Bico-virado-carijó – (Xenops rutilans)

O bico-virado-carijó é uma ave da família Xenopidae. Ocorre em praticamente todo o Brasil, pouco visto na Amazônia e Caatinga, observado com maior frequência na Mata Atlântica, nas regiões Sul e Sudeste.

Bico-virado-carijó Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Bico-virado-carijó
  • Nome inglês: Streaked Xenops
  • Nome científico: Xenops rutilans
  • Família: Xenopidae
  • Habitat: Espécie mais amplamente distribuída do gênero. Encontrado praticamente em todo o Brasil, pouco visto na Amazônia e Caatinga. A maior parte foi observada na Mata Atlântica, na região Sul e Sudeste.
  • Alimentação: Costuma “escalar” as árvores á procura de pequenos insetos, larvas
  • Reprodução: Fazem o ninho em buracos de árvores, geralmente abandonados por pica-paus
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bico-virado-carijó Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede 12 centímetros. Apresenta um estriado das partes inferiores em contraste com as costas imaculadas.

Possui onze subespécies:

  • Xenops rutilans septentrionalis (J.T. Zimmer, 1929) – ocorre na Costa Rica e no Panamá, na região de Chiriquí;
  • Xenops rutilus incomptus (Wetmore, 1970) – ocorre no extremo leste do Panamá, na região de Cerro Pirre;
  • Xenops rutilans phelpsi (Meyer de Schauensee), 1959) – ocorre nas montanhas Santa Marta no norte da Colômbia;
  • Xenops rutilans perijanus (Phelps, Sr. & Phelps, Jr., 1954) – ocorre nos montes Perijá e no leste da cordilheira dos Andes da Venezuela, na região de Táchira e no nordeste da Colômbia, na região de Santander;
  • Xenops rutilans heterurus (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre no norte da Venezuela, na ilha de Trinidad no Caribe e a leste da cordilheira dos Andes da Colômbia, e no nordeste do Equador;
  • Xenops rutilans guayae (Hellmayr, 1920) – ocorre nas planícies do oeste do Equador e noroeste do Peru, nas regiões de Tumbes e Piura;
  • Xenops rutilans peruvianus (J.T. Zimmer, 1935) – ocorre no sopé da cordilheira dos Andes do Equador e do Peru;
  • Xenops rutilans purusianus (Todd, 1925) – ocorre no extremo leste do Peru, na região central do Brasil, do rio Purus até o rio Tapajós e no nordeste da Bolívia, na região de Pando;
  • Xenops rutilans connectens (Chapman, 1919) – ocorre da Bolívia até o noroeste da Argentina;
  • Xenops rutilans chapadensis (J.T. Zimmer, 1935) – ocorre no leste da Bolívia, na região de Beni e no sudoeste do Brasil, nos estados de Rondônia e Mato Grosso e Goiás até os estados do Maranhão e Piauí;
  • Xenops rutilans rutilans (Temminck, 1821) – ocorre no sudeste do Brasil, desde o estado da Bahia até o centro-norte do Paraguai e nordeste da Argentina, nas províncias de Misiones e Corrientes.
Bico-virado-carijó Foto – Edgard Thomas
Comentários:

Ocorre em todas as matas úmidas, evitando adentrar em áreas excessivamente abertas. Apresenta hábitos semelhantes a outras espécies do gênero Xenops.

Bico-virado-carijó Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/bico-virado-carijo Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Streaked_xenops Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Bico-virado-miúdo – (Xenops minutus)

O bico-virado-miúdo Xenops minutus é uma ave da família Xenopidae. Ocorre na América Central e do Sul, do México á Argentina.

Bico-virado-miúdo {field 20}
  • Nome popular: Bico-virado-miúdo
  • Nome inglês: Plain Xenops
  • Nome científico: Xenops minutus
  • Família: Xenopidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em duas regiões, em toda a Amazônia, estendendo-se ao sul até Goiás e Mato Grosso e na Mata Atlântica, de Pernambuco a Santa Catarina. Encontrado também do México ao Panamá, nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros artrópodes. Procura alimento em ramos pendentes e emaranhados de cipós, deslocando-se de um lado a outro com rapidez, às vezes batendo com o bico e removendo pequenos pedaços de casca de árvores para capturá-los. É comum colocar-se de cabeça para baixo enquanto busca alimento na vegetação.
  • Reprodução: Reproduz-se fazendo o ninho em buracos no tronco de árvores mortas, de 1 a 10 m de altura. Põe em média 2 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Bico-virado-miúdo {field 11}

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento. A mandíbula inferior curvada para cima é a característica que o distingue. Tem a estria malar branca bem visível. Tem a cauda marrom com as penas externas negras. Linha superciliar branca bem comprida. Tem plumagem bem uniforme, apenas um pouco estriada na garganta e no píleo.

Possui onze subespécies reconhecidas:

  • Xenops minutus minutus – ocorre desde a Bahia até o sul do Brasil, em SC. Também no NE da Argentina e Paraguai;
  • Xenops minutus alagoanus – ocorre no NE do Brasil entre o RN e AL;
  • Xenops minutus genibarbis – ocorre no norte do Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira até o Maranhão;
  • Xenops minutus remoratus – ocorre no L da Colômbia, S da Venezuela e NO do Amazonas;
  • Xenops minutus ruficaudus – ocorre ao norte do rio Amazonas (AM, RR, PA e AP) além de Venezuela e Guianas;
  • Xenops minutus obsoletus – ocorre no Equador, Peru, N da Bolívia e região adjacente no Brasil, ao sul da Amazônia (AM, AC) à esquerda do rio Madeira;
  • Xenops minutus mexicanus – ocorre no sul do México até Honduras;
  • Xenops minutus littoralis – ocorre do Panamá até o O do Equador;
  • Xenops minutus neglectus – ocorre no norte da Colômbia e N da Venezuela;
  • Xenops minutus ridgwayi – ocorre da Nicarágua, Costa Rica e O do Panamá;
  • Xenops minutus olivaceus – ocorre nas terras baixas do NE da Colômbia;
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Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, bordas de florestas e capoeiras adjacentes. Vive desacompanhado de indivíduos da mesma espécie, porém participa com frequência de bandos mistos de insetívoros, nos estratos inferior e médio da vegetação. Costuma se dependurar nos poleiros horizontais, apoiando, de forma curiosa, os dois pés na extremidade terminal do galho.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências