Rolinha-do-planalto – (Columbina cyanopis)

A rolinha-do-planalto Columbina cyanopis é uma ave da família Columbidae. ESPÉCIE ENDÊMICA. Ocorre exclusivamente no Cerrado Brasileiro. Criticamente ameaçada.

Rolinha-do-planalto Foto – Daniel Esser
  • Nome popular: Rolinha-do-planalto
  • Nome inglês: Blue-eyed Ground-Dove
  • Nome científico: Columbina cyanopis
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Ocorre exclusivamente no Cerrado do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente se grão e sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em arbustos feito com gravetos. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Em Perigo Crítico.
Rolinha-do-planalto Foto – Daniel Esser

Características:

Mede em média entre 15 e 17 cm de comprimento, tem cor predominantemente castanha. Apresenta cabeça, pescoço e nuca de coloração castanho avermelhada. O peito é castanho. O ventre também é castanho, porém apresenta esta coloração diluída. Crisso e penas subcaudais são brancos. O dorso é marrom e suas asas são acastanhadas, apresentando marcações em tonalidade azul cobalto metálico sobre as coberteiras marrom acastanhadas. As rêmiges primárias são marrom acinzentadas e mais escuras que as rêmiges secundárias. O uropígio é marrom e as penas supracaudais são longas e castanho avermelhadas, da mesma coloração apresentada na cabeça da ave. As retrizes são escuras, de coloração marrom acinzentada e apresentam na porção terminal da face inferior uma estreita borda de coloração clara. Os olhos são pequenos, como é característico das aves do gênero Columbina, e possuem coloração azul-escura conspícua. Bico cinza enegrecido, tarsos e pés rosados. As cores da fêmea são mais claras, principalmente nas partes inferiores.

Rolinha-do-planalto Foto – Guilherme Serpa

Comentários:

Frequenta campos sujos, campos cerrados e cerrados, campos rupestres também gosta afloramentos rochosos, mais baixo, mais arbustivo que outras partes do Cerrado, com solo bastante pedregoso e arenoso, e a vegetação bem fechada.

Rolinha-do-planalto Foto – Daniel Esser

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Avoante – (Zenaida auriculata)

A avoante Zenaida auriculata é uma ave da família Columbidae. É uma pomba campestre, que ocorre das Antilhas à Terra do Fogo, com distribuição isolada por todo o Brasil, formando bandos compactos na região Nordeste durante a migração. Também é conhecida pelos nomes de arribaçã, cardinheira, juriti-carregadeira, pairari, pomba-amargosinha, pomba-de-arribação, pomba-do-meio, pomba-do-sertão, pomba-parari, pomba-cariri e avoante.
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  • Nome popular: Avoante
  • Nome inglês: Eared Dove
  • Nome científico: Zenaida auriculata
  • Família: Columbidae
  • Habitat: Ocorre das Antilhas à Terra do Fogo, com distribuição isolada por todo o Brasil, formando bandos compactos na região Nordeste durante a migração.
  • Alimentação: Alimenta-se de grãos silvestres e de brotos de plantações. Os grandes bandos desta ave podem se transformar em pragas agrícolas em culturas de grãos. Geralmente são atraídas por restos de alimentos, farelos de milho e pães.
  • Reprodução: Em alguns locais pode construir seu ninho diretamente no chão, mas é mais comum que o construa em arbustos, palmeiras ou até mesmo no forro de telhados. O ninho é um amontoado de gravetos tão ralo que as vezes é possível ver os ovos através dele. Não é de se estranhar que tantos ovos e filhotes caiam derrubados pelo vento ou pela chuva. Geralmente são criados 2 ou 3 filhotes por ninhada. Estes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho dentro de duas semanas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem o dorso pardo, cabeça com duas faixas negras laterais, e manchas negras nas asas. Em certos períodos representa uma importante fonte de alimentação para populações locais da região Nordeste do Brasil. Além do tamanho, outra característica capaz de identificá-la são as duas listras negras e pequenas atrás dos olhos, formando como se fossem orelhas (origem do nome latino auriculata = com orelhas). Os olhos são envoltos por uma pele azulada. Nas asas, as bolas negras também são marcantes. Voa muito rápido, com modificações de altura e em ziguezagues, diferente das demais pombas. Essa espécie de pomba chega a medir até 25 centímetros de comprimento.

Possui onze subespécies:

  • Zenaida auriculata auriculata (Des Murs, 1847) – ocorre na região central do Chile, desde o Atacama até Llanquihue; e também na região oeste e central da Argentina;
  • Zenaida auriculata hypoleuca (Bonaparte, 1855) – ocorre no litoral árido do oeste do Equador e no oeste do Peru;
  • Zenaida auriculata caucae (Chapman, 1922) – ocorre no oeste da Colômbia no vale de Cauca;
  • Zenaida auriculata antioquiae (Chapman, 1917) – ocorre na região norte e central da Cordilheira dos Andes da Colômbia na província de Antioquia;
  • Zenaida auriculata vinaceorufa (Ridgway, 1884) – ocorre nas Antilhas Holandesas (Curaçao, Aruba e Bonaire);
  • Zenaida auriculata jessieae (Ridgway, 1888) – ocorre no Brasil na região próxima de Santarém;
  • Zenaida auriculata marajoensis (Berlepsch, 1913) ocorre no Brasil na Ilha de Marajó e na Ilha Mexiana no estuário do rio Amazonas, no Pará;
  • Zenaida auriculata noronha (Sharpe, 1890) – ocorre no nordeste do Brasil (Maranhão, Piauí, Bahia) e no arquipélago de Fernando de Noronha;
  • Zenaida auriculata stenura (Lawrence, 1885) – ocorre no leste das Antilhas, na Ilha de Trinidad, no centro da Colômbia até a Venezuela e no norte do Brasil;
  • Zenaida auriculata pentheria (Bonaparte, 1855) – ocorre no leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia até o oeste da Venezuela na região de Mérida;
  • Zenaida auriculata chrysauchenia (W. Bertoni, 1901) – ocorre na Bolívia até o Centro-Oeste do Brasil, no Uruguai e na Argentina até a Terra do Fogo.

 

Avoante {field 5}

Comentários:

Migratória no nordeste do Brasil, suas populações no interior de São Paulo e Paraná explodiram a partir de 1970, ao adaptar-se aos ambientes criados pela agricultura e pecuária. Nessa área do país é conhecida como pomba-amargosa. É uma das poucas aves de ambiente terrestre na Ilha de Fernando de Noronha, no meio do Oceano Atlântico. Originalmente ave campestre típica da caatinga, cerrado e campos, atualmente vem aumentando significativamente sua distribuição, beneficiada pelo desmatamento e nas ultimas décadas conquistou efetivamente o ambiente urbano, chegando ate mesmo a grandes metrópoles como São Paulo, onde sua população vem aumentando a cada ano. No Nordeste, onde realiza migrações locais conforme as secas também forma bandos enormes. Nessa região é muito caçada, chegando a ser vendida em feiras populares.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/avoante Acesso em 28 Agosto de 2012.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Avoante Acesso em 28 Agosto de 2012.

Rolinha-roxa – (Columbina talpacoti)

A Rolinha-roxa é uma ave da família Columbidae. Ocorre nas Guianas, Brasil, Bolivia, Paraguai e Argentina. È a espécie nativa mais comum em boa parte das grandes cidades brasileiras.
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  • Nome popular: Rolinha-roxa
  • Nome inglês: Ruddy Ground-Dove
  • Nome científico: Columbina talpacoti
  • Família: Columbidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, porém raramente vista em áreas densamente florestadas da Amazônia
  • Alimentação: Alimenta-se de grãos encontrados no chão. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: O casal mantém um território de ninho, afastando as outras rolinhas de perto. O macho possui um canto monótono, de dois chamados graves e rápidos, repetidos continuamente por vários segundos. Os ninhos são pequenas tigelas de ramos e gravetos, feitos entre cipós ou galhos, bem fechados pelas ramadas do entorno. Postura de 2 ovos, chocados pelo macho e fêmea entre 11 e 13 dias. Os filhotes saem do ninho com no máximo 2 semanas de vida. O casal, às vezes dois dias depois, já inicia nova ninhada, quando as condições ambientais permitem. Se tiver alimento em abundância pode reproduzir o ano inteiro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Medem 17 centímetros de comprimento e pesam 47 gramas. O macho, com penas marrom avermelhada, cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça, cinza azulada. A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa uma série de pontos negros nas penas. Filhote sai com traços da plumagem de cada sexo.

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Comentários:

É a espécie nativa mais comum em boa parte das grandes cidades brasileiras. É curioso notar que costuma ser encontrada em maior quantidade em locais alterados pelo homem do que em seu próprio habitat original que são as áreas de cerrados e campos. Adapta-se aos ambientes artificiais criados pela ação humana. Vive em áreas abertas; o desmatamento facilitou sua expansão, em especial nas áreas formadas para pasto ou agricultura de grãos. Entrou nas grandes cidades das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil; facilmente encontrada no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Muito agressivas entre si, embora possam formar grupos, disputam alimentos e defendem territórios usando uma das asas para dar forte pancadas no oponente. Os machos são mais belicosos. Nas disputas ou quando tomam sol, deitadas de lado no chão e com a asa esticada para cima, mostram a grande área de penas negras sob a asa. Observadores de pássaros do centro-sul de nosso país vêm observando uma “substituição” desta espécie por outra pombinha, a Zenaida auriculata, também conhecida como pomba-de-bando, amargosinha ou avoante. Esta última espécie vem conquistando o ambiente urbano cada vez mais efetivamente e está aparentemente competindo com a rolinha-roxa, que já é menos frequente que a pomba-de-bando na maioria das cidades do interior de São Paulo. Seja como for, esta espécie simpática e até mesmo ingênua está longe de desaparecer dos quintais de nossas casas e das praças e jardins de nossas cidades, mesmo que estes estejam em grandes prédios

Rolinha-roxa {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/rolinha-roxa Acesso em 28 Agosto de 2010.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Rolinha-roxa Acesso em 28 Agosto de 2010.

Pomba-trocal – (Patagioenas speciosa)

A pomba-trocal Patagioenas speciosa é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como pomba-carijó, pomba-divina e pomba-pedrês.

Pomba-trocal {field 19}
  • Nome popular: Pomba-trocal
  • Nome inglês: Scaled Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas speciosa
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre do México à Argentina. Encontrado em todo o Brasil, com exceção do Nordeste e do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Eventualmente forrageia no chão á procura de alimento.
  • Reprodução: Constrói o ninho fraco feito de gravetos e folhas secas, em formato de plataforma, variando de 5 a 18 m de altura, ele põe em média 1 ovo branco.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pomba-trocal {field 19}

Características:

A pomba-trocal é uma ave que mede cerca de 30 cm de comprimento, o macho possui as penas do pescoço de coloração metálica, dando-lhe uma aparência escamosa e a fêmea apresenta o pescoço marginado de preto, com pouco reflexo metálico.

Pomba-trocal {field 19}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas densas, matagais altos, matas de galeria e campos com árvores esparsas. Costuma viver sozinho ou aos pares na copa das árvores, pousando principalmente nos galhos mais expostos.

Pomba-trocal {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pomba-botafogo – (Patagioenas subvinacea)

A pomba-botafogo Patagioenas subvinacea é uma ave da família Columbidae. Ocorre em toda a região Amazônica.

Pomba-botafogo {field 11}
  • Nome popular: Pomba-botafogo
  • Nome inglês: Ruddy Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas subvinacea
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia, incluindo todos os estados amazônicos e também todos os países vizinhos, da Guiana à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos pequenos que consegue nas árvores. Eventualmente desce ao chão para comer sementes e frutos caídos.
  • Reprodução: Constrói o ninho com pequenos galhos frouxamente entrelaçados, normalmente em uma forquilha ou mesmo sobre um galho de árvores pequenas, usualmente a cerca de 5 metros do chão. Um único registro na América do Sul mostrou que cada ninhada tem apenas um ovo e a época de reprodução da espécie ocorre entre Junho e Julho.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Pomba-botafogo {field 11}

Características:

Mede em média entre 27 a 31 centímetros. Tem coloração geral cinza violácea, muito parecida com a pomba amargosa, com quem divide espaço na Amazônia, diferindo-se desta pela tonalidade ( amargosa é mais cinza e menos violácea ) e pela coloração da íris, vermelha na botafogo e branca na amargosa.

Possui oito subespécies reconhecidas:

  • Patagioenas subvinacea subvinacea – ocorre na Costa Rica e no Panamá;
  • Patagioenas subvinacea berlepschi – ocorre na costa do Pacífico, do Panamá ao Equador;
  • Patagioenas subvinacea anolaimae – ocorre no NE da Colômbia e O da Venezuela;
  • Patagioenas subvinacea peninsularis – ocorre no NE da Venezuela, na região da península de Paría;
  • Patagioenas subvinacea ruberrima – ocorre no NO da Colômbia;
  • Patagioenas subvinacea recondita – ocorre ao sul da região Amazônica (RO, MT);
  • Patagioenas subvinacea purpureotincta – ocorre ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA, AP) e também Venezuela e Guianas;
  • Patagioenas subvinacea ogilviegranti – ocorre no SE da Colômbia em direção sul até o L da Bolívia;
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Comentários:

Frequenta matas de terra firme e de várzea, áreas abertas arborizadas e matas secas, encontrada aos pares ou formando famílias. Pode ser mais comum em matas secundárias ou em capoeiras do que em matas primárias em decorrência da frutificação sazonal de certas árvores e arbustos. Normalmente vive nas copas e no sub dossel da mata, mas quando está em busca de alimento pode descer a níveis mais baixos e até andar pelo chão, como fazem as juritis.

Pomba-botafogo {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pomba-asa-branca – (Patagioenas picazuro)

O asa-branca Patagioenas picazuro é uma ave da família Columbidae. Conhecido também como pombão, legítima-mineira, e pomba-verdadeira. Quando em voo, a principal característica da espécie é a faixa branca na parte superior das asas
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  • Nome popular: Pomba-asa-branca
  • Nome inglês: Picazuro Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas picazuro
  • Família: Columbidae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, São Paulo (nas partes meridionais do país) e também na Bolívia, Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se de sementes e pequenos frutos geralmente coletados no solo. São granívoros e Frugívoros, frequentando roças de milho e feijão, principalmente após a colheita.
  • Reprodução: Nidifica em todos os meses do ano no sudeste do Brasil. Os casais fazem ninhos em territórios demarcados pelo macho em vôos altos e com batimento especial das asas. Constrói o ninho em árvores e a cerca de 3m do solo ou na parte baixa de uma árvore de cerrado na borda de cerradão, o ninho é achatado com gravetos frouxamente entrelaçados. O material do ninho é quebrado dos ramos secos no topo de árvores ou pego no chão. O único ovo, branco, é incubado por 16 a 19 dias pelo casal que também se ocupa da criação do filhote. O filhote é alimentado pelos pais com o “leite de papo”, massa queijosa composta pelo epitélio digestivo do papo, que é fortemente desenvolvido em ambos os sexos durante a época da criação. Esta substância é regurgitada para ser recolhida pelos filhotes nos bicos dos pais. A medida que os filhotes vão crescendo são adicionados sementes em ordem crescentes. O filhote saindo do ninho é semelhante aos pais, um pouco menor e com a faixa branca da asa quase inexistente. Após o período reprodutivo associa-se em bandos, executando migrações.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pomba asa branca {field 5}
Características:

Uma das maiores espécies da família no País. Cabeça e partes de baixo marrom vinho, barriga pálida. Penas da nuca branco-prateado com pontas pretas. Manto superior roxo metálico, pontas escuras. Costas na maior parte cinza escuro. Asas marrons apagado, cobertura das asas cinza com pontas pálidas. Cauda preta. Pele orbital vermelha. A fêmea tem cor mais pálida. Mede cerca de 30 centímetros.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Patagioenas picazuro picazuro (Temminck, 1813) – ocorre no leste do Brasil, desde Pernambuco até a Bolívia e região sul e central da Argentina;
  • Patagioenas picazuro marginalis (Naumburg, 1932) – ocorre no nordeste do Brasil (Piauí, Bahia e Goiás). Esta subespécie é menor, tem mais partes pálidas na porção superior, especialmente na região do uropígio e das penas supracaudais. A borda branca das asas é mais larga e a parte inferior da ave é mais rosada do que na subespécie nominal.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Pomba asa branca {field 5}
Comentários:

Vivem nos campos com árvores, áreas urbanas, cerrados, caatingas e florestas de galeria. Freqüentemente encontrada no solo. É migratória como tanta outras pombas, estendendo seus domínios acompanhando o desmatamento, aparecendo em grande quantidade. Voam longas distâncias e a grandes altitudes, exibindo seu espelho alar branco; está aproveitando as áreas urbanas, é comum ser encontrada comendo milho em galinheiros

Pomba asa branca {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/pomba-asa-branca Acesso em 08 Agosto de 2013.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Patagioenas_picazuro Acesso em 08 Agosto de 2013.

Juriti-pupu -( Leptotila verreauxi)

A juriti-pupu é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como pu-pu .Ocorre do sul dos Estados Unidos até a Argentina.

Juriti-pupu Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Juriti-pupu
  • Nome inglês: White-tipped Dove
  • Nome científico: Leptotila verreauxi
  • Família: Columbidae
  • Subfamília: Columbinae
  • Habitat: Presente em quase todo o Brasil e também do sul dos Estados Unidos até a Argentina.
  • Alimentação: É granívora e frugívora, pois come grãos, sementes, frutas e vegetais. Com um rápido movimento do bico vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos; esse movimento também é utilizado para extração de sementes caídas em uma fenda: joga os grãos no chão para pegá-los em seguida.
  • Reprodução: Faz o ninho com pequenos gravetos, sem forro. É tão raso que, às vezes, os dois ovos de cor clara-sujo podem cair no chão. Pode nidificar em pés de café e na entrada de grutas calcárias, no interior da mata.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Juriti-pupu Foto – Afonso de Bragança

Características:

Tem 29 centímetros de comprimento e pesa entre 160 e 215 gramas. Sua plumagem é marrom, com peito claro, cabeça cinzenta com alguns reflexos metálicos na nuca e alto dorso. Possui, ainda, uma coloração azulada ao redor dos olhos. Muito arisca, logo voa e se esconde, sendo que na maioria das vezes notamos sua presença pelo canto característico, que é melancólico e repetitivo.

Possui 14 subespécies reconhecidas:

  • Leptotila verreauxi verreauxi (Bonaparte, 1855) – ocorre do extremo sudoeste da Nicarágua até a Colômbia, Venezuela e em suas ilhas costeiras de Aruba, Curaçao, Bonaire e Margarita. .
  • Leptotila verreauxi riottei (Lawrence, 1868) – ocorre na costa caribenha da Costa Rica;
  • Leptotila verreauxi zapluta (J. L. Peters, 1937) – ocorre na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Leptotila verreauxi capitalis (Nelson, 1898) – ocorre nas ilhas de Três Marias na costa oeste do México;
  • Leptotila verreauxi angelica (Bangs & T. E. Penard, 1922) – ocorre no sul dos Estados Unidos da América, do estado do Texas e costa mexicana até os estados de Guerrero e Veracruz;
  • Leptotila verreauxi fulviventris (Lawrence, 1882) – ocorre do sudeste do México e da península de Yucatán até o leste da Guatemala e em Belize;
  • Leptotila verreauxi bangsi (Dickey & Van Rossem, 1926) – ocorre no oeste da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e no oeste de Honduras;
  • Leptotila verreauxi nuttingi (Ridgway, 1915) – ocorre na Nicarágua, na margem oeste do lago Nicarágua e na ilha de Ométepe;
  • Leptotila verreauxi tobagensis (Hellmayr & Seilern, 1915) – ocorre na ilha de Tobago no Caribe;
  • Leptotila verreauxi decolor (Romero & Morales, 1981) – ocorre do oeste da cordilheira dos Andes, da Colômbia até o norte do Peru, no vale do rio Marañón e na região de Trujillo;
  • Leptotila verreauxi brasiliensis (Bonaparte, 1856) – ocorre nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Leptotila verreauxi approximans (Cory, 1917) – ocorre no nordeste do Brasil, dos estados do Piauí e Ceará até o norte do estado da Bahia;
  • Leptotila verreauxi decipiens (Salvadori, 1871) – ocorre nas planícies do leste do Peru, leste da Bolívia e no oeste do Brasil, ao sul do rio Amazonas;
  • Leptotila verreauxi chalcauchenia (P. L. Sclater & Salvin, 1870) – ocorre do sul da Bolívia até o Paraguai, sul do Brasil, Uruguai e nas regiões central e norte da Argentina.
Juriti-pupu Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Vive nas matas e ambientes bem arborizados, vindo frequentemente ao chão à cata dos grãos de que se alimenta. Comum no chão de habitats quentes, tais como capoeiras e campos adjacentes, bordas de florestas densas e cerrados. Vive solitária ou aos pares. Alimenta-se de sementes e frutos no chão. Quando perturbada, foge caminhando sem fazer barulho ou voa, emitindo um som com as asas, até uma árvore próxima. Voa bem. Produz um ruído sibilante. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos. Para a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho e prefere beber água nas primeiras horas da manhã ou ao cair da tarde.

Juriti-pupu Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/juriti-pupu Acesso em 28 Agosto de 2011.
  • Portal São Francisco – disponível em https://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/juriti Acesso em 28 Agosto de 2011.

Juriti-de-testa-branca – (Leptotila rufaxilla)

Juriti-de-testa-branca Leptotila rufaxilla é um da família Columbidae. Conhecida também como gemedeira, roncadeira e juriti.

Juriti-de-testa-branca {field 16}
  • Nome popular: Juriti-de-testa-branca
  • Nome inglês: Gray-fronted Dove
  • Nome científico: Leptotila rufaxilla
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil e também da Venezuela ao Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e pequenos frutos, coletados no solo, além de invertebrados.
  • Reprodução: Constrói o ninho, com gravetos, feito em um arbusto ou num tronco, localizado a pouca altura (1,5 m) na borda da floresta onde a fêmea deposita, geralmente, dois ovos brancos. Os filhotes permanecem no ninho durante 14 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa entre 115 e 183 gramas. Tem a fronte esbranquiçada, tendo também a nuca e o peito levemente rosados. íris negra e região posterior do pescoço azul-violácea e peito arroxeado.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Leptotila rufaxilla rufaxilla (Richard & Bernard, 1792) – ocorre da Venezuela até as Guianas e no norte do Brasil, da região do rio Madeira até o norte do estado do Maranhão;
  • Leptotila rufaxilla pallidipectus (Chapman, 1915) – ocorre na região tropical do leste da Colômbia e na região adjacente do oeste da Venezuela;
  • Leptotila rufaxilla dubusi (Bonaparte, 1855) – ocorre no sudeste da Colômbia até o leste do Equador e nos tepuis do sul da Venezuela e do norte do Brasil;
  • Leptotila rufaxilla hellmayri (Chapman, 1915) – ocorre no nordeste da Venezuela, na região da Península de Paría, e também na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Leptotila rufaxilla bahiae (Berlepsch, 1885) – ocorre na região central do Brasil, do sul do estado de Mato Grosso até o estado da Bahia.
  • Leptotila rufaxilla reichenbachii (Pelzeln, 1870) – ocorre nas regiões central e sul do Brasil, do estado de Mato Grosso até o estado do Espírito Santo, para o sul até o Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina.
  • Leptotila rufaxilla – Nuca com reflexos vináceos ou arroxeados, fronte esbranquiçada, coloração geral marrom-avermelhada.
  • Leptotila verreauxi – Nuca com reflexos azulados, fronte acinzentada, coloração geral marrom-acinzentada.
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Comentários:

Frequenta o interior de florestas primárias e secundárias, preferindo o sub-bosque fechado e denso de matas secundárias, matas mesófilas, matas secas, matas subtropicais, matas de araucária, matas ciliares e Mata Atlântica de encosta e da baixada litorânea.

Juriti-de-testa-branca {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Rolinha-de-asa-canela – (Columbina minuta)

A rolinha-de-asa-canela Columbina minuta é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como rolinha-capim, rola-pequena, rolinha-cafofa, rolinha-do-mato e rolinha-capoeira.

Rolinha-de-asa-canela {field 11}
  • Nome popular: Rolinha-de-asa-canela
  • Nome inglês: Plain-breasted Ground-Dove
  • Nome científico: Columbina minuta
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Ocorre em quese todo o Brasil, e também do México á Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes.
  • Reprodução: Constroem os ninhos ficam sobre o chão, entre folhas e gravetos caídos, sob um arbusto, bem como nas árvores, até 9 metros de altura. O ninho é semelhante ao da rolinha-caldo-de-feijão, proporcionalmente menor. Põe em média dois ovos, chocados e cuidados pelo casal.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rolinha-de-asa-canela {field 20}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento e pesa entre 26 e 42,2 gramas. O macho é pardo escuro, com cabeça cinza azulada e leve tom avermelhado no peito. A fêmea tem cores mais apagadas. Nas asas, as bolas negras são maiores e em menor número que a rolinha-roxa. Sob excelente condições de luz, nota-se que há uma iridescência azulada nessas marcas das asas. Sob a asa, as penas são acaneladas, uma característica perceptível em voo, em ótimas condições de iluminação.

Possui quatro subespécies:

  • Columbina minuta minuta (Linnaeus, 1766) – ocorre do leste da Colômbia até a Venezuela, na Ilha de Trinidad no Caribe, Guianas, no Brasil e no nordeste da Argentina;
  • Columbina minuta interrupta (Griscom, 1929) – ocorre do sudeste do México até Belize, Guatemala e Nicarágua;
  • Columbina minuta elaeodes (Todd, 1913) – ocorre da Costa Rica até a região central e oeste da Colômbia;
  • Columbina minuta amazilia (Bonaparte, 1855) – ocorre na região árida costeira do sudoeste do Equador até a região de Lima, no Peru.
Rolinha-de-asa-canela {field 19}

Comentários:

Frequenta savanas áridas, matagal árido tropical ou subtropical, matagal tropical ou subtropical de alta altitude, campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente húmidos ou inundados e florestas secundárias altamente degradadas. Vive em casais a maior parte do tempo. Ocasionalmente, pode ser encontrada em pequenos grupos de até uma dúzia de indivíduos.

Rolinha-de-asa-canela {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Rolinha-picuí – (Columbina picui)

A rolinha-picuí Columbina picui é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como rolinha-pé-de-anjo, rolinha-pajéu, rolinha-branca e rolinha-branquinha.

Rolinha-picuí {field 11}
  • Nome popular: Rolinha-picuí
  • Nome inglês: Picui Ground-Dove
  • Nome científico: Columbina picui
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Tem uma ampla distribuição no Brasil Centro-Meridional. Encontrada também na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos, acostuma-se com a presença humana e beneficia-se de plantios de grãos, aumentando sua presença nas áreas de cultivo. Espécie sinantrópica nas suas áreas de ocorrência.
  • Reprodução: Constrói o ninho uma pequena plataforma de galhos mal arrumados característica da família. Os machos cantam intensamente e o som produzido é origem do seu segundo nome comum, também originário do Nordeste. Dois ovos são postos, chocados pelo casal, que alimenta os filhotes até depois de sua saída do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rolinha-picuí {field 11}

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento e pesa entre 45 e 59 gramas. No nordeste, a plumagem é toda branca, vindo daí um dos nomes comuns. No Pantanal, domina um tom pardo-amarronzado. Na asa, a listra escura (iridescente, sob ótimas condições de luz) é característica. Ao voar, destaca-se a grande área branca da asa e outra área branca na cauda. Ao levantar voo, tais áreas brancas podem confundi-la com a rolinha-fogo-apagou. Tem a íris arroxeada, com uma fina listra escura até o bico.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Columbina picui picui (Temminck, 1813) ocorre no leste do Peru até a Bolívia, Paraguai, sul da Argentina, Chile e sul do Brasil;
  • Columbina picui strepitans (Spix, 1825) ocorre no nordeste do Brasil, no estado do Maranhão atingindo até Minas Gerais e Espírito Santo.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Rolinha-picuí {field 20}

Comentários:

Frequenta matagais áridos tropical ou subtropical, úmidos tropicais ou subtropicais, tropicais ou subtropical de alta altitude e florestas secundárias altamente degradadas. Muito territorialista, repele outras aves que se aproximem. Se houver condições favoráveis, pode reproduzir-se o ano todo.

Rolinha-picuí {field 18}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Rolinha-vaqueira – (Uropelia campestris)

A rolinha-vaqueira Uropelia campestris é uma ave da família Columbidae. Ocorre no Brasil central até o Amapá, Marajó, Nordeste, oeste de Minas Gerais e Bolívia.

Rolinha-vaqueira {field 11}
  • Nome popular: Rolinha-vaqueira
  • Nome inglês: Long-tailed Ground-Dove
  • Nome científico: Uropelia campestris
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Ocorre em campos do Brasil central até o Amapá, Marajó, Nordeste, oeste de Minas Gerais e Bolívia.
  • Alimentação: É uma espécie granívora e frugívora, alimenta-se basicamente de grãos, sementes, frutas e vegetais.
  • Reprodução: Constrói o ninho com fibras vegetais, em formato de cesto aberto, feito em palmeiras, forquilhas de árvores, a 4 ou 5 metros de altura. Põe em média 2 ovos brancos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rolinha-vaqueira {field 19}

Características:

Mede em média 17 centímetros, é facilmente identificada pela longa cauda, de pontas brancas, pés e pálpebras amarelo-enxofre.

Rolinha-vaqueira {field 21}

Comentários:

Frequenta campos de gramíneas de baixa altitude que tenham o clima subtropical ou tropicais sazonalmente húmidos. Além disso, também habita em savanas áridas.

Rolinha-vaqueira {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pomba-do-orvalho – (Patagioenas maculosa)

A pomba-do-orvalho Patagioenas maculosa é uma ave da família Columbidae. Ocorre do sul do Peru à Argentina, Uruguai e Brasil.

Pomba-do-orvalho {field 11}
  • Nome popular: Pomba-do-orvalho
  • Nome inglês: Spot-winged Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas maculosa
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre do sul do Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil, apenas nos estados do Rio Grande do Sul Santa Catarina e Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto de arvores, uma plataforma feita com gravetos e folhas secas, põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pomba-do-orvalho {field 11}

Características:

Mede em média 33 centímetros de comprimento e pesa entre 308 e 347 gramas. Tem a coloração geral cinza escura, íris clara e extremidades das coberteiras superiores das asas brancas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Patagioenas maculosa maculosa (Temminck, 1813) – ocorre do sul da Bolívia até o Paraguai, sul do Brasil, Uruguai e sul e região central da Argentina;
  • Patagioenas maculosa albipennis (P. L. Sclater & Salvin, 1876) – ocorre do sul do Peru até o oeste da Bolívia e extremo noroeste da Argentina.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Pomba-do-orvalho {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas secas tropicais ou subtropicais , regiões subtropicais ou tropicais húmidas de alta altitude, matagal árido tropical ou subtropical, matagal tropical ou subtropical de alta altitude, campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente húmidos ou inundados e florestas secundárias altamente degradadas.

Pomba-do-orvalho {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Pariri – (Geotrygon montana)

A pariri Geotrygon montana é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como pomba-de-taquara, juriti-piranga e juriti-vermelha.

Pariri {field 11}
  • Nome popular: Pariri
  • Nome inglês: Ruddy Quail-Dove
  • Nome científico: Geotrygon montana
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre desde o México à Argentina e Paraguai. Encontrado no Brasil em quase todo o Norte, Leste e Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes caídas. Eventualmente também come pequenos invertebrados.
  • Reprodução: Constrói o ninho a cerca de 2,5 m de altura, sobre arbustos ou tocos de árvores. O ninho é simples do tipo plataforma e construído com folhas secas e alguns gravetos. Põe 2 ovos de cor creme. O período de incubação compreende de 10-11 dias, sendo esta tarefa compartilhada pelo casal. O casal tem por hábito fazer o saneamento do ninho comendo o material fecal depositado pelos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pariri {field 11}

Características:

Mede em média 25 centímetros e pesa de 115 a 180 gramas. Apresenta dimorfismo sexual. O macho tem cor marrom-ferrugínea por cima, com brilho violáceo no dorso, uma faixa rosada na face e outra ferrugínea por baixo, como um “bigode”, peito cinza-rosado e barriga parda. A fêmea é mais apagada e possui coloração marrom-olivácea.

Pariri {field 21}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas e capoeiras altas. Vive solitária ou aos pares, principalmente caminhando pelo chão, podendo entretanto voar para ramos baixos, se assustada. Voa rápido, geralmente próximo ao chão. Espécie de ampla distribuição no território brasileiro. Costuma viver solitária ou em casais.

Pariri {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pomba-galega – (Patagioenas cayennensis)

A pomba-galega Patagioenas cayennensis é uma ave da família Columbidae. Ocorre do México à Argentina. Presente também em todo o Brasil.

Pomba-galega {field 5}
  • Nome popular: Pomba-galega
  • Nome inglês: Pale-vented Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas cayennensis
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre do México à Argentina. Presente também em todo o Brasil.
  • Alimentação: É granívora e frugívora. Alimenta-se basicamente de grãos e frutos. Com um rápido movimento lateral do bico vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos, esse movimento também é utilizado para extração de sementes em fendas.
  • Reprodução: Constrói os ninhos ralos, olhando-os por debaixo, consegue-se ver os ovos. Normalmente são postos 2 ovos de cor branca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pomba-galega {field 20}

Características:

Mede em média 27 centímetros de comprimento e pesa entre 167 e 262 gramas. O alto da cabeça, pescoço, manto e peito são da cor vinho. O restante da plumagem é cinza-azulado, a nuca tem reflexos metálicos. As pontas das retrizes (penas da cauda) são pardo-claras.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Patagioenas cayennensis pallidicrissa (C. Chubb, 1910) – ocorre do sul do México, nos estados de Chiapas e Veracruz até o norte da Colômbia;
  • Patagioenas cayennensis occidentalis (Stolzmann, 1926) – ocorre do oeste da Colômbia até o oeste do Equador;
  • Patagioenas cayennensis andersoni (Cory, 1915) – ocorre do leste do Equador e sudeste da Colômbia, na Venezuela até o norte do Brasil a norte do Rio Amazonas no estado do Pará;
  • Patagioenas cayennensis tobagensis (Cory, 1915) – ocorre nas ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe;
  • Patagioenas cayennensis cayennensis (Bonnaterre, 1792) – ocorre na Guiana, Suriname e Guiana Francesa;
  • Patagioenas cayennensis sylvestris (Vieillot, 1818) – ocorre no Peru e no Brasil ao sul do Rio Amazonas até o Paraguai e norte da Argentina.

(ITIS – Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Pomba-galega {field 18}

Comentários:

Frequenta beira da mata, pousa em embaúbas e sobre árvores isoladas nas margens dos rios. Voa bem. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos; para a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Boceja. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho. Comum em campos com árvores isoladas, árvores nas margens de rios, bordas de florestas, capoeiras e manguezais. Vive solitária ou aos pares, associando-se em bandos fora da época da reprodução. Pousa no alto das árvores, geralmente em locais bem visíveis.

Pomba-galega {field 16}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pomba-galega Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pomba-galega Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Pomba-amargosa – (Patagioenas plumbea)

A pomba-amargosa Patagioenas plumbea é uma ave da família Columbidae. Conhecida também como pomba-verdadeira e pomba-selvagem. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru.

Pomba-amargosa {field 18}
  • Nome popular: Pomba-amargosa
  • Nome inglês: Plumbeous Pigeon
  • Nome científico: Patagioenas plumbea
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia e da Bahia ao Rio Grande do Sul. Uma das ssp ocupa a região do cerrado. Está ausente somente na caatinga. Encontrada também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru.
  • Alimentação: É granívora e frugívora. Alimenta-se basicamente de grãos e frutos. Costuma descer ao solo para se alimentar. Tem o hábito de comer erva-de-passarinho, o que torna sua carne amargosa (daí provém o seu nome popular).
  • Reprodução: Constrói o ninho no meio da mata em arvores altas, feito com gravetos sendo bem ralo. Tem em média 2 a 3 filhotes por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pomba-amargosa {field 18}

Características:

Mede em média 34 centímetros de comprimento e pesa em torno de 230 gramas. Espécie bem grande e tem a cauda é longa e larga. Tem um colorido é cinza-plúmbeo, quase uniforme, com pequenas manchas claras e apagadas na base do pescoço posterior.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Patagioenas plumbea plumbea – ocorre no SE e S do Brasil, desde a Bahia até o NE do Rio Grande do Sul;
  • Patagioenas plumbea chapmani – ocorre no NO do Equador;
  • Patagioenas plumbea pallescens – ocorre principalmente ao sul do rio Amazonas, desde o Equador até o L do Pará, podendo dividir a área com a ssp. wallacei;
  • Patagioenas plumbea wallacei – ocorre desde a Guiana e Venezuela, em direção ao sul até Acre, Rondônia e Amazonas;
  • Patagioenas plumbea baeri – ocorre no cerrado brasileiro (TO, GO, MG);
Pomba-amargosa {field 20}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas úmidas, bordas de florestas e capoeiras altas. Vive solitária ou aos pares, congregando-se em grupos em árvores frutíferas. Permanece oculta na copa e é difícil perceber sua presença, a não ser que cante. Não costuma pousar em locais abertos. Esta espécie é bem tímida e até certo ponto é difícil de ser visualizadas, já que costuma se esconder no alto das árvores sempre que percebe a presença humana.

Pomba-amargosa {field 7}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pomba-amargosa Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pomba-amargosa Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Pararu-azul – (Claravis pretiosa)

A pararu-azul Claravis pretiosa é uma ave da família Columbidae. Ocorre na América Central e do Sul, desde o México até à Argentina.

Pararu-azul {field 7}
  • Nome popular: Pararu-azul
  • Nome inglês: Blue Ground-Dove
  • Nome científico: Claravis pretiosa
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Ocorre na América Central e do Sul, desde o México até à Argentina. Presente em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grãos e frutos. Vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos, esse movimento também é utilizado para extração de sementes caídas em uma fenda, joga os grãos no chão para pegá-los em seguida.
  • Reprodução: Constrói os ninhos ralos, olhando-os por debaixo, consegue-se ver os ovos. Normalmente são postos 2 ovos de cor branca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pararu-azul {field 7}

Características:

Mede entre 18 e 23 centímetros de comprimento e pesa entre 52 e 80,8 gramas. O macho é cinza-azulado, com nódoas na asa e lados da cauda. A fêmea é parda com as manchas alares castanhas e bico amarelado.

Pararu-azul {field 7}

Comentários:

Frequenta beira da mata, em restingas e perto de habitações. Voa bem. Produz um ruído sibilante. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos; param a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Bocejam. Não escondem a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho.

Pararu-azul {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pararu-azul Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pararu-azul Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Rolinha-cinzenta – (Columbina passerina)

A rolinha-cinzenta Columbina passerina é uma ave da família Columbidae. Também conhecida como rolinha-taruéi.

Rolinha-cinzenta {field 18}
  • Nome popular: Rolinha-cinzenta
  • Nome inglês: Common Ground-Dove
  • Nome científico: Columbina passerina
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Claravinae
  • Habitat: Ocorre desde o sul da América do Norte até a Amazônia Setentrional, em Roraima e no Brasil Centro-Oriental até o Nordeste.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimenta-se basicamente de sementes de gramíneas e de ervas daninhas.
  • Reprodução: Constrói ninhos frágeis e coloca nele 2 pequenos ovos brancos. A incubação dura entre 13 e 14 dias. Reproduz quase o ano todo, mas o pico da sua reprodução acontece em resposta à maior disponibilidade de recursos alimentares. A incubação e a alimentação dos filhotes é compartilhada por ambos os pais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Rolinha-cinzenta {field 18}

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento e pesa entre 22 e 50 gramas. É uma das menores espécies de columbídeos das Américas e está entre as menores da família. Apresenta o bico com a coloração variando entre o rosado e o amarelo-alaranjado com a ponta escura. Populações do sudoeste da Amazônia apresentam o bico todo escuro. A porção superior da ave apresenta coloração marrom pálida. As asas apresentam coloração marrom acastanhada com manchas escuras em tom vináceo. O dorso é claro e repleto de pequenos pontos escuros. A cabeça, pescoço e o peito são rosados, suas penas apresentando o centro manchado de escuro que lhe dá uma aparência escamada. O ventre e crisso são de coloração rosada ou branco pardacento. A cauda é marrom escura e quase preta quando vista pela face inferior.

Possui 19 subespécies reconhecidas:

    • Columbina passerina passerina (Linnaeus, 1758) – ocorre nos Estados Unidos da América, ao longo da costa atlântica, desde o estado da Carolina do Sul até o sudeste do estado do Texas na região costeira do Golfo do México;
    • Columbina passerina pallescens (S. F. Baird, 1860) – ocorre dos Estados Unidos da América, na região do delta do Rio Colorado e Baja Califórnia, através do sul do estado do Arizona até o sul do estado do Texas; México, Belize e Guatemala;
    • Columbina passerina socorroensis (Ridgway, 1887) – ocorre nas ilhas Socorro no arquipélago de Revillagigedo na costa oeste do México;
    • Columbina passerina neglecta (Carriker, 1910) – ocorre de Honduras até a Costa Rica e Panamá;
    • Columbina passerina bahamensis (Maynard, 1887) – ocorre em Bermuda e Bahamas;
    • Columbina passerina exigua (Riley, 1905) – ocorre na ilha Mona entre Porto Rico e a ilha Hispaniola;
    • Columbina passerina insularis (Ridgway, 1888) – ocorre em Cuba, na ilha de Pines, nas ilhas Cayman, na ilha Hispaniola (Haiti e República Dominicana) e nas ilhas adjacentes;
    • Columbina passerina jamaicensis (Maynard, 1899) – ocorre na ilha da Jamaica;
    • Columbina passerina umbrina (Buden, 1985) – ocorre na ilha de la Tortue na costa noroeste do Haiti;
    • Columbina passerina navassae (Wetmore, 1930) – ocorre na ilha Navassa na costa sudoeste de ilha Hipaniola;
    • Columbina passerina portoricensis (Lowe, 1908) – ocorre em Porto Rico, Culebras, Vieques e ilhas Virgens (exceto na ilha de Santa Cruz);
    • Columbina passerina nigrirostris (Danforth, 1935) – ocorre na ilha de Santa Cruz e ao norte das pequenas Antilhas; Dominica).
    • Columbina passerina trochila (Bonaparte, 1855) – ocorre na ilha de Martinica;
    • Columbina passerina antillarum (Lowe, 1908) – ocorre nas pequenas Antilhas (da ilha de Santa Lúcia e Barbados até a ilha de Grenada).
    • Columbina passerina albivitta (Bonaparte, 1855) – ocorre na região costeira do norte da Colômbia e Venezuela e em ilha da costa desde a ilha de Aruba até a ilha de Los Testigos, Margarita e Trinidad no Caribe;
    • Columbina passerina parvula (Todd, 1913) – ocorre na região central de Colômbia na região do alto vale do Rio Magdalena.
    • Columbina passerina nana (Todd, 1913) – ocorre no oeste da Colômbia, na região do vale do Rio Cauca e na região árida do alto vale do Rio Dagua;
    • Columbina passerina quitensis (Todd, 1913) – ocorre na região central do Equador;
    • Columbina passerina griseola (Spix, 1825) – ocorre do extremo sul da Venezuela, Guianas, e desde a região amazônica no Rio Negro e Rio Madeira até a região costeira do nordeste do Brasil, atingindo até o sul do estado da Bahia.

(del Hoyo, J.; et al., 2014).

Rolinha-cinzenta {field 7}

Comentários:

Frequenta os lavrados, campos, matas secas, caatingas, matas de galerias, buritizais, savanas de cupim, fazendas e cidades. As perdas do seu habitat para o desenvolvimento agrícola e residencial e a degradação do habitat causada por incêndios e alterações na estrutura vegetal tem contribuído muito com a diminuição populacional.

Rolinha-cinzenta {field 20}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rolinha-cinzenta Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rolinha-cinzenta Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Pombo-doméstico – (Columba livia)

O pombo-doméstico Columba livia é uma ave da família Columbidae. Conhecido também como pombo-comum ou pombo-das-rochas.

Pombo-doméstico {field 11}
  • Nome popular: Pombo-doméstico
  • Nome inglês: Rock Pigeon
  • Nome científico: Columba livia
  • Família: Columbidae
  • Sub-família: Columbinae
  • Habitat: Pode ser encontrada em todo Brasil, sendo comum até mesmo em grandes centros urbanos.
  • Alimentação: É granívora e frugívora, alimenta-se de variados tipos de sementes, principalmente a dos frutos do Urucum (Bixa orellana). Com o bico, costuma virar folhas secas em busca de alimentos. Sinantrópica, adaptou-se muito bem ao ambiente urbano. Comumente visto em praias, centro de cidades, praças, parques, aglomerados urbanos, consumindo restos de resíduos alimentares de seres humanos, os quais passaram a ser parte de sua dieta.
  • Reprodução: constrói o ninho em beirais de casas, com as próprias folhas secas que já estão lá e alguns gravetos. O ninho é feito de forma redonda, apenas ajeitando as folhas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pombo-doméstico {field 11}

Características:

Mede em média entre 28-38 centímetros, e pesa em torno de 238-380 gramas. Esta espécie tem muitas variações na coloração. Alguns apresentam corpo todo preto com pés rosa-avermelhado e olhos laranjas em alguns indivíduos. Outros chegam a ser “albinos” com os olhos escuros e bico rosa-pálido. Já outros são marrons com duas barras também marrons nas asas cinza claro. Neste mesmo caso eles podem ter barras pretas nas asas cinza (este tem corpo cinza escuro). O pombo desse tipo (cinza escuro) tem o pescoço com penas verde-metálicas e roxas-metálicas que brilham sob a luz do sol.

Pombo-doméstico {field 16}

Comentários:

Frequentam áreas rochosas, geralmente nas costas. Em sua forma domesticada, o pombo selvagem tem sido amplamente introduzido em outros lugares, e é comum em grande parte do mundo, especialmente nas cidades. A expectativa média de vida em qualquer parte do mundo é de 3-5 anos na selva e até mais de 15 anos em cativeiro. Em muitos países é considerado um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos

Pombo-doméstico {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Rolinha-fogo-apagou – (Columbina squammata)

Rolinha-fogo-apagou Columbina squammata é uma ave da família Columbidae. Conhecida também pelos nomes populares de rolinha-carijó, fogo-pagô, rola-pedrês, rolinha-cascavel e paruru. Ocorre no Brasil, Guiana Francesa, Venezuela, Paraguai e Argentina

Rolinha-fogo-apagou Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Rolinha-fogo-apagou
  • Nome inglês: Scaled Dove
  • Nome científico: Columbina squammata
  • Família: Columbidae
  • Subfamília: Claravinae
  • Habitat: Ocorre nas regiões do Nordeste, Centro-oeste e nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Encontrada também da Guiana Francesa e Venezuela ao Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se no chão, andando com a barriga quase arrastando no solo. Quando assustada, voa bruscamente para árvores próximas. Uma árvore chamada Crindiuva Trema micrantha dá um dos frutos prediletos dessa espécie.
  • Reprodução: Constrói o ninho de gravetos em formato de xícara, normalmente a 1 ou 2 metros de altura, às vezes também no chão. Põe 2 ovos brancos. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Rolinha-fogo-apagou Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento e pesa entre 48 e 60 gramas. A rolinha fogo-apagou possui as partes superiores de coloração marrom acinzentada, face e peito cinza rosado, a garganta é branca e os abrigos distais das asa também são brancos e formam uma mancha branca visível nas asas quando estão fechadas. A cauda é escura com as pontas das retrizes de cor branca, apresentando uma faixa branca na lateral da cauda, perceptível quando a ave está em voo. Olhos escuros, pernas rosadas e bico cinza, este típico das aves columbiformes. A característica mais marcante desta espécie é o padrão escamado da plumagem.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Columbina squammata squammata (Lesson, 1831) ocorre em grande parte do leste do Brasil, do sul do Pará até o norte do Rio Grande do Sul, na Bolívia, Paraguai e nordeste da Argentina;
  • Columbina squammata ridgwayi (Richmond, 1896) ocorre da região costeira nordeste da Colômbia até a Venezuela, nas ilhas de Margarita e Trinidad. Possui mais negro na ponta das penas que a forma nominal.

(Clements checklist, 2014); ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Rolinha-fogo-apagou Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

A fogo-apagou é uma rolinha de hábitos geralmente discretos, que anda em casais ou pequenos grupos pelas bordas de matas, cerradões, pomares, parques e outros tipos de vegetação, excluindo-se os muito abertos ou muito fechados. Seu silêncio só é quebrado pela vocalização, que a ave só emite empoleirada em locais bem escondidos, e pelo ruído produzido pelas asas quando a ave alça voo, lembrando um gemido. No Sudeste é tida como espécie arisca, sendo muito mais ouvida do que vista em cidades como Campinas ou Ribeirão Preto, mas é curioso notar que em Brasília ou Goiânia a fogo-apagou aproxima-se muito mais das pessoas

Rolinha-fogo-apagou Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/fogo-apagou Acesso em 28 Agosto de 2009.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Fogo-apagou Acesso em 28 Agosto de 2011.