Maria-preta-bate-rabo – (Knipolegus aterrimus)

A maria-preta-bate-rabo Knipolegus aterrimus é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

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  • Nome popular: Maria-preta-bate-rabo
  • Nome inglês: White-winged Black-Tyrant
  • Nome científico: Knipolegus aterrimus
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Fluvicolinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, na fronteira com a Bolívia, no Mato Grosso do Sul. Encontrado também na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos. Pousa a meia altura em árvores e arbustos, de onde realiza voos curtos para capturar alimento no ar.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o solo ou entre touceiras de capim. O ninho é um hemisfério perfeito, feito de capim e forrado com penas e pelos onde põe dois ou três ovos brancos com pintas avermelhadas em uma das extremidades.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. Apresenta plumagem negra, tarsos negros, bico anegrado, íris marrom e conspícuo branco nas rêmiges quando alça voo. Quanto ao tamanho era um pouco menor que a maria-preta-de-penachoKnipolegus lophotes. A cabeça possui um formato quase quadrado, devido a presença de penas mais alongadas que se destacam no alto da cabeça (sobre os olhos) e a na nuca. Essa crista rudimentar lembra aquela da maria-preta-de-garganta-vermelhaKnipolegus nigerrimus.

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Comentários:

Frequentam campos sujos, campos cerrados e carrascais do Chaco paraguaio-boliviano. É parcialmente migratória durante o inverno autral.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Maria-preta-do-sul – (Knipolegus hudsoni)

A maria-preta-do-sul Knipolegus hudsoni é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia e Peru. Espécie migrante.

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  • Nome popular: Maria-preta-do-sul
  • Nome inglês: Hudson’s Black-Tyrant
  • Nome científico: Knipolegus hudsoni
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Fluvicolinae
  • Habitat: Ocorre no Rio Grande do Sul no oeste de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. Encontrado também na Argentina, Bolívia, e Peru.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de insetos, quando procuram alimento são sempre muito discretos e costumam forragear nas folhas perto do solo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho moldado em forma de taça, que é normalmente colocado numa pequena árvore ou um arbusto, uma altura modesta a partir do solo. O tamanho da ninhada, período de incubação e tempo de permanência no ninho não são conhecidos.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede 15,5 centímetros de comprimento. Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho da maria-preta-do-sul tem plumagem preto brilhante. Nas asas apresenta uma grande mancha branca sob as assas que atravessa as teias internas das rêmiges primárias. Possui duas manchas brancas escondidas em cada lado da parte inferior das costas, estas manchas são bastante visíveis quando a ave está voando, mas isso pode passar despercebido quando o pássaro está empoleirado. As íris são marrom escuras, quase negras, o bico é azul-cinzento com uma ponta preta. Os tarsos e pés são pretos. A fêmea é marrom acinzentado acima do qual torna-se castanho avermelhado no uropígio e na base da cauda superior. As penas têm uma banda terminal preta. As asas escuras apresentam barras alares na coloração camurça. A parte inferior, (peito e ventre) é estriado com manchas escuras. As estrias são menos intensas no ventre.

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Comentários:

Frequentam os campos sujos do Sul, os cerrados, o Pantanal, e outras áreas abertas.

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Áreas de ocorrência no Brasil.

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências