Araponga – (Procnias nudicollis)

A araponga Procnias nudicollis é uma ave da família Cotingidae. Conhecido também como uiraponga, ferreiro e ferrador. Ocorre no Brasil, Argentina e Paraguai.

Araponga {field 20}
  • Nome popular: Araponga
  • Nome inglês: Bare-throated Bellbird
  • Nome científico: Procnias nudicollis
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre de Pernambuco, sul da Bahia, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sul de Mato Grosso do Sul. Encontrada também na Argentina e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos frutos, especialmente de palmeiras (Palmeira-jussara, Euterpe edulis) e Myrtaceaes (Myrcia spp, Eugenia spp). Dentre as inúmeras espécies de que se alimenta, estão: Virola bicuhyba (Myristicaceae), Euterpe edulis (Arecaceae), Cryptocarya spp (Lauraceae), Nectandra membranacea (Lauraceae), Cordia spp (Boraginaceae), Prunus brasiliensis (Rosaceae). É um importante dispersor de sementes na natureza.
  • Reprodução: Constrói o ninho é em formato de tigela rasa, lembrando o de pombos silvestres. O dimorfismo sexual ocorre a partir dos 2 anos de idade. Todo cuidado parental fica por conta da fêmea, pois é ela quem constrói o ninho e se incumbe da criação dos filhotes. A postura é de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Araponga {field 20}

Características:

Os machos adultos são inteiramente brancos, exceto os lados da cabeça e garganta, que são nus, de cor verde-jade onde se implantam raras cerdas pretas; bico preto e pés pardos, tamanho médio de 27 centímetros. A fêmea adulta tem a parte superior verde-oliva, com a cabeça cinza e a parte inferior amarela com estrias amarelo-esverdeadas e cinzentas; a garganta é cinzenta onde entremeiam-se estrias negras; possui tamanho menor do que o macho. Crisso amarelo. O imaturo é semelhante à fêmea, com cabeça e garganta negras; substitui as penas verdes sucessivamente por cinzento-esverdeadas e brancas, as últimas em partes vermiculadas de cinzento; o macho torna-se totalmente branco com 3 anos de idade

Araponga {field 20}

Comentários:

Frequenta a mata primária, floresta preservada, capoeiras com fruteiras, matas litorâneas e Mata Atlântica. Tem um comportamento bastante social no grupo, que tem moradia fixa em árvores, na maioria dos casos nas emergentes (acima do dossel), podendo passar muitos anos habitando uma mesma área, até mesmo por várias gerações de uma mesma família. É uma ave migratória

Araponga {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/araponga Acesso em 28 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Araponga-comum Acesso em 13 de Agosto de 2012.

Tesourinha-da-mata – (Phibalura flavirostris)

A tesourinha-da-mata é uma ave da família Cotingidae. Ocorrem na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai.

Tesourinha-da-mata Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Tesourinha-da-mata
  • Nome inglês: Swallow-tailed Cotinga
  • Nome científico: Phibalura flavirostris
  • Família: Cotingidae
  • Subfamília: Cotingidae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Bolívia, Paraguai e no Brasil onde podemos encontrá-los no Sul da Bahia, região Sudeste (se estendendo até o Triangulo Mineiro), Leste da região Sul, todo o estado do Paraná e Sul do Mato Grosso do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se de pequenos frutos do mato e de insetos voadores. Aprecia particularmente os frutos da erva de passarinho.
  • Reprodução: Constrói o ninho de musgo seco, encontrado naturalmente nos galhos e troncos da árvore. Por isso é difícil identificar o ninho. Nem sempre fica nas alturas, já foi encontrado um ninho a cerca de 3 metros do chão. A postura é de dois ovos branco-azulados com pintas vináceas. Ambos os pais são responsáveis pela incubação e pelo cuidado dos ninhegos. Enquanto um dos pais cuida do ninho ou simplesmente vigia a alguns metros (quando os filhotes têm a partir de 10 dias), o outro busca comida.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tesourinha-da-mata Foto – Claudio Lopes

Características:

O macho tem a cabeça escura com um píleo vermelho envolto por penas na cor lilás. Os olhos são negros envoltos por uma pele de coloração rosada intenso, bico de cor pálida e clara e garganta na cor laranja ou ferrugem. A parte superior do peito apresenta um lindo escudo barrado preto e branco. O ventre e o crisso são de coloração branca amarelada e apresentando algumas manchas escuras no ventre. As asas são azuis escuras e o manto amarelo manchado de azul, coloração que cobre também o uropígio. A cauda característica desta ave apresenta as retrizes externas na cor azul escuro, são alongadas e bifurcadas, com o formato de tesoura que dá o nome comum a esta espécie. As pernas são rosadas. Apresenta um leve dimorfismo sexual. As fêmeas são semelhantes, mas com a coloração menos intensa, e menos contrastante no geral. A cauda da fêmea também é mais curta.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Phibalura flavirostris flavirostris (Vieillot, 1816) – ocorre no sudeste do Brasil do estado de Goiás até o leste do Paraguai e no nordeste da Argentina. Esta subespécie apresenta a membrana esclerótica de coloração vermelho-sangue; tarsos e pés rosados (del Hoyo et al. 2017).
  • Phibalura flavirostris boliviana (Chapman, 1930) – ocorre nas encostas das montanhas do oeste da Bolívia, na região de Apolo, departamento de La Paz. Esta subespécie apresenta a membrana esclerótica de coloração amarelo-mostarda; cúlmen mais fortemente curvado; tarsos e pés amarelo-alaranjados. As retrizes são mais longas que na subespécie nominal. O macho apresenta uma área pós-ocular mais branca que se estende até a metade posterior da garganta. Apenas o queixo e a metade anterior da garganta são amarelos. A garganta não é manchada. A coroa e a os lados da cabeça são acinzentados (Hennessey, A. B. 2002).
Tesourinha-da-mata Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Com a população em declínio, por conta da perda do habitat, a tesourinha-da-mata, fora de sua época de reprodução, costuma andar em bandos. Quase sempre se associa em grupos migratórios entre maio e setembro. Gostam de ficar demoradamente em ramos secos, de preferência nos galhos mais elevados. A espécie mostra-se bastante mansa, ave silenciosa, pousam bem eretos.

Tesourinha-da-mata Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tesourinha-da-mata Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesourinha-da-mata Acesso em 14 de Outubro de 2010.

Pavó – (Pyroderus scutatus)

O pavó é uma ave da família Cotingidae. Conhecido também como pavão-do-mato, pavô, jacu-touro e jacupiranga. Encontrado na Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Argentina e Brasil, em populações localmente isoladas.

Pavó Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Pavó
  • Nome inglês: Red-ruffed Fruitcrow
  • Nome científico: Pyroderus scutatus
  • Família: Cotingidae
  • Subfamília: Cephalopterinae
  • Habitat: Ocorre Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai e Argentina. No Brasil encontra-se da Bahia ao Rio Grande do Sul e, para oeste, até Goiás e Brasília.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutos e eventualmente de anfíbios. Aprecia os frutos de Açaí , Jussara e da Embaúba Cecropia SP., pousando próximo aos frutos em um galho mais alto, se deixando cair e arrancando pequenos pedaços que leva até outro galho e ingere. procura por frutos no estrato mais alto da mata. Também desce até o chão, se ali se encontra comida, geralmente pequenos frutos, como de hera, amora.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de uma pequena e frágil plataforma de gravetos. Põe 2 ovos amarelados com manchas marrom-avermelhadas. Durante o período reprodutivo reúne-se em grupos de até 10 indivíduos, havendo exibição do papo e vocalizações.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Pavó Foto – Afonso de Bragança

Características:

O macho mede cerca de 46 cm de comprimento e a fêmea 39 cm. O macho tem o bico de cor azul céu muito claro, quase branco. A fêmea tem o bico mais escuro, cinza roxeado.

Possui cinco subespécies:

  • Pyroderus scutatus scutatus; (Shaw, 1792) – ocorre da região tropical Sudeste do Brasil até o Leste do Paraguai e no Nordeste da Argentina;
  • Pyroderus scutatus occidentalis; (Chapman, 1914) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Oeste da Colômbia e no Noroeste do Equador;
  • Pyroderus scutatus orenocensis; (Lafresnaye, 1846) – ocorre na porção superior da região tropical da Venezuela no Nordeste da região de Bolívar e no Norte da Guiana;
  • Pyroderus scutatus masoni; (Ridgway, 1886) – ocorre na região Subtropical Leste do Peru, do Sul da província do Amazonas até a província de Junín;
  • Pyroderus scutatus granadensis; (Lafresnaye, 1846) – ocorre no Leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia e no Oeste da Venezuela.
Pavó Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Habita o interior e as bordas de florestas altas, especialmente em regiões montanhosas. Vive solitário.

Pavó Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pavo Acesso em 08 Setembro de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pav%C3%B3 Acesso em 14 de Outubro de 2010.

Tropeiro-da-serra – (Lipaugus lanioides)

O tropeiro-da-serra Lipaugus lanioides é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica do Brasil, ocorre na mata atlântica da Bahia a Santa Catarina.

Tropeiro-da-serra {field 11}
  • Nome popular: Tropeiro-da-serra
  • Nome inglês: Cinnamon-vented Piha
  • Nome científico: Lipaugus lanioides
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Endêmica à mata atlântica na região sudeste do Brasil, e ocorre do sul da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais a Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos de mais de vinte espécies vegetais, entre as quais os coquinhos do palmito juçara – Euterpe edulis e do açaí – Euterpe oleracea, e frutos como os da bucuva-vermelha – Virola bicuhyba. Graças ao bico largo, a ave consegue engolir inteiros os frutos relativamente grandes dessas e de outras plantas; mais tarde as sementes são regurgitadas intactas, muitas vezes longe da planta-mãe de onde os frutos foram retirados. Com isso, a ave é uma importante dispersora de diversas árvores e palmeiras. Eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 24,5 cm de comprimento e pesa 84 gramas. Tem a plumagem geral cor cinza amarronzada. A cabeça cinza e apresenta um efeito escamado fraco nas penas da coroa que se espalha por outras partes do corpo, como manto, garganta e parte superior do peito. O peito e ventre são ligeiramente mais pálidos que as demais partes superiores. As asas apresentam maior intensidade da cor marrom, as rêmiges apresentam a borda marrom e a parte interna, próxima a raque é negra. O crisso é de cor castanha, característica esta que o diferencia de seu congênere cricrió – Lipaugus vociferans. A cauda da ave é da mesma coloração do dorso, cinza amarronzado, coloração esta que fica mais evidente quando está iluminada. Seus olhos são escuros e apresentam um anel periocular de coloração amarelo pálido. Os tarsos e pés são cinza escuros. Tem bico cinza, forte e largo.

Tropeiro-da-serra {field 25}

Comentários:

Frequenta regiões montanhosas, em geral acima de 1000 m de altitude. Habita sobretudo florestas altas, mas é capaz de sobreviver em matas alteradas, já tendo sido encontrado em plantios de eucalipto com sub-bosque nativo desenvolvido. É mais observado na vegetação entre 5 e 25 m acima do nível do solo, no interior da mata. É um pássaro endêmico da Mata Atlântica. Está ameaçado de extinção e a ameaça mais significativa é a perda extensiva de seu hábitat de matas nativas, por conta de destruição, degradação e fragmentação. Ainda, algumas populações podem ser impactadas de forma negativa pela derrubada das palmeiras do gênero Euterpe, por reduzir a quantidade de frutos disponíveis como alimento.

Tropeiro-da-serra {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-pombo – (Gymnoderus foetidus)

O anambé-pombo Gymnoderus foetidus é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Equador, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Anambé-pombo {field 20}
  • Nome popular: Anambé-pombo
  • Nome inglês: Bare-necked Fruitcrow
  • Nome científico: Gymnoderus foetidus
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e também nas Guianas, Leste do Equador, Sudeste da Colômbia, e Sul da Venezuela à Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho entre 6 e 10 metros do solo em forma de pequena taça e decora-o externamente com liquens e fungos. Em geral o filhote nasce branco acinzentado. Geralmente tem apena sum filhote por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anambé-pombo {field 11}

Características:

Mede em média 36 cm de comprimento. Tem os lados do pescoço nus e vivamente coloridos de azul, o que contrasta com a densa plumagem negra de seu corpo. Suas asas (azul) e cauda também são longas, mas a cabeça parece pequena em relação ao corpo. Já a fêmea é menor e possui a plumagem cor de ardósia. Nos machos jovens as partes nuas da face são menos desenvolvidas.

Anambé-pombo {field 18}

Comentários:

Frequenta o interior de matas de várzea e de terra firme.

Anambé-pombo {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-roxo – (Xipholena punicea)

O anambé-roxo Xipholena punicea é uma ave Passeriforme da família Cotingidae. Também conhecido como anambé-pompadora.

Anambé-roxo {field 20}
  • Nome popular: Anambé-roxo
  • Nome inglês: Pompadour Cotinga
  • Nome científico: Xipholena punicea
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: ocorre ao norte do Rio Amazonas, da bacia do Rio Negro para leste até o Amapá, quanto ao sul, do Rio Juruá para leste até o baixo Rio Madeira e em direção sul até Rondônia e sul do Mato Grosso. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Equador.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também caça insetos em revoada.
  • Reprodução: Constrói um pequeno ninho côncavo, na bifurcação de um ramo de árvore ou entre gavinhas. Põe um só ovo cinza esverdeado, já que dificilmente caberia mais do que uma cria num ninho tão pequeno.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 19,5 cm de comprimento. Macho pesa entre 60 e 72 g e a fêmea entre 58 e 76 g. O macho tem uma bela cor púrpura metálica escura na parte superior. Peito, ventre e crisso na cor púrpura intenso. Cauda púrpura com reflexos acastanhados. As asas são brancas brilhantes. O bico claro é curto, típico para aves do gênero, possuindo uma base larga e pequena curvatura na ponta. A íris é amarela como das outras espécies do gênero. Tarsos e pés de coloração cinza. A fêmea, menos vistosa, é acinzentada e apresenta o ventre mais claro que o dorso, crisso claro e asas enegrecidas. A íris é amarela. Tarsos e pés são de cor cinza.

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Comentários:

Frequenta a copa e nas bordas de florestas úmidas e bosques até uma altitude de 1500 metros. Ambos os sexos costumam pousar em ramos expostos na copa, tornando-se bastante evidentes. Juntam-se em pequenos grupos em árvores com frutos e também durante as “cerimônias” de exibição do período reprodutivo. As fêmeas, por sua vez, costumam acompanhar bandos mistos de aves com mais frequência que os seus pares.

Anambé-roxo {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-de-peito-roxo – (Cotinga cotinga)

O anambé-de-peito-roxo Cotinga cotinga é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia.

Anambé-de-peito-roxo {field 20}
  • Nome popular: Anambé-de-peito-roxo
  • Nome inglês: Purple-breasted Cotinga
  • Nome científico: Cotinga cotinga
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira principalmente ao norte do Rio Amazonas (do Rio Negro para leste até o Amapá) e, ao sul, do baixo Rio Tapajós até o Maranhão. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, como a bacaba e o açaí, além de outras frutinhas como miri-miri e o apuí.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forquilhas e galhos de arvores altas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média18 cm de comprimento. O macho tem as partes superiores totalmente azul cobalto. Garganta e peito na cor púrpura. Asas e cauda negras. A fêmea é marrom-escura, com as penas das partes inferiores fortemente pintadas, de forma mais contrastante que as fêmeas de Cotinga cayana, com o qual pode dividir o mesmo espaço. O macho emite um som fino com as asas, quando em voo.

Anambé-de-peito-roxo {field 23}

Comentários:

frequenta a copa e as bordas de florestas úmidas, inclusive aquelas em solos arenosos. Apresenta comportamento semelhante ao do anambé-azul.

Anambé-de-peito-roxo {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-azul – (Cotinga cayana)

O anambé-azul Cotinga cayana é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Anambé-azul {field 20}
  • Nome popular: Anambé-azul
  • Nome inglês: Spangled Cotinga
  • Nome científico: Cotinga cayana
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos nas copas de florestas úmidas, mas já foi observado capturando cupins e formigas aladas em revoadas a partir de poleiros expostos no dossel.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho achatado, semelhante a um pires, em ramos horizontais. A fêmea cuida dos filhotes sozinha.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anambé-azul {field 11}

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento e pesa entre 56 e 72,5 gramas. O macho é azul-turquesa brilhante, com uma larga mancha roxa na garganta; a fêmea é marrom acinzentada, inclusive na garganta e no peito. A fêmea difere de seus congêneres pelos olhos escuros e por ter as partes inferiores apenas levemente maculadas de tons escuros. Os machos voam entre as copas de árvores emergentes em ruidoso bater de asas, produzindo um som característico proveniente das primárias modificadas, comuns ao gênero Cotinga e a outros anambés.

Anambé-azul {field 23}

Comentários:

Frequenta a copa e nas bordas de florestas úmidas. Às vezes pousa solitário por longos períodos no alto de ramos expostos, no início da manhã. Porém, é visto com mais frequência voando, ou em árvores com frutos, onde muitos indivíduos podem se reunir. É a espécie de Cotinga mais amplamente distribuída na Amazônia.

Anambé-azul {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saudade – (Lipaugus ater)

A saudade Lipaugus ater é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica da região sudeste do Brasil.

Saudade {field 11}
  • Nome popular: Saudade
  • Nome inglês: Black-and-gold Cotinga
  • Nome científico: Lipaugus ater
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Endêmico das montanhas altas na fronteira de São Paulo com o Rio de Janeiro, bem como na Serra dos Órgãos (RJ) e também alguns pontos no sul de Minas Gerais (Serra da Mantiqueira).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, como o palmito-jussara, bagas de capororoca, embaúba, pitangas, bagas de caruru entre outros. Os frutos de sementes maiores são engolidos e depois regurgitados, e os menores saem nas fezes. Eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se de setembro a dezembro. Canta bastante em poleiros expostos nos meses de reprodução.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 27 cm de comprimento. O macho tem coloração negra com espelho amarelo. O bico pode ser amarelo ou alaranjado. Fêmea verde com abdômen amarelado.

Saudade {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas montanhosas com floresta, especialmente entre 1200 a 2050 metros de altitude. Fica algum tempo na copa de uma mesma árvore, às vezes sozinha, às vezes em pequenos grupos. Pode raramente deslocar-se para altitudes um pouco mais baixas.

Saudade {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cricrió -(Lipaugus vociferans)

O cricrió Lipaugus vociferans é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Cricrió {field 23}
  • Nome popular: Cricrió
  • Nome inglês: Screaming Piha
  • Nome científico: Lipaugus vociferans
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e também em florestas residuais do Pernambuco ao Espírito Santo. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, eventualmente também come insetos.
  • Reprodução: Constrói o ninho feito com gravetos e folhas secas em forquilhas e galhos no alto das arvores.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cricrió {field 23}

Características:

Mede em média entre 24 e 28 cm de comprimento e pesa entre 67,2 e 82,6 gramas. Tem cor predominante cinza, as rêmiges e retrizes cinza amarronzadas. Partes inferiores são mais pálidas que as partes superiores. A garganta é mais pálida que o peito e o ventre. A íris é cinza, o bico é preto na maxila e na mandíbula a coloração é escura, apresentando a base rosada. Os tarsos e pés são escuros. Os juvenis são similares aos indivíduos adultos, mas apresentam mais coloração acastanhada nas asas e retrizes.

Cricrió {field 11}

Comentários:

Frequenta o estrato médio de florestas altas de terra firme, raramente indo até as bordas. Devido ao comportamento quieto e à coloração discreta, passa facilmente despercebido. No entanto, se perturbado por algum som ou movimento, produz seu canto altíssimo, o que denuncia sua presença. Às vezes existem vários indivíduos num pequeno espaço. Quando é época de acasalamento vários indivíduos podem vocalizar ao mesmo tempo durante horas, encobrindo os demais sons da floresta. Para produzir seu canto ele abre bastante o bico, exibindo sua parte interna de cor laranja vivo. Acompanha bandos mistos de aves ocasionalmente.

Cricrió {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-una – (Querula purpurata)

O anambé-una Querula purpurata é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Guianas e Bolívia.

Anambé-una {field 20}
  • Nome popular: Anambé-una
  • Nome inglês: Purple-throated Fruitcrow
  • Nome científico: Querula purpurata
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cephalopterinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins e Maranhão. Encontrado também na Costa Rica, Guianas e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também come insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forquilhas no alto de arvores, feito com gravetos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anambé-una {field 23}

Características:

Mede em média entre 28 a 30 cm, o macho é todo preto com garganta vermelha escura, fêmea toda preta.

Anambé-una {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas tropicais, nos estratos médios e altos, percorre a mata em busca de alimento. Os machos se associam em em grupos, exibindo-se e cantando em arenas.

Anambé-una {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Saurá – (Phoenicircus carnifex)

O saurá Phoenicircus carnifex é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas e Venezuela.

Saurá {field 20}
  • Nome popular: Saurá
  • Nome inglês: Guianan Red-Cotinga
  • Nome científico: Phoenicircus carnifex
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Rupicolinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira, tanto ao norte do Rio Amazonas – do Rio Negro ao Amapá – quanto ao sul – do baixo Rio Tapajós até o Maranhão. Encontrado também nas Guianas e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, como o açaí, a bacaba, o miri-miri e o breu branco, embora não haja registro, acredita-se que também coma insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho aproveitando-se de cavidades naturais em um troncos, às vezes a pouca altura do solo. O filhote nasce escuro, com longos fios brancos, que lhe dão um aspecto parecido com o de uma lagarta, e não de uma ave. O resultado é extremamente eficiente em termos de camuflagem. Durante o período reprodutivo juntam-se em grupos de 8 a 20 machos em exibições para as fêmeas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saurá {field 25}

Características:

Mede em média 21 cm de comprimento. O macho te o alto da cabeça vermelho brilhante, os lados da cabeça, pescoço e costas marrom enegrecidos, garganta e peito marrom avermelhados, e o restante das partes inferiores vermelho escarlate e a fêmea tem o alto da cabeça e a cauda vermelho escuros, costas, asas, garganta e peito pardo oliváceos, e o restante das partes inferiores avermelhado.

Saurá {field 25}

Comentários:

Frequenta os estratos médio e inferior de florestas úmidas e campinaranas. Vive normalmente solitário. Durante o período reprodutivo reúne-se com outros machos e vocaliza bastante, normalmente um canto de uma única nota, além de produzir um ruído característico com as asas, o que acaba chamando a atenção.

Saurá {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Galo-da-serra – (Rupicola rupicola)

O galo-da-serra Rupicola rupicola é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia.

Galo-da-serra {field 11}
  • Nome popular: Galo-da-serra
  • Nome inglês: Guianan Cock-of-the-rock
  • Nome científico: Rupicola rupicola
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Rupicolinae
  • Habitat: Ocorre no norte do Brasil, desde o Amapá até a região do alto rio Negro, passando por Roraima, e nas proximidades de Presidente Figueiredo, distante cerca de 100 quilômetros ao norte de Manaus. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também caça insetos, lagartixas e rãs. Entre os frutos mais consumidos, estão o açaí e a bacaba.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho de barro e gravetos em forma de taça, em terreno rochoso ou cortado pela erosão, em ambiente bem úmido e sombreado na mata primária. Põe 2 ovos manchados, que são chocados apenas pela fêmea durante 27 a 28 dias. Seu período de reprodução vai de novembro a abril.. Permanece próximo a maciços rochosos, onde os machos se reúnem para exibir-se individualmente para as fêmeas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Galo-da-serra {field 23}

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento. O macho tem uma cor laranja inconfundível. A fêmea é marrom-escura, parecendo preta à distância. O topete do macho, que lhe dá o nome de galo, pode ser movimentado pela ave, como um leque, chegando a cobrir o bico, o que confunde a quem o observa sobre qual o lado que a ave está olhando. O topete do macho é maior que o da fêmea. A plumagem do jovem é escura, como a da fêmea, e começa a mudar no segundo ano de vida, e somente no terceiro ano fica totalmente laranja. A mudança começa de forma irregular, em cada indivíduo, com machas laranjas distribuídas pelo corpo, que vão aumentando até completar a muda. Os filamentos laranjas das penas das asas, que dão um belo efeito visual na ave, só aparecem no final da muda.

Galo-da-serra {field 20}

Comentários:

Frequenta os estratos inferior e médio das florestas úmidas localizadas em escarpas, principalmente nas proximidades de córregos sombreados. Vive solitário, buscando alimento na floresta, sendo de difícil visualização, principalmente as fêmeas, devido à coloração escura. Movimenta-se pouco na vegetação. Varia de incomum a localmente comum. Também pode ser encontrado em campinaranas, desde que existam formações rochosas no local. Nos momentos em que fazem exibições nas arenas, podem se reunir em grande número, acima de 10 indivíduos.

Galo-da-serra {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Corocoxó – (Carpornis cucullata)

O corocoxó Carpornis cucullata é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Corocoxó {field 20}
  • Nome popular: Corocoxó
  • Nome inglês: Hooded Berryeater
  • Nome científico: Carpornis cucullata
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Rupicolinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil. Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, especialmente em áreas de Mata Atlântica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, come também insetos grandes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho, com gravetos, folhas secas e outras fibras vegetais, geralmente escondido em arvores entre epífitas.
  • Estado de conservação: Quase Ameaçada
Corocoxó {field 23}

Características:

Mede cerca de 23,5 cm de comprimento. O macho possui a cabeça, pescoço e peito pretos, que são verde-escuros na fêmea.

Corocoxó {field 25}

Comentários:

Frequenta os estratos superior e médio da mata primária serrana, mas realiza deslocamentos altitudinais acompanhando a frutificação de certas plantas, como a palmeira-juçara – Euterpe edulis. Vive solitário ou em casais no interior da floresta, sendo mais ouvido do que observado. Na época reprodutiva emite seu canto peculiar e repetitivo, sendo um dos sons mais escutados. É uma espécie incomum, embora bastante frequente em algumas regiões montanhosas.

Corocoxó {field 8}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Maú- (Perissocephalus tricolor)

O maú Perissocephalus tricolor é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Guianas, sul e leste da Venezuela e extremo leste da Colômbia.

Maú {field 28}
  • Nome popular: Maú
  • Nome inglês: Capuchinbird
  • Nome científico: Perissocephalus tricolor
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cephalopterinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil apenas ao norte do rio Amazonas desde o alto rio Negro para leste até o Amapá. Encontrado também nas Guianas, sul e leste da Venezuela e extremo leste da Colômbia.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutas, eventualmente também comem insetos grandes.
  • Reprodução: No período reprodutivo juntam-se em pequenos grupos de até 4 indivíduos fazendo exibições.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Maú {field 20}

Características:

O macho mede em média 35 cm de comprimento e a fêmea 34 cm. O macho da espécie pesa 360 gramas e a fêmea 320 gramas. Ave de aparência curiosa com coloração geral acanelada. Na cabeça, a fronte, coroa e face são desprovidas de plumagem, apresentando a pele nua azul. Seu bico é forte e robusto. Asas, uropígio e cauda são escuros. A cauda é curta e larga. Possui característica distinta nas penas laterais da base da cauda, estas são longas, enroladas e capazes de serem levantadas e estufadas durante característico “display” aparentando apêndices globulares. Sob as asas, as penas são brancas. O ventre é acastanhado. Tarsos e pés cinza azulados A fêmea é menor que o macho e não apresenta as características penas na lateral da cauda.

Maú {field 25}

Comentários:

Frequentam a copa e no estrato médio de florestas úmidas não muito altas. Normalmente vive solitário. Sua vocalização é impressionante, muito distante do que se espera para uma ave. Na floresta, sua voz pode ser confundida com um grande felino, como a Onça. Geralmente, pessoas que ouvem o Maú na mata sentem medo e fogem. O som é uma mescla de um Berrante de boiadeiro com o rugido de uma pantera.

Maú {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Anambé-de-asa-branca – (Xipholena atropurpurea)

O anambé-de-asa-branca Xipholena atropurpurea é uma ave passeriforme da família Cotingidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre nos estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Anambé-de-asa-branca {field 33}
  • Nome popular: Anambé-de-asa-branca
  • Nome inglês: White-winged Cotinga
  • Nome científico: Xipholena atropurpurea
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre a Mata Atlântica litorânea dos estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de frutos e uns poucos insetos. Foi observado que as fêmeas seguem bandos mistos de frugívoros com maior regularidade que os machos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um um ninho de pequenas proporções entre 15 e 20m do solo. Os machos exibem-se em voo entre as copas de árvores.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

Anambé-de-asa-branca {field 28}

Características:

Mede 19 centímetros; macho pesa entre 58-65 g e a fêmea pesa entre 56-67 g. O macho tem o corpo de coloração roxo enegrecido, mais pálido no uropígio e crisso. As partes superiores como a cabeça, peito e manto são mais escuras que o crisso e uropígio, que têm uma bela coloração púrpura. Apresenta uma cauda curta. As asas são brancas com as pontas pretas. Íris esbranquiçada. Bico típico das aves do gênero levemente curvado para baixo, com coloração escura. Tarsos e pés escuros. A fêmea tem tons apagados cinza na parte superior do corpo, com uma faixa transocular pálida. Asas escuras com franjas brancas. A cauda também é escura. A garganta tem coloração cinza pálido com peito mais escuro e malhado que o ventre, que é branco acinzentado, terminando em um crisso bastante claro. Tem a íris clara, bico, tarsos e pés cinza.

Anambé-de-asa-branca {field 28}

Comentários:

Frequentam matas de tabuleiro, na hiléia baiana e na Mata Atlântica entre 0 e 900m, muito embora seja mais comum em florestas úmidas de baixada litorânea. A espécie sofre com a perda de habitat, embora possa se tornar até mais comum em matas secundárias, devido à frutificação sazonal de certas plantas. A prática de retirar as árvores maiores das florestas residuais na região de Una, na Bahia, ameaça a sobrevivência da espécie.

Anambé-de-asa-branca {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Anambé-de-rabo-branco – (Xipholena lamellipennis)

O anambé-de-rabo-branco Xipholena lamellipennis é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre ao sul do Rio Amazonas, do Rio Tapajós para leste até o Maranhão.

Anambé-de-rabo-branco {field 12}
  • Nome popular: Anambé-de-rabo-branco
  • Nome inglês: White-tailed Cotinga
  • Nome científico: Xipholena lamellipennis
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre ao sul do Rio Amazonas, do Rio Tapajós para leste até o Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutas, mas também come insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Anambé-de-rabo-branco {field 28}

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento. Tem o bico achatado com um base ampla distinto para aves do gênero, apresentando pequena curvatura na ponta. O macho é preto púrpura brilhante, além da cauda e a maior parte das asas, que são brancas. A fêmea é cinza na parte superior e mais pálida e manchada na parte inferior, com as asas pretas. Cauda é cinza. O bico os tarsos e pés pretos e a íris clara na cor amarela para ambos os sexos.

Anambé-de-rabo-branco {field 28}

Comentários:

Frequentam a copa e as bordas de florestas úmidas. Pouco se sabe sobre seu comportamento, porém acredita-se que seja semelhante ao do anambé-pompadora. Suas populações têm diminuído no leste do Pará e Maranhão, em consequência do desmatamento.

Anambé-de-rabo-branco {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Anambé-de-cara-preta – (Conioptilon mcilhennyi)

O anambé-de-cara-preta Conioptilon mcilhennyi é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia

Anambé-de-cara-preta {field 33}
  • Nome popular: Anambé-de-cara-preta
  • Nome inglês: Black-faced Cotinga
  • Nome científico: Conioptilon mcilhennyi
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no sudoeste amazônico nos estados do Acre e no extremo sudoeste do estado do Amazonas. Encontrado também no Peru e na Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de frutos mas também comem insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Anambé-de-cara-preta {field 32}

Características:

Mede em média 23 cm de comprimento. Tem a coroa a face e garganta negros. Partes superiores cinzas, mais escuras nas asas e cauda. Partes inferiores em cinza mais claro. Barriga e crisso brancos. As penas do peito apresentam um efeito flamulado.

Anambé-de-cara-preta {field 32}

Comentários:

Frequentam florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude.

Anambé-de-cara-preta {field 24}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Araponga-do-nordeste – (Procnias averano)

A araponga-do-nordeste Procnias averano é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, e na ilha de Trinidad.

Araponga-do-nordeste {field 32}
  • Nome popular: Araponga-do-nordeste
  • Nome inglês: Bearded Bellbird
  • Nome científico: Procnias averano
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre em Roraima, e, localmente, do Maranhão e Piauí para leste até Pernambuco e Alagoas. Encontra-se ameaçada de extinção nos estados mais ao sul da Região Nordeste. Encontrada, também, na Colômbia, Venezuela e Guiana.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente frutos, insetos e larvas. A partir do mês de novembro, no início das chuvas, alimenta-se do fruto da bacaba (Oenocarpus bacaba), período em que é facilmente avistada e ouvida.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito na forquilha dos galhos. Os filhotes nascem após 18 dias. Põe em média 2 ovos na cor de ferrugem.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Araponga-do-nordeste {field 32}

Características:

O macho mede em média 28 cm de comprimento e a fêmea mede 26,5 centímetros e pesa entre 125 e 178 gramas. O macho é branco acinzentado, com a cabeça marrom e as asas pretas, apresentando uma série de longas peles pendentes na região da garganta, onde não há penas e a fêmea é olivácea, com o alto da cabeça verde opaco, sem as peles na garganta.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Procnias averano averano (Hermann, 1783) – ocorre no Nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão e Piauí até o estado de Pernambuco, Alagoas e no leste do Pará;
  • Procnias averano carnobarba (Cuvier, 1816) – ocorre do Nordeste da Colômbia até o Norte da Venezuela, no Oeste da Guiana e na região adjacente do Brasil; ocorre também na ilha de Trinidad. Extremamente similar a subespécie averano, mas a plumagem do macho é acinzentada, ao invés de branca, como na subespécie nominal.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Araponga-do-nordeste {field 28}

Comentários:

Frequentam a copa e nas bordas de florestas úmidas e capoeiras. Varia de incomum a localmente comum. A vocalização estridente que ela emite, é como se alguém estivesse batendo numa bigorna.

Araponga-do-nordeste {field 34}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Araponga-da-amazônia – (Procnias albus)

A araponga-da-amazônia Procnias albus é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, nas Guianas e Venezuela.

Araponga-da-amazônia {field 19}
  • Nome popular: Araponga-da-amazônia
  • Nome inglês: White Bellbird
  • Nome científico: Procnias albus
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Ocorre localmente no Pará (Serra dos Carajás e Estação Ecológica do Jari) e Amazonas (baixo Rio Negro). Encontrado localmente também nas Guianas e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos diversos, geralmente em arvores altas.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Araponga-da-amazônia {field 19}

Características:

O macho mede em média 28 cm de comprimento e a fêmea 27 cm. O macho pesa entre 210 e 215 gramas e a fêmea pesa entre 219 e 222 gramas. O macho é completamente branco e apresenta um apêndice carnudo com origem na base do bico e pendurado para baixo geralmente pendente no lado direito do bico, (Ridgely, 2009). O bico curto e largo, os tarsos e os pés são escuros. A fêmea é verde-oliva nas partes superiores e amarelo pálido finamente estriado de verde-oliva nas partes inferiores. Apresenta uma vocalização bem marcante, bastante incomum para uma ave , semelhante a um alarme robótico, o som de conexão da antiga internet discada ou algum instrumento musical indiano, a qual pode ser ouvida à boa distância.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Procnias albus albus (Hermann, 1783) – ocorre do sudeste da Venezuela até as Guianas e o leste da Amazônia brasileira;
  • Procnias albus wallacei (Oren & Novaes, 1985) – ocorre no norte do Brasil, no leste do estado do Pará.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Araponga-da-amazônia {field 19}

Comentários:

Frequentam as copas e bordas da floresta úmida. Permanece imóvel por longos períodos. Varia de incomum a localmente comum.

Araponga-da-amazônia {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Corta-ramos – (Phytotoma rutila)

O corta-ramos Phytotoma rutila é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Corta-ramos {field 32}
  • Nome popular: Corta-ramos
  • Nome inglês: White-tipped Plantcutter
  • Nome científico: Phytotoma rutila
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Phytotominae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, somente no extremo sudoeste do Rio Grande do Sul, nos municípios de Aceguá, Uruguaiana, Candiota, Sant’Ana do Livramento, Dilermando de Aguiar, Jaguarão, Rio Grande e Barra do Quaraí.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de brotos, folhas, frutos e sementes, dentre elas as sementes de molho (Schinus molle) e do fruto do sarandi-vermelho (Phyllanthus sellowianus); também forrageia no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de taça sendo uma estrutura bem precária, feito de pequenos ramos e colocado em uma árvore ou em um arbusto, a baixa altura. O interior é coberto com pequenas raízes. Põe em média entre 2 e 4 ovos esverdeados com manchas negras e marrom. A incubação dura duas semanas. Os jovens são então alimentados por ambos os pais e deixam o ninho após cerca de duas semanas.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Corta-ramos {field 32}

Características:

Mede em média 19 cm de comprimento e pesa entre 30 e 57 gramas (Walther, 2016 em HBW). O macho tem a cabeça cinza chumbo com a parte frontal da cabeça de tijolo vermelho. Sua face é cinza chumbo. As asas são cinza escuras e apresentam duas barras brancas, sendo a mancha branca superior é bastante mais larga do que a barra inferior. O uropígio é cinza uniforme. A cauda é preta com as partes terminais das penas na cor branca. Seu peito e barriga são de coloração tijolo vermelho, semelhante a coloração da fronte. Os olhos são vermelhos. Tarsos e pés são cinza escuro. O bico preto é forte, cônico e curto. A fêmea tem a cabeça clara com forte estriado escuro. Seus olhos são marrom claro. Toda a parte de trás da plumagem apresenta estrias castanho-escuro e bege. Como na plumagem do macho, as asas da fêmea apresentam duas manchas brancas mas menos acentuadas do que no macho e as extremidades das penas terciárias são claras. A cauda é semelhante à cauda da ave do sexo masculino. O peito é bege com estrias marrom escuro o ventre também é estriado, mas as estrias se apresentam com menos intensidade e em menor número. O crisso é bege. Juvenis são parecido com fêmea.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Phytotoma rutila rutila (Vieillot, 1818) – ocorre no Chaco do Oeste do Paraguai, Oeste do Uruguai, no Norte da Argentina, na região Sul de Mendonza, La Pampa, Río Negro e Chubut; e no extremo Sul do Brasil;
  • Phytotoma rutila angustirostris (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre no planalto do Oeste da Bolívia, na região de La Paz, Santa Cruz e no Sul de Tarija; e no Noroeste da Argentina, na região de Pichanal, e no Norte da região de Salta

(Clements checklist, 2014).

Corta-ramos {field 11}

Comentários:

Frequentam florestas naturais, mas também pode ser encontrado em áreas agrícolas, em bosques isolados e também em jardins, principalmente na vegetação conhecida localmente como matos de espinilho, grupamentos de pequenas árvores espinhentas. No inverno, pequenos grupos são formados e as populações mais meridionais migram até o sul do Brasil. Costuma buscar o topo de uma árvore ou arbusto para vocalizar, faz sons que se assemelham a uma porta rangendo.

Corta-ramos {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Sabiá-pimenta – (Carpornis melanocephala)

O sabiá-pimenta Carpornis melanocephala é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica do Brasil., Ocorre de forma disjunta de Alagoas ao Paraná. ++Ameaçado de extinção++

Sabiá-pimenta {field 25}
  • Nome popular: Sabiá-pimenta
  • Nome inglês: Black-headed Berryeater
  • Nome científico: Carpornis melanocephala
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Rupicolinae
  • Habitat: Ocorre de forma disjunta de Alagoas ao Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, preferindo os da palmeira juçara. Coleta-os na ramagem, através de curtos voos de assalto. Já foi observado regurgitando as sementes da palmeira juçara, hábito comum aos tangarás.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho simples feito com folhas secas e alguns gravetos, colocado em galhos ou forquilhas de arbustos. Põe em geral apenas 1 ovo por ninhada.
  • Estado de conservação:

    Vulnerável

Sabiá-pimenta {field 25}

Características:

Mede em média 20 centímetros de comprimento, tem a cabeça toda negra azulada, incluindo nuca e garganta, como uma carapuça. O resto das partes das costas é verde oliváceo e o peito intercala tons também esverdeados, porém muito mais pálidos, tornando-se amarelados no abdômen, que é ligeiramente barrado na região próxima da coxa. As fêmeas são bastante parecidas: em vez do negro da cabeça, possui uma cor olivácea escura.

Sabiá-pimenta {field 28}

Comentários:

Frequentam principalmente em florestas primárias de baixada e na restinga. Pode ocorrer em florestas até 700 metros de altitude. É endêmico da Mata Atlântica. Responde bem à imitação de sua vocalização, aproximando-se rapidamente do observador para defender o seu território, demonstrando a sua irritação, muitas vezes, da copa das árvores. A espécie é sedentária, e frequentemente encontrada sozinha, seleciona certos locais da floresta para cantar.

Sabiá-pimenta {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Saudade-de-asa-cinza – (Lipaugus conditus)

A saudade-de-asa-cinza Lipaugus conditus é uma ave da família Cotingidae. Espécie endêmica do Estado do Rio de Janeiro

Saudade-de-asa-cinza Foto – Aisse Gaertner
  • Nome popular: Saudade-de-asa-cinza
  • Nome inglês: Gray-winged Cotinga
  • Nome científico: Lipaugus conditus
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cotinginae
  • Habitat: Espécie endêmica do Estado do Rio de Janeiro. Ocorre apenas na região serrana. Na Serra dos Órgãos, Serra do Tinguá e Pico da Caledônia
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos frutos.
  • Reprodução: Hábitos reprodutivos..
  • Estado de conservação: Muito vulnerável
Saudade-de-asa-cinza Aisse Gaertner

Características:

Tem a plumagem de coloração verde-oliva no dorso e mais amarelada na região do ventre. As asas são verde-oliva e as penas de voo são cinzentas.

Saudade-de-asa-cinza Aisse Gaertner

Comentários:

Frequenta as matas nebulosas, entre 1.800 e 2.000 metros de altitude, em montanhas de difícil acesso. É detectada mais facilmente pelo seu canto. Pode ser observada na copa da mata ou então em galhos expostos acima da linha das árvores. Vive solitária ou aos pares. Está ameaçada devido a incêndios florestais.

Saudade-de-asa-cinza Aisse Gaertner

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saudade-de-asa-cinza Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikiédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lipaugus_conditus Acesso em 13 de Agosto de 2009.
  • BirdLife International. 2009. Lipaugus conditus. The IUCN Red List of Threatened Species 2022: e.T22700721A216939985. Acesso 26 Fevereiro 2009.
  • Xeno-Canto – disponível em : https://xeno-canto.org/species/tijuca-condita Acesso em 23 de Março de 2006