Batuíra-de-bando – (Charadrius semipalmatus)

A Batuíra-de-bando Charadrius semipalmatus é uma ave da família Charadriidae. Também conhecida como agachadeira e batuíra-norte-americana.
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  • Nome popular: Batuíra-de-bando
  • Nome inglês: Semipalmated Plover
  • Nome científico: Charadrius semipalmatus
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Ocorre das regiões mais frias do Canadá até aos litorais do Brasil e da Argentina, habitando também algumas regiões com corpos d’águas no interior dos Estados Unidos;
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de de insetos, crustáceos e pequenos anelídeos
  • Reprodução: Nidificam no solo, apresentando comportamento de cuidado parental bem desenvolvido.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 18 cm de comprimento, com o alto da cabeça e partes superiores marrons, fronte, garganta, partes inferiores e colar nucal brancos. Além disso, possui o bico curto de base amarelada e pernas amarelas.

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Comentários:

Frequenta desde a tundra ártica, regiões de campo e praias.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/batuira-de-bando Acesso em 18 Março de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batu%C3%ADra-de-bando Acesso em 31 de Outubro de 2013.

Quero-quero – (Vanellus chilensis)

O quero-quero é uma ave da família Charadriidae O quero-quero é uma ave de porte médio a pequeno, com 32 a 38 cm de comprimento. Quando adulto, ostenta esporões no ângulo das asas, usados como arma de ataque e defesa.
Quero-quero {field 5}
  • Nome popular: Quero-quero
  • Nome inglês: Southern Lapwing
  • Nome científico: Vanellus chilensis
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Habita grandes campinas úmidas e espraiados dos rios, podemos encontrá-los em quase toda a América do Sul, desde o Amazonas até á Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama, também come artrópodes e moluscos terrestres.
  • Reprodução: Nidificam em uma cavidade esgravatada no solo, torna-se agressivo durante o período reprodutivo, os filhotes são capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Quero-quero {field 5}
Características:

Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 centímetro de comprimento no encontro das asas, uma faixa preta desde o pescoço ao peito e ainda umas penas longas (penacho) na região posterior da cabeça, tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. A íris e as pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o voo. Macho e fêmea são semelhantes. Voz: “tero-tero”. Esse som é emitido dia e noite.

Quero-quero {field 5}
Comentários:

Costuma viver em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, frequentemente longe d’água. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domí­nios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água.

Quero-quero {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/quero-quero Acesso em 28 Agosto de 2011.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Quero-quero Acesso em 28 Agosto de 2011.

Batuiruçu – (Pluvialis dominica)

O batuiruçu Pluvialis dominica é uma ave da família Charadriidae. Conhecida também como batuíra-do-campo ou maçarico-do-campo.

Batuiruçu {field 25}
  • Nome popular: Batuiruçu
  • Nome inglês: American Golden-Plover
  • Nome científico: Pluvialis dominica
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Migra anualmente para o sul, chegando até a Argentina, ocorre em grande parte do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados do solo.
  • Reprodução: Reproduz-se na tundra do ártico e subártico, onde nidifica em encostas rochosas mais altas e secas. Os ninhos são depressões no solo onde quatro ovos são postos, uma ninhada por temporada. O período de incubação é de 25-27 dias. Normalmente, o macho incuba os ovos durante o dia e a fêmea à noite. Jovens são precoces e deixam o ninho dentro de horas após a eclosão.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Batuiruçu {field 25}

Características:

Mede em média entra 24 e 28 cm de comprimento e sua envergadura está entre 65 e 72 centímetros, com peso variando entre 122 e 194 gramas. Na plumagem de descanso tem partes nuas cinzentas e exibe extensa faixa superciliar branca. Em plumagem pós e pré-nupcial, os machos exibem as partes inferiores anegradas e o dorso maculado em tons de amarelo e preto.

Batuiruçu {field 25}

Comentários:

Frequenta campos e pastagens baixas, mas principalmente regiões litorâneas e a tundra. Na América do Sul é um visitante setentrional comum em águas interiores, campos e na orla marítima.

Batuiruçu {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Batuíra-bicuda – (Charadrius wilsonia)

A batuíra-bicuda Charadrius wilsonia é uma ave da família Charadriidae. Ocorre no litoral do Brasil, do Amapá até á Bahia.

Batuíra-bicuda {field 32}
  • Nome popular: Batuíra-bicuda
  • Nome inglês: Wilson’s Plover
  • Nome científico: Charadrius wilsonia
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Espécie parcialmente migrante, vindo dos Estados Unidos e México para passar o inverno no Brasil e Peru. Além disso, uma pequena população residente é conhecida no Brasil, sendo apontada como uma nova subespécie.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de caranguejos, mas também insetos e vermes marinhos. Procura seu alimento andando lentamente pela areia das praias.
  • Reprodução: Reproduz-se colocados os ovos diretamente nas dunas com vegetação esparsa das praias do Amapá até o litoral norte da Bahia. A reprodução se inicia no final de abril e vai até meados de novembro. Põe em média 2 ou 3 ovos em uma cavidade nas proximidades de restingas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Batuíra-bicuda {field 32}

Características:

Mede entre 16,5 cm e 19 cm de comprimento, com alto da cabeça e partes superiores marrons, fronte, garganta e partes inferiores brancas, colar nucal branco e bico negro.

São reconhecidas quatro subespécies:

  • Charadrius wilsonia wilsonia (Ord, 1814) – ocorre no leste dos Estados Unidos da América até o leste do México e Belize, nas Bahamas, Grandes Antilhas e no norte das Pequenas Antilhas; no inverno pode ser encontrado até o norte da América do Sul.
  • Charadrius wilsonia beldingi (Ridgway, 1919) – ocorre na costa do Oceano Pacifico do extremo noroeste do México (Baja California) até o Panamá e Equador, podendo alcançar ocasionalmente a região central do Peru.
  • Charadrius wilsonia cinnamominus (Ridgway, 1919) – ocorre na região costeira do norte da Colômbia até a Guiana Francesa; nas Antilhas, nas ilhas do nordeste da Venezuela, nas ilhas de Mustique e Granada e também na ilha de Trinidad.
  • Charadrius wilsonia crassirostris (Spix, 1825) – ocorre na costa do nordeste do Brasil desde o estado do Amapá até a Bahia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Batuíra-bicuda {field 32}

Comentários:

Frequentam, praias, alagados, mangues e outros ambientes aquáticos.

Batuíra-bicuda {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Batuíra-de-coleira-dupla – (Charadrius falklandicus)

A batuíra-de-coleira-dupla Charadrius falklandicus é uma ave da família Charadriidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Chile e ilhas Malvinas.

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  • Nome popular: Batuíra-de-coleira-dupla
  • Nome inglês: Two-banded Plover
  • Nome científico: Charadrius falklandicus
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Espécie migrante vindo do sul do continente, encontrado no Rio Grande do Sul. Durante o inverno, alcança o litoral sul de São Paulo. Encontrado também na Argentina, Chile e ilhas Malvinas.
  • Alimentação: Alimentam-se de uma grande variedade de insetos e outros invertebrados encontrados entre a vegetação costeira e algas.
  • Reprodução: Reproduz-se ao sul do continente, sendo que uns poucos casais podem nidificar na Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. Os ninhos são feitos em arranhões superficiais em pastagens ou atrás da praia. Põe em média entre 2 e 4 ovos a partir de outubro, com período de incubação de 4 semanas. Os filhotes abandonam o ninho cedo, e muitas vezes são vistos correndo ao longo da praia acompanhado por seus pais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 17 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 62 e 72 gramas. Pode ser facilmente reconhecida pelo duplo colar peitoral, que dá origem ao seu nome popular.

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Comentários:

Frequentam estuários, lagos de água doce, pântanos salinos, costões rochosos e praias arenosas. Parte da população migra para o norte no inverno e alguns indivíduos atingem o Uruguai e sul do Brasil. Encontrado só ou em pequenos grupos, e às vezes associado com outros maçaricos.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Batuíra-de-peito-tijolo – (Charadrius modestus)

A batuíra-de-peito-tijolo Charadrius modestus é uma ave da famíliaCharadriidae . Ocorre no Brasil, como migrante desde o Rio Grande do Sul até ao Rio de Janeiro.

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  • Nome popular: Batuíra-de-peito-tijolo
  • Nome inglês: Rufous-chested Dotterel
  • Nome científico: Charadrius modestus
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, Argentina, Chile, ilhas Malvinas, Uruguai e ocasionalmente no Peru.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de pequenos crustáceos, moluscos e outros pequenos artrópodes principalmente aquaticos.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 19 cm de comprimento. É de cor parda, com faixa ou lista superciliar e abdômen brancos. Na plumagem nupcial tem peito avermelhado.

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Comentários:

Frequentam praias lacustres ou litorâneas, terrenos de vegetação temperada e praias arenosas.

Batuíra-de-peito-tijolo {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Mexeriqueira – (Vanellus cayanus)

A mexeriqueira Vanellus cayanus é uma ave da família Charadriidae. Conhecida também como batuíra-de-esporão.

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  • Nome popular: Mexeriqueira
  • Nome inglês: Pied Lapwing
  • Nome científico: Vanellus cayanus
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Ocorre da Amazônia até o Paraná, e também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos crustáceos. Permanece quieta próxima à água, às vezes executando pequenas corridas até parar e enterrar seu bico na areia ou na lama, em busca de alimento.
  • Reprodução: Não constrói ninho, reproduz-se pondo 2 ou 3 ovos amarelo-esverdeados manchados de marrom escuro, diretamente na areia, com a qual os cobre.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 23 cm de comprimento. Tem uma faixa larga negra na face, separando a coroa branca do pescoço também branco. No alto da coroa ainda há uma faixa estreita cinza. A faixa negra da face se junta ao colar negro que cobre todo o peito. A barriga é branca. Asas cinzas, com primárias negras. Tem os pés vermelhos. O olho possui um anel perioftálmico vermelho.

Mexeriqueira {field 20}

Comentários:

Frequenta as praias arenosas de grandes rios, a orla marítima e as margens lodosas de lagos. Aparentemente prefere locais com areia. Vive solitária ou em pequenos grupos.

Mexeriqueira {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Batuíra-de-coleira – (Charadrius collaris)

A batuíra-de-coleira Charadrius collaris é uma ave da família Charadriidae. Ocorre em todo o Brasil e também do México à Bolívia, Argentina e Chile.

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  • Nome popular: Batuíra-de-coleira
  • Nome inglês: Collared Plover
  • Nome científico: Charadrius collaris
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do México à Bolívia, Argentina e Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, pequenos crustáceos e vermes marinhos.
  • Reprodução: Reproduz-se sem construir ninho. Põe os ovos diretamente na areia. Em geral são dois, de cor creme com manchas e pintas pretas. A batuíra-de-coleira é a única a procriar em todo o litoral brasileiro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. Tem o nome popular derivado da coleira negra na parte mediana da plumagem. Tem cores que pendem para o ferrugíneo nas partes superiores, sem branco na nuca. O bico é preto e as pernas, altas, são róseas-claras.

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Comentários:

Frequenta praias arenosas de grandes rios, na orla marítima, lamaçais e, com menos frequência, em campos com gramíneas baixas. Vive geralmente aos pares durante todo o ano, embora possa haver vários em uma mesma praia. Conhecida também como batuíra-da-costa em função de aparecer na orla marítima, ela é avistada também longe da água, até porque aprecia a vegetação pioneira.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Batuiruçu-de-axila-preta – (Pluvialis squatarola)

O batuiruçu-de-axila-preta Pluvialis squatarola é uma ave da família Charadriidae. Conhecido também como batuíra, maçarico e tarambola-cinzenta. Ocorre no litoral de todo o mundo.

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  • Nome popular: Batuiruçu-de-axila-preta
  • Nome inglês: Black-bellied Plover
  • Nome científico: Pluvialis squatarola
  • Família: Charadriidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, de setembro a maio nas praias e em toda a costa atlântica. Encontrado também no litoral de todos os outros continentes.
  • Alimentação: Alimenta-se exclusivamente de origem animal: insetos, crustáceos e vermes que encontra na areia ou na lama do litoral.
  • Reprodução: Põe 2 ou 3 ovos, que choca durante 20 dias, mais ou menos. Aninha durante o verão do hemisfério norte, na região ártica do Alasca e do Canadá. Os filhotes migram também para o sul, quando se aproxima o inverno daquela região.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

É uma ave de porte médio e bico alongado que, assim como P. dominica, também muda a coloração das penas entre a estação reprodutiva e a não reprodutiva: nos meses de verão do hemisfério norte, entre Junho e Agosto, apresentam coloração preta na região inferior do corpo, com o pescoço possuindo manchas alvinegras, enquanto nos meses de inverno, onde migra para o litoral da América Central, do Sul, da Ásia, da África e Oceania, possuem coloração mais clara e acinzentada, com as axilas escuras e uma linha branca muito distinta acima dos olhos

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Pluvialis squatarola squatarola (Linnaeus, 1758) – ocorre no extremo nordeste da Europa (Península Kanin), norte da Ásia (exceto a ilha de Wrangel na Sibéria) até o noroeste da América do Norte; no inverno migra para a região costeira do oeste e sul da Europa, sul da África, sul da Ásia, Indonésia e Austrália; raro na Nova Zelândia.
  • Pluvialis squatarola tomkovichi (Engelmoer e Roselaar, 1998) – ocorre na ilha de Wrangel na costa da Sibéria;
  • Pluvialis squatarola cynosurae (Thayer e Bangs, 1914) – ocorre na costas e nas ilhas da região ártica do Canadá; no inverno é encontrado ao longo das costas da América do Norte até a América do Sul.

(ITIS – Integrated Taxonomic Information System, 2015).

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Comentários:

Frequenta a tundra ártica e regiões de campos, ocupando também regiões de praias e do litoral.

Batuiruçu-de-axila-preta {field 11}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/batuirucu-de-axila-preta Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tarambola-cinzenta Acesso em 13 de Agosto de 2009.