Cocoruta – (Elaenia ridleyana)

A cocuruta Elaenia ridleyana é uma ave da família Tyrannidae. Espécie endêmica. Ocorre exclusivamente na ilha de Fernando do Noronha.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares
  • Nome popular: Cocoruta
  • Nome inglês: Noronha Elaenia
  • Nome científico: Elaenia ridleyana
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Endêmico do Arquipélago de Fernando de Noronha (Pernambuco).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos e frutos, tendo como sua base alimentar os frutos de Ficus noronhae.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de cestinho feito com fibras vegetais e musgos. Põe em média 1 ou 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

Características:

Mede 17 cm de comprimento. Possui a garganta branca com um tom acinzentado nas laterais e no peito. A barriga é de coloração amarelo esmaecido. Logo depois da muda das penas, que ocorre entre março e abril, o amarelo pode se tornar mais forte, ficando mais claro com envelhecimento da pena, até chegar aos meses de dezembro e janeiro com uma coloração cinza com leve amarelado.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

Comentários:

Frequentam matas secas, capoeiras e áreas antrópicas do arquipélago de Fernando de Noronha. Está ameaçado de extinção devido a ocupação humana e o turismo desordenado no arquipélago.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

 

Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Urubu-rei – (Sarcoramphus papa)

O Urubu-rei Sarcoramphus papa uma ave da família Cathartidae. Conhecido também como corvo-branco, urubu-real, urubu-branco, urubutinga e urubu-rubixá. Ocorre do sul do México até o norte da Argentina, incluindo todo o Brasil e nos demais paises sul americanos.

Urubu-rei Foto – Silvia Linhares
  • Nome popular: Urubu-rei
  • Nome inglês: King Vulture
  • Nome científico: Sarcoramphus papa
  • Família: Cathartidae
  • Habitat: Ocorre desde o México à Colômbia, Bolívia, Peru, norte da Argentina e Uruguai. Embora presente em todo o Brasil, é mais comum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste
  • Alimentação: Em geral, alimenta-se de carcaças de antas, capivaras, jacarés, e qualquer outro animal morto. Em áreas antropizadas e nas proximidades de fazendas, pode aparecer nos cadáveres de gado e outros animais de criação. É imune, aparentemente, ao botulismo, doença que ataca o homem e outras aves por ingestão de alimentos enlatados, como patê, contaminado pela bactéria Clostridium botulinum. Frequenta carniças com os outros urubus, onde devido a seu tamanho, deixa as outras espécies afastadas, parecendo ser o rei entre elas.
  • Reprodução: O casal escolhe um local que pode ser no chão entre as pedras, ou em morros. Muitas vezes aproveita um ninho já existente, para fazer a postura dos ovos que são em número de 1 a 2, mas com cobertura vegetal densa. A incubação é longa durando de 53 a 58 dias. Enquanto a fêmea choca os ovos, o macho sai a procura de alimento para ambos. O casal pode se revezar na incubação. Quando o filhote está nascendo, a fêmea ajuda a tirar a casca do ovo delicadamente, e quando finalmente o animal sai do ovo possui uma fina penugem branca, mantida nas primeiras semanas de vida, e com o passar dos dias seu aspecto lembra uma bola de algodão. Logo é alimentado pelos pais com regurgito. Atinge a maturidade sexual aos 3 anos, quando já pode apresentam coloração típica.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Urubu-rei Foto – Silvia Linhares

Características:

Mede entre 170 a 198 cm e peso que oscila de 3 a 5 kg, medindo cerca de 85 cm de comprimento. Tem cabeça e pescoço nus, pintados de vermelho, amarelo e alaranjado, a parte superior do corpo amarelo-clara, esbranquiçada, asas e cauda pretas, o lado inferior branco, com plumagem branca e negra.

Urubu-rei Foto – Silvia Linhares

Comentários:

Habita regiões de florestas com clareiras (campos, pastagens) distantes de centros urbanos, nunca é encontrado em regiões desérticas. Embora tenha poucos predadores naturais devido à baixa reprodutividade da espécie e à degradação do seu habitat, é uma espécie com a população em declínio.

Urubu-rei Foto – Silvia Linhares

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/urubu-rei Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Urubu-rei Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Piuí-boreal – (Contopus cooperi)

O piuí-boreal Contopus cooperi é uma ave da família Tyrannidae. Espécie migrante. Ocorre no Brasil, de forma sazonal, vindo do hemisfério norte.

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  • Nome popular: Piuí-boreal
  • Nome inglês: Olive-sided Flycatcher
  • Nome científico: Contopus cooperi
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Fluvicolinae
  • Habitat: Visitante sazonal vindo da América do Norte, migra para a América Central e América do Sul no verão, chegando até a Argentina. No Brasil é observada entre outubro a abril, ocorrendo na Amazônia e Mata Atlântica, com registros vagantes no Cerrado.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos voadores, capturados durante o voou. Para realizar essa estratégia de forrageamento, a espécie pousa solitária e ereta em galhos expostos no topo de árvores altas, de borda de florestas e/ou campos semiabertos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com galhos pequenos, a parte interna geralmente é forrada com materiais mais finos, como grama e musgos. Reproduz-se uma vez por ano e geralmente as ninhadas são de 3 ou 4 ovos. Tem como área reprodutiva as florestas boreais do Canadá e montanhosas do Alasca.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Piuí-boreal {field 42}

Características:

Mede de 22 a 25 centímetros. Em campo, evidencia uma notória marca branca nos flancos, característica pouco evidente nas demais espécies congenéricas.

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Comentários:

Frequentam áreas abertas ou bordas de florestas boreais de coníferas ou florestas temperadas ocidentais, em áreas de até 3mil metros de altitude e sempre perto da água. Também estão associados a habitats com árvores muito altas. Dois habitats florestais usados no inverno são as florestas tropicais montanhosas e as florestas tropicais perenes de planície. Viaja durante o dia ou à noite, chocando-se frequentemente contra janelas iluminadas.

Piuí-boreal {field 28}

Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Alegrinho-de-garganta-branca – (Mecocerculus leucophrys)

O alegrinho-de-garganta-branca Mecocerculus leucophrys é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas e Amapá.

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  • Nome popular: Alegrinho-de-garganta-branca
  • Nome inglês: White-throated Tyrannulet
  • Nome científico: Mecocerculus leucophrys
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre nos Tepuis, na fronteira do Brasil com a Venezuela, no Pico da Neblina no Amazonas e no Cerro Uei-Tepui em Roraima
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos, e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média entre 11 e 14 centímetros. Tem coloração verde oliva nas partes superiores, coroa com coloração escura; Loro branco puro e uma fina sobrancelha, face pardacenta, região auricular com algumas pena brancas. Garganta com ampla área branca que lhe confere o nome popular. As asas são escuras e apresentam as rêmiges pretas com bordas claras. Duas barras alares claras estão presentes. O ventre e o crisso são cinza claros.

Possui dez subespécies:

  • Mecocerculus leucophrys leucophrys (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre na região temperada da Cordilheira dos Andes do Sudeste do Peru até a Bolívia e no Noroeste da Argentina;
  • Mecocerculus leucophrys notatus (Todd, 1919) – ocorre a Oeste da Cordilheira dos Andes na região Central da Colômbia;
  • Mecocerculus leucophrys setophagoides (Bonaparte, 1845) – ocorre a Leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia e Noroeste da Venezuela;
  • Mecocerculus leucophrys rufomarginatus (Lawrence, 1869) – ocorre do Sul da Colômbia, na região de Nariño até o Oeste do Equador e Noroeste do Peru na região de Piura;
  • Mecocerculus leucophrys nigriceps (Chapman, 1899) – ocorre nas montanhas do Norte da Venezuela;
  • Mecocerculus leucophrys chapmani (Dickerman, 1985) – ocorre nos Tepuis do Sul da Venezuela;
  • Mecocerculus leucophrys roraimae (Hellmayr, 1921) – ocorre na região subtropical Central da Venezuela;
  • Mecocerculus leucophrys parui (W. H. Phelps & W. H. Phelps Jr, 1950) – ocorre nos Tepuis do Sul da Venezuela, na região do Monte Parú;
  • Mecocerculus leucophrys brunneomarginatus (Chapman, 1924) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Peru da região de La Libertad e Cajamarca até Cuzco;
  • Mecocerculus leucophrys pallidior (Carriker, 1933) – ocorre na região temperada úmida a Oeste da Cordilheira dos Andes do Peru.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequentam as florestas de montanha entre 100 e 2500 metros de altitude. Solitário ou aos pares ou acompanhando bandos mistos.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Poaieiro-de-pata-fina – (Zimmerius gracilipes)

O poaieiro-de-pata-fina Zimmerius gracilipes é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia.

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  • Nome popular: Poaieiro-de-pata-fina
  • Nome inglês: Slender-footed Tyrannulet
  • Nome científico: Zimmerius gracilipes
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira ocidental e na Amazônia oriental, ao norte do rio Amazonas e leste do rio Negro. Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos ou artrópodes capturados na vegetação. Solitário ou aos casais, acompanha bandos mistos pelo estrato médio e no sub-bosque. Possue certa associação com as plantas epífitas, onde procura seu alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho pendular consistindo em uma bolsa com entrada lateral.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede entre 9 e 11,5 centímetros de comprimento e pesa entre 6,6 e 9,5 gramas. De visual muito parecido com várias sp. de pequenos tyrannideos, se diferencia por pequenos detalhes como a íris cinza clara, o bico relativamente curto e alto, e o padrão das asas, com as coberteiras mostrando pontas e contornos amarelo claro, formando duas barras ligadas por linhas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Zimmerius gracilipes gracilipes (P. L. Sclater & Salvin, 1868) – ocorre no sudeste da Venezuela, no extremo leste da Colômbia, noroeste do Brasil, no estado do Amazonas, no leste do Equador, e no nordeste do Peru.
  • Zimmerius gracilipes gilvus (J. T. Zimmer, 1941) – ocorre na Amazônia brasileira, do estado do Amazonas até o sul de Rondônia e norte de Mato Grosso, no centro e sudeste do Peru e no norte da Bolívia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Frequentam matas de terra firme e em matas de várzea, beiras de matas ralas em solos arenosos, mata ripária aberta, e matas secundárias. Habita o dossel das florestas, sendo também muito comum encontrá-la nas bordas e em clareiras no interior das matas. Apresenta uma sensibilidade média a distúrbios causados pelo ser humano.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tinguaçu-de-barriga-amarela – (Attila citriniventris)

O tinguaçu-de-barriga-amarela Attila citriniventris é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.

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  • Nome popular: Tinguaçu-de-barriga-amarela
  • Nome inglês: Citron-bellied Attila
  • Nome científico: Attila citriniventris
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Tyranninae
  • Habitat: Ocorre no lado ocidental da Amazônia, a oeste do rio Madeira, em ambos os lados do rio Solimões (AM, AC e O de RO), e também nos países vizinhos da Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos.
  • Reprodução: Reproduzem-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 18 centímetros. Tem cabeça cinza, partes superiores marrom avermelhadas com o baixo dorso mais amarelo, partes inferiores ocráceas e o peito em tons mais escuros. Garganta apresenta riscas finas. Pode ser facilmente confundido com Attila phoenicurus que migra para a região amazônica em certos meses do ano, diferindo-se deste por ter o bico um pouco maior, mais contraste no baixo dorso e pela garganta com estrias finas.

Tinguaçu-de-barriga-amarela {field 42}

Comentários:

Frequentam estrato médio e superior, no interior ou nas bordas de florestas densas. Típico do noroeste da Amazônia em florestas úmidas e abundantes nas Campinaranas (florestas sobre solo de areia branca) ao oeste do Estado do Acre. Em geral acompanha bandos mistos.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Bem-te-vi-de-cabeça-cinza – (Myiozetetes granadensis)

O bem-te-vi-de-cabeça-cinza Myiozetetes granadensis é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Acre e Roraima. Encontrado também na Venezuela, Bolívia, Peru, Panamá, Costa Rica e Colômbia.

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  • Nome popular: Bem-te-vi-de-cabeça-cinza
  • Nome inglês: Gray-capped Flycatcher
  • Nome científico: Myiozetetes granadensis
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Tyranninae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na amazônia, nos estados do Amazonas, Acre e Roraima. Encontrado também na Venezuela, Bolívia, Peru, Panamá, Costa Rica e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos capturados em voos espalhafatosos pelo dossel.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho, em um arbustos, árvores ou até mesmo construções humanas, o ninho consiste em uma grande estrutura coberta de caules e palha, que para proteção é muitas vezes feita perto de um ninho de vespas, abelhas ou formigas. O local do ninho geralmente fica perto ou sobre a água. A ninhada típica consiste de dois a quatro ovos brancos opacos, marrons ou manchados de lilás. O período reprodutivo fica entre fevereiro e junho.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 18 centímetros de comprimento e pesa entre 26 e 30 gramas. Tem a cabeça cinza com uma faixa ocular curta e fraca, o macho tem uma faixa vermelha oculta na coroa. As partes superiores são marrom oliva e as asas e a cauda são marrons com apenas leves franjas ruivas. A parte inferior é amarela e a garganta é branca. Os pássaros jovens não têm faixa na coroa e têm franjas castanhas nas penas das asas e da cauda.

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Comentários:

Frequentam bordas de clareiras de florestas úmidas próximas a coleções de água. Geralmente vive aos pares ou grupos familiares. Reproduz-se em cultivos, pastagens e florestas abertas com algumas árvores, do leste de Honduras, até ao sul, e ao noroeste do Peru, norte da Bolívia e oeste do Brasil.

Bem-te-vi-de-cabeça-cinza {field 42}

Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Piuí-verdadeiro-do-leste – (Contopus virens)

O piuí-verdadeiro-do-leste Contopus virens é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, de forma sazonal, espécie migrante vinda do América do Norte.

Piuí-verdadeiro-do-leste {field 42}
  • Nome popular: Piuí-verdadeiro-do-leste
  • Nome inglês: Eastern Wood-Pewee
  • Nome científico: Contopus virens
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Fluvicolinae
  • Habitat: Migrante do Hemisfério Norte. Ocorre no Brasil, de forma sazonal.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos e outros artrópodes. Geralmente usam um poleiro a uma altura média de uma árvore e voam para pegar a presa em voo, às vezes pairando para pegá-la na vegetação.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho aberto feito de grama, casca de árvore e líquen, preso a um galho de árvore horizontal com teias de aranha. Os locais de nidificação variam em altura de 4 a 12 m. Põe em média 3 ovos brancos translúcidos com manchas marrons concentradas na extremidade maior. Seu habitat de reprodução são florestas decíduas, florestas mistas ou plantações de pinheiros no leste da América do Norte.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 14 centímetros de comprimento. Esta espécie é críptica de Contopus sordidulus (vagante na porção setentrional da América do Sul). Dificilmente diferencia-se de C. sordidulus pelas costas mais esverdeadas, corpo menor e mais esguio.

Piuí-verdadeiro-do-leste {field 42}

Comentários:

Frequentam bordas e clareiras de florestas e em áreas abertas secas com árvores esparsas. A espécie não acompanha bandos mistos. Migram para a América Central, o Caribe e a região dos Andes, no norte da América do Sul.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências