Corujinha-do-xingu – (Megascops stangiae)

A corujinha-do-xingu Megascops stangiae é uma ave da família Strigidae Espécie endêmica do Brasil, ocorrendo somente na região do xingú no estado do Pará.

Corujinha-do-xingu Foto – Ivan César
  • Nome popular: Corujinha-do-xingu
  • Nome inglês: Xingu Screech-Owl
  • Nome científico: Megascops stangiae
  • Família: Strigidae
  • Habitat: É endêmica do Brasil, ocorrendo somente no estado do Pará ao Sul do Rio Amazonas, leste do Tapajós e oeste do Rio Tocantins e o limite sul é a Serra dos Carajás.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de invertebrados e pequenos vertebrados no estrato médio e superior de florestas primárias.
  • Reprodução: Reproduz-se dentro de ocos de arvores e buracos de pica-paus.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corujinha-do-xingu Foto – Hilton Filho

Características:

Mede em média entre 20 e 22 cm de comprimento e pesa entre 115 a 170 g. Tem dorso escuro com coloração variando entre marrom e cinza. Partes inferiores claras com estrias e tufos de penas no alto da cabeça. A Íris é castanha.

Corujinha-do-xingu Foto – Guilherme Serpa

Comentários:

Frequentam florestas altas e várzeas onde há palmeiras. É exclusivamente de hábitos noturnos, vivendo frequentemente aos pares. Durante o dia descansa em buracos ou galhos de árvores à média altura. Habita floresta ombrófila densa. Matas de baixada, mata de terra firme, mata de igapó e campinarana. Interior de mata primária e secundária madura. Prefere áreas com troncos quebrados ainda de pé e com camadas mais rasas de folhiço no solo da mata. Ocasionalmente em clareiras e bordas de mata.

Corujinha-do-xingu Foto – Carmen Lúcia Bays

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2021); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2022.

Referências

Coruja-orelhuda – (Asio clamator)

A coruja-orelhuda é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como coruja-gato, coruja-listrada e mocho-orelhudo.

Coruja-orelhuda Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Coruja-orelhuda
  • Nome inglês: Striped Owl
  • Nome científico: Asio clamator
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Encontrada em todo o território brasileiro. Encontrada também da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de ratos, morcegos, anfíbios, répteis, insetos grandes e aves.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão e em ocos de árvore. Põe em média 3 ovos que são chocados por 33 dias. A fêmea praticamente não sai do ninho durante a incubação, sendo alimentada pelo macho. Filhotes são capazes de voar por volta de um mês e meio de vida. Em torno dos 5 meses de vida os jovens são expulsos do território pelos pais. Período reprodutivo, de agosto a março (na América do Sul).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Coruja-orelhuda Foto – Edgard Thomas

Características:

Tem tamanho médio, medindo de 30 a 38 centímetros. O macho pesa de 335 a 385 gramas e a fêmea de 400 a 556 gramas. A asa mede de 228 a 294 milímetros e a cauda de 127 a 165 milímetros. As partes superiores são bege, marrom e canela apresentando estrias pretas. Na cabeça, a coroa e a nuca são marrons apresentando listras e manchas. No alto da cabeça, sobre os olhos apresentam penas proeminentes de coloração castanho escura e preta que se assemelham na aparência a orelhas. Os lores e uma listra sobre cada órbita ocular são brancas ou esbranquiçadas, com uma borda escura distinta. O disco facial é esbranquiçado, com borda preta bem visível. As penas de voo e da cauda apresentam barrado marrom escuro. As asas são curtas e a cauda é longa. Nas partes inferiores, a garganta é branca, o peito e a barriga são branco sujos ou bege, com estrias largas de coloração preta. As penas subcaudais são esbranquiçadas apresentando fino barrado escuro.

Possui quatro subespécies:

  • Asio clamator clamator (Vieillot, 1808) – ocorre da Colômbia até a Venezuela, Leste do Peru e região central do Brasil;
  • Asio clamator forbesi (Lowery & Dalquest, 1951) – ocorre da região tropical Sul do México até o Panamá.
  • Asio clamator oberi (E. H. Kelso, 1936) – ocorre nas Ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe;
  • Asio clamator midas (Schlegel, 1862) – ocorre do Leste da Bolívia até o Paraguai, Sul do Brasil, Uruguai e Norte da Argentina.
Coruja-orelhuda Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

É comum em áreas abertas, campos com árvores e arbustos, cerrados, caatingas e até cidades, como o Rio de Janeiro. Noturna. Se torna ativa após crepúsculo, as vezes ao entardecer

Coruja-orelhuda Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/coruja-orelhuda Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Aves de Rapina Brasil – disponível em http://www.avesderapinabrasil.com/rhinoptynx_clamator.htm Acesso em 28 Agosto de 2010.

Corujinha-relógio – (Megascops usta)

A corujinha-relógio Megascops usta é uma ave da família Strigidae. Ocorre no Brasil, e também do sudoeste da Venezuela até o norte da Bolívia.

Corujinha-relógio {field 32}
  • Nome popular: Corujinha-relógio
  • Nome inglês: Variable Screech-Owl
  • Nome científico: Megascops usta
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre no centro da América do Sul. Encontrada tanto ao norte quanto no sul do Rio Amazonas, ao oeste do Rio Branco, oeste do Tapajós e sul da Serra dos Carajás, passando pelos estados de Tocantins, sul do Pará, norte do Mato Grosso, Rondônia, Acre, oeste do Amazonas e oeste de Roraima. Fora do Brasil ela está presente do sudoeste da Venezuela até o norte da Bolívia. Podem ser vistas do nível do mar até 600 m de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes, e provavelmente também vertebrados.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavides de árvores mortas, inclusive palmeiras. Põe em média 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corujinha-relógio {field 32}

Características:

Mede em média 24 cm de comprimento e pesa entre 115 e 141 gramas. Íris castanha, peito claro com rajados escuros e verticais sobre finas listras transversais. Dorso marrom escuro. Face com “bigodes” bem destacados próximo ao bico. Apresenta tufos de penas no alto da cabeça.

Corujinha-relógio {field 29}

Comentários:

Frequentam mata tropical de baixada, matas de encosta, floresta aberta ou aluvial de bambus e/ou palmeiras. Normalmente uma espécie de interior de mata, vivendo em níveis mais baixos de vegetação na mata primária ou mata secundária. No cerrado, pode ser encontrada em enclaves de hábitats de florestas. Ave essencialmente noturna, eventualmente começa a cantar no início do crepúsculo.

Corujinha-relógio {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Mocho-dos-banhados – (Asio flammeus)

O mocho-dos-banhados Asio flammeus é uma ave da família Strigidae. Ocorre em boa parte do planeta, no Brasil podemos encontrá-los de Goiás e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.

Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Mocho-dos-banhados
  • Nome inglês: Short-eared Owl
  • Nome científico: Asio flammeus
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ave migratória, vem da América do Norte, atravessando os Andes até a Terra do Fogo. No Brasil, ocorre de Goiás e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É comum nas regiões setentrionais da Europa e da Ásia. Em regiões tropicais é residente.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos, sobretudo roedores, mas também morcegos; aves e insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em solo pantanoso, debaixo de arbustos, em moitas de capim, ou numa suave depressão (Pearson, 1936) em meio a hastes de gramíneas, com o fundo recoberto por matéria vegetal e penas, sugerindo algum cuidado na construção do ninho. Nidifica em áreas relativamente abertas, e com um uso do solo pouco intensivo. O ninho feito no chão, escondido pela vegetação, como por exemplo por entre ervas altas, ou urzes. O número de ovos é bastante variável, dependendo da abundância de presas. As posturas mais frequentes contam entre 2 a 8 ovos, mas excepcionalmente podem chegar a 16. A incubação, realizada sobretudo pela fêmea, tem uma duração de 24 a 29 dias. Os juvenis podem abandonar o ninho muito cedo, mesmo antes de aprenderem a voar. A coruja dos banhados geralmente defende seu ninho realizando voos rasantes contra intrusos (inclusive o homem) quando se aproximam do local.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Características:

É uma coruja que mede entre de 33 a 41,5 cm (macho) e 34 a 43 cm (fêmea), pesando entre 200 e 450 g (macho) e 260 a 500 g (fêmea), aspecto delgado e partes inferiores finamente estriadas, possuindo asas longas e “orelhas” curtas e inconspícuas (Meyer-de-Schauensee, 1970; Sick, 1997), tarso e dedos recoberto por penas. Asa de 281 a 335 mm. Fêmea possui plumagem mais escura que o macho e jovem possui estrias no peito e no ventre.

Possui dez subespécies:

  • Asio flammeus flammeus (Pontoppidan, 1763) – ocorre na América do Norte, Europa; Norte da Ásia e Norte da África;
  • Asio flammeus galapagoensis (Gould, 1837) – ocorre no Arquipélago de Galápagos;
  • Asio flammeus ponapensis (Mayr, 1933) – ocorre no Leste da Ilhas Carlina;
  • Asio flammeus sandwichensis (A. Bloxam, 1827) – ocorre no Arquipélago do Havaí;
  • Asio flammeus domingensis (Statius Muller, 1776) – ocorre na ilha Hispaniola e em Cuba (?);
  • Asio flammeus portoricensis (Ridgway, 1882) – ocorre na Ilha de Puerto Rico;
  • Asio flammeus suinda (Vieillot, 1817) – ocorre do Sul do Peru até a Bolívia, Sudeste do Brasil até a Terra do Fogo;
  • Asio flammeus bogotensis (Chapman, 1915) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Colômbia, Equador e Noroeste do Peru;
  • Asio flammeus pallidicaudus (Friedmann, 1949) – ocorre no Norte da Venezuela e Guiana;
  • Asio flammeus sanfordi (Bangs, 1919) – ocorre nas Ilhas Malvinas.
Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas com arbustos e árvores esparsas, campos abertos, baixadas com manchas de vegetação, clareiras próximo a bordas de mata, terras cultivadas, pastagens abandonadas ou ativas, áreas urbanas e banhados onde pode ser vista caçando durante o dia, pousando sobre o solo ou peneirando. Adapta-se a áreas próximas de cidades e chega até a adentrar áreas urbanizadas. Ativa tanto à noite quanto de dia, com pico de atividade ao anoitecer. Normalmente menos ativa nos períodos de meio do dia e meio da noite (Konig, “Owls of the World”). Pode ser vista pousada em mourões de cerca, no topo de arbustos e postes, em fios de eletricidade ou outros locais expostos. Caça voando baixo executando manobras rápidas e batidas de asa lentas e flexíveis, deslizando em seguida pelo ar.

Mocho-dos-banhados Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/mocho-dos-banhados Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coruja-do-nabal Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Coruja-buraqueira – (Athene cunicularia)

A coruja-buraqueira é uma ave da família Strigidae. Com o nome científico cunicularia (“pequeno mineiro”) recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo. Vivem no mínimo 9 anos em habitat selvagem. Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos.
Coruja-buraqueira {field 6}
  • Nome popular: Coruja-buraqueira
  • Nome inglês: Burrowing Owl
  • Nome científico: Athene cunicularia
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil com exceção da bacia Amazônica. Já existem registros fotográficos comprovando a ocorrência da coruja buraqueira em todos os Estados brasileiros, incluindo a bacia Amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos, mas pode caçar pequenos roedores, répteis, anfíbios e até pássaros pequenos.
  • Reprodução: A reprodução da coruja-buraqueira começa entre março ou abril. Faz seus ninhos em cupinzeiros, buracos de tatu e buracos na areia em regiões litoraneas, costumando cavar túneis de até 2 metros e forrar o fundo com capim seco. O casal se reveza, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem, em torno de 1,5 a 3 metros de profundidade e 30 a 90 centímetros de largura. Ao redor acumula estrume e se alimenta dos insetos atraídos pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela fêmea.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Coruja-buraqueira {field 6}
Características:

Ave de pequeno porte, seu tamanho médio é de 23 centímetros. Possui a cabeça redonda, sem penachos e os olhos estão dispostos lado a lado, num mesmo plano. As sobrancelhas são brancas e os olhos amarelos. A coloração é cor-de-terra, mimética, podendo apresentar plumagem em tons de ferrugem causada por solos de terra roxa. Ao contrário da maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. Tem vôo suave e silencioso. Ela tem que virar o pescoço, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado num mesmo plano.

Possui vinte e duas subespécies

  • Athene cunicularia grallaria (Temminck, 1822) – ocorre no leste do Brasil, do estado do Maranhão até Mato Grosso e Paraná;
  • Athene cunicularia cunicularia (Molina, 1782) – ocorre no sul da Bolívia e sul do Brasil até o Paraguai e Terra do Fogo;
  • Athene cunicularia hypugaea (Bonaparte, 1825) – ocorre no sudoeste do Canadá até El Salvador;
  • Athene cunicularia rostrata (C. H. Townsend, 1890) – ocorre na Ilha Clarión (Arquipélago Revillagigedo, oeste do México);
  • Athene cunicularia floridana (Ridgway, 1874) – ocorre nas pradarias do centro e sul da Flórida, Bahamas, Cuba, e ilha dos Pinheiros em Cuba;
  • Athene cunicularia guantanamensis (Garrido, 2001) – ocorre na região costeira do norte de Cuba na província de Guantánamo;
  • Athene cunicularia troglodytes (Wetmore & Swales, 1931) ocorre nas ilhas de Hispaniola, Gonâve e Beata do território do Haiti e República Dominicana;
  • Athene cunicularia amaura (Lawrence, 1878) – originalmente ocorria no Caribe na ilha de Nevis e Antígua. Hoje está extinta;
  • Athene cunicularia guadeloupensis (Ridgway, 1874) – originalmente ocorria no Caribe na ilha de Guadalupe. Hoje está extinta;
  • Athene cunicularia brachyptera ((Richmond, 1896) – ocorre na Ilha Margarita na Venezuela;
  • Athene cunicularia arubensis (Cory, 1915) – ocorre no Caribe, na Ilha de Aruba;
  • Athene cunicularia apurensis (Gilliard, 1940) – ocorre na Venezuela;
  • Athene cunicularia minor (Cory, 1918) – ocorre no sul da Guiana e no extremo norte do Brasil, no estado de Roraima;
  • Athene cunicularia carrikeri (Stone, 1922) – ocorre no leste da Colômbia;
  • Athene cunicularia tolimae (Stone, 1899) ocorre no oeste da Colômbia na região de Tolima;
  • Athene cunicularia pichinchae (Boetticher, 1929) – ocorre no oeste do Equador (exceto no litoral árido);
  • Athene cunicularia nanodes (Berlepsch & Stolzmann, 1892) – ocorre no litoral árido do oeste do Peru, nas regiões de Trujillo até Arequipa;
  • Athene cunicularia punensis (Chapman, 1914) – ocorre na porção árida do litoral do sudoeste do Equador e noroeste do Peru;
  • Athene cunicularia intermedia (Cory, 1915) – ocorre na região costeira do oeste do Peru da região de Paita até Pacasmayo;
  • Athene cunicularia juninensis (Berlepsch & Stolzmann, 1902) – ocorre na porção central da Cordilheira dos Andes no Peru (Junín) até o oeste da Bolívia e noroeste da Argentina;
  • Athene cunicularia boliviana (L. Kelso, 1939) – ocorre na Bolívia;
  • Athene cunicularia partridgei (Olrog, 1976) – ocorre no norte da Argentina, na província de Corrientes.

(Clements checklist, 2014).

Coruja-buraqueira {field 6}
Comentários:

Costuma viver em campos, cerrados, pastos, restingas, planícies, praias, aeroportos e terrenos baldios em cidades. Coruja terrícola tem hábitos diurnos e noturnos, mas é ativa, principalmente durante o crepúsculo, quando faz uso de sua ótima audição. Tem o campo visual limitado, mas essa deficiência é superada pela capacidade de girar a cabeça até 270 graus, o que ajuda na focalização. As corujas foram observadas em colônias, havendo uma área pequena de buraco para buraco. Tais agrupamentos podem ser uma resposta a uma abundância de buracos e alimento ou uma adaptação para a defesa mútua. Os membros da colônia podem alertar-se à aproximação dos predadores e juntar-se e fugir.

Coruja-buraqueira {field 6}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/coruja-buraqueira Acesso em 08 Setembro de 2016.
  • Aves de Rapina do Brasil – disponível em http://www.avesderapinabrasil.com/athene_cunicularia.htm  Acesso em 16 jun. 2009.

Murucututu-de-barriga-amarela – (Pulsatrix koeniswaldiana)

O Murucututu-de-barriga-amarela Pulsatrix koeniswaldiana é uma ave da família Strigidae. É também conhecida como corujão-mateiro. Ocorre no Brasil, Paraguai e Argentina.

Murucututu-de-barriga-amarela Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Murucututu-de-barriga-amarela
  • Nome inglês: Tawny-browed Owl
  • Nome científico: Pulsatrix koeniswaldiana
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, encontrado também no Paraguai e Argentina. Endêmico da Mata Atlântica
  • Alimentação: Alimenta-se somente durante a noite, procurando por insetos grandes, aves dormindo e especialmente roedores e outros mamíferos de pequeno e médio porte.
  • Reprodução: Nidifica em ocos de árvores. O macho é responsável por trazer alimento para a fêmea e para os filhotes. A época de reprodução acontece com a chegada da primavera e verão, quando as temperaturas são mais amenas e o alimento mais abundante.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Murucututu-de-barriga-amarela Foto – Afonso de Bragança

Características:

Tem comprimento 44 cm. Tem um disco facial castanho, sobrancelhas brancas ao redor do bico. Dorso castanho escuro e cauda com faixas transversais brancas. Tem um colar largo da mesma cor e o ventre é de cor amarelada, macho e fêmea não possuem diferenças na plumagem.

Murucututu-de-barriga-amarela Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta o interior de florestas úmidas primárias ou secundárias e suas bordas, podendo inclusive se aventurar em clareiras e outras áreas com árvores esparsas.

Murucututu-de-barriga-amarela Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

Corujinha-das-guianas – (Megascops watsonii)

A corujinha-das-guianas Megascops watsonii é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como corujinha-orelhuda, caburé e corujinha-amazônica.

Corujinha-das-guianas {field 11}
  • Nome popular: Corujinha-das-guianas
  • Nome inglês: Guianan Screech-Owl
  • Nome científico: Megascops watsonii
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre ao norte do Rio Amazonas, leste do Rio Negro e leste do Rio Branco, passando pelos estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Fora do Brasil, vive nas Guianas e sudeste da Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de invertebrados e pequenos vertebrados no estrato médio e superior de florestas primárias.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades naturais de árvores e buracos abandonados de pica-pau.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corujinha-das-guianas {field 11}

Características:

Mede em média entre 19 e 23 cm de comprimento e pesa entre 114 a 172 g. Apresenta dorso escuro com coloração variando entre marrom e cinza. Partes inferiores claras com estrias e tufos de penas no alto da cabeça. A Íris é castanha.

Corujinha-das-guianas {field 12}

Comentários:

Frequenta florestas altas e várzeas onde há palmeiras. É exclusivamente de hábitos noturnos, vivendo frequentemente aos pares. Durante o dia descansa em buracos ou galhos de árvores à média altura. Habita floresta ombrófila densa. Matas de baixada, mata de terra firme, mata de igapó e campinarana. Interior de mata primária e secundária madura. Prefere áreas com troncos quebrados ainda de pé e com camadas mais rasas de folhiço no solo da mata. Ocasionalmente em clareiras e bordas de mata. Eventualmente pode ser vista em áreas urbanas.

Corujinha-das-guianas {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Coruja-de-crista – (Lophostrix cristata)

A coruja-de-crista Lophostrix cristata é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como coruja-de-carapuça. Ocorre Sul do México, América Central e América do Sul.

Coruja-de-crista {field 20}
  • Nome popular: Coruja-de-crista
  • Nome inglês: Crested Owl
  • Nome científico: Lophostrix cristata
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre Sul do México, América Central e América do Sul. No Brasil, ocorre em todos os Estados da região Norte, sendo do Estado do Maranhão o único registro para a região Nordeste e do Estado do Mato Grosso para a região Centro-Oeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de grandes insetos como besouros, gafanhotos, baratas, lagartas e também pequenos vertebrados no estrato superior das florestas úmidas. Aparentemente também caça morcegos.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades naturais de árvores vivas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Coruja-de-crista {field 11}

Características:

Mede em média entre 40 cm e 45 cm o macho e pesa entre 425 e 510g o macho e 545 e 620g a fêmea, possui plumagem marrom, apresenta um “V” facial branco, começando entre os olhos e indo à longas “orelhas”, presença de manchas brancas nas coberteiras alares. Partes inferiores com finíssima vermiculação.

São reconhecidas três subespécies:

  • Lophostrix cristata cristata (Daudin, 1800) – ocorre do Sul da Colômbia até o Norte da Bolívia; Sul da Venezuela; Guianas; e na Amazônia brasileira;
  • Lophostrix cristata wedeli (Griscom, 1932) – ocorre no Leste do Panamá até o Nordeste da Colômbia e Noroeste da Venezuela;
  • Lophostrix cristata stricklandi (P. L. Sclater & Salvin, 1859) – ocorre do Sul do México, no estado de Veracruz até o Oeste do Panamá e no Oeste da Colômbia.
Coruja-de-crista {field 26}

Comentários:

Frequenta floresta tropical e subtropical, matas úmidas de baixada, matas de inundação (várzea e igapó), matas de galeria, mata de neblina. Pode ser encontrada em mata primária,borda de mata ou mata de crescimento secundário. Prefere áreas de mata com maior densidade de árvores maduras, plantas epífitas, emaranhados de cipó, troncos de árvores mortas e galhos caídos. Estritamente noturna. Pode ser encontrada sob folhas de palmeiras no interior da mata.

Coruja-de-crista {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Murucututu – (Pulsatrix perspicillata)

O murucututu Pulsatrix perspicillata é uma ave da família Strigidae. Conhecido também como corujão, coruja-de-garganta-preta, coruja-do-mato e mocho-mateiro.

Murucututu {field 12}
  • Nome popular: Murucututu
  • Nome inglês:Spectacled Owl
  • Nome científico: Pulsatrix perspicillata
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre desde o sul do México, passando por toda América Central até o sudeste do Brasil, onde ocorre sobretudo na floresta Amazônica e na mata Atlântica do Nordeste. Considerada extinta no Estado do Rio de Janeiro, do nível do mar até 1800 metros de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos (incluindo morcegos) e aves inclusive pequenas corujas.Explora todos os estratos da mata, capturando animais com hábitos arbóreos, semiarbóreos, terrestres e semiaquáticos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em buracos de árvores ou em paredões rochosos, pondo em média 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Murucututu {field 12}

Características:

Mede em média entre 40 e 51 cm o macho e 42 e 52 cm a fêmea, e pesa entre 580 e 1075 g o macho e 680 e 1250 g fêmea. Esta grande amplitude de peso é devido as várias subespécies. Corujão sem “orelhas”, face com desenho branco puro, ao contrário da murucututu-de-barriga-amarela, peito com uma fita parda, barriga uniforme branca ou amarela, íris alaranjada ou amarela. Filhote de penugem branca, disco facial preto.

Possui seis subespécies:

  • Pulsatrix perspicillata saturata (Ridgway, 1914) – ocorre no Sul do México, dos estados Veracruz e Oaxaca até o Oeste do Panamá, na região da cota do Oceano Pacifico até a região de Chiriquí;
  • Pulsatrix perspicillata chapmani (Griscom, 1932) – ocorre na costa Caribenha da Costa Rica e Leste do Panamá até a Colômbia, Oeste do Equador e Noroeste do Peru;
  • Pulsatrix perspicillata trinitatis (Bangs & T. E. Penard, 1918) – ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe; Possivelmente está extinta.
  • Pulsatrix perspicillata perspicillata (Latham, 1790) – ocorre na Venezuela, nas Guianas, na Amazônia brasileira, e do Leste da Colômbia até o Norte da Bolívia.
  • Pulsatrix perspicillata boliviana (L. Kelso, 1933) – ocorre no Sul da Bolívia e no Norte da Argentina;
  • Pulsatrix perspicillata pulsatrix (Wied, 1820) – ocorre no Leste do Brasil, do estado da paraiba té o estado do Rio Grande do Sul, Paraguai, e Nordeste da Argentina, na província de Misiones.
Murucututu {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas altas, capoeiras e florestas de galeria, embora seja visto apenas eventualmente. É principalmente noturno, podendo entretanto estar ativo durante dias nublados. Descansa a alturas variáveis entre 2 m e o topo da copa em poleiros à sombra ou em meio à touceiras de bambu. Também pode ser vista utilizando paredões cársticos para descanso e reprodução. Embora necessite de áreas florestadas para reprodução e pouso diurno, parece ser mais tolerante ao desmatamento do que as outras corujas florestais. Usa a mata secundária.

Murucututu {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Caburé-acanelado -(Aegolius harrisii)

O caburé-acanelado Aegolius harrisii é uma ave da família Strigidae. Conhecido também como caburé-canela e corujinha-de-barriga-amarela.

Caburé-acanelado {field 16}
  • Nome popular: Caburé-acanelado
  • Nome inglês: Buff-fronted Owl
  • Nome científico: Aegolius harrisii
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil ocorre no Ceará, Bahia Pernambuco, Alagoas, Goiás, Distrito Federal e de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. Estado do Tocantins tem o único registro para a região Norte até o momento (SILVA, J., RIBENBOIM, L. C. da C., SANTOS, N., 2017). Do nível do mar até 3800 m de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos (roedores, marsupiais, morcegos), pequenas aves e grandes insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades, especialmente de pica-paus, em alturas variadas. O fundo do ninho pode conter lascas de madeira, esterco seco fragmentado, penas e restos de presas, como quitina e ossos. Tem em média 2 ou 3 filhotes por ninhada. O período reprodutivo vai de Outubro a Novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caburé-acanelado {field 8}

Características:

Mede em média entre 17 e 22 cm o macho e 21 a 25 cm a fêmea. Pesa entre 57 e 127 g o macho e entre 63 e 152 g a fêmea. As partes superiores são enegrecidas. A testa, face e lado inferior são amarelos intenso. O disco facial margeado por linha marrom que se une a uma mancha negra acima dos olhos e continua pelo loro até o mento, formando um “Y” no meio da face destacando a fronte e as bochechas cor de canela. Manchas brancas na asa e cauda. Íris amarela esverdeada. Tarsos são emplumados.

Apresenta três subespécies reconhecidas:

  • Aegolius harrisii iheringi (Sharpe, 1899): L Bolivia ao Paraguai, L Brasil, Uruguai e NE Argentina.
  • Aegolius harrisii harrisii (Cassin, 1849): Esparsamente distribuída na Colombia, Equador, Peru e Venezuela.
  • Aegolius harrisii dabbenei Olrog, 1979: O Bolivia a NO Argentina.
Caburé-acanelado {field 11}

Comentários:

Frequenta as montanhas e florestas úmidas, alternando com áreas abertas e pastos, também vive na mata rala e cerrado. É estritamente noturna e discreta, pouco se sabe sobre seu comportamento. Durante o período reprodutivo o macho é bastante ativo vocalmente, cantando assim que escurece, normalmente empoleirado entre a folhagem densa da copa das árvores. Aparentemente é tolerante a ambientes alterados pela ação humana, podendo ser encontrada em pomares, plantações artificiais de pinheiros e eucaliptos e até em áreas urbanas.

Caburé-acanelado {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Mocho-diabo – (Asio stygius)

O mocho-diabo Asio stygius é uma ave da família Strigidae. Conhecido também como coruja-diabo e mocho-preto. Ocorre do México até á Argentina.

Mocho-diabo {field 18}
  • Nome popular: Mocho-diabo
  • Nome inglês: Stygian Owl
  • Nome científico: Asio stygius
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre noroeste do México até a América Central e Caribe, e América do Sul. Faixa entre a Colômbia e o Equador até o norte e nordeste da Argentina (Misiones) e Sudeste do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos, incluindo morcegos, e aves até o tamanho de pombos. Inclui-se também outros pequenos vertebrados e insetos. Geralmente caça a partir de um poleiro, preda morcegos em voo.
  • Reprodução: Reproduz-se em ninhos de gravetos abandonados por aves de grande porte. Eventualmente nidificam no solo, em uma depressão rasa, forrada por uma fina camada de grama seca e localizada sob arbusto baixo, que fornece sombra e abrigo à prole. A fêmea bota geralmente dois a três ovos brancos, que são exclusivamente incubados por ela. Os filhotes são alimentados pelo casal.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Mocho-diabo {field 18}

Características:

Mede em média entrev40 e 43 cm o macho e de 38 e 47 cm a fêmea e pesando de 311 a 685 g o macho e de 411 a 680 g a fêmea. Tem aspecto geral escuro com duas “orelhas” eretas, olhos apresentando íris amarela. Tem o disco facial marrom escuro com manchas brancas finas. As partes superiores são de coloração cinza amarronzada, a coroa é fortemente coberta com manchas brilhantes que contrastam com a coloração escura de fundo. O manto, asas e seu entorno tem cor cinza escura sólida, deixando apenas algumas bordas pálidas nas pontas das penas. As coberteiras são ligeiramente manchadas de branco. As rêmiges primárias exibem padrão na cor cinza escuro com algumas estrias de manchas pálidas. As rêmiges secundárias apresentam listras escuras. A cauda é escura com fino barrado claro. As partes ventrais são marrom pálido com grandes marcas escuras na porção superior do tórax. O ventre inferior é coberto com longas linhas escuras na forma de gotículas ou em forma de largas estrias e o crisso é marrom claro. Os tarsos são emplumados. Os pés são parcialmente cobertos com penas curtas. Íris amarela ou amarelo alaranjada. A cera é marrom acinzentada, bico preto. As pernas são marrons claro, as garras são fortes e apresentam as pontas pretas.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Asio stygius stygius (Wagler, 1832) – ocorre na região que vai do leste da Bolívia, norte, nordeste e sudeste do Brasil até o nordeste da Argentina;
  • Asio stygius lambi (Moore, 1937) – ocorre na região de planalto do Oeste do México, do sudoeste de Chihuahua até o estado de Jalisco;
  • Asio stygius robustus (L. Kelso, 1934) – ocorre do sul do México, nos estados de Guerrero e Veracruz até a Venezuela e o Equador;
  • Asio stygius siguapa (d’Orbigny, 1839) – ocorre em Cuba e na Ilha dos Pinus;
  • Asio stygius noctipetens (Riley, 1916) – ocorre na Ilha de São Domingos (Haiti e República Dominicana) e na Ilha de La Gonâve ao largo do Haiti;
  • Asio stygius barberoi (AW Bertoni, 1930) – ocorre no Paraguai e no norte da Argentina.

(Clements checklist, 2014).

Mocho-diabo {field 11}

Comentários:

Frequenta uma ampla variedade de habitats, mas geralmente prefere matas abertas, como florestas decíduas, florestas de pinheiros, cerrado, campos com árvores esparsas, e até mesmo em parques urbanos. Encontrada em altitudes que variam de 700 até 3.000 m. Apesar da ampla distribuição é muito pouco conhecida, com escassas informações sobre sua biologia e comportamento. É estritamente noturna, durante o dia esconde-se nas densas folhagens da copa das árvores. Quando alarmada, assume uma postura bem ereta, tornando-se bem fina, com os tufos de penas erguidos verticalmente; quando relaxada, os tufos de penas são mantidos planos e, portanto, pouco visíveis. É uma coruja territorial, machos defendem o território cantando empoleirado na copa das árvores.

Mocho-diabo {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Caburé-da-amazônia – (Glaucidium hardyi)

O caburé-da-amazônia Glaucidium hardyi é uma ave da família Strigidae. Ocorre na Venezuela, Guiana, Peru, Bolívia e no Brasil.

Caburé-da-amazônia {field 11}
  • Nome popular: Caburé-da-amazônia
  • Nome inglês: Amazonian Pygmy-Owl
  • Nome científico: Glaucidium hardyi
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Endêmica da Amazônia. Ocorre, da Venezuela à Guiana, Peru e Bolívia. No Brasil encontrada em todos os estados da região Norte, no Maranhão e em Mato Grosso. Do nível do mar até cerca de 850 m de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gafanhotos, besouros, baratas e também pequenos vertebrados arborícolas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores mortas ocas, em áreas abertas, próximas à mata secundária, em buracos feitos por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. A postura é em média de 3 ovos, quase redondos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caburé-da-amazônia {field 11}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento o macho e 12 cm a fêmea. Pesa entre 49 e 63 g o macho e 57 g a fêmea. Tem a cor castanho acinzentada com pintinhas brancas na cabeça e nuca contrastando ligeiramente com as penas lisas do dorso e asas castanho avermelhadas. Duas nódoas negras na nuca, uma de cada lado, realçadas lateralmente por penas brancas, formando “olhos falsos”, ou “face occipital”, para enganar presas e predadores. Asas com pintas brancas e acaneladas. Garganta com penas brancas que ficam mais evidentes quando a ave vocaliza. Lados do peito castanho com pintinhas esbranquiçadas. Flancos e abdome com estrias castanho ferrugíneas em meio a penas brancas. Curtas sobrancelhas brancas, nem sempre presentes, sobre olhos amarelos. Tarsos emplumados e dedos com cerdas.

Caburé-da-amazônia {field 23}

Comentários:

Frequenta a floresta úmida perenifólia, especialmente terra firme, floresta de transição e floresta de várzea, borda de mata ao redor de clareiras e baixadas amazônicas. No pantanal pode ser encontrada em enclaves florestados. Vive logo abaixo do dossel e no estrato médio da mata mais preservada. Prefere áreas próximas a pequenos cursos de água, provavelmente por serem mais abertas, aumentando a visibilidade e presença de presas potenciais. É parcialmente diurna, vive principalmente no dossel da floresta, costuma pousar em galhos altos cobertos por plantas epífitas. Devido ao pequeno tamanho, é de difícil observação.

Caburé-da-amazônia {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Jacurutu – (Bubo virginianus)

A Jacurutu Bubo virginianus é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como corujão-orelhudo, jucurutu, mocho-orelhudo. Ocorre em todo o continente americano.

Jacurutu {field 23}
  • Nome popular: Jacurutu
  • Nome inglês: Great Horned Owl
  • Nome científico: Bubo virginianus
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre em todo o continente americano desde o Canadá até á Argentina. No Brasil, ocorre em particular nas regiões Sudeste e Sul, mas ocorre também uma população muito rara na Caatinga e uma outra no norte brasileiro, em Roraima, nordeste e noroeste do Amazonas, norte do Pará e Amapá. Do nível do mar até 4500 m de altitude. Parece ter ampliado sua distribuição nos últimos anos seguindo o desmatamento.
  • Alimentação: Alimenta-se de uma variedade grande de mamíferos menores até o tamanho de lebres, ratões e gambás, morcegos, aves do porte de patos, gansos, garças e aves de rapina de médio porte (incluindo outras espécies de coruja), répteis, sapos, aranhas e grandes insetos. Geralmente caça em áreas abertas ou semiabertas, bordas de matas ou clareiras, partindo geralmente de um poleiro, de onde mergulha para capturar as presas.
  • Reprodução: Reproduz-se utilizando ninhos abandonados de grandes aves como gaviões, grandes “ocos” de árvores, uma depressão em um barranco ou penhasco, entradas de cavernas, entre rochas, etc. Põe em média entre 3 a 6 ovos arredondados e brancos. Ela os incuba sozinha por 28 a 35 dias, sendo alimentada pelo macho. Os filhotes tem penugem esbranquiçada. Eles permanecem no ninho por aproximadamente 7 semanas, mas são incapazes de voar bem até a idade de 10-12 semanas
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Jacurutu {field 23}

Características:

Mede em média 55 cm de comprimento, e entre 91 e 153 cm de envergadura. Tem uma coloração para camuflagem, sendo geralmente clara com faixas marrons por baixo e marrom manchada, geralmente com marcações pesadas, complexas e mais escuras por cima. Todas as subespécies apresentam barras escuras em certa medida ao longo dos lados. Uma mancha branca de tamanho variável é vista na garganta, podendo continuar como uma listra que desce até o meio do peito até quando as aves não estão em exibição e que em indivíduos particularmente pálidos pode ser ampliada como uma grande área branca na barriga. A cauda é relativamente curta, como é típico da maioria das corujas. As pernas, os pés e as garras são grandes e poderosos.

Tem quinze subespécies reconhecidas:

  • Bubo virginianus virginianus (Gmelin, 1788) – ocorre no: Minnesota to Nova Scotia, s to Kansas, e Texas and Florida;
  • Bubo virginianus saturatus (Ridgway, 1877) – ocorre no região costeira do Sudoeste do Alaska até a região costeira da California nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus algistus (Oberholser, 1904) – ocorre no Oeste da região costeira do Alaska;
  • Bubo virginianus lagophonus () – ocorre do Alaska até o Nordeste do estado de Oregon e Montana nos Estados Unidos da América. No inverno pode ser encontrado até o estado do Texas nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus heterocnemis (Oberholser, 1904) – ocorre no Nordeste do Canadá ao Sul da região dos Grandes Lagos;
  • Bubo virginianus elachistus (Brewster, 1902) – ocorre no Sul da Baja California e na Ilha Espírito Santo, no Sudoeste dos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus subarcticus (Hoy, 1853) – ocorre no Noroeste da Columbia Britânica até a Baia de Hudson e no estado de Wyoming nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus pacificus (Cassin, 1854) – ocorre na região Costeira do estado da Califórnia até o Noroeste da península da Baja California;
  • Bubo virginianus mayensis (Nelson, 1901) – ocorre no Sudoeste do México, na região da Península de Yucatán;
  • Bubo virginianus mesembrinus (Oberholser, 1904) – ocorre do Sul do México, na região do Ístimo de Tehuántepec até o Oeste do Panamá;
  • Bubo virginianus pallescens (Stone, 1897) – ocorre na região árida do Centro e Sudeste do estado da Califórnia até o estado do Kansas e o Sul do México, no estado de Oaxaca;
  • Bubo virginianus nigrescens (Berlepsch, 1884) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Colômbia até o Noroeste do Peru, na região de Piura;
  • Bubo virginianus nacurutu (Vieillot, 1817) – ocorre do Norte e Leste da Colômbia até as Guianas, Brasil, Peru, Bolívia e Argentina;
  • Bubo virginianus pinorum (Dickerman & A.B. Johnson, 2008) – ocorre no Oeste dos Estados Unidos da América, nas montanhas rochosas do Sul dos estados de Idaho, Arizona e Novo México;
  • Bubo virginianus deserti (Reiser, 1905) – ocorre no Leste do Brasil; foi introduzida em Ilhas do Sul do Oceano Pacífico.
Jacurutu {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas semiabertas com árvores, ravinas, cerrado, áreas com escarpas rochosas com árvores e arbustos, mesmo em áreas antrópicas ou grandes parques. Torna-se ativa após o crepúsculo, mas em algumas regiões a coruja está alerta já no final da tarde ou início da manhã. Descansa no seu esconderijo durante o dia entre densa folhagem de árvores ou arbustos, em reentrâncias de penhascos, entre rochas ou em rachaduras de grandes troncos. Ambos sexos podem ser bastante agressivos (mesmo com humanos), durante a época reprodutiva, especialmente após a eclosão dos ovos.

Jacurutu {field 8}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Corujinha-do-sul – (Megascops sanctaecatarinae)

A corujinha-do-sul Megascops sanctaecatarinae é uma ave da família Strigidae. Ocorre na América do Sul, Brasil, Uruguai e Argentina

Corujinha-do-sul {field 18}
  • Nome popular: Corujinha-do-sul
  • Nome inglês: Long-tufted Screech-Owl
  • Nome científico: Megascops sanctaecatarinae
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre na América do Sul, do nordeste da Argentina e norte do Uruguai até o sudeste do Brasil, do Rio Grande do Sul até os Estados do Paraná e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, aranhas e pequenos vertebrados.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores ou em ninhos de pica-pau de grande porte. Reutiliza o local de postura em anos sucessivos. Apenas a fêmea incuba os ovos, sendo alimentada por seu parceiro nesse período. O período reprodutivo, é entre agosto e setembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corujinha-do-sul {field 11}

Características:

Mede entre 22 e 27 cm de comprimento o macho e entre 26 e 28 cm a fêmea e pesa entre 155 e 194 g o macho e 174 e 211 g a fêmea. Tem as partes superiores de coloração marrom escuro e as partes inferiores, peito e ventre, marrom claros com fino barrado e características estrias escuras. Sua face apresenta disco facial com bordas mais escuras, a íris é amarela ou castanha.

Corujinha-do-sul {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas semiabertas, mata-de-araucárias, matas ciliares e capoeiras, evitando florestas mais densas; ocorrendo desde o nível do mar até 1.000 m de altitude. Também pode ser encontrada em borda de matas adjacentes a pastagens e parques urbanos. Possui hábitos estritamente noturnos e ocasionalmente crepusculares. Normalmente está ativa nos primeiros minutos da noite, é uma ave bem detectável e responde muito bem a chamados.

Corujinha-do-sul {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • TIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Coruja-preta – (Strix huhula)

A coruja-preta Strix huhula é uma ave strigiforme da família Strigidae. Conhecida também como mocho-negro.

Coruja-preta {field 20}
  • Nome popular: Coruja-preta
  • Nome inglês: Black-banded Owl
  • Nome científico: Strix huhula
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Amazônia brasileira, Centro-oeste, Minas Gerais e do Rio de Janeiro a Santa Catarina além do Nordeste (Bahia, Maranhão e Piauí). Encontrada também da Venezuela ao Paraguai, Argentina, Colômbia, Equador, sul da Bolívia e América do Sul a leste dos Andes. Principalmente em localidades a baixa altitude, entre o nível do mar e 500m, raramente alcançando 1400m.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, especialmente gafanhotos, baratas e besouros. Também come roedores, répteis, pequenos pássaros e morcegos.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores, nas quais põe em média um ou dois ovos. Verificou-se também postura contendo um ovo, em forquilha principal de árvore viva de cerca de 15 m de altura, protegida por epífitas. Podem usar a mesma forquilha de árvore para seu ninho nos anos seguintes, mas podem não se reproduzir consecutivamente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Coruja-preta {field 20}

Características:

Mede entre 36 e 40 cm (macho) e entre 38 e 41 cm (fêmea) e pesa entre 330 e 400 g (macho) e entre 411 e 480g (fêmea). A sua envergadura é de 243 a 280 milímetros. Primárias são nitidamente mais escuras do que o restante da plumagem. Penas da cauda são fuligem castanho-escuro com 4-5 estreitas barras brancas e uma banda terminal branca. Tarsos são franjas à base dos dedos do pé com o preto e branco manchado. Garras são nuas e amareladas. Penas de voo são de fuligem marrom com algumas barras mais pálidas. Primárias são nitidamente mais escuras do que o restante da plumagem.

Tem 2 subespécies reconhecidas:

  • Strix huhula huhula (Daudin, 1800) – Leste da Colômbia, sul da Venezuela e das Guianas ao nordeste do Brasil,toda a Amazônia brasileira, de sul a leste do Peru, nordeste da Argentina, norte do Paraguai e leste do Brasil. Esta subespécie tem como característica morfológica a barra preta na ponta da cauda, entre outras.
  • Strix huhula albomarginata (Spix, 1824) – Sudeste do Brasil, leste do Paraguai e nordeste da Argentina (Misiones). Esta subespécie tem como característica morfológica a barra branca na ponta da cauda, entre outras.
Coruja-preta {field 18}

Comentários:

Frequentam principalmente abaixo de uma altitude de 500 metros, com raros registros em até 1 400 metros. Habita vários tipos de florestas em toda a paisagem sul-americana, principalmente florestas tropicais e subtropicais. Ave noturna, que se empoleira em um local bem escondido em uma árvore durante o dia, e torna-se ativa ao anoitecer. É bastante incomum, podendo entretanto passar facilmente desapercebida. Vive à altura do estrato médio ou da copa. As presas são capturadas em voo, em plantas no dossel e no sub-bosque da mata ou no solo.

Coruja-preta {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Corujinha-sapo – (Megascops atricapilla)

A corujinha-sapo Megascops atricapilla é uma ave da família Strigidae. Espécie com ocorrência no Sudeste da América do Sul.

Corujinha-sapo {field 25}
  • Nome popular: Corujinha-sapo
  • Nome inglês: Black-capped Screech-Owl
  • Nome científico: Megascops atricapilla
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre no sudeste do Brasil, sudeste do Paraguai e extremo nordeste da Argentina. Do nível do mar até 1000 metros de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, artrópodes e pequenos vertebrados, caçados na folhagem ou no solo, a partir de poleiros de observação.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvores e ninhos abandonados por outras aves, como de bem-te-vi
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corujinha-sapo {field 25}

Características:

Mede em média entre 22 e 24 cm de comprimento e pesa entre 110 e 140 (macho) e 150 e 155 (fêmea) gramas. Espécie similar à corujinha-do-mato, mas com os penachos maiores e uma distinta área negra na nuca e no alto da cabeça. A cor da íris varia do amarelo ao laranja e marrom. Apresenta uma fase de plumagem escura com olho marrom, outra ruiva e também uma terceira, cinzenta, estas últimas com a íris amarelada.

Corujinha-sapo {field 20}

Comentários:

Frequenta uma variedade de paisagens, especialmente floresta de várzea e incluindo floresta com vegetação rasteira espessa, bordas, floresta aberta e floresta secundária. Na parte norte de sua extensão, é encontrada desde o nível do mar até pelo menos 600 metros de altitude. Dorme durante o dia em cavidades naturais ou na densa vegetação, em local que reutiliza com frequência.

Corujinha-sapo {field 18}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Coruja-do-mato – (Strix virgata)

A coruja-do-mato Strix virgata é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como coruja-de-bigodes e mocho-carijó.

Coruja-do-mato {field 11}
  • Nome popular: Coruja-do-mato
  • Nome inglês: Mottled Owl
  • Nome científico: Strix virgata
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre desde o México, por toda a América Central, norte da América do Sul até o nordeste da Argentina e leste do Paraguai. Em todas as regiões do Brasil. Desde o nível do mar até 3700 metros de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos maiores, como besouros e gafanhotos, a pequenos mamíferos, morcegos, pequenos répteis, incluindo cobras venenosas, anfíbios e provavelmente aves.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores vivas ou em palmeiras, podendo ocupar também ninhos abandonados de outras aves, onde põe em média 1 ou 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Coruja-do-mato {field 11}

Características:

Mede em média entre 33 e 41 centímetros (macho) e 32 e 38 centímetros (fêmea), e pode pesar de 220 a 350 gramas (macho) e entre 308 e 370 gramas (fêmea). Tem plumagem estriada nas partes inferiores e não tem orelhas (tufos). A borda do disco facial branca ou bege clara se une ao espesso supercílio, que forma um “V” na testa. Olhos marrom-escuros e tarsos emplumandos.

Existem 7 subespécies reconhecidas.

  • Strix virgata squamulata (Bonaparte, 1850) – W México (Sonora de Guerrero e Morelos para Guanajuato).
  • Strix virgata tamaulipensis Phillips, 1911 – NE México (S Nuevo León e Tamaulipas).
  • Strix virgata centralis (Griscom, 1929) – E & S México para W Panamá.
  • Strix virgata virgata (Cassin, 1849) – E Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Trinidad.
  • Strix virgata superciliaris (Pelzeln, 1863) – NC & NE do Brasil. Esta subespécie apresenta a porção dorsal marrom, rêmiges e retrizes barradas. A face apresenta disco facial escuro contornado por uma estreita linha branca que é mais espessa na região superciliar. Peito claro fortemente manchado de marrom-acastanhado. Região ventral de coloração branca ou pardacenta apresentando estriado vertical com estrias marrons ou marrom-acastanhadas. O crisso é esbranquiçado.
  • Strix virgata borelliana (W. Bertoni, 1901) – SE, Brasil, Paraguai e E NE Argentina (Misiones). Esta subespécie apresenta duas fases de plumagem. A fase escura é predominantemente marrom na sua parte superior, apresentando pintas e barrado de coloração branca ou pardacenta. Os escapulários externos são marrom-amarelados; as asas são marrom escuras com barrado claro. A porção ventral é branco-padacenta com estrias marrons. A fase escura é similar a subespécie nominal.
  • Strix virgata macconnelli (Chubb, 1916) – ocorre nas Guianas e no extremo norte do Brasil. Esta subespécie apresenta disco facial escuro delimitado por uma clara linha branca. Coloração dorsal intensamente marrom-acastanhado e intensamente barrado nas asas e cauda. Coloração ventral castanho-acanelada, não apresentando coloração preta nas laterais do peito.
Coruja-do-mato {field 11}

Comentários:

Frequenta o nível médio e o dossel da mata. Forrageia ao longo da borda da mata, capturando as presas a partir do poleiro. Provavelmente captura insetos em voo. Espécie noturna e fica quase sempre empoleirada em árvores. É uma das corujas mais comuns em cidades, parques urbanos e fazendas.

Coruja-do-mato {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Caburé-miudinho – (Glaucidium minutissimum)

O caburé-miudinho Glaucidium minutissimum é uma ave da família Strigidae. Conhecido também como caburezinho, corujinha, caburé-do-sol e caburé-ferrugem.

Caburé-miudinho {field 20}
  • Nome popular: Caburé-miudinho
  • Nome inglês: Least Pygmy-Owl
  • Nome científico: Glaucidium minutissimum
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre da Bahia até Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde há mata atlântica e mata de ocorrência local, chegando ao Paraguai. Do nível do mar até 1100 m de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos gafanhotos, besouros, baratas. Caça outras aves, lagartos e pererecas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em ocos de arvores, muitas vezes utilizam cavidades escavadas por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. Põe em média 3 ovos, quase redondos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caburé-miudinho {field 20}

Características:

Mede em média 15 cm (macho) e pesa entre 44 e 53 g (macho). É uma das menores corujas, é quase do tamanho de um pardal. Uma característica que diferencia o caburéGlaucidium brasilianum do caburé-miudinhoGlaucidium minutissimum é que o primeiro possui estrias na testa, enquanto o outro possui pintas. A vocalização também é muito diferente, o que facilita na identificação, já que ambas as espécies podem ocorrer no mesmo local.

Caburé-miudinho {field 20}

Comentários:

Habita mata úmida tropical. Aparentemente não é tolerante a matas secundárias. Espécie com hábitos diurnos e noturnos. Mais vocal antes da alvorada, menos frequentemente após o anoitecer, esporadicamente ao longo do dia. Usa mais o dossel da mata.

Caburé-miudinho {field 20}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cabure-miudinho Acesso em 28 Março de 2009.
  • BirdLife International. 2018. Glaucidium minutissimumThe IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22689240A130162980. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22689240A130162980.enAcesso em 25 Fevereiro 2009.

Corujinha-do-mato – (Megascops choliba)

A corujinha-do-mato Megascops choliba é uma ave da família Strigidae.Também conhecida como coruja-do-mato ou caboré-de-orelha. Ocorre desde a Costa Rica, leste do Equador, Colômbia, Peru e Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana francesa, Paraguai, Uruguai, norte da Argentina e em todo o Brasil

Corujinha-do-mato Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Corujinha-do-mato
  • Nome inglês: Tropical Screech-owl
  • Nome científico: Megascops choliba
  • Família: Strigidae
  • Habitat: É encontrada desde o leste dos Andes, Costa Rica, leste do Equador, Colômbia, Peru e Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana francesa, Paraguai, Uruguai, norte da Argentina e em todo o Brasil (Sick, 1997).
  • Alimentação: Caça principalmente insetos como gafanhotos e mariposas. Em ambientes urbanos fica próxima à postes de iluminação para capturar insetos atraídos pela luz. Pequenos vertebrados como camundongos e rãs são menos frequentes em sua dieta, há registros oportunos de caça a cuícas (Gracilinanus sp.), cobras e anuros (Sick, 1997; Holt et al. 1999; Motta-Junior, 2002).
  • Reprodução: Reproduz-se em ninhos abandonados, cavidades e ocos de árvores. No norte do Brasil se reproduz nos períodos de janeiro a julho, já no sul e sudeste seu período de reprodução é nos meses de setembro a outubro (Sick, 1997; Holt et al. 1999). Coloca de 3 a 7 ovos que são incubados pela fêmea durante 26 dias, neste período o macho é responsável pela alimentação da fêmea e posteriormente de toda a família. No período reprodutivo, ambos os sexos vocalizam ativamente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Corujinha-do-mato Foto – Edgard Thomas

Características:

Coruja pequena, possui 20-24 cm de comprimento e peso de 96-160 g. Nesta espécie destacam-se os dois tufos de penas no alto da cabeça, íris amarela, face cinza contornada com preto; peito cinza estriado e finas listras transversais; dorso cinza amarronzado com machas escuras. Há também indivíduos com plumagem marrom avermelhada ao invés de cinza (Sick, 1997; Holt et al. 1999; Antas, 2005). O juvenil é mais claro e não apresenta os tufos de penas no alto da cabeça. Ocorre ao lado de suas congêneres, podendo ser facilmente confundida com elas, sendo a vocalização a forma mais segura de identificar a M. choliba (Menq & Anjos 2015).

Possui nove subespécies:

  • Megascops choliba choliba (Vieillot, 1817) – ocorre no Sul do Brasil, do Sul do estado de Mato Grosso e São Paulo até o Leste do Paraguai;
  • Megascops choliba luctisonus (Bangs & T. E. Penard, 1921) – ocorre da Costa Rica até o Noroeste da Colômbia; também ocorre nas Ilhas Pérolas do litoral do Panamá;
  • Megascops choliba margaritae (Cory, 1915) – ocorre na Ilha Margarita, do litoral da Venezuela;
  • Megascops choliba duidae (Chapman, 1929) – ocorre no Monte Duida no Sul da Venezuela;
  • Megascops choliba cruciger (Spix, 1824) – ocorre do Leste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Leste do Peru e no Nordeste do Brasil;
  • Megascops choliba surutus (L. Kelso, 1941) – ocorre na Bolívia;
  • Megascops choliba decussatus (Lichtenstein, 1823) – ocorre na região Central, Leste e Sul do Brasil;
  • Megascops choliba wetmorei (Brodkorb, 1937) – ocorre no Oeste do Paraguai e no Norte da Argentina;
  • Megascops choliba uruguaii (Hekstra, 1982) – ocorre do Sudeste do Brasil até o Uruguai e o Nordeste da Argentina.
Corujinha-do-mato Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta savanas, matas de galeria, clareiras e bordas de matas, áreas semiabertas com árvores esparsas, parques urbanos e áreas residenciais com boa arborização (Sick 1997; Menq & Anjos 2015). Normalmente estão ativas nos primeiros minutos da noite, são bem detectáveis. É uma das corujinhas mais comuns nas florestas, borda de matas, bosques e áreas arborizadas do Brasil. Durante o período reprodutivo vocaliza com frequência, seu canto lembra um sapo-cururu.

Corujinha-do-mato Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/corujinha-do-mato Acesso em 28 Agosto de 2016.
  • Aves de Rapina Brasil – disponível em http://www.avesderapinabrasil.com/megascops_choliba.htm Acesso em 28 Agosto de 2010.

Coruja-listrada – (Strix hylophila)

A coruja-listrada Strix hylophila é uma ave da família Strigidae. Também conhecida como corujão. Ocorre no Brasil, Paraguai e Nordeste da Argentina.

Coruja-listrada {field 18}
  • Nome popular: Coruja-listrada
  • Nome inglês: Rusty-barred Owl
  • Nome científico: Strix hylophila
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil do sudeste ao sul do Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul). Encontrado também no Paraguai e Nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos e aves, além de lagartos, anfíbios, aranhas e insetos. Como estratégia de caça, localiza suas presas a partir de um poleiro elevado, ao observar uma oportunidade atira-se contra a presa no solo ou em galhos nas árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho em troncos e ocos de árvores. Põe de 2 a 3 ovos que têm um período de incubação de 29 dias em média, com os filhotes já totalmente independentes com cerca de 4 meses. Período reprodutivo nos meses de agosto a outubro.
  • Estado de conservação: Quase ameaçada
Coruja-listrada {field 18}

Características:

Coruja de porte médio medindo em torno de 32 a 37,6 cm (macho) e de 33 a 38,6 cm (fêmea) e pesando de 249 a 340g (macho) e 276 a 395g (fêmea). Seu nome comum se deve a plumagem listrada. Coloração geral escamada castanho-avermelhada na cabeça, dorso, asas e cauda. Partes inferiores brancas densamente barradas de castanho-ferrugíneo, concentrado no peito e disperso no abdome. Disco facial canela com linhas concêntricas em torno dos olhos escuros. Penas brancas compõem a espessa, porém curta sobrancelha, o loro e a estria malar. Garganta com penas brancas que ficam mais evidentes quando a ave vocaliza. Tarsos emplumados cor-de-canela.

Coruja-listrada {field 18}

Comentários:

Frequenta florestas primárias e secundárias, em altitudes que variam desde o nível do mar até 1.000 m, parecendo ter preferência pelas matas-de-araucária, onde é mais comum. Vive no estrato médio e alto das florestas, coexistindo com outras corujas grandes da Mata Atlântica. É estritamente noturna, durante o dia se esconde na densa folhagem das árvores ou em buracos naturais. Também pode descansar próxima do tronco principal da árvore, aproveitando-se de sua camuflagem. Costuma responder muito bem ao playback do seu próprio canto ou de outras espécies de corujas.

Coruja-listrada {field 18}

Referências & Bibliografia:

Caburé – (Glaucidium brasilianum)

O caburé é uma ave da família Strigidae. Também conhecido como caboré, caburé-do-sol, caburé-ferrugem, caburezinho e cauré.

Caburé Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Caburé
  • Nome inglês: Ferruginous Pygmy-Owl
  • Nome científico: Glaucidium brasilianum
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e dos Estados Unidos e México à Argentina e norte do Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se de outras aves, como pardais, sanhaços e, esporadicamente, de beija-flores, rãs, lagartixas e pequenas cobras, é bastante agressiva para seu porte chega a abater presas maiores do que seu próprio tamanho. Ao ser localizado pelas outras aves, é imediatamente cercado e “denunciado”, com pios e voos especiais.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores e cupinzeiros. Põe de 2 a 5 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caburé Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em torno de 17 cm, a corujinha-caburé é uma das menores corujas do mundo. Possui duas colorações de plumagem, como em outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, onde a cauda é da mesma cor e quase não se distingue as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Pesa cerca de 63 gramas.

Possui oito subespécies:

  • Glaucidium brasilianum brasilianum – ocorre no sul da Amazônia até o L do Paraguai, Uruguai e NE da Argentina;
  • Glaucidium brasilianum medianum – ocorre nas terras baixas do N da Colômbia;
  • Glaucidium brasilianum phaloenoides – ocorre no N da Venezuela, Trinidad e Guianas;
  • Glaucidium brasilianum margaritae – ocorre na Ilha de Margarita (Venezuela);
  • Glaucidium brasilianum duidae – ocorre nos tepuis do sul da Venezuela (Monte Duida);
  • Glaucidium brasilianum olivaceum – ocorre nos tepuis do sul da Venezuela (Monte Auyan-Tepui);
  • Glaucidium brasilianum stranecki – ocorre no S do Uruguai até o C da Argentina;
  • Glaucidium brasilianum ucayalae – ocorre na base Leste dos Andes, no SE da Colômbia, Peru e N da Bolívia.
Caburé Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Habita bordas de florestas de terra firme e de várzea, cerrados e campos com árvores. Ativo tanto durante o dia quanto à noite. Possui um desenho na parte de trás da cabeça em forma de uma face falsa, mais vistosa do que a verdadeira, e visível somente quando inclina a cabeça para baixo. Com isso, o caburé engana perfeitamente tanto as aves como homens. O macho é menor do que a fêmea. Canta frequentemente durante o dia.

Caburé Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/cabure Acesso em 08 Setembro de 2009.
  • Aves de Rapina Brasil – disponível em http://www.avesderapinabrasil.com/glaucidium_brasilianum.htm Acesso em 28 Agosto de 2014.