Periquitão – (Psittacara leucophthalmus)

O Periquitão Psittacara leucophthalmus, é uma ave da família Psittacidae, também conhecido por Aratinga-de-bando. Ocorre em quase toda a América do Sul.
Periquitão {field 5}
  • Nome popular: Periquitão
  • Nome inglês: White-eyed Parakeet
  • Nome científico: Psittacara leucophthalmus
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Encontrado em quase todo o Brasil, ocorrendo em florestas e até cidades. É uma ave adaptável a ambientes alterados pelo homem e em alguns locais pode ser considerada uma espécie sinantrópica. É encontrado a leste dos Andes, estendendo-se até o litoral, e desde a Colômbia e Venezuela até o norte da Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutos e sementes.
  • Reprodução: Nidificam geralmente em ocos de pau, palmeiras de buriti, paredões de pedra, e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantêm-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Possui a cabeça com forma “oval”. Coloração geral verde com os lados da cabeça e pescoço com algumas penas vermelhas, apenas as coberteiras inferiores pequenas da asa são vermelhas, sendo as grandes inferiores amarelas, chamando muito a atenção em voo, região perioftálmica nua e branca, íris laranja, bico cor de chifre clara, pés acinzentados. Tem tamanho médio de 32 cm.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Psittacara leucophthalmus leucophthalmus sp;(Statius Muller, 1776) – ocorre da Venezuela, Guianas, Brasil, na Bolívia, no Paraguai, norte da Argentina até o Uruguai;
  • Psittacara leucophthalmus callogenys;(Salvadori, 1891) – ocorre no sudeste da Colômbia até o leste do Equador, noroeste do Peru e no extremo norte do Brasil ao sul do Rio Amazonas;
  • Psittacara leucophthalmus nicefori;(Meyer de Schauensee, 1946) – conhecido apenas um único exemplar tipo, capturado em Guaicaramo, na fronteira entre Cundinamarca–Meta na região central da Colômbia.
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Comentários:

Frequenta florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de buriti nas planícies, até 2500 metros. Não frequenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dorme coletivamente em variados lugares.

Periquitão {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/periquitao Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia – disponível em : https://pt.wikipedia.org/wiki/Periquit%C3%A3o-maracan%C3%A3 Acesso em 22 de Maio de 2011

Maracanã-do-buriti – (Orthopsittaca manilatus)

A Maracanã-do-buriti Orthopsittaca manilatus é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arararana e maracanã-de-cara-amarela. Ocorre da América Central até a Argentina em quase todos os países.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Maracanã-do-buriti
  • Nome inglês: Red-bellied Macaw
  • Nome científico: Orthopsittaca manilatus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: É encontrada a leste da Venezuela, Trinidad e Guianas, sudeste da Colômbia, leste de Equador e Peru, até o norte da Bolívia. Presente na Amazônia brasileira e no Piauí, oeste da Bahia, Minas Gerais e extremo nordeste de São Paulo. Encontrada também da Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se nos buritizais dos cocos dessa palmeira em bandos com mais de 100 indivíduos.
  • Reprodução: Reproduz em buracos de árvores feitos por Pica-paus ou em palmeiras mortas, frequentemente sobre a água. Geralmente põe 2 ovos. Nidifica entre fevereiro e junho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 44 cm de comprimento. Tem a cor verde que contrasta com a face amarela pálida nua e áspera, cabeça quase toda azul, bico pequeno e negro, extremo das asas azuis. Uma parte grande castanha-avermelhada no centro do abdômen, asas e rabo amarelados por baixo.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequenta a copa de buritizais com preferência por alagados, onde buritis mortos e ocos são abundantes e florestas de galeria. Quando algum intruso se aproxima, prefere esconder-se nos buracos dos buritis a fugir voando.

maracanã-do-buriti Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maracana-do-buriti Acesso em 08 Setembro de 2010.

Maitaca-verde – (Pionus maximiliani)

A maitaca Pionus maximiliani é uma ave da família Psittacidae. Também conhecida pelos nomes de maritaca, baitaca, maitaca-bronzeada, maitaca-de-maximiliano e maitaca-suia.
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  • Nome popular: Maitaca
  • Nome inglês: Scaly-headed Parrot
  • Nome científico: Pionus maximiliani
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Ocorre desde o Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, Paraguai, Bolívia até o norte de Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos e sementes da região, muitas vezes sendo verdadeiros predadores de arrozais.
  • Reprodução: Fazem o ninho em buracos em troncos, rochas e barrancos. Afofam seus ninhos com penas da fêmea e madeira raspada para umedecer fezes dos filhotes. O seu período de reprodução é de setembro a fevereiro. Botam de 3 a 5 ovos brancos.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Pesa entre 233 e 293 gramas e mede entre 25 e 29 centímetros de comprimento. A coloração geral da ave é verde, sendo a porção dorsal verde escuro e a porção ventral verde amarelado. Apresenta a cabeça cinza-azulada, abaixo do pescoço tem uma faixa roxa, bico amarelado, asas verdes, crisso e infracaudais vermelhos.

Possui quatro subespécies reconhecidas, sendo três delas com ocorrência no Brasil:
  • Pionus maximiliani maximiliani (Kuhl, 1820) – ocorre no nordeste do Brasil, do estado do Ceará até o estado do Espírito Santo e Sul do estado de Goiás. A cabeça desta subespécie é esverdeada com as penas marginadas escuras e o mento avermelhado.
  • Pionus maximiliani siy (Souance, 1856) – ocorre do sudeste da Bolívia até o Paraguai, oeste do Brasil (Mato Grosso), e norte da Argentina. Esta subespécie possui a cabeça mais escura, com a parte de trás verde-amarelada e o azul da garganta mais claro. Seu anel perioftálmico branco é largo e sua asa é menor que 180 mm de comprimento.
  • Pionus maximiliani melanoblepharus (Ribeiro, 1920) – ocorre do leste do Paraguai até o sudeste do Brasil e no nordeste da Argentina, na província de Misiones. Esta subespécie possui o mento sem vermelho e a asa acima de 180 mm de comprimento.
  • Pionus maximiliani lacerus (Heine, 1884) – ocorre no nordeste da Argentina, nas regiões de Tucumán, Catamarca e Sul de Salta.

 

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Comentários:

Frequenta vários tipos de habitats que incluem florestas úmidas, de galeria, savanas e áreas cultivadas, até os 2.000 metros. Geralmente gregário, voam em bando de 6 a 8 indivíduos, por vezes até de 50 aves quando a comida é abundante. Costumam banhar-se em lagos para se refrescar.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/maitaca-verde Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia -disponívem em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maitaca-verde Acesso em 03 de Janeiro de 2011

Anacã – (Deroptyus accipitrinus)

A anacã Deroptyus accipitrinus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como curica-bacabal e papagaio-de-coleira. Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.

anacã Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Anacã
  • Nome inglês: Red-fan Parrot
  • Nome científico: Deroptyus accipitrinus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutas de palmeiras, flores e sementes. Apreciando os cocos de bacaba e das embaúbas, além de frutas silvestres.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores mortas, inclusive naqueles feitos por pica-paus, a partir do mês de fevereiro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
anacã Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em média 40 cm de comprimento. A fêmea é um pouco maior do que o macho. Inconfundível pela sua vistosa coloração, destacando-se a plumagem do pescoço, peito e ventre de cor vermelha com borda azul.

Possui duas espécies reconhecidas:
  • Deroptyus accipitrinus accipitrinus (Linnaeus, 1758) – ocorre no Sudeste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Nordeste do Peru e no Norte do Brasil. Esta espécie apresenta a testa esbranquiçada;
  • Deroptyus accipitrinus fuscifrons (Hellmayr, 1905) – ocorre no Brasil ao Sul do Rio Amazonas, do estado do Pará até o Norte do estado do Mato Grosso. Esta subespécie apresenta a testa pardo-escura.
anacã Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta florestas úmidas, semi-úmidas, de galeria, até 400 metros. Em geral em grupos pequenos (4 a 7 indivíduos) ou em pares abaixo do dossel, pousando frequentemente em ramos expostos de árvores mortas. Geralmente voa baixo

anacã Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/anaca Acesso em 08 Setembro de 2018.

Araracanga – (Ara macao)

A araracanga Ara macao é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arara-vermelha.

araracanga Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Araracanga
  • Nome inglês: Scarlet Macaw
  • Nome científico: Ara macao
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Tem ocorrência em vários pontos isolados: Toda a Amazônia brasileira; do sul do México até o Panamá; norte da Colômbia; e leste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, até o leste da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos grandes principalmente de palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se durante o período seco, entre dezembro e março em ocos de árvores entre 10 e 25 m de altura com madeira relativamente macia ou em áreas escarpadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
araracanga Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede em torno de 90 cm de comprimento. De tamanho grande. Chama a atenção por sua coloração vermelha escarlate; asas tricolores (vermelho, amarelo na parte média e azul intenso nos extremos), rabadilha e base do rabo azul. Tem face nua, creme e sem penas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Ara macao macao (Linnaeus, 1758) – ocorre da Costa Rica até a Colômbia, Nas Guianas, no Brasil, no Peru e na Bolívia;
  • Ara macao cyanopterus (Wiedenfeld, 1995) – ocorre do Sudeste do México até a Nicarágua.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

araracanga Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequentam a copa de florestas úmidas, florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas, até 500 m de altitude. Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.

araracanga Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

Maracanã-pequena – (Diopsittaca nobilis)

A maracanã-pequena Diopsittaca nobilis é uma ave da família Psittacidae. Também conhecida como arara-nanica, ararinha-nanica, maracanã e maracanã-nobre. Ocorre no Brasil , Venezuela, Guianas, centro-oeste da Bolívia e sudeste do Peru.

maracana-pequena Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Maracanã-pequena
  • Nome inglês: Red-shouldered Macaw
  • Nome científico: Diopsittaca nobilis
  • Família: Psittacidae
  • Família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Região Nordeste, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. Vive também no leste dos Andes, Venezuela, Guianas, centro-oeste da Bolívia e sudeste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de coquinhos de palmeiras silvestres e frutos, principalmente o caroço, que tritura com seu possante bico.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores e palmeiras, e em cupinzeiros entre fevereiro e junho. O casal fica sempre junto. A maracanã-pequena põe de 2 a 4 ovos, que são chocados principalmente pela fêmea, durante cerca de 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
maracana-pequena Foto – Edgard Thomas

Características:

A maracanã é realmente uma ararinha. Distinguível pela testa azulada, pele branca nos lados do bico e ao redor dos olhos, ombro e parte média da asa vermelhos, extremo da asa azul. Em voo vê-se a base da asa vermelha, borda da asa amarela e rabo oliva-dourado. A pele nua em volta dos olhos é característica típica de seu grupo. Mede cerca de 30 centímetros de comprimento.

maracana-pequena Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta vários tipos de ecossistemas, incluindo cerrado, buritizais, beira de matas, caatinga e plantações, até 1400 metros. Vive normalmente em pares e em grandes bandos fora da época reprodutiva.

maracana-pequena Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maracana-pequena Acesso em 08 Setembro de 2010.

Curica – (Amazona amazonica)

A curica Amazona amazonica é uma ave da família Psittacidae. Ocorre em toda a América do Sul. É conhecido como papagaio-do-mangue na costa, por habitar essa formação.

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  • Nome popular: Curica
  • Nome inglês: Orange-winged Parrot
  • Nome científico: Amazona amazonica
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Essa espécie de papagaio, o curica, distribui-se por toda a América do Sul, principalmente no Sudeste do Brasil, na Colômbia e na Venezuela. Mas também é encontrado nos Estados brasileiros do Amazonas, Mato Grosso (sendo ausente no Sudoeste do Pantanal), Pará, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Norte do Rio de Janeiro, Noroeste e Norte de São Paulo e Norte do Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se de sementes, frutos, flores e folhas. É bastante atraído pelos frutos do Cinamomo e do pombeiro (Combretum lanceolatum) e também aparece em bandos nas árvores de bacaba (Oenocarpus bacaba) e do açaí (Euterpe precatoria)
  • Reprodução: Se reproduz geralmente no segundo semestre do ano e faz ninhos em cavidades, aproveitando ocos de árvores, paredões rochosos e cupinzeiros. É uma espécie monogâmica (o casal permanece unido por toda vida). Põem 3 ovos que eclodem após 29 dias de incubação. Entretanto, em outros estudos já foi observado ninhos com 4 ovos. Vive de 50 a 60 anos. Geralmente, um filhote sai do ninho depois de 2 meses de nascido, chocado pela fêmea. Ao que parece se reproduz no final da temporada de seca. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Curica {field 5}
Características:

Mede entre 31 e 34 centímetro de comprimento e pesa entre 298 e 469 gramas. Como seus congêneres apresenta plumagem geral na coloração verde. De porte um pouco menor ao do papagaio-verdadeiro tem como características mais marcantes para diferenciação entre as duas espécies, o espelho e a marca da cauda de cor laranja, ao invés de vermelho. O bico é amarelado na base, com o restante cinza escuro. Menos cabeçudo em proporção ao corpo, o adulto possui a coroa, parte da face e a garganta na coloração amarela. Larga e conspícua faixa azul claro com origem nos lores e atingindo até a porção posterior aos olhos separam a coroa da face amarela.

Possui duas subespécies reconhecidas atualmente pela ICZN (Internacional Commission for Zoological Nomenclature):

  • Amazona amazonica amazonica (Linnaeus, 1766) – ocorre no Leste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Norte da Bolívia e em grande parte do território nacional, atingindo até os estados da região sudeste do Brasil;
  • Amazona amazonica tobagensis (Griscom & Greenway, 1937) – ocorre nas ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe.

(Clements checklist, 2014).

Curica {field 5}
Comentários:

Frequenta florestas de galeria, várzeas, alagados com árvores e manguezais. Costuma pernoitar e se reproduzir em ilhas cobertas de mata. Vive em bandos de até 8 indivíduos, reunindo-se às centenas para pernoitar, quando fazem bastante barulho. Na região sudeste observa-se que bandos dormem em plantações de eucaliptos onde se camuflam entre as copas de forma a evitar predação de gaviões e falcões.

Curica {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/curica Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papagaio-do-mangue Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Marianinha-de-cabeça-amarela – (Pionites leucogaster)

A marianinha-de-cabeça-amarela Pionites leucogaster é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como marianinha e periquito-d’anta.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Marianinha-de-cabeça-amarela
  • Nome inglês: White-bellied Parrot
  • Nome científico: Pionites leucogaster
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do Rio Amazonas, desde o nordeste do Brasil, até o norte da Bolívia e o sudeste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, pétalas e néctar de flores.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores, entre 15 e 30 m de altura, põe em média 2 ovos branco-amarelados, reproduz-se em janeiro.
  • Estado de conservação: Em perigo
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 23 cm. Apresenta belo capuz laranja, lados da face e pescoço amarelos, amplo e conspícuo anel periocular na coloração lilás, peito e abdômen brancos que contrastam com o verde de suas costas e rabo, parte inferior do abdômen amarela.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Pionites leucogaster leucogaster (Kuhl, 1820) – ocorre no Maranhão, Pará e norte do estado do Mato Grosso; também na região de Manaus. Esta subespécie apresenta algumas penas verdes na plumagem dos calções (penas das coxas) e nas coberteiras infracaudais.
  • Pionites leucogaster xanthomerius (P. L. Sclater, 1858) – ocorre do leste do Peru e norte da Bolívia até o oeste do Brasil até a região do rio Juruá ao sul do Rio Amazonas. Esta subespécie apresenta a coroa e a nuca de coloração laranja intenso; calções amarelos; cauda verde; tarsos e pés escuros.
  • Pionites leucogaster xanthurus (Todd, 1925) – ocorre no Brasil, no sudoeste da Amazônia brasileira, ao sul do Rio Amazonas, do Rio Juruá até o Rio Madeira. Esta subespécie é similar a espécie nominal, mas com as penas dos calções e cauda de coloração amarelo puro
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, florestas úmidas de terra firme, capoeiras e várzeas. Vive geralmente aos pares e pequenos bandos.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/marianinha-de-cabeca-amarela Acesso em 08 Setembro de 2016.

Arara-vermelha – (Ara chloropterus)

A Arara-vermelha Ara chloropterus, é uma ave da família Psittacidae, também chamada arara-verde, araracanga, aracanga, arara-macau, ararapiranga e macau, é uma ave psitaciforme, nativa das florestas do Panamá, Brasil, Paraguai e Argentina. A sua alimentação é baseada em sementes, frutas e coquinhos
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  • Nome popular: Arara-vermelha
  • Nome inglês: Red-and-green Macaw
  • Nome científico: Ara chloropterus
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Podemos encontrá-los na Amazônia brasileira e em rios costeiros margeados por florestas no leste do País, chegando originalmente até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Ocorre também no Panamá e Colômbia; e desde o norte da Colômbia, planícies venezuelanas, até a Bolívia e norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do fruto do buriti, come também outros coquinhos.
  • Reprodução: Nidifica em pequenas grutas em penhascos e outras áreas escarpadas e, na falta destes, em ocos de árvores. Bota 2 ou 3 ovos. Estudos mostram que apenas pouco mais de 40% dos filhotes sobrevivem.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 90cm de comprimento e pesa 1,5kg. De coloração vermelha parecida com a araracanga, da qual se diferencia pelo vermelho mais escuro, face decorada por linhas delgadas de penas vermelhas, e especialmente, pelo verde na parte média das asas que continua até a parte de trás, asas com extremos azuis, rabadilha e ponta do rabo azul.

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Comentários:

Costumam andar em bando ou em pares, frequentam a copa de florestas altas, florestas de galeria, campos com árvores isoladas, buritizais e coqueirais, até 1400 m. Hábitos semelhantes ao de outras araras. Embora não seja considerada como sendo ameaçada tem desaparecido de lugares onde antes era comum. Foi localmente extinta de lugares que ocorria regularmente, como no Espírito Santo, boa parte da Bahia e possivelmente o norte do Rio de Janeiro.

Arara-vermelha {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/arara-vermelha Acesso em 08 Setembro de 2012.

Periquito-de-encontro-amarelo – (Brotogeris chiriri)

O periquito-de-encontro-amarelo Brotogeris chiriri é uma ave da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.
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  • Nome popular: Periquito-de-encontro-amarelo
  • Nome inglês: Yellow-chevroned Parakeet
  • Nome científico: Brotogeris chiriri
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: É encontrado no Brasil central e oriental, norte, oeste e sul da Bolívia, nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o sul ao extremo do Pará (serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, flores e néctar.
  • Reprodução: Constrói o ninho em cavidades de árvores, telhas de edificações e até mesmo em ninhos escavados em cupinzeiros arborícolas e em casas de joão-de-barro abandonadas. Costuma botar cerca de 5 ovos brancos com dimensões de 23 por 19 milímetros. Após 26 dias, a fêmea conclui a incubação, nascendo os filhotes, que são alimentados pelos pais com sementes e frutos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem uma faixa amarela nas coberteiras superiores das rêmiges secundárias de cada asa, isto é, na região superior das asas, e uma coloração amarelo-esverdeada em sua face. Os indivíduos adultos medem de 23 cm de comprimento. Possui bico resistente e de cor branco-amarronzada, com o qual parte seu alimento. Ao redor de seus olhos escuros, existe uma delimitação branca formada apenas pela pele.

Possui duas subespécies reconhecidas:
  • Brotogeris chiriri chiriri (Vieillot, 1818) – ocorre do norte e leste da Bolívia até o Paraguai, no sul e sudeste do Brasil e norte da Argentina.
  • Brotogeris chiriri behni (Neumann, 1931) – ocorre no centro-sul da Bolívia de Cochabamba até o noroeste da Argentina, na província de Salta. Existem populações ferais documentadas desta subespécie no estado do Rio Grande do Sul e também no sul dos Estados Unidos da América.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

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Comentários:

Frequentam campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares, cerrados e cerradões. Deslocam-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos. Adaptou-se aos ambientes urbanos, onde se tornou muito comum.

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Referências & Bibliografia:

Papagaio-verdadeiro – (Amazona aestiva)

O papagaio-verdadeiro é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como juru-etê, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, papagaio-grego, papagaio-baiano, papagaio-verdadeiro, papagaio-boiadeiro e louro

papagaio Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Papagaio
  • Nome inglês: Turquoise-fronted Parrot
  • Nome científico: Amazona aestiva
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Interior da América do Sul, do nordeste do Brasil, leste da Bolívia, Paraguai, até o norte de Argentina. Presente no interior do Brasil, no Nordeste (Piauí, Pernambuco e Bahia), Centro-oeste, Sudeste (Minas Gerais) e no Sul, Santa Catarina (inclusive litoral) e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes e frutos.
  • Reprodução: Costuma reproduzir em buracos de rochas erodidas ou em barrancos. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 2 meses. O período de reprodução é de setembro a março.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
papagaio Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 37 cm de comprimento e pesa cerca de 400 gramas. Distingue-se pela cabeça amarela, com azul-esverdeado na fronte e bochecha, narinas escuras, ombros vermelhos delineados com amarelo, asa com parte vermelha e extremos azul-escuro. Resto do corpo geralmente verde, mais claro entre o ventre e o rabo. A cor da íris dos adultos é amarelo-laranja no macho ou vermelho-laranja na fêmea, onde se destaca um fino anel externo vermelho, os imaturos têm íris marrom uniforme. O bico é negro no macho adulto.

papagaio Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Ocupa florestas úmidas, savanas, floresta de galeria, áreas cultivadas com árvores e matas com palmeiras, até 1.600 m. É comum em casais ou bandos. Macho e fêmea voam tão juntos um do outro, o que se observa inclusive quando estão em bando. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calado. É frequentemente “canhoto”, razão pela qual o pé esquerdo é mais bem desenvolvido. Para dormir reúne-se em bandos.

papagaio Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/papagaio-verdadeiro Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papagaio-verdadeiro Acesso em 02 de Junho de 2010

Arara-canindé – (Ara ararauna)

A arara-canindé Ara ararauna é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arara-de-barriga-amarela. Ocorre no Brasil da Amazônia até o Paraná, e também Panamá e norte da Colombia, Venezuela, Guianas, Perú, Bolivia, norte da Argentina, Paraguai e no oeste do Equador.
Arara-canindé {field 7}
  • Nome popular: Arara-canindé
  • Nome inglês: Blue-and-yellow Macaw
  • Nome científico: Ara ararauna
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil da Amazônia até o Paraná, e também Panamá e norte da Colombia, Venezuela, Guianas, Perú, Bolivia, norte da Argentina, Paraguai e no oeste do Equador.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, frutas e nozes, migra em algumas épocas do ano, em busca de alimento. Desloca-se a grandes distâncias durante o dia, entre os locais de descanso e de alimentação.
  • Reprodução: Reproduzem-se entre dezembro e maio fazem o ninho em buracos no tronco de grandes palmeiras mortas, entre 10 e 25 metros de altura, pondo 2 ovos, que são incubados por 24-26 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Arara-canindé {field 7}
Características:

Mede cerca de 80 cm de comprimento. Tem a cauda grande e longa. Inconfundível e vistosa coloração azul ultramarino no dorso, e amarelo-dourado na parte inferior desde a face, ventre até o rabo, garganta com linha negra e área nua na cabeça com linha de penas negras. Os jovens têm as asas e o rabo café-acinzentado e os olhos pardos

Arara-canindé {field 7}
Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras (buritizais, babaçuais, etc.), interior e bordas de florestas altas, a cerca de 500 m de altitude. Vive em pares ou em grupos de 3 indivíduos, combinação mantida também quando formam-se bandos maiores de até 30 indivíduos. É na atualidade um dos psitacídeos de grande porte mais notável no ambiente urbano, um fenômeno conhecido como “araras urbanas”.

Arara-canindé {field 7}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/arara-caninde Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arara-canind%C3%A9 Acesso em 31 de Março de 2010.

Maitaca-de-cabeça-azul – (Pionus menstruus)

A Maitaca-de-cabeça-azul Pionus menstruus é uma ave da família Psittacidae. É também conhecida como curica, curica-roxa e maitaca-de-barriga-azulada.

maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Maitaca-de-cabeça-azul
  • Nome inglês: Blue-headed Parrot
  • Nome científico: Pionus menstruus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre a leste do Andes, chega ao Peru, parte do Brasil até o norte de Bolívia. No Brasil vive principalmente na bacia do rio Amazonas, incluindo o sudeste do rio Araguaia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, néctar, vagens, pétalas de flores e brotos. Como outros psitacídeos, consome regularmente um suplemento mineral obtido em barreiros ou barrancos. Segundo estudos, além de suprir necessidades minerais, o caolim ou similar ingerido, tem função de neutralizar eventuais toxinas, existentes em certos vegetais presentes na dieta da ave.
  • Reprodução: Põe de três a quatro ovos brancos em uma cavidade da árvore e palmeiras na estação seca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 27 cm e pesa em média 240 g. É principalmente verde, com a cabeça azul, incluso o pescoço e peito. A face inferior da cauda é vermelha, amarelo nos abrigos da asa e penas vermelhas e rosas ao redor do bico. Os sexos não apresentam dimorfismo aparente.

Possui duas subespécies:

  • Pionus menstruus menstruus (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Colômbia até as Guianas, na Ilha de Trinidade no Caribe, na Bolívia, e no Brasil, pela Amazônia brasileira (dos estados do Mato Grosso do Sul até Acre e o Maranhão)
  • Pionus menstruus rubrigularis (Cabanis, 1881) – ocorre da região tropical Norte da Costa Rica até o Oeste da Colômbia e o Oeste do Equador.
maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta a copa de florestas úmidas, capoeiras e clareiras com árvores isoladas, até 1.500 m. Vive solitária, aos pares ou em bandos grandes de até 100 indivíduos. Normalmente pousa em galhos sem folhas e no alto de palmeiras. Voa fazendo bastante barulho.

maitaca-de-cabeca-azul Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/maitaca-de-cabeca-azul Acesso em 08 Setembro de 2013.

Maracanã – (Primolius maracana)

A maracanã é uma ave da família Psittacidae. É também conhecida como arara-pequena, ararinha, maracanã, ocorre no Sudeste e Centro-Oeste, e no Nordeste e também no Maranhão, Pernambuco, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia; encontrada no Paraguai e na Argentina.

maracanã {field 5}
  • Nome popular: Maracanã
  • Nome inglês: Blue-winged Macaw
  • Nome científico: Primolius maracana
  • Família:Psittacidae
  • Habitat: Ocorrem na região Sudeste e Centro-Oeste, no Nordeste ocorrem no Maranhão, Pernambuco, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia encontrada também no Paraguai e na Argentina
  • Alimentação: : Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Gostam da Embaúba – Cecropia pachystachya e da Babosa-branca – Cordia superba
  • Reprodução: Como o habitat tem uma extensão geográfica muito grande a época de reprodução ocorre em épocas diferentes. A incubação é realizada apenas pela fêmea por um período de 27 dias, os filhotes abandonam o ninho por volta dos 70 dias de idade. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada. tem algumas regiões que já é difícil de serem avistadas.

maracanã {field 5}
Características:

A maracanã-verdadeira é uma espécie de arara de coloração verde com cerca de 40 centímetros. Possui algumas características incomuns, como a parte de sua face que não possuem penas e é pálida, contrastando com o bico negro. Existem poucos estudos a respeito do comportamento, reprodução e até mesmo da alimentação da maracanã.

maracanã {field 5}
Comentários:

Habita beira de matas e buritizais.

maracanã {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/maracana Acesso em 08 Setembro de 2009.
  • Wikipédia – disponível em : https://pt.wikipedia.org/wiki/Maracan%C3%A3-verdadeiro Acesso em 12 de Dezembro de 2009

Arara-azul – (Anodorhynchus hyacinthinus)

A Arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus é uma ave da família Psittacidae também chamada arara-jacinto, araraúna, arara-preta e araruna, vive nos biomas da Floresta Amazônica e principalmente, no do Cerrado e Pantanal.
Arara azul {field 5}
  • Nome popular: Arara-azul
  • Nome inglês: Hyacinth Macaw
  • Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Encontrada no Brasil, nos estados de Mato Grosso (Pantanal), Goiás (rio Tocantins), Minas Gerais (médio São Francisco), Bahia (alto rio Preto), sul do Piauí (Corrente) e no Maranhão, Pará (Transamazônica e leste do Estado) e Amapá (próximo ao rio Amazonas). Encontrada também na Bolívia, próximo da divisa com o Brasil e norte do Paraguai. Reportada como provável para o rio Mapori no sudeste da Colômbia (Vaupés).
  • Alimentação:Alimenta-se basicamente de sementes e pequenos cocos de palmeiras.
  • Reprodução: Faz ninho em buritizeiros e outras árvores ocas, bem como em escarpas. Põe de 2 a 3 ovos que são incubados por 27 a 30 dias. Faz apenas uma postura por ano.
  • Estado de conservação:
    Ameaçada de extinção.
    Com regras de conservação bem rígidas, combate ao comércio ilegal e a criação de reservas ecológicas, a população estimada hoje é em torno de 4000 indivíduos.
Arara-azul {field 5}
Características:

Mede cerca de 98 centímetros de comprimento e pesa 1,5 quilo. Coloração inconfundível, principalmente azul intensa, com diferentes tonalidades. Base do bico e anel ocular nu e de cor amarela, partes internas das asas e rabo negras. A arara-azul-grande é considerada o maior representante da família em todo o mundo.

Arara-azul {field 5}
Comentários:

Frequenta buritizais, florestas de galeria e cerrados. Vivem em casais, grupos familiares ou pequenos bandos. Alguns estudiosos afirmam que esta espécie realiza movimentos migratórios. Esse animal destaca-se também pelo seu tamanho. Uma arara-azul adulta pode atingir até um metro de comprimento e pesar até 1,3 kg. Quando nascem os filhotes, apresentam cerca de 30 gramas e um tamanho de cerca de 82 mm. Esses animais são aves sociais, sendo encontradas em pares ou grupos. Esses grupos podem ser encontrados em locais de alimentação e nos chamados dormitórios, que funcionam como áreas para o descanso desses animais. As araras-azuis apresentam alta capacidade de socialização entre os membros do grupo. Uma característica interessante da arara-azul é que ela apresenta comportamento monogâmico, com formação de casais que permanecem unidos até mesmo fora da estação reprodutiva. Esses pares dividem tarefas entre si, como o cuidado com o filhote e com o ninho.

Arara-azul {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/arara-azul Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “Arara-azul”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/animais/arara-azul.htm. Acesso em 20 de novembro de 2020.
  • Wikipédia – disponível em :https://pt.wikipedia.org/wiki/Arara-azul-grande Acesso em 02 de Setembro e 2010

Papagaio-galego – (Alipiopsitta xanthops)

O papagaio-galego Alipiopsitta xanthops é uma ave da família Psittacidae.Também conhecido como papagaio-de-barriga-amarela, papagaio-curraleiro, papagaio-curau e papagaio-goiaba.

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Papagaio-galego
  • Nome inglês: Yellow-faced Parrot
  • Nome científico: Alipiopsitta xanthops
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre do Piauí à Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso até o oeste de São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente dos frutos e flores do cerrado e da caatinga e de coquinhos silvestres.
  • Reprodução: Constrói o ninho em oco de árvores, de palmeiras ou buracos em cupinzeiros. Põe de 2 a 4 ovos. É o casal, quase sempre juntos, que cuida dos filhotes, que nascem nus e cegos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede cerca de 26,5 cm de comprimento, é uma ave de pequeno porte que possui a cara amarela e o peito com cores variadas, que vão do verde ao amarelo e vermelho

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Habita o cerrado a caatinga e mata de galeria. Voa em bandos de até 10 aves e é muito comum em sua área de distribuição

papagaio-galego Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Tiriba-de-hellmayr – (Pyrrhura amazonum)

A tiriba-de-hellmayr Pyrrhura amazonum é um ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão.

Tiriba-de-hellmayr {field 11}
  • Nome popular: Tiriba-de-hellmayr
  • Nome inglês: Santarem Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura amazonum
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do rio Amazonas, do baixo Amazonas no Pará até o Tocantins e Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas sementes e flores.
  • Reprodução: Reproduz-se em palmeiras mortas ou aproveita ocos de pica-paus abandonados.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Tiriba-de-hellmayr {field 23}

Características:

Mede 23 cm de comprimento e pesa entre 60 e 80 gramas. Apresenta fronte azul, nódoa auricular esbranquiçada, região da face ao redor dos olhos na cor vinho, penas do peito com a parte central enegrecida, mancha marrom avermelhada escura na região ventral, cauda avermelhada no lado inferior, asas verdes com primárias azuis. Esta espécie foi separada da tiriba-de-testa-azulPyrrhura picta com a qual tem grande semelhança física.

Tiriba-de-hellmayr {field 19}

Comentários:

Frequenta florestas, em bandos ou casais isolados. Espécie endêmica do Brasil.

Tiriba-de-hellmayr {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Periquito-santo-de-bico-escuro – (Forpus sclateri)

O periquito-santo-de-bico-escuro Forpus sclateri é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Bolívia, Colômbia, Venezuela e Guianas.

Periquito-santo-de-bico-escuro {field 20}
  • Nome popular: Periquito-santo-de-bico-escuro
  • Nome inglês: Dusky-billed Parrotlet
  • Nome científico: Forpus sclateri
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira nos estados do Acre, Amazona, Pará, Maranhão, Rondônia e Mato Grosso. Encontrado também na Bolívia, Colômbia, Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, coquinhos, flores e brotos de folhas.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores mortas e buracos de palmeiras. Põe em média entre 6 e 8 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Periquito-santo-de-bico-escuro {field 23}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento, e pesa entre 30 a 35 gramas. Tem coloração geral verde escuro, possuindo a testa e as face com coloração verde esmeralda, claramente definidas. A parte inferior das costas, bem como a parte interna das asas e rabadilha são azul escuro e as penas primárias das asas são pretas com teias externas verde-escuras.

Periquito-santo-de-bico-escuro {field 11}

Comentários:

Frequentam as terras baixas da floresta tropical de clareira e pântanos, habitats secundários, principalmente nas terras baixas. Mas também pode ser visto em florestas subtropicais de 1.500 de altitude. Fora da época reprodutiva pode ser visto em bandos de 100 ou mais indivíduos

Periquito-santo-de-bico-escuro {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tiriba-do-madeira – (Pyrrhura pallescens)

A tiriba-do-madeira Pyrrhura pallescens é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil nos estados do Amazonas, Roraima, Mato Grosso e Pará

Tiriba-do-madeira {field 6}
  • Nome popular: Tiriba-do-madeira
  • Nome inglês: Madeira Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura pallescens
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre entre a margem direita do rio Madeira e a margem esquerda do Rio Xingu nos estados do Amazonas, Roraima, Mato Grosso e Pará.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, coquinhos, sementes e flores.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvores e buracos de palmeiras.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Tiriba-do-madeira {field 12}

Características:

Mede em média 23 cm de comprimento. Tem o corpo em geral com a coloração verde. A barriga vermelha, a cabeça preta amarronzada, pescoço beje com estrias, marrons, a cauda avermelhada, ponta das asas azul. Os pés pretos.

Tiriba-do-madeira {field 18}

Comentários:

Frequenta floresta tropicais típicas da Amazônia, áreas abertas próximas da água.

Tiriba-do-madeira {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Maracanã-de-colar – (Primolius auricollis)

A maracanã-de-colar Primolius auricollis é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, norte do Paraguai e noroeste de Argentina.

Maracanã-de-colar {field 11}
  • Nome popular: Maracanã-de-colar
  • Nome inglês: Yellow-collared Macaw
  • Nome científico: Primolius auricollis
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Pantanal de Mato Grosso e ao norte da Ilha do Bananal (região do Rio Araguaia), Goiás (região do Rio Araguaia), no oeste da Bahia, no Tocantins e sul do Pará. Também ocorre no norte da Bolivia, norte do Paraguai e noroeste de Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, gemas de flores e sementes, eventualmente procura alimento no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores e palmeiras, põe geralmente dois ou três ovos brancos. A fêmea incuba os ovos durante uns 26 dias, e os filhotes ficam no ninho por cerca de 70 dias após a eclosão. O período reprodutivo vai de novembro a dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 40 cm de comprimento e pesa entre 240 e 260 gramas. A cor geral de sua plumagem é verde, com um distinto colar amarelo na parte de trás do pescoço, que com o envelhecimento se desenvolve para uma cor mais viva. A testa e a coroa são pretas. As rêmiges e as coberteiras primárias são azuis, e a cauda larga e pontiaguda tem uma base vermelha, um estreito setor central verde, e uma ponta de cor azul. A parte inferior da cauda e as penas de voo são de cor amarelo esverdeada, similar à de vários papagaios. As patas são de cor rosa opaco, e a íris é de cor avermelhada a amarelo opaco. Conta com uma ampla porção da face descoberta de penas, exibindo sua pele branca. O bico é preto, frequentemente com a ponta de cor cinza pálido. Esta espécie tem uma expectativa de vida de 50 anos..

Maracanã-de-colar {field 19}

Comentários:

Frequenta vários ecossistemas, como capões e matas de galeria, sendo comum em áreas agrícolas, entre 600 e 1700 m. A espécie adentra os cerrados, matas secas e carandazais no oeste de Mato Grosso. Realiza frequentes deslocamentos. Voa em grandes bandos. Pode ser observada aos casais às vezes ao lado do maracanã-do-buritiOrthopsittaca manilata. Ao entardecer, reúne-se em bandos numerosos, rumo aos locais de pernoite coletivo.

Maracanã-de-colar {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Maracanã-guaçu – (Ara severus)

A maracanã-guaçu Ara severus é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Colômbia, Panamá, Equador, Venezuela e Guianas.

Maracanã-guaçu {field 11}
  • Nome popular: Maracanã-guaçu
  • Nome inglês: Chestnut-fronted Macaw
  • Nome científico: Ara severus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre em duas áreas. Uma desde o Panamá, norte da Colômbia e oeste da Venezuela, até o Equador e norte do Peru pela costa do Oceano Pacífico. E outra na Amazônia, desde as Guianas e sul do Orinoco, até o norte de Bolívia. No Brasil, da Amazônia à Bahia e ao Mato Grosso.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e coquinhos.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores ou palmeiras mortas, na temporada seca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 46 e 51 cm de comprimento e pesa entre 285 e 387 gramas. Tem cor verde escura geral, com a fronte marrom, pele nua e branca na face, coroa azulada, borda da parte média da asa vermelha, extremo da mesma e borda do rabo azul. Em Voo, se evidencia o avermelhado escuro do interior das asas e rabo.

Maracanã-guaçu {field 23}

Comentários:

Frequenta floresta úmida e semiúmida baixa, floresta de várzea, até mesmo pântanos ou em ribeiras, e ambientes secundários, entre 300 e 2000 metros de altitude. Vivem em pares ou em pequenos grupos. No entanto, eles podem formar grandes grupos ao anoitecer ou quando os recursos alimentares são abundantes. Durante o dia, Eles são essencialmente arbóreo, preferindo permanecer no topo das árvores e no dossel, onde permanecem bem escondidos na folhagem espessa. São melhor observados ao amanhecer e entardecer, como eles seguem rotas regulares entre seus lugares de descanso e alimentação de sites. Eles voam diretamente, com ritmos rápidos, revelando a vermelho por baixo de suas asas mancha.

Maracanã-guaçu {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chauá – (Amazona rhodocorytha)

O chauá Amazona rhodocorytha é uma ave da família Psittacidae. Ocorre somente no Brasil. Em perigo de extinção.

Chauá {field 19}
  • Nome popular: Chauá
  • Nome inglês: Red-browed Parrot
  • Nome científico: Amazona rhodocorytha
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil de Alagoas ao Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, sementes, bagas, botões de flores e folhas.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvores e palmeiras. O período reprodutivo inicia primavera, com a chegada das chuvas e consequente maior disponibilidade de alimentos. O período de incubação geralmente é de 24 dias e os filhotes levam cerca de 34 dias para sair do ninho.
  • Estado de conservação: Em Perigo
Chauá {field 19}

Características:

Mede em média 37 cm de comprimento. Tem uma coroa em um vermelho vivo que se esvai em marrom arroxeado na parte de trás da cabeça. As bochechas e o pescoço são azuis e a plumagem das asas e do corpo são verdes com manchas escuras na parte de trás do pescoço. Manchas pretas e vermelhas podem ser vistas nas asas quando estão abertas e as penas da cauda têm marcas vermelhas e são amareladas. O bico e as pernas são cinza e a íris do olho é marrom alaranjada.

Chauá {field 20}

Comentários:

Frequenta floresta tropical úmida tanto das baixadas litorâneas quanto das regiões altas do interior. Parece ser restrita a floresta primária densa por não se adaptarem as florestas secundárias ou que sofreram desmatamento seletivo. O Chauá costumava ser abundante em seu habitat de floresta tropical, mas seus números vem diminuído significativamente. A principal ameaça enfrentada por este papagaio é a degradação do habitat com menos de dez por cento da cobertura florestal original restante. Outra ameaça é a coleta ilegal de jovens aves para o comércio internacional de animais de estimação. É endêmico das florestas tropicais no leste do Brasil.

Chauá {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Aratinga-de-testa-azul – (Thectocercus acuticaudatus)

A aratinga-de-testa-azul Thectocercus acuticaudatus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como periquitão-de-testa-azul.

Aratinga-de-testa-azul {field 11}
  • Nome popular: Aratinga-de-testa-azul
  • Nome inglês: Blue-crowned Parakeet
  • Nome científico: Thectocercus acuticaudatus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Tem ocorrência descontínua e ampla. Norte de Colômbia, norte da Venezuela. Nordeste e sudeste do Brasil. Leste da Bolívia, Paraguai, centro-oeste do Brasil até o norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, coquinhos, brotos, pecíolos e flores.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores, localizadas entre 1 e 6 m de altura, dependendo da disponibilidade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Aratinga-de-testa-azul {field 11}

Características:

Mede em média entre 34 e 38 cm de comprimento. Tem corpo alongado, e cauda longa e graduada, igual a todas as Aratingas. Destaca-se pelo azul na testa, que chega à coroa e bochechas, interior das asas amarelo esverdeado, e cauda com penas centrais avermelhadas.

Possui cinco subespécies:

  • Psittacara acuticaudatus acuticaudatus (Vieillot, 1818) – ocorre do Leste da Bolívia até o Paraguai, no Centro-Oeste do Brasil, Oeste do Uruguai e no Norte da Argentina;
  • Psittacara acuticaudatus koenigi (Arndt, 1995) – ocorre no Nordeste da Colômbia e Norte da Venezuela;
  • Psittacara acuticaudatus neoxenus (Cory, 1909) – ocorre na Ilha Margarita, na costa da Venezuela;
  • Psittacara acuticaudatus neumanni (Blake & Traylor, 1947) – ocorre no Leste da Bolívia, na região de Cochabamba, Santa Cruz, Chuquisaca, e provavelmente na região de Tarija;
  • Psittacara acuticaudatus haemorrhous (Spix, 1824) – ocorre no interior do Nordeste do Brasil.
Aratinga-de-testa-azul {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas, brejos secos que alterna com floresta de galeria, como também vegetação sobre dunas, até 2600 m. Vive em pares ou bandos dispersos, mas na busca por comida e nos pontos de pernoite podem reunir-se em bandos enormes. Aparentemente realiza migrações locais. São muito barulhentos, vocalizando bastante, principalmente quando estão voando.

Aratinga-de-testa-azul {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papagaio-charão – (Amazona pretrei)

O papagaio-charão Amazona pretrei é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como papagaio-da-serra.

Amazona pretrei {field 18}
  • Nome popular: Papagaio-charão
  • Nome inglês: Red-spectacled Parrot
  • Nome científico: Amazona pretrei
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente das sementes do pinheiro-do-paraná – Araucaria angustifolia. Mas também come frutos como os do pinho-bravo – Podocarpus sp., guabiroba, camboatá, murta, jabuticaba e nêspera, também come gemas florais de ipê-amarelo.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores. Põe de 2 a 4 ovos , incubados por um período de 22 a 24 dias, uma vez por ano. É uma espécie nidícola, permanecendo longo período no ninho após a eclosão dos ovos.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Papagaio-charão {field 6}

Características:

Mede em média 35 cm de comprimento e pesa média 300g. Macho e fêmea tem cor predominante verde, e são diferenciados pela máscara vermelha e espelhos vermelhos da asa mais evidentes no macho, sendo que indivíduos jovens apresentam pouco vermelho. As secundárias e parte das primárias são azuis, sendo que as retrizes são verdes com a extremidade amarela. Nas patas há pequena polaina vermelha.

Papagaio-charão {field 11}

Comentários:

Frequenta florestas do nordeste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina durante o período de frutificação da araucária, principalmente alimento entre março e julho. Nos demais meses do ano, incluindo o período reprodutivo, distribui-se por uma ampla área, principalmente no nordeste, centro e sudeste do Rio Grande do Sul. Nesse período, ocupa uma paisagem caracterizada por pequenas formações florestais conhecidas por capões de mato, em meio a áreas abertas, hoje bastante antropomorfizadas, constituídas por campos ou lavouras. Utiliza como dormitório áreas de pinos e eucalipto. A redução das matas de araucárias, durante as décadas de 20 a 60, diminuiu drasticamente a oferta do principal item alimentar da espécie. O principal fator responsável pela ameaça de extinção da espécie é a captura de filhotes para serem comercializados como animais de estimação.

Papagaio-charão {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Jandaia-de-testa-vermelha – (Aratinga auricapillus)

A jandaia-de-testa-vermelha Aratinga auricapillus é uma ave da família . Conhecida também como jandaia-mineira. Espécie endêmica do Brasil.

Jandaia-de-testa-vermelha {field 8}
  • Nome popular: Jandaia-de-testa-vermelha
  • Nome inglês: Golden-capped Parakeet
  • Nome científico: Aratinga auricapillus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre somente no Brasil da Bahia ao norte do Paraná, Minas Gerais e sul de Goiás.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, castanhas e frutas.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de pau, paredões de pedra e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Podem botar de 3 a 4 ovos. O período de incubação dos ovos de 24 dias. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Jandaia-de-testa-vermelha {field 20}

Características:

Mede em média 30 cm de comprimento e pesa 130 gramas. Tem coloração predominante verde escura, com a parte anterior da cabeça e abdômen de coloração vermelho alaranjado lavados, sem o brilho encontrado na testa da ave. A testa, os lores e região orbital são de coloração vermelho alaranjado intenso, a coroa é amarela brilhante. Tem as asas verdes, com as alulas azuis, as coberteiras primárias azuladas criando uma bela faixa azul na porção mediana da asa verde. As rêmiges primárias são verdes com as pontas azuladas. Tem a cauda longa, azul esverdeada e sem brilho, o bico é escuro, quase preto, os olhos apresentam um anel periocular escuro e a íris cinza. Os tarsos e pés são cinza escuros.

Possui duas subespécies:

  • Aratinga auricapillus auricapillus (Kuhl, 1820) – ocorre no Brasil no estado da Bahia, Alagoas e Sergipe;
  • Aratinga auricapillus aurifrons (Spix, 1824) – ocorre no Sudeste do Brasil do sul do estado da Bahia até o Sul do estado do Paraná.

(Clements checklist, 2014).

Jandaia-de-testa-vermelha {field 7}

Comentários:

Frequenta florestas semidecíduas do nordeste do Brasil, embora ao longo do tempo tenha se adaptado às áreas agrícolas rurais e às vezes até às cidades. Vive em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais, que dormem coletivamente em variados lugares.

Jandaia-de-testa-vermelha {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Jandaia-verdadeira – (Aratinga jandaya)

A jandaia-verdadeira Aratinga jandaya é uma ave da família Psittacidae. Ocorre somente no Brasil.

Jandaia-verdadeira {field 11}
  • Nome popular: Jandaia-verdadeira
  • Nome inglês: Jandaya Parakeet
  • Nome científico: Aratinga jandaya
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no sudeste do Pará, Maranhão, Roraima ,Piauí, Pernambuco e leste de Goiás. Existem populações isoladas na cidade de Belém no Pará e também para o estado do Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, castanhas e frutas.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de palmeiras ou outras arvores feitos por pica-paus ou pela ação natural. Põe em média de 3 a 4 ovos brancos, com período de incubação cerca de 24 dias. A fêmea é única responsável pela incubação dos ovos e não deixa o ninho durante o período. O macho fica responsável pela alimentação da fêmea durante o período de incubação. Após a eclosão, os filhotes permanecem no ninho por um período de oito semanas. Após este período, permanecem com os pais por mais cinco semanas aprendendo a voar e a se alimentar. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Jandaia-verdadeira {field 11}

Características:

Mede em média 30 cm de comprimento e pesa cerca de 130 gramas. Tem a cabeça e o pescoço de coloração amarela. A região frontal da cabeça, acima do bico e ao redor dos olhos são de coloração laranja. Tem a pele nua ao redor dos olhos na cor marrom acinzentada. O manto, asas e uropígio são de coloração verde. As rêmiges são azuladas. As retrizes são verde-amareladas com a porção distal tornando-se verde-azuladas, quando vistas pela face inferior, são cinza uniforme. Peito, e ventre na coloração laranja intenso. As penas Infracaudais são e cor verde. Tem íris castanha, o bico preto, os tarsos e pés são cinza escuros.

Jandaia-verdadeira {field 23}

Comentários:

Frequentam florestas fechadas, matagais e áreas abertas, floresta úmida. Eventualmente na borda da floresta úmida e na caatinga. Podem ser observados em palmeirais de coco. Pastagens e também frequentemente em pomares em busca de frutos. Podem ser vistos sozinhos, em pares ou grupos pequenos de 10 a 15 indivíduos.

Jandaia-verdadeira {field 18}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tiriba-de-testa-azul – (Pyrrhura picta)

A tiriba-de-testa-azul Pyrrhura picta é um da família Psittacidae. Ocorre na Amazônia do Brasil, Panamá, Guianas, Venezuela e Colômbia.

Tiriba-de-testa-azul {field 11}
  • Nome popular: Tiriba-de-testa-azul
  • Nome inglês: Painted Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura picta
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira, ao norte dos rios Negro e Amazonas, nos estados do AM, PA, RR e AP. Ocorre também no Panamá, Guianas, Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos e sementes. Tem predileção pelos frutos de palmeiras como o açaí e a bacaba.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores e palmeiras, a cerca de 6 m de altura, pondo de 4 a 8 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tiriba-de-testa-azul {field 11}

Características:

Mede em média de 23 cm de comprimento e pesa entre 60 e 80 gramas. Tem a fronte azul, nódoa auricular esbranquiçada, região da face ao redor dos olhos na cor vinho, penas do peito com a parte central enegrecida, mancha marrom avermelhada escura na região ventral, cauda avermelhada no lado inferior, asas verdes com primárias azuis.

Tem cinco subespécies reconhecidas:

  • Pyrrhura picta eisenmanni (Delgado, 1985) – centro-sul do Panamá (Península de Azuero).
  • Pyrrhura picta subandina (Todd, 1917) – noroeste da Colômbia (baixo vale do rio Sinú).
  • Pyrrhura picta caeruleceips (Todd, 1947) – encosta oeste do leste dos Andes do norte da Colômbia e na Serra de Perijá.
  • Pyrrhura picta emma (Salvadori, 1891) – litoral do norte da Venezuela.
  • Pyrrhura picta picta (Statius Muller, 1766) – sudeste da Venezuela até as Guianas e norte da Amazônia brasileira (Amapá).
Tiriba-de-testa-azul {field 25}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria e florestas úmidas de terra firme, tanto nas bordas como no interior. Vive em bandos grandes e barulhentos, nos quais os indivíduos voam muito próximos.

Tiriba-de-testa-azul {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papagaio-moleiro – (Amazona farinosa)

O papagaio-moleiro Amazona farinosa é uma ave da família Psittacidae. Ocorre em boa parte do Brasil, e também do México á Bolívia.

Papagaio-moleiro {field 11}
  • Nome popular: Papagaio-moleiro
  • Nome inglês: Mealy Parrot
  • Nome científico: Amazona farinosa
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia e da Bahia ao leste de Minas Gerais e São Paulo. Encontrado também do México à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e coquinhos. Geralmente procura alimento em grupos.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos de árvores e salientes rochosos, possivelmente durante o primeiro trimestre do ano.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçado
Papagaio-moleiro {field 20}

Características:

Mede em média 40 cm de comprimento. Tem a plumagem geral verde, coberta por um pó branco muito fino (farinosa – origem de seu nome científico), boné amarelo, azul e vermelho, bico e anel perioftálmico brancos, espelho alar vermelho e cauda longa com extremidade verde-clara. Muito parecido com seu parente o papagaio campeiro, difere deste pela íris mais escura, a ausência de vermelho na base das penas da cauda, e uma área amarela menor na coroa. Também possui menos vermelho no espelho, característica mais visível em voo.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Amazona farinosa farinosa (Boddaert, 1783) – ocorre do leste do Panamá até a Colômbia, nas Guianas, no nordeste da Bolívia e no Brasil.
  • Amazona farinosa guatemalae (P. L. Sclater, 1860) – ocorre na costa do Caribe, do sudeste do México até o noroeste de Honduras.
  • Amazona farinosa virenticeps (Salvadori, 1891) – ocorre de Honduras, na região do Vale de Sula até o extremo oeste do Panamá.
Papagaio-moleiro {field 25}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas densas, tanto em seu interior como nas bordas. Seu comportamento é semelhante ao de outros papagaios, com a diferença de que prefere florestas mais densas, até 1.100 m. É a maior espécie de papagaio com ocorrência no Brasil.

Papagaio-moleiro {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papagaio-campeiro – (Amazona ochrocephala)

O papagaio-campeiro Amazona ochrocephala é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Costa Rica, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guianas e Bolívia.

Papagaio-campeiro {field 20}
  • Nome popular: Papagaio-campeiro
  • Nome inglês: Yellow-crowned Parrot
  • Nome científico: Amazona ochrocephala
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em todos os estados da região Norte, além de Maranhão, Tocantins e no Mato Grosso. Encontrado também da Costa Rica à Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guianas e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, nozes, bagas, flores e brotos.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos de cupinzeiros em árvores e ocos de palmeiras, a pouca altura do chão, na temporada seca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papagaio-campeiro {field 11}

Características:

Mede em média 37 cm de comprimento e pesa entre 340 e 535 gramas. Tem a plumagem verde com coroa amarela e encontro vermelho. Cauda verde com as pontas verde amareladas claras e a base das penas em tons avermelhados. Íris vermelha no indivíduo adulto, anel ocular branco e bico cinzento claro. As penas da cauda vermelhas e uma área vermelha na região do espelho das asas. A coloração da cabeça e face pode variar individualmente mas, de uma forma geral, possui uma área amarela na coroa.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Amazona ochrocephala panamensis (Cabanis, 1874) – ocorre do oeste do Panamá até a região central e no noroesteda Colômbia. Esta subespécie é maior que as demais subespécies, e o amarelo só está na coroa; a testa e a face apresentam coloração verde com tom azulado.
  • Amazona ochrocephala ochrocephala (J. F. Gmelin, 1788) – ocorre no leste da Colômbia, Venezuela, na ilha de Trinidad (a origem das aves em Trinidad é incerta); nas Guianas e na região norte do Brasil no estado do Pará. Esta subespécie foi introduzida em Porto Rico.
  • Amazona ochrocephala xantholaema (Berlepsch, 1913) – ocorre na ilha de Marajó no delta do rio Amazonas.
  • Amazona ochrocephala nattereri (Finsch, 1866) – ocorre do sudeste da Colômbia, leste do Equador e leste do Peru até o norte da Bolívia e no oeste do Brasil até o estado de Mato Grosso. Esta subespécie apresenta o amarelo da cabeça reduzido; a garganta é azul e em geral o verde é mais escuro.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Papagaio-campeiro {field 19}

Comentários:

Frequenta floresta úmida, semi-úmida, pântanos, buritizais e florestas semi-secas, até 500 m. Vive em bandos de tamanhos variáveis, podendo reunir-se, para descansar, em grupos de centenas de indivíduos.

Papagaio-campeiro {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papagaio-de-peito-roxo – (Amazona vinacea)

O papagaio-de-peito-roxo Amazona vinacea é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como papagaio-caboclo, papagaio-curraleiro e papagaio-de-coleira.

Papagaio-de-peito-roxo {field 18}
  • Nome popular: Papagaio-de-peito-roxo
  • Nome inglês: Vinaceous-breasted Parrot
  • Nome científico: Amazona vinacea
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, oeste do Paraguai e nordeste argentino.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também consome sementes, folhas, flores e seus rebentos. O pinhão, semente da araucária é o principal item consumido pela espécie no sul do Brasil
  • Reprodução: Reproduz-se em em troncos ocos de arvores, onde a fêmea põe em média dois ovos incubados ao longo de cerca de 30 dias. A época de reprodução vai de agosto até dezembro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Em Perigo
Papagaio-de-peito-roxo {field 25}

Características:

Mede em média 35 cm de comprimento, com plumagem geral verde, mas com penas arroxeadas no peito, de aspecto escamoso, que continuam em torno do pescoço em tons azuis como uma gola, a qual pode ser eriçada em certas ocasiões; loros, fronte, base do bico, encontro e espelho alar são vermelhos. A extremidade da asa é verde-azulada e as partes externas das penas secundárias são vermelhas. Seu dorso e cauda são verde-amarelados. O bico é avermelhado com a ponta acinzentada, a íris é vermelha e os pés são cinza. Não há dimorfismo sexual evidente, mas as fêmeas podem ser um pouco menores do que os machos. Longevidade: 30 anos. Maturidade: 2 anos.

Papagaio-de-peito-roxo {field 8}

Comentários:

Frequenta as matas secas, pinheirais e orlas de capões, associados a ambientes campestres. Necessitam da disponibilidade de buracos de árvore (ocos de tronco) e fendas formadas pela decomposição dos troncos. Seus movimentos são lentos e servem para melhor se ocultar nas matas.A espécie prefere nidificar sempre no mesmo local, mas com o desmatamento muitas vezes os casais voltam ano após ano aonde antigamente fizeram seu ninho, mas não o encontram mais e acabam não realizando a postura. Seus ninhos também são naturalmente bastante desprotegidos, e podem ser destruídos por tempestades ou inimigos naturais. Em 2005, foi classificado como criticamente em perigo na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas.

Papagaio-de-peito-roxo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papagaio-da-várzea – (Amazona festiva)

O papagaio-da-várzea Amazona festiva é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como papa-cacau, tauá e papagaio-papa-cacau.

Papagaio-da-várzea {field 25}
  • Nome popular: Papagaio-da-várzea
  • Nome inglês: Festive Parrot
  • Nome científico: Amazona festiva
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na região Amazônica do Brasil, Peru, Guiana, Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, nozes, folhas, cocos, bagas, sementes e ocasionalmente ovos e insetos. Tem como alimento predileto o cacau.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores e palmeiras, o período reprodutivo fica entre maio e junho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Papagaio-da-várzea {field 25}

Características:

Mede em média 35 cm de comprimento. Tem cor predominante verde, fronte e loros ferrugíneo e sanguíneo escuros, tendo atrás dos olhos um pouco de azul; baixo dorso vermelho, caráter excepcional no gênero Amazona e que atrai durante o voo, tal mancha falta no imaturo.

Papagaio-da-várzea {field 11}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas, pântanos, inundados permanentes, florestas de galeria, até 500 m de altitude Tem preferência pela proximidade com a água. Vivem em casais, ou também em bandos familiares. Tem como principal predador as serpentes, as aves de rapinas e felinos como jaguatiricas e jaguarundis.

Papagaio-da-várzea {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Curica-verde – (Graydidascalus brachyurus)

A curica-verde Graydidascalus brachyurus é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Colômbia, Peru e Equador.

Curica-verde {field 25}
  • Nome popular: Curica-verde
  • Nome inglês: Short-tailed Parrot
  • Nome científico: Graydidascalus brachyurus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no sudeste da Colômbia, leste do Equador, nordeste do Peru e norte do Brasil, na bacia amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e alguns coquinhos. Frequenta pomares em busca de frutas como manga caqui e outras.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvoes e palmeira, em geral durante o último trimestre do ano.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Curica-verde {field 25}

Características:

Mede em média 24 cm de comprimento. Tem a cauda curta distintiva, embora também seja notório o olho vermelho alaranjado. Em geral de cor verde, algo amarelado sobre a asa e o ventre, em voo se nota o vermelho na base das penas mais externas do rabo e em uma pequena porção superior da asa até a axila.

Curica-verde {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas pantanosas, ilhas fluviais, bordas de floresta úmida e semi-úmida, até 400 m de altitude, associado com as ribeiras dos rios. Voa rapidamente em grupos numerosos de até 50 indivíduos, é muito ruidoso e visita lugares povoados. Consome uma variedade de frutas na copa das árvores.

Curica-verde {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Maitaca-roxa – (Pionus fuscus)

A maitaca-roxa Pionus fuscus é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Colômbia, Venezuela e Guianas.

Maitaca-roxa {field 25}
  • Nome popular: Maitaca-roxa
  • Nome inglês: Dusky Parrot
  • Nome científico: Pionus fuscus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorrência descontinua. Encontrada no Noroeste da Colômbia, sudeste da Venezuela e Guianas até o Maranhão. Na Amazônia ocorre principalmente a leste do rio Negro e a leste do rio Madeira (leste de RR, leste do AM, PA, AP e oeste do MA), não ocorrendo ao sul da Amazônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, quando se agarra a eles, ou quando os colhe e pousa nos galhos adjacentes.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos de árvores velhas durante o segundo trimestre do ano.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Maitaca-roxa {field 20}

Características:

Mede em média entre 24 e 26 cm de comprimento. Tem a coloração geral azul-violeta escuro, mancha vermelha ao redor da narina, e lados do pescoço manchados de branco em diferentes proporções. Ventralmente, contrasta o corpo pardo escuro com as asas azul-violeta e o vermelho da rabadilha e da base do rabo.

Maitaca-roxa {field 11}

Comentários:

Frequenta a floresta úmida e áreas desmatadas bem como bordas de florestas. Espécie pouco comum, voa solitária ou em pequenos grupos no dossel da floresta.

Maitaca-roxa {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Curica-de-chapéu-preto – (Pyrilia caica)

A Curica-de-chapéu-preto Pyrilia caica é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Venezuela e Guianas.

Curica-de-chapéu-preto {field 12}
  • Nome popular: Curica-de-chapéu-preto
  • Nome inglês: Caica Parrot
  • Nome científico: Pyrilia caica
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil ao norte do rio Amazonas e a leste do rio Negro (Pará, Amazonas, Roraima e Amapá), além da Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvores e palmeiras.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Curica-de-chapéu-preto {field 12}

Características:

Mede em média 23 cm de comprimento. Tem a plumagem predominantemente verde brilhante, com cabeça negra e nunca amarela. A íris é vermelha.

Curica-de-chapéu-preto {field 25}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas tropicais úmidas de baixa altitude. Pode ser vista geralmente em casais ou pequenos bandos.

Curica-de-chapéu-preto {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cuiú-cuiú – (Pionopsitta pileata)

O cuiú-cuiú Pionopsitta pileata é uma ave da famíliaPsittacidae. Ocorre no Brasil da Bahia ao Rio Grande dos Sul, e também na Argentina e Paraguai.

Cuiú-cuiú {field 11}
  • Nome popular: Cuiú-cuiú
  • Nome inglês: Pileated Parrot
  • Nome científico: Pionopsitta pileata
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na mata atlântica do Brasil (do sul da Bahia ao Rio Grande dos sul), Argentina (Misiones) e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas silvestres, como a candeia, um dos alimentos prediletos desta espécie. Outros alimentos apreciados são a goiaba e o caqui.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho no oco de árvores, onde a fêmea põe de 3 a 4 ovos e os choca por 24 dias, enquanto o macho cuida de sua alimentação durante todo o período de incubação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cuiú-cuiú {field 23}

Características:

Mede em média 22 cm de comprimento. Macho e fêmea tem plumagem verde uniforme, mas somente os machos têm a testa, o loro e a coroa vermelha. A fêmea apresenta a fronte com faixa levemente azulada. Ambos possuem a borda superior das asas em azul escuro.

Cuiú-cuiú {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e regiões subtropicais ou tropicais húmidas de alta altitude. No inverno é comum, em algumas propriedades rurais, em pomares buscando alimento, o que os leva a serem caçados para o comércio ilegal de animais de estimação. Típico de matas montanhosas entre 200 e 1.250 metros de altitude, costuma ser avistado aos casais ou em grupos de seis a dez indivíduos. Espécie monogâmica.

Cuiú-cuiú {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Periquito-de-asa-dourada – (Brotogeris chrysoptera)

O periquito-de-asa-dourada Brotogeris chrysoptera é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela.

Periquito-de-asa-dourada {field 11}
  • Nome popular: Periquito-de-asa-dourada
  • Nome inglês: Golden-winged Parakeet
  • Nome científico: Brotogeris chrysoptera
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na região Amazônica da Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de coquinhos e frutos.
  • Reprodução: Reproduz-se nos ocos que ocupam em troncos mortos e em cupinzeiros arbóreos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Periquito-de-asa-dourada {field 20}

Características:

Mede em média 18 cm. de comprimento. Tem a cauda curta e terminado em ponta, o bico claro, corpo quase todo na cor verde. A característica mais marcante é ter na asa uma parte laranja ou dourada e o extremo azul (mais visível em voo). Coroa azulada, fronte e garganta laranja. Os jovens se distinguem por não ter a parte dourada na asa.

Possui cinco subespécies:

  • Brotogeris chrysoptera chrysoptera (Linnaeus, 1766) – ocorre do Nordeste da Venezuela até as Guianas e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Brotogeris chrysoptera tenuifrons (Friedmann, 1945) – ocorre no Norte do Brasil, na região do alto Rio Negro no estado do Amazonas;
  • Brotogeris chrysoptera solimoensis (Gyldenstolpe, 1941) – ocorre no Norte do Brasil, na porção do médio Rio Amazonas;
  • Brotogeris chrysoptera tuipara (Gmelin, 1788) – ocorre na região Norte do Brasil na região do Rio Tapajós até o Nordeste do Maranhão;
  • Brotogeris chrysoptera chrysosema (P. L. Sclater, 1864) – ocorre no Oeste do Brasil, na região do Rio Madeira e em seus tributarios no estado de Mato Grosso.
Periquito-de-asa-dourada {field 23}

Comentários:

Frequentam matas de terra firme, de várzea, caatingas amazônicas, campinaranas, lavrados e áreas abertas arborizadas adjacentes, mais comum aos 300 m. embora tenha sido reportado a 1200 m. A espécie é altamente gregária, vivendo em grupos pequenos de 8 a 16 indivíduos na época reprodutiva, é comum observar mais de 100 consumindo frutas no dossel. Ruidosos quando voam e calados quando se alimentam.

Periquito-de-asa-dourada {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Periquito-da-campina – (Brotogeris versicolurus)

O periquito-da-campina Brotogeris versicolurus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como periquito-de-asa-branca, periquito-das-ilhas, periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.

Periquito-da-campina {field 19}
  • Nome popular: Periquito-da-campina
  • Nome inglês: White-winged Parakeet
  • Nome científico: Brotogeris versicolurus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre apenas na Amazônia, do Amapá e Pará até a divisa com o Peru e Colômbia, países em que também está presente.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos como, mangas e goiabas, abundantes nas ruas e quintais da cidade. Também se alimentam de sementes da sumaumeira, dos frutos açaí, bacaba, buriti, murici e tucumã, e das flores do ingá. Na época da cheia dos rios se fartam com as sementes da munguba, árvore comum nos ambientes de várzea onde vivem.
  • Reprodução: Reproduz-se em troncos ocos de palmeiras e outras árvores, aproveitando-se de fendas formadas pela decomposição. Os periquitos, roem um ninho em forma de retorta em cupinzeiros arbóreos cujo interior oferece um ambiente favorável, considerando temperatura e umidade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Periquito-da-campina {field 20}

Características:

Mede em média entre 20 e 25 cm de comprimento. Único periquito com parte amarelo e branco e ponta azul na asa, rabo verde longo e afiado. De coloração geral verde, com ventre opaco, fronte e lados da cabeça cinzentos.

Periquito-da-campina {field 23}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, capoeiras, campinas, campos com árvores esparsas e cidades arborizadas, até 300 m, na Bolívia chega até os 2.700 m de altitude. Vive aos pares ou em bandos grandes bandos com mais de 100 indivíduos, migrando regionalmente entre os afluentes e ilhas do Rio Amazonas. Os bandos se juntam em alguns lugares no final da tarde para dormir, podendo reunir nesses locais até milhares de indivíduos. Os bandos vão chegando, fazendo grandes e barulhentas revoadas, até descer para o pernoite. Na manhã seguinte, eles voltam a se separar em bandos menores e seguem para as áreas de alimentação. Esses locais de dormida costumam ser os mesmos por vários anos.

Periquito-da-campina {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Periquito-testinha – (Brotogeris sanctithomae)

O periquito-testinha Brotogeris sanctithomae é uma ave da família Psittacidae. Ocorre na região amazônica do Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia.

Periquito-testinha {field 19}
  • Nome popular: Periquito-testinha
  • Nome inglês: Tui Parakeet
  • Nome científico: Brotogeris sanctithomae
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia. Sudeste da Colômbia, leste do Peru e em direção ao nordeste do Equador até o Brasil, e norte da Bolívia. No Brasil ocupa as áreas de várzea da bacia dos rios Amazonas, Purus e Madeira (AC, AM, RO, PA e AP). A ssp takatsukasae ocupa a parte leste da área de distribuição da espécie, a partir do rio Madeira e de sua foz no Amazonas até a ilha de Marajó. A ssp nominal ocupa as áreas a oeste da foz do rio Madeira e todo o rio Solimões até o Peru (AM, AC, RO).
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos como o açai, o ingá, a embaúba, o apuí e principalmente a munguba. Também comem frutas exóticas, como a manga e a goiaba. Durante a frutificação da munguba nas áreas alagadas, os bandos se banqueteiam no consumo das sementes dessa fruta..
  • Reprodução: Reproduz-se de maio a julho. Constrói o ninho em grupos pequenos e ruidosos, sobre árvores, em ocos naturais ou cupinzeiros .
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Periquito-testinha {field 20}

Características:

Mede em geral entre 16 e 17 cm de comprimento e pesa cerca de 59 gramas. Tem coloração predominante verde e o ventre amarelo. Facilmente distinguível pela cor amarelo intenso na fronte e coroa, bico laranja pardacento, asas totalmente verdes, e rabo pontiagudo.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Brotogeris sanctithomae sanctithomae (Statius Muller, 1776) – ocorre do Sudeste da Colômbia, na Amazônia brasileira, até o Sudeste do Peru e Nordeste da Bolívia. Esta subespécie apresenta a íris branca.
  • Brotogeris sanctithomae takatsukasae (Neumann, 1931) – ocorre na bacia do baixo Rio Amazonas no Brasil. Esta subespécie apresenta a íris escura e a mancha amarela pós-ocular ligeiramente maior que a da espécie nominal.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (IOC World Bird List 2017).

Periquito-testinha {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas em matas inundáveis, bordas de floresta, clareiras e áreas urbanas, até 300 metros. Visita palmeiras na beira de rios. Aparentemente sedentário. Muito comum em povoados e cidades ribeirinhas onde chega em grandes bandos para passar a noite.

Periquito-testinha {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Caturrita – (Myiopsitta monachus)

A caturrita Myiopsitta monachus é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Argentina Chile, Paraguai e Uruguai.

Caturrita {field 16}
  • Nome popular: Caturrita
  • Nome inglês: Monk Parakeet
  • Nome científico: Myiopsitta monachus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre a leste dos Andes, desde o norte da Bolívia até a Patagônia na Argentina. No Brasil podemos encontrá-los nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutos, verduras, legumes, sementes de arbustos e capins, flores e brotos.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em formato de estruturas cilíndricas fechadas, unidas aos ninhos vizinhos através das paredes externas. Utiliza gravetos, nos galhos mais altos de diferentes tipos de árvores. Os ninhos são usados durante todo o ano, pois, quando não estão no período reprodutivo, as caturritas usam-nos para dormir ou como proteção em caso de tempestades. A caturrita chega a pôr 11 ovos por postura, sendo que cerca de 7 dos filhotes conseguem chegar à idade adulta. Reproduz-se entre julho e dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Caturrita {field 20}

Características:

Mede em média entre 28 e 33 cm de comprimento. Tem penas verdes no dorso, que contrastam com a barriga, peito, garganta e testa acinzentados. O bico é pequeno e alaranjado. No peito, a plumagem é escamada e as asas e cauda possuem penas longas azuladas.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Myiopsitta monachus monachus (Boddaert, 1783) – ocorre no sul do Brasil, no Uruguai e no nordeste da Argentina. Esta subespécie é a descrita acima.
  • Myiopsitta monachus cotorra (Vieillot, 1818) – ocorre no sul da Bolívia até o Paraguai, e na região adjacente do Brasil e no noroeste da Argentina. As subespécies cotorra e calita são muito parecidas e de difícil distinção, entretanto a subespécie cotorra apresenta a plumagem com cores mais claras e a barriga menos amarelada. (Juniper & Parr, 1998).
  • Myiopsitta monachus calita (Jardine & Selby, 1830) – ocorre no oeste da Argentina, desde a região de Salta até o oeste de Córdoba, Mendoza e La Pampa. Esta subespécie é menor que a subespécie nominal e muito parecida com a subespécie cotorra, entretanto apresenta mais azul nas asas, e cinza mais escuro na cabeça. (Juniper & Parr, 1998).

(Clements checklist, 2014).

Caturrita {field 20}

Comentários:

Frequenta florestas secas, de galeria, plantações e áreas urbanas, até mais 1000 metros de altitude.. Pode ser encontrada em casais ou bandos de 15 a 50 indivíduos ou em números maiores depois da reprodução, j[a foram observados bandos com mais de 100 aves. No sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai, a caturrita é considerada praga em zonas de cultivo de milho e sorgo e em pomares. Com o desaparecimento das matas onde vivia, a caturrita começou a procurar alimento nas culturas que hoje ocupam seu habitat natural. Com alimento fácil e a extinção progressiva de seus predadores, como o gavião, a população da espécie aumentou consideravelmente. O plantio de eucalipto, também tem um papel importante na explosão populacional das caturritas. A ave encontrou no eucalipto um local perfeito para nidificar, construindo ninhos nos galhos mais altos da árvore a mais 10 metros de altura, onde os ovos, filhotes e adultos ficam muito bem protegidos do ataque dos seus inimigos naturais.

Caturrita {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Apuim-de-costas-pretas – (Touit melanonotus)

O Apuim-de-costas-pretas Touit melanonotus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como periquitinho, apuim-de-cauda-vermelha e apuim-de-costa-escura.

Apuim-de-costas-pretas {field 20}
  • Nome popular: Apuim-de-costas-pretas
  • Nome inglês: Touit melanonotus
  • Nome científico: Touit melanonotus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre em uma faixa litorânea, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais Paraná e Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos. Tem grande preferência pelos frutos de Clusia spp,
  • Reprodução: Reproduz-se utilizando cupinzeiros arbóreos para seu ninho. O período reprodutivo fica entre os meses de outubro e dezembro.
  • Estado de conservação: Vulnerável
Apuim-de-costas-pretas {field 20}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Uma característica que se destaca é o anel perioftálmico laranja, característica que o distingue de todos os Psitacídeos do país. Centro do dorso num vértice negro. Coloração geral verde, com matiz acinzentado no peito e ventre. Tem o bico esbranquiçado e penas vermelhas em sua cauda curta, barradas de negro, que ficam ocultas parcialmente com a ave em repouso.

Apuim-de-costas-pretas {field 20}

Comentários:

Frequenta ambientes florestais em bom estado de conservação, podendo eventualmente aparecer em áreas fragmentadas ou até mesmo em ambiente urbanizados. Habita a faixa costeira da Mata Atlântica, podendo se deslocar entre as formações florestais de Restinga e encostas íngremes até florestas de montanha a mais de 1000 metros acima do mar. Aparentemente permanece mais próximo do mar no período reprodutivo na primavera e no verão, sendo relativamente fácil de ser observado neste período. No outono inverno é mais observado nas encostas íngremes acima dos 500 metros de altitude e no topo da Serra do Mar, beirando os 1200 metros, porém bandos são vistos em qualquer época do ano. Esta espécie é quase sempre observada em duplas ou pequenos bandos, mas em alguns locais pode formar bandos com mais de 30 indivíduos.

Apuim-de-costas-pretas {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Periquito-de-cabeça-preta – (Aratinga nenday)

O periquito-de-cabeça-preta , é uma ave da família Psittacidae. É também conhecido como príncipe-negro. Ocorre no sudeste da América do Sul, pantanais do rio Paraguai, sudeste da Bolívia, Mato Grosso, Brasil, até á Argentina.

periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Periquito-de-cabeça-preta
  • Nome inglês: Nanday Parakeet
  • Nome científico: Aratinga nenday
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre no sudeste da América do Sul, pantanais do rio Paraguai, sudeste da Bolívia, Mato Grosso, Brasil, até á Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de coquinhos de palmeiras, sementes, frutos e flores. Costuma descer ao chão para forragear.
  • Reprodução: Nidifica em buracos de palmeiras e árvores; reproduz em novembro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 30 cm. Tem um capuz preto que cobre a face e a coroa, seguido por uma borda avermelhada ou marrom, bico preto, faixa azul no tórax, coxas vermelhas. Em voo, asas por baixo com extremos escuros iguais ao rabo. Os jovens têm menos azul no tórax, laranja nas coxas e sem o vermelho depois do capuz.

periquito-de-cabeca-preta Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta terras baixas de até 800 m, inclusive parte do chaco e pântanos com palmeiras. Voa em bandos de até 12 indivíduos. Alimenta-se de frutas de palmeiras principalmente da Copernicia sp.

periquito-de-cabeça-preta Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

Tiriba-de-testa-vermelha -( Pyrrhura frontalis)

Tiriba-de-testa-vermelha Pyrrhura frontalis . Também conhecida pelo nome de cara-suja, a é uma ave da família Psittacidae, que habita regiões florestais, geralmente em bandos. Sofre com a perda de habitat.

Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Tiriba-de-testa-vermelha
  • Nome inglês: Maroon-bellied Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura frontalis
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, além da Mata Atlântica de Goiás e do sul do Mato Grosso do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutas pequenas, mas também come frutos grandes, sementes e castanhas. Costuma equilibrar-se nos galhos, ficando de cabeça para baixo enquanto come.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos em troncos de árvores onde são postos de 3 a 5 ovos, que são incubados pela fêmea durante cerca de 30 dias. Quando nascem os filhotes, estes são alimentados pelos pais, especialmente pelo macho, durante cerca de 45 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa entre 72 e 94 gramas. É verde, inclusive nas bochechas, com a zona auricular pardacenta. Fronte, abdômen e face inferior da cauda de cor vermelha. Região perioftálmica branca, assim como a cara. Não possui diferenças externas aparentes entre machos e fêmeas.

Existem 2 subespécies ambas presentes no Brasil:

  • Pyrrhura frontalis frontalis (Vieillot, 1818) – ocorre no leste do Brasil, do estado da Bahia a Rio de Janeiro até o norte de São Paulo).
  • Pyrrhura frontalis chiripepe (Vieillot, 1818) – ocorre do sudeste e sul do Brasil até o sudeste do Paraguai e norte da Argentina e Uruguai.
Tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Desloca-se geralmente em bandos de 10 a 40 indivíduos.

tiriba-de-testa-vermelha Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: r/wiki/tiriba-de-testa-vermelha Acesso em 08 Setembro de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiriba-de-testa-vermelha Acesso em 13 de Maio de 2013

Periquito-da-caatinga – (Eupsittula cactorum)

O periquito-da-caatinga Eupsittula cactorum é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, no cerrado e na caatinga.

Periquito-da-caatinga {field 32}
  • Nome popular: Periquito-da-caatinga
  • Nome inglês: Cactus Parakeet
  • Nome científico: Eupsittula cactorum
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no cerrado e nas caatingas do Nordeste brasileiro.
  • Alimentação: Alimenta-se de flores, bagos, brotos, sementes e frutas, principalmente de umbu (fruto do umbuzeiro, uma árvore típica do sertão nordestino), e também da fruta de oiticica e carnaúba, uma palmeira típica do sertão, e da fruta do trapiá – Crateva tapia, além dos frutos da palma-quipá – Tacinga inamoena e do Mandacaru – Cereus jamacaru. A alimentação preferida dessa espécie, no entanto, é o milho verde das plantações rurais.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em cupinzeiros arborícolas ativos. A ave escava um túnel de acesso na base do cupinzeiro, de baixo para cima, tendo diâmetro compatível com o seu tamanho; essa entrada é bem discreta e muito difícil de se perceber, contribuindo para a segurança do ninho. Já no interior do cupinzeiro escava a câmara de postura, que é bem espaçosa, tendo, em média, 25 cm de diâmetro. Esta cavidade é forrada com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode ficar molhado e úmido por suas fezes, que são um pouco líquidas. Bota 9 ovos, que incuba por 25 a 26 dias. Os cupins permanecem no cupinzeiro, embora fechem todos os acessos ao interior da câmera e ao túnel, não importunando assim as aves adultas e seus filhotes.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Periquito-da-caatinga {field 32}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento e pesa em torno de 120 gramas. Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado, bico marrom e barriga amarela.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Eupsittula cactorum caixana (Spix, 1824) – ocorre no nordeste do Brasil, do leste do Maranhão até o oeste do Rio Grande do Norte, oeste de Pernambuco e noroeste da Bahia. Mais pálido que a subespécie nominal;
  • Eupsittula cactorum cactorum (Kuhl, 1820) – ocorre na porção central do Brasil, na região do Rio São Francisco, na Bahia e região adjacente de Minas Gerais.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Piacentini et al. (2015).

Periquito-da-caatinga {field 32}

Comentários:

Geralmente voam em bandos entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som “krik-krik-krik-krik”, e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça para cima e para baixo quando com raiva. Vem ao solo em busca de sementes e para beber água. Utilizam poças de água para se banhar e beber juntamente com o restante do bando. Gostam de fazer carícias uns com os outros para demonstrar amizade. No estado domesticado, pode aprender muitos truques.

Periquito-da-caatinga {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Arara-azul-de-lear – (Anodorhynchus leari)

A arara-azul-de-lear Anodorhynchus leari é uma ave da família Psittacidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre exclusivamente no estado da Bahia. Ameaçada de extinção

Arara-azul-de-lear {field 23}
  • Nome popular: Arara-azul-de-lear
  • Nome inglês: Indigo Macaw
  • Nome científico: Anodorhynchus leari
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre em uma região extremamente restrita do sertão baiano, nos desfiladeiros da Reserva Ecológica Raso da Catarina, próximo à cidade de Paulo Afonso, no norte do sertão baiano. Ocorre também na Reserva Biológica de Canudos, também na Bahia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de cocos da palmeira Licuri – Syagrus coronata, que apanha pousando nas folhas ou até mesmo no chão, podendo consumir em torno de 300 cocos num só dia. Enquanto um grupo se alimenta, ao menos um indivíduo permanece pousado em galhos mais altos de árvores grandes, revezando-se com outras araras nesta função de vigilância. Também faz uso de outros itens alimentares, como os frutos da braúna – Melanoxylon brauna, e frutos de cactos como o mandacaru e o facheiro.
  • Reprodução: Reproduzem-se em cavidades existentes nos paredões de arenito. Em geral, com a chegada das chuvas no final de ano, é quando se inicia a sua época reprodutiva. Neste período, o casal se separa do bando. Faz o ninho em tocas nas paredes dos desfiladeiros do Raso da Catarina, em locais praticamente inacessíveis. O casal fica sempre junto e cada ninhada tem cerca de 2 ovos.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

Arara-azul-de-lear {field 28}

Características:

A arara-azul-de-lear mede entre 70 e 75 cm e pesa em torno de 900 gramas, de acordo com Sick (1997). Dados obtidos a partir de 40 aves em cativeiro mostraram que os machos pesam em média 882,24 gramas (n=17, s = 44,96) e as fêmeas pesam em média 789,09 gramas (n=23, s = 68,33) (Y. Barros, com. pess., 2006). Possui o bico negro, possante, sem dente e a cauda muito longa. A cabeça e o pescoço são azul-esverdeados, a barriga azul-desbotada, as costas e o lado superior das asas e da cauda azul-cobalto. Anel perioftálmico amarelo-claro, pálpebra azul clara, branca ou levemente azulada, barbela quase triangular em forma de nódoa amarela-enxofre clara, situada de cada lado da base da mandíbula, mais pálida que o anel perioftálmico (Sick, 1997; Collar et al., 1992).Jovens possuem as partes de pele amarelada mais pálidas.

Arara-azul-de-lear {field 32}

Comentários:

Frequentam a caatinga arbórea do nordeste da Bahia. As aves saem da sua área de repouso, ao amanhecer partindo para as áreas de alimentação distribuídas nos municípios de Paulo Afonso, Santa Brígida, Euclides da Cunha, Monte Santo, Sento Sé e Campo Formoso. Estes deslocamentos podem implicar em mais de 60 km para os animais chegarem ao alimento. No final da tarde, podem ser vistos bandos chegando de diversas direções, vocalizando e sobrevoando o paredão até acomodarem-se nele para dormir.

Arara-azul-de-lear {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tiriba-de-orelha-branca – (Pyrrhura leucotis)

A tiriba-de-orelha-branca Pyrrhura leucotis é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil e em área ao norte da Venezuela.

Tiriba-de-orelha-branca {field 32}
  • Nome popular: Tiriba-de-orelha-branca
  • Nome inglês: Maroon-faced Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura leucotis
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre do sul da Bahia até o sul de São Paulo, no Vale do Ribeira. Ocorre também em área ao norte da Venezuela.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos e coquinhos.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos de árvores põe em média entre 5 e 9 ovos chocados apenas pela fêmea durante 27 dias. Filhotes demoram 5 semanas para sair do ninho.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Tiriba-de-orelha-branca {field 32}

Características:

Mede em média21 cm de comprimento. Pode ser sintópica com a tiriba-grande ou a tiriba-de-testa-vermelha, das quais se distingue pelo branco das auriculares. Na descrição de Kuhl, 1820, refere-se a espécie como sendo o menor dos periquitos de cauda longa. Face marrom escura contrastando com a nódoa auricular esbranquiçada.

Tiriba-de-orelha-branca {field 28}

Comentários:

Frequentam as fragmentadas florestas úmidas das baixadas litorâneas, matas de tabuleiro e da hiléia baiana até os 300m de altitude.

Tiriba-de-orelha-branca {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Cara-suja – (Pyrrhura griseipectus)

A tiriba cara-suja Pyrrhura griseipectus é uma ave da família Psittacidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre exclusivamente no estado do Ceará. Em Perigo Crítico de Extinção

Cara-suja {field 28}
  • Nome popular: Cara-suja
  • Nome inglês: Gray-breasted Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura griseipectus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Endêmica do Brasil, a maior parte dos registros atualmente são para o estado do Ceará, destacando: Serra de baturité, Quixadá e Ibaretama.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, frutos e flores.
  • Reprodução: Reproduz-se na época das chuvas, quando a fêmea põe de cinco a oito ovos, em ocos escavados por pica-paus. Eles também utilizam ocos de pica-pau para dormirem.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo Crítico

Cara-suja {field 33}

Características:

Mede 2em média 3 cm de comprimento e pesa cerca de 63 gramas. Isolada geograficamente a espécie foi recentemente separada da tiriba-de-orelha-branca e da tiriba-do-parana devido a diferenças genéticas.

Cara-suja {field 32}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas, frequentemente localizadas em regiões Serranas, onde as chuvas orográficas propiciam a ocorrência dos enclaves de Mata Atlântica e Mata seca em meio a caatinga. É considerado o psittacídeo mais ameaçado de extinção no Brasil. A principal ameaça à espécie é o tráfico de animais silvestres e, provavelmente existem mais animais em cativeiro do que na natureza. Bandos inteiros são capturados nos ocos a noite, sendo comercializados em feiras clandestinas. Por fim, os desmatamentos e a especulação imobiliária, tem suprimido rapidamente seu habitat.

Cara-suja {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Cara-suja-do-pantanal – (Pyrrhura molinae)

A cara-suja-do-pantanal Pyrrhura molinae é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Argentina Bolívia e Perú.

Cara-suja-do-pantanal {field 27}
  • Nome popular: Cara-suja-do-pantanal
  • Nome inglês: Green-cheeked Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura molinae
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no centro-oeste do Brasil e noroeste da Argentina até o leste da Bolívia e provavelmente sul do Peru.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos e coquinhos diversos.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos naturais de árvores.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Cara-suja-do-pantanal {field 32}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento. Tem capuz marrom, colar cinza largo, extremos das asas por cima azul e por baixo verde-amarelado, rabo e parte do ventre vermelho-opaco. A subespécie P. m. australis presente no sudeste da Bolívia, é mais pálida, a parte vermelho-opaco do ventre mais extensa e com menos azul na asa.

Cara-suja-do-pantanal {field 32}

Comentários:

Frequentam florestas ao leste do Andes, até 2900 m., florestas primárias e secundárias, incluindo áreas abertas, savanas, florestas de galeria em pântanos, e florestas decíduas proximo a 500 m. Vive geralmente em bandos de 10 a 20 indivíduos, às vezes mais.

Cara-suja-do-pantanal {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tiriba-de-barriga-vermelha – (Pyrrhura perlata)

A tiriba-de-barriga-vermelha Pyrrhura perlata é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, e na Bolívia.

Tiriba-de-barriga-vermelha {field 32}
  • Nome popular: Tiriba-de-barriga-vermelha
  • Nome inglês: Crimson-bellied Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura perlata
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no centro e sudoeste amazônico no Brasil até o nordeste da Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutos diversos e coquinhos.
  • Reprodução: Reproduzem-se entre agosto e novembro, e provavelmente também entre abril e junho. Nidificam em cavidades de árvores.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Tiriba-de-barriga-vermelha {field 32}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento e pesa entre 80 e 102 gramas. Principalmente verde nas costas e ombros, asas com extremidades azuis, vermelho na curvatura da asa, axilas vermelhas brilhantes igual ao abdome (mais visíveis em voo), vermelho opaco no rabo e manchas azuis no baixo abdome. As bochechas, fronte e calções são azuis. Os jovens possuem o abdome com pequenas manchas vermelhas, e o azul das asas reduzido. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Tiriba-de-barriga-vermelha {field 20}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas de terra seca, clareiras, florestas secundárias e provavelmente formações secas. Vive em pequenos bandos, embora tenham sido informados grupos familiares grandes.

Tiriba-de-barriga-vermelha {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tiriba-do-xingu – (Pyrrhura anerythra)

A tiriba-do-xingu Pyrrhura anerythra é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso, Pará e Tocantins.

Tiriba-do-xingu {field 28}
  • Nome popular: Tiriba-do-xingu
  • Nome inglês: Xingu Parakeet
  • Nome científico: Pyrrhura anerythra
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre nos estados do Pará e Mato Grosso, limitados pelo rio Tocantins ao leste e pelos limites do bioma amazônico ao sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e coquinhos de várias espécies de palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de árvores.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Tiriba-do-xingu {field 28}

Características:

Mede em média 24 centímetros de comprimento e pesa entre 80 e 102 gramas. É principalmente verde no dorso e ombros, asas com extremidades azuis, marrom opaco na cauda e manchas azuis na fronte e na bochecha. Apresenta largo anel periocular branco. Tem uma barriga verde, mas tem penas marrons entre as pernas que poderiam se estender para o ventre, embora esta não seja uma condição frequente. A espécie tem coberteiras sob as asas de coloração verdes-azuladas e nenhum vermelho na curvatura da asa.

Tiriba-do-xingu {field 32}

Comentários:

Frequentam matas fechadas, grandes florestas, áreas ribeirinhas e áres abertas.

Tiriba-do-xingu {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Periquito-santo – (Forpus passerinus)

O periquito-santo Forpus passerinus é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Curaçao, Trinidad e Antilhas.

Periquito-santo {field 32}
  • Nome popular: Periquito-santo
  • Nome inglês: Green-rumped Parrotlet
  • Nome científico: Forpus passerinus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no nordeste da Colômbia, norte da Venezuela, Guianas até o norte do Brasil, também em Curaçao, Trinidad e Antilhas.
  • Alimentação: Alimentam-se de frutos e pequenos coquinhos de diversas palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se nos ninhos abandonados de pica-paus ou em outros buracos, de maio a novembro.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Periquito-santo {field 28}

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimento e pesa entre 20 e 28 gramas. Se distingue pela região do uropígio verde brilhante nos dois sexos. Nos machos, asa com uma franja azul-turquesa seguida por outra azul-esverdeada, ventre mais claro que o dorso, cauda com borda amarela. Fêmea com a região do uropígio na coloração amarelo-esverdeada e sem azul nas asas coloração característica dos indivíduos do sexo masculino.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Forpus passerinus cyanophanes (Todd, 1915) – ocorre no norte da Colômbia em Guajira e no norte de Cesar. Esta subespécie apresenta o azul da asa mais extenso, formando uma parte mais visível;
  • Forpus passerinus viridissimus (Lafresnaye, 1848) – ocorre no norte da Colômbia em Santander, no norte da Venezuela e na ilha de Trinidad no Caribe. Esta subespécie apresenta a coloração verde mais escura que as demais. Esta subespécie foi introduzida na ilha de Curaçao nas Antilhas;
  • Forpus passerinus passerinus (Linnaeus, 1758) – ocorre nas Guianas, principalmente na região próxima da costa do Atlântico. Esta subespécie foi introduzida na ilha de Tobago e provavelmente também esta subespécie foi introduzida nas ilhas da Jamaica e de Barbados;
  • Forpus passerinus cyanochlorus (Schlegel, 1864) – ocorre no estado de Roraima no Brasil, na região do alto Rio Branco;
  • Forpus passerinus deliciosus (Ridgway, 1888) – ocorre Norte do Brasil, no baixo Rio Amazonas e também no estado do Amapá.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015).

Periquito-santo {field 11}

Comentários:

Frequentam florestas secas, áreas semi-abertas, plantações, entre outros, até os 500 m, em bandos de mais de 100 indivíduos. Pode realizar migrações de altitude.

Periquito-santo {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Papagaio-de-cara-roxa – (Amazona brasiliensis)

O papagaio-de-cara-roxa Amazona brasiliensis é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil somente em uma pequena faixa do litoral sul de São Paulo e norte do Paraná. Ameaçado de extinção

Papagaio-de-cara-roxa {field 11}
  • Nome popular: Papagaio-de-cara-roxa
  • Nome inglês: Red-tailed Parrot
  • Nome científico: Amazona brasiliensis
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre somente na Mata Atlântica do litoral sul de São Paulo e norte do Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, insetos e larvas, toma água nas bromélias.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em ilhas cobertas por floresta na baía de Paranaguá, Paraná. Seu ninho é feito no oco de árvores, onde o casal frequentemente fica junto. Coloca cerca de 4 ovos e os filhotes deixam o ninho após 2 meses, aproximadamente.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Papagaio-de-cara-roxa {field 23}

Características:

Tem cor predominante verde, testa e loros vermelhos, vértice e garganta arroxeados, lados da cabeça azuis, orla dos olhos encarnada, coberteiras superiores e terciárias chamam a atenção por serem orladas de amarelo, retrizes com pontas amarelo-esverdeadas, sendo as externas com faixas largas subterminais vermelhas e o bico cor-de-chifre.

Papagaio-de-cara-roxa {field 32}

Comentários:

Frequentam a Mata Atlântica do litoral sul de São Paulo e norte do Paraná. Antigamente sua distribuição ia até o norte do Rio Grande do Sul, mas parece que já foi extinto nesse Estado e em Santa Catarina. Os papagaios-de-cara-roxa têm na baía de Paranaguá os últimos redutos de suas populações. Na Estação Ecológica da Juréia aproximadamente 40 indivíduos são residentes nos mangues e florestas de baixadas. É considerada uma das poucas áreas onde as aves em reprodução não sofrem perseguição de traficantes. A maior população reprodutora em São Paulo está na ilha Comprida, entretanto a captura de filhotes por traficantes é alta. Na ilha do Cardoso, considerada uma das poucas áreas onde a espécie está protegida a população foi estimada em aproximadamente 100 indivíduos.

Papagaio-de-cara-roxa {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Papagaio-diadema – (Amazona autumnalis)

O papagaio-diadema Amazona autumnalis é uma ave da família Psittacidae. Também conhecido como Papagaio-cavacué. Ocorre desde o México até ao norte do Brasil.

Papagaio-diadema {field 32}
  • Nome popular: Papagaio-diadema
  • Nome inglês: Red-lored Parrot
  • Nome científico: Amazona autumnalis
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre desde o México até a Venezuela e o sul do Equador, havendo uma população disjunta na região Norte do Brasil, na Amazônia central no estado do Amazonas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, e coquinhos de diversas palmeiras.
  • Reprodução: A ninhada normalmente é composta de 3 a 4 ovos brancos. A incubação dura entre 25 e 26 dias. Após 70 dias depois de nascidos, os filhotes deixam o ninho.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Papagaio-diadema {field 28}

Características:

Mede em média entre 35 e 37 cm de comprimento (a ssp. diadema, de ocorrência no Brasil, é maior que as outras ssp. de A. autumnalis), e pesa entre 310 e 480 gramas. A cor básica da plumagem é o verde, com a fronte e loro vermelho vivo. Possui um anel oftálmico branco bem visível e a íris é laranja avermelhada. O bico é cinza. As penas da cauda são verdes, sendo que os 4 pares de penas externos tem coloração verde clara amarelada na sua metade final. As penas das asas são verdes com pontas negras. As rêmiges secundárias tem coloração vermelha na parte superior, mas costumam ficar escondidas com as asas fechadas, sendo mais visíveis em voo.

Tem 4 subespécies reconhecidas:

  • Amazona autumnalis autumnalis (Linnaeus, 1758). Costa do Caribe do leste do México ao norte da Nicarágua. Conhecida em inglês como Red-lored Amazon.
  • Amazona autumnalis salvini (Salvadori, 1891). Norte da Nicarágua até Colômbia e Venezuela.
  • Amazona autumnalis lilacina (Lesson, 1844). Oeste do Equador. Tem uma faixa vermelha na fronte que se estende sobre os olhos; bochechas amarelas. Conhecida em inglês como Lilacine Amazon.
  • Amazona autumnalis diadema (Spix, 1824). Baixo Rio Negro e região de Manaus. Conhecida em inglês como Diademed Amazon. Alguns autores colocam esta ssp. como espécie plena: Amazona diadema.
Papagaio-diadema {field 20}

Comentários:

Frequentam florestas tropicais, matas de galeria e vegetação secundária. Observado desde o nível do mar até 1100 metros de altitude.

Papagaio-diadema {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Curica-de-bochecha-laranja – (Pyrilia barrabandi)

A curica-de-bochecha-laranja Pyrilia barrabandi é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia e Peru.

Curica-de-bochecha-laranja {field 32}
  • Nome popular: Curica-de-bochecha-laranja
  • Nome inglês: Orange-cheeked Parrot
  • Nome científico: Pyrilia barrabandi
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre na área oeste da Amazônia, nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e área norte de Mato Grosso e parte de Roraima além dos países que fazem fronteira: Venezuela, Colômbia e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e, possivelmente, das larvas e ninfas dos insetos que procura em vespeiros arborícolas.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Curica-de-bochecha-laranja {field 32}

Características:

Mede em média 25 centímetros de comprimento. Tem as bochechas alaranjadas em contraste com a plumagem de cor escura da cabeça. Tem índole mais quieta que a de outros psitacídeos, movendo ativamente por entre a galharia ao alvorecer. Desloca-se em grupos de 10 ou mais indivíduos, numa movimentação constante em certas épocas do ano, e permanece solitário ou aos casais em outras, talvez em decorrência de ciclos reprodutivos. Frequentemente essas curicas associam-se a bandos de araras e papagaios em barreiros nas barrancas dos rios. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Pyrilia barrabandi barrabandi (Kuhl, 1820) – ocorre do Sudeste da Colômbia e no Sul da Venezuela até o Brasil ao Norte do Rio Amazonas;
  • Pyrilia barrabandi aurantiigena (Gyldenstolpe, 1951) – ocorre do Equador até o Leste do Peru, Norte da Bolívia e Brasil ao Sul do Rio Amazonas.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

Curica-de-bochecha-laranja {field 32}

Comentários:

Frequentam matas de várzea e de terra firme. É localmente bem comum.

Curica-de-bochecha-laranja {field 27}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Tuim – (Forpus xanthopterygius)

O tuim Forpus xanthopterygius é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia.

Tuim Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Tuim
  • Nome inglês: Blue-winged Parrotlet
  • Nome científico: Forpus xanthopterygius
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Podemos encontrá-los no nordeste, leste e sul do Brasil até o Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia.
  • Alimentação: Procuram seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos frutíferos. Subindo na ramaria utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa da frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba dos capinzais. Gostam também de mastigar erva como complemento vegetal, gostam das sementes de Braquiárias.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores e cupinzeiros, costuma usar ninhos vazios de joão-de-barro e de pica-paus pequenos, põe de 3 a 8 ovos que são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. No habitat natural o período de incubação ronda os 17 dias. As crias têm um desenvolvimento muito rápido. Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tuim Foto – Afonso de Bragança

Características:

O Tuim é a menor ave da família de comprimento e pesa em media 26 gramas. O bico é pequeno e cinza claro. Possui dimorfismo sexual, uma característica rara nas espécies brasileiras da família. O macho é verde-amarelado, com uma grande área azul na superfície inferior da asa e no baixo dorso; algumas penas na dobra da asa, ombros, parte inferior das costas, e coberteiras caudais são de uma cor azul-violeta. Testa, coroa e lados da cabeça mais esverdeados; parte inferior da cauda verde. A fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos. A cauda curta forma a silhueta característica e diferencia o tuim do periquito.

Possui seis subespécies conhecidas:

  • Forpus xanthopterygius xanthopterygius (Spix 1824)- É a descrita acima. Ocorre no noroeste da Argentina, Paraguai, centro e leste do Brasil até a Bahia.
  • Forpus xanthopterygius flavissimus (Hellmayr 1929). Parecido com a anterior, mas a plumagem em geral é um pouco mais amarelada; testa, área ao redor da base do bico e garganta de uma cor amarelo limão. Todas as marcações azul-violeta são de uma cor mais pálida que a forma anterior. Fêmea também mais amarelada que a da forma nominal. Ocorre no Nordeste do Brasil, do Maranhão até o norte da Bahia.
  • Forpus xanthopterygius crassirostris (Taczanowski 1883)- Parecido com xanthopterygius, mas a testa é verde-esmeralda. Todos as marcações azul-violeta são mais pálidas, exceto nas secundárias. De tamanho menor, mas com bico mais largo que a forma nominal. Fêmeas parecidas com a de xanthopterygius, mas também possuem a testa verde-esmeralda. Ocorre no noroeste do Peru e sudeste da Colômbia, além da Região Amazônica no Brasil.
  • Forpus xanthopterygius olallae Gyldenstolpe 1941 – Muito similar a crassirostris, mas as coberteiras das asas são de uma cor violeta-acinzentada pálida; coberteiras primárias e uropígio são mais escuros. Ocorre exclusivamente na região de Codajás e Itacoatiara, na margem norte do Amazonas, no noroeste do Brasil.
  • Forpus xanthopterygius flavescens (Salvadori 1891)- como xanthopterygius, mas geralmente levemente mais amarelado; testa e bochechas verde-amareladas; uropígio, coberteiras inferiores das asas e secundárias azuis; parte inferior da cauda verde-azulado pálido. Fêmeas também se distinguem por possuírem a parte inferior da cauda verde-azulada pálida. Leste da Bolívia (Santa Cruz e Beni) e sudeste do Peru.
  • Forpus xanthopterygius spengeli. Distribuição restrita ao norte da Colômbia.
tuim Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Vivem em bandos de até 20 indivíduos e sempre que pousam, se agrupam em casais. Habitam as bordas das mata ribeirinha, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. Os chamados são agudos, em tons mais baixos do que os do periquito, além de serem mais curtos. Qualquer novidade na área de alimentação, ninho ou dormida é logo saudada pelos gritos de alarme e contato do grupo. Pousados, ficam camuflados pelas folhas. É surpreendente ver a quantidade que estava invisível na vegetação, depois de um grupo surpreendido levantar voo.

tuim Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tuim Acesso em 08 Setembro de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tuim Acesso em 26 de Julho de 2010
  • Portal do São Francisco – disponível em :https://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/tuim Acesso em 13 de Maio de 2010

Periquito-rico – (Brotogeris tirica)

O periquito-rico Brotogeris tirica é uma ave da família Psittacidae. Também conhecido como periquito, periquito-verdadeiro, periquito-verde. Mede cerca de 21 cm, a coloração básica da plumagem é verde, as partes inferiores e laterais da cabeça, peito e a barriga são de um verde com tons amarelados.
periquito-rico {field 5}
  • Nome popular: Periquito-verde
  • Nome inglês: Plain Parakeet
  • Nome científico: Brotogeris tirica
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Ocorrem no Brasil Oriental, de Alagoas e da Bahia ao Rio Grande do Sul. É uma ave típica da Mata Atlântica.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de frutas, coquinhos de todos os tipos e também do fruto da paineira, que perfuram e roubam as sementes nos meses de junho a agosto . Também não desprezam as flores adocicadas do suinã, flores, néctar, jerivá, mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros, e provavelmente insetos e suas larvas. São freqüentadores dos comedouros e jardins com frutos disponíveis nas cidades.
  • Reprodução: Constroem ninhos em cavidades de árvores ou nas bainhas foliares de palmeiras, junto ao tronco. Põem em média 4 ovos brancos e a incubação dura cerca de 26 dias. Nos ninhos quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som. Os bandos que costumam se encontrar durante o período de reprodução e sempre se compõe de indivíduos imaturos. A expectativa de vida é de em média 20 anos e a maturidade sexual ocorre entre 1 e 2 anos. Deixam o ninho cinco semanas após o nascimento os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
periquito-rico {field 5}
Características:

A coloração básica é verde. As partes inferiores e laterais da cabeça, peito e abdômen são de um verde com tons amarelados. A parte traseira da cabeça, a nuca, é de um verde levemente azulado. A base das asas é de um marrom oliváceo. A cobertura de pluma da base das asas é de um marrom oliváceo e as penas exteriores são de um azul-violeta. O bico é amarronzado, mais claro no topo. As narinas ficam na base do bico. O anel perioftálmico é de um cinza pálido. A íris é de um marrom-escuro, com a pupila de cor negra. Os pés são de cor semelhante à do bico, porém mais escura. A cauda é longa, com penas de coloração verde-azuladas. Os exemplares imaturos são semelhantes aos adultos, mas com quase toda plumagem primária esverdeada, cauda curta e bico mais escuro.

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Comentários:

É comum observá-los em florestas, áreas abertas, parques e jardins. Imitam com perfeição a vocalização de outros pássaros. São vistas freqüentemente em bandos, costuma acordar bem cedo fazendo muito barulho, o que torna ainda mais fácil o seu reconhecimento. Os sexos são semelhantes, porém o macho costuma ser mais robusto, principalmente no bico, e com a cabeça mais quadrada, diferenças mais notadas em um casal adulto que esteja lado a lado. Os machos geralmente são mais faladores e com mais capacidade de imitar qualquer tipo de som. Costuma procurar seu alimento nas copas das árvores mais altas. Utiliza o bico como um terceiro pé: usa as patas para segurar a comida, levando-a a boca. Desloca-se velozmente, às vezes intercala entre séries de rápidas batidas um vôo de asas fechadas. A melhor defesa que tem é ficar imóvel e calado, imobiliza-se, fixando os olhos no perigo que supõe existir, confunde-se com o meio ambiente de tal maneira que parece “ter desaparecido”. Os periquitos ameaçados por algum perigo ficam às vezes pendurados em um galho, de ponta-cabeça, cessada a ameaça saem em gritos. Os movimentos lentos que assumem ao se locomover ou comer parecem ser prudentes e calculados servindo também para se ocultarem ainda melhor

periquito-rico {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/periquito-rico Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Periquito-verde Acesso em 06 de Julho de 2011

Periquito-de-bochecha-parda – (Eupsittula pertinax)

O periquito-de-bochecha-parda Eupsittula pertinax é um ave da família Psittacidae. Ocorre na América Central até ao Norte da América do Sul.

Periquito-de-bochecha-parda {field 11}
  • Nome popular: Periquito-de-bochecha-parda
  • Nome inglês: Brown-throated Parakeet
  • Nome científico: Eupsittula pertinax
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no norte da Amazônia brasileira em Roraima, Amapá e norte do Amazonas e também desde o oeste do Panamá continua para o leste, incluindo a Colômbia, Venezuela e Guianas. Presente em várias ilhas do Caribe.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e coquinhos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em cupinzeiros ou barrancos, com posturas que variam de 3 a 9 ovos. Reproduz-se durante o período seco.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Periquito-de-bochecha-parda {field 11}

Características:

Mede em média 25 cm de comprimento. Tem a cor verde em cima, em geral com matiz azulado na coroa e ventre amarelado. Se distingue porque grande parte da face e do peito são pardos com os extremos das asas azuis escuros. Muito variáveis no colorido, já foram reportados pelo menos catorze subespécies, com laranja mais ou menos estendido na face e ventre.

Tem 14 subespécies reconhecidas:

  • Eupsittula pertinax ocularis (Sclater e Salvin, 1865) – ocorre no Panamá da região de Chiriquí até o oeste do Panamá); recentemente vem expandindo sua ocorrência pelo sudoeste da Costa Rica;
  • Eupsittula pertinax aeruginosa (Linnaeus, 1758) – ocorre do norte da Colômbia até o noroeste da Venezuela;
  • Eupsittula pertinax griseipecta (Meyer de Schauensee, 1950) – ocorre no vale de Sinú no nordeste da Colômbia (possivelmente extinta);
  • Eupsittula pertinax lehmanni (Dugand, 1943) – ocorre no leste da Colômbia e sudoeste da Venezuela;
  • Eupsittula pertinax arubensis (Hartert, 1892) – ocorre na ilha de Aruba no Caribe;
  • Eupsittula pertinax pertinax (Linnaeus, 1758) – ocorre na ilha de Curaçao no Caribe. Esta subespécie foi introduzida na ilha de Saint Thomas (Ilhas Virgens Americanas);
  • Eupsittula pertinax xanthogenia (Bonaparte, 1850) – ocorre na ilha de Bonaire no Caribe;
  • Eupsittula pertinax tortugensis (Cory, 1909) – ocorre na Venezuela na ilha de Tortuga no Caribe;
  • Eupsittula pertinax margaritensis (Cory, 1918 – ocorre na Venezuela na ilha de Margarita no Caribe;
  • Eupsittula pertinax venezuelae (Zimmer e Phelps, Sr, 1951) – ocorre na região central e norte da Venezuela continental;
  • Eupsittula pertinax surinama (Zimmer e Phelps, Sr, 1951) – ocorre no nordeste da Venezuela continental e nas Guianas;
  • Eupsittula pertinax chrysophrys (Swainson, 1838) – ocorre no sudeste da Venezuela continental, sudoeste da Guiana e na região adjacente no extremo norte do Brasil no estado de Roraima;
  • Eupsittula pertinax chrysogenys (Massena e Souancé, 1854) – ocorre no noroeste do Brasil, na região do médio rio Negro. Possivelmente esta subespécie é encontrada próximo a Reserva de Mamirauá Reserve no Rio Solimões;
  • Eupsittula pertinax paraensis (Sick, 1959) – ocorre no Brasil, na região do Rio Tapajós e Rio Cururu.
  • (Clements checklist, 2014).
  • Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Periquito-de-bochecha-parda {field 11}

Comentários:

Frequenta matas de galeria, capões isolados, campinaranas, varjões, palmais, buritizais, manguezais, matas ciliares, plantações, matas secundárias e áreas abertas até 1000 metros de altitude. Voa aos pares ou em grandes bandos, frequentemente associados a bandos de araras e papagaios em barreiros nas barrancas dos rios.

Periquito-de-bochecha-parda {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Periquito-rei – (Eupsittula aurea)

O periquito-rei Eupsittula aurea é uma ave da família Psittacidae é uma das mais conhecidas e abundantes representantes da família em nosso País. Conhecido também como periquito-estrela, ararinha , jandaia-estrela, jandaia-coquinho e aratinga-estrela. Presente principalmente da margem sul do rio Amazonas até o Paraná. Ao norte do rio Amazonas ocorre apenas em algumas regiões, como Faro (no Pará) e no Amapá. Encontrado também desde as Guianas até o leste da Bolivia, extremo leste do Peru e norte da Argentina.
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  • Nome popular: Periquito-rei
  • Nome inglês: Peach-fronted Parakeet
  • Nome científico: Eupsittula aurea
  • Família: Psittacidae
  • Habitat: Ocorre do Amazonas até o Paraná. Encontrado também desde as Guianas até o leste da Bolivia, extremo leste do Perú e norte da Argentina.
  • Alimentação: Geralmente come as sementes e não a polpa das frutas, porém gosta de comer polpa de caju. Procura por manguezais, jaboticabeiras, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Aprecia muito os mulungus
  • Reprodução: Constrói o ninho em troncos ocos de palmeiras ou de outras árvores, porém é comum reproduzir em buracos de rochas erodidas, ou até mesmo em barrancos ou cupinzeiros. Esses cupinzeiros geralmente tem forma circular e são encontrados em árvores do cerrado, entre 1,5 e 5,0 metros de altura. Cava um túnel vertical na parte inferior do cupinzeiro e abre uma câmara de postura em seu terço superior. A parte não escavada continua ocupada pelos cupins que selam as galerias expostas. A postura é de três ovos. Os filhotes são alimentados com frutos e sementes quebrados, regurgitados pelos pais.
  • Estado de conservação: Embora seja uma espécies bastante disputada por traficantes de vida silvestre a mesma não corre perigo de extinção, já que a população diminui em alguma regiões e aumenta em outras.
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Características:

Mede cerca de 27 centímetros e pesa 84 gramas. Cabeça verde com uma faixa dianteira cor de pêssego, face azulada, ventre verde-amarelado. Com a região ao redor dos olhos laranja nos adultos e cinzenta nos juvenis.

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Comentários:

É frequente em cativeiro e amplamente comercializada. Tem a cabeça verde com uma faixa dianteira cor de pêssego, face azulada, ventre verde-amarelado. Com a região ao redor dos olhos laranja nos adultos e cinzenta nos juvenis. Podemos encontrá-los em grande variedade de hábitats, especialmente no cerrado, mata secundária, campos de cultura, buritizais e até em manguezais, até 600 m. Em alguns lugares é considerada praga nas plantações. Vive em casal, que permanecem unidos por toda a vida. Desloca-se velozmente, às vezes intercalam-se entre séries de rápidas batidas um vôo de asas fechadas.

Periquito rei {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/periquito-rei Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em : https://pt.wikipedia.org/wiki/Jandaia-coquinho Acesso em 03 de Dezembro de 2010