Saí-canário – (Thlypopsis sordida)

O saí-canário Thlypopsis sordida é uma ave da família Thraupidae Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Saí-canário
  • Nome inglês: Orange-headed Tanager
  • Nome científico: Thlypopsis sordida
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos, sementes e insetos capturados na folhagem.
  • Reprodução: Constrói o ninho a 5 metros do solo, feito de fibras vegetais como a paina, teias de aranha e gravetos finos. A fêmea é responsável pela maior parte da construção, mas o macho colabora carregando o material necessário para a confecção do ninho. Nele são postos 2 ou 3 ovos, azul esbranquiçados com manchas pardas, que são incubados pela fêmea. Quando nascem os filhotes, são alimentados pelo casal
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 14 cm. As características que tornam fácil a identificação desta ave são a cabeça amarelo-alaranjada e o corpo cinza-esverdeado. Estes tons variam conforme a subespécie, tornando-se mais ou menos amarelados ou acinzentados conforme a região. A fêmea difere do macho por não apresentar o colorido ferrugíneo da cabeça e, sim, verde.

Possui três subespécies:

  • Thlypopsis sordida sordida (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste e sul do Brasil até o leste da Bolívia, no Paraguai e no norte da Argentina;
  • Thlypopsis sordida chrysopis (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre do extremo sul da Colômbia até o leste do Equador, leste do Peru e oeste do Brasil;
  • Thlypopsis sordida orinocensis (Friedmann, 1942) – ocorre na região tropical central e sul da Venezuela, no sul de Anzoátegui e norte de Bolívar.
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta formações florestais secundárias e até mesmo em cidades bem arborizadas. Ocupa os estratos mais altos e médios da floresta, raramente indo ao chão. Locomove-se de forma típica, subindo pela ramaria em zigue-zague.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-canario Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%AD-can%C3%A1rio Acesso em 14 de Outubro de 2015

Capacetinho-do-oco-do-pau – (Microspingus cinereus)

O Capacetinho-do-oco-do-pau Microspingus cinereus é uma ave da família Thraupidae. Também conhecido como capacetinho-cinza e andorinha-do-oco-de-pau. Ocorre apenas no Brasil, em altitudes entre 600 a 1200 metros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas
  • Nome popular: Capacetinho-do-oco-do-pau
  • Nome inglês: Cinereous Warbling-Finch
  • Nome científico: Microspingus cinereus
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre apenas no Brasil, em altitudes entre 600 a 1200 metros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura entre os arbustos, mas também consome recursos alimentares de origem vegetal.
  • Reprodução: Constrói ninho em forma de taça rasa, com fragmentos de gramíneas. Põe em média três ovos de cor creme, com manchas amarronzadas irregulares, concentradas no pólo rombo, formando um padrão de coroa.
  • Estado de conservação: Vulnerável.
Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Características:

É uma ave pequena que mede 13 centímetros de comprimento. Possui a cabeça, manto, asas e face superior da cauda com uma coloração chumbo pálido, o loro, asas e a face superior da cauda são ligeiramente mais escuras que a cabeça, nuca e manto. Os flancos são cinza claro. As rêmiges apresentam coloração cinza chumbo na face (barba) externa e preto na face (barba) interna. A garganta, peito, ventre, crisso e face interna da cauda são brancos. A íris é castanho avermelhada, bico, pernas e pés são escuros. Apresentam um leve dimorfismo sexual.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Comentários:

Espécie endêmica do Cerrado, habita também as matas decíduas. Tem distribuição escassa e local. É espécie pouco estudada em campo. É considerada globalmente vulnerável, pela perda do habitat campestre, bem como pela substituição do cerrado por gramíneas e outras formas invasoras. Além disso, a espécie apresenta baixa densidade populacional, fator que pode se tornar limitante e significativo para seu processo de extinção.

Capacetinho-do-oco-do-pau Foto Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/capacetinho-do-oco-do-pau Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacetinho-cinza Acesso em 14 de Outubro de 2010

Bandoleta – (Cypsnagra hirundinacea)

O bandoleta Cypsnagra hirundinacea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia e Suriname.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Bandoleta
  • Nome inglês: White-rumped Tanager
  • Nome científico: Cypsnagra hirundinacea
  • Família: Thraupidae
  • Subamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste do Brasil ao estado do Mato Grosso (Sick), e também, no Amapá e Suriname (Ridgely e Tudor).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos no chão, na grama ou lança-se para pegá-los em vôo, principalmente besouros, grilos e gafanhotos, e ocasionalmente frutas.
  • Reprodução: Constrói o ninho apenas 1-2 metros do solo e feita de gramíneas tecido. O tamanho da ninhada figura de 3-4 ovos de cor azulada, salpicada com manchas marrons ou pretas. Jovens nascidos na última temporada de acasalamento ajudam a cuidar do ninho e dos filhotes(reprodução cooperativa. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede 16 centímetros de comprimento e pesa entre 25 e 34 gramas. É identificada por seu traseiro branco conspícuo em sua parte traseira preta e possui a garganta rufa sob a sua cabeça preta. Quando em voo, apresenta bonito desenho branco nas asas e na cauda.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Cypsnagra hirundinacea hirundinacea; (Lesson, 1831) – ocorre no Leste da Bolívia até o Nordeste do Paraguai e nos campos e cerrados do Sudeste do Brasil;
  • Cypsnagra hirundinacea pallidigula; (Hellmayr, 1907) – ocorre nos campos do Suriname e na região central do Brasil até o Nordeste da Bolívia.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta áreas abertas como pastagens com árvores baixas. Vivem em grupos territoriais de três a seis indivíduos. Seguem bandos mistos à procura de insetos no solo ou próximo dele e mantém uma sentinela empoleirada mais acima do solo como acontece a Neothraupis fasciata, seu vizinho em muitos locais. Sobretudo ao amanhecer, o casal dá um dueto forte e sonoro, a fêmea dá uma matraqueado contínuo, em tom mais baixo, enquanto o macho emite uma frase vigorosa e melódica, como “Tchi-dudidu…”, repetida muitas vezes, que constitui uma das vozes do cerrado.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/bandoleta Acesso em 11 mai.2017.