Garça-vaqueira – (Bubulcus ibis)

A Garça-vaqueira Bubulcus ibis é uma ave da família Ardeidae. É uma espécie recém-chegada ao continente americano, vinda da África. No continente africano está sempre associada às manadas dos grandes herbívoros, apanhando gafanhotos e outros insetos espantados pelo deslocamento dos animais na savana.Também conhecida como garça-carrapateira, garça-boiadeira e garça-boieira.
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  • Nome popular: Garça-vaqueira
  • Nome inglês: Cattle Egret
  • Nome científico: Bubulcus ibis
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil. Atravessou o Atlântico há pelo menos 100 anos, com registros iniciais na região do Caribe. Espalhou-se rapidamente pelo continente e hoje ocupa todas as áreas abertas onde o gado esteja presente, ajudando a controlar gafanhotos e cigarrinhas nas pastagens. Em 1965 foi registrada pela primeira vez no Brasil, na Ilha de Marajó. É mais numerosa no Pantanal.
  • Alimentação: Caça seu alimento longe da água. É uma garça insetívora, principalmente dos insetos espantados pelos pastadores; essa garça tem também uma fonte de alimentação nas moscas do dorso destes animais.
  • Reprodução: Nidifica em colônias mais ou menos numerosas (de dezenas a milhares de indivíduos), em árvores ou arbustos, próximo de lagos e rios. A construção do ninho é feita por ambos os progenitores, embora com tarefas distintas. A fêmea encarrega-se da construção propriamente dita, enquanto o macho recolhe o material para a construção. A fêmea deposita 4 ou 5 ovos, que são alternadamente incubados por ambos, num período de 22 a 26 dias. As crias abandonam o ninho ao fim de 30 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Apresenta um comprimento de 48 a 53 centímetros. Sua envergadura vai de 90 a 96 centímetros, tendo um peso de 300 a 400 gramas. Alcança uma longevidade de 15 anos. O adulto apresenta dois tipos de plumagem. Na plumagem reprodutiva, podem ser facilmente identificados pela sua coroa, peito e costas de coloração laranja pálido. Quando em plena condição de reprodução, o bico curto torna-se laranja-avermelhado com a ponta amarela, o olho muda de amarelo para avermelhado e as pernas apresentam coloração rosada (embora inicialmente elas possam ser amarelas). Na plumagem não reprodutiva sua plumagem é completamente branca, seu bico curto é amarelo e suas pernas apresentam coloração esverdeada escura.

Possui três subespécies:
  • Bubulcus ibis ibis (Linnaeus, 1758) ocorre América do Norte, em geral, não no oeste ou norte; na Eurásia, embora geralmente não no leste; na África, Austrália e em partes da América do Sul. É nativa da África e do sul da Espanha. (Hancock e Elliott, 1978); foi introduzida no Havaí;
  • Bubulcus ibis seychellarum (Salomonsen, 1934) ocorre nas Ilhas Seychelles.
  • Bulbucus íbis coromandus (Boddaert, 1783) – ocorre no sul e leste da Ásia, do Paquistão até o Japão; tem expandido sua presença para a Austrália e Nova Zelândia.
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Comentários:

Procura alimento, de um modo geral, em espaços secos, campos de cultivo, podendo, no entanto, ser encontrada nas margens de lagos e pântanos. É capaz de subsistir em zonas secas, sem nenhuma água, durante um espaço de tempo relativamente longo. Frequentemente avistada entre o gado que pasta ou atrás das máquinas agrícolas que lavram a terra. Seu voo é com batimento lento, poderoso e regular das asas, com o pescoço retraído e as patas projetadas. Ativa e de grande mobilidade. Voa em bandos pouco ordenados.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/garca-vaqueira Acesso em 08 Setembro de 2016.

Socó-dorminhoco – (Nycticorax nycticorax)

O socó-dorminhoco Nycticorax nycticorax, é uma ave da família Ardeidae. Também conhecido como savacu, é uma garça de médio porte encontrada em grande parte do mundo, exceto em regiões mais frias e na Austrália
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  • Nome popular: Socó-dorminhoco
  • Nome inglês: Black-crowned Night-Heron
  • Nome científico: Nycticorax nycticorax
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Presente em quase todo o Brasil com ampla distribuição geográfica, ocorrendo do Canadá à Terra do Fogo e no Velho Mundo.
  • Alimentação: Alimenta-se de peixes, anfíbios, crustáceos, insetos, pequenos répteis, pequenos mamíferos e filhotes de outras aves. Pesca às vezes sobrevoando águas profundas.
  • Reprodução: Reproduz-se entre setembro e janeiro. Macho e fêmea participam da construção do ninho, da incubação de até cinco ovos assincrônicos, de cor esverdeada ou verde-azulada, entre 21 a 24 dias, com os filhotes permanecendo entre 30 a 50 dias no ninho. Reproduz-se em colônias, em ninhos construídos entre 1 e 7 metros de altura. Geralmente nidifica em colônias mistas de tamanho e densidade variáveis. Os filhotes começam a nascer em novembro, culminando o abandono da colônia em meados de janeiro. O principal predador da colônia é o urubu, que preda os ovos no início da temporada e os filhotes no final.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Os adultos medem aproximadamente 64 cm de comprimento e pesam 800 g. Eles têm as costas e a coroa pretas, as asas de cor cinza-pálido, a parte de baixo do corpo branca, olhos vermelhos e pequenas pernas amarelas. Durante a reprodução, aparecem na parte de trás da cabeça duas ou três longas penas brancas. Os sexos são similares em aparência, embora os machos sejam levemente maiores.

Possui quatro subespécies reconhecidas:
  • Nycticorax nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) – ocorre na Eurásia até a Indonésia, África e na ilha de Madagascar.
  • Nycticorax nycticorax falklandicus (Hartert, 1914) – ocorre nas Ilhas Malvinas.
  • Nycticorax nycticorax hoactli (Gmelin, 1789) – ocorre do sul do Canadá até o norte da Argentina e Chile e em todo o Brasil.
  • Nycticorax nycticorax obscurus (Bonaparte, 1855) – ocorre do norte do Chile e Argentina até a Terra do Fogo.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Habita bordas de lagos, lagoas e rios. Ave de hábito noturno e crepuscular. Durante o dia repousa em galhos de grandes árvores. Tem hábito de colocar o bico sobre o peito verticalmente para dormir. O savacu fica parado na beira da água e espera para emboscar sua presa, principalmente de noite e no início da manhã. Ele se alimenta principalmente de pequenos peixes, crustáceos, sapos, insetos aquáticos, pequenos mamíferos e pequenos pássaros. Ele está entre as sete espécies de garça observadas usando isca para pescar; atraindo ou distraindo peixes jogando comida ou objetos flutuantes não comestíveis na água

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/soco-dorminhoco Acesso em 18 Março de 2012.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Soc%C3%B3-dorminhoco Acesso em 31 de Outubro de 2012.

Maria-faceira – (Syrigma sibilatrix)

A Maria-faceira é uma ave da família Ardeidae. Ocorre da Venezuela e Colômbia ao Paraguai, Bolívia, Argentina e no Brasil.
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  • Nome popular:
  • Nome inglês: Whistling Heron
  • Nome científico: Syrigma sibilatrix
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Encontra-se na Venezuela, Colômbia, Paraguai, Bolívia e Argentina. No Brasil, é encontrada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. É a única garça originalmente brasileira que vive tanto em locais alagados quanto em locais secos, estando presente até mesmo em áreas de caatinga. Costuma viver sozinha ou aos pares em territórios fixos.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, anfíbios e peixes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores tendo como material básico para a construção do ninho gravetos dispostos de forma pouco organizada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Simplesmente inconfundível. É a única garça brasileira com este padrão de coloração. O nome comum está ligado às cores espetaculares da cabeça: face azul-clara coroa e crista acinzentadas e bico róseo com mancha azul-violeta na ponta. A plumagem da garganta, pescoço e partes inferiores é amarelada, enquanto o dorso é cinza-claro. As cores do juvenil são mais esmaecidas, mas, fora isso, é idêntico aos adultos. Os casais permanecem juntos a maior parte do tempo, mantendo contato em voo com um chamado especial, um sibilo melodioso e longo.

Tem 2 subespécies reconhecidas:
  • Syrigma sibilatrix sibilatrix (Temminck, 1824) – ocorre ao sul da América do Sul, planícies alagadas da Bolívia, Paraguai, centro, sudeste e sul do Brasil e nordeste da Argentina. Esta subespécie é semelhante à subespécie do norte, mas a coroa é mais negra e menos azul-ardósia; as coberteiras das asas são distintamente rosa-acanelado com estrias pretas mais largas; pescoço e peito verde-oliva claro em vez de amarelo-mel claro; comprimento médio do bico mais curto (Blake 1977).
  • Syrigma sibilatrix fostersmithi (Friedmann, 1949) – ocorre no norte da América do Sul, leste da Colômbia e Venezuela. Esta subespécie é semelhante à subespécie nominal, mas a coroa é mais ardósia azulada, menos enegrecida; as coberteiras das asas são mais amareladas e menos canela rosadas com estrias pretas mais estreitas; pescoço e peito amarelo mel claro, não amarelo esverdeado e a média dos bicos é mais longa (Blake 1977).

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Maria-faceira é uma ave da família Ardeidae. É a única garça brasileira com este padrão de coloração, o nome comum está ligado às cores espetaculares da cabeça: face azul-clara coroa e crista acinzentadas e bico róseo com mancha azul-violeta na ponta. A plumagem da garganta, pescoço e partes inferiores é amarelada, enquanto o dorso é cinza-claro, quando jovem tem cores mais esmaecidas. Os casais permanecem juntos, passando a maior parte do tempo no solo á procura de alimentos que podem se insetos, anfíbios, pequenos peixes e minhocas. É uma das primeiras espécies de aves a colonizar áreas recém-queimadas e aparentemente sua distribuição vem aumentando em função do desmatamento. Podemos encontrá-la na Venezuela, Colômbia, Paraguai, Bolívia, Argentina e no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul tanto em locais alagados quanto em locais secos, estando presente até mesmo em áreas de caatinga. Mesmo vivendo a maior parte do tempo no solo esta ave constrói o ninho em árvores, utilizando basicamente gravetos para a construção do ninho não muito organizado.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/maria-faceira Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Wikipédia disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Syrigma_sibilatrix Acesso em< 08 de Setembro de 2011./li>

Socozinho – (Butorides striata)

O socozinho é uma ave da família Ardeidae. Conhecido também como socó-estudante, soco-í e socó-mirim, socó-mijão e socó-tripa. Ocorre em todo o Brasil e nas regiões de clima quente ao redor do planeta, na América, África, Ásia, Austrália e ilhas do oeste do Oceano Pacífico
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  • Nome popular: Socozinho
  • Nome inglês: Striated Heron
  • Nome científico: Butorides striata
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Presente em todo o Brasil e nas regiões de clima quente ao redor do planeta, na América, África, Ásia, Austrália e ilhas do oeste do Oceano Pacífico.
  • Alimentação: Alimenta-se de peixes, insetos aquáticos (imagos e larvas), caranguejos, moluscos, anfíbios e répteis. Permanece imóvel por longos períodos, empoleirado sobre a água ou em suas proximidades, à espera de presas.
  • Reprodução: Vive solitário o ano inteiro. No período reprodutivo, costuma fazer seu ninho separado das demais aves da família ou mesmo da espécie, sendo raro encontrar colônias desse socó. Não chega a desenvolver uma plumagem especial de reprodução como as garças. A íris e as pernas ficam vermelhas nessa fase. Constrói seu ninho sobre árvores ou arbustos nos brejais. Os ovos são esverdeados ou verde-azulados (às vezes brancos ou esbranquiçados), uniformes. Põe 3 ou 4 ovos por ninhada. O período de incubação é de 21 a 23 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 35 centímetros. É inconfundível, devido às suas pernas curtas e amarelas e pelo seu andar agachado. Pode exibir um eriçado topete azulado quando agitado.

Possui vinte subespécies:
  • Butorides striata striata (Linnaeus, 1758) – ocorre no leste do Panamá e em toda a América do Sul até o norte da Argentina e do Chile;
  • Butorides striata atricapilla (Afzelius, 1804) – ocorre da África ao Sul ao Deserto do Saara e nas ilhas do Golfo da Guiné;
  • Butorides striata javanica (Horsfield, 1821) – ocorre em Taiwan, nas Filipinas e em Sulawesi;
  • Butorides striata chloriceps (Bonaparte, 1855) – ocorre no subcontinente indiano, em Sri Lanka e nas ilhas Lacadivas;
  • Butorides striata brevipes (Hemprich & Ehrenberg, 1833) – ocorre no Mar Vermelho e no norte da Somália.
  • Butorides striata amurensis (Schrenck, 1860) – ocorre na Manchúria até o nordeste da China, no Japão e nas ilhas Ryukyu e Bonin;
  • Butorides striata rutenbergi (Hartlaub, 1880) – ocorre em Madagascar;
  • Butorides striata crawfordi (Nicoll, 1906) – ocorre em Aldabra e nas ilhas Amirante;
  • Butorides striata rhizophorae (Salomonsen, 1934) – ocorre nas ilhas Comores;
  • Butorides striata degens (Hartert, 1920) – ocorre nas ilhas Seycheles;
  • Butorides striata albolimbata (Reichenow, 1900) – ocorre na ilha de Diego Garcia, na ilha de Chagos e no arquipélago das Maldivas;
  • Butorides striata actophila (Oberholser, 1912) – ocorre do leste da China até o norte do Vietnam e no norte de Myanmar;
  • Butorides striata spodiogaster (Sharpe, 1894) – ocorre nas ilhas Andaman, Nicobar e nas ilhas a oeste de Sumatra;
  • Butorides striata moluccarum (Hartert, 1920) – ocorre nas ilhas Molucas;
  • Butorides striata papuensis (Mayr, 1940) – ocorre nas ilhas Aru e no noroeste da Nova Guiné;
  • Butorides striata idenburgi (Rand, 1941) – ocorre na região norte e central da Nova Guiné;
  • Butorides striata stagnatilis (Gould, 1848) – ocorre no nordeste da Austrália;
  • Butorides striata macrorhyncha (Gould, 1848) – ocorre no leste de Queensland, na Nova Caledônia e nas ilhas Loyalty;
  • Butorides striata solomonensis (Mayr, 1940) – ocorre na Melanésia (de New Hanover até o oeste de Fiji);
  • Butorides striata patruelis (Peale, 1848) – ocorre no Taiti, nas ilhas Sociedade.
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Comentários:

Pode ser encontrado em praticamente qualquer lugar onde haja água, tanto no interior do continente como nos manguezais. É migratório. Anda como se se esgueirasse, a passos largos e como se observasse um perigo ou uma oportunidade. Voa devagar, com o pescoço encolhido e as pernas esticadas. Para dormir, não volta a cabeça para trás, e sim mantém o bico dirigido para a frente. Costuma colocar o bico verticalmente para baixo de encontro ao peito dentre a plumagem, o qual oculta completamente. Gosta de dias chuvosos e escuros, sentindo-se à vontade tanto com espécies noturnas como diurnas.

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Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/socozinho Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • SESC – Guia de Aves do Pantanal, Socozinho – Disponível em: http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm Acesso em 08 de Setembro de 2011.

Garça-branca-pequena – (Egretta thula)

A garça-branca-pequena Egretta thula é uma ave da família Ardeidae. Ocorre desde o sudoeste dos Estados Unidos e Antilhas à quase totalidade da América do Sul. No Canadá, só é encontrada na Nova Escócia e apenas no verão. Encontrada também em todo o Brasil.

Garça-branca-pequena Foto – Paulo Dias
  • Nome popular: Garça-branca-pequena
  • Nome inglês: Snowy Egret
  • Nome científico: Egretta thula
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre desde o sudoeste dos Estados Unidos e Antilhas à quase totalidade da América do Sul. No Canadá, só é encontrada na Nova Escócia e apenas no verão. Encontrada também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de peixes de água doce e marinhos de forma bastante ativa. Aprecia também insetos, larvas, moluscos, vermes, caranguejos e outros crustáceos, anfíbios e pequenos répteis.
  • Reprodução: O casal constrói uma plataforma de galhos secos sobre uma árvore, geralmente próxima à água e raramente aninha no solo. O macho traz os materiais (galhos) para a fêmea, que constrói o ninho. A fêmea põe, com 2 ou 3 dias de intervalo, de 3 a 7 ovos esverdeados ou verde-azulados que medem cerca de 43 por 32 milímetros cada um. Estes ovos são incubados pelo casal durante 25 a 26 dias e, quando nascem os filhotes, que são nidícolas, os pais fornecem-lhes alimento regurgitado. A época de reprodução varia de acordo com a região, sendo que na América do Sul vai de novembro a janeiro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Garça-branca-pequena Foto – Paulo Dias

Características:

Mede entre 55 e 65 cm, com envergadura de um metro e peso de cerca de 370 gramas, com machos ligeiramente maiores que fêmeas. Totalmente branca, bico preto com uma mancha amarela em sua base; íris e loro amarelos; pernas longas, comparativamente delgadas, pretas, com pés amarelos brilhantes.

Garça-branca-pequena Foto – Paulo Dias

Comentários:

Frequenta bordas de lagos, rios, banhados e à beira-mar. Comum em manguezais, estuários e poças de lama na costa, sendo menos numerosa em pântanos e poças de água doce. Também pode ser encontrada em pastagens, pisciculturas, arrozais, canais, etc. Em alguns vales da Cordilheira dos Andes peruanos, é comumente observada até 4000 m de altitude. Vive em grupos e migra em pequenas distâncias para dormir.

Garça-branca-pequena Foto – Paulo Dias

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/garca-branca-pequena Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gar%C3%A7a-branca-pequena Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Arapapá – (Cochlearius cochlearius)

O Arapapá Cochlearius cochlearius é uma ave da família Ardeidae. Conhecido popularmente como savacu, colhereiro, arataiá, arataiaçu, socó-de-bico-largo, tamatiá e tamatião. Ocorre do México à Argentina, em quase toda a América Central e do Sul.

Arapapá Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Arapapá
  • Nome inglês: Boat-billed Heron
  • Nome científico: Cochlearius cochlearius
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre do México à Bolívia e Argentina, em quase todo o Brasil, da Amazônia ao Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de crustáceos, insetos e vermes. Geralmente a alimentação acontece em locais com cascalho, águas rasas de arrebentação ou lamaçais. Pode se alimentar também de anuros.
  • Reprodução: Reproduz-se em colônias, construindo um ninho frágil de gravetos em manguezais, podendo associar-se a outros pássaros, como garças e guarás. Põe de 1 a 3 ovos branco-azulados, às vezes com pontos avermelhados na extremidade mais larga. Período de incubação de 23 a 28 dias. Os pais, principalmente a mãe, são muito agressivos na defesa do ninho, pondo em fuga outras aves que se aproximem e protestando com veemência ante a aproximação de seres humanos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Arapapá Foto – Flávio Pereira

Características:

É uma ave e de porte médio, que mede entre 45 e 53,5 centímetros de comprimento e pesa entre 503 e 770 gramas (Martínez-Vilalta, 1999). Apresenta uma coroa preta com a testa e a face brancas. Caso seja visto frontalmente, impressiona o branco puro da fronte e do pescoço anterior. As asas são cinzentas. As longas penas lanceoladas da região occipital formam uma conspícua crista preta. A parte superior das costas apresenta uma coloração escura que contrasta com a cor cinzenta das demais partes superiores. Alto dorso atravessado por uma faixa negra que pouco dá na vista. O peito é claro apresentando uma tonalidade ligeiramente acastanhada, já o ventre e o crisso são de coloração camurça. Os flancos do ventre apresentam penas pretas. O bico é preto com uma leve tonalidade amarelada na base da mandíbula inferior. Apresenta uma pequena mancha amarelo-esverdeada na parte superior da maxila que se origina na porção distal e atinge a região do encontro com a testa branca.

Possui cinco subespécies resconhecidas:

  • Cochlearius cochlearius cochlearius (Linnaeus, 1766) – ocorre do leste do Panamá até as Guianas, no Brasil e no nordeste da Argentina;
  • Cochlearius cochlearius panamensis (Griscom, 1926) – ocorre na Costa Rica e no Panamá;
  • Cochlearius cochlearius zeledoni (Ridgway, 1885) – ocorre no oeste e centro do México;
  • Cochlearius cochlearius phillipsi (Dickerman, 1973) – ocorre na porção tropical do leste do México e em Belize,
  • Cochlearius cochlearius ridgwayi (Dickerman, 1973) – ocorre na região tropical do sul do México até o oeste de Honduras e El Salvador.
Arapapá Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta manguezais, lagos, brejos de água doce e rios florestados, sendo pouco avistado pelo fato de estar mais ativo durante a noite. Vive solitário ou aos casais, temporariamente em pequenos bandos. Descansa durante o dia sobre as árvores, às vezes em grupos da mesma espécie, ficando absolutamente quieto, passando despercebido facilmente; mantém então o bico sempre abaixado sobre o peito como se mergulhado em profunda meditação. Quando realmente dorme, inclina a cabeça para o lado, colocando o bico sobre a asa e fazendo-o desaparecer por completo. É uma ave solitária, que evita os seres humanos e a maioria das outras aves.

Arapapá Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/arapapa Acesso em 08 Setembro de 2010.

Garça-azul – (Egretta caerulea)

A garça-azul é uma ave da família Ardeidae. Conhecida também como garça-morena ou garça-cinzenta. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos e América Central até a Colômbia, Brasil, Peru, Chile e Uruguai.

garça-azul Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Garça-azul
  • Nome inglês: Little Blue Heron
  • Nome científico: Egretta caerulea
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre em todo o litoral brasileiro, Pantanal e Bacia Amazônica. Encontrada também desde o sul dos Estados Unidos e América Central até a Colômbia, Peru, Chile e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados e peixes.
  • Reprodução: Vive sozinha ou em grupos espaçados de 2 ou 3. Seus ninhos são plataformas construídas de gravetos, geralmente em manguezais, localizados de 1 a 3 m acima da linha d’água. Põe de 2 a 5 ovos azuis.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
garça-azul Foto – Edgard Thomas

Características:

Quando adulta apresenta uma plumagem cinzento-azulada(azul-ardósia) com cabeça e pescoço violáceos, bico, tarso e dedos anegrados. Quando juvenil é branca, passando por um estágio de transição “malhado”, também apresentam as pernas esverdeadas e os olhos com íris amarelada.

garça-azul Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta manguezais e lamaçais do litoral, os quais explora nos momentos de maré baixa, além de alagados, rios e lagos, sendo mais comum em áreas costeiras. Vista frequentemente nas praias. No Brasil é mais frequente nos manguezais, ambientes que representavam os únicos locais conhecidos de reprodução dessa espécie no país.

garça-azul Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/garca-azul Acesso em 08 Setembro de 2016.

Socó-boi – (Tigrisoma lineatum)

O socó-boi Tigrisoma lineatum é uma ave da família Ardeidae. Conhecido também como socó-pintado e socó-boi-ferrugem. Ocorre da América Central até a Argentina.

Socó-boi Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Socó-boi
  • Nome inglês: Rufescent Tiger-Heron
  • Nome científico: Tigrisoma lineatum
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre da América Central à Bolívia e Argentina e em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de crustáceos, répteis, anfíbios, peixes e insetos. Captura suas presas andando vagarosamente, em águas rasas ou pântanos no interior da floresta.
  • Reprodução: Constrói o ninho no alto de árvores e arbustos, sendo constituído de uma grande plataforma de gravetos. Põe geralmente 2 a 3 ovos que são levemente manchados, com um período de incubação de 31 a 34 dias. Os adultos costumam coletar o alimento da prole a grande distância do ninho. A procriação procede geralmente no início ou no fim da estação seca, quando o alimento para as aves aquáticas é normalmente mais farto.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Socó-boi Foto Flavio Pereira

Características:

Mede cerca de 75 cm de comprimento e pesa em torno de 840 gramas. A plumagem adulta é idêntica para ambos os sexos e é adquirida aos dois anos de idade, caracterizando-se pelo pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado; possui um bico bastante longo.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Tigrisoma lineatum lineatum (Boddaert, 1783) – ocorre do sudeste do México até a Amazônia brasileira e no norte da Argentina;
  • Tigrisoma lineatum marmoratum (Vieillot, 1817) – ocorre da região central da Bolívia até o leste do Brasil e no nordeste da Argentina.
Socó-boi Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Habita áreas úmidas, como brejos, pântanos e veredas e também regiões florestais. Costuma esconder-se na vegetação ribeirinha. Fica em pé dispondo as asas horizontalmente viradas para cima, atitude que provavelmente serve à termorregulação. Voa devagar, com o pescoço encolhido e as pernas esticadas. É de hábitos solitários. Quando perturbado, permanece imóvel até voar, indo empoleirar-se no alto das árvores.

Socó-boi Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/soco-boi Acesso em 08 Setembro de 2010.

Garça-tricolor – (Egretta tricolor)

A garça-tricolor Egretta tricolor é uma ave da família Ardeidae. Ocorre no Brasil, nos estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Pará e Amapá.

Garça-tricolor {field 32}
  • Nome popular: Garça-tricolor
  • Nome inglês: Tricolored Heron
  • Nome científico: Egretta tricolor
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Reproduz-se desde o sudeste dos Estados Unidos até o norte da América do Sul, sendo o litoral do Piauí e Ceará o limite da área de ocorrência no Brasil. Presente também nos litorais da Colômbia e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixe, mas não despreza crustáceos, anfíbios, pequenos répteis, gastrópodes e insetos aquáticos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de ramos e gravetos que formam uma plataforma, no centro da qual se encontra uma tigela forrada com ervas e folhas. No período reprodutivo diversos indivíduos se reúnem em colônias de centenas de indivíduos. Durante a corte o macho ergue todas as plumas, estende as asas para fora e para baixo enquanto abaixa a cabeça, em seguida aponta o bico para cima, estica a cabeça e balança o pescoço enquanto emite um som estridente. Seus ninhos são feitos em manguezais, no chão, arbustos ou árvores baixas. É o macho quem inicia a construção do ninho e a fêmea então completa o trabalho. Põe em média 2 a 4 ovos, de cor azulada, na proporção de um por dia. Os pais se revezam no choco, com um período de incubação de aproximadamente 22 dias. Os filhotes serão alimentados pelo casal por 35 dias com ração regurgitada. Com cerca de vinte dias de idade, os filhotes começam a explorar a parte externa do ninho, mas só vão levantar voo um mês depois.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Garça-tricolor {field 32}

Características:

Mede em geral entre 6o e 70 cm de comprimento, e tem uma envergadura de 95 cm. Tem a cabeça o pescoço o manto a superfície superior das asas e cauda azul ardósia; queixo e parte anterior do pescoço brancas, com uma linha fina de castanho ou ferrugem, continuando para a parte superior do peito; barriga, flancos e uropígio brancos; penas longas no dorso marrom-arroxeado. As plumas ornamentais, da época da reprodução, incluem várias plumas brancas filamentosas curtas no occipital; plumas lanceoladas filamentosas de comprimento curto a médio, lilases a violeta, no pescoço posterior, pescoço inferior e lados do peito e plumas escapulares filamentosas marrons madeira, estendendo-se para ou além da cauda quando totalmente crescidas. Bico longo amarelo com a ponta preta. Na época da reprodução, o bico é turquesa-cobalto com a ponta preta, menos intenso nas fêmeas do que nos machos; partes nuas faciais amarelas fora da época da reprodução e azul na época reprodutiva; íris magenta durante a reprodução e marrom após; pernas e pés amarelo acinzentado fora da época da reprodução e marrom, laranja ou rosa escuro na época reprodutiva. Sexos semelhantes. Imaturo com asas e pescoço marrom-avermelhado.

Possui 3 subespécies, que diferem na cor dorsal, cor do queixo e linha mediana do pescoço e tamanho do corpo:

  • Egretta tricolor tricolor (Statius Müller, 1776) – ocorre do nordeste da Venezuela na região de Monagas e nas Guianas até o sul do Peru e nordeste da Amazônia brasileira, da Ilha de Marajó até o estado do Piauí; também ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe. O dorso é mais cinza (menos azul), o queixo e o pescoço são castanhos e é de menor porte.
  • Egretta tricolor ruficollis (Gosse, 1847) – ocorre na região tropical do sul dos Estados Unidos da América até a Colômbia, noroeste da Venezuela e nas Ilhas do Caribe. O dorso é azul acinzentado, queixo e pescoço brancos e é de maior porte.
  • Egretta tricolor rufimentum (Hellmayr, 1906) – ocorre em Trinidad e Tobago no Caribe.
Garça-tricolor {field 11}

Comentários:

Frequentam manguezais, pântanos, lagoas, zonas costeiras, estuários e, eventualmente, águas interiores, não distantes da costa. Encontrada solitária ou aos casais. É uma ave migratória bastante solitária durante o dia, por outro lado passa a noite com seus congêneres em dormitórios mistos. Em suas áreas de alimentação é muito territorial e caça vigorosamente qualquer intruso, de sua espécie ou não. Fica pescando à espreita em águas rasas. Caminha lentamente em sua área de caça, às vezes molhando-se até a barriga. Dedica muito tempo a cuidar e alisar suas penas.

Garça-tricolor {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Socó-jararaca – (Tigrisoma fasciatum)

O socó-jararaca Tigrisoma fasciatum é uma ave da família Ardeidae. Ocorre no Brasil, e também desde a Costa Rica na América Central até a Argentina.

Socó-jararaca {field 28}
  • Nome popular: Socó-jararaca
  • Nome inglês: Fasciated Tiger-Heron
  • Nome científico: Tigrisoma fasciatum
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em regiões distintas, principalmente no Centro Oeste, Mato Grosso Goiás e Mato Grosso do Sul, no Sul, Paraná e Santa Catarina, e Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e em pontos isolados no extremo Norte, Roraima e Amapá. Encontrado também ao longo da Cordilheira dos Andes, desde a Venezuela até a Argentina, e na América Central até a Costa Rica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes, mas come também insetos, e pequenos crustáceos. Caça ao longo dos rios, nas margens ou em rochas no curso d’água com o seu pescoço parcialmente estendido.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de plataforma de gravetos e ramos. Põe em média 1 ou 2 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Socó-jararaca {field 28}

Características:

Mede em média 70 cm de comprimento. Tem o bico e pernas relativamente curtos vértice negro, lado da face cinza xistoso, pescoço e manto xistáceo vermiculado de amarelo, formando um desenho espaçado, flancos uniformemente xistáceos, abdome cinza marrom canela; pescoço anterior canela com 2 estreitas faixas brancas verticais de cada lado, bico com maxila preta e mandíbula verde-amarela da, íris amarela.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Tigrisoma fasciatum fasciatum (Such, 1825) – ocorre do sudeste do Brasil até o nordeste da Argentina;
  • Tigrisoma fasciatum pallescens (Olrog, 1950 ) – ocorre no noroeste da Argentina;
  • Tigrisoma fasciatum salmoni (P. L. Sclater & Salvin, 1875) – ocorre da Costa Rica até a Venezuela e o norte da Bolívia.
Socó-jararaca {field 31}

Comentários:

Frequentam córregos límpidos de florestas e em rios encachoeirados com lajedos rochosos escorregadios em meio às águas revoltas. Pousa sobre rochedos e troncos ilhados no meio da corredeira ou embosca as presas a partir da galharia marginal. Gosta de ambientes de rio com fundo pedregoso, principalmente nas regiões de cerrado. Vive solitário e costuma se afastar rapidamente ao perceber a presença humana, em voos que seguem as margens do rio. Frágil frente à presença humana, esta espécie tem habitat específico, cujas perturbações, mesmo pequenas, fazem reduzir sua presença, na medida em que diminuem os recursos alimentares disponíveis. A construção de hidroelétricas ameaça a sobrevivência da espécie, que atualmente encontra sossego em uns poucos parques nacionais, em reservas ecológicas, ou em raríssimas áreas pouco frequentadas por humanos.

Socó-jararaca {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Garça-branca-grande – (Ardea alba)

A garça-branca-grande Ardea Alba, é uma ave da família Ardeidae. Também conhecida como garça-branca, é comum à beira dos lagos, rios e banhados.

garça-branca {field 5}
  • Nome popular: Garça-branca
  • Nome inglês: Great Egret
  • Nome científico: Ardea alba
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre da América do Norte ao estreito de Magalhães, em todo o Brasil, e também no Velho Mundo. No Brasil é encontrada principalmente no Pantanal, costas do sudeste, nordeste, norte e rios de todo o território.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de peixes, mas já foi vista comendo quase tudo o que possa caber em seu bico. Pode consumir pequenos roedores, anfíbios, répteis, insetos, pequenas aves e até lixo. Em pesqueiros aproxima-se muito dos pescadores para pegar pequenos peixes por eles dispensados, chegando a comer na mão. É muito inteligente e pode usar pedaços de pão como isca para atrair os peixes dos quais se alimenta. Engole às vezes cobras e preás. Aproxima-se sorrateiramente com o corpo abaixado e o pescoço recolhido e bica seu alimento, esticando seu longo pescoço. Há relatos de pessoas que afirmam que atacam ninhos de pequenas aves em áreas de mangue, onde costumam se alimentar.
  • Reprodução: Na época da reprodução os indivíduos de ambos os sexos apresentam longas penas no dorso chamadas egretas. Estas egretas foram por muito tempo moda como adorno de chapéus e roupas na Europa e a demanda pelas penas levou centenas de milhares de garças à morte justamente em seu período reprodutivo. Felizmente é uma prática quase inexistente hoje em dia e a população desta garça é bem numerosa. Constrói o ninho, grande e feito de gravetos, em ninhais que podem ter milhares de indivíduos de várias espécies de aves aquáticas
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
garça-branca {field 5}
Características:

Mede entre 80 e 104 centímetros de comprimento e pesa entre 700 e 1700 gramas. (Martínez-Vilalta, Motis, e Kirwan, 2016)). Seu corpo é completamente branco. É facilmente identificada pelas longas pernas e pescoço, característica dos membros da família. O bico é longo e amarelo, e as pernas e dedos pretos. Apresenta enormes egretas (penas especiais que se formam no período reprodutivo). A íris é amarela.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Ardea alba alba (Linnaeus, 1758) – ocorre na Europa central, na Asia (Russia, China e Japão), e oriente Médio (Golfo Pérsico).
  • Ardea alba melanorhynchos (Wagler, 1827) – ocorre na África, do sul do deserto do Saara até Madagascar.
  • Ardea alba egretta (J. F. Gmelin, 1789) – ocorre nas Américas, do sul do Canadá até a Terra do Fogo.
garça-branca {field 5}
Comentários:

Vive em grupos de vários animais à beira de rios, lagos e banhados. É migratória, realizando pequenos deslocamentos locais ou mesmo se deslocando para além dos Andes durante os períodos de enchentes anuais.

garça-branca {field 5}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.

Referências

Socó-boi-baio – (Botaurus pinnatus)

O socó-boi-baio Botaurus pinnatusé uma ave da família Ardeidae. Ocorre da encosta atlântica do sudeste do México ao norte da Argentina.

Socó-boi-baio {field 25}
  • Nome popular: Socó-boi-baio
  • Nome inglês: Pinnated Bittern
  • Nome científico: Botaurus pinnatus
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre do México à Argentina e em quase todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixinhos, anfíbios, crustáceos, insetos, sementes e invertebrados aquáticos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de plataforma ou um copo raso feito de caules ou outros materiais vegetais e é tipicamente construído entre a vegetação espessa não muito acima da superfície da água. A fêmea põe dois ou três ovos marrons claros ou verde oliváceos, que são incubados apenas pela fêmea. Ambos os pais alimentam os filhotes, que permanecem perto do ninho até aprenderem a voar. Reproduz-se principalmente na estação chuvosa.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Socó-boi-baio {field 25}

Características:

Mede em média entre 63 e 75 cm de comprimento espécie relativamente grande, de colorido críptico. Tem a coroa escura, face cinzenta com uma área amarela entre o bico e os olhos com uma linha marrom que atravessa os lores; lados do pescoço pardos com fino barrado escuro; por cima, mais escuro e rajado. Garganta branca, demais partes inferiores branco-sujas, rajadas com castanho-claro. Bico forte, em geral amarelado, com maxila escura, pernas amarelo esverdeadas, íris amarela. Imaturos são semelhantes aos adultos, mas o preto barrado na cabeça e pescoço é esparso, menos regular.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Botaurus pinnatus pinnatus (Wagler, 1829) – ocorre do sudeste da Nicarágua até o Equador, nas Guianas, no norte da Argentina e no Brasil;
  • Botaurus pinnatus caribaeus (Dickerman, 1961) – ocorre nas planícies alagadas do leste do México.
Socó-boi-baio {field 11}

Comentários:

Frequenta pantanais, banhados, brejos e juncais. Oculta-se na vegetação densa, saindo no crepúsculo para caçar. Apresenta o comportamento de ficar parado e escondido na vegetação alta, com o pescoço esticado e o bico voltado para cima, lembrando um pau fincado nos ambientes alagados em que vive. Chega mesmo a imitar o balançar dos juncos com o vento, o que dificulta ainda mais sua visualização. Se detectado, pode se agachar e rastejar pelo junco sem ser notado. Em geral solitário, pode mais raramente ser visto em casal.

Socó-boi-baio {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Socoí-vermelho – (Ixobrychus exilis)

O socoí-vermelho Ixobrychus exilis é uma ave da família Ardeidae.Conhecido também como garça-vermelha, socó-mirim e socó-vermelho

Socoí-vermelho {field 21}
  • Nome popular: Socoí-vermelho
  • Nome inglês: Least Bittern
  • Nome científico: Ixobrychus exilis
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre da América do Norte à Argentina e em grande parte do Brasil da Amazônia e Região Nordeste até Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes, e outros invertebrados, mas tem um dieta bem mais diversificada.
  • Reprodução: Constrói um ninho de gravetos a pouca altura, entre as taboas, onde são postos 3 ovos branco amarelados. A tarefa da construção é do macho. Ambos os sexos incubam e cuidam dos filhotes. Os filhotes emplumam em três ou quatro semanas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Socoí-vermelho {field 21}

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa em torno de 650 g. As fêmeas são um maiores que os machos. Tem as partes inferiores e a garganta brancas com estrias marrons claras. A face e os lados do pescoço são castanhos claros; tem olhos e bico amarelos. O macho adulto é preto esverdeado brilhante nas costas e na coroa; a fêmea adulta é marrom brilhante nessas partes. Eles apresentam partes marrons claras nas asas em voo.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Ixobrychus exilis exilis (Gmelin, 1789) – ocorre so Sul do Canadá até a América Central e Caribe;
  • Ixobrychus exilis erythromelas (Vieillot, 1817) – ocorre do leste do Panamá até as Guianas, sudeste do Brasil e Paraguai;
  • Ixobrychus exilis pullus (van Rossem, 1930) – ocorre no noroeste do México;
  • Ixobrychus exilis bogotensis (Chapman, 1914) – ocorre na região central da Colômbia. Sua população está em declínio por causa da destruição de seu habitat.
  • Ixobrychus exilis limoncochae (D. W. Norton, 1965) – ocorre no nordeste do Equador, no nordeste do Peru e provavelmente no sul da Colômbia.
  • Ixobrychus exilis peruvianus (J. Bond, 1955) – ocorre no oeste do Peru, da região de La Libertad até a região de Lima.
Socoí-vermelho {field 11}

Comentários:

Frequenta brejos com vegetação densa, na qual movimenta-se com extrema facilidade. Pouco visível em meio à vegetação pantanosa, permanece imóvel, com o pescoço esticado e o bico voltado para cima. Corre em meio às taboas, voando apenas como último recurso para fugir.

Socoí-vermelho {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Garça-da-mata – (Agamia agami)

A garça-da-mata Agamia agami é uma ave da família Ardeidae. Conhecida também como socó-azul, socó-beija-flor, garça-da-guiana, garça-de-peito-castanho e garça-beija-flor.

Garça-da-mata {field 11}
  • Nome popular: Garça-da-mata
  • Nome inglês: Agami Heron
  • Nome científico: Agamia agami
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre da Amazônia ao Mato Grosso do Sul e Goiás. Encontrada também do México à Colômbia, Equador e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes, anfíbios, lagartos e caracóis. Caça principalmente em lagoas rasas e riachos florestais de fraca correnteza. Ela geralmente permanece na mesma posição sem se mover até uma presa vir ao seu alcance, move-se lentamente e, por vezes, a caça de um poleiro.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de plataforma feito com ramos e galhos. Põe de 1 a 4 ovos de cor azul ou azul-esverdeada. Os ninhos podem ser encontrados em arbustos e árvores sobre a água e sob a densa cobertura do dossel, a uma altura de cerca de 2 metros da superfície da água. É uma espécie monogâmica. Os machos têm comportamentos territoriais.
  • Estado de conservação: Vulnerável
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Características:

Mede em média entre 65 e 76 centímetros de comprimento e pesa em média 550 gramas. Tem os olhos laranja para castanho-avermelhado, bico enegrecido com a base verde-acinzentada, extremamente longo (14 a 15 cm), finíssimo, comparável a um florete, pescoço muito longo e fino na parte distal com uma angulação, tarsos e dedos surpreendentemente curtos, sendo uma adaptação à vida arbórea. Cabeça preta com longas penas nucais cinza-azuladas, pescoço superior castanho com uma listra central e vertical branca delimitada por preto, contrastando com a sua parte inferior e o peito que é cinza, apresentando penas desgrenhadas de cor prata. Barriga castanha e partes superiores verde-escuras, asas compridas, escuras com listras marrons em ambas as faces ventrais e dorsais. Cauda curta escura com tons de marrom.

Garça-da-mata {field 23}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas, matas de galeria, matas ciliares na beira de lagoas e rios. É encontrada menos frequentemente ao longo das margens de piscinas, lagoas marginais e outros pequenos corpos de água. Quase nunca é vista em águas abertas. É difícil de observar porque ela permanece a maior parte do tempo no seu hábitat, escondida na penumbra.. Quando alarmada, voa ou procura esconder-se, subindo em emaranhados de cipós ou em árvores. Não tem o hábito de andar à beira de águas rasas em áreas abertas, sem vegetação densa, como fazem outras espécies de garças. Vive solitária, escondida à beira de córregos e lagos no interior da floresta, bem como em manguezais. Estima-se que vivam cerca de 10 a 16 anos em estado selvagem.

Garça-da-mata {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Savacu-de-coroa – (Nyctanassa violacea)

O savacu-de-coroa Nyctanassa violacea é uma ave da família Ardeidae. Ocorre desde os Estados Unidos até o noroeste do Peru. Encontrado em todo o Brasil principalmente próximo ao litoral.

Savacu-de-coroa{field 20}
  • Nome popular: Savacu-de-coroa
  • Nome inglês: Yellow-crowned Night-Heron
  • Nome científico: Nyctanassa violacea
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre desde o Amazonas, Pará e Maranhão até o Rio Grande do Sul, nos estados localizados ao longo da costa. Encontrado também desde os Estados Unidos até o noroeste do Peru, sempre perto da água.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de caranguejinhos encontrados no mangue. Procura alimentação de dia e de noite, em bandos ou sozinho. Também come outros pequenos animais aquáticos.
  • Reprodução: Constrói seu ninho sobre arbustos ou árvores, utilizando galhos cruzados. Em alguns casos, o mesmo ninho pode ser utilizado em mais de uma estação reprodutiva. Pode colocar até oito ovos por ninhada. Reproduz-se em grandes colônias com outras espécies de garças e afins. Porém pode também construir ninhos isolados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Savacu-de-coroa{field 20}

Características:

Made em média entre 50 e 70 centímetros e pesa em torno de 650 gramas. Tem a testa com coloração amarela ou ferrugem, com a lateral da cabeça preta e uma mancha pós-ocular branca. As penas das costas e das asas são pretas, margeadas de cinza, enquanto o restante da plumagem é cinza e os tarsos são compridos e amarelados. O bico robusto varia de tamanho conforme a área de distribuição: se no local onde vive as presas são grandes, então o bico será grande; do contrário, um pouco menor.

Possui seis subespécies:

  • Nyctanassa violacea violacea (Linnaeus, 1758) – ocorre da região central e sudeste dos Estados Unidos da América até o leste do México e Honduras;
  • Nyctanassa violacea cayennensis (Gmelin, 1789) – ocorre da Colômbia até o leste do Brasil, na região costeira do Oceano Atlântico, do estado do Pará até o estado de Santa Catarina;
  • Nyctanassa violacea bancrofti (Huey, 1927) – ocorre da Baja Califórnia e oeste do México até El Salvador e no Caribe;
  • Nyctanassa violacea gravirostris (van Rossem, 1943) – ocorre da Ilha Socorro nas ilhas Revillagigedo na costa oeste do México;
  • Nyctanassa violacea caliginis (Wetmore, 1946) – ocorre do Panamá até o Peru;
  • Nyctanassa violacea pauper (P. L. Sclater & Salvin, 1870) – ocorre no Arquipélago de Galápagos.
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Comentários:

Frequenta manguezais, pântanos e várzeas próximos da costa, mas existem informações de indivíduos nas margens de rios e no interior do continente.

Savacu-de-coroa {field 16}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/savacu-de-coroa Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Savacu-de-coroa Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Garça-real – (Pilherodius pileatus)

A garça-real Pilherodius pileatus é uma ave da família Ardeidae. Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.

Garça-real {field 18}
  • Nome popular: Garça-real
  • Nome inglês: Capped Heron
  • Nome científico: Pilherodius pileatus
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil. Encontrada também desde o Panamá à Colômbia, Bolívia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes, mas também caça sapos, rãs, girinos, insetos aquáticos e suas larvas e crustáceos. Em uma sequência de caça típica, a garça fica ereta, procurando uma presa em potencial; após localizá-la, se agacha lentamente e estende o pescoço; finalmente, introduz seu bico na água em grande velocidade para pegar a presa. A frequência de sucesso observada é de 23%. Também pode usar a mesma sequência ao caminhar na parte rasa. Geralmente anda devagar, cobrindo a mesma área repetidamente, parando por alguns segundos e, em seguida, movendo lentamente um pé para dar um novo passo. Existem relatos da espécie fazendo caça aérea, remando com os pés, mergulhando e nadando, além de outros movimentos
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores a pouca altura, com gravetos secos, e põe geralmente 2 ovos brancos, mas podem ser até 4, com um período de incubação de 26 a 27 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Garça-real {field 18}

Características:

A espécie é muito distinta das outras garças, sendo a única com bico e cara azuis e coroa negra. A barriga, o peito e o pescoço são cobertos por penas branco-amareladas ou creme-claro. As asas e o dorso são cobertos por penas brancas. Três a quatro penas longas brancas estendem-se da coroa preta. Não se observou a ocorrência de dimorfismo sexual na cor ou brilho. O comprimento do corpo de um adulto varia entre 51-61 cm, as cordas das asas entre 26-28 cm, a cauda entre 9,5-10,3 cm e o tarso entre 9,2-9,9 cm. O peso de um adulto varia entre 444 e 632 g. Os filhotes são muito semelhantes aos adultos. Eles diferem apenas no comprimento do corpo e pelas penas brancas que são ligeiramente cinza.

Garça-real {field 18}

Comentários:

Frequenta pântanos e valas em pastagens úmidas ou florestas tropicais. Às vezes, pode se aventurar em lagoas e rios mais profundos. Prefere forragear na costa ou na vegetação flutuante, mas também foi observada em trincheiras de plantações de café e campos de arroz inundados. É normalmente solitária, embora haja casos em que são encontradas em casais ou grupos. As aves podem ser vistas com outras espécies, como garças-brancas-pequenasEgretta thula e guarásEudocimus ruber. No entanto, outros estudos descobriram que evitam grandes bandos de espécies mistas, aparecendo em menos de 1% das 145 agregações alimentares observadas. A garça-real aparenta ser submissa à garça-branca-grande, mas dominante em relação a garça-branca-pequenaEgretta thula e ao socozinhoButorides striata.

Garça-real {field 5}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/garca-real Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gar%C3%A7a-real Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Garça-moura – (Ardea cocoi)

A garça-moura Ardea cocoi é uma ave da família Ardeidae. Conhecida também como maguari, socó-de-penacho, garça-parda.

Maguari Foto – Afonso de Bragança
  • Nome popular: Garça-moura
  • Nome inglês: Cocoi Heron
  • Nome científico: Ardea cocoi
  • Família: Ardeidae
  • Habitat: Maior representante da família no Brasil, está presente em todo o País, podendo ser encontrada também do Panamá ao Chile e Argentina, e nas Ilhas Malvinas.
  • Alimentação: Costuma ficar pousada nas margens dos rios e riachos, em meio à vegetação, pescando peixes, sapos, rãs, pererecas, caranguejos, moluscos e pequenos répteis. Captura presas de lugares mais fundos, os quais outras garças não conseguem alcançar.
  • Reprodução: Longo período de nidificação (janeiro a outubro), desde o meio da estação de cheia até a baixa das águas. Ocupa os grandes ninhais coletivos. Seus ninhos, geralmente estão na parte superior e externa das árvores mais altas. Ali nascem 3 ou 4 filhotes por ninhada, a qual é chocada e cuidada pelo casal.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Garça-moura Foto – Afonso de Bragança

Características:

A maior das garças do Brasil, com envergadura de 1,80 m. Vive solitária fora do período reprodutivo, quando se reúne nos ninhais; no entanto, mesmo nesse período, a maioria mantém-se isolada durante deslocamentos para alimentação. Seus voos, além de solitários, são em linha reta, com lentas batidas ritmadas de asas, muito características. A plumagem de reprodução é muito semelhante à do restante do ano, distinguindo-se pelo pequeno tufo de penas brancas na base do pescoço, o maior contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e os lados escuros do ventre. A listra negra da parte inferior do pescoço destaca-se mais nesse período, bem como o negro do alto da cabeça. Ao redor dos olhos aumenta a coloração azulada e o bico fica mais amarelo.

Garça-moura Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Habita beiras de lagos de água doce, rios, estuários, manguezais e alagados. Normalmente é solitária e desconfiada, exceto no período reprodutivo.

Garça-moura Foto – Afonso de Bragança

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/wiki/garca-moura Acesso em 08 Setembro de 2009.