Balança-rabo-de-máscara – (Polioptila dumicola)

O balança-rabo-de-máscara Polioptila dumicola é uma ave da família Polioptilidae Ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil.

balanca-rabo-de-mascara Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Balança-rabo-de-máscara
  • Nome inglês: Masked Gnatcatcher
  • Nome científico: Polioptila dumicola
  • Família: Polioptilidae
  • Habitat: No Brasil podemos encontrá-los no Pará, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina). Ocorre também na Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai.
  • Alimentação: Espécie insetívora, além de insetos come também larvas e besouros.
  • Reprodução: Constrói o ninho é delicado, parecendo com o ninho dos beija-flores. Ele é dissimulado, por fora, por liquens presos por teias de aranha.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
balanca-rabo-de-mascara Foto – Edgard Thomas

Características:

Mede em média 12 cm de comprimento, e pesa menos de 7 gramas. A parte superior é cinzenta e a parte inferior é branca (cinzento azulado na região sul). O macho tem uma máscara negra no rosto. Tem o canto bonito e na primavera está sempre cantando bem suavemente.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Polioptila dumicola dumicola (Vieillot, 1817) – ocorre do extremo sul do Brasil até a Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.
  • Polioptila dumicola berlepschi (Hellmayr, 1901) – ocorre na região centro-oeste do Brasil, do norte do estado de Goiás, sudeste do Pará até o estado do Mato Grosso e no leste da Bolívia.
  • Polioptila dumicola saturata (Todd, 1946) – ocorre no planalto da Bolívia, na região de Cochabamba.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

balanca-rabo-de-mascara Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Freqüenta campos abertos, entre árvores espinhentas. Ocorre no cerrado e em áreas urbanas. Vive abertamente na copa das árvores, exposto ao vento e à forte insolação. Aprecia regiões áridas. Mantém a cauda em constante movimento, quer vertical, quer lateralmente. Se excitado abre a mesma em leque, mostrando a contrastante coloração branca e preta.

balanca-rabo-de-mascara Foto – Claudio Lopes

Referências bibliográficas:

Balança-rabo-do-nordeste – (Polioptila atricapilla)

O balança-rabo-do-nordeste Polioptila atricapilla é uma ave passeriforme da família Polioptilidae. Ocorre no Brasil, no Nordeste desde o Maranhão até o norte de Minas Gerais.

Balança-rabo-do-nordeste {field 11}
  • Nome popular: Balança-rabo-do-nordeste
  • Nome inglês: White-bellied Gnatcatcher
  • Nome científico: Polioptila atricapilla
  • Família: Polioptilidae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste desde o Maranhão até o norte de Minas Gerais. É considerado comum em áreas de Caatinga. ESPÉCIE ENDÊMICA DO BRASIL.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela, feitos com fibras vegetais e e penas forrado com materiais macios, geralmente preso em arbustos ou cactos a pouca altura. Põe em média 3 ou 4ovos por ninhada. Macho e a fêmea se revezavam para chocar os ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Balança-rabo-do-nordeste {field 23}

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento e pesa entre 4,8 e 8 gramas. O macho tem o alto da cabeça preto brilhante, costas cinzas azuladas, asas negras com contornos brancos nas penas de voo, partes inferiores brancas ou cinza bem claro, cauda negra com penas mais externas brancas. Fêmea como o macho mas o alto da cabeça é cinza e não negro.

Balança-rabo-do-nordeste {field 23}

Comentários:

Frequentam na caatinga os mais variados tipos de ambientes, como matas arbustivas, matas arbóreas, capoeiras, matas ciliares, campos com presença de arbustos, e até zonas urbanas arborizadas. São extremamente ativos durante as primeiras horas do dia, pulando incansavelmente entre os galhos dos arbustos atrás de possíveis alimentos. São encontrados geralmente em casais e em pequenos grupos de até cinco indivíduos.

Balança-rabo-do-nordeste {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chirito – (Ramphocaenus melanurus)

O chirito Ramphocaenus melanurus é uma ave da família Polioptilidae. Ocorre desde o México pela América Central, América do Sul até ao sul do Brasil.

Chirito {field 12}
  • Nome popular: Chirito
  • Nome inglês: Long-billed Gnatwren
  • Nome científico: Ramphocaenus melanurus
  • Família: Polioptilidae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e do Rio Grande do Norte a Santa Catarina. Encontrado também do México ao Panamá e em todos os demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas, insetos e outros artrópodes. Pula entre os emaranhados de vegetação em busca de alimento. Às vezes participa de bandos mistos de insetívoros.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em emaranhados de cipós, em formato de xícara e forrado no interior. Põe em média 2 ovos brancos pontilhados de marrom avermelhado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chirito {field 11}

Características:

Mede em média 13 cm de comprimento e pesa 9 gramas. Cor predominante marrom por cima e esbranquiçado a bege por baixo, dependendo da ssp. É uma ave minúscula, e boa parte do comprimento do seu corpo se deve ao tamanho do bico e do rabo, ambos longos e finos.

Possui dez subespécies reconhecidas:

  • Ramphocaenus melanurus melanurus (Vieillot, 1819) – ocorre na região costeira do Nordeste do Brasil desde Pernambuco até São Paulo.
  • Ramphocaenus melanurus pallidus (Todd, 1913) – ocorre no Nordeste da Colômbia a Leste da Cordilheira dos Andes até o Norte da Venezuela (a Leste da região de Falcón até Miranda);
  • Ramphocaenus melanurus trinitatis (Lesson, 1839) – ocorre na porção Tropical do Leste da Colômbia na região de Meta até o Nordeste da Venezuela; e também na Ilha de Trinidad;
  • Ramphocaenus melanurus albiventris (P. L. Sclater, 1883) – ocorre no Sul da Venezuela, na região Leste de Bolívar até as Guianas e o Nordeste do Brasil;
  • Ramphocaenus melanurus duidae (Zimmer, 1937) – ocorre na porção Tropical do Nordeste do Equador até o Sul da Venezuela nas regiões de Amazonas e Bolívar;
  • Ramphocaenus melanurus badius (Zimmer, 1937) – ocorre no Sudeste do Equador até o Nordeste do Peru ao Norte do Río Marañón;
  • Ramphocaenus melanurus amazonum (Hellmayr, 1907) – ocorre no Leste do Peru (na margem direita do alto Río Ucayali) e na região adjacente no Noroeste do Brazil;
  • Ramphocaenus melanurus sticturus (Hellmayr, 1902) – ocorre no Sudoeste do Brasil;
  • Ramphocaenus melanurus austerus (Zimmer, 1937) – ocorre no Brasil, no Leste do Pará até o Norte do Maranhão;
  • Ramphocaenus melanurus obscurus (Zimmer, 1931) – ocorre na porção Tropical do Leste do Peru da região de Loreto até o Norte da Bolívia na região de La Paz.
Chirito {field 23}

Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas e capoeiras, emaranhados de cipós e taquarais nas bordas e arbustos em clareiras. Vive solitário, aos pares ou em pequenos grupos familiares.

Chirito {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências