Bagageiro – (Phaeomyias murina)

O bagageiro Phaeomyias murina é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre do Panamá até a Argentina exceto no Chile. Podemos observá-los também em todo o Brasil.

Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Bagageiro
  • Nome inglês: Mouse-colored Tyrannulet
  • Nome científico: Phaeomyias murina
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre do Panamá até a Argentina exceto no Chile. Podemos observá-los também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos na folhagem, entre 2 e 8 m de altura, eventualmente também frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho pequeno, utilizando gramíneas, em formato de xícara, localizado em forquilhas a até 6 m de altura. Põe 2 ovos brancos ou amarelados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em torno de 12 cm de comprimento. Aparência geral típica de muitas outras espécies de tyrannideos. Difere-se por possuir a base da mandíbula rosada, partes superiores mais para o castanho do que o oliváceo, uma grande faixa superciliar esbranquiçada mas não muito destacada, duas faixas esbranquiçadas ou beges claras nas asas. Peito cinza oliváceo claro, barriga amarelada clara, e os pés pretos.

Possui sete subespécies:

  • Phaeomyias murina eremonoma (Wetmore, 1953) – ocorre nas terras baixas do Pacífico no Panamá;
  • Phaeomyias murina incomta (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre na Colômbia e no Norte do Equador, Leste da Venezuela e também na Ilha de Trinidad no Caribe (incluindo a Ilha de Monos);
  • Phaeomyias murina tumbezana (Taczanowski, 1877) – planícies na região do Oceano Pacífico do Sudoeste do Equador, e no Peru;
  • Phaeomyias murina inflava (Chapman, 1924) – ocorre na região árida do Noroeste do Peru;
  • Phaeomyias murina maranonica (J.T. Zimmer), 1941 – ocorre na região árida do Centro e Norte do Peru e no Vale do rio Marañón;
  • Phaeomyias murina wagae (Taczanowski, 1884) – ocorre nas Guianas, na região amazônica do Brasil, no Peru e no Norte da Bolívia;
  • Phaeomyias murina murina (Spix, 1825) – ocorre nas regiões Central, Leste e Sul do Brasil dos estados do Maranhão, Ceará e Pernambuco até o estado de Mato Grosso e São Paulo, no Centro da Bolívia em Cochabamba e Tarija, no Paraguai e na Argentina.
Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos com árvores e arbustos, florestas secas do Nordeste e Centro-oeste, campinas, várzeas, cerrados, margens de rios e lagos e em jardins. Vive solitário ou aos pares.

Bagageiro Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bagageiro Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bagageiro Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Guaracava-de-topete-uniforme – (Elaenia cristata)

A Guaracava-de-topete-uniforme Elaenia cristata é uma ave da família Tyrannidae. Também conhecida pelos nomes comuns de cocuruta, curucutado-topetudo, guaracava-de-topete, maria-é-dia e papa-enxeico.

Guaracava-de-topete-uniforme Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Guaracava-de-topete-uniforme
  • Nome inglês: Plain-crested Elaenia
  • Nome científico: Elaenia cristata
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre do norte da América do Sul até Mato Grosso e São Paulo. Aparentemente são parcialmente migratórias ou pelo menos nômades, porém há relatos de populações residentes durante todo o ano em áreas de cerrado.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e frutos.
  • Reprodução: Constrói ninhos abertos em forma de taça, com ovos branco gelo. Põe uma média de dois ovos. O tempo de incubação é 15 dias e a permanência dos filhotes no ninho de 16 dias A época reprodutiva vai do início de setembro a meados de dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Guaracava-de-topete-uniforme Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 14 cm. Possui a cauda pequena, as penas do alto da cabeça são mais longas e pontiagudas, mantidas um pouco eretas, o que dá a impressão de estar “despenteada”, a barriga levemente amarelada após a muda e acinzentada o resto do ano. Na frente do olho, uma pequena área clara, e nas asas duas faixas também mais claras.

Guaracava-de-topete-uniforme Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Habita o cerrado, é de difícil observação pelo comportamento reservado e movimentos por dentro dos arbustos, camufla-se com facilidade.

Guaracava-de-topete-uniforme Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Chibum – (Elaenia chiriquensis)

O chibum Elaenia chiriquensis é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre desde a Costa Rica até Missiones na Argentina, em quase toda a América do Sul.

Chibum Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Chibum
  • Nome inglês: Lesser Elaenia
  • Nome científico: Elaenia chiriquensis
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre desde a Costa Rica até Missiones na Argentina e somente não é encontrada na Caatinga, porção centro-oeste do sul da Amazônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Chile e Uruguai. Possui deslocamentos e migrações ainda pouco compreendidas. Sabe-se que há flutuações no sul do Brasil e Argentina ao longo do ano, podendo a planície pantaneira receber aves dessas áreas ou servir de passagem em movimentos norte/sul.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos capturados em voo e de pequenos frutos, sendo esses últimos muito significativos na dieta. Quando os arbustos do gênero miconia estão com seus pequenos frutos roxos no cerrado, passam o dia ao redor dessa fonte alimentar.
  • Reprodução: Constrói os ninho o formato de taça ou tigela rasa apoiado pelo fundo em bifurcação de galhos e sua coloração é amarronzada em decorrência do material utilizado. O corpo do ninho propriamente dito é composto por uma intrincada rede de fibras vegetais frouxas dispostas em forma circular. Os ovos de cor creme claro podendo variar entre branco gelo a branco rosado contendo pequenas manchas de diferentes tamanhos variando da cor ferrugem a marrom escuro. Reproduz-se de Setembro a Janeiro. O tempo médio de permanência dos filhotes no ninho é de 15 dias (Marini e Medeiros, 2007).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Chibum Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento e pesa entre 11,5 e 22,1 gramas. A plumagem mistura cinza ao tom oliváceo, tendo a barriga cinza. Duas barras cinzas nas asas. Ao redor do olho, grande e escuro, uma área clara forma uma espécie de óculos, chamativo. Bico pequeno, com a base clara, visível sob condições excepcionais de luz. O topete é mantido baixo, sem destacar, embora os adultos tenham uma área clara no alto da cabeça, ocasionalmente visível com as penas levantadas. As penas da cabeça possuem uma característica borda mais escura, embora dependa de situações excelentes de luz para visualização. Os indivíduos adultos de E. chiriquensisa presentam crista pequena com variável quantidade de branco não aparente, garganta parda tingindo-se em cor verde-oliváceo no peito e amarelo embranquecido no ventre, com bordas das asas amarelo claro e regiões dorsais cor verde-oliváceo. Possui duas barras opacas na porção terminal das asas e metatarso escuro (Marini e Medeiros, 2007). Canto grave, baixo, emitido mais no início da manhã. Quando estão movimentando-se, é possível encontrar grupos cantando, com as aves separadas por poucos metros.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Elaenia chiriquensis chiriquensis (Lawrence, 1865) – ocorre na região tropical do sudeste da Costa Rica e no oeste do Panamá até a zona do Canal do Panamá. Também ocorre na ilha de Coiba e nas ilhas Perolas na costa oeste do Panamá.
  • Elaenia chiriquensis albivertex (Pelzeln, 1868) – ocorre na Colômbia, Venezuela, Trinidad, nas Guianas, no Brasil; (aparentemente ausente na bacia do alto rio Amazonas), leste do Peru, norte e leste da Bolívia, no Paraguai e no noroeste, norte e nordeste da Argentina.
Chibum Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequentam cerrados e campos com arbustos, o comportamento discreto torna-a rara nas observações.

Chibum Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/chibum Acesso em 11 mai.2010.

Marianinha-amarela – (Capsiempis flaveola)

A marianinha-amarela Capsiempis flaveola é uma ave da família Tyrannidae. Também conhecida como maria-amarelinha e sebinho. Ocorre da Nicarágua até a Argentina em populações locais.

Marianinha-amarela Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Marianinha-amarela
  • Nome inglês: Yellow Tyrannulet
  • Nome científico: Capsiempis flaveola
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Tyrannidae
  • Habitat: Presente localmente do alto Rio Negro até o Maranhão, no Mato Grosso, em Goiás e da Paraíba ao Rio Grande do Sul. Encontrada também da Nicarágua, para leste, até as Guianas e, em direção sul, até a Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos e ocasionalmente, pequenos frutos e bagas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de xícara aberta, entre 3 e 7 m de altura, Põe em média 2 ovos na cor branca. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marianinha-amarela Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 11 cm de comprimento e pesa em média 8 gramas. Tem a cabeça e as costas verde oliva e coloração amarelo claro. Os olhos negros são encimados por uma sobrancelha grossa amarela. As asas são verde acinzentadas, marcadas com marginações estreitas na coloração amarelo claro e duas barras alares de coloração amarelo claro. O queixo e garganta são amarelo brilhantes, enquanto o peito e barriga são pálidos e parecem ligeiramente estriados de cinza. A cauda é fina, alongada, com a extremidade afilada e de coloração amarelada com tons oliváceos. O bico é curto, preto, com a base da mandíbula podendo ser rosada. Os tarsos e os pés são finos e pretos. Macho e da fêmea são idênticas. Indivíduos juvenis apresentam coloração marrom amarelada nas partes superiores e amarelo pálido nas partes inferiores

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Capsiempis flaveola flaveola (Lichtenstein, 1823) – ocorre do sudeste do Brasil até o nordeste da Bolívia, leste do Paraguai, nordeste da Argentina e no sudeste do Peru;
  • Capsiempis flaveola semiflava (Lawrence, 1865) – ocorre da região tropical do sul da Nicarágua até o leste e centro do Panamá; ocorre também na Ilha Coiba;
  • Capsiempis flaveola leucophrys (Berlepsch, 1907) – ocorre da Colômbia no Vale do rio Magdalena até o noroeste da Venezuela;
  • Capsiempis flaveola cerula (Wetmore, 1939) – ocorre do sudoeste da Venezuela, leste da Colômbia e norte do Brasil até o nordeste do Equador.
  • Capsiempis flaveola magnirostris (Hartert, 1898) – ocorre no sudoeste do Equador, da região de Pichincha até a região de El Oro;
  • Capsiempis flaveola amazona (Zimmer, 1955) – ocorre nas Guianas e no norte do Brasil, nos estados do Amapá, Pará e Amazonas.
Marianinha-amarela Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequentam o estrato inferior de bordas de florestas, clareiras com arbustos, bambuzais, cafezais e restingas. Vive aos pares ou em pequenos grupos de 3 ou 4 indivíduos, procurando ativamente por insetos na folhagem.

Marianinha-amarela Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/marianinha-amarela  Acesso em 08 Setembro de 2010.

Cocoruta – (Elaenia ridleyana)

A cocuruta Elaenia ridleyana é uma ave da família Tyrannidae. Espécie endêmica. Ocorre exclusivamente na ilha de Fernando do Noronha.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares
  • Nome popular: Cocoruta
  • Nome inglês: Noronha Elaenia
  • Nome científico: Elaenia ridleyana
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Endêmico do Arquipélago de Fernando de Noronha (Pernambuco).
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos e frutos, tendo como sua base alimentar os frutos de Ficus noronhae.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de cestinho feito com fibras vegetais e musgos. Põe em média 1 ou 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

Características:

Mede 17 cm de comprimento. Possui a garganta branca com um tom acinzentado nas laterais e no peito. A barriga é de coloração amarelo esmaecido. Logo depois da muda das penas, que ocorre entre março e abril, o amarelo pode se tornar mais forte, ficando mais claro com envelhecimento da pena, até chegar aos meses de dezembro e janeiro com uma coloração cinza com leve amarelado.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

Comentários:

Frequentam matas secas, capoeiras e áreas antrópicas do arquipélago de Fernando de Noronha. Está ameaçado de extinção devido a ocupação humana e o turismo desordenado no arquipélago.

Cocoruta Foto – Silvia Linhares

 

Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Guaracava-de-barriga-amarela – (Elaenia flavogaster)

A guaracava-de-barriga-amarela Elaenia flavogaster é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre do México à Bolívia e Argentina, e em todas as regiões do Brasil.

Guaracava-de-barriga-amarela Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Guaracava-de-barriga-amarela
  • Nome inglês: Yellow-bellied Elaenia
  • Nome científico: Elaenia flavogaster
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre do México à Bolívia e Argentina, e em todas as regiões do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de pequenos frutos como amora, erva-de-passarinho, magnólia-amarela e figos-benjamim, mas também come insetos como formigas, besouros, cigarrinhas e cupins voadores. Muito ativas, movimentam-se por áreas abertas e copas das matas, buscando invertebrados e pequenos frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho é em forma de tigela funda de fibras vegetais e raízes finas, presa com firmeza sobre um galho horizontal e revestida por fora com uma camuflagem perfeita de líquens e cascas de árvores e a fêmea bota em média 2 ovos de cor creme com manchas vermelhas. A incubação leva cerca de 16 dias e os filhotes desenvolvem a plumagem dentro dos 16 dias após a eclosão. Seu período de reprodução acontece de julho a novembro. Nas madrugadas do período reprodutivo possui um chamado baixo e grave, repetido continuamente, a primeira parte ascendente, um intervalo e a continuação descendente, no mesmo tom.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Guaracava-de-barriga-amarela Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 16 cm. É uma das espécies de maior porte do grupo. As costas são mais oliváceas do que as outras aves do gênero. As duas faixas brancas da asa ficam mais nítidas devido ao contraste. Na cabeça, mais acinzentada, destaca-se um anel branco ao redor dos olhos e uma pequena área clara entre o olho e o bico. As penas do topete são longas e mantidas eriçadas, sem ter o aspecto “despenteado” de Elaenia cristata.. Tem a garganta branca com um tom acinzentado nos lados e no peito, antes de chegar à barriga amarelada. Logo depois da muda (março/abril), o amarelo é mais forte, esmaecendo com o envelhecimento da pena, até chegar a um cinza com leve amarelado no final do ano.

Guaracava-de-barriga-amarela Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Raramente descem ao solo. Passam a maior parte do tempo subindo às copas das árvores. Costumam empoleirar-se em locais expostos, vivendo em casais ou pequenos grupos familiares. Durante o dia, possuem um canto característico, diferente das outras espécies desse gênero. Ele lembra o apito de um mestre de bateria de escola de samba. É emitido por uma das aves do casal e a outra imediatamente responde.

Guaracava-de-barriga-amarela Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/guaracava-de-barriga-amarela Acesso em 11 mai.2010.

Piolhinho – (Phyllomyias fasciatus)

O piolhinho é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre em quase todo o Brasil.

Piolhinho Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Piolhinho
  • Nome inglês: Planalto Tyrannulet
  • Nome científico: Phyllomyias fasciatus
  • Família: Tyrannidae
  • Subfamília: Elaeniinae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, com mais abundância no Sudeste e parte do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes, mas ocasionalmente também come frutos.
  • Reprodução:Constrói ninho em forma de taça aberta, nas árvores. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Piolhinho Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. Tem a cabeça cinza com a listra supraciliar, as auriculares e a garganta brancas. As asas são levemente barradas e possui a plumagem de cor olivácea nas partes superiores e amarelo-claro nas inferiores.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Phyllomyias fasciatus fasciatus (Thunberg, 1822) – ocorre no leste do Brasil desde o estado do Maranhão até o sudeste do estado do Mato Grosso e sul do estado de Goiás;
  • Phyllomyias fasciatus brevirostris (Spix, 1825) – ocorre no sudeste do Brasil do estado de Minas Gerais até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina;
  • Phyllomyias fasciatus cearae (Hellmayr, 1927) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados do Ceará até o estado de Pernambuco.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Piolhinho Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta bordas de florestas úmidas, matas secas, matas mesófilas, matas de galeria, áreas abertas com arborização esparsa, parques, jardins urbanos e também na zona rural. Acompanha bandos mistos em copas ou à média altura. É parcialmente migratória entre 0 e 800 metros e raramente chega a mais de 1800 metros.

Piolhinho Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/piolhinho Acesso em 08 Setembro de 2010.