Torom-carijó – (Hylopezus macularius)

O torom-carijó Hylopezus macularius é um da família Grallariidae. Ocorre no Brasil, Venezuela e Guianas.

Torom-carijó {field 20}
  • Nome popular: Torom-carijó
  • Nome inglês: Spotted Antpitta
  • Nome científico: Hylopezus macularius
  • Família: Grallariidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil ao norte do rio Amazonas e a leste dos rios Negro e Branco, nos estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Encontrado também na Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes, conseguidos revirando a folhagem do chão.
  • Reprodução: Reproduz-se….
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Torom-carijó {field 25}

Características:

Mede em média de 14 cm de comprimento. Tem a coroa cinza, e também um grande anel ocular bege. As costas são marrom oliváceas, coberteiras das asas com pequenas pontas beges. Garganta branca com estria malar negra, peito amarelado com grandes pintas negras formando estrias irregulares. Meio da barriga branco e final do ventre castanho. Pés compridos e rosados.

Torom-carijó {field 19}

Comentários:

Frequenta o interior ou as bordas de florestas úmidas de terra firme, particularmente nas áreas de clareiras com vegetação densa. É incomum. Vive solitário ou, com menor frequência, aos pares. É difícil de ser visualizado, o que geralmente ocorre quando está correndo no chão ou pulando próximo a este.

Torom-carijó {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pinto-do-mato – (Cryptopezus nattereri)

O pinto-do-mato Cryptopezus nattereri é uma ave da família Grallariidae. Conhecida também como torom-malhado, toróm-do-mato e tovaca-cantora.

Pinto-do-mato {field 11}
  • Nome popular: Pinto-do-mato
  • Nome inglês: Speckle-breasted Antpitta
  • Nome científico: Cryptopezus nattereri
  • Família: Grallariidae
  • Habitat: Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Encontrado também em uma pequena área do Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros artrópodes, caçados geralmente no solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho diretamente no solo, bem escondido entra a folhagem, tem formato de tigela aberta, e é feito com gravetos e fibras vegetais, Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada. O período reprodutivo vai de Outubro a Dezembro
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pinto-do-mato {field 11}

Características:

Mede em média 12cm de comprimento, é a menor espécie da família. Tem as pernas bem longas, corre ou voa curtas distâncias rente ao solo. Territorialista, defende seu território de aproximadamente 100m de extensão linear, atendendo rapidamente ao playback do seu canto gravado.

Pinto-do-mato {field 11}

Comentários:

Frequenta florestas de montanha entre 1000 e 1900m de altitude ou acima de 300m onde vive à pouca altura (em relação ao solo). Prefere matas primárias com sub-bosque aberto, frequentemente em áreas úmidas ao longo de riachos encachoeirados. Canta empoleirado, raramente no solo.

Pinto-do-mato {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Tovacuçu – (Grallaria varia)

O tovacuçu Grallaria varia é uma ave da família Grallariidae. Ocorre no Brasil, na região Norte, além das áreas remanescentes de Mata Atlântica no Nordeste, Sudeste e Sul.

Tovacuçu {field 33}
  • Nome popular: Tovacuçu
  • Nome inglês: Variegated Antpitta
  • Nome científico: Grallaria varia
  • Família: Grallariidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em grande parte da região Norte, além das áreas remanescentes de Mata Atlântica no Nordeste, Sudeste e Sul. Está ameaçada pela destruição das florestas tropicais.
  • Alimentação: Alimenta-se em geral de aranhas, escorpiões, centopeias, lacraias e insetos, e outros artrópodes. Captura suas presas sobre as folhas secas da mata. Também come sementes e bagas de caruru (Phytolacea decandra). Corre atrás das formigas de correição, procurando comer os insetos que são espantados por elas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela aberta feito de material seco (folhas e galhos), podendo ser colocado em cavidades em tocos, em folhas no chão da mata ou paus em baixa altura na vegetação, sempre próximo ao solo. Esta espécie põe dois ovos azul-esverdeados, semelhantes ao ovos de Tinamus. Os pais se revezam na construção do ninho e no cuidado com os filhotes. A eclosão dos ovos ocorre cerca de 20 dias após a fêmea botar o último ovo.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Tovacuçu {field 12}

Características:

Mede em média 21 cm de comprimento. É a maior espécie da família Grallariidae. Ave terrícola de cabeça e olhos grandes, corpo pequeno e cauda curta, pernas longas, fortes e esbranquiçadas. Pula pelo solo em postura reta e cauda levantada. O canto dessa ave é longo e de tom grave, e é emitido somente ao amanhecer e entardecer. Apesar de ser bastante ouvida em matas preservadas, é dificilmente observada. Ave de comportamento bastante tranquilo, dificilmente voa, desloca-se em 3 ou 4 passos e para. Se atraida por playback aproxima-se ficando sempre nas imediações.

Possui cinco subespécies:

  • Grallaria varia varia (Boddaert, 1783) – ocorre nas Guianas e no Brasil ao norte do rio Amazonas até o baixo rio Napo;
  • Grallaria varia cinereiceps (Hellmayr, 1903 ) – ocorre no extremo sul da Venezuela e na região adjacente do noroeste do Brasil e no nordeste do Peru;
  • Grallaria varia distincta (Todd, 1927) – ocorre no Brasil ao sul do rio Amazonas na região entre o rio Madeira e o rio Tapajós, até o estado do Mato Grosso;
  • Grallaria varia imperator (Lafresnaye, 1842) – ocorre no sudeste do Brasil dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o leste do Paraguai e norte da Argentina;
  • Grallaria varia intercedens (Berlepsch & Leverkühn, 1890) – ocorre no nordeste e sudeste do Brasil, do estado de Pernambuco até os estados da Bahia e Minas Gerais e provavelmente no estado do Espírito Santo.
Tovacuçu {field 12}

Comentários:

Frequentam florestas úmidas, tanto a Amazônica quanto a Atlântica. Vive em mata alta e sombria em diversos tipos de clima. Na Mata Atlântica do Sudeste é mais comum em áreas montanhosas.

Tovacuçu {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Torom-torom – (Myrmothera berlepschi)

O torom-torom Myrmothera berlepschi é uma ave da família Grallariidae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia.

Torom-torom {field 32}
  • Nome popular: Torom-torom
  • Nome inglês: Amazonian Antpitta
  • Nome científico: Myrmothera berlepschi
  • Família: Grallariidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil ao sul do rio Amazonas (AM, AC, RO, PA, MT). Encontrado também no Peru e na Bolívia.
  • Alimentação: Alimentam-se principalmente de insetos e outros artrópodes caçados geralmente no chão da floresta.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

Torom-torom {field 33}

Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. Tem postura ereta, cauda curta e pernas compridas. O alto da cabeça e costas são castanho escuros. Olhos escuros com uma área clara ao redor. A garganta pode ser branca ou bege, conforme a região. O peito é bege amarelado, com estrias irregulares e verticais, dando um aspecto de mármore bem característico. A barriga é branca e os pés rosados e as laterais do corpo também beges. Quando vocaliza incha as bochechas mostrando a pele rosada.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Myrmothera berlepschi berlepschi – ocorre do NE do Peru até o leste do Pará, sempre ao sul do rio Amazonas, e também na Bolívia;
  • Myrmothera berlepschi yessupi – ocorre no C e L do Peru e no SO da Amazônia brasileira (AC);
Torom-torom {field 11}

Comentários:

Frequentam o chão de bordas de floresta densas e em clareiras antigas.

Torom-torom {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Pompeu – (Hylopezus ochroleucus)

O pompeu Hylopezus ochroleucus é uma ave passeriforme da família Grallariidae. Conhecido também como torom-do-nordeste. Ocorre no Brasil, no Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia e norte de Minas Gerais.

Pompeu {field 32}
  • Nome popular: Pompeu
  • Nome inglês: White-browed Antpitta
  • Nome científico: Hylopezus ochroleucus
  • Família: Grallariidae
  • Habitat: Espécie endêmica do brasil com distribuições ao longo do bioma da caatinga, ocorrendo no Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia e norte de Minas Gerais (SICK, 2001).
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Cisca a maioria do tempo a serrapilheira em busca de alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho, feito com gravetos e folhas secas, colocado a pouca altura em arbustos.
  • Estado de conservação:

    Quase Ameaçada

Pompeu {field 32}

Características:

Tem o dorso verde-oliva e cinza. Apresenta uma discreta listra superciliar e inferior brancas com destaque para as manchas marrons e flancos rufos. As pernas são rosadas.

Pompeu {field 32}

Comentários:

Frequentam locais perto do solo em florestas decíduas ou semi-decíduas, incluindo a caatinga. Normalmente muito tímidos e de difícil avistamento, mas em certas ocasiões podem se mostrar alegres e de fácil observação.

Pompeu {field 33}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências