Irerê – (Dendrocygna viduata)

O Irerê é uma ave da família Anatidae, é um dos patos mais conhecidos, tanto por sua beleza ou pela sua característica de se aproximar muito das áreas urbanizadas, além do seu canto típico e incomparável.
Irerê {field 5}
  • Nome popular: Irerê
  • Nome inglês: White-faced Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna viduata
  • Família: Anatidae
  • Habitat: É encontrado da América Central até a Argentina, e também na África Ocidental.
  • Alimentação: A dieta básica e composta de plantas submergidas, gramíneas nas margens dos lagos, invertebrados aquáticos e alguns pequenos peixes e girinos.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão, a fêmea bota de 8 a 14 ovos, sendo que o macho pode ajudar a incubar ambos cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Irerê {field 5}
Características:

A máscara branca na face contrastando com o pescoço negro e o bico chumbo torna esta espécie inconfundível. O peito é castanho e o resto do corpo é finamente estriado em branco e preto. Quando em vôo é possível ver as asas escuras.

Irerê {field 5}
Comentários:

É encontrado em quase qualquer corpo d’água ao longo de sua ampla distribuição que vai da Argentina até a América Central e curiosamente também ocorre na África Ocidental. Pode ser encontrado até mesmo em lagos poluídos. É mais ativo nos crepúsculos e a noite. Não é raro ouvir o piado desta ave a noite sobrevoando até mesmo grandes cidades em bandos. Chega a formar bandos de várias dezenas de indivíduos, principalmente durante as migrações sazonais que realiza no sul do país

Irerê {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/irere Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Irer%C3%AA Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Pato-do-mato – (Cairina moschata)

O pato-do-mato Cairina moschata é uma ave da família Anatidae. Ocorre em quase toda a América Central e do Sul, desde o México até á Argentina

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Pato-do-mato
  • Nome inglês: Muscovy Duck
  • Nome científico: Cairina moschata
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Anatinae
  • Habitat:, Nas Américas, são encontrados desde o México até a Argentina, presentes em todo o território brasileiro.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanham pequenos invertebrados nessas filtragens.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores, às vezes palmeiras mortas cujo interior está oco. Geralmente são localizados próximo à água ou na margem das matas próximas. O filhote sai do ninho logo depois do nascimento, sendo chamado pela pata, do lado de fora. A ninhada segue-a, caminhando para a água mais próxima. O período reprodutivo vai de outubro a março.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Características:

O macho é quase o dobro do tamanho das fêmeas. Apresentam um comprimento de aproximadamente 85 centímetros, uma envergadura de 120 centímetros, um peso no macho de 2,2 quilos, sendo que a fêmea pesa aproximadamente a metade. Ao contrário dos exemplares domésticos, as aves selvagens têm o corpo todo negro, com uma área branca nas asas. Esse branco é invisível quando pousado, mas ao voar, fica nítido e é bastante extenso, aumentando com a idade, sendo uma pequena bola nas aves juvenis. Além do tamanho, os machos possuem outra característica exclusiva: a pele nua vermelha ao redor dos olhos, bem como uma carúncula da mesma cor acima da base do bico.

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Vivem em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousam sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir. Fazem voos são matinais, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dormem empoleirados nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessitam de um acesso livre de vegetação. Possuem unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirarem-se ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas.

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pato-do-mato Acesso em 18 Março de 2017.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cairina_moschata Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Marreca-cabocla – (Dendrocygna autumnalis)

A marreca-cabocla Dendrocygna autumnalis é uma ave da família Anatidae. Também conhecida como marreca-asa-branca, asa-branca ou marajoara. Ocorre do Texas à Bolívia, Brasil e Argentina.

Marreca caboclaFoto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Marreca-cabocla
  • Nome inglês: Black-bellied Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna autumnalis
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Dendrocygninae
  • Habitat: Ocorre do Texas à Bolívia, Brasil e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas sementes e folhas, gosta de arroz, apanha vermes, larvas de insetos e pequenos crustáceos.
  • Reprodução: Geralmente nidifica em ocos de pau, penachos de palmeia ou no solo. Às vezes acontece de mais de uma fêmea botar em um mesmo ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Características:

Mede entre 40 e 50 centímetros de comprimento e pesa entre 650 e 1020 gramas. Sua face é cinzenta, a barriga é preta e tem grande mancha branca na asa, visível apenas quando a ave voa. Tem bico e pés vermelhos. Quando jovem, é pardo acinzentado, inclusive bico e pés. O dimorfismo sexual quanto ao colorido é pouco pronunciado.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Dendrocygna autumnalis autumnalis (Linnaeus, 1758) – ocorre do Panamá até o norte da Argentina (principalmente a leste da Cordilheira dos Andes), no Paraguai e no Brasil.
  • Dendrocygna autumnalis fulgens (Friedmann, 1947) – ocorre do sul dos Estados Unidos da América no extremo sul dos estados do Texas e Arizona até o Panamá. Esta subespécie difere da subespécie nominal basicamente por apresentar uma menor área cinza entre o ventre preto e o colar castanho do pescoço, além de outras diferenças menores.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al., 2015); IOC World Bird List 2018; del Hoyo, J.; et al., (2016).

Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Comentários:

Podemos observá-las pastando em capim baixo alagado e, às vezes, em manguezais. Empoleira-se regularmente para descansar. Trata-se de uma ave sociável que pode ocorrer em grandes concentrações. Observa-se enormes bandos voando ou aquecendo-se ao sol à beira de uma represa. Esses bandos defendem-se mergulhando, sobretudo, quando a água está crispada pelo vento, nessas ocasiões, ocorrem rêmiges sonoras que aumentam o sibilo produzido pelas batidas de asas.

Marreca-cabocla Foto – Jarbas Mattos

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-cabocla Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marreca-cabocla Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Marreca-rabo-de-espinho – (Oxyura vittata)

A marreca-rabo-de-espinho Oxyura vittata é uma ave da família Anatidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Chile e Argentina.

Marreca-rabo-de-espinho {field 32}
  • Nome popular: Marreca-rabo-de-espinho
  • Nome inglês: Lake Duck
  • Nome científico: Oxyura vittata
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul. Encontrada também no Chile, Argentina Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos peixes, mas também come alguns frutos como a jabuticaba e açaí.
  • Reprodução: Põe em média entre seis e doze ovos. É possível encontrar ninhos onde mais de uma fêmea tenha depositado seus ovos. A incubação é feita pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-rabo-de-espinho {field 32}

Características:

Mede em média entre 36 e 46 cm de comprimento e pesa, o macho entre 600 e 850 gramas, e a fêmea entre 510 e 700 gramas de peso. Apresentam dimorfismo sexual: o macho possui a cabeça negra, plumagem do corpo castanho avermelhada e bico azul; a fêmea possui plumagem do corpo castanho-escura, garganta e pescoço branco, coroa e faixa clara na lateral da cabeça negra. Ambos os sexos apresentam o crisso claro e característica cauda rígida. O indivíduo jovem de marreca-rabo-de-espinho apresenta plumagem semelhante a plumagem da fêmea da espécie.

Marreca-rabo-de-espinho {field 12}

Comentários:

Frequentam lagos, lagoas, e outros ambientes aquáticos. Passam a maior parte do tempo na água e raramente voam

Marreca-rabo-de-espinho {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Marreca-ananaí- (Amazonetta brasiliensis)

A Marreca-ananaí Amazonetta brasiliensis é uma ave da família Anatidae. É também conhecido como picassinha, marreca-ananai, , asa-de-seda e paturi.

Marreca-ananaí Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Marreca-nanaí
  • Nome inglês: Brazilian Teal
  • Nome científico: Amazonetta brasiliensis
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Anatinae
  • Habitat: Ocorre em grande parte da América do Sul, encontrado em quase todo o Brasil principalmente na região amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de plantas aquáticas, crustáceos e mariscos, além de insetos e minhocas em banhados ou em pequenas lagoas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em touceiras perto dos banhados onde deposita seus ovos. Tem em média de seis a nove filhotes, que ficam com a mãe até atingirem a capacidade de voar.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marreca-ananaí Foto – Claudio Lopes

Características:

Ave de pequeno porte, que vive em lagoas e banhados, e até em pequenas coleções d’ água, como córregos e poças formadas pela chuva. O macho possui o bico vermelho e possui maior quantidade de verde nas asas. A fêmea tem o bico preto e manchas brancas na base do bico e acima dos olhos.

Possui duas subespécies:

  • Amazonetta brasiliensis brasiliensis (Gmelin, 1789) – ocorre na Colômbia, Venezuela e Brasil;
  • Amazonetta brasiliensis ipecutiri (Vieillot, 1816) – ocorre no leste e sul do Brasil até o leste da Bolívia, e no Uruguai e Argentina.
Marreca-ananaí Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Passa grande tempo dentro da água e nas margens procurando alimento, voando apenas quando estão em perigo. É de hábito diurno, mas costuma passear também à noite. É ave que vive pacificamente muito bem com outros anseriformes.

Marreca-ananaí Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-ananai Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amazonetta_brasiliensis Acesso em 31 de Outubro de 2009.

Paturi-preta – (Netta erythrophthalma)

A paturi-preta Netta erythrophthalma é uma ave anseriforme da família Anatidae. Ocorre no Brasil, Colômbia e Venezuela, Chile e Argentina.

Paturi-preta {field 29}
  • Nome popular: Paturi-preta
  • Nome inglês: Southern Pochard
  • Nome científico: Netta erythrophthalma
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre na faixa litorânea e em águas interiores do nordeste e leste do Brasil: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás. Encontrada também na Colômbia e Venezuela, Chile e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas sementes e folhas, vermes e larvas de insetos. Mergulha de corpo inteiro ou só a cabeça, buscando alimento também se alimenta na superfície da água.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de junco e gramíneas, põe em geral entre 5 e 9 ovos de cor creme. Os filhotes são cor de fuligem e logo que saem dos ovos, nadam atrás da mãe.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Paturi-preta {field 29}

Características:

Mede em geral entre 48 e 51 cm de comprimento e pesa entre 48o e 1020 gramas. Macho e fêmea têm bico cinza azulado. Voando mostra uma faixa branca nas penas secundárias. O macho é predominantemente preto acastanhado escuro, com uma rudimentar crista na parte de trás da coroa. Sua cabeça, pescoço e peito apresentam um leve brilho roxo. A fêmea é menos escura, com olho marrom e com uma chamativa faixa esbranquiçada atrás do olho. Garganta, base do bico e atrás das faces da mesma cor. Os juvenis são semelhantes às fêmeas, mas com a coloração marrom mais atenuada, a parte superior da cabeça é marrom e apresenta a sobrancelha menos pronunciada que nas fêmeas adultas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Netta erythrophthalma erythrophthalma (Wied-Neuwied, 1833) – ocorre no porção norte da América do Sul e no leste do Brasil;
  • Netta erythrophthalma brunnea (Eyton, 1838) – ocorre na África, do Sudão e Etiópia até a África do Sul.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Paturi-preta {field 29}

Comentários:

Frequenta áreas úmidas, comumente em lagos e lagoas. É uma ave sociável que pode ocorrer em grandes concentrações. Observa-se enormes bandos voando ou aquecendo-se ao sol à beira de uma represa, que defendem-se mergulhando, sobretudo, quando a água está crispada pelo vento.

Paturi-preta {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pato-corredor – (Neochen jubata)

O pato-corredor Neochen jubata é uma ave anseriforme da família Anatidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Colombia, Venezuela, Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Pato-corredor {field 11}
  • Nome popular: Pato-corredor
  • Nome inglês: Orinoco Goose
  • Nome científico: Neochen jubata
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia e Brasil Central. Encontrado também a leste dos Andes, desde o norte da América do Sul até o norte da Argentina, Peru, Bolívia, oeste do Paraguai, Colombia, Venezuela, Equador, Guiana, Suriname, Guiana Francesa. É raro ou ausente ao longo da costa nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de vegetais, comendo também, insetos e outros artrópodes. Procura comida forrageando principalmente na terra, pastando.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em cavidades naturais de árvores, ou eventualmente no chão, próximo a rios. A fêmea constrói uma forração com as penas retiradas do seu próprio peito. A postura é de 6 a 10 ovos e a incubação dura cerca de um mês. A corte para o acasalamento consiste em várias danças e contorções durante a qual ambos os parceiros se movem com pequenos passos, intercalando momentos em que ficam com seus corpos enrijecidos e pescoços esticados. O macho bate as asas vigorosamente em frente da fêmea da sua escolha. Intensos combates podem ocorrer entre machos rivais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em geral, entre 61 e 76 cm de comprimento. Tem flancos de cor castanha, cabeça e peito cinza amarelados, manto e asas escuras com um espéculo branco. As pernas são vermelhas e o bico é preto e rosa. Tanto o macho quanto a fêmea apresentam as mesmas cores de plumagem. O macho é maior do que a fêmea. Os indivíduos jovens possuem a plumagem muito similar a dos adultos, sendo difícil a identificação dos jovens pela sua plumagem. Esta é uma espécie em grande parte terrestre, mas se empoleira facilmente em árvores. Raramente voa, preferindo movimentar-se no solo. Ao contrário dos demais anatídeos (patos, gansos e cisnes), o pato-corredor também é raramente visto nadando. Prefere ficar nas margens, onde se desloca com agilidade e velocidade impressionantes para um pato. Seu voo parece com o voo de um ganso.

Pato-corredor {field 23}

Comentários:

Frequenta praias abertas, pedregosas, de rios das regiões quentes, beiras florestadas de rios tropicais e também em espaços abertos de savanas alagadas, geralmente abaixo de 500 m de altitude. Está desaparecendo dos rios navegáveis. No bioma Amazônia a espécie aparenta estar restrita às margens ou proximidades dos grandes rios navegáveis. Espécie residente, que realiza deslocamentos em curta distância. Entretanto, recentemente, cientistas registraram um importante deslocamento migratório desta espécie na amazônia.

Pato-corredor {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Ganso-de-magalhães – (Chloephaga picta)

O ganso-de-magalhães Chloephaga picta é uma ave da família Anatidae. Ocorre no Brasil como visitante eventual, e residente na Argentina e Chile.

Ganso-de-magalhães {field 12}
  • Nome popular: Ganso-de-magalhães
  • Nome inglês: Upland Goose
  • Nome científico: Chloephaga picta
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre desde as Ilhas Malvinas até o sul da Argentina, incluindo o Chile. No inverno realiza movimentos migratórios ao norte, alcançando o centro do Chile, norte da Argentina e Uruguai, e no extremo sul do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de folhas, caules e sementes das espécies Poa annua e Poa pratensis. Pequenas bagas, sementes de gramíneas e algas verdes também são consumidos em determinadas épocas do ano.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em qualquer buraco ou depressão perto de lagoas, rios ou banhados, que considere apto para ser forrado com suas próprias penas do peito, formando um ninho muito aconchegante. A postura de 5 a 7 ovos, começa em novembro e vai até fevereiro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Ganso-de-magalhães {field 12}

Características:

Mede em geral entre 60 e 72 cm de comprimento e pesa entre 2470 e 3560 gramas. O macho tem a cabeça e pescoço superior brancos, bico e pernas pretos, parte anterior do dorso barrada de preto e branco, metade posterior do dorso cinza escuro, rabo preto, alguns com branco nas penas externas. Uma variante apresenta peito e partes inferiores totalmente barradas de preto e branco enquanto uma segunda variante tem estas partes totalmente brancas. A fêmea apresenta cabeça e pescoço superior variando de amarelo a vermelho amarronzados, peito e abdome pardo avermelhado, barrado de preto, dorso cinza pardacento e subcaudais pretas e brancas; bico preto e pernas amarelo amarronzado.

Possui duas subespécies:

  • Chloephaga picta picta (Gmelin, 1789) – ocorre no Sul do Chile e no Sul da Argentina; no inverno do hemisfério Sul, atinge o Norte do Chile e o Norte da Argentina;
  • Chloephaga picta leucoptera (Gmelin, 1789) – ocorre nas Ilhas Malvinas.
Ganso-de-magalhães {field 12}

Comentários:

Frequenta planícies e fundos de vale onde se alimenta de pastos curtos.

Ganso-de-magalhães {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Marreca-colhereira – (Spatula platalea)

A marreca-colhereira Spatula platalea é uma ave anseriforme da família Anatidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia, Chile, Uruguai e Argentina

Marreca-colhereira {field 12}
  • Nome popular: Marreca-colhereira
  • Nome inglês: Red Shoveler
  • Nome científico: Spatula platalea
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Encontrado também no Paraguai, Bolívia, Chile, Uruguai e Argentina
  • Alimentação: Alimenta-se nadando em água rasa, e mantendo o bico baixo, hábito semelhante ao do colhereiro, daí vem seu nome popular.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho no solo, revestido com vegetação, onde deposita de cinco a dez ovos com cor de creme. O período de incubação dura aproximadamente 25 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-colhereira {field 11}

Características:

Mede em média 53 cm de comprimento, e pesa entre 500 e 600 gramas. O bico é a principal característica da espécie, largo (6 cm), alto e de coloração negra. Apresenta cabeça e pescoço claros, com coloração castanho acanelada na parte superior das asas. O dorso, o peito e os flancos são densamente manchados de negro. A íris é branca no macho e escura na fêmea.

Marreca-colhereira {field 25}

Comentários:

Frequenta lagos, lagunas e estuários de água doce, bem como em estuários salobres e da costa marinha até os 3.500 m de altitude. Vive em casais ou em pequenos bandos.

Marreca-colhereira {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Marreca-caucau – (Nomonyx dominicus)

A marreca-caucau Nomonyx dominicus é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como marreca-de-bico-roxo, marreca-rã, marreca-tururu e marreca-pé-na-bunda.

Marreca-caucau {field 21}
  • Nome popular: Marreca-caucau
  • Nome inglês: Masked Duck
  • Nome científico: Nomonyx dominicus
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre em grande parte do Brasil e também desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, raízes e folhas de plantas aquáticas, além de insetos aquáticos e crustáceos..
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de um copo profundo, algumas vezes coberto por cima, como um cesto, próximo a vegetação perto da água, forrada com poucas penas embaixo. O tamanho da ninhada é de quatro a seis ovos, de cor branca pura, incubados por curtos períodos pelo macho, mas principalmente pela fêmea durante 23 a 24 dias. Reproduz-se de outubro a agosto, possuem portanto um longo período reprodutivo. O macho pouco auxilia no cuidado com os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 30 e 36 centímetros, seu peso varia entre 360 e 450 gramas para os machos e entre 275 e 445 gramas para as fêmeas. O macho adulto é principalmente marrom avermelhado, com uma coloração preta contrastante na cabeça. A nuca, garganta e peito são castanhos. O ventre, dorso e asas são castanhos e apresentam manchas pretas. A maxila tem uma coloração azul brilhante, tornando-se azul esverdeado mais pálido distalmente com uma faixa preta que se estende ao longo da superfície, terminando em uma ponta preta. A mandíbula é de cor azul cinzento, tornando-se mais rosada distalmente. As retrizes são pretas e as rêmiges são escuras. Os tarsos e pés palmados são cinza esverdeados no macho adulto. O macho adulto é principalmente marrom avermelhado, com uma coloração preta contrastante na cabeça. A nuca, garganta e peito são castanhos. O ventre, dorso e asas são castanhos e apresentam manchas pretas. A maxila tem uma coloração azul brilhante, tornando-se azul esverdeado mais pálido distalmente com uma faixa preta que se estende ao longo da superfície, terminando em uma ponta preta. A mandíbula é de cor azul cinzento, tornando-se mais rosada distalmente. As retrizes são pretas e as rêmiges são escuras. Os tarsos e pés palmados são cinza esverdeados no macho adulto

Marreca-caucau {field 21}

Comentários:

Frequenta lagoas com vegetação e pastos alagados. Vive aos pares ou em grupos de até 20 indivíduos. Normalmente esconde-se na vegetação densa, sendo difícil observá-lo.

Marreca-caucau {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Marrecão – (Netta peposaca)

O marrecão Netta peposaca é uma ave da família Anatidae. Conhecido também como marrecão-da-patagônia. Ocorre do sudeste do Brasil até a Argentina.

Marrecão {field 11}
  • Nome popular: Marrecão
  • Nome inglês: Rosy-billed Pochard
  • Nome científico: Netta peposaca
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil do centro-sul de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de plantas aquáticas, pequenos crustáceos e invertebrados aquáticos. Também se alimenta dos grãos de arroz que ficam no meio da resteva nas lavouras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul.
  • Reprodução: Constrói o ninho diretamente no chão feito com palha seca de juncos e gramíneas. Põe em média de 6 a 10 ovos. Reproduz-se no Rio Grande do Sul e nos países do Cone Sul.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marrecão {field 11}

Características:

Mede em média 55 cm de comprimento, sendo que os machos dessa espécie possuem uma plumagem negra com dorso finamente estriado de branco, abdome vermiculado de cinza e branco, bico vermelho com carúncula na base e pernas vermelhas. Já as fêmeas, por sua vez, possuem o dorso pardo, o abdome branco e o bico cinzento. Ambos os sexos exibem espelhos alares brancos quando estão em voo. Frequenta apenas água doce.

Marrecão {field 16}

Comentários:

Frequenta lagos e lagoas interioranas de águas abertas, mas com a vegetação aquática flutuante próxima às margens. É comum em banhados e arrozais. Forma grandes bandos nos períodos migracionais, quando a população do sul da Argentina migra para o norte durante o inverno, chegando ao Brasil.

Marrecão {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Marreca-parda – (Anas georgica)

A marreca-parda Anas georgica é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como marreca-tordilhona.

Marreca-parda {field 11}
  • Nome popular: Marreca-parda
  • Nome inglês: Yellow-billed Pintail
  • Nome científico: Anas georgica
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre desde a Terra do Fogo ao estado de São Paulo no Brasil e, pelos Andes, até a Colômbia
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, raízes, grãos, gramíneas, ciperáceas, algas (incluindo algas marinhas) e outras plantas aquáticas, bem como invertebrados aquáticos, tais como insetos, crustáceos, caracóis e outros moluscos.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão, na vegetação perto da água, e é uma plataforma rasa de hastes, forrado com grama embaixo. A fêmea coloca entre 4 a 10 ovos. Os ovos são de cor creme rosa pálido, medindo 56 x 40 mm de tamanho, com um peso de 42 g. A incubação dura cerca de 26 dias. No Cone Sul, o período de reprodução vai de outubro a dezembro, enquanto no norte, Peru, o período vai de agosto a março.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-parda {field 11}

Características:

Mede em média entre 41,5 e 55 centímetros de comprimento e pesa entre 460 e 655 gramas. Tem a cabeça com a coloração parda. A íris é castanho escura. O bico é amarelo com uma fina linha preta no cúlmen. A extremidade distal do bico também é preta. O pescoço é longo e apresenta na sua parte frontal uma área esbranquiçada. As penas coberteiras são escuras e cada pena apresenta bordas de coloração canela. As asas são castanho-acinzentadas. O espéculo é preto brilhante sem reflexos verdes com bordas esbranquiçadas. A cauda é pontuda. O peito, flancos e crisso são de coloração castanho claro com manchas escuras. Estas manchas são resultado de penas escuras com bordas de coloração canela. Pernas e pés palmados de coloração acinzentada.

Possui três subespécies:

  • Anas georgica georgica (Gmelin, 1789) – ocorre nas ilhas Geórgia do Sul.
  • Anas georgica spinicauda (Vieillot, 1816) – ocorre do sul da Colômbia até a Terra do Fogo e nas ilhas Malvinas.
  • Anas georgica niceforoi (Wetmore & Borrero, 1946) – ocorria no centro da Colômbia, foi descrita em 1946 e considerada extinta em 1956.
Marreca-parda {field 11}

Comentários:

Frequenta lagoas, banhados, varjões, áreas irrigadas e de rizicultura. Tem o costume de andar durante a maior parte ano aos pares ou em bandos pequenos.

Marreca-parda {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Marreca-pardinha – (Anas flavirostris)

A marreca-pardinha Anas flavirostris é uma ave da família Anatidae. Tem sua ocorrência entre os Estados do Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.

Marreca-pardinha {field 11}
  • Nome popular: Marreca-pardinha
  • Nome inglês: Yellow-billed Teal
  • Nome científico: Anas flavirostris
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: É uma espécie da região meridional da América do Sul. Entre a primavera e o verão, chegam ao Rio Grande do Sul e a Santa Catarina, e no inverno, alcançam o Paraná, o sudeste de São Paulo e o Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, raízes e vegetação aquática, eventualmente pode pastar em terra firme.
  • Reprodução: Constrói o ninho podendo ser uma simples depressão no solo, escondido na vegetação, em fendas ou árvores, relativamente longe da água. A marreca-pardinha tem um curioso costume. Faz seu ninho sobre o ninho das caturritas, nas pontas mais altas dos pés de eucaliptos, formando interessante contraste: o ninho das caturritas é muito grande e o da pardinha, muito pequeno.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-pardinha {field 11}

Características:

Mede em média entre 35 e 45 centímetros de comprimento e pesa entre 388 e 830 gramas de peso., possuindo o corpo pintalgado de marrom, dorso mais escuro, peito salpicado, vértice anegrado, cauda curta e bico azul acinzentado com base amarelada. A extremidade distal do bico também é preta. As penas coberteiras são escuras. As rêmiges primárias são enegrecidas com uma fina borda de coloração canela. As asas apresentam espelho alar negro com três faixas distintas. Uma das faixas é escura com reflexo verde metálico e é posicionada entre as outras duas faixas, uma acastanhada e o outra branca. O uropígio é acinzentado. A cauda marrom acinzentada é curta e pontuda. O peito é castanho claro com manchas mais escuras.

Existem 2 subespécies reconhecidas:

  • Anas flavirostris flavirostris (Vieillot, 1816): espécie nominal descrita nesta página. Presente do norte da Argentina até a Terra do Fogo, nas ilhas Malvinas e Geórgias do Sul, no Uruguai e no sul e sudeste do Brasil (Carboneras & Kirwan, 2016). No Brasil ocorre desde o estado do Rio Grande do Sul até o estado de São Paulo.
  • Anas flavirostris oxyptera (Meyen, 1834): Pouco maior (43 cm), bico mais longo e dorso mais pálido; escapulares mais avermelhadas com manchas pretas menores; manchas pretas do peito menos marcadas; flancos e ventre de cor branca ou cinza pálido. Habita regiões andinas e costeiras do Pacífico, desde o centro do Peru até o Norte da Argentina e Chile. Candidata à separação da espécie, processo incipiente.

(Clements checklist, 2014).

Marreca-pardinha {field 20}

Comentários:

Frequentam lagos grandes de águas abertas, estuários de rios e em lagoas interioranas. Costumam formar pequenos bandos para nadar ou descansar. Não apresentam sazonalidade ou rotas definidas de deslocamento e sim deslocam-se variavelmente ao longo do ano por sua área de distribuição, influenciadas provavelmente por mudanças climáticas e ofertas alimentares.

Marreca-pardinha {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pato-de-crista – (Sarkidiornis sylvicola)

O pato-de-crista Sarkidiornis sylvicola é uma ave da família Anatidae. Conhecido também como pato-cachamorro, pato-do-mato e putrião.

Pato-de-crista {field 11}
  • Nome popular: Pato-de-crista
  • Nome inglês: Comb Duck
  • Nome científico: Sarkidiornis sylvicola
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre da da América Central à Argentina. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de vegetação aquática, Mas para completar a dieta também come pequenos artrópodes aquáticos e moluscos.
  • Reprodução: A época de reprodução varia de acordo com a distribuição geográfica, mas tende a coincidir com a época das chuvas. Os ninhos são construídos em cavidades de árvores localizadas perto da água e forrados com penugem. Cada postura contém em média 6 a 8 ovos. Em anos de abundância foram registadas posturas excepcionais de 20 ovos. A incubação e cuidados parentais são da responsabilidade exclusiva da fêmea. A incubação leva entre 28 a 30 dias. Os juvenis permanecem no ninho por 9 a 10 semanas, após o que saltam do ninho directamente para a água.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pato-de-crista {field 11}

Características:

Mede em média entre 70–80 cm de comprimento, sendo as fêmeas pelo menos 10 cm menores que os machos. A espécie tem dimorfismo sexual significativo. O macho tem plumagem branca na barriga, peito e pescoço, com o dorso e asas pretos com reflexos iridiscentes de cor roxa; na época de reprodução, a cabeça e a zona inferior da cauda (normalmente brancos) adquirem tom amarelo. A característica mais distintiva dos machos é a presença de uma crista achatada lateralmente na zona superior do bico, que dá o nome à espécie. A fêmea não tem esta crista e apresenta plumagem menos colorida, sem as iridescências roxas nas asas.

Pato-de-crista {field 12}

Comentários:

É uma espécie de hábitos gregários, que pode ser encontrada em grandes bandos, por vezes separados entre sexos. Durante a época de reprodução, os patos-de-crista juntam-se em grupos menores de 3 a 4 casais. Embora sejam essencialmente monogâmicos, por vezes há formação de pequenos haréns, com 2 a 3 fêmeas por macho.

Pato-de-crista {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências

Capororoca – (Coscoroba coscoroba)

O capororoca Coscoroba coscoroba é uma ave da família Anatidae. Ocorre do Sudeste do Brasil até á Patagônia.

Capororoca {field 11}
  • Nome popular: Capororoca
  • Nome inglês: Coscoroba Swan
  • Nome científico: Coscoroba coscoroba
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anserinae
  • Habitat: Ocorre na América do Sul, da Patagônia (Argentina) e Chile ao Paraguai e Brasil; no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (no inverno chegam até a região Centro-Oeste e Sudeste.
  • Alimentação: Espécie onívora, alimenta-se de vegetais, insetos e pequenos animais. Para caçar, enfia metade do corpo dentro da água nas margens rasas de lagos e rios.
  • Reprodução: Constrói um ninho grande, feito individualmente ou em colônias, feito no solo sobre a vegetação alta (com capim e o centro coberto com plumas), sempre próximo à água. A fêmea põe de 4 a 6 ovos, excepcionalmente podendo colocar até nove, e o período de incubação é de 35 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Capororoca {field 11}

Características:

Mede em média de 90 cm a 115 cm (os machos) e de 63 a 68 cm (as fêmeas), os machos pesam 4,6 kg e as fêmeas 3,8 kg; a envergadura das asas é de 2 metros. Possui uma plumagem branca com a ponta das asas negras; o bico e os pés são vermelhos.

Capororoca {field 11}

Comentários:

Frequenta lagos e pântanos e banhados próximos ao mar, com pouca profundidade e sem muita correnteza, com vegetação alta que ofereça segurança. Possui preferência por lagos de água doce, mas também vivem em água salobra. Em território nacional, podem ser vistos nas praias salgadas.

Capororoca {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências

Cisne-de-pescoço-preto – (Cygnus melancoryphus)

O cisne-de-pescoço-preto Cygnus melancoryphus é uma ave da família Anatidae. Ocorre no sul da América do Sul desde o Rio Grande do Sul até ás Ilhas Malvinas.

Cisne-de-pescoço-preto {field 11}
  • Nome popular: Cisne-de-pescoço-preto
  • Nome inglês: Black-necked Swan
  • Nome científico: Cygnus melancoryphus
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anserinae
  • Habitat: Ocorre no sul do Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Argentina, Terra do Fogo e Ilhas Malvinas.
  • Alimentação: Espécie onívora, alimenta-se basicamente de plantas aquáticas, sementes, vegetais, pequenos insetos e moluscos.
  • Reprodução: A temporada de reprodução começa em julho e estende-se até novembro. Os ninhos são normalmente construídos próximos à água, em vegetação grossa. Utilizam muitos paus e palhas para cobrirem os ovos. A fêmea põe entre três e seis ovos, que eclodem após 36 dias de incubação. A fêmea choca os ovos enquanto o macho preocupa-se em proteger o território. Os cisnes-de-pescoço-preto são muito bons pais. Por vezes é possível avistar os filhotes passeando montados nas costas dos pais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cisne-de-pescoço-preto {field 11}

Características:

Apresenta a plumagem totalmente branca, com o pescoço e a cabeça negros. Vive em bandos e nidifica dentro das lagoas, longe das margens. Ao nascer, os filhotes apresentam penugem branco-acinzentada. Vive aproximadamente 25 anos.

Cisne-de-pescoço-preto {field 12}

Comentários:

Frequenta lagos, lagunas e pântanos. É uma ave gregária e de hábitos sedentários. Vive perto de lagoas e, particularmente, próximo ao mar, alimentando-se de plantas aquáticas. É excessivamente arisco e, quando pressente o perigo, levanta voo com grande alarido. Desajeitado no andar, precisa correr alguma distância para levantar voo. Produz com as asas um ruído especial que, mesmo nos voos em bando, se mantém cadenciado, pois todos os elementos do grupo batem as asas ao mesmo tempo.

Cisne-de-pescoço-preto {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Marreca-caneleira – (Dendrocygna bicolor)

A marreca-caneleira Dendrocygna bicolor é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como marreca picaça, marreca-peba, tapuia e xenxém.

Marreca-caneleira {field 11}
  • Nome popular: Marreca-caneleira
  • Nome inglês: Fulvous Whistling-Duck
  • Nome científico: Dendrocygna bicolor
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Dendrocygninae
  • Habitat: A espécie tem um alcance muito grande que se estende por quatro continentes. Reproduz-se nas terras baixas da América do Sul, do norte da Argentina à Colômbia e, em seguida, ao sul dos Estados Unidos. É encontrada em uma ampla faixa na África Subsaariana e no leste do continente até a África do Sul e Madagascar. Também no subcontinente indiano na Ásia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gramíneas que pasta nas margens dos lagos ou até mesmo sob a água quando estas estão submersas. Também come plantas aquáticas, insetos aquáticos, pequenos peixes, girinos e crustáceos.
  • Reprodução: Constroem os ninhos tanto em ocos de árvores quanto sobre a vegetação paludícola. A fêmea bota de 8 a 14 ovos que são chocados pelo casal durante aproximadamente um mês. Os filhotes começam a voar a partir de 55 dias de vida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-caneleira {field 11}

Características:

Mede cerca de 48 cm de comprimento. Como o próprio nome diz, cor que mais se destaca é o marrom acanelado. As asas possuem estrias escuras. Os bicos e as pernas tem coloração cinza azulada. Em voo, as asas são marrons acima e pretas abaixo, sem marcas brancas, e um crescente branco na garupa contrasta com a cauda preta.

Marreca-caneleira {field 16}

Comentários:

A espécie é geralmente encontrada em pequenos grupos, mas bandos substanciais podem se formar em locais favorecidos. Caminha bem e normalmente se alimenta em pé, embora possa mergulhar se necessário. Não costuma pousar nas árvores, ao contrário de outras espécies semelhantes. Voa em baixas altitudes com batidas de asas lentas. Alimenta-se durante o dia e à noite em bandos bastante grandes, muitas vezes com outras espécies, mas descansa ou dorme em grupos menores a meio do dia. São barulhentos e exibem sua agressividade para com outras jogando a cabeça para trás. Quando assustados costumam balançar a cabeça para o lado antes de levantar voo.

Marreca-caneleira {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.5.

Referências

Marreca-de-coleira – (Callonetta leucophrys)

A marreca-de-coleira Callonetta leucophrys é uma ave da família Anatidae. Ocorre na Argentina, Uruguai, Paraguai, Brasil e Bolívia.

Marreca-de-coleira {field 11}
  • Nome popular: Marreca-de-coleira
  • Nome inglês: Ringed Teal
  • Nome científico: Callonetta leucophrys
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre no Rio Grande do Sul durante o verão, migrando no inverno para São Paulo, Minas Gerais, no sul do Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Encontrado também na Argentina, Uruguai, Paraguai, e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas, crustáceos, gramíneas e plantas herbáceo-aquáticas e também grãos de arroz que ficam na resteva da plantação.
  • Reprodução: Constrói o ninho em ocos de árvores que ficam perto de lagos e açudes onde coloca os ovos. Os patinhos ao nascerem pulam um a um do alto do ninho. Os filhotes são cuidados pelos pais que permanecem em áreas com abundância de água, onde usam sua habilidade de se alimentar filtrando a água com seu bico de bordas serrilhadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-de-coleira {field 11}

Características:

Mede em média 36 cm de comprimento. Tem o bico cinza-azulado escuro, as pernas róseas. O macho tem a face e a garganta pardas, orladas por uma faixa escura da coroa à nuca; dorso castanho ferrugíneo, peito rosado com pintas pretas, flancos com fina vermiculação cinza e branca, crisso com laterais brancas. Fêmea com complexo padrão marrom e branco na face; marrom por cima, peito e flancos com barrado irregular marrom e pardo. Em voo, ambos os sexos tem asa escura, com espelho verde irisdecente e uma mancha oval branca no centro da asa.

Marreca-de-coleira {field 11}

Comentários:

Frequenta banhados, matas alagadas e lagos. Anda geralmenta aos pares, no máximo em grupos de 6 a 8 aves. Às vezes empoleira em árvores.

Marreca-de-coleira {field 11}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-de-coleira Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Callonetta_leucophrys Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Marreca-toicinho – (Anas bahamensis)

A marreca-toicinho Anas bahamensis é uma ave da família Anatidae. Ocorre das Antilhas ao Chile, Argentina e boa parte do Brasil.

Marreca-toicinho {field 20}
  • Nome popular: Marreca-toicinho
  • Nome inglês: White-cheeked Pintail
  • Nome científico: Anas bahamensis
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre das Antilhas ao Chile e Argentina, no Brasil ocorre em boa parte do Nordeste, Sudeste e Sul, onde a maioria dos registros tem ocorrido. Poucos registros para o Centro-Oeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas sementes e folhas, apanha vermes, larvas de insetos e pequenos crustáceos, tem predileção por larvas de cracas (crustáceo Balanus). Tem tendência vegetariana.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão em moitas de capinzais bem fechados próximo da água, põe em média 10 ovos esbranquiçados por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-toicinho {field 20}

Características:

Tem os lados da cabeça brancos, assim como a garganta, pela cor canela da cauda pontiaguda e da borda posterior da asa (tanto no macho como na fêmea) e pelo bico azul e base vermelha. Fêmea semelhante ao macho, sendo mais franzina e com a mancha vermelha do bico e o branco das bochechas menos berrantes.

Possui três subespécies:

  • Anas bahamensis bahamensis (Linnaeus, 1758) – ocorre no Caribe e na costa nordeste da América do Sul, da Colômbia até o Nordeste do Brasil;
  • Anas bahamensis rubrirostris (Vieillot, 1816) – ocorre da costa do Oceano Pacifico da América do Sul no Equador até a região central e sul do Chile; do leste da Bolívia até a região central e leste do Brasil; sul e nordeste da Argentina e Uruguai;
  • Anas bahamensis galapagensis (Ridgway, 1890) – ocorre no arquipélago de Galápagos.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Marreca-toicinho {field 20}

Comentários:

Frequenta manguezais, campos de arroz irrigados, pequenos lagos e lagoas salinas ou salobras. Os pântanos são os locais de preferência da espécie, mas, com um pouco de sorte, é possível encontrar casais da marreca-tocinho em zonas mais secas. Vive de forma solitária ou em grupos, mas na fase de reprodução se mantém em casal, como uma maneira de se proteger e proteger os ovos.

Marreca-toicinho {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-toicinho Acesso em 28 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marreca-toicinho Acesso em 13 de Agosto de 2010.

Marreca-cricri – (Spatula versicolor)

A marreca-cricri Spatula versicolor é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como pato-argentino e quiri-quiri.

Marreca-cricri {field 11}
  • Nome popular: Marreca-cricri
  • Nome inglês: Silver Teal
  • Nome científico: Spatula versicolor
  • Família: Anatidae
  • Sub-família: Anatinae
  • Habitat: Ocorre nos países do sul da América do Sul. No Brasil, é residente e se reproduz nos estados do sul. Faz movimentos migratórios durante o inverno, chegando até o Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos, plantas d’água, pequenos moluscos de água doce e larvas. Ingere também pequenas pedras que facilitam a digestão pela moagem dos alimentos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em lugares secos, com palhas, mais próximo à água, e o número de ovos a serem postos varia em torno de 10, e os filhotes nascem por volta de 25 dias. Reproduz-se nos estados do sul do Brasil. A reprodução é registrada em uma pequena população na cidade de Curitiba desde 2003.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Marreca-cricri {field 11}

Características:

Mede em média 40 centímetros de comprimento. Tem a plumagem castanha, carijó, com capuz negro, flancos estriados de alvinegro e bico azul com base amarela.

Possui duas subespécies:

  • Anas versicolor versicolor (Vieillot, 1816) – ocorre do sul da Bolívia, Paraguai e sul do Brasil até a Terra do Fogo;
  • Anas versicolor fretensis (King, 1831) – ocorre no sul do Chile, sul da Argentina e nas Ilhas Malvinas.
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Comentários:

Frequenta os entornos de lagos e lagoas, pântanos e banhados, de pouca profundidade, pois passa grande parte do tempo na água.

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Referências & Bibliografia: