Caneleiro-verde – (Pachyramphus viridis)

O caneleiro-verde Pachyramphus viridis é uma ave da família Tityridae. Ocorre na Venezuela, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.
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  • Nome popular: Caneleiro-verde
  • Nome inglês: Green-backed Becard
  • Nome científico: Pachyramphus viridis
  • Família: Tityridae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina, no Brasil podemos encontrá-los na parte central e litorânea desde o Maranhão até ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros pequenos invertebrados. Ocasionalmente come pequenos frutos.
  • Reprodução: Constrói ninho esférico grande com a entrada voltada para a lateral. O macho participa assiduamente na construção, carregando junto a fêmea gravetos, folhas largas e gramíneas para o acabamento interno do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 14 centímetros de comprimento. O macho apresenta o alto da cabeça preto, o qual é oliváceo na fêmea.

Possui duas subespécies reconhecidas pelo CBRO:
  • Pachyramphus viridis viridis (Vieillot, 1816) – ocorre do leste da Bolívia até o norte da Argentina, leste do Uruguai, Paraguai e Brasil, do Ceará até o Rio Grande do Norte, até o Tocantins e até o Rio Grande do Sul.
  • Pachyramphus viridis griseigularis (Salvin & Godman, 1883) – ocorre no sudeste da Venezuela, Guiana, no monte Roraima e no norte do Brasil, em ambas as margens do rio Amazonas, da região do baixo rio Tapajós até a Ilha de Marajó. Esta subespécie difere da subespécie nominal por não apresentar a faixa peitoral amarela, pelo ventre mais pálido e pela cauda aparentemente mais curta. Alguns autores consideram esta subespécie como uma espécie plena

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); IOC World Bird List 2018; del Hoyo, J.; et al., (2016).

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Comentários:

Habita campos e clareiras com árvores esparsas, florestas de galeria, bordas de florestas e capoeiras. Vive aos pares, procurando insetos ativamente na folhagem a alturas variáveis.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/caneleiro-verde Acesso em 18 Março de 2014.
  • eBird – disponível em: https://ebird.org/species/gnbbec1?siteLanguage=pt_BR Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Pia-cobra – (Geothlypis aequinoctialis)

O pia-cobra Geothlypis aequinoctialis é uma ave da família Parulidae. Também conhecido popularmente como canário-sapé, vira-folhas, caga-sebo, curió-do-brejo e pia-cobra-do-sul.
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  • Nome popular: Pia-cobra
  • Nome inglês: Masked Yellowthroat
  • Nome científico: Geothlypis aequinoctialis
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em duas regiões separadas: 1) tanto ao norte do rio Amazonas, do rio Negro para leste até o Amapá, quanto ao sul, do baixo rio Madeira para leste até o Maranhão; 2) do sul do Piauí e Bahia para oeste até o Mato Grosso e em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também da Costa Rica e Panamá à quase totalidade dos países da América do Sul, com exceção do Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, principalmente lagartas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tigela funda, aberta, confeccionado com folhas de junco externamente e raízes finas na parte interna. Põe em média 3 ovos brancos com poucas manchas violetas e muitos pontos vermelho-escuros reunidos em coroa num dos polos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho possui o alto da cabeça cinza com uma máscara preta na região dos olhos, a fêmea tem as cores mais discretas e não possui a máscara preta. Mede em torno de 13 cm de comprimento e pesa em média 12 gramas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Geothlypis aequinoctialis aequinoctialis (J. F. Gmelin, 1789) : Nordeste da Colômbia, Venezuela, Guianas, Suriname, norte do Brasil e Trinidad;
  • Geothlypis aequinoctialis chiriquensis (Salvin, 1872) : Costa Rica e região adjacente do sudoeste do Panamá;
  • Geothlypis aequinoctialis auricularis (Salvin, 1883) : Oeste do Equador (Pacífico) e oeste do Peru (sul de Ica);
  • Geothlypis aequinoctialis peruviana (Taczanowski, 1884) : Norte do Peru (Marañon Vale superior de Cajamarca e La Libertad);
  • Geothlypis aequinoctialis velata (Vieillot, 1809) : Sudeste do Peru, Bolívia, centro-sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina
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Comentários:

Habita em brejos com arbustos, buritizais, restingas e matas de galeria. Esconde-se em moitas de vegetação, sendo observado apenas quando voa.

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Referências bibliográficas:

Bico-de-veludo – (Schistochlamys ruficapillus)

O bico-de-veludo Schistochlamys ruficapillus é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina
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  • Nome popular: Bico-de-veludo
  • Nome inglês: Cinnamon Tanager
  • Nome científico: Schistochlamys ruficapillus
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Ocorre corre nos estados do Maranhão, Pará, Bahia, Pernambuco, Tocantins e Piauí. Na Região Centro-Oeste, nos estados de Mato Grosso e Goiás. No Sudeste ocorre em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na Região Sul, somente no Paraná. Varia de localmente comum a incomum nas diversas regiões onde habita. Existem populações isoladas no Paraguai e na Argentina.
  • Alimentação: Granívoro. Alimenta-se também de frutos e pequenos insetos. Aprecia muito os frutos do tapiá – (Alchornea glandulosa).
  • Reprodução: Ocorrem 2 ou 3 posturas por temporada. Põe 2 ou 3 ovos. O período de incubação leva cerca de 13 dias. Os filhotes ficam independentes entre 35 e 40 dias.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 18 centímetros de comprimento e pesa 38 gramas. A plumagem do dorso é azul-acinzentada, tem uma máscara negra na face. Na parte inferior, garganta, peito e barriga são acanelados. O baixo-ventre é branco-acinzentado. Possui um canto melodioso, repetido incessantemente, que pode variar de região para região, sendo ora mais “limpo” ora mais “embolado”.

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Comentários:

Frequenta cerrados, caatingas, campos de altitude, campos sujos, jardins e acima da linha de florestas. Vive solitário ou aos pares, pousado em arbustos baixos, com frequência em áreas bastante abertas. Junta-se a bandos mistos eventualmente. Pousa no topo de pequenas árvores para cantar e olhar.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-de-veludo Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bico-de-veludo Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Tesoura-do-brejo – (Gubernetes yetapa)

A tesoura-do-brejo Gubernetes yetapa é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. Encontrado também na Argentina, Bolivia e Paraguai.
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  • Nome popular: Tesoura-do-brejo
  • Nome inglês: Streamer-tailed Tyrant
  • Nome científico: Gubernetes yetapa
  • Família: Tyrannidae
  • Habitat: Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. Encontrado também na Argentina, Bolivia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos capturados em voo, também come pequenos besouros e larvas. Caça sobrevoando o banhado a baixa altura.
  • Reprodução: Constrói ninho com gravetos em arbustos a média altura, tem em média 3 filhote por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 42 centímetros, incluindo a cauda longa e bifurcada. Apresenta ainda o lado superior cinzento, asa e cauda negra, asa com grande espelho ferrugíneo; garganta branca e contornada de uma faixa castanha; a fêmea é de cauda mais curta e mede cerca de 35 centímetros de comprimento. Existe um canto de madrugada. O macho abana ritmicamente a cauda, levanta as asas exibindo a faixa avermelhada clara, em frente à fêmea.

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Comentários:

Frequenta locais alagados, ou bem próximo deles, geralmente encontrada solitária ou em casais. Passa a maior parte do tempo empoleirada em taboas, pequenas árvores, mourões de cerca ou postes de iluminação.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tesoura-do-brejo Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Streamer-tailed_tyrant Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Bico-reto-de-banda-branca – (Heliomaster squamosus)

O bico-reto-de-banda-branca (Heliomaster squamosus) é um beija-flor da família Trochilidae. Espécie endêmica do Brasil, encontrado nas regiões Centro Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do Paraná.
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  • Nome popular: Bico-reto-de-banda-branca
  • Nome inglês: Stripe-breasted Starthroat
  • Nome científico: Heliomaster squamosus
  • Família: Trochilidae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Centro Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do Paraná. Endêmico do Brasi
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente do néctar das flores. Frequenta bebedouros açucarados.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, feito com painas e musgos e revestido com teia de aranhas e líquens, apoiada num galho ou forquilha de árvore. Os ovos medem 15 por 9 milímetros.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 13 cm, a fêmea difere do macho principalmente por apresentar a garganta e o peito escamados, isto é, apenas com a parte central verde e o restante cinza-claro. Ao contrário da maioria das outras espécies, (Heliomaster squamosus) e (Heliomaster furcifer) apresentam 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquirem uma plumagem de descanso. O macho adulto perde a plumagem vermelho-violeta iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie.

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Comentários:

Frequenta florestas, campos e cerrados.

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Referências & Bibliografia:

Cisqueiro-do-rio – (Clibanornis rectirostris)

O cisqueiro-do-rio ( Clibanornis rectirostris) é uma ave da família Furnariidae. Espécie endêmica do cerrado Brasileiro, Também conhecido como fura-barreira.
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  • Nome popular: Cisqueiro-do-rio
  • Nome inglês: Chestnut-capped Foliage-gleaner
  • Nome científico: Clibanornis rectirostris
  • Família: Furnariidae
  • Habitat:Ocorre no Sudeste e Centro Oeste do Brasil principalmente em áreas de cerrado.
  • Alimentação: Busca alimento preferencialmente no solo, revirando folhas secas a procura de insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Os machos e fêmeas participam de todas as etapas:construção do ninho, incubação dos ovos, alimentação dos ninhegos e da prole durante a permanência dos filhotes no território. Constrói o ninho em barrancos na margem de rios, escavam um túnel reto, levemente ascendente, finalizado em câmara onde constroem uma tigela rasa com gravetos finos. A reprodução inicia no fim da estação seca e as enchentes dos rios podem destruir os ninhos. Põe de 2 a 3 ovos, incubam por 17 dias e alimentam os ninhegos durante 21 a 25 dias. Após deixarem o ninho, os jovens permanecem no território dos pais por aproximadamente 90 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 21 cm plumagem relativamente uniforme, com tom ferrugíneo, e íris amarelada. Não há dimorfismos aparente entre sexos, entretanto machos apresentam asa e cauda maiores que fêmeas. Jovens apresentam face castanha, penas da fronte e píleo amplamente marginadas de negro, mento, garganta, bigode, pescoço e peito castanhos com a borda das penas negras, dorso marrom escuro, asas e cauda ruivas como o adulto, íris marrom escuro, bico, tarso e dedos negro-acinzentados. A plumagem adulta é adquirida em menos de um ano, na estação reprodutiva seguinte.

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Comentários:

Frequenta as matas ciliares do Cerrado, forrageando em folhas secas no solo e a pouca distância do rio. O casal vive em território estabelecido com área de aproximadamente 2,9 ± 1,4 hectares e 405,0 ± 99,6 metros de rio, conforme estudo conduzido com seis casais na Serra do Cipó (MG). Apresenta comportamento de defesa de território com vocalização intensa durante o ano todo.

Cisqueiro-do-rio {field 8}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cisqueiro-do-rio Acesso em 18 Março de 2012.
  • Taxéus – disponível em: https://www.taxeus.com.br/especie/clibanornis-rectirostris Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Saí-canário – (Thlypopsis sordida)

O saí-canário Thlypopsis sordida é uma ave da família Thraupidae Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Saí-canário
  • Nome inglês: Orange-headed Tanager
  • Nome científico: Thlypopsis sordida
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos, sementes e insetos capturados na folhagem.
  • Reprodução: Constrói o ninho a 5 metros do solo, feito de fibras vegetais como a paina, teias de aranha e gravetos finos. A fêmea é responsável pela maior parte da construção, mas o macho colabora carregando o material necessário para a confecção do ninho. Nele são postos 2 ou 3 ovos, azul esbranquiçados com manchas pardas, que são incubados pela fêmea. Quando nascem os filhotes, são alimentados pelo casal
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 14 cm. As características que tornam fácil a identificação desta ave são a cabeça amarelo-alaranjada e o corpo cinza-esverdeado. Estes tons variam conforme a subespécie, tornando-se mais ou menos amarelados ou acinzentados conforme a região. A fêmea difere do macho por não apresentar o colorido ferrugíneo da cabeça e, sim, verde.

Possui três subespécies:

  • Thlypopsis sordida sordida (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do leste e sul do Brasil até o leste da Bolívia, no Paraguai e no norte da Argentina;
  • Thlypopsis sordida chrysopis (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – ocorre do extremo sul da Colômbia até o leste do Equador, leste do Peru e oeste do Brasil;
  • Thlypopsis sordida orinocensis (Friedmann, 1942) – ocorre na região tropical central e sul da Venezuela, no sul de Anzoátegui e norte de Bolívar.
Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta formações florestais secundárias e até mesmo em cidades bem arborizadas. Ocupa os estratos mais altos e médios da floresta, raramente indo ao chão. Locomove-se de forma típica, subindo pela ramaria em zigue-zague.

Saí-canário Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sai-canario Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%AD-can%C3%A1rio Acesso em 14 de Outubro de 2015

Caboclinho – (Sporophila bouvreuil)

O caboclinho Sporophila bouvreuil é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como caboclinho-verdadeiro. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai e Suriname.

Caboclinho Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Caboclinho
  • Nome inglês: Copper Seedeater
  • Nome científico: Sporophila bouvreuil
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Paraguai e Suriname. No Brasil podemos encontrá-los do estuário do Rio Amazonas (Amapá, Pará) e Maranhão até o Rio Grande do Sul, incluindo as regiões Nordeste e Sudeste, estendendo-se para oeste até Goiás e Mato Grosso.
  • Alimentação: Granívoro, alimenta-se basicamente de sementes principalmente de sementes de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com fibras e gramíneas, em arbustos a pouca altura. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 10cm de comprimento. O macho tem a cor geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.

Tem 2 subespécies reconhecidas

  • Sporophila bouvreuil bouvreuil: apresenta variação na plumagem na cor predominante bege escuro “tijolinho”. Nome comum: caboclinho ou caboclinho-fradinho. Ocorre desde a desembocadura do rio Amazonas no Pará, por toda a região Nordeste, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, até o nordeste do estado de São Paulo.
  • Sporophila bouvreuil saturata: os machos são mais escuros (“saturados”) que a forma nominal. Distribuição: arredores da cidade de São Paulo.
Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Encontrado frequentemente em campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, às vezes grandes, frequentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu – Volatina jacarina.

Caboclinho Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/caboclinho Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclinho-frade Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Pato-do-mato – (Cairina moschata)

O pato-do-mato Cairina moschata é uma ave da família Anatidae. Ocorre em quase toda a América Central e do Sul, desde o México até á Argentina

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Pato-do-mato
  • Nome inglês: Muscovy Duck
  • Nome científico: Cairina moschata
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Anatinae
  • Habitat:, Nas Américas, são encontrados desde o México até a Argentina, presentes em todo o território brasileiro.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanham pequenos invertebrados nessas filtragens.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores, às vezes palmeiras mortas cujo interior está oco. Geralmente são localizados próximo à água ou na margem das matas próximas. O filhote sai do ninho logo depois do nascimento, sendo chamado pela pata, do lado de fora. A ninhada segue-a, caminhando para a água mais próxima. O período reprodutivo vai de outubro a março.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Características:

O macho é quase o dobro do tamanho das fêmeas. Apresentam um comprimento de aproximadamente 85 centímetros, uma envergadura de 120 centímetros, um peso no macho de 2,2 quilos, sendo que a fêmea pesa aproximadamente a metade. Ao contrário dos exemplares domésticos, as aves selvagens têm o corpo todo negro, com uma área branca nas asas. Esse branco é invisível quando pousado, mas ao voar, fica nítido e é bastante extenso, aumentando com a idade, sendo uma pequena bola nas aves juvenis. Além do tamanho, os machos possuem outra característica exclusiva: a pele nua vermelha ao redor dos olhos, bem como uma carúncula da mesma cor acima da base do bico.

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Vivem em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousam sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir. Fazem voos são matinais, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dormem empoleirados nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessitam de um acesso livre de vegetação. Possuem unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirarem-se ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas.

Pato-do-mato Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pato-do-mato Acesso em 18 Março de 2017.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cairina_moschata Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Beija-flor-de-garganta-verde – (Chionomesa fimbriata)

O Beija-flor-de-garganta-verde Chionomesa fimbriata é uma ave da família Trochilidae. Ocorre desde a América Central até ao Sul do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-de-garganta-verde
  • Nome inglês: Glittering-throated Emerald
  • Nome científico: Chionomesa fimbriata
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Venezuela e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar das flores. Para isso, precisa ficar parado em pleno voo, esta prática o faz gastar muita energia e o obriga a se alimentar cerca de 15 vezes por hora.
  • Reprodução: É a fêmeas quem monta o ninho, choca os ovos e cuida dos filhotes. São dois ovos por ninhada e os filhotes tornam-se independentes depois de quatro semanas (em média).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Características:

Tem um verde claro dominante, com tons brilhantes sob luz adequada. Olhos escuros e, atrás do olho, destaca-se um ponto branco, mesmo tom da barriga e do desenho afunilado do peito, terminando na garganta de aspecto escamado, delimitado pelo verde dominante do pescoço e peito. Asas escuras e cauda arredondada com as penas centrais na cor verde-bronzeada, as demais penas da cauda são progressivamente escuras. Bico longo e reto, com a maxila escura e a mandíbula na cor rosada com a ponta escura. Os adultos possuem pernas e pés escuros. O centro do peito, abdome inferior e crisso são brancos, enquanto que os flancos são da cor verde com brilho bronzeado. Macho e fêmea são muito semelhantes. As fêmeas adultas têm barras brancas na garganta. A plumagem da fêmea é ligeiramente mais opaca que a do macho.

Tem sete subespécies reconhecidas com pequenas variações na plumagem:

  • Amazilia fimbriata fimbriata (J.F. Gmelin, 1788) – Ocorre no nordeste da Venezuela da bacia do Orinoco para as Guianas e norte do Brasil, norte da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata elegantissima (Todd, 1942) – Ocorre no extremo nordeste da Colômbia e norte e noroeste da Venezuela.
  • .Amazilia fimbriata apicalis (Gould, 1861) – Ocorre na Colômbia ao leste dos Andes.
  • Amazilia fimbriata fluviatilis (Gould, 1861) – Ocorre no sudeste da Colômbia e leste do Equador.
  • Amazilia fimbriata laeta (Hartert, 1900) – Ocorre no nordeste do Peru.
  • Amazilia fimbriata nigricauda (Elliot, 1878) – Ocorre no leste da Bolívia e Brasil central e sul da Amazônia.
  • Amazilia fimbriata tephrocephala (Vieillot, 1818) – Ocorre na costa sudeste do Brasil do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Esta subespécie é ligeiramente maior que as outras subespécies.
beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Ocorre em ambientes abertos e bordas de matas. Visita as flores de arbustos, trepadeiras e árvores isoladas ou na borda da mata. Adapta-se a ambientes urbanos e é um dos maiores frequentadores de garrafinhas de água com açúcar ou flores nas grandes cidades do centro do Brasil.

beija-flor-de-garganta-verde Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-de-garganta-verde Acesso em 08 Setembro de 2010.

Borralhara-assobiadora – (Mackenziaena leachii)

A borralhara-assobiadora Mackenziaena leachii é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorre no Brasil e também no Paraguai, Argentina e Uruguai.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Borralhara-assobiadora
  • Nome inglês: Large-tailed Antshrike
  • Nome científico: Mackenziaena leachii
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões sul e sudeste do Brasil. Encontrada também no Paraguai, Argentina e Uruguai, nas áreas fronteiriças com o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos vertebrados como anuros, lagartos, cobras, grandes artrópodes e caracóis terrestres.
  • Reprodução:
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 22cm de comprimento, sendo uma espécie grande da família. Os machos são pretos com pintas brancas e com a cauda preta, enquanto as fêmeas, são pretas com pintas e barras canela em todo o corpo. Tanto o macho como a fêmea apresentam íris avermelhada.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas úmidas até 1650m de altitude, em matas secundárias, bambuzais e até sub-bosques sujos de eucaliptais. Normalmente visto aos pares, em sub-bosque denso de florestas úmidas.

Borralhara-assobiadora Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Borralhara-assobiadora Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/borralhara-assobiadora Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Choca-de-chapéu-vermelho – (Thamnophilus ruficapillus)

A choca-de-chapéu-vermelho Thamnophilus ruficapillus é uma ave da família Thamnophilidae. Ocorrem no Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Choca-de-chapéu-vermelho
  • Nome inglês: Rufous-capped Antshrike
  • Nome científico: Thamnophilus ruficapillus
  • Família: Thamnophilidae
  • Subfamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nas regiões sul e sudeste, mais especificamente nas montanhas e serras altas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Encontrados também no Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.
  • Alimentação: Alimentação basicamente de frutos e insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em o formato de um cestinho aberto, confeccionado com fibras, hastes e musgo, e fica geralmente numa forquilha horizontal. Os pais se revezam tanto na construção do ninho quanto nos cuidados com a prole. O ciclo reprodutivo geralmente está vinculado às correições, já que a atividade das formigas corresponde a uma maior fartura de alimentos a esses pássaros e seus filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 21 e 24 gramas. Para a identificação, o píleo do macho é rufo. O peito da fêmea é levemente barrado nos lados.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Thamnophilus ruficapillus ruficapillus (Vieillot, 1816) – ocorre do leste do Paraguai, noroeste da Argentina, e no Uruguai até o sudeste do Brasil;
  • Thamnophilus ruficapillus jaczewskii (Domaniewski, 1925) – ocorre no norte do Peru;
  • Thamnophilus ruficapillus marcapatae (Hellmayr, 1912) – ocorre no sul do Peru, nas regiões de Cuzco e Puno;
  • Thamnophilus ruficapillus subfasciatus (P. L. Sclater & Salvin, 1876) – ocorre no noroeste da Bolívia, da região de La Paz até o oeste de Cochabamba;
  • Thamnophilus ruficapillus cochabambae (Chapman, 1921) – ocorre no leste e sul da Bolívia e no noroeste da Argentina.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta matas secundárias ralas, capoeiras em regeneração, campos de altitude e áreas semiabertas, adaptando-se bem em áreas de influência antrópica.

Choca-de-chapéu-vermelho Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Beija-flor-roxo – (Chlorestes cyanus)

O beija-flor-roxo Chlorestes cyanus é uma ave da família Trochilidae. Ocorre nas Guianas, Venezuela, Bolívia e no Brasil.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Beija-flor-roxo
  • Nome inglês: White-chinned Sapphire
  • Nome científico: Chlorestes cyanus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Trochilinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, com exceção da Região Sul. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também come pequenos insetos e larvas.
  • Reprodução: Constrói o ninho sobre um colmo de capim, numa raiz fina, ou até num arame pendente. Geralmente são postos 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 9 cm de comprimento e pesa em torno de 3,5 gramas. O macho é verde-escuro com a cabeça, garganta e peito de coloração azul-arroxeada. O mento é esbranquiçado. A fêmea tem as partes superiores verdes e as inferiores branco-acinzentadas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Hylocharis cyanus cyanus; (Vieillot, 1818) – ocorre na região costeira do leste do Brasil; dos estados de Pernambuco até o estado do Rio de Janeiro;
  • Hylocharis cyanus viridiventris; (Berlepsch, 1880) – ocorre da Colômbia até as Guianas, no sul da Venezuela e no norte do Brasil;
  • Hylocharis cyanus griseiventris; (Grantsau, 1988) – ocorre na região costeira do sudeste do Brasil; do estado de São Paulo até o nordeste da Argentina na região de Buenos Aires.
  • Hylocharis cyanus rostrata; (Boucard, 1895) – ocorre do leste do Peru até o nordeste da Bolívia e no oeste do Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.
  • Hylocharis cyanus conversa; (Zimmer, 1950) – ocorre do leste da Bolívia até o norte do Paraguai e no Brasil no estado de Mato Grosso do Sul.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta campos com árvores, capoeiras, bordas de florestas altas e clareiras com árvores. Reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

beija-flor-roxo Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-roxo Acesso em 05 maio 2010.

Abre-asa-de-cabeça-cinza – (Mionectes rufiventris)

O abre-asa-de-cabeça-cinza Mionectes rufiventris é uma ave da família Rhynchocyclidae. Também conhecido como abre-asas-de-barriga-vermelha e supi-de-cabeça-cinza. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

Abre-asa-de-cabeça-cinza Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Abre-asa-de-cabeça-cinza
  • Nome inglês: Gray-hooded Flycatcher
  • Nome científico: Mionectes rufiventris
  • Família: Rhynchocyclidae
  • Subfamília: Pipromorphinae
  • Habitat: Ocorre no centro sul de Brasil e também no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes e frutos.
  • Reprodução: Esta espécie apresenta sistema de reprodução de arena, no qual vários machos delimitam pequenos territórios e vocalizam com frequência para atrair a fêmea para o acasalamento. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Abre-asa-de-cabeça-cinza Foto – Claudio Lopes

Características:

Tem a cabeça e garganta cinzentas e asas sem faixas. Mede em média 13 centímetros de comprimento.

Abre-asa-de-cabeça-cinza Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e regiões subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude. Move as asas a curtos intervalos como se fosse levantá-las.

Abre-asa-de-cabeça-cinza Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Papa-taoca-do-sul – (Pyriglena leucoptera)

A papa-taoca-do-sul Pyriglena leucoptera é uma ave da família Thamnophilidae Ocorre no Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul. Também é avistado no Uruguai, Argentina e Paraguai.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Papa-taoca-do-sul
  • Nome inglês: White-shouldered Fire-eye
  • Nome científico: Pyriglena leucoptera
  • Família: Thamnophilidae
  • Subamília: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, e no Uruguai, Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura na vegetação baixa e no solo.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de bola grande e fechada (de cerca de 10 cm de diâmetro) confeccionado com folhas secas e raízes, assentada no solo com entrada lateral superior.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede cerca de 17 cm de comprimento. O macho é negro reluzente, com olhos vermelhos. Tem duas barras alvas sobre a asa e com área dorsal branca oculta. A fêmea é parda com partes inferiores mais claras e com a mesma mácula oculta do macho. Costuma emitir de 4 a 6 assobios ressonantes.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Habita a pouca altura na mata, em vegetação secundária e também perto de habitações. Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar e levantar a cauda lentamente. Locomove-se predominantemente saltando e pulando, seja pela ramaria ou no solo. É uma frequente seguidora de formigas de correição, sendo que sua presença numa determinada área é o melhor indício da presença destas formigas. Vocalizam especialmente em horários crepusculares, entretanto, ao encontrarem formigas de correição, costumam vocalizar incessantemente, indicando possivelmente para outras aves a localização da correição.

Papa-taoca-do-sul Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Bandoleta – (Cypsnagra hirundinacea)

O bandoleta Cypsnagra hirundinacea é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia e Suriname.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Bandoleta
  • Nome inglês: White-rumped Tanager
  • Nome científico: Cypsnagra hirundinacea
  • Família: Thraupidae
  • Subamília: Poospizinae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste do Brasil ao estado do Mato Grosso (Sick), e também, no Amapá e Suriname (Ridgely e Tudor).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos no chão, na grama ou lança-se para pegá-los em vôo, principalmente besouros, grilos e gafanhotos, e ocasionalmente frutas.
  • Reprodução: Constrói o ninho apenas 1-2 metros do solo e feita de gramíneas tecido. O tamanho da ninhada figura de 3-4 ovos de cor azulada, salpicada com manchas marrons ou pretas. Jovens nascidos na última temporada de acasalamento ajudam a cuidar do ninho e dos filhotes(reprodução cooperativa. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede 16 centímetros de comprimento e pesa entre 25 e 34 gramas. É identificada por seu traseiro branco conspícuo em sua parte traseira preta e possui a garganta rufa sob a sua cabeça preta. Quando em voo, apresenta bonito desenho branco nas asas e na cauda.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Cypsnagra hirundinacea hirundinacea; (Lesson, 1831) – ocorre no Leste da Bolívia até o Nordeste do Paraguai e nos campos e cerrados do Sudeste do Brasil;
  • Cypsnagra hirundinacea pallidigula; (Hellmayr, 1907) – ocorre nos campos do Suriname e na região central do Brasil até o Nordeste da Bolívia.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Frequenta áreas abertas como pastagens com árvores baixas. Vivem em grupos territoriais de três a seis indivíduos. Seguem bandos mistos à procura de insetos no solo ou próximo dele e mantém uma sentinela empoleirada mais acima do solo como acontece a Neothraupis fasciata, seu vizinho em muitos locais. Sobretudo ao amanhecer, o casal dá um dueto forte e sonoro, a fêmea dá uma matraqueado contínuo, em tom mais baixo, enquanto o macho emite uma frase vigorosa e melódica, como “Tchi-dudidu…”, repetida muitas vezes, que constitui uma das vozes do cerrado.

Bandoleta Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/bandoleta Acesso em 11 mai.2017.

Andarilho – (Geositta poeciloptera)

O andarilho Geositta poeciloptera é uma ave da família Scleruridae. Espécie endêmica. Ocorre no Brasil centro-meridional. Ameaçado de extinção

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  • Nome popular: Andarilho
  • Nome inglês: Campo Miner
  • Nome científico: Geositta poeciloptera
  • Família: Scleruridae
  • Habitat: Espécie endêmica do Cerrado, ocorre no Brasil centro-meridional.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes capturados no solo, muitas vezes seguindo incêndios em busca de presas moribundas ou sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho no interior de tocas de tatus em campos, feito com matéria vegetal seca, ou em túneis aparentemente escavados por ele próprio ou por andorinhas em barrancos. Põe em geral 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

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Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. é uma espécie pequena campestre semiterrícola, de cauda curta. Abre ambas as asas providas de complexos padrões de castanho e marrom-escuro, exibindo-se sobre poleiros elevados e executa voos de exibição com batidas de asas sincronizadas. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

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Comentários:

Frequentam campos limpos, campos sujos e campos cerrados entre 500 e 1250 metros de altitude. Prefere áreas recentemente queimadas. Executa deslocamentos nomádicos e rapidamente surge em áreas recentemente chamuscadas, aparentemente desenvolvendo grande capacidade de deslocamento entre áreas muito distantes. Com a ocupação humana desaparece dos campos naturais onde vive.

Andarilho {field 8}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências