Marreca-cabocla – (Dendrocygna autumnalis)

A marreca-cabocla Dendrocygna autumnalis é uma ave da família Anatidae. Também conhecida como marreca-asa-branca, asa-branca ou marajoara. Ocorre do Texas à Bolívia, Brasil e Argentina.

Marreca caboclaFoto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Marreca-cabocla
  • Nome inglês: Black-bellied Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna autumnalis
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Dendrocygninae
  • Habitat: Ocorre do Texas à Bolívia, Brasil e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas sementes e folhas, gosta de arroz, apanha vermes, larvas de insetos e pequenos crustáceos.
  • Reprodução: Geralmente nidifica em ocos de pau, penachos de palmeia ou no solo. Às vezes acontece de mais de uma fêmea botar em um mesmo ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Características:

Mede entre 40 e 50 centímetros de comprimento e pesa entre 650 e 1020 gramas. Sua face é cinzenta, a barriga é preta e tem grande mancha branca na asa, visível apenas quando a ave voa. Tem bico e pés vermelhos. Quando jovem, é pardo acinzentado, inclusive bico e pés. O dimorfismo sexual quanto ao colorido é pouco pronunciado.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Dendrocygna autumnalis autumnalis (Linnaeus, 1758) – ocorre do Panamá até o norte da Argentina (principalmente a leste da Cordilheira dos Andes), no Paraguai e no Brasil.
  • Dendrocygna autumnalis fulgens (Friedmann, 1947) – ocorre do sul dos Estados Unidos da América no extremo sul dos estados do Texas e Arizona até o Panamá. Esta subespécie difere da subespécie nominal basicamente por apresentar uma menor área cinza entre o ventre preto e o colar castanho do pescoço, além de outras diferenças menores.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al., 2015); IOC World Bird List 2018; del Hoyo, J.; et al., (2016).

Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Podemos observá-las pastando em capim baixo alagado e, às vezes, em manguezais. Empoleira-se regularmente para descansar. Trata-se de uma ave sociável que pode ocorrer em grandes concentrações. Observa-se enormes bandos voando ou aquecendo-se ao sol à beira de uma represa. Esses bandos defendem-se mergulhando, sobretudo, quando a água está crispada pelo vento, nessas ocasiões, ocorrem rêmiges sonoras que aumentam o sibilo produzido pelas batidas de asas.

Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-cabocla Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marreca-cabocla Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Irerê – (Dendrocygna viduata)

O Irerê é uma ave da família Anatidae, é um dos patos mais conhecidos, tanto por sua beleza ou pela sua característica de se aproximar muito das áreas urbanizadas, além do seu canto típico e incomparável.

Irerê Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Irerê
  • Nome inglês: White-faced Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna viduata
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Dendrocygninae
  • Habitat: É encontrado da América Central até a Argentina, e também na África Ocidental.
  • Alimentação: A dieta básica e composta de plantas submergidas, gramíneas nas margens dos lagos, invertebrados aquáticos e alguns pequenos peixes e girinos.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão, a fêmea bota de 8 a 14 ovos, sendo que o macho pode ajudar a incubar, ambos cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Irerê Foto – Afonso de Bragança

Características:

A máscara branca na face contrastando com o pescoço negro e o bico chumbo torna esta espécie inconfundível. O peito é castanho e o resto do corpo é finamente estriado em branco e preto. Quando em voo é possível ver as asas escuras.

Irerê Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

É encontrado em quase qualquer corpo d’água ao longo de sua ampla distribuição que vai da Argentina até a América Central e curiosamente também ocorre na África Ocidental. Pode ser encontrado até mesmo em lagos poluídos. É mais ativo nos crepúsculos e a noite. Não é raro ouvir o piado desta ave a noite sobrevoando até mesmo grandes cidades em bandos. Chega a formar bandos de várias dezenas de indivíduos, principalmente durante as migrações sazonais que realiza no sul do país

Irerê Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/irere Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Irer%C3%AA Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Marreca-caneleira – (Dendrocygna bicolor)

A marreca-caneleira Dendrocygna bicolor é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como marreca picaça, marreca-peba, tapuia e xenxém.

Marreca-caneleira Foto – Hilton Filho
  • Nome popular: Marreca-caneleira
  • Nome inglês: Fulvous Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna bicolor
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Dendrocygninae
  • Habitat: A espécie tem um alcance muito grande que se estende por quatro continentes. Reproduz-se nas terras baixas da América do Sul, do norte da Argentina à Colômbia e, em seguida, ao sul dos Estados Unidos. É encontrada em uma ampla faixa na África Subsaariana e no leste do continente até a África do Sul e Madagascar. Também no subcontinente indiano na Ásia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gramíneas que pasta nas margens dos lagos ou até mesmo sob a água quando estas estão submersas. Também come plantas aquáticas, insetos aquáticos, pequenos peixes, girinos e crustáceos.
  • Reprodução: Constroem os ninhos tanto em ocos de árvores quanto sobre a vegetação paludícola. A fêmea bota de 8 a 14 ovos que são chocados pelo casal durante aproximadamente um mês. Os filhotes começam a voar a partir de 55 dias de vida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marreca-caneleira Foto – Hilton Filho

Características:

Mede cerca de 48 cm de comprimento. Como o próprio nome diz, cor que mais se destaca é o marrom acanelado. As asas possuem estrias escuras. Os bicos e as pernas tem coloração cinza azulada. Em voo, as asas são marrons acima e pretas abaixo, sem marcas brancas, e um crescente branco na garupa contrasta com a cauda preta.

Marreca-caneleira Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

A espécie é geralmente encontrada em pequenos grupos, mas bandos substanciais podem se formar em locais favorecidos. Caminha bem e normalmente se alimenta em pé, embora possa mergulhar se necessário. Não costuma pousar nas árvores, ao contrário de outras espécies semelhantes. Voa em baixas altitudes com batidas de asas lentas. Alimenta-se durante o dia e à noite em bandos bastante grandes, muitas vezes com outras espécies, mas descansa ou dorme em grupos menores a meio do dia. São barulhentos e exibem sua agressividade para com outras jogando a cabeça para trás. Quando assustados costumam balançar a cabeça para o lado antes de levantar voo.

Marreca-caneleira Foto – Renato Costa Pinto

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências