Gavião-urubu -( Buteo albonotatus)

O gavião-urubu é uma ave da família Accipitridae. Também conhecido por gavião-de-rabo-barrado. Ocorre dos Estados Unidos, México, América Central e também na América do Sul
Gavião urubu{field 5}
  • Nome popular: Gavião urubu
  • Nome inglês: Zone-tailed Hawk
  • Nome científico: Buteo albonotatus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat:Ocorre dos Estados Unidos, México e América Central e do Sul. Na América do Sul, distribui-se do Equador, Peru, norte da Colômbia e na faixa oriental do norte do Brasil (desde o Amazonas, ao Ceará, Pernambuco, Alagoas e da Bahia ao Paraná), e na parte oeste do continente, do Paraguai até o norte da Bolívia.
  • Alimentação: Captura principalmente aves e mamíferos, mas foi observando se alimentando de pequenas lagartixas, na América do Norte. Essa espécie imita perfeitamente um urubu Cathartes em voo, tipo de mimetismo que serve para enganar suas presas e capturá-las, pois ao imitar um urubu suas presas não se sentem ameaçadas e permitem a aproximação do gavião (Sick, 1997).
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores a alturas entre 4 e 20 metros, onde são postos de um a três ovos, com período de incubação de 35 dias. Os filhotes saem do ninho entre 42 e 50 dias (del Hoyo, 1994).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião urubu{field 5}
Características:

É um gavião com 51 centímetros de comprimento, 129 centímetros de envergadura e 830 gramas de peso, com fêmeas sendo um pouco maiores do que os machos (Clark e Wheeler, 1987). Suas asas são longas e estreitas para um indivíduo do gênero Buteo. Em forma, se parece bastante com um abutre. Frequentemente, quando em voo é confundido com a espécie Cathartes aura. Sua plumagem é predominantemente preta. As aves adultas têm o rabo barrado em preto e branco, as fêmeas apresentam três faixas brancas, os machos apenas duas faixas brancas (Clark e Wheeler, 1987). A parte inferior das rêmiges primárias é sutilmente barrada em cinza-prateado escuro, que contrasta fortemente com os abrigos de asa negra. A cabeça é totalmente preta e o cere e pernas são de cor amarelo brilhante. Em contraste com a maioria dos outros falcões, a plumagem do imaturo pouco difere da plumagem dos adultos, apresentando como principais diferenças algumas manchas brancas no peito e barras mais estreitas em tons de cinza na cauda (Stoleson & Sadoti, 2010).

Gavião urubu {field 5}
Comentários:

Frequenta áreas abertas, podendo sobrevoar as bordas de matas e florestas. Sua cor e forma de voar se assemelham à do urubu-de-cabeça-vermelhaUrubu-de-cabeça-vermelha Cathartes aura, por isso é difícil sua identificação em voo. Apesar de ser um gavião de ambientes abertos, sua ocorrência é incomum. A espécie é ameaçada pela destruição dos campos naturais e cerrados.

Gavião urubu {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com/wiki/gaviao-urubu Acesso em 08 Setembro de 2013.

Gavião-de cauda-curta – (Buteo brachyurus)

O Gavião-de-cauda-curta Buteo brachyurus é uma ave da família Accipitridae. Ocorre sul dos Estados Unidos e México até a Argentina e Paraguai, e em todo o Brasil.
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  • Nome popular: Gavião-de-cauda-curta
  • Nome inglês: Short-tailed Hawk
  • Nome científico: Buteo brachyurus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre sul dos Estados Unidos e México até a Argentina e Paraguai, e em todo o Brasil.
  • Alimentação: Esta espécie é um predador especializado em aves, mostrando adaptações tanto morfológicas quanto comportamentais para sua captura. Normalmente capturam pequenas aves dando voos rasantes na copa das árvores. Em regiões tropicais, etambém, podem ter uma dieta um pouco mais diversificada, devido à maior disponibilidade de presas.
  • Reprodução: Constrói o ninho no topo de árvores de 12 a 30 metros de altura. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável. O período de incubação é de 32 a 39 dias. Embora haja frequentemente dois ovos, muitas vezes desenvolve-se apenas um filhote. Os filhotes permanecem no ninho por um período em torno de 5 semanas (Monsalvo, 2012). O macho é o único responsável pela alimentação da família durante boa parte da nidificação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 35 e 45 cm de comprimento, sendo as fêmeas maiores que os machos. O morfo claro tem as partes superiores e lados da cabeça pretos no adulto e pardos no imaturo, partes inferiores branco-puras; na plumagem de imaturos morfo claro, as partes inferiores são bem amareladas. O morfo escuro tem plumagem escura, quase negra, também com as secundárias mais escuras do que as primárias. Imaturos morfo escuro podem apresentar considerável variação na plumagem, que tanto pode ser sarapintada de branco, quanto completamente escura como nos adultos.

Possui duas subespécies:

  • Buteo brachyurus brachyurus (Vieillot, 1816) – ocorre do norte da América do Sul até o Brasil, na Bolívia, no Paraguai e no norte da Argentina;
  • Buteo brachyurus fuliginosus (P. L. Sclater, 1858) – ocorre do sul da Flórida nos Estados Unidos da América e leste do México até o Panamá.
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Comentários:

Frequenta campos com árvores, áreas florestadas permeadas de vegetação aberta e áreas urbanas. Normalmente é encontrado sozinho, ocasionalmente aos pares.

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Referências bibliográficas:

Gaviãozinho – (Gampsonyx swainsonii)

O gaviãozinho é uma ave da família Accipitridae. É o menor gavião de que ocorre no Brasil. Ocorre da Nicarágua até o Paraguai, Argentina e Brasil.
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  • Nome popular: Gaviãozinho
  • Nome inglês: Pearl Kite
  • Nome científico: Gampsonyx swainsonii
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre da Nicarágua até o Paraguai, Argentina e Brasil. No Brasil, podemos encontrá-los desde a Amazônia até os estados de Minas Gerais e noroeste do Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Wikiaves, 2014). São conhecidas três subespécies, o G. s. leonae: Nicarágua, norte da Colômbia até Venezuela e Trinidade, Guiana, Suriame até a região do rio Amazonas. G. s. magnus: oeste da Colômbia, Equador e norte do Peru. G. s. swainsonii: Brasil ao sul do rio Amazonas, até o oriente do Peru, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina (Del Hoyo et al. 1994).
  • Alimentação: Pousa no alto de postes e árvores, de onde procura insetos, lagartos, pássaros e outros pequenos vertebrados.
  • Reprodução: Faz o ninho com gravetos, semelhante a uma plataforma, localizado entre 4 e 7 m de altura, macho e fêmea participam da construção do ninho. Coloca 3 ovos brancos manchados de castanho, e a incubação é feita pela fêmea por 34-35 dias, são poucos os relatos de ninhos usados por anos consecutivos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 20-28 cm de comprimento, peso de 94-98 g (macho) e 95-102 g (fêmea) (Bierregard & Kirwan 2013), sendo o menor rapinante diurno (em cm) que ocorre no Brasil. Apresenta coloração branca predominante, dorso cinza escuro, região frontal da cabeça e laterais próximos aos olhos de cor creme-amarelado, penas primárias e secundárias com pontas brancas. Os tarsos e os dedos são amarelos, e o bico e cera são cinzas; íris varia do castanho ao vermelho (Márquez et. al. 2005).

Possui três subespécies:
  • Gampsonyx swainsonii swainsonii (Vigors, 1825) – ocorre no Brasil, ao sul do Rio Amazonas até o leste do Peru, Bolívia e nordeste da Argentina;
  • Gampsonyx swainsonii leonae (Chubb, 1918) – ocorre na Nicarágua; norte da América do Sul até o Rio Amazonas;
  • Gampsonyx swainsonii magnus (Chubb, 1918) – ocorre da região costeira do oeste da Colômbia até o Equador e norte do Peru.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Vive em beiras de rios e lagos, campos com árvores esparsas, savanas e em cidades mais arborizadas. Pode ser observado planando a grande altura ou empoleirado a espera de alguma presa. (Sick, 1997; Global Raptor, 2010). Está expandindo sua população, com novos registros em áreas de pastagens e cultivo e no entorno de cidades (Gwynne et al. 2010).

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviaozinho Acesso em 08 Setembro de 2016.

Gavião-pombo-pequeno – (Amadonastur lacernulatus)

O gavião-pombo Pseudastur polionotus é um ave da família Accipitridae. Ocorre na faixa litorânea do Brasil oriental, nordeste da Argentina e Paraguai.
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  • Nome popular: Gavião-pombo-pequeno
  • Nome inglês: White-necked Hawk
  • Nome científico: Amadonastur lacernulatus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat:Ocorre na Floresta Atlântica do Brasil Oriental do Rio Grande do Norte até Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se de aranhas, pequenas cobras, roedores, pequenos mamíferos, lagartixas, insetos, aves e mocós. Forrageia animais espantados no solo por formigas-de-correição e por bandos de macacos ou quatis que servem de “batedores”.
  • Reprodução: Na época da reprodução faz o ninho com galhos secos no alto das árvores.
  • Estado de conservação: Ameaçado de extinção
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Características:

Possui a cabeça e partes inferiores do corpo de cor branco-puro, em vôo pode ser confundido com pombos, o dorso é anegrado. As asas têm desenho negro na face ventral, sendo também negra na face dorsal. Cauda curta e branca, com base estreita e faixa anteapical negra. Por causa da cor branco-puro a espécie destaca-se à distância. Possui 43 a 52cm de comprimento, envergadura 96cm, asa 295mm, cauda 157mm, bico 23mm e tarso 85mm.

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Comentários:

Ocorre desde o nível do mar até cerca de 900 metros de altitude. Todos os registros desta espécie são nas regiões montanhosas da Serra do Mar e na planície litorânea. Embora passe a maior parte de sua vida sozinho, o gavião-pombo-pequeno pode se juntar a outros bandos de aves para capturar invertebrados e outros pequenos animais. Também há registros de indivíduos seguindo grupos de primatas e até tratores nas lavouras, na tentativa de capturar animais em fuga.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-pombo-pequeno Acesso em 08 Setembro de 2016.
  • Menq, W. (2016) Gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus) – Aves de Rapina Brasil. Disponível em: http://www.avesderapinabrasil.com/leucopternis_lacernulatus.htm  Acesso em: 19 de Março de 2017

Gavião-belo – (Busarellus nigricollis)

O gavião-belo é uma ave da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-lavadeira, gavião-velho, gavião-padre, gavião-panema e gavião-balaio.
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  • Nome popular: Gavião-belo
  • Nome inglês: Black-collared Hawk
  • Nome científico: Busarellus nigricollis
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre do México à Argentina, e em quase todo o territorio brasileiro.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, caramujos e principalmente peixes, os quais consegue capturar em águas rasas próximas à borda, segurando-os com os pés, graças aos dedos serrilhados e às unhas compridas e curvas. Ocasionalmente captura e se alimenta de pequenos roedores e lagartos
  • Reprodução: Faz ninho de gravetos em formato de plataforma, localizado entre 12 e 15 m, em manguezais ou árvores na borda de pântanos, é construído pelo casal, a incubação dura entre 35 e 40 dias e é executada unicamente pela fêmea. Durante este período, o macho alimenta a fêmea. Os filhotes são alimentados por ambos os pais por cerca de 45 dias. Eles ficam completamente independentes por volta dos 90 dias de idade.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O gavião-belo mede entre 46 e 53 centímetros, com uma envergadura total que varia entre 1,10 e 1,30 metros. Nos adultos, a cabeça é de coloração branco encardido, com uma coroa ligeiramente manchada de marrom escuro. O manto, asas e cauda é completamente laranja-marrom com listras pretas finas restritas a raque das penas. O peito e a garganta são claros. Apresenta uma mancha negra crescente no pescoço. O ventre é vermelho-alaranjado. O crisso é castanho claro. As primárias são completamente negras. As terciárias são vermelho-alaranjado com grandes margens escuras.

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Comentários:

É localmente comum em beiras de lagos, pântanos, campos inundados e manguezais. Geralmente sua ocorrência está associada à presença de extensos banhados, pântanos, campos inundados e manguezais, já que sua dieta principal consiste em peixes. Pesca durante todo o dia, mesmo nas horas quentes, ficando no poleiro exposto, esperando, aguardando uma oportunidade de pesca. No final da tarde, voa para uma árvore alta, próxima ou não, para passar a noite.

Gavião-belo {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-belo Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Menq, W. (2019) Gavião-belo (Busarellus nigricollis) – Aves de Rapina Brasil. Disponível em: < http://www.avesderapinabrasil.com/busarellus_nigricollis.htm > Acesso em 08 de Setembro de 2011

Maria-corruíra – (Euscarthmus rufomarginatus)

A maria-corruíra Euscarthmus rufomarginatus é uma ave da família Tyrannidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre nos planaltos do Brasil Central e do Sudeste.

Maria-corruíra Foto – Nina Wenoli
  • Nome popular: Maria-corruíra
  • Nome inglês: Rufous-sided Pygmy-Tyrant
  • Nome científico: Euscarthmus rufomarginatus
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Elaeniinae
  • Habitat: Endêmico dos planaltos do Brasil Central e do Sudeste.
  • Alimentação: Alimenta de insetos e outros pequenos artrópodes, também come frutos e sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Maria-corruíra Foto – Guilherme Serpa

Características:

Mede em média 11 centímetros de comprimento e pesa 6 gramas. Bastante parecido com o BarulhentoEuscarthmus meloryphus, porém com a cauda longa e estreita, tarso alto e parte inferior do corpo ferrugínea viva nos lados e amarela no meio (Sick 1997). Apresenta uma sobrancelha branca fina e curta. A garganta também é branca. O crisso é castanho, da mesma cor dos flancos da ave. A coroa, nuca, manto e asas são de coloração marrom acinzentado, sendo que as rêmiges primárias e as retrizes são pretas com as bordas castanhas e as coberteiras apresentam as bordas claras. Os olhos são escuros. O bico apresenta a maxila cinza e a mandíbula rosada. As pernas são finas e de coloração cinza.

Maria-corruíra Foto – Guilherme Serpa

Comentários:

Frequentam os campos limpos, campos sujos, campos cerrados e cerrados. Vive a pouca altura ou pulando no solo, no cerrado aberto, com pouca vegetação e muitos cupinzeiros (Sick 1997).

Maria-corruíra Foto – Ricardo Gentil

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-carijó – (Rupornis magnirostris)

O Gavião-carijó Rupornis magnirostris é uma ave da família Accipitridae. Ocorre do México à Argentina e em todo o Brasil. Também é conhecido pelos nomes de anajé, gavião-indaié, gavião-pinhel, gavião-pega-pinto, inajé, gavião-pinhé, indaié, pega-pinto e papa-pinto.
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  • Nome popular: Gavião-carijó
  • Nome inglês: Roadside Hawk
  • Nome científico: Rupornis magnirostris
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre do México à Argentina e em todo o Brasil.
  • Alimentação: Sua ampla distribuição geográfica também se reflete nos seus hábitos alimentares generalistas, pois consome desde insetos até aves e lagartos. Procura os abrigos diurnos de morcegos para atacá-los enquanto dormem. Ataca ninhos de outras aves e por isso é ferozmente perseguido por Suiriris, Bem-te-vis e Tesourinhas.
  • Reprodução: Constrói o ninho de gravetos revestido por folhas com cerca de meio metro de diâmetro, geralmente no topo de uma árvore grande. As fêmeas apresentam os dois ovários desenvolvidos, em vez de apenas o esquerdo como as outras aves. A postura de em média 2 ovos é depositada sobre um revestimento de folhas secas e incubada pela fêmea. Durante este período de cerca de um mês, a fêmea é alimentada pelo macho. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável, até dentro de uma mesma postura. Quando está reproduzindo pode tornar-se agressivo, atacando até mesmo seres humanos que se aproximem de seu ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Pesa de 250 a 300 gramas e mede de 31 a 41 centímetros de comprimento, sendo os machos menores que as fêmeas. O peito é ferruginoso e apresenta largas estrias verticais. O ventre e as pernas são brancos, com primoroso barrado ferrugíneo. A base da cauda é branca, mas vai se tornando barrada em direção à extremidade. Existem duas listras negras bem visíveis na extremidade da cauda. Quando em voo, suas asas são largas e de comprimento médio. Bico recurvado escuro com cere amarela. A íris é clara. Os tarsos e pés são amarelos e apresentam garras escuras, a coloração básica da parte inferior das asas é o bege estriado com finas listras escuras.

Possui doze subespécies:
  • Rupornis magnirostris magnirostris (Gmelin, 1788) – ocorre na Colômbia e no oeste do Equador até as Guianas e na Amazônia brasileira;
  • Rupornis magnirostris griseocauda (Ridgway, 1874) – ocorre no México até o noroeste da Costa Rica e no oeste do Panamá.
  • Rupornis magnirostris conspectus (J. L. Peters, 1913) – ocorre no sudoeste do México (nas regiões de Tabasco e na Península de Yucatán) até o norte de Belize;
  • Rupornis magnirostris sinushonduri (Bond, 1936) – ocorre em Honduras, nas ilhas de Bonacca e Roatán;
  • Rupornis magnirostris petulans (P. L. Sclater & Salvin, 1869) – ocorre no sudoeste da Costa Rica e no oeste do Panamá e nas ilhas adjacentes;
  • Rupornis magnirostris alius (J. L. Peters & Griscom, 1929) – ocorre nas Ilhas Pérola (San José e San Miguel) no Golfo do Panamá;
  • Rupornis magnirostris occiduus (Bangs, 1911) – ocorre no oeste da Amazônia brasileira, no Peru e no norte da Bolívia;
  • Rupornis magnirostris saturatus (P. L. Sclater & Salvin, 1876) ocorre no sudoeste do Brasil até o Paraguai, Bolívia e no oeste da Argentina;
  • Rupornis magnirostris nattereri (P. L. Sclater & Salvin, 1869) – ocorre no nordeste do Brasil até o sul do estado da Bahia;
  • Rupornis magnirostris magniplumis (W. Bertoni, 1901) – ocorre no sul do Brasil até o nordeste da Argentina, na província de Misiones e na região adjacente do Paraguai;
  • Rupornis magnirostris pucherani (J. Verreaux & E. Verreaux, 1855) – ocorre no Uruguai e no noroeste da Argentina ao sul da Província de Buenos Aires;
  • Rupornis magnirostris gracilis (Ridgway, 1885) – ocorre nas ilhas de Cozumel e Holbox ao largo da Península de Yucatán.
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Comentários:

Costuma voar em casais, fazendo movimentos circulares enquanto os dois vocalizam em dueto. Possui o hábito de utilizar o mesmo poleiro de caça por longo tempo (dias e até semanas). Adapta-se a regiões urbanizadas.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em:http://www.wikiaves.com.br/gaviao-carijo Acesso em 08 Setembro de 2016.

Gavião-caramujeiro – (Rostrhamus sociabilis)

O gavião-caramujeiro Rostrhamus sociabilis, também chamado gavião-de-uruá e gavião-pescador , é uma ave paludícola, da família Accipitridae
Gavião-caramujeiro {field 5}
  • Nome popular: Gavião-caramujeiro
  • Nome inglês: Snail Kite
  • Nome científico: Rostrhamus sociabilis
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre em todas as regiões brasileiras onde hajam pantanos e alagados, nos quais é localmente comum. Encontrado também dos Estados Unidos e México até a Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se quase exclusivamente de grandes caramujos aquáticos chamados aruás. Utiliza o bico curvo para retirar as partes moles dos caramujos, deixando cair a casca vazia. Captura os aruás executando um voo rasante sobre os pântanos, pegando-os no chão com apenas um dos pés e empoleirando-se para comer. Ocasionalmente, em algumas regiões, como no Pantanal de Mato Grosso e na Venezuela, alimenta-se também de pequenos caranguejos.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em colônias, são plataformas frágeis localizadas entre 1 e 4 m de altura, em arbustos ou árvores sobre a água. Põe 2 ou 3 ovos brancos com manchas marrons
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-caramujeiro {field 5}
Características:

Mede cerca de 40 cm de comprimento, o macho é todo preto, sendo que na época da reprodução, a região em torno do bico perde a cor amarela e fica vermelha. A fêmea tem a parte superior amarronzada, a região frontal da cabeça esbranquiçada e a parte inferior creme com manchas e listras marrons. A plumagem da fêmea é bastante escura, sem as penas mais claras nos ombros vistos nos jovens.

Possui três subespécies:
  • Rostrhamus sociabilis sociabilis (Vieillot, 1817) – ocorre de Honduras e Nicarágua até o Brasil e no nordeste da Argentina;
  • Rostrhamus sociabilis plumbeus (Ridgway, 1874) – ocorre nos pântanos de água doce da Flórida, Cuba e na Ilha dos Pinus;
  • Rostrhamus sociabilis major (Nelson & Goldman, 1933) – ocorre do leste do México até a região de Petén no norte da Guatemala.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Costuma viver em grupos em brejos, lagoas e pastos alagados. Em algumas regiões do Brasil costuma migrar em resposta às mudanças climáticas e disponibilidade de alimentos, é categorizado como “migrante austral parcial”.

Gavião-caramujeiro {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-caramujeiro Acesso em 08 Setembro de 2016.
  • Menq, W. (2016) Gavião-caramujeiro (Rostrhamus sociabilis) – Aves de Rapina Brasil. Disponível em:http://www.avesderapinabrasil.com/rostrhamus_sociabilis.htm Acesso em:19 de Março de 2016

Gavião-pato – (Spizaetus melanoleucus)

O gavião-pato Spizaetus melanoleucus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido como águia-viúva, gavião-branco. Ocorre do o México à Argentina.

Gavião-pato Foto – Paulo Dias
  • Nome popular: Gavião-pato
  • Nome inglês: Black-and-white Hawk-Eagle
  • Nome científico: Spizaetus melanoleucus
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitrininae
  • Habitat: Tem distribuição, descontínua ocorrendo desde o México à Argentina. No Brasil a ocorrência também é esparsa, nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Captura principalmente aves: tucanos papagaio , periquitos aves e urus. Também se alimenta de répteis, anfíbios e mamíferos pequenos.
  • Reprodução: Constrói o ninho na alto das árvores grandes e expostas, podendo atingir 1 metro de diâmetro. Os filhotes obtêm a plumagem de adulto ao término da primeira muda com um ano de idade (Howell & Webb, 1995). Assim como os outros rapinantes semelhantes, os jovens desta espécie são dependentes dos adultos até um mínimo de um ano de idade, não se afastando do ninho durante esse período.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gavião-pato Foto – Paulo Dias

Características:

Mede entre 50 e 60 cm de comprimento, com envergadura de até 117 cm, e pesa entre 700 e 800 g. Apresenta plumagem branca na cabeça, nuca, região superior do dorso, enquanto as asas são cinza escuras, quase negras. No alto da cabeça há um diminuto topete preto em forma de coroa; esta espécie apresenta ainda uma máscara preta que contrasta e destaca a íris amarela, enquanto os tarsos são completamente emplumados

Gavião-pato Foto – Paulo Dias

Comentários:

Frequenta bordas de florestas conservadas e com pouca alteração causada pelo homem, e também em matas de galeria e no cerrado. O gavião-pato é encontrado durante o dia e geralmente sozinho ou em pares. Costuma voar muito alto, tendo assim uma visão perfeita do solo. Quando das alturas localiza sua presa, mergulha em um voo certeiro sobre ela.

Gavião-pato Foto – Paulo Dias

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-pato Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gavi%C3%A3o-pato Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Gavião-peneira – (Elanus leucurus)

O gavião-peneira Elanus leucurus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido como gavião-peneirador e peneireiro-cinzento. Ocorre desde a América do Norte até a Argentina e o Chile.

Gavião-peneira Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Gavião-peneira
  • Nome inglês: White-tailed Kite
  • Nome científico: Elanus leucurus
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Elaninae
  • Habitat: Ocorre desde a América do Norte até a Argentina e o Chile. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Caça pairando no ar por longos períodos, de onde examina o chão (daí o nome “peneira”, resultante do hábito de “peneirar” o solo) em busca de pequenos ratos, mucuras, lagartos pequenas aves e insetos.
  • Reprodução: Normalmente nidifica isoladamente. Usa ninhos abandonados de outras aves, no topo de árvores altas, aos quais acrescenta capim para a postura tem em média 4 ovos. Incubados de 30 a 32 dias, e os filhotes voam entre 35 a 40 dias após o nascimento. Embora o casal construa o ninho, cabe ao macho, exclusivamente, o papel de alimentar a prole e a fêmea, até os filhotes voarem. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gavião-peneira Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede entre 35 e 43 centímetros de comprimento e pesa entre 241 e 375 gramas. Sua envergadura mede entre 88 e 102 centímetros. Tem asas e cauda longas, partes superiores, peito e ventre são cinza-claros quase brancos, coberteiras superiores das asas formando larga mancha negra nos ombros, lados da cauda brancos. Partes inferiores brancas com uma nódoa negra na região da mão. As pernas são curtas e fortes e se apresentam na cor amarela. Os olhos do indivíduo adulto são de coloração vermelha intensa, circundados por uma órbita negra, bastante característicos a esta espécie. O bico é curto, negro e em forma de gancho, a base do bico é de cor amarela e larga, o que facilita a ave na tarefa de engolir suas pequenas presas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Elanus leucurus leucurus (Vieillot, 1818) – ocorre desde o leste do Panamá até o Brasil, região central da Argentina e região central do Chile;
  • Elanus leucurus majusculus (Bangs & T. E. Penard, 1920) – ocorre desde o sudoeste dos Estados Unidos da América até o oeste do Panamá.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); (Clements checklist, 2014).

Gavião-peneira Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta campos com árvores ou áreas florestadas, permeadas de vegetação aberta. Eventualmente encontrado em cidades. É beneficiado pelo desmatamento causado pelo avanço de áreas agrícolas e pastagens, tornando-se numeroso em alguns locais. Costuma caçar peneirando contra o vento, examinando o solo a uma altura de cerca de 30 metros, mantendo as asas bastante elevadas e os pés pendentes com os dedos fechados. Nos campos com árvores esparsas, pousa sobre fios balançando a cauda.

Gavião-peneira Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-peneira Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gavi%C3%A3o-peneira Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Gavião-real – (Harpia harpyja)

O Gavião-real Harpia harpyja é uma ave da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-de-penacho, guiraçu, hárpia e uiraçu. Ocorre do México à Argentina, basicamente em grandes florestas.

gaviao-real Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Gavião-real
  • Nome inglês: Harpy Eagle
  • Nome científico: Harpia harpyja
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em regiões florestais remotas, sobretudo na Amazônia, ou em áreas protegidas, como reservas de Mata Atlântica. Existem registros também para o cerrado e pantanal. Encontrado também do México à Argentina
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de animais grandes, como a preguiça-real, mutuns, coatás, macacos-prego e guaribas, filhotes de veados, araras-azuis, seriemas, tatus, cachorro-do-mato, iguanas e cobras. É rápido e forte em suas investidas, sendo capaz de arrancar preguiças agarradas a galhos de árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto das árvores maiores, de onde observa tudo ao redor. O ninho é construído com pilhas de galhos. Põe 2 ovos cinza esbranquiçados entre setembro e novembro, os quais pesam em torno de 110 g e têm período de incubação de 52 dias. Geralmente apenas um filhote sobrevive, levando cerca de 5 meses para voar, e de 2 a 3 anos para se tornar adulto, dependendo dos cuidados dos pais por um ano ou mais. A espécie não se reproduz todos os anos, pois necessita de mais de um ano para completar o período reprodutivo.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada.
gaviao-real Foto – Flavio Pereira

Características:

Tem o peso variando entre 4 e 4,8 quilogramas para o indivíduo do sexo masculino e entre 7,6 e 9 quilogramas para indivíduos do sexo feminino. Os adultos apresentam partes superiores na cor cinza escuro. As asas são largas, relativamente curtas e arredondadas. A cauda longa é barrada de branco e apresenta a ponta arredondada. As partes inferiores são brancas, com exceção de uma faixa cinza escura no peito. As coxas são brancas finamente barradas de preto. A cabeça é cinza, mais pálida do que as demais partes superiores, com uma coloração cinzenta conspícua. Apresenta uma bela crista erétil com penas de diferentes tamanhos na porção occipital da cabeça. O bico em forma de gancho é robusto e de coloração cinza escura e apresenta a cere cinza escura quase preta. Os olhos são marrom escuros. Pernas e pés são amarelos. Os pés são fortes e equipados com longas garras negras.

gaviao-real Foto – Marcus Ávila

Comentários:

Frequenta florestas primárias densas e florestas de galeria. Vive solitário ou aos pares na copa das árvores. Apesar do seu tamanho, é bastante ágil e difícil de ser visto.

gaviao-real Foto – Marcus Ávila

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/gaviao-real Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Harpia_harpyja Acesso em 03 de Outubro de 2010.
  • Menq, W. (2018) Gavião-real (Harpia harpyja) – Aves de Rapina Brasil. Disponível em: http://www.avesderapinabrasil.com/harpia_harpyja.htm Acesso em: 3 de Novembro de 2018

Gavião-gato – (Leptodon cayanensis)

O gavião-gato, Leptodon cayanensis é uma ave da família Accipitridae, também conhecido como gavião-de-cabeça-cinza, Ocorre do México até a Argentina.

gaviao-gato Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gavião-de-cabeça-cinza
  • Nome inglês: Gray-headed Kite
  • Nome científico: Leptodon cayanensis
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Gypaetinae
  • Habitat: Encontrado do México até o Paraguai e norte da Argentina. No Brasil distribui-se em todo o território em regiões florestadas
  • Alimentação: Grandes insetos (marimbondos, cigarras, vespas e abelhas, por exemplo), além de aves, ovos e anfíbios.
  • Reprodução: O ninho é constituído com ramos em árvores. Botam 1 ou 2 ovos brancos manchados de marrom, com tamanho médio, a incubação é feita por ambos os pais, assim como a alimentação dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
gaviao-gato Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 54 centímetros de comprimento. O macho pesa entre 415 e 553 gramas e a fêmea entre 416 e 643 gramas. Sua envergadura está entre 90 e 110 centímetros de comprimento ( HBW – Bierregaard & Kirwan, 2016). Possui asas e cauda longas, no adulto, a cabeça cinza destaca-se da barriga e peito brancos, bem como das costas negras. A cauda, negra, possui três largas faixas brancas, sendo a mais interna menor e parcialmente escondida pelas penas do ventre. As asas, por baixo, são negras, com as penas listradas de cinza claro. As pernas são poderosas e cinza-azuladas, mesma cor da pele nua das narinas.

gaviao-gato Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Costuma seguir bandos de saguis, já que este pequeno primata perturba e muito as cigarras, uma das fontes de alimentos do cabeça-cinza. Quando não, ele se empoleira num lugar fixo e arremete sobre passarinhos e pequenas presas. Seu nome popular deriva de sua principal característica física. Destaca-se também a barriga e o peito brancos, as costas negras e as pernas, fortíssimas, em tom cinza-azulado. Embora possua um tamanho considerável para ziguezaguear na mata sem trombar nas árvores, o gavião-gato o faz com destreza e movimenta-se com facilidade pela vegetação.

gaviao-gato Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

Gavião-preto – (Urubitinga urubitinga)

O gavião-preto Urubitinga urubitinga é um da família Accipitridae. Também conhecido como cauã, gavião-caipira, gavião-fumaça, tauató-preto e urubutinga. Ocorre do México à Argentina.

gaviao-preto Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gavião-preto
  • Nome inglês: Great Black Hawk
  • Nome científico: Urubitinga urubitinga
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o México até a Argentina, incluindo todo o Brasil .
  • Alimentação: Alimenta-se de roedores, aves, peixes, insetos, cobras, lagartos, caranguejos, anfíbios até mesmo carniça; também gosta de alimentar-se da fruta cajá-mirim (Antas, 2005; Sick, 1997).
  • Reprodução: Constrói o ninho com ramos e gravetos no alto de árvores, geralmente próximas a rios e pântanos. A fêmea coloca de 1 a 2 ovos, com o período de incubação de 40 dias (Carvalho-Filho, 2006; Antas, 2005). Os filhotes podem ficar dependentes dos pais por mais de 7 meses após sair do ninho (Burhnam et al. 1989).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
gaviao-preto Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede uma média 55 cm de comprimento, pesa entre 960-1300 g (macho) e 1350-1560 g (fêmea). Apresenta coloração toda preta com uma larga faixa branca na base da cauda, bem visível em voo (Márquez et al. 2005). Íris varia do castanho-claro ao marrom; cera e tarsos amarelos, e bico amarelo com ponta cinza. Indivíduo jovem apresenta coloração marrom escuro, com cabeça, pescoço e partes inferiores de cor creme salpicado de marrom (Antas, 2005; Sick, 1997.

ALT Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Habita pântanos, brejos e bordas de matas, normalmente próximos à água. Também habita ambientes alterados, áreas de pastagem e parques com corpos d’água. Gosta de pousar em galhos secos, procura queimadas para capturar, no chão ou em pleno ar, animais espantados ou já queimados pelas chamas. Ocasionalmente pode planar a grande altura aproveitando as correntes de ar quente. Vive solitário, aos pares ou, ocasionalmente, em pequenos grupos (Sick, 1997; Antas, 2005).

gaviao-preto Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

Gavião-do-igapó – (Helicolestes hamatus)

O gavião-do-igapó Helicolestes hamatus é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, na região amazônica. Encontrado também na Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Guianas.

Gavião-do-igapó {field 25}
  • Nome popular: Gavião-do-igapó
  • Nome inglês: Slender-billed Kite
  • Nome científico: Helicolestes hamatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia, incluindo os países vizinhos, e também há registros no Pantanal norte e no vale do Araguaia em Goiás. Encontrado também na Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de moluscos caçados nos igapós e matas inundáveis. Procura por alimento a partir de um poleiro, técnica pouco utilizada pelo gavião-caramujeiro.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho feito com gravetos e forrado de folhas , colocado no alto de árvores
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-do-igapó {field 25}

Características:

Mede em média entre 35 e 38 cm de comprimento. Muito parecido com o gavião-caramujeiro, possuindo o mesmo tipo de bico. Sua principal diferença é a cauda menor e uniforme, sem a base e pontas brancas do gavião-caramujeiro, tarsos amarelos ou vermelhos, além de possuir a íris amarelada, ao contrário do caramujeiro, que a possui vermelha. Os dois sexos são idênticos. O jovem se difere do adulto por ter a íris mais escura, em tons marrom alaranjados, pequenas marcas brancas nas asas e duas a quatro barras brancas na cauda.

Gavião-do-igapó {field 25}

Comentários:

Frequentam o interior da mata, também realiza sobrevoos altos, usando correntes aéreas da mesma forma que o gavião-caramujeiro.

Gavião-do-igapó {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Águia-cinzenta – (Urubitinga coronata)

A águia-cinzenta Urubitinga coronata é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, Argentina Paraguai e Bolívia.

Águia-cinzenta {field 28}
  • Nome popular: Águia-cinzenta
  • Nome inglês: Crowned Eagle
  • Nome científico: Urubitinga coronata
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre no Brasil central e leste-meridional, de São Paulo, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta principalmente de mamíferos (gambás, lebres, tatus, ratos silvestres, etc), mas também come aves e répteis (especialmente serpentes); eventualmente pode consumir carniça.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com galhos secos. Nidifica tanto em pequenos remanescentes florestais como em áreas de pastagens. Põe um único ovo branco com manchas cinza ou amarelas. Incubação entre Setembro e Outubro.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Águia-cinzenta {field 28}

Características:

É um rapinante bem grande e poderoso, medindo em média entre 75 e 85 cm e pesando até 3,5 kg. O adulto apresenta uma plumagem geral cinza-chumbo, tendo penacho em forma de coroa e cauda curta com uma única faixa cinza.

Águia-cinzenta {field 29}

Comentários:

Frequentam campos naturais, o cerrado e a caatinga. Passa a maior parte do dia pousada em cercas, cupinzeiros, postes, etc. Geralmente emite vocalizações e reluta em abandonar seu poleiro quando perturbada. Fora do período reprodutivo vive solitariamente. Costuma ficar à espreita em um galho no alto das árvores.

Águia-cinzenta {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-caranguejeiro – (Buteogallus aequinoctialis)

O gavião-caranguejeiro Buteogallus aequinoctialis é uma ave da família Accipitridae. Ocorre na costa atlântica do Brasil do Amapá ao Paraná. Encontrado também na Venezuela.

Gavião-caranguejeiro {field 32}
  • Nome popular: Gavião-caranguejeiro
  • Nome inglês: Rufous Crab Hawk
  • Nome científico: Buteogallus aequinoctialis
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre na costa atlântica da América do Sul, da foz do Orinoco à costa do Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de caranguejos que captura após mergulho a partir de um poleiro.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho com gravetos e folhas em árvores às margens de rios. Durante a fase pré-nupcial, ou seja, antes do acasalamento, o casal faz acrobacias aéreas, com perseguições, voos circulares e mergulhos. Neste período também emite assovios altos e melodiosos e cantos que mais parecem risadas, tudo para atrair a atenção do sexo oposto. Põe em geral apenas um ovo pr ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-caranguejeiro {field 32}

Características:

Mede em média entre 42 e 46 cm de comprimento e pesa entre 590 e 790 gramas. Apresenta o cere, as pernas e pés de coloração amarelo alaranjado. Os olhos são marrons. A cabeça e a garganta são cinzentas, o dorso e as asas são marrom escuro com as bordas castanhas, com as penas internas (primárias e secundárias) bastante acastanhadas e finamente barradas de preto. A cauda é curta, escura e barrada com uma única barra na porção mediana de coloração esbranquiçada e apresenta uma estreita faixa branca amarelada na sua extremidade. O imaturo da espécie possui a coloração da plumagem principalmente marrom. Na cabeça encontra-se uma estreita e esbranquiçada sobrancelha e uma faixa transocular escura. A face apresenta tons marrons acastanhados misturados com uma coloração bege. Quando em voo e visto de cima, as asas apresentam grande mancha marrom acastanhada pálida na base das penas primárias. A garganta, o peito e ventre são bege com estrias e manchas escuras (manchas esparsas em fases mais jovens). A cauda é marrom esbranquiçada, sendo as penas centrais estreitas com inúmeras barras escuras. O cere e os lores são escuros. As pernas e pés apresentam coloração amarelo pálido.

Gavião-caranguejeiro {field 32}

Comentários:

Frequentam a região costeira, manguezais, pântanos, bordas de rios, sempre proximo ao litoral. Usualmente visto em pares. Pode ser observado sobrevoando manguezais.

Gavião-caranguejeiro {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tauató-pintado – (Accipiter poliogaster)

O tauató-pintado Accipiter poliogaster é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Guiana, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai.

Tauató-pintado {field 28}
  • Nome popular: Tauató-pintado
  • Nome inglês: Gray-bellied Hawk
  • Nome científico: Accipiter poliogaster
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira a leste dos rios Negro e Madeira e, localmente, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Encontrado também na Venezuela, Guiana, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai. No estado de São Paulo, onde a espécie encontra-se quase ameaçada, foi registrada em floresta alta de restinga e em floresta de baixa encosta, na área rural do município de Peruíbe e em uma área de mata secundária no entorno da reserva do Morro Grande em Cotia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de aves. Caça tanto no estrato inferior quanto no superior da floresta, voando de poleiro em poleiro, com pausas para observar a presa, para então mergulhar sobre ela. Após a captura, leva a presa em uma das garras (deixando a outra livre para pousar), indo ao poleiro preferencial para então comer. Também realiza perseguições em capoeiras e borda de matas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho com ramos e gravetos em uma plataforma na parte superior de arvores a cerca de 18 metros de altura. Põe em média dois ovos, mas geralmente apenas um filhote sobrevive, deixando o ninho com aproximadamente 49 dias pós-eclosão. O filhote é alimentado pelos adultos no ninho durante pelo menos 90 dias após a incubação. Somente a fêmea adulta participa da incubação dos ovos. Ambos os pais participaram da defesa do ninho. Somente o macho caça e somente a fêmea alimenta o filhote.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tauató-pintado {field 25}

Características:

Mede em média entre 38 e 50 cm de comprimento e tem uma envergadura entre 69 e 84 centímetros. Os adultos apresentam a plumagem principalmente nas cores preta e branca, enquanto os juvenis são mais coloridos. Nos adultos, as partes superiores são pretas. Em plumagem já desgastada, ele parece significativamente mais acastanhado, especialmente a fêmea. A cauda apresenta 2 ou 3 faixas de cor cinza, discretas e estreitas antes da extremidade branca. As bochechas podem ser pretas ou cinza escuro, neste caso criando um contraste com a coroa, que é preta. O peito, ventre e criso são completamente brancos ou com uma leve tonalidade cinza claro. Em todas as idades, a cera, o anel orbital e a região loral são amarelos, compondo um rosto distintamente amarelado. As pernas e os pés também são de cor amarela.

Tauató-pintado {field 32}

Comentários:

Frequentam regiões extensamente florestadas, bordas de florestas de galeria ou mesmo manchas de florestas. Aparentemente é raro e pouco conhecido em toda a sua área de ocorrência, acreditando-se que possa ser uma espécie migratória.

Tauató-pintado {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Sovi-do-norte – (Ictinia mississippiensis)

O sovi-do-norte Ictinia mississippiensis é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, como migrante sazonal.

Sovi-do-norte {field 32}
  • Nome popular: Sovi-do-norte
  • Nome inglês: Mississippi Kite
  • Nome científico: Ictinia mississippiensis
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Em agosto, começa seus movimentos migratórios para o sul, cruzando a América Central e usando a região central da América do Sul como rota migratória para chegar no Paraguai e norte da Argentina. Essa é a zona de invernada conhecida, embora possa também ocupar áreas da Bolívia e Brasil. Em março, inicia seu retorno, pela mesma rota. Tanto na ida como na vinda, é visto em bandos de centenas na América Central. No Brasil, são poucos os registros desse gavião.
  • Alimentação: Alimentam-se de ratos, anfíbios e répteis, segue o gado nos pastos e incêndios para capturar presas espantadas.
  • Reprodução: Reproduz-se no centro dos Estados Unidos até a Flórida, geralmente entre maio e julho, fazendo um ninho bem volumoso, em colônias como as do gavião-peneira. Põe em média 2 ou 3 ovos brancos. O período de incubação é de aproximadamente um mês. Os filhotes saem do ninho aproximadamente 35 dias mais tarde e são alimentados pelo casal durante esse tempo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sovi-do-norte {field 32}

Características:

Mede de 31 a 37 cm de comprimento e pesa cerca de 280 gramas. Possui asas longas e pontiagudas. Cauda longa e preta. Seus olhos são vermelho escuro. É cinza claro, com o alto da cabeça quase branco. O dorso é cinza mais escuro e com asas e cauda (negras), fazendo contraste com a faixa clara transversal da parte superior das asas. Essa faixa é a característica que melhor o identifica, sendo visível mesmo à distância. O juvenil possui faixas claras na cauda escura. As rêmiges são todas escuras.

Sovi-do-norte {field 32}

Comentários:

Gregário, circula em correntes ascendentes em grupos de 25 ou mais indivíduos sobre florestas úmidas, áreas abertas, matas de galeria e banhados. Possui hábitos gerais semelhantes ao sovi – Ictinia plumbea. Costuma voar em círculos sobre uma área, enquanto caça e come os insetos em voo. As asas são muito longas em relação ao corpo e ficam levemente dobradas para frente, formando uma silhueta diferenciada dos outros gaviões (parecida com a do sovi e do gavião-peneira). Em áreas urbanas ele ataca seres humanos com voos rasantes quando o intruso chega perto, tendo fama de gavião agressivo.

Sovi-do-norte {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Uiraçu – (Morphnus guianensis)

O uiraçu Morphnus guianensis é uma ave da família Accipitridae. Ocorre em boa parte do brasil, e também desde o México até o nordeste da Argentina.

Uiraçu {field 32}
  • Nome popular: Uiraçu
  • Nome inglês: Crested Eagle
  • Nome científico: Morphnus guianensis
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Na América do Norte, há registros no sul do México. Na América Central, a espécie foi encontrada em Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá; na América do Sul, na Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Brasil, Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de pequenos mamíferos, serpentes, anfíbios anuros, aves diversas, esquilos, filhotes de preguiça-de-três-dedos, e vários primatas como: micos-leões-da-cara-dourada, jovens de macaco-aranha e outros.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com gravetos, no alto de arvores, em densas florestas. Põe em média 2 ovos por ninhada, sendo que geralmente só um filhote chega a fase adulta.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Uiraçu {field 32}

Características:

Mede entre 80 e 90 cm de comprimento, sendo as fêmeas maiores e mais robustas que os machos, fato comum aos accipitriformes. Na cabeça, esbranquiçada ou acinzentada, apresenta penacho escuro, com uma única pena negra medial maior, diferenciando-o do gavião-realHarpia harpyja, com duas penas. Pode apresentar-se tanto em fase clara como escura (melânica). Na fase clara, mais comum, o ventre é predominantemente branco, com estrias bege-claro, a partir do peito acinzentado. A cauda apresenta padrão barrado. Em vista dorsal, as asas são negras. O padrão melânico, pouco comum, foi inicialmente descrito como espécie distinta, o que foi desconsiderado posteriormente. Apresenta-se quase totalmente negro, ponteado de branco, com estrias brancas no ventre.

Uiraçu {field 32}

Comentários:

Frequentam florestas conservadas ou com pouca alteração, chamadas de primárias e secundárias. Esse gavião vive em altitudes que vão desde o nível do mar até acima dos mil metros. Vive sozinho ou em pares, passando boa parte do tempo imóvel, oculto em um poleiro alto de onde procura suas presas. Espécie rara, sendo considerado mais raro que o gavião-real.

Uiraçu {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-de-rabo-branco – (Geranoaetus albicaudatus)

O gavião-de-rabo-branco Geranoaetus albicaudatus é uma ave da família Accipitridae. É conhecido também por curucuturi, gavião-branco, gavião-de-cauda-branca e gavião-fumaça.
gaviao-de-rabo-branco {field 5}
  • Nome popular: Gavião-de-rabo-branco
  • Nome inglês: White-tailed Hawk
  • Nome científico: Geranoaetus albicaudatus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre em todo Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, répteis, mamíferos, anfíbios e até outras aves de menor porte. Também vasculha estradas em busca de animais atropelados. É menos um predador especializado do que um generalista, que se concentra em presas de pequeno tamanho e de fácil captura. Pratica a caça de espreita lançando-se sobre a presa de um galho, tronco, estaca ou mesmo de postes de iluminação. Plana muito a procura de alimento, tem o costume de peneirar pastos abertos em busca de presas. Procura queimadas para capturar animais no solo ou em pleno ar espantados pela fumaça.
  • Reprodução: Constrói o ninho sobre árvores ou rochas com galhos secos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-de-rabo-branco {field 5}
Características:

Mede entre 50 e 60 cm de comprimento. É um gavião grande podendo ser encontrado dentro de cidades. Constrói o ninho sobre árvores ou rochas com galhos secos. Pesa cerca de 950 a 980 gramas. Ave de rapina de porte compacto, com plumagem negro-acizentada, com exceção do entorno dos olhos, que é branco, e a cauda, que é branca e barrada de preto. Tem o bico negro-acinzentado e o cerume amarelado.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Geranoaetus albicaudatus albicaudatus (Vieillot, 1816) – ocorre do sudeste do Peru até a Bolívia, no Paraguai, no sudeste do Brasil, no Uruguai, e no norte da Argentina.
  • Geranoaetus albicaudatus colonus (Berlepsch, 1892) – ocorre nas Antilhas Holandesas e no norte da América do Sul, na bacia do Rio Amazonas.
  • Geranoaetus albicaudatus hypospodius (Gurney, 1876) – ocorre do sul dos Estados Unidos da América, no sul estado do Texas e no noroeste do México até o norte da Colômbia e noroeste da Venezuela.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Gavião-de-rabo-branco {field 5}
Comentários:

Afronta o vento em vôo elástico elegante, pairando com as asas imóveis, movendo apenas as primárias e a cauda para manter o vôo. Toma banho de sol arrepiando a plumagem.

Gavião-de-rabo-branco {field 5}
Referências bibliográficas:

Gavião-azul – (Buteogallus schistaceus)

O gavião-azul Buteogallus schistaceus é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.

Gavião-azul {field 25}
  • Nome popular: Gavião-azul
  • Nome inglês: Slate-colored Hawk
  • Nome científico: Buteogallus schistaceus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em grande parte da Amazônia brasileira. Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de cobras aquáticas e arborícolas, sapos e caranguejos à beira de águas rasas de manguezais. Eventualmente ataca bandos de macacos-de-cheiro e bandos de aves. Arremete a partir de poleiros baixos ou do estrato médio lançando-se. em direção a presa.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-azul {field 25}

Características:

Mede em geral entre 39 e 46 cm de comprimento e pesa em torno de 455 gramas a fêmea. Tem coloração cinza chumbo escuro; cabeça e as asas enegrecidas; cauda preta, estreita com banda subterminal branca. No centro da sua cauda apresenta uma larga faixa branca. Sua cere é de cor laranja, assim como a pele nua que forma um anel periocular (ao redor dos olhos) e a comissura labial. Bico preto com a base laranja, curvo. Suas pernas e pés são de cor alaranjada. A íris é amarela. O jovem é semelhante ao indivíduo adulto, porém apresenta o peito com fino barrado branco e as coberteiras inferiores da asa estriadas de branco e a cauda apresenta uma segunda barra branca mais estreita e incompleta.

AGavião-azul {field 29}

Comentários:

Frequentam florestas tropicais próximas à água, é encontrado em matas de várzea, matas de galeria, rios e riachos florestados, lagoas e em manguezais de “mangue-branco”, ao contrário de outros gaviões do gênero Buteogallus, que preferem áreas tomadas pelo “mangue-vermelho”.

Gavião-azul {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-bombachinha-grande – (Accipiter bicolor)

O gavião-bombachinha-grande Accipiter bicolor é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, e do México até á Argentina.

Gavião-bombachinha-grande {field 29}
  • Nome popular: Gavião-bombachinha-grande
  • Nome inglês: Bicolored Hawk
  • Nome científico: Accipiter bicolor
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, e também do México á argentina, por quase toda a América do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de de aves, especialmente sabiás e pequenas pombas, mas também come pequenos mamíferos e lagartos. Caça utilizando poleiros para localizar suas presas ou voando sobre as copas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho no alto de arvores, feito com pequenos galhos e gravetos. Pões em média entre 1 e 4 ovos, que são incubados durante 33 a 37 dias A fêmea incuba os ovos na maioria das vezes, e o macho traz o alimento. Os filhotes são alimentados por cerca de sete semanas, embora alguns retornem de vez em quando pelas semanas seguintes de modo que os pais lhe deem algo para comer. O período reprodutivo se inicia normalmente entre outubro e novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-bombachinha-grande {field 28}

Características:

Mede em média entre 30 a 42 cm de comprimento. Pesa em média entre 205 e 250 gramas. O adulto tem plumagem cinza na parte ventral e cinza escuro no dorso, com calções alaranjados e cauda com três barras cinza.

Possui quatro subespécies:

  • Accipiter bicolor bicolor (Vieillot, 1817) – ocorre do sudeste do México, na península de Yucatán até as Guianas, Brasil e noroeste do Peru;
  • Accipiter bicolor fidens (Bangs & Noble, 1918) – ocorre no sul do México, na região de Oaxaca, Veracruz e península de Yucatán;
  • Accipiter bicolor guttifer (Hellmayr, 1917) – ocorre da Bolívia até o Paraguai, sudoeste do Brasil, no estado do Mato Grosso e no norte da Argentina;
  • Accipiter bicolor pileatus (Temminck, 1823) – ocorre no Brasil da margem sul do rio Amazonas até o nordeste da Argentina.
Gavião-bombachinha-grande {field 28}

Comentários:

Frequentam florestas densas, matas de galeria, matas secundárias e áreas de cerrado mais arbóreo. Trata-se de um accipitriforme florestal de difícil detecção. Devido ao seu comportamento críptico, ele provavelmente tem sido subestimado em levantamentos ornitológicos, podendo ser mais comum do que aparenta. Não se incomoda em caçar em território antropizado, porém logo volta para as matas densas. A espécie necessita de áreas extensas e contínuas para concluir seu ciclo de vida. É comum vê-lo voando a média altura para ir de uma mata a outra.

Gavião-bombachinha-grande {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-de-sobre-branco – (Parabuteo leucorrhous)

O gavião-de-sobre-branco Parabuteo leucorrhous é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina.

Gavião-de-sobre-branco {field 28}
  • Nome popular: Gavião-de-sobre-branco
  • Nome inglês: White-rumped Hawk
  • Nome científico: Parabuteo leucorrhous
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estadosdo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, no sul da Bahia e de Goiás, ocorrendo também ao leste de Mato Grosso do Sul até o norte do Rio Grande da Sul. Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de répteis, anfíbios, pequenos mamíferos e insetos.
  • Reprodução: Reproduza-se construindo um ninho feito com galhos e gravetos em forma de plataforma no alto de arvores. Põe em média 2 e 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-de-sobre-branco {field 28}

Características:

Mede em média entre 33 e 38 cm e pesa entre 290 gramas (macho) e 389 gramas (fêmea). Adulto possui plumagem predominante preta, com calções ferrugíneos . Crisso e uropígio brancos. Cauda preta com duas barras brancas delimitando o terço medial da cauda. As coberteiras inferiores são brancas e as rêmiges são pretas, criando belo contraste quando a ave está em voo. O indivíduo jovem apresenta as partes superiores escuras. O peito e ventre são claros com estrias largas e escuras.

Gavião-de-sobre-branco {field 19}

Comentários:

Frequentam florestas de elevações entre 1400 e 3300 metros de altitude. Já foi encontrado na área de influência da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, no rio Pelotas

Gavião-de-sobre-branco {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-de-penacho – (Spizaetus ornatus)

O gavião-de-penacho é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, e também do México à Argentina, além das Guianas e Venezuela.

Gavião-de-penacho {field 28}
  • Nome popular: Gavião-de-penacho
  • Nome inglês: Ornate Hawk-Eagle
  • Nome científico: Spizaetus ornatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, exceto na caatinga nordestina e no extremo sul do Brasil. Encontrado também do México à Argentina, além das Guianas e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se de várias espécies, como aves, mamíferos, répteis. Entretanto, pode se adaptar ao ambiente e às presas que encontra. Existe um registro de um ninho em uma área de transição Mata Atlântica/cerrado em Minas Gerais onde a principal presa eram micos
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho no topo de árvores, com alturas que variam de 16 a 30 metros; normalmente em bifurcação primária ou secundária, é uma imensa plataforma de galhos secos que ultrapassa 1 metro de comprimento e largura. No Brasil, a época reprodutiva se inicia em agosto com os trabalhos de retoque do ninho. A postura é de único ovo, que é incubado durante 48 a 51 dias. A fêmea fica responsável pela incubação no ninho sendo alimentada pelo macho, como acontece com outras espécies do gênero e outras águias de grande porte. O filhote abandona o ninho com mais de 80 dias, mas permanece no sítio reprodutivo dependente dos pais por cerca de 15 meses, fazendo com que haja um intervalo de pelo menos dois anos entre uma reprodução e outra.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Gavião-de-penacho {field 28}

Características:

Mede em média entre 58 e 67 centímetros. Os machos podem pesar em torno de um quilo e as fêmeas, um quilo e meio. Em sua coroa possui um conjunto de penas que medem até 10 centímetros e formam um penacho preto. As laterais da cabeça, nuca e peito são castanho avermelhadas, com a garganta, o ventre e os flancos brancos, com barras irregulares negras. O dorso e as asas são marrom pardacentos, quase negros. Suas canelas são emplumadas e a cauda longa apresenta três barras cinza pardacentas.

Possui duas subespécies:

  • Spizaetus ornatus ornatus (Daudin, 1800) – ocorre da região tropical úmida do norte da América do Sul até o norte da Argentina e no Brasil;
  • Spizaetus ornatus vicarius (Friedmann, 1935) – ocorre das florestas úmidas do sul do México até o oeste da Colômbia e oeste do Equador.
Gavião-de-penacho {field 29}

Comentários:

Frequenta florestas com alto grau de conservação ou com pouca alteração causada pelo homem. Também pode ser encontrado em clareiras, próximo de rios ou da borda da floresta. Como o gavião-de-penacho é uma espécie que vive a maior parte do tempo dentro da floresta, é ali também que vai caçar. Geralmente utiliza poleiros altos.

Gavião-de-penacho {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Gavião-cinza – (Circus cinereus)

O gavião-cinza Circus cinereus é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.

Gavião-cinza {field 12}
  • Nome popular: Gavião-cinza
  • Nome inglês: Cinereous Harrier
  • Nome científico: Circus cinereus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Encontrado também na Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos pássaros, filhotes, sapos, pequenos mamíferos, lagartixas, répteis e insetos que são avistados durante o voo. Come a presa no solo escondido entre a vegetação.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho sobre a vegetação de brejo, bordas de regiões pantanosas ou dentro delas, entre os juncos e a 10 cm do nível d’água, no início de outubro. O ninho é forrado de vegetais macios e plumas. Põe em média 3 ou 4 ovos de cor azul pálido.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-cinza {field 12}

Características:

O macho é menor do que a fêmea, possuindo comprimento médio de 40 centímetros, enquanto que a fêmea chega a 50 centímetros. Tanto o macho como a fêmea possuem um colar de penas ao redor do pescoço, que quando eriçado faz a cabeça parecer maior.

Gavião-cinza {field 11}

Comentários:

Frequentam banhados, brejos, áreas abertas, particularmente em regiões pantanosas, alagadiças e restingas. Pode ser encontrado ainda em pastagens, algumas plantações e clareiras de florestas. Plana muito sobre a vegetação alagada.

Gavião-cinza {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Sovi – (Ictinia plumbea)

O sovi é uma ave da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-pombinha e gavião-sauveiro. Ocorre do México até a Argentina em todos os países da América Central e do Sul.

Sovi Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Sovi
  • Nome inglês: Plumbeous Kite
  • Nome científico: Ictinia plumbea
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o México até a Bolívia, Paraguai, Argentina e por todo o Brasil, exceto as regiões mais secas do nordeste.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente em revoadas de formigas, cupins e outros insetos, os quais captura com os pés e come ainda em pleno vôo. Também captura pequenas presas na copa da floresta e pequenos lagartos e cobras no chão.
  • Reprodução: Constrói um ninho pequeno com ramos e galhos de árvore, podendo aproveitar o mesmo ninho por várias temporadas. Põe de 1 a 2 ovos, com período de incubação de 30 a 32 dias, ambos os pais participam da construção do ninho e incubação. Sendo parcialmente migratório, reproduz-se no Pantanal, Goiás, Sul, Sudeste e na Amazônia. O macho faz exibições aéreas no período da reprodução.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Sovi Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 34 cm de comprimento.Tem asas estreitas e compridas. Inteiramente cinza-ardósia, com a face interior das primárias intensamente castanha. Olhos vermelhos, pernas alaranjadas. O indivíduo imaturo apresenta as partes inferiores brancas estriadas, tendo manchado também de branco o vértice.

Sovi Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta bordas de florestas densas, capoeiras altas e florestas de galeria. Vive solitário, aos pares ou mesmo em bandos, às vezes misturado a outras espécies de gaviões. É muito agressivo e territorial contra outros gaviões que passam próximo ao ninho. Nesse período, emite com frequência um assobio fino e curto, um som parecendo vir de um passarinho e não de um gavião.

Sovi Foto – Claudio Lopes

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sovi Acesso em 08 Setembro de 2016.

Águia-serrana – (Geranoaetus melanoleucus)

A águia-serrana Geranoaetus melanoleucus é um ave da família Accipitridae. Conhecida também como águia-chilena. Ocorre das Cordilheira dos Andes até o sul da Argentina

Águia-serrana {field 25}
  • Nome popular: Águia-serrana
  • Nome inglês: Black-chested Buzzard-Eagle
  • Nome científico: Geranoaetus melanoleucus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre das Cordilheira dos Andes até o sul da Argentina e em quase todo o Brasil, com exceção da região norte.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de outras aves (como filhotes de joão-de-barro e andorinhões), cobras e até mesmo pequenos mamíferos, como coelhos e mocós. Embora seja um predador formidável, abatendo uma grande gama de presas, ocasionalmente também pode se alimentar de carniça.
  • Reprodução: Constrói o ninho em escarpas rochosas com galhos secos. Os filhotes são alimentados durante seus primeiros 4 ou 5 meses de vida, sendo que as águias dão preferência à utilização de apenas um mesmo ninho por toda vida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Águia-serrana {field 25}

Características:

Mede em média 68 centímetros de comprimento, tem quase dois metros de envergadura, é possui as asas compridas e cauda curta. A águia-serrana é identificada no voo por sua cauda em forma de cunha curta, que se projeta mal em suas asas longas e largas. Plana muito próximo a áreas montanhosas onde fica por muito tempo planando à procura de comida.

Possui duas subespécies:

  • Geranoaetus melanoleucus melanoleucus (Vieillot, 1819) – ocorre do Sudeste do Brasil até o Paraguai, Uruguai e no nordeste da Argentina;
  • Geranoaetus melanoleucus australis (Swann, 1922) – ocorre na Cordilheira dos Andes do oeste da Venezuela até a Terra do Fogo.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); (Clements checklist, 2014).

Águia-serrana {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas abertas, campos e regiões montanhosas, planando por muito tempo nessas regiões à procura de alimento. Pode também ser encontrada sobrevoando centros urbanos ou pousadas em cercas e postes na beira de rodovias e estradas. Esta espécie tem sido encontrada de forma relativamente abundante no estado de Minas Gerais há décadas, onde procura paredões rochosos para nidificar. Pode ser vista sobrevoando os céus da Serra da Canastra.

Águia-serrana {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Gavião-de-cara-preta – (Leucopternis melanops)

O gavião-de-cara-preta Leucopternis melanops é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-de-face-negra.

Gavião-de-cara-preta {field 11}
  • Nome popular: Gavião-de-cara-preta
  • Nome inglês: Black-faced Hawk
  • Nome científico: Leucopternis melanops
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre no norte do Brasil, no Amazonas, e nas Guianas e Venezuela. Há alguns registros no Equador, no Peru e na Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de répteis e pequenas aves, come principalmente lagartos, caçados dentro da densa floresta.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-de-cara-preta {field 11}

Características:

Mede em média entre 37 e 42 cm de comprimento. Muito parecido com o gavião-branco – Pseudastur albicollis, mas bem menor é distinguido deste por seu rosto com cara preta e seus pés alaranjados, bem como pela faixa branca no meio da cauda. Representante pequeno de coloração alvinegra, é relativamente raro.

Gavião-de-cara-preta {field 25}

Comentários:

Espécie típica de florestas densas, encontrado geralmente em várzeas ou nas florestas e ao longo das margens dos rios. Muito difícil vê-lo em áreas abertas, por isso a dificuldade em fazer registros da espécie.

Gavião-de-cara-preta {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Gavião-branco – (Pseudastur albicollis)

O gavião-branco Pseudastur albicollis é uma ave da famíliaAccipitridae. Conhecido também como gavião-pombo-da-Amazônia. É natural das Américas.

Gavião-branco {field 11}
  • Nome popular: Gavião-branco
  • Nome inglês: White Hawk
  • Nome científico: Pseudastur albicollis
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre do México, toda a América Central, Colômbia, Venezuela e as Guianas. No Brasil, na Amazônia até Mato Grosso e norte do Maranhão, estendendo-se ao sul até Goiás. Recentemente foi registrada sua ocorrência no estado do Piauí, sendo sua ocorrência mais ao leste do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de invertebrados, lagartos pequenos, pequenos mamíferos e anfíbios. Mas eventualmente também come pequenas aves.
  • Reprodução: Constrói o ninho com galhos secos, em forma de plataforma com diâmetro entre 50-90 cm, no alto de árvores. Geralmente põe um único ovo, com período de incubação de 34-36 dias, os filhotes já estão totalmente emplumados e apto ao voo em torno de 85 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-branco {field 11}

Características:

Mede em média entre 43 a 56 cm de comprimento. É branco com dorso manchado de negro; asas largas negras, tendo nas coberteiras e terciárias a ponta branca; cauda curta negra de base e larga faixa terminal brancas; cera plúmbea, pernas amarelo-claras.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Pseudastur albicollis albicollis (Latham, 1790) – ocorre nas florestas úmidas das Guianas e na bacia amazônica; ocorre também na ilha de Trinidad no Caribe;
  • Pseudastur albicollis ghiesbreghti (Du Bus de Gisignies, 1845) – ocorre da floresta tropical do sul do México até a Guatemala e Belize;
  • Pseudastur albicollis costaricensis (W. L. Sclater, 1919) – ocorre de Honduras até o Panamá e o oeste da Colômbia;
  • Pseudastur albicollis williaminae (Meyer de Schauensee, 1950) – ocorre do noroeste da Colômbia até o extremo noroeste da Venezuela.
Gavião-branco {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas densas e cerrado mais arbóreo, onde caça principalmente serpentes, geralmente em ambientes próximos a corpos d`agua, normalmente ele vive solitário, nas horas mais quentes da manhã pode sobrevoar a floresta.

Gavião-branco {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Gavião-papa-gafanhoto – (Buteo swainsoni)

O gavião-papa-gafanhoto Buteo swainsoni é uma ave da família Accipitridae. Espécie migratória. Ocorre dos Estados Unidos até á Argentina.

Gavião-papa-gafanhoto {field 20}
  • Nome popular: Gavião-papa-gafanhoto
  • Nome inglês: Swainson’s Hawk
  • Nome científico: Buteo swainsoni
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Espécie migratória. Ocorre no centro-oeste da América do Norte, onde passa o verão e se reproduz, migrando durante o inverno boreal para a América do Sul, podendo ser encontrado na Argentina, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: No Norte, em temporada reprodutiva, caça grilos e gafanhotos, roedores, répteis, aves e morcegos. Na América do Sul, insetos como gafanhotos e besouros constituem a base da sua alimentação.
  • Reprodução: Reproduz-se nas pradarias do centro-oeste da América do Norte. A construção do ninho é feita a cada estação reprodutiva, iniciada cerca de uma ou duas semanas após seu regresso do hemisfério sul. Coloca de dois a três ovos, com um intervalo de até dois dias entre cada postura. A fêmea permanece no ninho incubando os ovos por aproximadamente 35 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-papa-gafanhoto {field 27}

Características:

Mede de 43 a 55 cm de comprimento. Trata-se de um gavião de grande porte, altamente polimórfico. O nome papa-gafanhoto faz referência à sua alimentação baseada em ortópteros. O dorso é marrom-escuro ou pardo, com cauda escura finamente barrada. O jovem é predominantemente branco por baixo, com um pouco de estriado escuro nas laterais do pescoço e pintas dispersas no ventre.

Gavião-papa-gafanhoto {field 25}

Comentários:

Na América do Norte habita as planícies, pradarias e as regiões desérticas. No Brasil, durante a migração, pode ser observado em savanas, campos naturais, áreas montanhosas e campos de altitude. No Paraná, as observações próximas a Serra do Mar sugerem que alguns indivíduos costumam frequentar ambientes mais florestados. Migra durante o inverno boreal entre outubro e março para o verão da América do Sul, do sul do Trópico de Capricórnio até a Argentina. Pode aparecer em qualquer parte do Brasil como vagante em sua rota migratória, havendo predominância de indivíduos com plumagem juvenil.

Gavião-papa-gafanhoto {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Tauató-miúdo – (Accipiter striatus)

O tauató-miúdo Accipiter striatus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-miúdo, tauató-pequeno, tauató-jandaia, carijó-do-mato e carijó-vermelho.

Tauató-miúdo {field 25}
  • Nome popular: Tauató-miúdo
  • Nome inglês: Sharp-shinned Hawk
  • Nome científico: Accipiter striatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre da América do Norte até a Argentina, no Brasil central e meridio-oriental, até o Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente em pequenas aves. Localiza sua presa a partir de um poleiro. Uma das maneiras de caça é ficar em um poleiro escondido entre a vegetação, de onde localiza a presa. Quando em voo sobre o solo é uma ave rápida e silenciosa, o que permite capturar pássaros em pleno voo, mesmo em meio à vegetação densa. Eventualmente também come pequenos roedores e pequenas rãs.
  • Reprodução: O casal constrói o ninho em formato de plataforma feita com galhos, a uma altura entre 5 e 6 metros, nos arbustos de grande espessura. O interior é decorado com folhas, cascas e penas. A fêmea põe entre 3 e 5 ovos esbranquiçados e manchados de marrom escuro. A incubação dura entre 32 e 35 dias e é feita por ambos os pais, embora durante as primeiras duas semanas apenas a fêmea fique responsável pela incubação. Durante este período, ela é alimentada pelo macho. Os filhotes são então alimentados pelo casal e fazem o seu primeiro voo depois de um mês de idade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tauató-miúdo {field 25}

Características:

O macho mede em média 25 cm de comprimento e pesa entre 85 e 125 gramas. A fêmea mede cerca de 35 cm de comprimento e pesa entre 145 e 215 gramas. O macho tem a coroa escura acinzentada que se estende até a parte superior das bochechas. A parte inferior da face é castanha. O manto é cinza escuro irregular marcado com pequenas manchas brancas. Asas escuras, têm reflexos cinza azulados. As rêmiges primárias são esbranquiçadas finamente barradas de preto. A garganta, peito e parte superior da barriga são brancos, fortemente barrados de castanho. A parte inferior do ventre é completamente branca. Os calções são de coloração castanho ferrugíneo, barrado de branco. A cauda é longa, listrada na coloração cinza e preto, arredondada na ponta. O bico é curto e preto. As pernas e a cera são de cor amarela. O olho é laranja. A fêmea difere do macho por apresentar um capuz mais escuro. Os flancos superiores são marrons e o peito é menos barrado. As fêmeas são maiores do que os machos.

Tem dez subespécies reconhecidas:

  • Accipiter striatus perobscurus (Snyder, 1938) – ocorre no oeste do Canadá, e no inverno pode ser encontrado até o sul da Califórnia;
  • Accipiter striatus velox (A. Wilson, 1812) – ocorre do Alasca e Canadá até o sul dos Estados Unidos; no inverno atinge o Panamá;
  • Accipiter striatus suttoni (van Rossem, 1939) – ocorre da região sudeste do México (Veracruz) até o sul dos Estados Unidos da América;
  • Accipiter striatus madrensis (Storer, 1952) – ocorre no México, do estado de Guerrero até o oeste do estado de Oaxaca;
  • Accipiter striatus fringilloides (Vigors, 1827) – ocorre em Cuba.
  • Accipiter striatus striatus (Vieillot, 1808) – ocorre na ilha de Hispaniola (Haiti e República Dominicana);
  • Accipiter striatus venator (Wetmore, 1914) – ocorre em Porto Rico;
  • Accipiter striatus chionogaster (Kaup, 1852) – ocorre do sul do México, nos estados de Chiapas e Oaxaca, até a Guatemala, Honduras e de El Salvador até o noroeste da Nicarágua;
  • Accipiter striatus ventralis (P. L. Sclater, 1866) – ocorre das montanhas do oeste da Venezuela e Colômbia até o oeste da Bolívia na região de Cochabamba;
  • Accipiter striatus erythronemius (Kaup, 1850) – ocorre no leste do Brasil, do estado da Bahia até o Uruguai, sudeste da Bolívia, no Chaco do Paraguai e do norte da Argentina até Buenos Aires.

(Clements checklist, 2014).

Tauató-miúdo {field 25}

Comentários:

Frequenta florestas e matas. Apesar de viver oculto nas matas e bosques, ele voa abertamente de uma mata a outra. É um gavião solitário e muitas vezes frequenta a alta e densa floresta de planícies e montanhas, mas também pode ser encontrado sobrevoando as grandes cidades. É um gavião muito estratégico, costuma utilizar poleiros escondidos pela vegetação para se camuflar e surpreender a presa em suas rápidas investidas, ou às vezes usa poleiro expostos no alto de árvores de onde tenta interceptar e capturas presas que passarem próximas.

Tauató-miúdo {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tauató-passarinho – (Hieraspiza superciliosa)

O tauató-passarinho Hieraspiza superciliosa é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-caçador-pequeno, gavião-miudinho, gavião-mirim, gavião-passarinho.

Tauató-passarinho {field 22}
  • Nome popular: Tauató-passarinho
  • Nome inglês: Tiny Hawk
  • Nome científico: Hieraspiza superciliosa
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre da América Central à Argentina. No Brasil, possui duas populações separadas, na Amazônia e na costa do Sul e Sudeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de aves pequenas como beija-flores e saíras, mas também captura aves maiores como sabiás, surucuás, pica-paus e rolinhas, além de insetos, lagartos e roedores. Pode ficar à espreita de bandos mistos na floresta, onde pode capturar pequenas choquinhas e saíras em voos rápidos pelo sub-bosque.
  • Reprodução: Constrói o ninho com gravetos e galhos secos no alto de árvores e tem formato de plataforma. O casal junto e utiliza o mesmo ninho por vários anos. A postura é de 1 a 3 ovos e a incubação leva entre 30 e 35 dias. Neste período a fêmea incuba os ovos e cuida dos filhotes, ao passo que o macho fica responsável pelo fornecimento de presas à família.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tauató-passarinho {field 25}

Características:

Mede em média entre 24 e 27 cm de comprimento, pesando o macho por volta de 75 gramas e a fêmea entre 115 e 134 gramas. Na cabeça apresenta plumagem de coloração marrom escuro que se estende até a nuca. Seu dorso é acinzentado. Cauda apresenta barrado com largas faixas cinzas, partes superiores cinza-ardósia e as partes inferiores são brancas ou pardacentas e apresentam fino barrado cinza. O bico curvo é curto com cera amarela. Os olhos são amarelos ou alaranjados e circundados por uma pele nua amarelada. Os tarsos são amarelos e seus pés apresentam longos dedos com garras pretas especializados em capturar aves, principalmente pequenas aves como os beija-flores. A fêmea é similar ao macho em aparência.

Apresenta duas subespécies reconhecidas:

  • Hieraspiza superciliosa superciliosa (Linnaeus, 1766) – ocorre a leste da Cordilheira dos Andes na Colômbia e Venezuela até as Guianas; no Equador, leste do Peru, Bolívia e também do leste do Brasil até o Paraguai e nordeste da Argentina na província de Misiones.
  • Hieraspiza superciliosa fontainieri (Bonaparte, 1853) – ocorre da Nicarágua até o oeste da Colômbia e do Equador;
Tauató-passarinho {field 16}

Comentários:

Frequenta o estrato médio de florestas primárias e secundárias, mas é observado sobrevoando clareiras e plantações. Tem comportamento solitário, mas os casais podem permanecer juntos durante o ano todo. Devido ao pequeno tamanho, hábitos estritamente florestais e comportamento tímido, evadindo-se rapidamente entre a vegetação.

Tauató-passarinho {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Gavião-ripina – (Harpagus bidentatus)

O gavião-ripina Harpagus bidentatus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como milhafre-bidentado.

Gavião-ripina {field 25}
  • Nome popular: Gavião-ripina
  • Nome inglês: Double-toothed Kite
  • Nome científico: Harpagus bidentatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o México até o norte da Argentina. Encontrado em parte do Brasil principalmente na região Amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos répteis e invertebrados. Mas também come pequenos mamíferos para completar sua dieta. Paira bem alto, por cima da floresta, procurando artrópodes e pequenos répteis no topo das árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho raso, feito de gravetos e ramos e forrados com algum material mais macio, como folhas ou ervas, sempre no alto das arvores, podendo variar em altura que vão de 7 metros os mais baixos a 33 metros os mais altos. Sua postura varia entre 1 e 2 ovos, que são brancos com manchas marrons, e a incubação dura de 42 a 45 dias. A responsabilidade da construção do ninho na maior parte é da fêmea, assim como a incubação. Os filhotes ficam sob os cuidados dos pais por cerca de 60 dias e o macho fornece a maioria das caças como alimentação à fêmea durante este período.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-ripina {field 25}

Características:

Mede em média entre 31 e 35 centímetros; apesar de ser da família Accipitridae, é muito semelhante aos falcões. Possui cabeça cinza, olhos vermelhos, garganta branca com listras escuras, ombros avermelhados, os pés amarelos e a cauda escura com as três faixas e uma ponta branca. Possui um “dente duplo” na mandíbula superior.

Possui duas subespécies:

  • Harpagus bidentatus bidentatus (Latham, 1790) – ocorre do leste da Colômbia e Equador pela Amazônia até o sudeste do Brasil;
  • Harpagus bidentatus fasciatus (Lawrence, 1869) – ocorre do sudeste do México até o oeste da Colômbia e oeste do Equador.

(Clements checklist, 2014).

Gavião-ripina {field 19}

Comentários:

Frequenta florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude. No Brasil vive na região amazônica e Mata Atlântica, ocorrendo em estados brasileiros em populações separadas de Pernambuco ao Rio de Janeiro, passando pela Bahia e Minas Gerais. Vive na parte superior da floresta nas copas das árvores e costuma planar alto durante as horas que manhã em que está mais quente; frequentemente é observado sozinho, aos pares, ou eventualmente em trio, sendo um dos animais um jovem. Tem o habito de seguir alguns primatas em sua áreas de sua distribuição e até bandos mistos de aves para capturar pequenas presas que se espantam com o deslocamentos destas espécies.

Gavião-ripina {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Gavião-caracoleiro – (Chondrohierax uncinatus)

O gavião-caracoleiro Chondrohierax uncinatus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-bico-de-gancho, bico-de-anzol, anzoleiro e quequé.

Gavião-caracoleiro Foto – Hilton Filho
  • Nome popular: Gavião-caracoleiro
  • Nome inglês: Hook-billed Kite
  • Nome científico: Chondrohierax uncinatus
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Gypaetinae
  • Habitat: Ocorre nas Américas do Norte, Central e do Sul. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gastrópodes arbóreos (Orthalicus, Helicina e Drymaeus), terrestres (Strophocheilus) e aquáticos (Pomacea), nos quais os engolem com casca (caracóis). Ocasionalmente caça pequenas lagartas, caranguejos, anfíbios (sapos, salamandras) e lagartixas . Caça procurando suas presas a partir( de poleiros abaixo da linha das copas, ou realizando buscas movendo-se de galho em galho.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto de árvores, em alturas que variam entre 5 e 7 m, é estrutura geralmente bem fina. A postura é de 1 a 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-caracoleiro Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média entre 39 e 51 cm de comprimento e pesa entre 215 e 277 gramas para indivíduos machos e entre 235 e 360 gramas para as fêmeas. É polimórfica, com plumagem altamente variável, encontrando-se também plumagens morfo escuro. O mais notável é a variação no tamanho do bico, que é bimodal, com indivíduos apresentando bico grande ou pequeno, em ambos os sexos e em qualquer idade, decorrente da dieta predominante de certa população. Este dimorfismo do bico é uma provável solução evolutiva para sua principal fonte de alimento, os caracóis.

Possui duas subespécies:

  • Chondrohierax uncinatus uncinatus (Temminck, 1822) ocorre do sul dos Estados Unidos da América e oeste do México até o Brasil e o norte da Argentina;
  • Chondrohierax uncinatus mirus (Friedmann, 1934) ocorre na Ilha de Granada no Caribe.
Gavião-caracoleiro Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta florestas e beiras de brejos. Gosta de ficar pousado a média altura na mata para capturar suas presas. Pode ser observado circulando em voo. Habita o interior de florestas densas, principalmente em baixas altitudes, onde é encontrado geralmente sozinho ou aos pares. Localmente migratório, esse gavião congrega-se em bandos de 20 a 30 indivíduos em correntes térmicas, mas é visto usualmente só ou aos pares, empoleirando-se por longos períodos em galhos altos, ocultados por densa vegetação. Em Pirajuí/SP foi relatada uma pequena população da espécie habitando a zona urbana, provavelmente devido à oferta de caramujo-gigante-africano Achatina fulica, o que sugere que a espécie esteja se adaptando a ambientes urbanos

Gavião-caracoleiro Foto – Aisse Gaertner

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Gavião-pombo-grande – (Pseudastur polionotus)

O gavião-pombo Pseudastur polionotus é um ave da família Accipitridae . Ocorre na faixa litorânea do Brasil oriental, nordeste da Argentina e Paraguai.

Gavião pombo {field 20}
  • Nome popular: Gavião pombo
  • Nome inglês: Mantled Hawk
  • Nome científico: Pseudastur polionotus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre na faixa litorânea do Brasil oriental, nordeste da Argentina e Paraguai. Endêmico da Mata Atlântica
  • Alimentação: Alimenta-se de aves, répteis e pequenos mamíferos. Caça no solo, mas é frequentemente avistado planando sobre a floresta alta. Posiciona-se também próximo de árvores em frutificação para atacar aves atraídas pela árvore.
  • Reprodução: Na época da reprodução faz o ninho com galhos secos no alto das árvores.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Gavião pombo {field 20}

Características:

Mede de 48 e 53 cm de comprimento. O adulto apresenta a cabeça, nuca e partes inferiores brancas, enquanto o dorso e as asas são cinza-escuro, quase preto. A cauda é curta, apresenta cor preta na base e branca no restante, sendo que em voo só é possível visualizar o branco da cauda. O jovem apresenta pequenas estrias na cabeça e no pescoço.

Gavião pombo {field 10}

Comentários:

Vive em florestas primárias e secundárias, mas existem várias observações de indivíduos frequentando matas bem alteradas e plantações. Costuma sobrevoar a pouca altura das florestas.

Gavião-pombo {field 10}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-pombo-grande Acesso em 08 Setembro de 2016.

Gavião-pedrês – (Buteo nitidus)

O gavião-pedrês Buteo nitidus é uma ave da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-cinza e gavião-pintado.

Gavião-pedrês {field 11}
  • Nome popular: Gavião-pedrês
  • Nome inglês: Gray-lined Hawk
  • Nome científico: Buteo nitidus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina. Encontrado em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de aves, répteis e insetos. É rápido e ágil, podendo perseguir suas presas por manobras entre as árvores. Caça também a partir de poleiros e gosta de planar à procura de presas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com galhos secos no alto das árvores, põe em média 3 ovos. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 6 semanas. O período de incubação é de aproximadamente 32 dias e é realizado por ambos os pais. O macho fornece com maior frequência o alimento para a fêmea nas duas primeiras semanas de pós-incubação, e após esse período a fêmea também ajuda na caça. Aos 2 anos de idade os indivíduos atingem a maturidade sexual.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-pedrês {field 11}

Características:

Mede em média entre 44 e 60 centímetros de comprimento e pesa entre 320 e 592 gramas. Tem uma envergadura de asas entre 75 e 94 centímetros. Tem as partes superiores cinza-claras, partes inferiores finamente barradas de cinza e branco, cauda atravessada por uma faixa branca. O bico é preto e apresenta cere amarela. As pernas e os pés também amarelos. A cor dos olhos é marrom escuro, circundados por um fino anel periocular amarelo. O indivíduo jovem é mais escuro que o adulto, marrom-escuro na parte superior com manchas brancas, as bases das primárias são amareladas, a cabeça é branca como uma faixa escura sobre os olhos. O peito e ventre são brancos com manchas escuras. O crisso é branco e a cauda é marrom escura com a extremidade branca.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Buteo nitidus nitidus (Latham, 1790) – ocorre do leste da Colômbia e Equador até as Guianas e na Amazônia brasileira;
  • Buteo nitidus blakei (Hellmayr & Conover, 1949) – ocorre do sudoeste da Costa Rica até o norte da Colômbia e oeste do Equador;
  • Buteo nitidus pallidus (Schlegel, 1862) – ocorre da região central e sul do Brasil até o leste da Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.

(Clements checklist, 2014).

Gavião-pedrês {field 11}

Comentários:

Frequenta borda de matas, campos, cerrados e florestas. Ave rápida e ágil, bate asas e plana por pouco tempo para arrebatar a presa. No voo, usa as correntes de ar quente para adquirir altura.

Gavião-pedrês {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Gavião-asa-de-telha – (Parabuteo unicinctus)

O gavião-asa-de-telha Parabuteo unicinctus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-de-asa-castanha, asa-de-telha e gavião-escuro.

Gavião-asa-de-telha {field 20}
  • Nome popular: Gavião-asa-de-telha
  • Nome inglês: Harris’s Hawk
  • Nome científico: Parabuteo unicinctus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre do sudoeste dos EUA (do Texas à Califórnia), no México e em zonas áridas da América Central e do Sul. Ocorre no Brasil oriental, meridional e central. Crozariol & Lima (2015) redescobriram essa espécie, após 115 anos, na região do Vale do Paraíba, estado de São Paulo
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos vertebrados, mas não despreza insetos grandes, conforme o tipo de presa mais comum na região onde se encontre; pode caçar todo tipo de ave até o porte de uma galinha, mamíferos até o porte de um coelho, já tendo sido encontrados entre os restos das suas presas gambás, frangos d’água, pombas silvestres, ratos do mato, passarinhos diversos, codornas, pequenas garças, entre outros.
  • Reprodução: Constrói o ninho em pequenas árvores, arbustos ou cactos. O ninho é geralmente compacto, feito de gravetos, raízes de plantas e caules, e geralmente é revestido de folhas, musgo, cascas e raízes de plantas. Ele é construído principalmente pela fêmea. Geralmente há de dois a quatro ovos branco-azulados, às vezes com manchas claras marrons ou cinza. Os filhotes nascem amarelo claro, mas em cinco a seis dias tornam-se castanhos
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 48 e 56 centímetros de comprimento e tem envergadura de 115 centímetros. O macho pesa 725 gramas e a fêmea entre 834 e 1047 gramas. As subespécies norte-americanas são maiores que as do Brasil, e além disso os indivíduos brasileiros possuem uma plumagem mais clara, enquanto as norte-americanas possuem uma coloração castanha bem escura.

Possui duas subespécies:

  • Parabuteo unicinctus unicinctus (Temminck, 1824) – ocorre do leste da Colômbia e Venezuela até o Brasil, sul da Argentina e sul do Chile;
  • Parabuteo unicinctus harrisi (Audubon, 1838) – ocorre da região árida do sudoeste dos Estados Unidos da América até a costa do Oceano Pacífico da Colômbia, Equador e Peru.

(Clements checklist, 2014).

Gavião-asa-de-telha {field 20}

Comentários:

Frequenta áreas campestres, sendo comum em áreas de várzeas, manguezais, pastagens, campos de cultivo e campos nativos como o cerrado e a caatinga, e está cada vez mais comum em áreas urbanas como no Rio de Janeiro, São Paulo e Santos, desde que encontre nesses locais presas suficientes para manter a espécie. Uma característica notável é que esta espécie costuma caçar em bandos, coisa pouco comum entre as aves de rapina caçadoras, já que a maioria é antissocial. É bastante inteligente, caçando cooperativamente.

Gavião-asa-de-telha {field 20}

Referências & Bibliografia:

Gavião-asa-de-telha – (Parabuteo unicinctus)

O gavião-asa-de-telha Parabuteo unicinctus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-de-asa-castanha, asa-de-telha e gavião-escuro.

Gavião-asa-de-telha {field 20}
  • Nome popular: Gavião-asa-de-telha
  • Nome inglês: Harris’s Hawk
  • Nome científico: Parabuteo unicinctus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre do sudoeste dos EUA (do Texas à Califórnia), no México e em zonas áridas da América Central e do Sul. Ocorre no Brasil oriental, meridional e central. Crozariol & Lima (2015) redescobriram essa espécie, após 115 anos, na região do Vale do Paraíba, estado de São Paulo
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos vertebrados, mas não despreza insetos grandes, conforme o tipo de presa mais comum na região onde se encontre; pode caçar todo tipo de ave até o porte de uma galinha, mamíferos até o porte de um coelho, já tendo sido encontrados entre os restos das suas presas gambás, frangos d’água, pombas silvestres, ratos do mato, passarinhos diversos, codornas, pequenas garças, entre outros.
  • Reprodução: Constrói o ninho em pequenas árvores, arbustos ou cactos. O ninho é geralmente compacto, feito de gravetos, raízes de plantas e caules, e geralmente é revestido de folhas, musgo, cascas e raízes de plantas. Ele é construído principalmente pela fêmea. Geralmente há de dois a quatro ovos branco-azulados, às vezes com manchas claras marrons ou cinza. Os filhotes nascem amarelo claro, mas em cinco a seis dias tornam-se castanhos
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Gavião-asa-de-telha {field 20}

Características:

Mede entre 48 e 56 centímetros de comprimento e tem envergadura de 115 centímetros. O macho pesa 725 gramas e a fêmea entre 834 e 1047 gramas. As subespécies norte-americanas são maiores que as do Brasil, e além disso os indivíduos brasileiros possuem uma plumagem mais clara, enquanto as norte-americanas possuem uma coloração castanha bem escura.

Possui duas subespécies:

  • Parabuteo unicinctus unicinctus (Temminck, 1824) – ocorre do leste da Colômbia e Venezuela até o Brasil, sul da Argentina e sul do Chile;
  • Parabuteo unicinctus harrisi (Audubon, 1838) – ocorre da região árida do sudoeste dos Estados Unidos da América até a costa do Oceano Pacífico da Colômbia, Equador e Peru.

(Clements checklist, 2014).

Gavião-asa-de-telha {field 20}

Comentários:

Frequenta áreas campestres, sendo comum em áreas de várzeas, manguezais, pastagens, campos de cultivo e campos nativos como o cerrado e a caatinga, e está cada vez mais comum em áreas urbanas como no Rio de Janeiro, São Paulo e Santos, desde que encontre nesses locais presas suficientes para manter a espécie. Uma característica notável é que esta espécie costuma caçar em bandos, coisa pouco comum entre as aves de rapina caçadoras, já que a maioria é antissocial. É bastante inteligente, caçando cooperativamente.

Gavião-asa-de-telha {field 20}

Referências & Bibliografia:

Gavião-do-banhado – (Circus buffoni)

O gavião-do-banhado Circus buffoni é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-do-alagado, gavião-do-mangue e gavião-coruja.

Gavião-do-banhado {field 20}
  • Nome popular: Gavião-do-banhado
  • Nome inglês: Long-winged Harrier
  • Nome científico: Circus buffoni
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em boa parte do Brasil, com exceção dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. Também ocorre nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de anfíbios, mamíferos, pássaros chocando no ninho, com seus ovos e filhotes, e outros pequenos animais.
  • Reprodução: Constrói o ninho com grama e com a própria vegetação da área feito no solo, entre a vegetação de áreas alagadas. Põe em média de 3 a 5 ovos. As espécies do gênero costumam apresentar um comportamento poligâmico.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 46 e 60 cm de comprimento. Tem as asas e cauda extremamente compridas. Tem um colorido muito variável, exceto o padrão das asas e cauda, o macho tem as partes superiores ardósia, fronte e sobrancelhas brancas, rêmiges, coberteiras e cauda cinza-claras barradas de negro, uropígio e barriga branca, sendo a última pontilhada de negro. Fêmea e imaturo marrom-escuros estriados nas partes inferiores, calções ferrugíneos. Existe uma mutação negra ou marrom-escura (polimorfismo) em ambos os sexos, sendo que o padrão das asas e caudas permanece inalterado (Sick, Helmut, 1910-1991).

Gavião-do-banhado {field 20}

Comentários:

Frequenta pântanos, marismas, juncais, culturas de arroz, pastos e até locais em início de urbanização. Em vez de optar por uma estratégia de caça passiva, usando poleiros altos para localizar suas presas, voa lentamente em grandes círculos acima de seu alcance para encontrar sua presa, usando sua visão e audição aguçadas. O declínio populacional está sendo atribuído à degradação de seu habitat, principalmente zonas úmidas, devido à drenagem, poluição e outros fatores antrópicos.

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Referências & Bibliografia:

Gavião-pega-macaco – (Spizaetus tyrannus)

O gavião-pega-macaco Spizaetus tyrannus é uma ave de rapina da família Accipitridae. Também conhecido como apacanim-preto e urubitiga. Ocorre do sul do México em quase toda a América do Sul, no Brasil ocorre na faixa leste-meridional, da Bahia, leste de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.

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  • Nome popular: Gavião-pega-macaco
  • Nome inglês: Black Hawk-Eagle
  • Nome científico: Spizaetus tyrannus
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre do sul do México em quase toda a América do Sul, no Brasil ocorre na faixa leste-meridional, da Bahia, leste de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se de mamíferos, aves e répteis, tirados em grande parte das árvores da floresta. Geralmente escolhem um poleiro preferido de onde detectam suas presas antes do ataque.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto das árvores com gravetos. A fêmea bota em média 2 ovos que são chocados por cerca de 40 dias. Os filhotes deixam o ninho após 80 a 90 dias. Como acontece com outras águias tropicais, o desenvolvimento do Gavião-pega-macaco é lento e esta espécie normalmente nidifica uma vez a cada dois ou três anos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 58 e 66 cm. A média pesa entre 900g (machos) e 1100g (fêmeas). apresentam plumagem preta na parte ventral, com o dorso marrom-pardacento escuro (quase negro). Têm um penacho em forma de coroa, com penas que apresentam cor branca na base, sendo o restante preto. Apresenta plumagem negra com pequenas pintas brancas no ventre e nos calções. A cauda é longa com três a quatro barras cinzas escuras. Em voo, esta espécie tem uma silhueta distinta, com amplas asas em forma de pá e uma longa cauda. A parte inferior das asas apresentam um belo e inconfundível padrão de manchas brancas sobre fundo preto.

Possui duas subespécies:
  • Spizaetus tyrannus tyrannus (Wied-Neuwied, 1820) – ocorre do Leste do Brasil até o extremo Nordeste da Argentina, na província de Misiones;
  • Spizaetus tyrannus serus (Friedmann, 1950) – ocorre das florestas da região Central do México até a região Central do Brasil; Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador, Peru e Bolívia. Ocorre também na Ilha de Trinidad no Caribe.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Habita florestas, borda de matas, matas secundárias e em proximidades com rios, em altitudes que variam desde o nível do mar até 2.000 m (Hilty e Brown 1986; Thiolay 1994; Stotz et al. 1996, Silva et al. 2003) sendo tolerante a pequenas perturbações e desflorestamentos provocados no ambiente (Ferguson-Lees e Christie 2001). Também pode ser encontrado em pequenos fragmentos florestais, áreas semiabertas e parques urbanos.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/gaviao-pega-macaco Acesso em 08 Setembro de 2016.
  • Menq, W. (2016) Gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) – Aves de Rapina Brasil. Disponível em: http://www.avesderapinabrasil.com/spizaetus_tyrannus.htm Acesso em: 3 de Novembro de 2016.

Gavião-tesoura – (Elanoides forficatus)

O gavião-tesoura, Elanoides forficatus, é uma ave da família Accipitridae. Ocorre do Sul dos Estados Unidos até ao Norte da Argentina.

gaviao-tesoura Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gavião-tesoura
  • Nome inglês: Swallow-tailed Kite
  • Nome científico: Elanoides forficatus
  • Família: Accipitridae
  • Subfamilia: Gypaetinae
  • Habitat: Ocorre do Sul dos Estados Unidos até ao Norte da Argentina. Encontrado em todo o Brasil. Existem duas populações de gavião-tesoura, uma que se reproduz no sul do Brasil e a outra, ameaçada de extinção, na América Central e sul dos EUA. Ambas são migrantes e passam o inverno na floresta amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se de aves, pequenos lagartos, serpentes arborícolas e lagartas. Ocasionalmente realiza voos rasantes em rios e lagos com o objetivo de capturar pequenos invertebrados como libélulas, rãs, e outros animais encontrados na superfície da água. Também captura invertebrados em voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto de árvores, feito com gravetos, ramos e musgos, normalmente nidifica em colônias (Antas 2005). Coloca de dois a três ovos de coloração branco ou creme, com período de incubação de 24 a 28 dias, realizado por ambos os pais, apesar ser a fêmea a que permanece mais tempo no ninho. Macho e fêmea cuidam da alimentação dos filhotes, que saem do ninho com seis ou sete semanas, continuando nas redondezas por mais algumas semanas, até migrarem (Antas, 2005; Sick, 1997).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
gaviao-tesoura Foto – Afonso de Bragança

Características:

Tem corpo é delgado, com pés e pernas muito pequenos. As fêmeas são maiores que os machos. Atinge 52 a 66 cm de comprimento. E tem uma envergadura entre 120 a 135 cm. O peso máximo nos machos é de 407 gramas e nas fêmeas de 435 gramas. Sua cauda típica com as retrizes externas mais compridas que as demais e quando aberta apresenta a forma de uma tesoura é a característica que da o nome comum a esta ave.

Possui duas subespécies.

  • Elanoides forficatus forficatus (Linnaeus, 1758) – ocorre dos baixios da costa sudeste dos Estados Unidos da América até o norte do México;
  • Elanoides forficatus yetapa (Vieillot, 1818) – ocorre do sul do México, (exceto na Península de Yucatán) até o Brasil e o nordeste da Argentina.

(Clements checklist, 2014).

gaviao-tesoura Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Habita bordas de florestas e campos. Entre as aves de rapina é uma das mais sociáveis, vivem em pequenos grupos que podem chegar até 30 indivíduos. No ar é muito ágil, voa com grande habilidade entre as árvores, manobrando rapidamente sobre copa das árvores ou passando logo abaixo delas. Ali busca seu alimento.

gaviao-tesoura Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

Gavião-caboclo – (Heterospizias meridionalis)

O gavião-caboclo é uma ave campestre da família Accipitridae. Também conhecido pelos nomes de gavião-casaca-de-couro, gavião-telha gavião-fumaça e gavião-tinga, ocorre do Panamá à Argentina e em todo o Brasil, porém na Amazônia apenas em alguns locais, como o leste do Pará e a região do Baixo Amazonas.

Gavião-caboclo Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gavião-caboclo
  • Nome inglês: Savanna Hawk
  • Nome científico: Heterospizias meridionalis
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção de áreas densamente florestadas. Encontrado também do Panamá à Argentina.
  • Alimentação: Frequenta áreas abertas, campos e cerrados, onde alimenta-se de várias presas, como pequenos mamíferos, aves, cobras, lagartos, rãs, sapos e grandes insetos. Na baixa das águas, apanha caranguejos.
  • Reprodução: Reproduz-se de julho a novembro. Faz ninho à pouca altura, sobre árvores baixas ou palmeiras. Põe 1 ou, raramente, 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gavião-caboclo Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 50 centímetros de comprimento, com plumagem ferrugínea. O adulto é todo marrom avermelhado, com a ponta das asas e cauda negras e penas longas. Possui uma faixa branca, estreita, na cauda. Pernas e pele nua das narinas, amarelas. Bico negro e olho marrom avermelhado. Como em outros gaviões, o jovem é muito diferente. Cores apagadas, cinza amarronzado nas costas e barriga creme, com riscos verticais escuros e uma semi-coleira escura. Sobre os olhos, uma listra clara. A cauda é creme, com finas listras escuras. Faixa larga subterminal negra. Penas longas das asas com listras finas e ponta negra.

Gavião-caboclo Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Tem o seu hábito de seguir incêndios que chama mais a atenção, razão do nome comum, gavião-fumaça. Voa para a queimada, geralmente pousando em galhos à frente do fogo, ou caminha logo atrás das chamas, às vezes a poucos metros das labaredas. Na parte dianteira do incêndio, apanha os pequenos vertebrados e insetos fugindo da queimada, enquanto na parte posterior come os animais e insetos moribundos ou mortos pelo fogo. Possui um território de caça exclusivo, afastando os outros gaviões-caboclos. O casal se comunica através de um assobio fino, longo e choroso, repetido continuamente. Voa alto, aproveitando as correntes de ar quente para planar, ou através de voo ativo, com batimento ritmado das asas. Extremamente arisco, o gavião caboclo sempre está alerta a qualquer movimento, levantando voo rapidamente quando se sente ameaçado

Gavião-caboclo Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/gaviao-caboclo Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipedia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gavi%C3%A3o-caboclo Acesso em 20 de Maio de 2010

Gavião-pernilongo – (Geranospiza caerulescens)

O gavião-pernilongo é uma ave da família Accipitridae .Conhecido também como tinhé-cinza, gavião-roxo e gavião-de-perna-roxa.

Gavião-pernilongo Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Gavião-pernilongo
  • Nome inglês: Crane Hawk
  • Nome científico: Geranospiza caerulescens
  • Família: Accipitridae
  • Subfamília: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o México até a Argentina e Uruguai, incluindo todo o Brasil.
  • Alimentação: Vasculha cavidades em ocos de árvores e palmeiras ou entre folhas de bromélias, graças à grande mobilidade da articulação intertarsal e de seus dedos curtos e tarso longo. Captura morcegos em seus dormitórios diurnos, além de lagartos, lagartixas, calangos, iguanas, cobras, sapos, pererecas, cuícas e outros mamíferos que ficam em ocos de árvores. Captura também outras aves, sendo afugentado sempre que aparece no território de Bem-te-vis, também entram em sua dieta: cigarras, besouros, anfíbios e répteis em bromélias. Segue os incêndios, solitário ou aos pares, capturando presas assustadas no solo. Segue bandos de macacos-prego, gênero Cebus, que tem o hábito de desfolhar bromélias para comerem a base tenra esbranquiçada das folhas, desalojando assim cobras arborícolas e anfíbios, que se tornam presas fáceis.
  • Reprodução: Em árvores altas, constrói ninho denso de gravetos e ramos finos, no formato de taça, localizado em galhos terminais, às vezes oculto entre epífitas. Põe cerca de dois ovos, com um período de incubação de 35 dias, em média. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Gavião-pernilongo Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em media 48 centímetros de comprimento com envergadura entre 75 e 111 centímetros. Seu peso varia entre 235 e 353 gramas, sendo que o macho é menor que a fêmea e tem cerca de 77% do tamanho desta. Apresenta grande variação de coloração cinza da plumagem de acordo com a subespécie analisada, existindo exemplares com a coloração variando desde cinza escuro até cinza claro. Entretanto a coloração geral mais comum é cinza, sendo que o peito apresenta fino barrado. O ventre é mais claro que o peito e o crisso pode ser cinza claro, branco amarelado ou ainda castanho. A cauda é preta, com duas largas faixas brancas, sendo a faixa basal a mais larga entre as duas. As pernas longas apresentam intensa coloração vermelho alaranjado que são características da espécie.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Geranospiza caerulescens caerulescens (Vieillot, 1817) – ocorre das Guianas e da Amazônia brasileira até o leste da Colômbia e Peru;
  • Geranospiza caerulescens nigra (Du Bus de Gisignies, 1847) – ocorre do nordeste do México até a região central do Panamá;
  • Geranospiza caerulescens flexipes (J. L. Peters, 1935) – ocorre no sul do Brasil até o Chaco do Paraguai, Bolívia e no norte da Argentina;
  • Geranospiza caerulescens gracilis (Temminck, 1821) – ocorre no nordeste do Brasil, do estado do Maranhão, Ceará e Piauí até o estado da Bahia;
  • Geranospiza caerulescens livens (Bangs & T. E. Penard, 1921) – ocorre no noroeste do México;
  • Geranospiza caerulescens balzarensis (W. L. Sclater, 1918) – ocorre do leste do Panamá até o oeste da Colômbia, Equador e no extremo noroeste do Peru.

(Clements checklist, 2014).

Gavião-pernilongo Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Pode ocorrer em qualquer tipo de habitat, como florestas úmidas e estacionais, cerrado denso e cerradão, caatingas, fragmentos de mata em regeneração, às vezes em talhões de eucalipto mesclados com vegetação nativa ou áreas úmidas como brejos, buritizais e mangues. Tem o hábito de coçar a garganta e a face com as garras e arrumar a cauda com o bico.

Gavião-pernilongo Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

Gavião-bombachinha – (Harpagus diodon)

O gavião-bombachinha é uma ave, da família Accipitridae. Ocorre em todo o Brasil, Guianas, Venezuela, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
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  • Nome popular: Gavião-bombachinha
  • Nome inglês: Rufous-thighed Kite
  • Nome científico: Harpagus diodon
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, Guianas, Venezuela, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos e de pássaros pequenos. Persegue as formigas de correição para apanhar animais espantados por elas
  • Reprodução: Assim como a maioria das aves de rapina o gavião-bombachinha é extremamente territorial e realiza vôos repulsivos próximos a um potencial agressor, como outros gaviões maiores. No Sul/Sudeste do Brasil, seu período de reprodução é geralmente nos meses de Outubro a Dezembro, período na qual começam a nidificar.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Possui em média 29 cm de comprimento (macho) e 35 cm (fêmea), envergadura de 60 cm para o macho e 70 à fêmea. O adulto possui a plumagem cinza na parte ventral e cinza-escuro no dorso, com calções de cor ferrugem, cera e tarsos amarelados, com íris que varia do castanho ao marrom-avermelhado. O indivíduo adulto tem a plumagem muito semelhante a do Accipiter bicolor, sendo um tipo de mimetismo de defesa contra outras aves

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Comentários:

A espécie tem sido observada tanto em áreas de floresta primária como também secundária ou em florestas deciduais, sugerindo alguma plasticidade. O gavião-bombachinha “Harpagus diodon” pode ser considerado uma espécie pouco conhecida no que diz respeito à sua história de vida, especialmente com relação à reprodução, hábitos alimentares e exigências ecológicas

gavião-bombachinha {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/gaviao-bombachinha Acesso em 08 Setembro de 2016.