Tico-tico-rei – (Coryphospingus cucullatus)

O tico-tico-rei Coryphospingus cucullatus é uma ave da família Thraupidae. Conhecido também como galo-do-mato, foguinho, tico-tico-rei-vermelho, vinte-um-pintado, tico-fogo, tico-vermelho, e tico-tico-pimenta.

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Tico-tico-rei
  • Nome científico: Coryphospingus cucullatus
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em duas regiões disjuntas: Leste do Pará (subespécie L. c. cucullatus); e do Mato Grosso e Goiás ao oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (subespécie L. c. rubescens)
  • Alimentação: Alimenta-se de sementes, brotos, frutas, insetos. Aprecia os frutos da Fruta-do-sabiá ou marianeira – Acnistus arborescens. Desloca-se pulando no solo ou entre moitas e arbustos onde procura sementes, frutos e insetos para se alimentar.
  • Reprodução: Constrói o ninho em bordas de floresta ou em áreas de Cerrado. A reprodução da espécie ocorre entre outubro e fevereiro. Põe de 2 a 3 ovos de coloração branca. A incubação geralmente começa na manhã em que as fêmeas põem seu último ovo. Somente as fêmeas incubam os ovos e alimentam os ninhegos mais frequentemente que os machos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 14 cm de comprimento, e pesa entre 11 e 18 gramas. Sua coloração é marrom escura na parte superior e vermelha nas partes inferiores e na cabeça, especialmente no macho, que apresenta uma coloração intensa e um topete vermelho com uma faixa negra. Ambos os sexos apresentam uma linha branca circundando os olhos. A coloração das fêmeas não tem tanto brilho e são mais pardacentas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Coryphospingus cucullatus cucullatus (Statius Muller, 1776) – Ocorre nas Guianas, Suriname e leste do Pará. Possui um vermelho de tonalidade mais pálida que as populações mais austrais;
  • Coryphospingus cucullatus rubescens (Swainson, 1825) – Presente do Mato Grosso e Goiás ao oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do leste do Paraguai, Uruguai e no nordeste da Argentina. Possui um vermelho mais intenso que a forma nominal;
  • Coryphospingus cucullatus fargoi (Brodkorb, 1938) – Encontrado no Peru, Bolívia, Paraguai (oeste) e Argentina (norte). Possui o vermelho mais pálido ainda que a forma nominal, sendo que as costas são de um marrom avermelhado.

(Clements checklist, 2014); ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta bordas de matas secundárias, cerrados, campos, cafezais e pomares, geralmente em locais sombreados, capoeiras ralas e baixas. Vivem solitários a maior parte do ano, eventualmente juntando-se a bandos mistos de espécies granívoras (que comem sementes), mas na época da reprodução, que costuma coincidir com os meses quentes do ano, formam casais.

Tico-tico-rei Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tico-tico-rei Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coryphospingus_cucullatus Acesso em 14 de Outubro de 2010

Pipira-vermelha – (Ramphocelus carbo)

A pipira-vermelha Ramphocelus carbo é uma ave da família Thraupidae. Conhecida como bico-de-prata, pipira-de-papo-vermelho e pipira-de-prata. Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo
  • Nome popular: Pipira-vermelha
  • Nome inglês: Silver-beaked Tanager
  • Nome científico: Ramphocelus carbo
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Tachyphoninae
  • Habitat: Ocorre desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se sempre de invertebrados, em especial insetos dipteros. Come também de frutos. Pode tanto estar em bandos próprios, como associado a outras espécies. Acompanha as formigas de correição para apanhar as presas escapando delas. Frequenta comedouros com frutas.
  • Reprodução:Começa a fase reprodutiva aos 10 meses de idade. Nidifica durante quase todo ano na Amazônia oriental. No sudoeste amazônico nidifica comumente em ambientes ambientes abertos com pomares, próximo a atividades antrópicas (Lima et al. 2019, Lima & Guilherme 2020). Os ninhos têm formato de xícara construídos em forquilhas, na base de folhas de palmeiras ou lateralmente entre dois ou mais galhos. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos brancos com manchas marrom escuras, incubados por cerca de 13 dias, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Características:

Tem em média18 cm de comprimento e pesa entre 21,5 e 37,5 gramas, dependendo da subespécie (ver biometrias da subespécie R. c. connectens em Lima & Guilherme 2020). A grande característica da espécie é a base branca do bico do macho. Parece uma peça de porcelana, pelo brilho e formato. Fêmeas e machos juvenis não a possuem. Nesses últimos, o bico vai adquirindo, pouco a pouco, a coloração final, Desse modo, algumas aves com plumagem feminina e base do bico destacada podem ser os machos juvenis. Nos machos, o negro domina a plumagem do corpo, com tons avermelhados na parte da frente. O vermelho destaca-se conforme a iluminação do local e aumenta de intensidade em aves tomando sol, quando as penas são afastadas entre si, algumas na cabeça parecendo cabelos, ao serem eriçadas. As fêmeas e machos juvenis apresentam o negro na parte superior do corpo e as partes inferiores lavadas de marrom avermelhado. Vários machos estão presentes nos bandos, o que permite logo a identificação da espécie, caso haja dúvidas quanto à fêmea.

Possui oito subespécies:

  • Ramphocelus carbo carbo (Pallas, 1764) – ocorre do sudeste da Colômbia até as Guianas, no leste do Peru e no norte do Brasil;
  • Ramphocelus carbo unicolor (P. L. Sclater, 1856) – ocorre ao leste dos sopés da Cordilheira dos Andes da Colômbia, na região de Cundinamarca e na região de Meta;
  • Ramphocelus carbo magnirostris (Lafresnaye, 1853) – ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe; um único espécime foi coletado no nordeste da Venezuela, na província de Sucre;
  • Ramphocelus carbo venezuelensis (Lafresnaye, 1853) – ocorre no leste da Colômbia e no oeste da Venezuela;
  • Ramphocelus carbo capitalis (Allen, 1892) – ocorre no nordeste da Venezuela, da região de Anzoátegui até o sudeste de Monagas, e no delta do Amacuro;
  • Ramphocelus carbo connectens (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre no sudeste do Peru, da região de Cuzco até o noroeste da Bolívia, na região do Rio Beni;
  • Ramphocelus carbo atrosericeus (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no norte e no leste da Bolívia;
  • Ramphocelus carbo centralis (Hellmayr, 1920) – ocorre na região leste e central do Brasil e na região adjacente do leste do Paraguai.
Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Comentários:

No baixo Amazonas, costuma ser a espécie mais abundante, influindo consideravelmente nesta impressão o hábito de viver em pequenos grupos. Durante os deslocamentos, emite uma nota alta, metálica e rápida, para manter contato entre si. Na eventualidade de qualquer perturbação, esse chamado é utilizado como alarme e todo o bando começa a piar junto, enchendo o ambiente com esses pios. Aproxima-se da origem da perturbação e, graças ao alarido, outras espécies fazem o mesmo, às vezes facilitando a observação. Chega a ser surpreendente o número de pipiras de um bando, depois que começam a aparecer. Costuma andar em grupos de até 20 aves pelas matas ciliares, matas secas, cambarazais, cerradões, vegetação ribeirinha e capoeira baixa. Dificilmente frequenta áreas abertas.

Pipira-vermelha Foto – Expedito Máximo

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pipira-vermelha Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pipira-vermelha Acesso em 31 de Outubro de 2011.