Surucuá-variado – (Trogon surrucura)

O surucuá-variado Trogon surrucura é uma ave da família Trogonidae. Também conhecido como surucuá-de-peito-azul, perua-choca, pata-choca.
Surucuá-variado {field 5}
  • Nome popular: Surucuá-variado
  • Nome inglês: Surucua Trogon
  • Nome científico: Trogon surrucura
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: É encontrada do Rio de Janeiro e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, Goiás, sul do Mato Grosso, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, vermes, moluscos e frutas, especialmente do palmito juçara.
  • Reprodução: Faz o ninho em cupinzeiros arbóreos, com o casal escavando o cupinzeiro íntegro. O ninho é geralmente construído alto o suficiente em uma árvore oca, muitas vezes em cupinzeiros arborícolas. A fêmea põe de 2 a 4 ovos brancos. A incubação dura entre 16 e 19 dias e é incubado por ambos os pais. Os jovens são alimentados pelo casal e deixam o ninho após um período em torno de 20 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 27 cm e pesa entre 70 e 78 gramas. É uma ave quieta que passa longos períodos de descanso em um poleiro, e seu canto pode ser ouvido durante todo o dia. A variedade nominal Trogon surrucura surrucura apresenta a cabeça, pescoço e peito na coloração azul escuro metálico e as bochechas e garganta na cor preta. Apresenta os olhos na cor marrom escuro com um anel periocular na cor laranja intenso. O bico é curto e robusto, na cor marfim manchado com tons cinza esverdeados. A mandíbula inferior apresenta coloração preta na porção central. A mandíbula superior termina em um pequeno gancho. O dorso é esverdeado e se torna turquesa quanto mais próximo da cauda. Sobre as asas, as coberteiras secundárias são verde esmeralda com reflexos dourados, as rêmiges são cinza escuro, ligeiramente marcados com um barrado branco. A parte ventral e o crisso são vermelhos. A cauda é longa e escura, apresentando os tons azulados presentes no dorso e uropígio e também uma barra preta na extremidade final. A parte inferior da longa cauda apresenta penas retrizes brancas com duas marcas enegrecidas em sua base, bastante visíveis quando a ave pousa. Os tarsos são curtos e como os pés, são acinzentadas. Possuem dedos bastante específicos que lhe permitem agarrar firmemente os ramos em que ficam empoleirados. Os dois primeiros dedos são orientados para trás e os outros dois para a frente.

Possui duas subespécies reconhecidas.
  • Trogon surrucura surrucura (Vieillot, 1817) – ocorre no Brasil, do sul do Mato Grosso e Goiás até o Rio de Janeiro e para o sul até o Rio Grande do Sul; no Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina. possui barriga vermelha e anel periocular laranja-avermelhado;
  • Trogon surrucura aurantius (Spix, 1824) – ocorre no leste do Brasil, do estado da Bahia, Minas Gerais até o estado do Rio de Janeiro e norte de São Paulo. Possui a barriga alaranjada e anel periocular amarelo-laranjado.

(Clements checklist, 2014), Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

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Comentários:

Podemos encontra-los em matas e cerrados. Durante a época de reprodução, o macho apresenta comportamento muito territorialista, não só na região onde está situado o ninho, mas também defende as áreas onde estão localizadas suas fontes de alimento. Ele persegue outras aves e predadores mesmo longe do local do ninho por um voo direto até o intruso acompanhado da emissão de gritos. Belas exibições aéreas são realizadas, e nelas, as asas abertas e a cauda em leque são expostas, dando a ave uma aparência bem maior. Estes voos também são usados como um sinal agressivo para outros machos. Durante as exibições, a apresentação da coloração do abdome é também mais exposta fazendo um belo contraste com a porção interna de coloração escura da asa.

Surucuá-variado {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/surucua-variado Acesso em 18 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trogon_surrucura Acesso em 31 de Outubro de 2014.

Surucuá-pequeno – (Trogon ramonianus)

O surucuá-pequeno Trogon ramonianus é uma ave da família Trogonidae.Ocorre na Amazônia da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela

Surucuá-pequeno {field 11}
  • Nome popular: Surucuá-pequeno
  • Nome inglês: Amazonian Trogon
  • Nome científico: Trogon ramonianus
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e pequenos invertebrados.
  • Reprodução: Reproduz-se em formigueiros, cupinzeiros ou em buracos de árvores põe em média 2 ou 3 ovos brancos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Surucuá-pequeno {field 23}

Características:

Mede em média entre 23 e 25 cm de comprimento e pesa entre 38 e 57 gramas. O macho tem a cabeça azul e peito superior, de volta verde, tornando-se mais azul na garupa, uma linha branca separa o peito das partes inferiores amarelas douradas, mas isso às vezes é difícil de detectar. Amarelo na área orbital do olho. Infracaudais são branco com preto de restrição, asas negras, A fêmea cinza escuro costas, cabeça e peito, branco olho-anel em forma oval e pode existir apenas na frente e na traseira dos olhos.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Trogon ramonianus ramonianus (Deville & Des Murs, 1849) – ocorre no sudoeste da Amazônia brasileira a oeste do rio Branco e sul do rio Amazonas e oeste do rio Madeira, sul da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Trogon ramonianus crissalis (Cabanis & Heine, 1863) – ocorre na Amazônia brasileira ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira, até a fronteira do Pará com o Maranhão.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Surucuá-pequeno {field 19}

Comentários:

Frequenta matas tropicais, áreas abertas geralmente fica em um poleiro aguardando o momento certo para caçar alimento. Espécie típica da região amazônica.

Surucuá-pequeno {field 26}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.</li.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Surucuá-violáceo – (Trogon violaceus)

O surucuá-violáceo Trogon violaceus é uma ave da família Trogonidae. Ocorre no Brasil na Venezuela, nas Guianas e na Ilha de Trinidad no Caribe.

Surucuá-violáceo {field 19}
  • Nome popular: Surucuá-violáceo
  • Nome inglês: Guianan Trogon
  • Nome científico: Trogon violaceus
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: Ocorre ao norte do rio Amazonas, nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. Além do Brasil é encontrado também na Venezuela, nas Guianas e na Ilha de Trinidad no Caribe.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e pequenos frutos.
  • Reprodução: Reproduz-se em ninhos de cupins, formigas e vespas ou em ocos de árvores, onde deposita de dois a três ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Surucuá-violáceo {field 20}

Características:

Mede em média 23 cm de comprimento e pesa 56 gramas. Os: machos tem a cabeça e peitos azuis, pálpebra amarela, dorso verde (tornando-se azulado próximo ao uropígio) e cauda com faixas transversais alvinegras; fêmeas e imaturos com cinzentos com cauda barrada transversalmente de negro. As fêmeas dessa espécie são muito parecidas com as fêmeas do surucuá-de-barriga-amarelaTrogon viridis e podem ser diferenciadas pelo menor tamanho do corpo e pelo anel ocular de formato ovalado, mais achatado em cima e em baixo, e não redondo como em T. viridis, e de cor branca e não azulada.

Surucuá-violáceo {field 11}

Comentários:

Frequenta os níveis médio e alto das florestas de terra firme. Normalmente vive aos casais e costuma ocupar um território por muito tempo. Pode dividir o espaço com outras espécies de surucuás.

Surucuá-violáceo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Surucuá-de-cauda-preta – (Trogon melanurus)

O surucuá-de-cauda-preta Trogon melanurus é um da família Trogonidae. Conhecido também como surucuá-tatá e surucuá-de-peito-vermelho.

Surucuá-de-cauda-preta {field 25}
  • Nome popular: Surucuá-de-cauda-preta
  • Nome inglês: Black-tailed Trogon
  • Nome científico: Trogon melanurus
  • Família: Trogonidae
  • Habitat:  Presente em toda a Amazônia brasileira e também do Panamá à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos ou frutos. Costuma permanecer pousado imóvel por longos períodos, no estrato médio ou na copa das árvores, aguardando o momento certo de caçar o alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se em cupinzeiros arborícolas ou em ocos de pau.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 3 cm de comprimento. O macho apresenta as partes superiores e o peito verde-metálicos (com uma faixa branca), a garganta e os lados da cabeça pretos, e a barriga vermelha e a fêmea tem as partes superiores e o peito cinzas (sem faixa branca), e a barriga igualmente vermelha.

Possui três subespécies:

  • Trogon melanurus melanurus (Swainson, 1838) – ocorre do Leste da Colômbia até as Guianas, no Norte da Bolivia e no Leste do Brasil.
  • Trogon melanurus eumorphus (Zimmer, 1948) – ocorre no Sul da Colômbia até o Equador, Peru, Bolívia e Amazônia brasileira; T. m. occidentalis (Pinto, 1950) é um sinônimo junior dessa subespécie.
  • Trogon melanurus macroura (Gould, 1838) – ocorre do Leste do Panamá, na zona do Canal do Panamá até o Norte da Colômbia.
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Comentários:

Frequenta bordas e interior de florestas úmidas, florestas de galeria e capoeiras altas. Vive solitário ou aos pares. É muito mais ouvido do que visto.

Surucuá-de-cauda-preta {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Surucuá-de-barriga-vermelha – (Trogon curucui)

O surucuá-de-barriga-vermelha Trogon curucui é uma ave da família Trogonidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina.

Surucuá-de-barriga-vermelha {field 25}
  • Nome popular: Surucuá-de-barriga-vermelha
  • Nome inglês: Blue-crowned Trogon
  • Nome científico: Trogon curucui
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: No Brasil ocorre exclusivamente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Sua distribuição geográfica também se expande à outros países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de lagartas, cigarras, besouros e aranhas. Complementam a alimentação com frutinhos pequenos, em especial da embaúba. Pousa nos galhos horizontais e cipós transversais, sob a copa. Desses pontos de pouso observa o entorno, procurando alimento.
  • Reprodução: Constrói os ninhos nos cupinzeiros arborícolas, cavando um túnel e uma câmara interna. Como no caso das outras aves que usam essa estrutura, o cupinzeiro está ativo e os cupins simplesmente fecham as passagens danificadas pela ave, sem perturbá-la.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 25 centímetros de comprimento e pesa entre 39 e 60 gramas. Os machos possuem o alto da cabeça azul, pálpebras amarelas, dorso verde, cauda negra com faixas longitudinais brancas, enquanto as fêmeas têm o alto da cabeça e o pescoço cinzentos.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Trogon curucui curucui (Linnaeus, 1766) – ocorre na região úmida do oeste do Brasil, Paraguai e Bolívia.
  • Trogon curucui behni (Gould, 1875) – ocorre do leste da Bolívia até o sul do Brasil, Paraguai e norte da Argentina.
  • Trogon curucui peruvianus (Swainson, 1838) – ocorre nas regiões sul e central da Colômbia até o Equador, Peru até o nordeste do Brasil.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Surucuá-de-barriga-vermelha {field 11}

Comentários:

Frequenta diversos ambientes florestados. Aparece, ocasionalmente, nos capões de cerrado. No entanto, é mais comum nas matas ciliares, bem como ao longo dos corixos maiores, nos cambarazais e cerradões.

Surucuá-de-barriga-vermelha {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Surucuá-de-coleira – (Trogon collaris)

O surucuá-de-coleira Trogon collaris é uma ave da família Trogonidae. Ocorre desde o México por toda a América Central até á Amazônia brasileira.

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  • Nome popular: Surucuá-de-coleira
  • Nome inglês:Collared Trogon
  • Nome científico: Trogon collaris
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: Ocorre nos estados de Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima. Também do México até o Panamá e nos países vizinhos da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas
  • Reprodução: Reproduz-se em um buracos de de cupins de árvore a uma altura entre 5 e 10 metros, eventualmente aproveita buracos de pica-paus. Tem uma postura média de dois ovos brancos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Surucuá-de-coleira {field 25}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento. O macho possui o peito e dorso esverdados, apresenta uma linha branca que separa o peito da coloração vermelha das partes inferiores. A parte inferior da cauda apresenta largas barras terminais brancas e fino barrado negro no restante. As coberteiras das asas são de cor cinza e apresentam belo e fino padrão vermiculado branco e preto. A parte inferior da cauda é cinza com algumas barras pretas e pontas brancas. Os olhos apresentam um estreito anel periocular cinzento. O bico é amarelado. A fêmea apresenta cabeça, peito e dorso castanhos e retrizes centrais de cor ferrugínea, sendo a cauda não claramente barrada. Os olhos apresentam anel periocular branco e o bico é amarelado com o culmém escuro.

Possui nove subespécies:

  • Trogon collaris collaris (Vieillot, 1817) – ocorre do Leste da Colômbia até a Bolívia, Venezuela e nas Guianas;
  • Trogon collaris virginalis (Cabanis & Heine, 1863) – ocorre do Oeste da Colômbia até o Oeste do Equador e o Noroeste do Peru;
  • Trogon collaris subtropicalis (Zimmer, 1948) – ocorre na região Central da Colômbia;
  • Trogon collaris castaneus (Spix, 1824) – ocorre da região tropical Leste da Colômbia até o Nordeste do Brasil, Leste do Peru e Norte da Bolívia;
  • Trogon collaris exoptatus (Cabanis & Heine, 1863) – ocorre no Norte da Colômbia, Norte da Venezuela, e nas Ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe;
  • Trogon collaris heothinus (Wetmore, 1967) – ocorre no Leste do Panamá, na região de Darién;
  • Trogon collaris eytoni (Frazer, 1857) – ocorre no Leste do Brasil;
  • Trogon collaris puella (Gould, 1845) – ocorre da região tropical e subtropical central do México até o Oeste do Panamá;
  • Trogon collaris extimus (Griscom, 1929) – ocorre na região subtropical Leste do Panamá.

Clements Checklist 6.9

Surucuá-de-coleira {field 25}

Comentários:

Frequenta florestas tropicais e subtropicais de baixa altitude e montanhosas, florestas nubladas, chuvosas e de galeria, várzeas e altos crescimentos secundários. Geralmente vive aos pares, tende a passar despercebido, pois prefere ficar dentro da floresta. Em seu poleiro, balança o rabo como outros surucuás. São residentes na maior parte de sua área de distribuição, embora algumas populações da América Central possam ser migrantes de alta altitude

Surucuá-de-coleira {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Surucuá-dourado – (Trogon chrysochloros)

O surucuá-dourado Trogon chrysochloros é uma ave da família Trogonidae. Ocorre no Brasil do Sul da Bahia até ao Rio Grande do Sul.

Surucuá-dourado {field 25}
  • Nome popular: Surucuá-dourado
  • Nome inglês: Southern Black-throated Trogon
  • Nome científico: Trogon chrysochloros
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil no Sul e Sudeste, também no o sul da Bahia e alguns registros para o Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, segue bandos mistos ou grupos de macacos para capturar os louva-a-deus, gafanhotos e esperanças, besouros e grandes artrópodes, eventualmente também come frutos.
  • Reprodução: Reproduz-se em cupinzeiros arborícolas, ou no oco de árvores, a 4m do solo. Põe em média 3 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Surucuá-dourado {field 25}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento e pesa entre 52 e 55 gramas. O macho apresenta a coroa, dorso, coberteiras das asa, uropígio, e peito superior verde metálico. As asas são cinzentas. Fronte, face e garganta escuros. Olhos castanho escuros com anel periocular azul claro. Penas supracaudais um pouco azuladas. Retrizes centrais verde-azuladas ou azul-esverdeados. Três pares exteriores de retrizes fortemente barradas de branco. Larga faixa subterminal branca e faixa terminal estreita de coloração escura. A fêmea apresenta a coroa, dorso e uropígio geralmente marrons, geralmente mais escura na coroa e mais pálida no uropígio e nas coberteiras supracaudais.

Surucuá-dourado {field }

Comentários:

Espécie frequente em muitos locais, nos estratos baixo e médio de matas primárias e secundárias de áreas montanhosas do Sudeste e nas matas de terra firme da Amazônia.

Surucuá-dourado {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Surucuá-de-barriga-amarela – (Trogon viridis)

O surucuá-de-barriga-amarela Trogon viridis é uma ave da família Trogonidae. Conhecido também como capitão-do-mato, surucuá-de-barriga-dourada, surucuá-de-cauda-branca.

Surucuá-de-barriga-amarela {field 25}
  • Nome popular: Surucuá-de-barriga-amarela
  • Nome inglês: Green-backed Trogon
  • Nome científico: Trogon viridis
  • Família: Trogonidae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira assim como nos demais países vizinhos. Encontrado também na Mata Atlântica, desde Pernambuco até Santa Catarina. Presente também no Panamá.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, lagartas, insetos e artrópodes capturados no alto das árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho em cupinzeiros de árvores ou buraco nas árvores provocados por ação apodrecimento natural ou por ninhos abandonados de outras aves. A altura do ninho fica a cerca de 10 a 20 metros acima do solo. A postura é de dois ou três ovos. Ambos os pais alimentam os filhotes no ninho. Durante o período de reprodução, vários machos podem se juntar para cantar, provavelmente como uma forma de atrair fêmeas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Surucuá-de-barriga-amarela {field 25}

Características:

Mede aproximadamente 30 cm de comprimento e pesa 82 gramas. Apresenta dimorfismo sexual: o macho possui cabeça e parte superior do peito azul-escuros, pálpebra azul clara e dorso verde, tornando-se mais azulado próximo do uropígio; as fêmeas possuem cabeça, peito e costas acinzentadas e a cauda barrada de negro. O peito é cinza e o ventre amarelo. A nuca, manto e dorso também são de coloração cinza. A cauda apresenta as retrizes com barrado branco na porção lateral, terminando com uma barra branca na sua extremidade distal.

Possui duas subespécies:

  • Trogon viridis viridis (Linnaeus, 1766) – ocorre na Colômbia a Leste da Cordilheira dos Andes até o Norte da Bolívia e no Brasil; ocorre também na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Trogon viridis melanopterus (Swainson, 1838) – ocorre na porção tropical Sudeste do Brasil, do estado da Bahia até o estado de São Paulo.

(Clements checklist, 2014), Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

Surucuá-de-barriga-amarela {field 25}

Comentários:

Frequenta bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras. Habita tanto baixadas e planícies, como montanhas e matas de galeria.

Surucuá-de-barriga-amarela {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências