Maracanã-do-buriti – (Orthopsittaca manilatus)

A Maracanã-do-buriti Orthopsittaca manilatus é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arararana e maracanã-de-cara-amarela. Ocorre da América Central até a Argentina em quase todos os países.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Maracanã-do-buriti
  • Nome inglês: Red-bellied Macaw
  • Nome científico: Orthopsittaca manilatus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: É encontrada a leste da Venezuela, Trinidad e Guianas, sudeste da Colômbia, leste de Equador e Peru, até o norte da Bolívia. Presente na Amazônia brasileira e no Piauí, oeste da Bahia, Minas Gerais e extremo nordeste de São Paulo. Encontrada também da Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se nos buritizais dos cocos dessa palmeira em bandos com mais de 100 indivíduos.
  • Reprodução: Reproduz em buracos de árvores feitos por Pica-paus ou em palmeiras mortas, frequentemente sobre a água. Geralmente põe 2 ovos. Nidifica entre fevereiro e junho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 44 cm de comprimento. Tem a cor verde que contrasta com a face amarela pálida nua e áspera, cabeça quase toda azul, bico pequeno e negro, extremo das asas azuis. Uma parte grande castanha-avermelhada no centro do abdômen, asas e rabo amarelados por baixo.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta a copa de buritizais com preferência por alagados, onde buritis mortos e ocos são abundantes e florestas de galeria. Quando algum intruso se aproxima, prefere esconder-se nos buracos dos buritis a fugir voando.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maracana-do-buriti Acesso em 08 Setembro de 2010.

Anacã – (Deroptyus accipitrinus)

A anacã Deroptyus accipitrinus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como curica-bacabal e papagaio-de-coleira. Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.

anacã Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Anacã
  • Nome inglês: Red-fan Parrot
  • Nome científico: Deroptyus accipitrinus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutas de palmeiras, flores e sementes. Apreciando os cocos de bacaba e das embaúbas, além de frutas silvestres.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores mortas, inclusive naqueles feitos por pica-paus, a partir do mês de fevereiro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
anacã Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em média 40 cm de comprimento. A fêmea é um pouco maior do que o macho. Inconfundível pela sua vistosa coloração, destacando-se a plumagem do pescoço, peito e ventre de cor vermelha com borda azul.

Possui duas espécies reconhecidas:
  • Deroptyus accipitrinus accipitrinus (Linnaeus, 1758) – ocorre no Sudeste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Nordeste do Peru e no Norte do Brasil. Esta espécie apresenta a testa esbranquiçada;
  • Deroptyus accipitrinus fuscifrons (Hellmayr, 1905) – ocorre no Brasil ao Sul do Rio Amazonas, do estado do Pará até o Norte do estado do Mato Grosso. Esta subespécie apresenta a testa pardo-escura.
anacã Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta florestas úmidas, semi-úmidas, de galeria, até 400 metros. Em geral em grupos pequenos (4 a 7 indivíduos) ou em pares abaixo do dossel, pousando frequentemente em ramos expostos de árvores mortas. Geralmente voa baixo

anacã Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/anaca Acesso em 08 Setembro de 2018.

Araracanga – (Ara macao)

A araracanga Ara macao é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arara-vermelha.

araracanga Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Araracanga
  • Nome inglês: Scarlet Macaw
  • Nome científico: Ara macao
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Tem ocorrência em vários pontos isolados: Toda a Amazônia brasileira; do sul do México até o Panamá; norte da Colômbia; e leste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, até o leste da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos grandes principalmente de palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se durante o período seco, entre dezembro e março em ocos de árvores entre 10 e 25 m de altura com madeira relativamente macia ou em áreas escarpadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
araracanga Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede em torno de 90 cm de comprimento. De tamanho grande. Chama a atenção por sua coloração vermelha escarlate; asas tricolores (vermelho, amarelo na parte média e azul intenso nos extremos), rabadilha e base do rabo azul. Tem face nua, creme e sem penas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Ara macao macao (Linnaeus, 1758) – ocorre da Costa Rica até a Colômbia, Nas Guianas, no Brasil, no Peru e na Bolívia;
  • Ara macao cyanopterus (Wiedenfeld, 1995) – ocorre do Sudeste do México até a Nicarágua.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

araracanga Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequentam a copa de florestas úmidas, florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas, até 500 m de altitude. Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.

araracanga Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

Maracanã-pequena – (Diopsittaca nobilis)

A maracanã-pequena Diopsittaca nobilis é uma ave da família Psittacidae. Também conhecida como arara-nanica, ararinha-nanica, maracanã e maracanã-nobre. Ocorre no Brasil , Venezuela, Guianas, centro-oeste da Bolívia e sudeste do Peru.

maracana-pequena Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Maracanã-pequena
  • Nome inglês: Red-shouldered Macaw
  • Nome científico: Diopsittaca nobilis
  • Família: Psittacidae
  • Família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Região Nordeste, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. Vive também no leste dos Andes, Venezuela, Guianas, centro-oeste da Bolívia e sudeste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de coquinhos de palmeiras silvestres e frutos, principalmente o caroço, que tritura com seu possante bico.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores e palmeiras, e em cupinzeiros entre fevereiro e junho. O casal fica sempre junto. A maracanã-pequena põe de 2 a 4 ovos, que são chocados principalmente pela fêmea, durante cerca de 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
maracana-pequena Foto – Edgard Thomas

Características:

A maracanã é realmente uma ararinha. Distinguível pela testa azulada, pele branca nos lados do bico e ao redor dos olhos, ombro e parte média da asa vermelhos, extremo da asa azul. Em voo vê-se a base da asa vermelha, borda da asa amarela e rabo oliva-dourado. A pele nua em volta dos olhos é característica típica de seu grupo. Mede cerca de 30 centímetros de comprimento.

maracana-pequena Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta vários tipos de ecossistemas, incluindo cerrado, buritizais, beira de matas, caatinga e plantações, até 1400 metros. Vive normalmente em pares e em grandes bandos fora da época reprodutiva.

maracana-pequena Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maracana-pequena Acesso em 08 Setembro de 2010.

Marianinha-de-cabeça-amarela – (Pionites leucogaster)

A marianinha-de-cabeça-amarela Pionites leucogaster é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como marianinha e periquito-d’anta.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Marianinha-de-cabeça-amarela
  • Nome inglês: White-bellied Parrot
  • Nome científico: Pionites leucogaster
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do Rio Amazonas, desde o nordeste do Brasil, até o norte da Bolívia e o sudeste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, pétalas e néctar de flores.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores, entre 15 e 30 m de altura, põe em média 2 ovos branco-amarelados, reproduz-se em janeiro.
  • Estado de conservação: Em perigo
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 23 cm. Apresenta belo capuz laranja, lados da face e pescoço amarelos, amplo e conspícuo anel periocular na coloração lilás, peito e abdômen brancos que contrastam com o verde de suas costas e rabo, parte inferior do abdômen amarela.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Pionites leucogaster leucogaster (Kuhl, 1820) – ocorre no Maranhão, Pará e norte do estado do Mato Grosso; também na região de Manaus. Esta subespécie apresenta algumas penas verdes na plumagem dos calções (penas das coxas) e nas coberteiras infracaudais.
  • Pionites leucogaster xanthomerius (P. L. Sclater, 1858) – ocorre do leste do Peru e norte da Bolívia até o oeste do Brasil até a região do rio Juruá ao sul do Rio Amazonas. Esta subespécie apresenta a coroa e a nuca de coloração laranja intenso; calções amarelos; cauda verde; tarsos e pés escuros.
  • Pionites leucogaster xanthurus (Todd, 1925) – ocorre no Brasil, no sudoeste da Amazônia brasileira, ao sul do Rio Amazonas, do Rio Juruá até o Rio Madeira. Esta subespécie é similar a espécie nominal, mas com as penas dos calções e cauda de coloração amarelo puro
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, florestas úmidas de terra firme, capoeiras e várzeas. Vive geralmente aos pares e pequenos bandos.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/marianinha-de-cabeca-amarela Acesso em 08 Setembro de 2016.

Papagaio-verdadeiro – (Amazona aestiva)

O papagaio-verdadeiro é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como juru-etê, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, papagaio-grego, papagaio-baiano, papagaio-verdadeiro, papagaio-boiadeiro e louro

papagaio Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Papagaio
  • Nome inglês: Turquoise-fronted Parrot
  • Nome científico: Amazona aestiva
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Interior da América do Sul, do nordeste do Brasil, leste da Bolívia, Paraguai, até o norte de Argentina. Presente no interior do Brasil, no Nordeste (Piauí, Pernambuco e Bahia), Centro-oeste, Sudeste (Minas Gerais) e no Sul, Santa Catarina (inclusive litoral) e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e frutos.
  • Reprodução: Costuma reproduzir em buracos de rochas erodidas ou em barrancos. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 2 meses. O período de reprodução é de setembro a março.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
papagaio Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 37 cm de comprimento e pesa cerca de 400 gramas. Distingue-se pela cabeça amarela, com azul-esverdeado na fronte e bochecha, narinas escuras, ombros vermelhos delineados com amarelo, asa com parte vermelha e extremos azul-escuro. Resto do corpo geralmente verde, mais claro entre o ventre e o rabo. A cor da íris dos adultos é amarelo-laranja no macho ou vermelho-laranja na fêmea, onde se destaca um fino anel externo vermelho, os imaturos têm íris marrom uniforme. O bico é negro no macho adulto.

papagaio Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Ocupa florestas úmidas, savanas, floresta de galeria, áreas cultivadas com árvores e matas com palmeiras, até 1.600 m. É comum em casais ou bandos. Macho e fêmea voam tão juntos um do outro, o que se observa inclusive quando estão em bando. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calado. É frequentemente “canhoto”, razão pela qual o pé esquerdo é mais bem desenvolvido. Para dormir reúne-se em bandos.

papagaio Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/papagaio-verdadeiro Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papagaio-verdadeiro Acesso em 02 de Junho de 2010

Maitaca-de-cabeça-azul – (Pionus menstruus)

A Maitaca-de-cabeça-azul Pionus menstruus é uma ave da família Psittacidae. É também conhecida como curica, curica-roxa e maitaca-de-barriga-azulada.

maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Maitaca-de-cabeça-azul
  • Nome inglês: Blue-headed Parrot
  • Nome científico: Pionus menstruus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre a leste do Andes, chega ao Peru, parte do Brasil até o norte de Bolívia. No Brasil vive principalmente na bacia do rio Amazonas, incluindo o sudeste do rio Araguaia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, néctar, vagens, pétalas de flores e brotos. Como outros psitacídeos, consome regularmente um suplemento mineral obtido em barreiros ou barrancos. Segundo estudos, além de suprir necessidades minerais, o caolim ou similar ingerido, tem função de neutralizar eventuais toxinas, existentes em certos vegetais presentes na dieta da ave.
  • Reprodução: Põe de três a quatro ovos brancos em uma cavidade da árvore e palmeiras na estação seca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 27 cm e pesa em média 240 g. É principalmente verde, com a cabeça azul, incluso o pescoço e peito. A face inferior da cauda é vermelha, amarelo nos abrigos da asa e penas vermelhas e rosas ao redor do bico. Os sexos não apresentam dimorfismo aparente.

Possui duas subespécies:

  • Pionus menstruus menstruus (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Colômbia até as Guianas, na Ilha de Trinidade no Caribe, na Bolívia, e no Brasil, pela Amazônia brasileira (dos estados do Mato Grosso do Sul até Acre e o Maranhão)
  • Pionus menstruus rubrigularis (Cabanis, 1881) – ocorre da região tropical Norte da Costa Rica até o Oeste da Colômbia e o Oeste do Equador.
maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta a copa de florestas úmidas, capoeiras e clareiras com árvores isoladas, até 1.500 m. Vive solitária, aos pares ou em bandos grandes de até 100 indivíduos. Normalmente pousa em galhos sem folhas e no alto de palmeiras. Voa fazendo bastante barulho.

maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maitaca-de-cabeca-azul Acesso em 08 Setembro de 2013.

Papagaio-galego – (Alipiopsitta xanthops)

O papagaio-galego Alipiopsitta xanthops é uma ave da família Psittacidae.Também conhecido como papagaio-de-barriga-amarela, papagaio-curraleiro, papagaio-curau e papagaio-goiaba.

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Papagaio-galego
  • Nome inglês: Yellow-faced Parrot
  • Nome científico: Alipiopsitta xanthops
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre do Piauí à Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso até o oeste de São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente dos frutos e flores do cerrado e da caatinga e de coquinhos silvestres.
  • Reprodução: Constrói o ninho em oco de árvores, de palmeiras ou buracos em cupinzeiros. Põe de 2 a 4 ovos. É o casal, quase sempre juntos, que cuida dos filhotes, que nascem nus e cegos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 26,5 cm de comprimento, é uma ave de pequeno porte que possui a cara amarela e o peito com cores variadas, que vão do verde ao amarelo e vermelho

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Habita o cerrado a caatinga e mata de galeria. Voa em bandos de até 10 aves e é muito comum em sua área de distribuição

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Periquito-de-cabeça-preta – (Aratinga nenday)

O periquito-de-cabeça-preta , é uma ave da família Psittacidae. É também conhecido como príncipe-negro. Ocorre no sudeste da América do Sul, pantanais do rio Paraguai, sudeste da Bolívia, Mato Grosso, Brasil, até á Argentina.

periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Periquito-de-cabeça-preta
  • Nome inglês: Nanday Parakeet
  • Nome científico: Aratinga nenday
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre no sudeste da América do Sul, pantanais do rio Paraguai, sudeste da Bolívia, Mato Grosso, Brasil, até á Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de coquinhos de palmeiras, sementes, frutos e flores. Costuma descer ao chão para forragear.
  • Reprodução: Nidifica em buracos de palmeiras e árvores; reproduz em novembro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 30 cm. Tem um capuz preto que cobre a face e a coroa, seguido por uma borda avermelhada ou marrom, bico preto, faixa azul no tórax, coxas vermelhas. Em voo, asas por baixo com extremos escuros iguais ao rabo. Os jovens têm menos azul no tórax, laranja nas coxas e sem o vermelho depois do capuz.

periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta terras baixas de até 800 m, inclusive parte do chaco e pântanos com palmeiras. Voa em bandos de até 12 indivíduos. Alimenta-se de frutas de palmeiras principalmente da Copernicia sp.

periquito-de-cabeça-preta Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

Tiriba-de-testa-vermelha -( Pyrrhura frontalis)

Tiriba-de-testa-vermelha Pyrrhura frontalis . Também conhecida pelo nome de cara-suja, a é uma ave da família Psittacidae, que habita regiões florestais, geralmente em bandos. Sofre com a perda de habitat.

Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Tiriba-de-testa-vermelha
  • Nome inglês: Maroon-bellied Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura frontalis
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, além da Mata Atlântica de Goiás e do sul do Mato Grosso do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutas pequenas, mas também come frutos grandes, sementes e castanhas. Costuma equilibrar-se nos galhos, ficando de cabeça para baixo enquanto come.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos em troncos de árvores onde são postos de 3 a 5 ovos, que são incubados pela fêmea durante cerca de 30 dias. Quando nascem os filhotes, estes são alimentados pelos pais, especialmente pelo macho, durante cerca de 45 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa entre 72 e 94 gramas. É verde, inclusive nas bochechas, com a zona auricular pardacenta. Fronte, abdômen e face inferior da cauda de cor vermelha. Região perioftálmica branca, assim como a cara. Não possui diferenças externas aparentes entre machos e fêmeas.

Existem 2 subespécies ambas presentes no Brasil:

  • Pyrrhura frontalis frontalis (Vieillot, 1818) – ocorre no leste do Brasil, do estado da Bahia a Rio de Janeiro até o norte de São Paulo).
  • Pyrrhura frontalis chiripepe (Vieillot, 1818) – ocorre do sudeste e sul do Brasil até o sudeste do Paraguai e norte da Argentina e Uruguai.
Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Desloca-se geralmente em bandos de 10 a 40 indivíduos.

tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: r/wiki/tiriba-de-testa-vermelha Acesso em 08 Setembro de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiriba-de-testa-vermelha Acesso em 13 de Maio de 2013

Tuim – (Forpus xanthopterygius)

O tuim Forpus xanthopterygius é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia.

Tuim Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Tuim
  • Nome inglês: Blue-winged Parrotlet
  • Nome científico: Forpus xanthopterygius
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Podemos encontrá-los no nordeste, leste e sul do Brasil até o Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia.
  • Alimentação: Procuram seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos frutíferos. Subindo na ramaria utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa da frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba dos capinzais. Gostam também de mastigar erva como complemento vegetal, gostam das sementes de Braquiárias.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores e cupinzeiros, costuma usar ninhos vazios de joão-de-barro e de pica-paus pequenos, põe de 3 a 8 ovos que são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. No habitat natural o período de incubação ronda os 17 dias. As crias têm um desenvolvimento muito rápido. Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tuim Foto – Afonso de Bragança

Características:

O Tuim é a menor ave da família de comprimento e pesa em media 26 gramas. O bico é pequeno e cinza claro. Possui dimorfismo sexual, uma característica rara nas espécies brasileiras da família. O macho é verde-amarelado, com uma grande área azul na superfície inferior da asa e no baixo dorso; algumas penas na dobra da asa, ombros, parte inferior das costas, e coberteiras caudais são de uma cor azul-violeta. Testa, coroa e lados da cabeça mais esverdeados; parte inferior da cauda verde. A fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos. A cauda curta forma a silhueta característica e diferencia o tuim do periquito.

Possui seis subespécies conhecidas:

  • Forpus xanthopterygius xanthopterygius (Spix 1824)- É a descrita acima. Ocorre no noroeste da Argentina, Paraguai, centro e leste do Brasil até a Bahia.
  • Forpus xanthopterygius flavissimus (Hellmayr 1929). Parecido com a anterior, mas a plumagem em geral é um pouco mais amarelada; testa, área ao redor da base do bico e garganta de uma cor amarelo limão. Todas as marcações azul-violeta são de uma cor mais pálida que a forma anterior. Fêmea também mais amarelada que a da forma nominal. Ocorre no Nordeste do Brasil, do Maranhão até o norte da Bahia.
  • Forpus xanthopterygius crassirostris (Taczanowski 1883)- Parecido com xanthopterygius, mas a testa é verde-esmeralda. Todos as marcações azul-violeta são mais pálidas, exceto nas secundárias. De tamanho menor, mas com bico mais largo que a forma nominal. Fêmeas parecidas com a de xanthopterygius, mas também possuem a testa verde-esmeralda. Ocorre no noroeste do Peru e sudeste da Colômbia, além da Região Amazônica no Brasil.
  • Forpus xanthopterygius olallae Gyldenstolpe 1941 – Muito similar a crassirostris, mas as coberteiras das asas são de uma cor violeta-acinzentada pálida; coberteiras primárias e uropígio são mais escuros. Ocorre exclusivamente na região de Codajás e Itacoatiara, na margem norte do Amazonas, no noroeste do Brasil.
  • Forpus xanthopterygius flavescens (Salvadori 1891)- como xanthopterygius, mas geralmente levemente mais amarelado; testa e bochechas verde-amareladas; uropígio, coberteiras inferiores das asas e secundárias azuis; parte inferior da cauda verde-azulado pálido. Fêmeas também se distinguem por possuírem a parte inferior da cauda verde-azulada pálida. Leste da Bolívia (Santa Cruz e Beni) e sudeste do Peru.
  • Forpus xanthopterygius spengeli. Distribuição restrita ao norte da Colômbia.
tuim Foto – Edgard Thomas

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Vivem em bandos de até 20 indivíduos e sempre que pousam, se agrupam em casais. Habitam as bordas das mata ribeirinha, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. Os chamados são agudos, em tons mais baixos do que os do periquito, além de serem mais curtos. Qualquer novidade na área de alimentação, ninho ou dormida é logo saudada pelos gritos de alarme e contato do grupo. Pousados, ficam camuflados pelas folhas. É surpreendente ver a quantidade que estava invisível na vegetação, depois de um grupo surpreendido levantar voo.

tuim Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tuim Acesso em 08 Setembro de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tuim Acesso em 26 de Julho de 2010
  • Portal do São Francisco – disponível em :https://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/tuim Acesso em 13 de Maio de 2010