Pula-pula-de-sobrancelha- (Myiothlypis leucophrys)

O pula-pula-de-sobrancelha Myiothlypis leucophrys é uma ave da família Parulidae. Espécie endêmica do Brasil.

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  • Nome popular: Pula-pula-de-sobrancelha
  • Nome inglês: White-striped Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis leucophrys
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre na região Centro-Oeste(todos os estados) e Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) além do Tocantins e áreas de cerrado do Oeste da Bahia. Ocorre quase que exclusivamente no Bioma Cerrado sendo muito escassa na Mata Atlântica, restrita apenas a áreas de transição para o Cerrado.

    ENDÊMICO DO BRASIL

  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros que captura, enquanto saltita pelo chão ou quando lança-se de poleiros a pequena altura em direção à ramagem.
  • Reprodução: A reprodução ocorre entre fins de julho e novembro/dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 15 e 22 gramas. Tem a cor do dorso verde-oliváceo brilhante, cabeça com uma coroa negra fosca. A região entre o bico e os olhos são brancas, assim como acima dos olhos. A face é manchada de branco, cinzento e preto. O peito é esbranquiçado com os lados acizentados e o abdômen, amarelado. O bico é preto e as pernas são alaranjadas. Pousa em poleiros verticais e abre a cauda em leque, abanando-a lateralmente e chamando a atenção no sub-bosque, ao entoar seu belo canto. O canto dos machos possui uma seqüência forte e muito musical, que tem participação das fêmeas.

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Comentários:

Frequenta matas densas e nas proximidades de riachos ou córregos, mostrando uma grande dependência desses corpos d’água. É espécie muito ativa, fica o dia inteiro de um lado para outro da floresta. Observação pessoal (João de Almeida Prado): É uma espécie curiosa, quando se adentra ao seu território emite vocalização de alarme que agita também outras espécies que estão nas proximidades. Tolera bem a proximidade humana e até urbanização desde que seja bem preservado seu habitat natural. É típica de matas paludosas, nunca se afasta das áreas úmidas.

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Referências & Bibliografia:

Pula-pula-assobiador – (Myiothlypis leucoblephara)

O pula-pula-assobiador Myiothlypis leucoblephara é uma ave da família Parulidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

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  • Nome popular: Pula-pula-assobiador
  • Nome inglês: White-browed Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis leucoblephara
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Espécie exclusiva da Mata atlântica do Sul e Sudeste do Brasil, também ocorre no Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Procura seu alimento de preferência no solo ou muito baixo na ramagem.
  • Reprodução: A nidificação ocorre em ninhos construídos na base de árvores ou sob troncos caídos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede média 15 centímetros e pesa entre 14 e 21 gramas. Tem o píleo cinzento, margeado de anegrado, anel ocular e supra-loral brancos, branco por baixo, flancos cinzentos, coberteiras inferiores da cauda amareladas, oliva por cima. O canto, frequente, é uma sequência etérea de notas cristalinas que começam muito agudas e vão descendo, de qualidade líquida e quase mágica. Segundo Aubin em 2004, o pula-pula-assobiador apresenta variações sutis discretas, na estrutura relativamente simples de seu canto, a diminuição da frequência média entre as notas consecutivas determina no reconhecimento específico das diferenças entre um ou outro indivíduo.

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Comentários:

Frequenta florestas de altitude elevada mas possui registros em florestais de menor altitude à medida que sua distribuição avança em direção sul.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pula-pula-assobiador Acesso em 18 Março de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pula-pula-assobiador Acesso em 31 de Outubro de 2013.

Pia-cobra – (Geothlypis aequinoctialis)

O pia-cobra Geothlypis aequinoctialis é uma ave da família Parulidae. Também conhecido popularmente como canário-sapé, vira-folhas, caga-sebo, curió-do-brejo e pia-cobra-do-sul.
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  • Nome popular: Pia-cobra
  • Nome inglês: Masked Yellowthroat
  • Nome científico: Geothlypis aequinoctialis
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em duas regiões separadas: 1) tanto ao norte do rio Amazonas, do rio Negro para leste até o Amapá, quanto ao sul, do baixo rio Madeira para leste até o Maranhão; 2) do sul do Piauí e Bahia para oeste até o Mato Grosso e em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também da Costa Rica e Panamá à quase totalidade dos países da América do Sul, com exceção do Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, principalmente lagartas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de tigela funda, aberta, confeccionado com folhas de junco externamente e raízes finas na parte interna. Põe em média 3 ovos brancos com poucas manchas violetas e muitos pontos vermelho-escuros reunidos em coroa num dos polos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho possui o alto da cabeça cinza com uma máscara preta na região dos olhos, a fêmea tem as cores mais discretas e não possui a máscara preta. Mede em torno de 13 cm de comprimento e pesa em média 12 gramas.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Geothlypis aequinoctialis aequinoctialis (J. F. Gmelin, 1789) : Nordeste da Colômbia, Venezuela, Guianas, Suriname, norte do Brasil e Trinidad;
  • Geothlypis aequinoctialis chiriquensis (Salvin, 1872) : Costa Rica e região adjacente do sudoeste do Panamá;
  • Geothlypis aequinoctialis auricularis (Salvin, 1883) : Oeste do Equador (Pacífico) e oeste do Peru (sul de Ica);
  • Geothlypis aequinoctialis peruviana (Taczanowski, 1884) : Norte do Peru (Marañon Vale superior de Cajamarca e La Libertad);
  • Geothlypis aequinoctialis velata (Vieillot, 1809) : Sudeste do Peru, Bolívia, centro-sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina
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Comentários:

Habita em brejos com arbustos, buritizais, restingas e matas de galeria. Esconde-se em moitas de vegetação, sendo observado apenas quando voa.

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Referências bibliográficas:

Pula-pula-ribeirinho – (Myiothlypis rivularis)

A pula-pula-ribeirinho Myiothlypis rivularis é uma ave da família Parulidae. O no norte da Argentina, Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, no sudeste do Paraguai, Suriname e leste da Venezuela.

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  • Nome popular: Pula-pula-ribeirinho
  • Nome inglês: Neotropical River Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis rivularis
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre de forma descontínua por toda a América do Sul. No norte da Argentina, Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, no sudeste do Paraguai, Suriname e leste da Venezuela
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros que geralmente procura aos pares, no chão e entre madeiras secas, principalmente nas margens da água. Às vezes pega sua presa no chão durante o voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho no barranco de rios a cerca de 1,5 metros do chão. Os pais cuidam juntos dos filhotes, caçando nas margens dos rios durante todo o dia e sempre vocalizando, demonstrando assim seu forte territorialismo, respondendo e vindo próximo ao simples imitar de sua vocalização ao assobiar.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 13 centímetros de compromrnto e pesa entre 11,5 e 16,5 gramas. Apresenta cabeça com a coroa escura, sobrancelha branca e faixa transocular escura e garganta branca, o lado superior é esverdeado, o lado inferior com os flancos acanelados e ventre e lados da cabeça esbranquiçados. Tem a cauda verde oliva, o bico e a íris são escuros e as pernas são amareladas.

Tem duas subespécies:

  • Myiothlypis rivularis rivularis (zu Wied-Neuwied, 1821) – ocorre do Leste do Paraguai até o Sudeste do Brasil e Nordeste da Argentina;
  • Myiothlypis rivularis boliviana (Sharpe, 1885) – ocorre nas sopés da Cordilheira do Andes da Bolívia, nas regiões de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz e Tarija;
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Comentários:

Frequenta taquarais densos ou soqueiras de samambaias em matas primárias ou secundárias, ao lado do furnarídeo joão-porca(Lochmias nematura) que vive no mesmo biótopo. Pousa altivo no solo e nos galhos baixos e abre a cauda balançando-a com frequência, aos pares ou solitário.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pula-pula-ribeirinho Acesso em 28 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pula-pula-ribeirinho Acesso em 13 de Agosto de 2012.

Pula-pula – (Basileuterus culicivorus)

O pula-pula Basileuterus culicivorus é uma ave da família Parulidae. É também conhecido por sebinho. Ocorre desde o México até á Argentina
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  • Nome popular: Pula-pula
  • Nome inglês: Golden-crowned Warbler
  • Nome científico: Basileuterus culicivorus
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre do México e América Central, através da maior parte da América do Sul, à Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos capturados na superfície de ramos e folhas.
  • Reprodução: Constrói o ninho, em forma de tigela, no solo, entre a vegetação, sendo confeccionado com capins muito finos, a câmara incubatória é acolchoada com talos finos de cortiças. Poe em média 2 ou 3 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em torno de 12 cm e pesa cerca de 10 gr. Possui o lado inferior amarelo e o superior verde-oliváceo, sobrancelha esbranquiçada, realçada por uma faixa anegrada por baixo e por cima, faixa medial no píleo cinzento-avermelhada.

Tem catorze subespécies reconhecidas, divididas em três grupos com critérios geográficos.

Grupo “culicivorus”:
Basileuterus culicivorus brasierii (Giraud, 1841) – México.
Basileuterus culicivorus flavescens (Ridgway, 1902) – México.
Basileuterus culicivorus culicivorus (W. Deppe, 1830) – México até Costa Rica.
Basileuterus culicivorus godmani (Berlepsch, 1888) – Costa Rica até Panamá.

Grupo “cabanisi”:
Basileuterus culicivorus occultus (J. T. Zimmer, 1949) – Colômbia.
Basileuterus culicivorus austerus (J. T. Zimmer, 1949) – Colômbia.
Basileuterus culicivorus indignus (Todd, 1916) – Colômbia e Venezuela.

Grupo “auricapilla”:
Basileuterus culicivorus cabanisi (Berlepsch, 1879) – Colômbia e Venezuela.
Basileuterus culicivorus olivascens (Chapman, 1893) – Venezuela e Trinidad.
Basileuterus culicivorus segrex (J. T. Zimmer & Phelps, Sr, 1949) – tepuis da Venezuela, Guiana e norte do Brasil.
Basileuterus culicivorus auricapilla (Swainson, 1838) – centro-sudeste do Brasil.
Basileuterus culicivorus viridescens (Todd, 1913) – Bolívia (Santa Cruz).
Basileuterus culicivorus azarae (J. T. Zimmer, 1949) – Paraguai, Argentina, sul e sudeste do Brasil e Uruguai.
Basileuterus culicivorus hypoleucus (Bonaparte, 1850) – Bolívia, noroeste do Paraguai, centro, sul e sudeste do Brasil.

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Comentários:

É uma ave muito agitada, daí seu nome popular. Frequenta o interior de florestas úmidas e secas, capoeiras e cerradões, a média altura. É bastante comum em bandos mistos de aves, sendo indicado por muitos estudos como espécie regular e responsável pela coesão do bando.

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Referências & Bibliografia:

Mariquita – (Setophaga pitiayumi)

A mariquita é uma ave passeriforme da família Parulidae. Conhecida também como figuinha-baiana e mariquita-do-sul. Ocorre do Sul dos Estados Unidos até á Argentina
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  • Nome popular: Mariquita
  • Nome inglês: Tropical Parula
  • Nome científico: Setophaga pitiayumi
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre do Piauí, Maranhão, Goiás e Mato Grosso, em direção sul, até o Rio Grande do Sul e também em regiões periféricas da Amazônia, no estado de Roraima e em áreas montanhosas do Amapá. Encontrada também do sul dos Estados Unidos à Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, pequenas aranhas e lagartas, obtidos em flores e, às vezes, diretamente em voo. A mariquita consegue também se aproveitar da excreção adocicada de pulgões, pairando no ar para lambê-la.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cestinha aberta, colocada no interior da vegetação densa, no alto das árvores, ou então, em tranças pendentes de barba-de-velho Tillandsia usneoides. Tem o período reprodutivo inicia-se em agosto e tem seu término em novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede uma média de 10 cm e um peso de 8 gramas. Tem um colorido contrastante entre o amarelo vivo da região ventral com o alaranjado no peito e o cinza-azulado das costas. A área ao redor dos olhos é negra e chama a atenção, bem como as duas faixas brancas nas asas e o branco nas penas externas da cauda. Também possui o crisso branco e mandíbula de coloração clara. No meio das costas apresenta uma área triangular esverdeada, visível sob boa luz e quando a ave apresenta esse local em suas cambalhotas na busca de alimentação.

Possui quatorze subespécies:

  • Setophaga pitiayumi pitiayumi (Vieillot, 1817) – ocorre no leste da Bolívia até o Paraguai, no Brasil, no Uruguai e no norte da Argentina;
  • Setophaga pitiayumi insularis (Lawrence, 1871) – ocorre na ilha de Três Marías (no oeste do México) e na região adjacente de Nayarit;
  • Setophaga pitiayumi pulchra (Brewster, 1889) – ocorre na Serra Madre Ocidental, no noroeste do México (do estado de Sonora até Jalisco);
  • Setophaga pitiayumi nigrilora (Coues, 1878) ocorre nos Estados Unidos da América, do vale do baixo rio Grande no Texas até Coahuila e o norte de Veracruz no México;
  • Setophaga pitiayumi inornata (S. F. Baird, 1864) ocorre do sul do México (sul do estado de Veracruz) até a Guatemala e norte de Honduras;
  • Setophaga pitiayumi speciosa (Ridgway, 1902) – ocorre na região tropical do sul de Honduras até a Nicarágua, Costa Rica e o oeste do Panamá;
  • Setophaga pitiayumi cirrha (Wetmore, 1957) – ocorre na ilha de Coiba no Panamá;
  • Setophaga pitiayumi nana (Griscom, 1927) – ocorre no leste do Panamá, da região de Darién até o noroeste da Colômbia, na região de Córdoba;
  • Setophaga pitiayumi elegans (Todd, 1912) – ocorre na região tropical do norte da Colômbia, no norte da Venezuela e no norte do Brasil; também ocorre nas ilhas de Trinidad e Tobago;
  • Setophaga pitiayumi pacifica (von Berlepsch & Taczanowski, 1884) – ocorre na região tropical do sudoeste da Colômbia, desde a região de Nariño até o oeste do Equador e noroeste do Peru;
  • Setophaga pitiayumi roraimae (Chapman, 1929) – ocorre nos Tepuis do sul da Venezuela e na região adjacente do extremo norte do Brasil;
  • Setophaga pitiayumi alarum (Chapman, 1924) – ocorre na região subtropical leste do Equador e no norte do Peru a leste da Cordilheira dos Andes até a região de Huánuco;
  • Setophaga pitiayumi melanogenys (Todd, 1924) – ocorre do sul do Peru, na região de Junín, até o oeste da Bolívia na região de La Paz e Cochabamba;
  • Setophaga pitiayumi graysoni (Ridgway, 1887) – ocorre nas ilhas de Socorro, Revillagigedo ao sul do estado da Baja California.
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Comentários:

Frequenta a copa das árvores mais altas da mata seca e cerradões e ocasionalmente desce a estratos mais baixos nas regiões de borda e clareiras. Evita planícies úmidas, sendo que em regiões de maior umidade é encontrada principalmente em áreas montanhosas. Vive em casais ou solitária, acompanhando bandos mistos na copa ou caçando por conta própria. É de comportamento bastante inquieto e canta incansavelmente, inclusive nas horas mais quentes do dia.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/mariquita Acesso em 28 Agosto de 2010.
  • HBW Alive – disponível em https://www.hbw.com/species/tropical-parula-setophaga-pitiayumi Acesso em 28 Agosto de 2010.

Mariquita-papo-de-fogo – (Setophaga fusca)

A mariquita-papo-de-fogo Setophaga fusca é uma ave da família Parulidae. Ocorre no Brasil como visitante, oriundo na América do Norte.

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  • Nome popular: Mariquita-papo-de-fogo
  • Nome inglês: Blackburnian Warbler
  • Nome científico: Setophaga fusca
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, entre dezembro e março em Roraima e Manaus (AM). Também já foi registrado na região Sudeste, em Santa Teresa (ES), Vargem Alta (ES) e Nova Friburgo (RJ), presumivelmente como vagante raro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes. Vasculha folhas verdes à procura de alimento muitas vezes em bandos mistos.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. O macho tem a garganta e peito de colorido laranja e os lados do pescoço estriados. A face com lista preta e coroa preta. Parte inferior do peito amarelada, com faixas pretas laterais. Barriga branca ou amarelada. Asas negras com barras brancas largas em conjunto com uma mancha branca. Cauda preta com grandes manchas brancas nas penas da parte exterior da cauda. Fêmea com garganta e peito superior estriados, e lados do pescoço amarelo alaranjados. Coroa, rosto e flanco com listras cinza-esverdeadas. Duas barras grandes e brancas na asa. Imaturo semelhante à fêmea adulta. Macho imaturo com mais amarelo na garganta, fêmea imatura mais pálida que a adulta.

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Comentários:

Frequenta as copas e o estrato médio de matas e florestas, também em campos abertos, florestas de várzea e matas de montanha.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Canário-do-mato – (Myiothlypis flaveola)

O canário-do-mato Myiothlypis flaveola é uma ave da família Parulidae. Também conhecido como pula-pula-amarelo. Ocorre Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Paraguai e Venezuela.

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  • Nome popular: Canário-do-mato
  • Nome inglês: Flavescent Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis flaveola
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil e também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Eventualmente também come frutas. Muito ativa, vive aos casais procurando invertebrados entre as folhas caídas ou nas galhadas baixas. Segue as formigas de correição, capturando os invertebrados fugindo das pequenas predadoras.
  • Reprodução: Constrói o ninho com gramíneas e raízes. Geralmente feito em bromélias ou no próprio solo em um local seguro. Canta o ano inteiro, mas com maior frequência entre os meses de julho a dezembro, época de reprodução. Põe em média de 3 a 5 ovos pequenos de cor branca com poros pretos. Os filhotes nascem após15 dias. Levam em torno de 34 para deixar do ninho.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Essa ave é de pequeno porte e chega a medir apenas 10 centímetros de comprimento. Não possui dimorfismo sexual, sendo o macho igual a fêmea. Corpo verde-oliváceo claro com penas pretas ao longo do mesmo. Possui um pequeno topete que usa para intimidar presas e fazer o corte nupcial (ritual de acasalamento). Essa ave possui o canto muito alto, semelhante ao do Canário-belga.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myiothlypis flaveola flaveola (S. F. Baird, 1865) ocorre no leste da Bolívia até o norte do Paraguai, interior do Brasil e norte da Argentina;
  • Myiothlypis flaveola pallidirostris (Oren, 1985) ocorre na porção tropical do nordeste da Colômbia até o norte da Venezuela e sul da Guiana, e na área adjacente em Roraima.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Frequenta parte baixa e chão das matas ciliares, matas secas e cerradões. Aparece nos bandos mistos próximos ao solo, parecendo ser algo ocasional, ao contrário de muitas espécies de aves.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/canario-do-mato Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pula-pula-amarelo Acesso em 31 de Outubro de 2008.