia, Venezuela, Guianas, Peru e Equador.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros pequenos artrópodes. Também come frutos diversos. Solitário ou aos pares, vasculha ativamente a folhagem, procurando alimento em áreas adjacentes aos manguezais.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de cestinho, feito com gramíneas e fibras vegetais, forrado com materiais macios, preso em galhos de arbustos a pouca altura. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Figuinha-do-mangue {field 20}

Características:

Mede em média entre 11 e 14 cm de comprimento e pesa entre 10,5 e 11 gramas. Tem cor predominante cinza azulada, de tonalidade mais clara e acinzentada nas partes inferiores, sendo a região da garganta esbranquiçada. Possui a íris alaranjada ou avermelhada e, abaixo dos olhos observa-se delicadas penas róseas. Não há dimorfismo sexual. Os jovens da espécie são oliváceos nas costas e amarelados no peito.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Conirostrum bicolor bicolor (Vieillot, 1809) – ocorre na Colômbia desde o sudoeste de Cartagena, ao longo da costa, includo a ilha Margarita e a ilha de Trinidad. Também ocorre no norte e leste do Brasil, desde o estado do Amapá, ao longo da costa até o estado de São Paulo; também localmente encontrado ao longo das margens do rio Branco, no noroeste da amazônia brasileira.
  • Conirostrum bicolor minus (Hellmayr, 1935) – ocorre no nordeste do Equador, no rio Napo e em ambas as margens do rio Amazonas; no nordeste do Peru, sudeste da Colômbia e no Brasil, na região do rio Madeira e rio Tapajós, e provavelmente (registros isolados) próximo da foz do rio Amazonas.

(IOC World Bird List 2017).

Figuinha-do-mangue {field 11}

Comentários:

Frequenta em geral manguezais; mas, ao longo do Rio Amazonas, habita a mata ripária ribeirinha nas margens dos rios ou em ilhas fluviais.

Figuinha-do-mangue {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Tico-tico-do-banhado – (Donacospiza albifrons)

O tico-tico-do-banhado Donacospiza albifrons é uma espécie de ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Tico-tico-do-banhado {field 28}
  • Nome popular: Tico-tico-do-banhado
  • Nome inglês: Long-tailed Reed Finch
  • Nome científico: Donacospiza albifrons
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados, de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Encontrado também na Bolivia, Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimenta-se basicamente de semente de gramíneos e outras.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela, feito com gramíneas e outras fibras vegetais. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tico-tico-do-banhado {field 29}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento, tem a cauda comprida, larga, graduada e flexível, que toma metade do comprimento total; o bico pontudo lembra espécies do gênero Poospiza: loro e sobrancelhas brancos e às vezes, também, em torno do olho é branco; lados da cabeça e parte superiores cinzentos, dorso estriado de preto, bordas das penas das asas pardacentas; partes inferiores pardo amareladas claras, garganta esbranquiçada. Fêmea e imaturo mais pardacentos e estriados, cauda sem branco como no adulto.

Tico-tico-do-banhado {field 25}

Comentários:

Frequenta campos de gramíneas de clima temperado, campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente úmidos ou inundados e pântanos.

Tico-tico-do-banhado {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Caboclinho-de-peito-castanho – (Sporophila castaneiventris)

O caboclinho-de-peito-castanho Sporophila castaneiventris é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Guianas, Peru, Suriname, e Venezuela.

Caboclinho-de-peito-castanho {field 20}
  • Nome popular: Caboclinho-de-peito-castanho
  • Nome inglês: Chestnut-bellied Seedeater
  • Nome científico: Sporophila castaneiventris
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira tanto ao norte do Rio Amazonas, no extremo oeste e nos estados de Roraima e Amapá, quanto ao sul, até o leste do Pará e Mato Grosso. Encontrado também na Bolivia, Colombia, Equador, Guianas, Peru, Suriname, e Venezuela.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimenta-se basicamente de sementes nos pendões do capim e eventualmente no chão.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de gramíneas, em formato de xícara, em arbustos baixos. Põe em média entre 2 e 3 ovos brancos com manchas marrons, lilás e linhas pretas irregulares, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caboclinho-de-peito-castanho {field 11}

Características:

Mede em média 10cm de comprimento. O macho é cinza azulado nas partes superiores e castanho nas inferiores e a fêmea é marrom olivácea, mais pálida e amarelada nas partes inferiores.

Caboclinho-de-peito-castanho {field 23}

Comentários:

Frequenta capinzais e capoeiras arbustivas, margens de rios e lagos e jardins em cidades. Vive em pequenos grupos, principalmente fora do período reprodutivo. Mistura-se também em bandos com outras espécies, como canários e tizius. Geralmente é a espécie mais comum e mais conhecida da família Thraupidae da Amazônia.

Caboclinho-de-peito-castanho {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pipira-preta – (Tachyphonus rufus)

A pipira-preta Tachyphonus rufus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre desde a Costa Rica até á Argentina e por todo o Brasil.

Pipira-preta {field 29}
  • Nome popular: Pipira-preta
  • Nome inglês: White-lined Tanager
  • Nome científico: Tachyphonus rufus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre em toda a região Norte, localmente em áreas pouco florestadas. Também na região Centro Oeste e Nordeste, e boa parte do Sudeste, até São Paulo. Encontrado também Encontrada também na Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina, na ilha Margarita, Venezuela e em Trinidad e Tobago.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhas, folhas, botões de flor e néctar. Eventualmente vai ao solo, em busca de insetos, adora bananas e mamões maduros. Acompanha bandos mistos de outros pássaros em busca de comida.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho grosseiro, em formato de xícara, localizado em arbustos baixos. Põe de 2 a 3 ovos cor-de-ferrugem-clara com pintas marrons chocados por 13 dias. Tem em média 2 ninhadas por estação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-preta {field 20}

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento e pesa entre 26 e 42. O macho é preto brilhante e a fêmea é marrom. A pipira é também conhecida como encontro-de-prata devido às manchas brancas, em forma de dragonas, que o macho tem sob as asas e que ficam à mostra durante o voo. Os filhotes são marrons.

Pipira-preta {field 11}

Comentários:

Frequenta clareiras, bordas arbustivas de florestas e outros locais com vegetação arbórea, principalmente em áreas úmidas e próximas à água, longe das cidades. Vive quase sempre aos pares, nos estratos baixo e médio da vegetação, raramente juntando-se a bandos mistos. Boa voadora, é capaz de pairar no ar para apanhar um frutinha ou um inseto.

Pipira-preta {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Coleiro-do-norte – (Sporophila americana)

A coleiro-do-norte Sporophila americana é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Venezuela e Guianas.

Coleiro-do-norte {field 28}
  • Nome popular: Coleiro-do-norte
  • Nome inglês: Wing-barred Seedeater
  • Nome científico: Sporophila americana
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no Amapá, Pará, ao longo do Rio Amazonas até a altura de Manaus. Encontrado também na Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Granívoro. Alimenta-se basicamente de grãos. Vive aos pares ou em pequenos grupos, frequentemente acompanhando outros pássaros que também se alimentam de sementes de gramíneas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de uma tigela aberta e rala, localizado próximo ao chão ou sobre arbustos e árvores. Põe 2 a 3 ovos acinzentados com manchas cinza escuras e marrom, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Coleiro-do-norte {field 20}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento e pesa entre 10 e 14 gramas. O macho é preto brilhante nas partes superiores, com a garganta branca, cuja tonalidade se estende para cima, nas laterais do pescoço, formando um colar, por vezes incompleto. Possui ainda uma faixa preta no peito, duas “barras” brancas bem distintivas nas asas, sendo que a segunda pode ser reduzida, e as demais partes inferiores brancas. A fêmea e o filhote são marrom oliváceos, mais claros nas partes inferiores. O canto lembra o de Sporophila caerulescens, sendo entretanto mais prolongado.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Sporophila americana americana (J. F. Gmelin, 1789) – ocorre no nordeste da Venezuela (de Sucre ao Delta do Amacuro), Guianas e norte do Brasil (Amapá e nordeste do Pará).
  • Sporophila americana dispar (Todd, 1922) – ocorre no médio e baixo Rio Amazonas, de Manacapurú na margem norte ao Rio Juruá na margem sul, até Santarém. Esta subespécie é maior que a subespécie nominal e apresenta uma mancha branca na asa também maior. Uropígio com mais branco. Fêmea um pouco mais pálida no geral, sendo acinzentada nas partes superiores e esbranquiçada nas inferiores.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

Coleiro-do-norte {field 11}

Comentários:

Frequenta áreas de gramíneas e arbustos, como campos sujos, regiões agrícolas, beiras de estradas e cidades. Fora do período reprodutivo pode reunir-se em grandes grupos. Às vezes imita outras aves.

Coleiro-do-norte {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Patativa – (Sporophila plumbea)

A patativa Sporophila plumbea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Patativa {field 28}
  • Nome popular: Patativa
  • Nome inglês: Plumbeous Seedeater
  • Nome científico: Sporophila plumbea
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Sporophilinae
  • Habitat: Tem duas populações disjuntas. Uma na Amazônia, nos estados de Roraima, Amapá e Pará (Ilha de Marajó). A outra do Mato Grosso ao Piauí e noroeste da Bahia, em direção sul até o Rio Grande do Sul, estando ausente dos estados litorâneos até o norte de São Paulo. Migra durante o inverno nas áreas mais ao sul (como Santa Catarina), aparentemente por falta de alimento. Encontrada também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Granívoro. Alimenta-se basicamente de grãos, mas eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de uma xícara aberta e rala. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Patativa {field 11}

Características:

Mede em média 11 centímetros de comprimento e pesa entre 8,8 e 12 gramas. O macho tem coloração cinza azulado, e as fêmeas e jovens pardos, mais claros nas partes inferiores. A coloração do bico varia entre o negro e o cinzento.

Possui três subespécies reconhecidas, sendo duas com ocorrência no território brasileiro:

  • Sporophila plumbea plumbea (Wied, 1830) – ocorre no Brasil ao sul do Amazonas (Centro-oeste, Nordeste, Sudeste até o norte do Rio Grande do Sul); no extremo sudeste do Peru, Paraguai e nordeste da Argentina. Descrita acima.
  • Sporophila plumbea whiteleyana (Sharpe, 1888) – ocorre na Venezuela, Guianas, nos llanos da Colômbia e extremo norte do Brasil (Roraima e Amapá). Parecida com Sporophila plumbea plumbea, mas possui mais branco na garganta, uma marca branca bem visível embaixo dos olhos e, entre o bico e o olho, uma coloração cinza mais escura que a forma nominal, sendo que, em geral, o seu cinza é mais claro que a forma nominal.
  • Sporophila plumbea columbiana (Sharpe, 1888) – ocorre no norte da Colômbia, no baixo vale do Rio Magdalena e nas montanhas Santa Marta. Parecido com Sporophila plumbea plumbea, mas as costas e o abdômen são de um cinza um pouco mais pálido e parte das bochechas e toda a garganta são brancas.
Patativa {field 7}

Comentários:

Frequenta campos com gramíneas altas, cerrados, vegetação à beira de rios, buritizais e outros locais pantanosos. Vive em pequenos grupos, às vezes associados com outros pássaros que se alimentam de sementes.

Patativa {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pipira-de-máscara – (Ramphocelus nigrogularis)

A pipira-de-máscara Ramphocelus nigrogularis é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

Pipira-de-máscara {field 20}
  • Nome popular: Pipira-de-máscara
  • Nome inglês: Masked Crimson Tanager
  • Nome científico: Ramphocelus nigrogularis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre no alto Amazonas abaixo do rio Negro. Em pontos isolados pode ocorrer também acima dele, no Amazonas, Pará e Acre. É mais comum na parte ocidental da Amazônia. Encontrado também nos países vizinhos da Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhas e sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se tendo em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-de-máscara {field 25}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. Tem cor predominante vermelho vivo, com máscara, asas, ventre e cauda negros. O bico com uma visível mancha branca na mandíbula. Macho e fêmea muito parecidos, apenas a cor escura da fêmea é um pouco mais lavada, mais para grafite.

Pipira-de-máscara {field 25}

Comentários:

Frequenta capoeiras e matas ralas ao longo de rios e lagos. Vivem aos casais ou em grupos familiares e têm hábitos similares a outras espécies do gênero Ramphocelus.

Pipira-de-máscara {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tem-tem-de-topete-ferrugíneo -(Maschalethraupis surinamus)

O tem-tem-de-topete-ferrugíneo Maschalethraupis surinamus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guianas, Suriname, Colômbia, Equador e Peru.

Tem-tem-de-topete-ferrugíneo {field 20}
  • Nome popular: Tem-tem-de-topete-ferrugíneo
  • Nome inglês: Fulvous-crested Tanager
  • Nome científico: Maschalethraupis surinamus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a região Amazônica. Encontrado também na Venezuela, Suriname, Guianas, Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos diversos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninho e tendo em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tem-tem-de-topete-ferrugíneo {field 28}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. O macho tem cor predominante negra brilhante. Possui coroa laranja ou bege nem sempre visível. Nas laterais do corpo tem tufos de penas brancas na frente, laranja no centro e bege atrás. Uropígio bege. As fêmeas tem a cabeça cinza e costas oliváceas. Anel ocular amarelo. Peito e partes inferiores beges claras e mais escuras no baixo ventre.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Maschalethraupis surinamus surinamus – ocorre no L e S da Venezuela, Guianas e no Brasil ao norte do rio Amazonas;
  • Maschalethraupis surinamus brevipes – ocorre no L da Colômbia, L do Equador, NE do Peru e NO do Brasil;
  • Maschalethraupis surinamus insignis – ocorre abaixo do rio Amazonas, do rio Madeira até o Pará;
  • Maschalethraupis surinamus napensis – ocorre no L do Peru e NO do Brasil;
Tem-tem-de-topete-ferrugíneo {field 28}

Comentários:

Frequenta os níveis médio e baixo das florestas tanto de terra firme como várzeas. Também frequenta campinas e campinaranas. Pode acompanhar bandos mistos e seguidores de formigas de correição. Costuma forragear em bandos.

Tem-tem-de-topete-ferrugíneo {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sanhaço-frade – (Stephanophorus diadematus)

O sanhaço-frade é uma ave da família Thraupidae. É conhecido também como azulão-da-serra, cabeça-de-velha e frade. Ocorre no Brasil de Minas Gerais até ao Rio Grande do Sul.
Sanhaço-frade {field 5}
  • Nome popular: Sanhaço-frade
  • Nome inglês: Diademed Tanager
  • Nome científico: Stephanophorus diadematus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente dos frutos, sementes, e brotos no inverno com escassez de alimento é comum ver bandos desta ave alimentando-se de folhas de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de taça. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sanhaço-frade {field 5}
Características:

Mede cerca de 20 cm de comprimento e pesa cerca de 42 gramas (macho). A fêmea tem a cor com um brilho um pouco mais discreto que o macho, já o imaturo tem cor de fuligem. O que diferencia o macho da fêmea é o tamanho do branco no alto da cabeça, que no macho é maior, atingindo até a nuca.

Sanhaço-frade {field 5}
Comentários:

Geralmente vive aos casais, na densa mata baixa, onde é uma das aves mais típicas. Seu habitat favorito são nas matas fechadas, densas e intocadas, principalmente serras e beira de rios, mas também já foi avistado em cumes das serras

Sanhaço-frade {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sanhaco-frade Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sanha%C3%A7u-frade Acesso em 14 de Outubro de 2010

Tem-tem-de-dragona-branca – (Loriotus luctuosus)

O tem-tem-de-dragona-branca Loriotus luctuosus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Bolívia, Honduras, Panama e Trinidad.

Tem-tem-de-dragona-branca {field 20}
  • Nome popular: Tem-tem-de-dragona-branca
  • Nome inglês: White-shouldered Tanager
  • Nome científico: Loriotus luctuosus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre em toda a região Norte do Brasil, e também em alguns estados do Centro Oeste, Mato Grosso e Tocantins. Encontrado também nas Guianas, Bolívia, Honduras, Panama e Trinidad.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhas, insetos e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tem-tem-de-dragona-branca {field 11}

Características:

O macho é todo preto com uma grande mancha branca nas coberteiras das asas. Fêmea de cor oliva por cima, cabeça cinza contrastante; garganta cinzenta, amarelo brilhante por baixo. Tem o bico cinza azulado.

Tem-tem-de-dragona-branca {field 11}

Comentários:

Frequenta desde o alto da copa até os níveis mais baixos das florestas, tanto de várzea quanto terra-firme, bordas de mata e clareiras. Costuma andar de casal mas também pode aparecer com vários indivíduos da mesma espécie ou bandos mistos.

Tem-tem-de-dragona-branca {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cigarra-preta – (Asemospiza fuliginosa)

A cigarra-preta Asemospiza fuliginosa é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colombia, Venezuela e Guianas.

Cigarra-preta {field 20}
  • Nome popular: Cigarra-preta
  • Nome inglês: Sooty Grassquit
  • Nome científico: Asemospiza fuliginosa
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Coerebinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, desde Pernambuco até Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso. Há registros recentes no DF e em Goiás.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos, gosta dos frutos da taquara – Merostachys sp e também das sementes de bambus exóticos Bambusa sp.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um um ninho esférico com entrada lateral. Põe em média entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cigarra-preta {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. O macho é totalmente fuligem-escuro, às vezes cambiando ou para o negro-carvão ou para o oliváceo. A fêmea possui partes superiores pardo-acinzentadas-escuras, partes inferiores mais claras, ventre esbranquiçado e bico preto com a mandíbula amarela. Ambos os sexos de pernas pardo escuras.

Cigarra-preta {field 23}

Comentários:

Frequenta beira da mata, brejos, jardins e capinzais.

Cigarra-preta {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Bico-encarnado – (Saltator grossus)

O bico-encarnado Saltator grossus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Nicarágua, Honduras, Panamá e Equador.

Bico-encarnado {field 23}
  • Nome popular: Bico-encarnado
  • Nome inglês: Slate-colored Grosbeak
  • Nome científico: Saltator grossus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Saltatorinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a região amazônica. Encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Nicarágua, Honduras, Panamá e Equador.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e algumas sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bico-encarnado {field 19}

Características:

Mede em média 19 cm de comprimento. O macho é cinza azulado, com a garganta branca, face e larga borda ao redor da garganta pretas e a fêmea apresenta coloração cinza mais pálida e olivácea, sem o preto na face e na garganta. Tem um característico bico vermelho vivo.

Possui duas subespécies:

  • Saltator grossus grossus (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, na Amazônia brasileira e no Norte da Bolívia;
  • Saltator grossus saturatus (Todd, 1922) – ocorre da costa caribenha da Nicarágua até o Oeste do Equador.
Bico-encarnado {field 28}

Comentários:

Frequenta os estratos médio e superior de florestas úmidas, geralmente em seu interior e não nas bordas. Vive solitário ou aos pares, associando-se a bandos mistos de aves regularmente. É muito mais ouvido do que observado.

Bico-encarnado {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Bico-duro – (Saltator aurantiirostris)

O bico-duro Saltator aurantiirostris é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolivia, Chile, Paraguai, Peru, e Uruguai.

Bico-duro {field 28}
  • Nome popular: Bico-duro
  • Nome inglês: Golden-billed Saltator
  • Nome científico: Saltator aurantiirostris
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Saltatorinae
  • Habitat: Ocorre na região Sul e no sudoeste do Pantanal, chega possivelmente para nidificar durante o verão até o litoral sul de São Paulo em restingas e na Mata Atlântica de baixada. Encontrado também na Argentina, Bolivia, Chile, Paraguai, Peru, e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, bagas e sementes, eventualmente também come folhas verdes tenras de certas plantas. Procura alimento em bordas de matas, ou em áreas semiabertas de espinilho.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninhos em forma de tigela sobre galhos entre 3 e 5 m do solo, entre outubro e novembro. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bico-duro {field 25}

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento. Macho tem o bico ou parte dele laranja. Possui uma plumagem cinza por cima com ampla sobrancelha branca atrás do olho, preto na testa e face, estendendo-se como uma faixinha no peito, que delimita a garganta branca; por baixo cinza pardacento. Fêmea mais oliva por cima, faixa no peito estreita ou ausente; jovem parecido, com sobrancelha amarelada; ambos com menos laranja no bico. Único do gênero cuja sobrancelha não começa no loro.

Possui seis subespécies:

  • Saltator aurantiirostris aurantiirostris (Vieillot, 1817) – ocorre do Sul da Bolívia até o Paraguai, Uruguai, Sul do Brasil e Norte da Argentina;
  • Saltator aurantiirostris iteratus (Chapman, 1927) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Norte do Peru, nas regiões de Cajamarca, Amazonas, La Libertad e Ancash;
  • Saltator aurantiirostris albociliaris (Philippi & Landbeck, 1861) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Peru nas regiões de Ancash e Huánuco até o Norte do Chile, na região de Arica;
  • Saltator aurantiirostris hellmayri (Bond & Meyer de Schauensee, 1939) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Bolivia, das regiões de La Paz e Cochabamba até as regiões de Potosí e no Norte de Tarija;
  • Saltator aurantiirostris parkesi (Cardoso da Silva, 1990) – ocorre do Sul do Brasil até o Uruguai e no Nordeste da Argentina;
  • Saltator aurantiirostris nasica (Wetmore & J. L. Peters, 1922) – ocorre Centro-Oeste da Argentina, nas regiões de La Rioja, Mendoza e no Oeste de La Pampa.

(Clements checklist, 2014).

Bico-duro {field 25}

Comentários:

Pode ser observado procurando alimento no solo, sozinho ou em casais, às vezes junta-se a bandos mistos. Também costuma frequentar comedouros artificiais.

Bico-duro {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saí-de-perna-amarela – (Cyanerpes caeruleus)

O saí-de-perna-amarela Cyanerpes caeruleus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Panamá, Venezuela, Guianas, Colômbia, Equador e Ilha de Trinidad.

Saí-de-perna-amarela {field 28}
  • Nome popular: Saí-de-perna-amarela
  • Nome inglês: Purple Honeycreeper
  • Nome científico: Cyanerpes caeruleus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Dacninae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira. Encontrado também no Panamá, Venezuela, Guianas, Colômbia, Equador e Ilha de Trinidad.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutinhas e de néctar das flores, também come pequenos insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-de-perna-amarela {field 28}

Características:

O macho é predominantemente azul com detalhes pretos na face, papo e asas, a perna e os pés amarelos. A fêmea é verde azulado com detalhes amarelos na face e papo. Parecido com seu parente próximo saí-de-bico-curtoCyanerpes nitidus, difere principalmente pela coloração amarela das patas.

Possui cinco subespécies:

  • Cyanerpes caeruleus caeruleus (Linnaeus, 1758) – ocorre no extremo Leste do Panamá até a Venezuela, nas Guianas e no Norte do Brasil;
  • Cyanerpes caeruleus chocoanus (Hellmayr, 1920) – ocorre na região tropical Oeste da Colômbia e no Oeste do Equador;
  • Cyanerpes caeruleus microrhynchus (Berlepsch, 1884) – ocorre do Leste da Colômbia até o Sul da Venezuela, no Norte da Bolívia e no Oeste da Amazônia brasileira;
  • Cyanerpes caeruleus longirostris (Cabanis, 1850) – ocorre na Ilha de Trinidad;
  • Cyanerpes caeruleus hellmayri (Gyldenstolpe, 1945) – ocorre nas montanhas da Guiana.
Saí-de-perna-amarela {field 23}

Comentários:

Pode ser observado na copa das árvores principalmente em florestas de terra firme. Pode ser encontrado de casal ou com outros casais. Também segue bandos mistos de copa.

Saí-de-perna-amarela {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Mineirinho – (Charitospiza eucosma)

O mineirinho Charitospiza eucosma é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, e também na Argentina.

Mineirinho {field 28}
  • Nome popular: Mineirinho
  • Nome inglês: Coal-crested Finch
  • Nome científico: Charitospiza eucosma
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Charitospizinae
  • Habitat: Ocorre no Maranhão, Piauí, Bahia, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em Goiás desaparece com o início das chuvas. Em São Paulo provavelmente extinto, ocorria nos campos cerrados, tendo sido registrado em 2002 na Estação Ecológica de Itirapina. Há uma pequena população isolada no Rio Grande do Norte. Encontrado também na Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes de capim, mas podendo também se alimentar de pequenos invertebrados. Desce ao chão procurando comida, onde se movimenta aos pulos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigelinha aberta, construída a pouca altura do solo. A ninhada é de até 3 ovos e os pais se revezam para cuidar dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Mineirinho {field 29}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. A espécie possui dimorfismo sexual evidente. Ambos os sexos possuem uma crista, que nem sempre se apresenta eriçada, costas cinzas e uma faixa preta nas laterais das asas. A fêmea é discreta, com a coloração parda. O macho possui a crista, cara e o centro do peito pretos, contrastando com a nuca branca. As laterais do peito são bege/alaranjados e a cauda é preta.

Mineirinho {field 23}

Comentários:

Frequenta campos cerrados com árvores e arbustos esparsos. Vivem aos pares ou em grupos que podem passar de cinquenta (50) indivíduos, alimentando-se no chão, perto da cobertura de gramíneas, onde se locomove pulando. Na caatinga só raras vezes procura as fontes de água. Também empoleira-se nos arbustos baixos. Aparentemente é mais numeroso em locais onde o cerrado tenha sido recentemente queimado. Canta de madrugada, pousando abertamente na ponta de um galho.

Mineirinho {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saíra-douradinha – (Tangara cyanoventris)

A saíra-douradinha é uma ave da família Thraupidae. Conhecida também como douradinha da serra. Ocorre no Brasil do Nordeste até ao Sudeste.
Saíra-douradinha {field 5}
  • Nome popular: Saíra douradinha
  • Nome inglês: Gilt-edged Tanager
  • Nome científico: Tangara cyanoventris
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste e Sudeste do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos frutos, larvas e insetos atua como dispersora de sementes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tijela, preso entre pequenos galhos de arbustos e arvores, confeccionado com fibras e revestido com musgos e liquens. Tem em média 2 ninhadas por estação, com 3 ovos cada uma.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-douradinha {field 5}
Características:

Características:

Tem a cabeça amarela, a fronte e a garganta negras, o peito azul claro, o dorso estriado de preto e amarelo e a borda das rêmiges e ambas verdes. Abundante em regiões montanhosas, é um passarinho relativamente pequeno, mede cerca de 14 cm e pesa cerca de 20 gramas.

Saíra-douradinha {field 5}

Comentários:

Frequenta regiões montanhosas, matas estacionais semideciduais e cerradões. Vive em pequenos grupos monoespecíficos, frequentemente associados a outras espécies de saíras.

Saíra-douradinha {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-douradinha Acesso em 08 Setembro de 2009.

Bandoleta – (Cypsnagra hirundinacea)

O bandoleta Cypsnagra hirundinacea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia e Suriname.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Bandoleta
  • Nome inglês: White-rumped Tanager
  • Nome científico: Cypsnagra hirundinacea
  • Família: Thraupidae
  • Subamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste do Brasil ao estado do Mato Grosso (Sick), e também, no Amapá e Suriname (Ridgely e Tudor).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos no chão, na grama ou lança-se para pegá-los em vôo, principalmente besouros, grilos e gafanhotos, e ocasionalmente frutas.
  • Reprodução: Constrói o ninho apenas 1-2 metros do solo e feita de gramíneas tecido. O tamanho da ninhada figura de 3-4 ovos de cor azulada, salpicada com manchas marrons ou pretas. Jovens nascidos na última temporada de acasalamento ajudam a cuidar do ninho e dos filhotes(reprodução cooperativa. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede 16 centímetros de comprimento e pesa entre 25 e 34 gramas. É identificada por seu traseiro branco conspícuo em sua parte traseira preta e possui a garganta rufa sob a sua cabeça preta. Quando em voo, apresenta bonito desenho branco nas asas e na cauda.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Cypsnagra hirundinacea hirundinacea; (Lesson, 1831) – ocorre no Leste da Bolívia até o Nordeste do Paraguai e nos campos e cerrados do Sudeste do Brasil;
  • Cypsnagra hirundinacea pallidigula; (Hellmayr, 1907) – ocorre nos campos do Suriname e na região central do Brasil até o Nordeste da Bolívia.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta áreas abertas como pastagens com árvores baixas. Vivem em grupos territoriais de três a seis indivíduos. Seguem bandos mistos à procura de insetos no solo ou próximo dele e mantém uma sentinela empoleirada mais acima do solo como acontece a Neothraupis fasciata, seu vizinho em muitos locais. Sobretudo ao amanhecer, o casal dá um dueto forte e sonoro, a fêmea dá uma matraqueado contínuo, em tom mais baixo, enquanto o macho emite uma frase vigorosa e melódica, como “Tchi-dudidu…”, repetida muitas vezes, que constitui uma das vozes do cerrado.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/bandoleta Acesso em 11 mai.2017.

Saíra-amarela – (Stilpnia cayana)

A saíra-amarela Tangara cayana é uma ave da família Thraupidae. É conhecida popularmente pelos nomes saí-de-asas-verdes, saí-amarelo. Ocorre no Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e na Guiana Francesa.
Saíra-amarela {field 5}
  • Nome popular: Saíra-amarela
  • Nome inglês: Burnished-buff Tanager
  • Nome científico: Tangara cayana
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e na Guiana Francesa.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e insetos como cupins e vespas. Costuma freqüentar comedouros e árvores com frutos maduros, como a )Aroeira-vermelha Schinus terebinthifolia, Magnolia spp e Tapiá ou tanheiro Alchornea glandulosa
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de taça aberta, é feito com folhas, raízes e capins e envolto por finas raízes. Ele é colocado em ramos com folhas a cerca de 2 metros do solo, em árvores baixas e isoladas. A postura consta normalmente de 2 ou 3 ovos. Os ovos são esbranquiçados, azul-pálidos ou branco-pardos com manchas pardas num dos pólos. A fêmea, embora auxiliada pelo macho, é a responsável pela maior parte da construção do ninho, incuba os ovos e aquece os filhotes. Durante este período o macho permanece nas proximidades do ninho e alguns podem alimentar a fêmea. O macho auxilia também na alimentação dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-amarela {field 5}

Características:

O macho possui uma plumagem de coloração amarelo-dourada e uma notável máscara negra, que se estende pela garganta e passa pelo meio de toda a barriga, a qual é diferente nas diversas subespécies, que são divididas em dois grupos: cayana e flava. O grupo cayana é encontrado na região norte da Amazônia e os machos não possuem a máscara negra, mas apenas uma macha escura ao redor dos olhos. O grupo flava é encontrado na maior parte do Brasil, da região Nordeste até a Sudeste e Centro-Oeste, e os machos possuem a extensa máscara negra. A fêmea é mais pálida e não possui a máscara de cor negra. Em ambos os sexos as asas apresentam uma coloração verde brilhante.

Saíra-amarela {field 5}

Comentários:

Habita matas abertas e ciliares, áreas cultivadas, parques e jardins. Vive aos pares ou em pequenos grupos.

Saíra-amarela {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-amarela  Acesso em 08 Setembro de 2009.

Sanhaço-de-encontro-amarelo – (Thraupis ornata)

O sanhaçu-de-encontro-amarelo Thraupis ornata é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como sanhaço-da-serra, sanhaço-de-encontro e sanhaço-rei.
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  • Nome popular: Sanhaçu-de-encontro-amarelo
  • Nome inglês: Golden-chevroned Tanager
  • Nome científico: Thraupis ornata
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre principalmente na região sudeste do brasil – Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, e Espírito Santo; pode ser encontrado também em estados da Bahia, Paraná, e Santa Catarina.
  • Alimentação: Come frutas, alimenta-se também de folhas, botões e néctar, podendo caçar insetos em voo, como cupins e borboletas. Eventualmente frequenta comedouros de frutas.
  • Reprodução: Constrói os ninhos forma de cesto aberto bem elaborado, construído pelo casal, às vezes entre grandes bromélias. A fêmea coloca, geralmente, 2 a 3 ovos. Os filhotes deixam o ninho com 18 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Espécie facilmente identificável pela coloração azul-acinzentada escura e coberteiras superiores das asas amarelas, diferenciando-se bem das outras espécies de sanhaços. Em alguns indivíduos, independente do sexo e da distribuição geográfica, o amarelo das primárias estende-se por todas as rêmiges, chegando até a região uropiginal. Mede cerca de 18 cm e pesa 43 gramas.

Espécie sem dimorfismo sexual.
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Comentários:

Frequenta a beira de matas e de capoeiras. No inverno, junta-se a grandes bandos mistos de espécies de outras famílias, comportamento útil na proteção contra inimigos.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/sanhaco-de-encontro-amarelo Acesso em 08 Setembro de 2016.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Thraupis_ornata Acesso em 06 de Outubro de 2009

Tiê-sangue – (Ramphocelus bresilius)

O tiê-sangue Ramphocelus bresilius é uma ave da família Thraupidae. Espécie endêmica do Brasil.

Tiê-sangue {field 5}
  • Nome popular: Tiê-sangue
  • Nome inglês: Brazilian Tanager
  • Nome científico: Ramphocelus bresilius
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, da Paraíba a Santa Catarina. Varia de incomum a localmente comum em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações, às vezes também em parques e praças de cidades. ENDÊMICO DO BRASIL
  • Alimentação: Basicamente frugívoro, tendo predileção pelos frutos da Embauba. Como as árvores do gênero Cecropia são bastante comuns em áreas em recuperação, bem como em locais próximos a cursos ou reservas de água, o tiê-sangue, apesar de não raro ser vítima de contrabando, não se encontra imediatamente ameaçado de extinção. Alimenta-se também de insetos e vermes. Um fator que beneficiou a manutenção da população do tiê-sangue e de outros thraupídeos no litoral do Sudeste foi a extensiva cultura da banana, que fornece uma rica fonte de alimentação, durante todo o ano, a um grande número de espécies. Aprecia os frutos da Fruta-de-sabiá ou Marianeira Acnistus arborescens
  • Reprodução: Reproduz na primavera e no verão. Chega à maturidade sexual aos 12 meses, mas a soberba plumagem rubro-negra do macho só é adquirida no segundo ano de vida. Constrói o ninho em forma de cesto, que muitas vezes é forrado com materiais do tipo: fibra de palmeira, fibra de sisal, fibra de coco e raiz de capim. A fêmea põe 2 ou 3 ovos verde-azulados lustrosos, com pintas pretas, pesando em média 3 gramas. Apenas a fêmea incuba, no entanto após o nascimento dos filhotes, vários indivíduos alimentam a prole, inclusive machos. Seus ninhos costumam ser parasitados pela espécie Chupim – (Molothrus bonariensis). As posturas ocorrem de duas a três vezes por temporada, com período de incubação de 13 dias, e os filhotes tornam-se independentes aproximadamente 35 dias após o nascimento.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tiê-sangue {field 5}

Características:

Mede entre 18 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 27,9 e 35,5 gramas. (Hilty, 2016). A plumagem do macho é de um vermelho-vivo, que deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda são pretas. A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo a plumagem da fêmea menos vistosa, de cor parda nas partes superiores e marrom-avermelhada nas inferiores.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Ramphocelus bresilius bresilius (Linnaeus, 1766) – ocorre na Mata Atlântica, da Paraíba ao sul da Bahia. Esta subespécie apresenta o dorso vermelho brilhante, sem estrias negras.
  • Ramphocelus bresilius dorsalis (P. L. Sclater, 1855) – ocorre na Mata Atlântica, do Rio de Janeiro até Santa Catarina. Esta subespécie apresenta a coloração do dorso com um vermelho mais escuro e estriado do que a subespécie nominal.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

Tiê-sangue {field 5}

Comentários:

Seu comportamento é semelhante ao da pipira-vermelhaRamphocelus carbo, porém vive mais aos pares do que em pequenos grupos. Costuma frequentar comedouros. Varia de incomum a localmente comum em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações, às vezes também em parques e praças de cidades.

Tiê-sangue {field 5}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Coleirinho – (Sporophila caerulescens)

O coleirinho Sporophila caerulescens é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como coleiro, coleirinha, papa-capim, papa-capim-de-coleira, papa-arroz, é a espécie mais popular do grupo dos papa-capins.
Coleirinho {field 5}
  • Nome popular: Coleirinho
  • Nome inglês: Double-collared Seedeater
  • Nome científico: Sporophila caerulescens
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste
  • Alimentação: O nome papa-arroz vem do hábito de também usarem plantações de arroz como fonte de alimentação. Além do arroz, adaptaram-se às várias gramíneas trazidas da África e acompanharam a expansão da pecuária nas áreas anteriormente florestadas. Aprecia os frutos do Tapiá. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: No período reprodutivo (outubro a fevereiro), o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. O ninho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área. Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto. Os ninhos, feitos à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais são construídos em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são incubados por cerca de duas semanas, Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano. Os filhotes abandonam o ninho após 13 dias de vida e com 35 dias, já estão aptos a comerem sozinhos, e atingem a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida, podendo viver em média de 10 a 12 anos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. Embora não corra perigo é capturada indiscriminada para apreciadores de pássaros canoros e tráfico de animais.
Coleirinho {field 5}
Características:

O macho, com seu inconfundível colar branco e negro recebeu essa denominação. Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza esverdeado. Existem machos com peito branco e outros com peito amarelo. Os machos de peito amarelo não constituem uma subespécie diferente, como muitos pensam, mas apenas um morph ou forma alternativa. Seu canto sofre grande variação regional. A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. As fêmeas não são canoras.

Coleirinho {field 5}
Comentários:

Fora do período reprodutivo, é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos, inclusive às vezes formando grupos mistos com outras espécies de papa-capins e tizius. O peso e tamanho reduzidos permitem a esta ave alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves o coleirinho foi beneficiado pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente das Braquiárias, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. As populações mais meridionais são migratórias e deslocam-se para latitudes mais baixas nos meses mais frios. O macho, com seu inconfundível colar branco e negro recebeu essa denominação. Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza esverdeado. Existem machos com peito branco e outros amarelo. Seu canto sofre grande variação regional. A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea.

Coleirinho {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/coleirinho Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coleirinho Acesso em 14 de Outubro de 2010

Cambacica – (Coereba flaveola)

A cambacica Coereba flaveola é uma ave da família Thraupidae. É também conhecida como mariquita, chiquita, sebinho e caga-sebo.
Cambacica {field 5}
  • Nome popular: Cambacica
  • Nome inglês: Bananaquit
  • Nome científico: Coereba flaveola
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Pode ser encontrada em quase a América do Sul e Central desde o México até á Argentina com exceção do Chile, vive sozinha ou aos pares é extremamente ativa, geralmente vivem em áreas abertas com matas pequenas e arbustos principalmente os que dão flores.
  • Alimentação: Néctar, frutas, artrópodes e pequenos insetos gostam muito de banana, mamão, jabuticaba e laranja.
  • Reprodução: O ninho para a reprodução é feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas, construído pelo casal onde a fêmea deposita dois ou três ovos sendo encubados exclusivamente pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cambacica {field 6}
Características:

Mede aproximadamente 10,8 centímetros e pesa cerca de 10 gramas. Tem o dorso marrom, o peito e o abdome amarelos, o pescoço cinza e a cabeça listrada preta e branca, não apresentando diferenças na plumagem em relação aos machos e fêmeas.

Cambacica {field 6}
Comentários:

Vive solitária ou aos pares e é bastante ativa. Toma banho muitas vezes, por causa do contato com o néctar pegajoso. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Canta a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. A fêmea também canta, mas pouco e por menos tempo. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguentas, as cambacicas chegam a cair engalfinhadas no solo, onde continuam a luta. Na busca por alimento, muitas vezes fica de cabeça para baixo em um galho, visando atingir a flor. Geralmente está no meio das folhas e movimenta-se pelo interior da copa. Entretanto, voa bem e atravessa áreas abertas entre matas ou para visitar uma árvore isolada e florida em um campo. Também visita arbustos isolados e próximos à mata. É comum em uma grande variedade de hábitats abertos e semi-abertos onde existam flores, inclusive em quintais. Adapta-se facilmente a ambientes urbanos, sendo comum até em cidades do porte de São Paulo e Rio de Janeiro.

Cambacica {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cambacica Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cambacica Acesso em 14 de Outubro de 2010

Saíra-mascarada – (Stilpnia nigrocincta)

A saíra-mascarada Stilpnia nigrocincta é uma ave da família Thraupidae. Ocorre em toda a região amazônica.

Saíra-mascarada {field 11}
  • Nome popular: Saíra-mascarada
  • Nome inglês: Masked Tanager
  • Nome científico: Stilpnia nigrocincta
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre em toda a região Amazônica desde a Guiana até á Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, e eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-mascarada {field 11}

Características:

Tem tons predominantes de preto, verde e azul, com uma “máscara” negra característica que lhe dá o nome popular.

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Comentários:

Espécie essencialmente arbustiva, frequenta a copa das arvores, áreas abertas, campos próximos á água, eventualmente também frequenta bandos mistos.

Saíra-mascarada {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências

Quete-do-sul – (Microspingus cabanisi)

O quete-do-sul Microspingus cabanisi é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como tico-tico-da-taquara.

Quete-do-sul {field 11}
  • Nome popular: Quete-do-sul
  • Nome inglês: Gray-throated Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus cabanisi
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil de São Paulo ao sul do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Encontrado também no Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina.
  • Alimentação:Alimenta-se basicamente de frutas e sementes. Eventualmente pode frequentar comedouros com sementes. Gosta dos frutos/sementes da aroeira-do-campo – Schinus lentiscifolius.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela funda, feito com raízes e gravetos preso em galhos de arbustos, a 2 ou 3 metros de altura. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem o peito e garganta da cor chifre pálido, padrão castanho no dorso, pequenas nódoas brancas nas duas retrizes externas da cauda. As fêmeas são menores que os machos.

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Comentários:

Frequenta bordas de mata e capoeiras. Vive em casais ou em pequenos grupos.

Quete-do-sul {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências

Peito-pinhão – (Castanozoster thoracicus)

O peito-pinhão Castanozoster thoracicus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil do Sudeste até ao Sul. Espécie endêmica.

Peito-pinhão {field 11}
  • Nome popular: Peito-pinhão
  • Nome inglês: Bay-chested Warbling-Finch
  • Nome científico: Castanozoster thoracicus
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grão, mas também come frutinhos.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos… ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Peito-pinhão {field 11}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa entre 11 e 12,8 gramas. Tem a cabeça e as partes superiores de coloração cinza. Os lores são cinza escuro. Apresenta mancha sub-ocular branca conspícua. A garganta é branca. O peito apresenta larga faixa castanha que se estende pelos flancos. O ventre é branco. Cauda longa de coloração cinza, região subcaudal de coloração clara. As bordas das penas primárias são de coloração branca. O bico é curto e apresenta leve curvatura. Tarsos e pés cinza azulado.

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Comentários:

Frequenta as serras altas, encontrada em taquarais, principalmente durante a frutificação do arroz-de-taquara seu principal alimento, matas nebulares e capoeiras adjacentes, em altitudes de até 1.100 metros. Frequenta bandos mistos em pequenos grupos.

Peito-pinhão {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências