Carretão – (Agelasticus atroolivaceus)

O carretão Agelasticus atroolivaceus é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como carretão-do-brejo e iratauá-unicolor.

Carretão {field 21}
  • Nome popular: Carretão
  • Nome inglês: Unicolored Blackbird
  • Nome científico: Agelasticus atroolivaceus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, principalmente na região sudeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas, moscase insetos, mas também come frutas
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cestinha aberta, funda, bem forrada, que é posta numa forquilha a pouca altura ou a alguns metros do solo. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média centímetros de comprimento e pesa entre 37 e 41 gramas. Tem cor geral negra uniforme com brilho de seda. A fêmea e o indivíduo imaturo apresentam o lado superior pardo-anegrado, estriado e oliváceo e marrom, asas com bordas ferrugíneas, lado inferior amarelo sujo, um tanto rajado de negro. Bico pontiagudo.

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Comentários:

Frequenta brejos e taboais. Quando amedronta um rival se dirige obliquamente para frente, em silêncio. Ao cantar agacha e vira a cabeça para trás. É uma ave de hábitos gregários podendo formar grandes bandos em áreas onde as condições de alimentação e nidificação são mais favoráveis.

Carretão {field 21}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/carretao Acesso em 28 Março de 2014.
  • SiBBr – disponível em: https://ala-bie.sibbr.gov.br/ala-bie/species/126159?lang=pt_BR Acesso em 13 de Agosto de 2012.

Japu – (Psarocolius decumanus)

Japu é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como fura-banana, japu-gamela, japuguaçu, japu-preto e Guacho.
Japu {field 5}
  • Nome popular: Japu
  • Nome inglês: Crested Oropendola
  • Nome científico: Psarocolius decumanus
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção de parte do Nordeste e de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Encontrado também no Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se de banana, mamão, tangerina e outros frutos. Também come insetos alados
  • Reprodução: Faz ninhos grandes e compridos em forma de bolsa, localizados em colônias, em árvores isoladas na borda de florestas ou clareiras. Geralmente seus ninhos localizam-se próximos aos de outras espécies de japus, porém não na mesma árvore. Cada colônia tem um macho dominante, cercado por subordinados que o ajudam a defender o território. Põe 1 ou 2 ovos verde-claros ou de coloração cinza, com pontos ou listras escuras, tendo 3 ninhadas por ano.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Japu {field 5}
Características:

O macho mede em torno de 48 cm de comprimento e a fêmea 37 cm, pesam de 155 a 360 g. Sua cor é predominantemente preta, com o bico e a parte de baixo da cauda amarelos. O amarelo da cauda é precedido de um tom avermelhado. sua Iris possui um azul intenso.

Possui quatro subespécies:
  • Psarocolius decumanus decumanus (Pallas, 1769) – ocorre do leste da Colômbia até a Venezuela, Guianas e região adjacente do norte do Brasil, Equador e norte do Peru; nordeste da Argentina, do sul da região de Jujuy, Salta até o leste nas regiões de Formosa e Corrientes; nos estados do sudeste do Brasil e no Paraná.
  • Psarocolius decumanus maculosus (Chapman, 1920) – ocorre do leste do Peru até a Bolívia, Paraguai, norte da Argentina;
  • Psarocolius decumanus melanterus (Todd, 1917) – ocorre na região tropical do Panamá e no norte da Colômbia;
  • Psarocolius decumanus insularis (Dalmas, 1900) – ocorre nas ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe.
Japu {field 5}
Comentários:

Frequenta uma série de habitats, que vão desde florestas úmidas (tendendo a evitar regiões muito extensas de florestas de terra firme) a florestas secas, clareiras e áreas agrícolas com árvores altas espalhadas. É fácil de ver, sendo menos restrito a florestas do que outras espécies de japus. Vive na copa ou em suas proximidades, solitário ou em grupos pequenos, frequentemente misturados a bandos maiores de japins ou outros japus.

Japu {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/japu Acesso em 28 Agosto de 2013.
  • HBW Alive – disponível em https://www.hbw.com/species/crested-oropendola-psarocolius-decumanus Acesso em 28 Agosto de 2013.

Veste-amarela – (Xanthopsar flavus)

O veste-amarela Xanthopsar flavus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Uruguai e Argentina

Veste-amarela {field 22}
  • Nome popular: Veste-amarela
  • Nome inglês: Saffron-cowled Blackbird
  • Nome científico: Xanthopsar flavus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e suas larvas, como gafanhotos e lagartas. Também comem sementes inclusive das plantações humanas, como milho, soja, feijão. O bando alimenta-se no solo e, costuma associar-se a indivíduos solitários de noivinha-de-rabo-preto – Xolmis dominicanus.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça profunda, composto de gramíneas e capins entrelaçados, bem fundo e a baixa altura, a menos de um metro do solo, amarrado na vegetação, em terreno encharcado. Nele deposita de um a cinco ovos claros com manchas vermelho-escuras, que são chocados por cerca de 12 dias. O ninho é defendido pelo macho, mas o casal acaba se favorecendo de outros aliados na defesa de sua prole: quando o chupim-do-brejo ou a noivinha-de-rabo-preto nidificam nas proximidades, a agressividade desses vizinhos diante dos predadores acaba por protegê-los também.
  • Estado de conservação: VULNERÁVEL
Veste-amarela {field 22}

Características:

Mede em média cm de comprimento, pesa 43 g. Tem a plumagem exuberante em amarelo intenso e preto.

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Comentários:

Frequenta áreas pantanosas e outros ambientes abertos. É vista quase sempre em bandos de 10 a 50 indivíduos e raramente chegam até 100. Mantém um sistema de cooperação e convívio com outras espécies de aves nas áreas onde ocorre.

Veste-amarela {field 18}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/veste-amarela Acesso em 28 Março de 2013.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Veste-amarela Acesso em 13 de Agosto de 2013.

Pássaro-preto – (Gnorimopsar chopi)

O pássaro-preto Gnorimopsar chopi é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como graúna. Ocorre no Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Pássaro-preto {field 21}
  • Nome popular: Pássaro-preto
  • Nome inglês: Chopi Blackbird
  • Nome científico: Gnorimopsar chopi
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Onívoro, alimenta-se principalmente de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros invertebrados. Aprecia o coco maduro da palmeira buriti. Apanha insetos atropelados nas estradas e aproveita restos de milho junto às habitações humanas ou desenterra sementes recém-plantadas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores ocas, troncos de palmeiras, ninhos de pica-pau, em mourões, dentro do penacho de coqueiros e nas densas copas dos pinheiros, utilizando também ninhos abandonados de joão-de-barro. Ocupa buracos também em barrancos e cupinzeiros terrestres. Às vezes faz um ninho aberto, situado em uma forquilha de um galho distante do tronco, em uma árvore densa e alta. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 14 dias e ficam no ninho 18 dias. O macho ajuda a criar a prole.

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pássaro-preto {field 21}

Características:

Mede em média 24 centímetros de comprimento e pesa entre 69,7 e 90,3 gramas. É inteiro negro incluindo pernas, bico, olhos e penas, o que origina seu nome popular. Filhotes e jovens não possuem penas ao redor dos olhos. Trata-se de um dos pássaros de voz mais melodiosa deste país. A fêmea também canta.

Tem 3 subespécies reconhecidas:

  • Gnorimopsar chopi chopi (Vieillot, 1819) – ocorre no leste e centro do Brasil (centro de Mato Grosso leste até Goiás, sudeste de Minas Gerais e Espírito Santo), ao sul até o nordeste da Argentina e Uruguai. É a forma descrita acima.
  • Gnorimopsar chopi sulcirostris (Spix, 1824) – ocorre em todo o nordeste do Brasil, do Maranhão até a Bahia e o norte de Minas Gerais. Distingue-se da forma nominal pelo tamanho muito maior.
  • Gnorimopsar chopi megistus (Leverkühn, 1889) – ocorre no extremo sudoeste do Peru e leste da Bolívia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Pássaro-preto {field 21}

Comentários:

Frequenta áreas agrícolas, buritizais, pinheirais, pastagens e áreas pantanosas, plantações com árvores isoladas, mortas, remanescentes da mata. Sua presença está fortemente associada a palmeiras. Vive normalmente em pequenos grupos que fazem bastante barulho. Pousa no chão ou em árvores sombreadas. Há quem confunda o passaro-preto com o atrevido chupimMolothrus bonariensis, famoso por parasitar o ninho de várias espécies (ex.: tico-tico). Enquanto o chupim é elegantíssimo, esguio e traja cintilantes vestes de tom violáceo, o passaro-preto é negro e de porte mais avantajado, com bico mais alongado, fino e com sulcos (estrias) na maxila inferior. O passaro-preto sabe nidificar e não se descuida da criação da ruidosa prole. No nordeste ocorre a subespécie (Gnorimopsar chopi sulcirostris), que é maior, medindo 25,5 centímetros de comprimento. Quando canta arrepia as penas da cabeça e pescoço.

Pássaro-preto {field 21}

Referências & Bibliografia:

Garibaldi – (Chrysomus ruficapillus)

O garibaldi é uma ave passeriforme da família Icteridae. Também conhecido por dó-ré-mi, pássaro-do-arroz, papa-arroz, chupim-do-nabo, chapéu-de-couro. É uma ave caçada e cobiçada por gaioleiros.
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  • Nome popular: Garibaldi
  • Nome inglês: Chestnut-capped Blackbird
  • Nome científico: Chrysomus ruficapillus
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Encontrado nos estados do Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Tocantins, Distrito Federal e todos os estados do Nordeste
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, sementes, grãos e pequenos artrópodes (besouros, aranhas, grilos, gafanhotos, lagartas e larvas). Aprecia arroz com casca.
  • Reprodução: Faz o ninho, em forma de tigela, é geralmente construído entre as folhas de taboas. Os ovos, cerca de três, são levemente azulados com pequenas manchas escuras.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 17,5 e 18,5 centímetros de comprimento e pesa entre 32,2 e 41,3 gramas. (Fraga, 2016). O macho apresenta plumagem negra, tendo a coroa, a garganta e o peito em vermelho fosco (pardo). Dependendo da iluminação e a distância, em que o pássaro se encontrar, as partes vermelhas não são visíveis. A fêmea apresenta plumagem pardo-olivácea, com barriga e lado superior estriados de negro e pardacento-claro; sendo difícil de ser identificada, salvo, quando está próxima ao macho. Tem o canto agradável e melodioso. É um dos sons mais típicos dos brejos e banhados brasileiros.

Possui 2 subespécies:
  • Chrysomus ruficapillus ruficapillus (Vieillot, 1819) – É a subespécie descrita acima. Sul da Bolívia, Sudeste e Sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina.
  • Chrysomus ruficapillus frontalis (Vieillot, 1819) – Ocorre no Nordeste e centro do Brasil, Amapá, Pará e Guiana Francesa. Extremamente semelhante à anterior, mas pode-se distinguir por ter marcações mais fracas e, especialmente na fronte, um tom de castanho mais brilhante.
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Comentários:

Habita paisagens úmidas, banhados e brejos, em bandos numerosos. No contexto urbano, não veem problema em dividir as árvores, onde se alimentam e descansam, com outras espécies (pardais, cardeais e outras). São aves fortemente associadas a água. Podem se tornar pragas agrícolas, especialmente em lavouras de arroz alagado

Garibaldi {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/garibaldi Acesso em 28 Agosto de 2011.
  • Taxéus – disponível em https://www.taxeus.com.br/especie/chrysomus-ruficapillus Acesso em 28 Agosto de 2011.

Guaxe – (Cacicus haemorrhous)

O guaxe é um da família Icteridae. Conhecido também como japiim-de-costas-vermelhas, japiim-do-mato, japim-guaxe, japira
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  • Nome popular: Guaxe
  • Nome inglês: Red-rumped Cacique
  • Nome científico: Cacicus haemorrhous
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em duas regiões separadas: – Em toda a Amazônia – De Pernambuco ao Rio Grande do Sul, estendendo-se para o interior até Goiás e Mato Grosso do Sul. Encontrado também nos demais países amazônicos e no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Onivoro, alimenta-se principalmente de frutos e insetos
  • Reprodução: Somente a fêmea constrói o ninho em forma de bolsa com 40 a 70 centímetros de comprimento, em colônias, com material de vários vegetais e localização variada, podendo ser à pouca altura sobre a água, no alto de árvores no meio da floresta ou em palmeiras nas bordas da floresta. Põe 2 a 3 ovos brancos com pontos e manchas avermelhados e roxos, tendo de 2 a 3 ninhadas por período de reprodução.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 21,5 e 29,5 centímetros de comprimento e tem entre 62 e 96 gramas de peso. O macho mede de 27 a 29,5 centímetros de comprimento e a fêmea 21,5 a 24 centímetros. A plumagem do Guaxe é quase totalmente negra. A íris é azul. O bico é longo, reto e amarelo. A parte posterior das costas e uropígio, é de cor vermelha. Esta parte é especialmente visível em voo. As pernas são pretas. Não há nenhuma diferença visível entre a plumagem do indivíduo do sexo masculino e o indivíduo do sexo feminino. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas. A plumagem juvenil é fuligem, apresentando a íris na cor marrom.

Possui três subespécies reconhecidas:
  • Cacicus haemorrhous haemorrhous (Linnaeus, 1766) – ocorre do leste da Colômbia até o leste do Equador e do sudeste da Venezuela até o leste da Guiana Francesa e norte do Brasil no estado de Roraima;
  • Cacicus haemorrhous affinis (Swainson, 1834) – ocorre no nordeste e leste do Brasil, do estado de Pernambuco até o estado de Santa Catarina, no nordeste da Argentina e no leste do Paraguai;
  • Cacicus haemorrhous pachyrhynchus (Berlepsch, 1889) – ocorre da bacia do Rio Amazonas no Brasil nos estados do Amazonas e Pará até Rondônia e no noroeste do estado de Mato Grosso, no leste do Peru e no norte da Bolívia.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

É comum na copa e bordas de florestas úmidas (na Amazônia principalmente na terra firme), florestas secas e de galeria e capoeiras altas. Vive em grupos, sendo visto regularmente nas bordas de diversos habitats florestais. Preferem baixadas quentes com florestas.

Guaxe {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/guaxe Acesso em 28 Agosto de 2011.
  • HBW Alive – disponível em https://www.hbw.com/species/red-rumped-cacique-cacicus-haemorrhous Acesso em 28 Agosto de 2011.

Tecelão – (Cacicus chrysopterus)

O tecelão Cacicus chrysopterus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil com maior concentração na região sudeste.

Tecelão {field 18}
  • Nome popular: Tecelão
  • Nome inglês: Golden-winged Cacique
  • Nome científico: Cacicus chrysopterus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, brotos, folhas enroladas, flores, favos, pau podre e outros. Aprecia os frutos/sementes da aroeira-do-campo Schinus lentiscifolius.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formatodde bolsa, com crina vegetal preta. Tecido com a precisão de uma máquina, o ninho tem 58 centímetros de comprimento. Gera, em média, duas ninhadas por estação, com três ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tecelão {field 18}

Características:

Mede em média 20 centímetros, é uma aves esbelta, de cauda longa, negra. Tem uropígio e coberteiras superiores médias das asas amarelas cor de enxofre. Seu bico é cinzento-azulado claro, a íris é branca ou pardo-clara. Possui uma voz nasal: “quä-ä”. Canto melodioso, de grande beleza, timbre lembrando o corrupião

Tecelão {field 8}

Comentários:

Frequenta interior da mata. Vive solitário, aos casais. Quando canta fica às vezes pendurado sob o galho, semelhante a certas espécies de japu; quando canta sobre o galho faz reverências, por isso é chamado em algumas localidades de “melro monjolo”.

Tecelão {field 8}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/tecelao Acesso em 28 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Japim-soldado Acesso em 13 de Agosto de 2012.

Polícia-inglesa-do-sul – (Leistes superciliaris)

O polícia-inglesa-do-sul Leistes superciliaris é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru.

Polícia-inglesa-do-sul Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Polícia-inglesa-do-sul
  • Nome inglês: White-browed Meadowlark
  • Nome científico: Leistes superciliaris
  • Família: Icteridae
  • Subfamília: Sturnellinae
  • Habitat: Ocorre em todo Brasil, exceto na Amazônia. Encontrado também no Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas, insetos e várias sementes.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão, principalmente nos campos em moitas de capim, pondo de 3 a 5 ovos. Tem hábito de levantar-se em voo na vertical sobre o ninho, cantando. Tem em média duas ninhadas por estação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Polícia-inglesa-do-sul Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 17 centímetros. Macho e fêmea podem ser diferenciados pela coloração da plumagem. Enquanto o macho apresenta gola e peito vermelho-escuro e uma mancha branca próxima aos olhos, a fêmea tem plumagem marrom, com um leve avermelhado no peito.

Polícia-inglesa-do-sul Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta zonas úmidas e palustres, sendo facilmente encontrado em plantações de arroz.

Polícia-inglesa-do-sul Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

Encontro – (Icterus pyrrhopterus)

O encontro é uma ave da família Icteridae. Conhecido também, inhapim, melro, merro e soldadinho (Paraná e São Paulo), pega, soldado, guacho e xexéu-soldado.

Encontro Foto – Edgard Thomas
  • Nome popular: Encontro
  • Nome inglês: Variable Oriole
  • Nome científico: Icterus pyrrhopterus
  • Família: Icteridae
  • Subfamília: Icterinae
  • Habitat: É observado em grande parte do Brasil, exceto uma área no noroeste do país.
  • Alimentação: Procura alimento na copa ou nas bordas, que consiste de invertebrados, frutos e flores. Como o joão-pinto, suga o néctar das flores, abrindo-as ou enfiando o bico, às vezes a cabeça, na corola. Gosta das flores de ipê, tarumã, piúva e pombeiro, entre outras.
  • Reprodução: O casal constrói o ninho em forma de bolsa, distante dos demais. Possui um canto flautado, mas costumam imitar várias outras aves em suas longas estrofes improvisadas. Entremeia o canto das outras aves com um chamado curto e grave, próprio. Tem normalmente 1 ninhada por estação com 3 ovos. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação:
  • Pouco preocupante. 
Encontro Foto – Afonso de Bragança

Características:

Mede cerca de 20 centímetros de comprimento. O macho da espécie tem 33,3 gramas de peso médio e a fêmea 30,4 gramas de peso médio. O corpo longilíneo, terminado por uma longa cauda, produz uma silhueta característica, ainda mais sublinhada pelo bico fino. Sobre as asas, no encontro (razão de um dos nomes comuns) apresenta uma área de penas diferenciadas de coloração que vai do amarelo ao castanho

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Icterus pyrrhopterus pyrrhopterus – ocorre do sudeste da Bolívia até o Paraguai, do sul do Brasil nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, até o Uruguai e até o norte da Argentina; esta subespécie possui o encontro na cor castanho forte.
  • Icterus pyrrhopterus tibialis – ocorre do nordeste do Brasil dos estados do Maranhão até o Piauí, e do Maranhão, Pernambuco e Bahia até o estado do Rio de Janeiro. Esta subespécie possui a característica de possuir o encontro amarelo e também os calções amarelos.
  • Icterus pyrrhopterus valenciobuenoi – ocorre no sudeste do Brasil; do sul de Goiás até o estado de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina; esta espécie possui o encontro na cor castanho-amarelado. A subespécie valenciobuenoi é intermediária entre tibialis e pyrrhopterus.
  • Icterus pyrrhopterus periporphyrus – ocorre no nordeste da Bolívia e na região adjacente no oeste do Brasil no estado de Mato Grosso; esta subespécie possui o encontro de cor castanho mais pálido que a forma nominal e possui também um tamanho maior.

(Gill & Wright – IOC World Bird List 2017; Piacentini et al. – Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos 2015).

Encontro Foto – Afonso de Bragança

Comentários:

Frequenta ambientes florestados, também utiliza-se de capões de cerradão e árvores ou arbustos isolados próximos à mata. Vive solitário, aos pares e, eventualmente, em bandos, às vezes junto a bandos mistos. Nas manhãs frias, gosta de pousar em galhos expostos para tomar sol nas primeiras horas do dia. Uma característica que vem sendo constantemente observada, é que esta ave tem o costume de usar sua inteligência, quando uma ave maior que ela está se alimentando de um fruto, ele imita sons de aves predadoras para o fim de afugentar as aves e alimentar sua prole com o fruto conquistado

Encontro Foto – Edgard Thomas

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/encontro Acesso em 28 Agosto de 201o.
  • Aves Pantanal – disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/281.htm Acesso em 28 Agosto de 2010.

Chupim – (Molothrus bonariensis)

Chupim Molothrus bonariensis é uma ave da família Icteridae Também conhecido por azulego, maria-preta, chopim, vira-bosta, godero, gaudério, rola-bosta e engana-tico. É provavelmente a ave mais odiada do Brasil, principalmente por causa de seus hábitos reprodutivos parasitários, pois nunca cuida de seus próprios ovos, sempre os botando nos ninhos de outras aves para que elas criem seus filhotes. Mais de 50 espécies já foram listadas como hospedeiras, desde aves maiores até menores do que o Chupim
Chupim {field 5}
  • Nome popular: Chupim
  • Nome inglês: Shiny Cowbird
  • Nome científico: Molothrus bonariensis
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e América do sul, menos na cordilheira dos Andes.
  • Alimentação: Possui uma dieta onívora, alimentando-se principalmente de insetos e sementes, mas ocasionalmente come frutos. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: A característica mais marcante da espécie é o hábito reprodutivo. O Molothrus bonariensis é uma ave parasita, pois utiliza do cuidado parental de outras aves para o seu benefício. A fêmea de vira-bosta se aproveita de algum momento de distração da vítima e deposita seus ovos no ninho da ave parasitada. Já foi registrado um mesmo ninho com até 37 ovos de Molothrus bonariensis sendo estes de várias fêmeas. Os ovos de vira-bosta podem apresentar a forma oval e redonda e a casca ter brilho ou ser fosca. As cores variam em tons de vermelho e verde, coberto por manchas ou pintas. O filhote é um frenético e incessante pedinte de comida. Os pais adotivos saem continuamente em busca de alimentos, mesmo depois do filhote ter saído do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chupim {field 5}
Características:

Mede cerca de 20 centímetros. O macho adulto é preto-azulado, mas dependendo da iluminação só se enxerga a cor negra. A fêmea é marrom-escura. Pode ser confundido com a graúna Gnorimopsar chopi, mas este é maior e possui o bico mais alongado e fino. Difere das duas outras espécies do gênero Molothrus, a iraúna-grande Molothrus oryzivorus e o vira-bosta-picumã Molothrus rufoaxillaris por ser bem menor que o primeiro e um pouco maior que o segundo, que além disso também apresenta a parte inferior das asas mais clara e uma mancha avermelhada na base inferior das asas.

Possui sete subespécies reconhecidas:
  • Molothrus bonariensis bonariensis (Gmelin, 1789) – ocorre do leste da Bolívia até o Paraguai, Brasil, Uruguai e região central da Argentina;
  • Molothrus bonariensis minimus (Dalmas, 1900) – ocorre nas Antilhas, nas ilhas de Martinica, Trinidad, Tobago, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Molothrus bonariensis cabanisii (Cassin, 1866) – ocorre do leste do Panamá, na região de Darién, até a Colômbia;
  • Molothrus bonariensis venezuelensis (Stone, 1891) – ocorre na região tropical leste da Colômbia e no norte da Venezuela;
  • Molothrus bonariensis aequatorialis (Chapman, 1915) – ocorre da região tropical sudoeste da Colômbia até o oeste do Equador e na ilha Puná;
  • Molothrus bonariensis occidentalis (Berlepsch & Stolzmann, 1892) – ocorre no extremo sudoeste do Equador, na região de Loja, e no oeste do Peru, da região sul até Lima;
  • Molothrus bonariensis riparius (Griscom & Greenway, 1937) – ocorre da região tropical leste do Equador e Peru, na região do Río Ucayali, até o baixo rio Amazonas, no estado do Pará.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Chupim {field 5}
Comentários:

É visto em espaços abertas como campos, pastos, parques e jardins. Entre junho e setembro é muito gregário, concentrando-se em pousos noturnos comunitários ou buscando alimentos em gramados e áreas campestres com capim baixo. Nessas concentrações, é possível observar os machos ameaçando-se mutuamente com seu característico comportamento de apontar o bico para cima e caminhar em direção ao oponente com as penas brilhando ao sol. O hábito de fuçar nas fezes do gado à procura de sementes mal digeridas lhe conferiu seu nome popular vira-bosta. Segue o gado para capturar os insetos por ele deslocados. Aprende a comer em comedouros artificiais de aves, a catar migalhas em locais públicos e a seguir arados para capturar minhocas e outros pequenos animais. É considerado uma praga agrícola, especialmente em arrozais do sul do país. O macho se exibe para a fêmea com voos curtos nos quais canta sem parar, arrepia suas penas e bate as asas semiabertas, e também com apresentações que envolvem eriçar as penas, balançando-as rapidamente e vocalizar.

Chupim {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/vira-bosta Acesso em 28 Agosto de 2010.
  • Museu de Zoologia João Moojen – disponível em http://www.museudezoologia.ufv.br/bichodavez/edicao19.htm Acesso em 28 Agosto de 2010.

Chupim-do-brejo – (Pseudoleistes guirahuro)

O chupim-do-brejo Pseudoleistes guirahuro é uma ave da família Icteridae. Ocorre no sul do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e no estado de Minas Gerais.

Chupim-do-brejo {field 16}
  • Nome popular: Chupim-do-brejo
  • Nome inglês: Yellow-rumped Marshbird
  • Nome científico: Pseudoleistes guirahuro
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Ocorre no sul do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e no estado de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se de grãos e sementes que encontra nos brejos além de sementes que são encontradas no solo de roças como milho soja e outras variedades.Pode ser visto revirando as fezes de animais como equinos e bovinos em busca de alimento.
  • Reprodução: A nidificação ocorre geralmente em colônias, em áreas úmidas e ocorre com maior frequência duas vezes por temporada de reprodução. A fêmea constrói o ninho, este é colocada a baixa altura, pendurado em plantas ou ramos baixos. O ninho em forma de um copo aberto e profundo, é feito de vegetação úmida e lama, sem guarnição interior. A fêmea coloca entre 3 e 5 ovos brancos com manchas vináceas. A incubação é efetuada pela fêmea e, durante esse período, o macho faz visitas periódicas trazendo comida. Os filhotes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho após 12 a 15 dias, mas permanecem no grupo familiar por algumas semanas. Os pais frequentemente são auxiliados por componentes do grupo familiar que fornecem comida para fêmeas e jovens e ajudam a defender o ninho. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chupim-do-brejo {field 16}
Características:

Mede entre 25 e 25,5 centímetros de comprimento e pesa entre 82 e 91 gramas. É uma ave de canto melodioso, que é um assobiar forte. Dragona, uropígio, barriga e lado inferior das asas amarelos, bico preto e pontiagudo, tornam fácil sua identificação. Possui o olho anegrado.

Chupim-do-brejo {field 8}
Comentários:

Frequentam brejos, nas várzeas com capim alto, quase sempre em bandos. É frequente alguns indivíduos cantarem juntinhos, pousados a um palmo de distância uns dos outros.

Chupim-do-brejo {field 7}
Referências & Bibliografia:

Corrupião – (Icterus jamacaii)

O corrupião Icterus jamacaii é uma ave da família Icteridae. Espécie endemica do Brasil. Ocorrendo no Sudeste, Centro Oeste, Nordeste e Norte.
Corrupião {field 5}
  • Nome popular: Corrupião
  • Nome inglês: Campo Troupial
  • Nome científico: Icterus jamacaii
  • Família: Icteridae
  • Habitat: Ocorre em todos os estados do Nordeste, Centro-Oeste e do Sudeste; leste do Pará, Maranhão estendendo-se para o oeste até Goiás e Tocantins.vEspécie endêmica ddo Brasil.
  • Alimentação: Espécie onívora, alimenta-se de lagartos, insetos, ovos de outros pássaros, plantas, sementes, legumes, verduras, cocos maduros de buriti. E seiva as flores do ipê amarelo, das flores do mandacaru, das flores de bromélias, cactáceas e de diversas frutas de pomar fazem parte do seu cardápio. Além disso, seu bico é fino, o que facilita inseri-lo dentro das flores, folhas e troncos de árvores, conseguindo assim seu alimento.
  • Reprodução: Eventualmente constrói seu próprio ninho, mas em geral costuma ocupar ninho alheio para procriar, do bem-te-vi, casaca-de-couro, joão-de-barro, joão-de-pau e xexéu), enxotando os donos e jogando seus filhotes ao chão, mas não é totalmente parasita, pois choca e cria sua própria prole. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 14 dias.
    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Corrupião {field 5}
Características:

Mede em torno de 25 cm de comprimento. O macho tem pesa em média 68 gramas e a fêmea de 57 gramas. Tem coloração geral alaranjada e preta. Apresenta capuz preto, dorso e asas pretas. As asas apresentam visível mancha branca nas rêmiges secundárias. Cauda preta. Pescoço com colar de coloração laranja. Porção inferior do peito, ventre e crisso com coloração laranja intensa. A face não apresenta a pele azulada característica de outras espécies do gênero Icterus. Os olhos são claros e o bico é forte, pontudo e apresenta a base da mandíbula na coloração azulada. Tarsos e pés de coloração cinza. Os juvenis apresentam plumagem similar ao adulto, entretanto sua coloração é amarelada, e não alaranjada

Corrupião {field 5}
Comentários:

Frequenta áreas da caatinga e zonas secas abertas, onde pousa em cactos, e também em bordas de florestas e clareiras, nos locais mais úmidos. Nos locais mais secos, como a caatinga nordestina, procura avidamente as fontes de água, tanto para matar a sede como para tomar banho.Além disso, ele vive aos pares, não costuma acompanhar bandos mistos de aves.

Corrupião {field 5}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corrupi%C3%A3o Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/corrupiao Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Anumará – (Anumara forbesi)

O anumará Anumara forbesi é uma ave da família Icteridae. Endêmico do Brasil, ocorre nos estados de Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais e Espírito Santo.

Anumará {field 29}
  • Nome popular: Anumará
  • Nome inglês: Forbes’s Blackbird
  • Nome científico: Anumara forbesi
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Endêmico do Brasil, possui duas populações separadas, uma nos estados de Pernambuco e Alagoas, e outra nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de de frutos, sementes e insetos, coletados no solo, também consomem pequenas sementes das inflorescências da cana-de-açúcar. Como faz o pássaro-pretoGnorimopsar chopi, abre espigas de milho verde para se alimentar dos grãos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninhos em árvores frondosas, tem forma de cesta funda e bem trançada, feito com capim seco e maleável. O período reprodutivo ocorre durante a estação chuvosa. Tem em média 2 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: EM PERIGO
Anumará {field 29}

Características:

Mede em média 23 centímetros de comprimento. Tem cauda longa e asas curtas, parece bastante com o pássaro-pretoGnorimopsar chopi, tem coloração em preto fuliginoso, tem o bico longo e pontudo. Ao cantar abre muito o bico e vê-se o interior da boca em vermelho. Como a maioria dos indivíduos da família Icteridae, também apresenta dimorfismo sexual. O anumará macho o tamanho da asa é em média 9 % maior que a fêmea, e 9 % no tamanho da cauda. Tem características as penas lanceoladas com veios brilhantes na coroa, nuca, face, região malar, e nos lados do pescoço, tanto o macho quanto a fêmea.

Anumará {field 29}

Comentários:

Frequentam a borda da floresta, áreas alagadiças adjacentes e até mesmo canaviais. A espécie utiliza tanto as áreas mais secas como as alagadas, para forrageio. Os indivíduos frequentam as bordas das florestas, onde permanecem durante horas sem vocalizar. São bastante ativos nas áreas abertas e alagadas, onde ficam forrageando no solo ou em capinzais.

Anumará {field 29}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Carretão-do-oeste – (Agelasticus cyanopus)

O carretão-do-oeste Agelasticus cyanopus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolivia e Paraguai.

Carretão-do-oeste {field 11}
  • Nome popular: Carretão-do-oeste
  • Nome inglês: Yellow-breasted Blackbird
  • Nome científico: Agelasticus cyanopus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat:Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Encontrado também Argentina, Bolivia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e moscas, também come frutas diversas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um um ninho em forma de cestinha aberta, funda, bem forrada, que é posta numa forquilha a pouca altura ou a alguns metros do solo. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 18 e 21 cm de comprimento e pesa entre 37 e 41 gramas. Tem cor geral negra uniforme com brilho. A fêmea e o indivíduo imaturo apresentam o lado superior pardo anegrado, estriado e oliváceo e marrom, asas com bordas ferrugíneas, lado inferior amarelo sujo, um tanto rajado de negro. Bico pontiagudo. Canta de cauda expandida e plumagem arrepiada e também durante o voo.

Carretão-do-oeste {field 23}

Comentários:

Frequenta brejos e taboais. Quando amedronta um rival se dirige obliquamente para frente, em silêncio. Ao cantar agacha e vira a cabeça para trás. É uma ave de hábitos gregários podendo formar grandes bandos em áreas onde as condições de alimentação e nidificação são mais favoráveis.

Carretão-do-oeste {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

João-pinto-amarelo – (Icterus nigrogularis)

O joão-pinto-amarelo Icterus nigrogularis é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, nas Antilhas e na ilha de Trinidad.

João-pinto-amarelo {field 28}
  • Nome popular: João-pinto-amarelo
  • Nome inglês: Yellow Oriole
  • Nome científico: Icterus nigrogularis
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Icterinae
  • Habitat: Ocorre no brasil, no nordeste da Amazônia nos estados do Amapá e Roraima. Encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, nas Antilhas e na ilha de Trinidad.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Percorre as copas das árvores e inspeciona as flores à procura de alimento. Completa sua dieta com frutas e também néctar.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho pendente com entrada na parte superior, composto de plantas fibrosas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
João-pinto-amarelo {field 11}

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento e pesa entre 37 e 39,5 gramas. Tem plumagem geral amarela brilhante. Os lores e a região ocular são negras. A região gular apresenta conspícua mancha negra em forma de gota que abrange desde o mento e atinge até a porção superior do tórax. As asas e cauda são negras. As penas rêmiges são pretas e apresentam uma estreita borda de coloração branca. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Icterus nigrogularis nigrogularis (Hahn, 1819) – ocorre na porção norte da Colômbia; na Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, e no norte do Brasil, nos estados de Roraima e Amapá;
  • Icterus nigrogularis curasoensis (Ridgway, 1884) – ocorre nas Antilhas Holandesas (Aruba, Curaçao e Bonaire);
  • Icterus nigrogularis helioeides (A. H. Clark, 1902) – ocorre na ilha Margarita na costa caribenha da Venezuela;
  • Icterus nigrogularis trinitatis (E. J. O. Hartert, 1913) – ocorre na ilha de Trinidad, na ilha Monos e na região nordeste da Venezuela na Península de Paria.

(Clements checklist, 2014).

João-pinto-amarelo {field 11}

Comentários:

Frequenta manguezais e florestas paludosas à beira de rios. Canta do alto de árvores altas.

João-pinto-amarelo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

João-pinto – (Icterus croconotus)

O joão-pinto Icterus croconotus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Guianas, Equador, Peru, Bolivia e Paraguai.

João-pinto {field 11}
  • Nome popular: João-pinto
  • Nome inglês: Orange-backed Troupial
  • Nome científico: Icterus croconotus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Icterinae
  • Habitat: Ocorre em todos os estados das regiões Norte e Centro Oeste ( fora o DF ) e também no norte de São Paulo e no Paraná. Encontrado também na Guianas, Equador, Peru, Bolivia e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, néctar, insetos, pequenos invertebrados e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se geralmente ocupando ninhos já prontos como o do joão-de-barro, xexéu, caturrita e às vezes constrói seu próprio ninho em buracos na madeira. Período reprodutivo primavera e verão. Põe em média 2 ou 3 ovos com incubação de 14 dias em média, os filhotes saem do ninho em torno de 15 dias e passam a se alimentar sozinho aos 40 dias. Os filhotes nascem com a mesma coloração dos pais, apenas mais fosca “pena de ninho”.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
João-pinto {field 11}

Características:

Mede em média de 23 cm de comprimento. O macho pesa média 48 gramas e fêmea em torno de 41 gramas. Tem cor predominante laranja vivo estendida superiormente das costas até o alto da cabeça e ventre (dorso, coroa e nuca), com exceção apenas de estreita faixa frontal que é preta, (região supraocular), cauda, pescoço e asas negras, em cada asa destaca-se uma discreta faixa branca na parte externa. Íris laranja amarelo, bico fino com a mandíbula superior negra e a inferior cinzenta próxima da base, tarsos plúmbeos. Não tem dimorfismo sexual, muito difícil reconhecer os sexos; macho e fêmea cantam. Jovens semelhantes porém com o amarelo mais claro que no indivíduo adulto. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Icterus croconotus croconotus (Wagler, 1829) – ocorre do Sudoeste da Guiana até o Norte do Brasil, Leste do Equador e Leste do Peru, na região de Madre de Dios;
  • Icterus croconotus strictifrons (Todd, 1924) – ocorre do Leste da Bolívia até o Sudoeste do Brasil, no estado de Mato Grosso e no Chaco do Paraguai.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

João-pinto {field 11}

Comentários:

Frequenta campos arborizados e regiões abertas. Vive em bandos familiares e separa-se em casais na época de reprodução, se tornando territorialista.

João-pinto {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chupim-azeviche – (Molothrus rufoaxillaris)

O chupim-azeviche Molothrus rufoaxillaris é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Paraguai,  Uruguai e Argentina.

Chupim-azeviche {field 28}
  • Nome popular: Chupim-azeviche
  • Nome inglês: Screaming Cowbird
  • Nome científico: Molothrus rufoaxillaris
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre em uma boa parte do leste do Brasil, do Rio Grande do Sul até o Piauí. Por toda região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Encontrado também na Bolivia, Paraguai,  Uruguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros invertebrados.
  • Reprodução: Espécie parasita. Não constrói ninho nem cria os filhotes. Para se reproduzir coloca os ovos em ninhos de outras espécies para estas encubarem e criarem os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chupim-azeviche {field 28}

Características:

Tem plumagem de cor predominante preta quase sem brilho, bico curto e grosso e a íris de cor castanha ou vermelha. Os machos apresentam axilares de cor ferrugem, difícil de ver em campo. Macho e fêmea possuem plumagem preta, mas a fêmea é um pouco menor. Jovens e imaturos são muito diferentes dos adultos, apresentando plumagem semelhante ao asa-de-telhaAgelaioides fringillarius.

Chupim-azeviche {field 25}

Comentários:

Frequenta áreas abertas, ocorrendo em plantações de cereais, pastagens, terreiros de fazendas e campos com árvores esparsas.

Chupim-azeviche {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Asa-de-telha-pálido – (Agelaioides fringillarius)

Asa-de-telha-pálido Agelaioides fringillarius é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, desde o Nordeste até Minas Geras e Espírito Santo.

Asa-de-telha-pálido {field 28}
  • Nome popular: Asa-de-telha-pálido
  • Nome inglês: Pale Baywing
  • Nome científico: Agelaioides fringillarius
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre em caatingas no Nordeste do Brasil indo até Minas Gerais e Espírito Santo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de Alimenta-se de insetos, larvas e outros artrópodes, também come sementes. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho, uma espécie de câmera de incubação, que tem forma de pequena “tigela”, feita de barro e fibras vegetais, onde deposita geralmente entre 3 e 5 ovos ovos, que são de cor branca. Embora esta câmera seja geralmente construída no interior dos ninhos de furnarideos, principalmente Pseudoseisura cristata. Este parasitismo tem sido interpretado como uma fase primitiva.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Asa-de-telha-pálido {field 28}

Características:

Mede em média 18 centímetros de comprimento. Tem cor predominante branco amarelada, com as asa vermelho telha.

Asa-de-telha-pálido {field 28}

Comentários:

Frequenta áreas abertas, pastagens, compos de gramíneas, cerrados, áreas de caatinga, plantações, fazendas de gado.

Asa-de-telha-pálido {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Dragão – (Pseudoleistes virescens)

O dragão Pseudoleistes virescens é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Argentina e Uruguai.

Dragão {field 20}
  • Nome popular: Dragão
  • Nome inglês: Brown-and-yellow Marshbird
  • Nome científico: Pseudoleistes virescens
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, exclusivamente da região sul nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontrado também na Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes. Eventualmente também come sementes. Procura alimento no solo e em capins em grandes bandos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com fibras vegetais, reforçado com barro na base. Põe em média entre 3 e 5 ovos brancos ou rosados com manchas castanhas. Tem em média 2 ninhadas por estação. A fêmea constrói sozinha o ninho em meio a tufos de taboas e outras gramíneas altas, a cerca de um metro do chão.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Dragão {field 11}

Características:

Mede em média 24 cm de comprimento. Muito parecido com o chupim-do-brejoPseudoleistes guirahuro, mas difere pelo uropígio escuro e não amarelo. Possui os olhos castanho avermelhados diferindo também neste aspecto. O marrom da cabeça e peito tem um claro fundo esverdeado. Além disso, o amarelo da barriga é invadido pelo marrom dos flancos.

Dragão {field 23}

Comentários:

Pode ser visto em campos e brejos, áreas agrícolas e pastagens. Principalmente nos pampas do sul.

Dragão {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Iratauá-pequeno – (Chrysomus icterocephalus)

O iratauá-pequeno Chrysomus icterocephalus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Guianas e Peru.

Iratauá-pequeno {field 20}
  • Nome popular: Iratauá-pequeno
  • Nome inglês: Yellow-hooded Blackbird
  • Nome científico: Chrysomus icterocephalus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre nas várzeas do rio Amazonas e alguns de seus principais afluentes, no Amazonas, Acre , Pará, Amapá e Roraima. Encontrado também nos países vizinhos da Venezuela, Colômbia, Guianas e Peru.
  • Alimentação:
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de cestinho colocado no chão escondido entre a vegetação alta, feito com gramíneas e outras fibras vegetais. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Iratauá-pequeno {field 11}

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento. O macho tem a cabeça amarela e emplumada, corpo negro, fêmea um pouco menor, cabeça não emplumada e menos negro, bico cinza.

Possui duas subespécies:

  • Chrysomus icterocephalus icterocephalus (Linnaeus, 1766) – ocorre do Norte da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Norte do Brasil e no Nordeste do Peru;
  • Chrysomus icterocephalus bogotensis (Chapman, 1914) – ocorre no Leste da Colômbia, na região do planalto de Bogotá.
Iratauá-pequeno {field 25}

Comentários:

Frequenta geralmente pântanos. Nas várzeas amazônicas frequenta os capinzais flutuantes, ocorrendo em grandes bandos.

Iratauá-pequeno {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sargento – (Agelasticus thilius)

O sargento Agelasticus thilius é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até o Chile.

Sargento {field 20}
  • Nome popular: Sargento
  • Nome inglês: Yellow-winged Blackbird
  • Nome científico: Agelasticus thilius
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil apenas na região sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontrado também no Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até o Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados, sementes, frutas e também de néctar.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com gramíneas e outras fibras vegetais. Tem em geral 1 ninhada por estação com 3 ovos cada. Costuma nidificar no capim.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sargento {field 11}

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento. Predominantemente negro com as partes superiores e inferiores das asas amarelas. A fêmea e o jovem são estriados pardacentos. Quando pousa aparece a plumagem negra uniforme.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Agelasticus thilius thilius (Molina, 1782) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Chile, nas regiões do Atacama até Valdivia e no Sudoeste da Argentina;
  • Agelasticus thilius alticola (Todd, 1932) – ocorre na Cordilheira dos Andes do Sudeste do Peru, na região de Cuzco até o Noreoeste da Bolívia;
  • Agelasticus thilius petersii (Laubmann, 1934) – ocorre do Paraguai até o Sudeste do Brasil, Uruguai e Norte da Argentina.
Sargento {field 23}

Comentários:

Frequenta pântanos, tabuais, campos sem árvores. Costuma frequentar plantas flutuantes.

Sargento {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Cardeal-do-banhado – (Amblyramphus holosericeus)

O cardeal-do-banhado Amblyramphus holosericeus é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Cardeal-do-banhado {field 20}
  • Nome popular: Cardeal-do-banhado
  • Nome inglês: Scarlet-headed Blackbird
  • Nome científico: Amblyramphus holosericeus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Encontrado também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de artrópodes, como besouros, aranhas, grilos, gafanhotos, lagartas e larvas, além de sementes e grãos apanhados junto a vegetação. Também come frutas diversas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um um ninho fechado com entrada lateral. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Cardeal-do-banhado {field 11}

Características:

O macho mede em média 25 cm de comprimento e pesa cerca de 86 gramas. A fêmea um pouco menor mede 22 cm e pesa cerca de 75 gramas. Tem a cabeça, o pescoço, nuca, queixo e o peito de coloração vermelho alaranjado muito vivo, bem como a plumagem das coxas, (calções). O dorso, asas, uropígio, ventre e crisso são pretos, assim como sua cauda com longas retrizes negras.

Cardeal-do-banhado {field 23}

Comentários:

Frequenta pântanos com água profunda, taboais e juncais, beira de canais e rios com densa vegetação paludícola. Voa com certa dificuldade.

Cardeal-do-banhado {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Asa-de-telha – (Agelaioides badius)

O asa-de-telha Agelaioides badius é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até o Chile.

Asa-de-telha {field 25}
  • Nome popular: Asa-de-telha
  • Nome inglês: Grayish Baywing
  • Nome científico: Agelaioides badius
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: No Brasil ocorre no sul, sudeste e centro-oeste, até Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Encontrado também na Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até o Chile.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas frutas, sementes e invertebrados, e outros artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de uma pequena “tigela” de barro trançada com fibras vegetais, onde deposita os ovos, que são de cor branca. Tem normalmente uma ninhada por estação com 2 ovos. Embora a câmara incubadora câmara seja construída no interior dos ninhos de furnarídeos, também utiliza caixinhas e ninhos artificiais. Este “ninho parasitismo” tem sido interpretado como uma fase primitiva de parasitismo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Asa-de-telha {field 25}

Características:

Mede em média entre 15 e 18 cm de comprimento e pesa entre 43 e 47 gramas. Tem coloração geral marrom escuro, sendo as asas e a cauda mais escuras e as orlas das penas coberteiras marrom avermelhado. Possui uma espécie de “mascara” negra ao redor dos olhos. Os tarsos são negros. Tem o bico cônico.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Agelaioides badius badius (Vieillot, 1819) – ocorre do Leste da Bolívia, na região de Beni e Tarija até o Paraguai, Uruguai,no Norte da Argentina, na região Norte de Chubut; e no Brasil, na região Sul e no Mato Grosso do Sul;
  • Agelaioides badius bolivianus (Hellmayr, 1917) = ocorre na altiplano do Centro e do Sul da Bolívia.

(del Hoyo; et al., 2016).

Asa-de-telha {field 25}

Comentários:

Frequenta locais semiurbanizados, sendo comum ao redor das fazendas e nas praças de alguns povoados do interior. Gregário, vive em grupos de até 20 aves.

Asa-de-telha {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Inhapim – (Icterus cayanensis)

O inhapim Icterus cayanensis é uma ave da da família Icteridae. Ocorre no Brasil, no Peru e na Bolívia

Inhapim {field 11}
  • Nome popular: Inhapim
  • Nome inglês: Epaulet Oriole
  • Nome científico: Icterus cayanensis
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Icterinae
  • Habitat: Ocorre em toda a amazônia brasileira e também no Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Maranhão. Encontrado também no Peru e na Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, entre eles os da embaúbaCecropia sp.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de bolsa, feito com fibras vegetais pendurado em galhos de arvores altas. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada. Tendo geralmente 1 ninhada por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Inhapim {field 12}

Características:

Mede em média 22 cm de comprimento e pesa entre 42 e 46 gramas. Com cor predominantemente preta, exceto o encontro que têm uma mancha amarelo brilhante. O bico fino e pontiagudo é preto. Os olhos são castanhos, tarsos e pés são cinza escuros. A cauda é longa e preta. Ambos os sexos apresentam plumagem idêntica, não apresentando dimorfismo sexual. O jovem da espécie apresenta pequena comissura labial amarelada. A plumagem é bastante similar a do adulto, entretanto sua coloração é mais opaca que a do adulto.

Inhapim {field 28}

Comentários:

Frequenta ambientes florestados, também utiliza-se de capões de cerradão e árvores ou arbustos isolados próximos à mata. Vive solitário, aos pares e, eventualmente, em bandos, às vezes junto a bandos mistos. Observado com frequência no meio da mata em arvores frutíferas se alimentando.

Inhapim {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Iratauá-grande – (Gymnomystax mexicanus)

O iratauá-grande Gymnomystax mexicanus é uma ave da família Icteridae. ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.

Iratauá-grande {field 11}
  • Nome popular: Iratauá-grande
  • Nome inglês: Oriole Blackbird
  • Nome científico: Gymnomystax mexicanus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil apenas na Amazônia, em Roraima, no Amapá e ao longo do Rio Amazonas e do baixo curso de seus afluentes, como o Tapajós e o Tocantins. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, sementes e frutos. Procura alimentos no chão, podendo revirar esterco à procura de sementes não digeridas e insetos. Também vasculha o capim alto, bem como a copa de árvores atrás de frutos, como as embaúbas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de uma cesta, em forquilhas ou penachos de palmeiras. Põe ovos de coloração azul-claro com marcas marrons. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Iratauá-grande {field 23}

Características:

O macho mede em média 31 cm de comprimento e a fêmea 27 cm. Macho e fêmea tem cores predominantes amarelo na barriga e negro nas partes superiores, asas e cauda. Anel ocular negro, bico negro e uma estria malar negra. Há um detalhe em amarelo nas pequenas coberteiras das asas. Os jovens tem menos contraste do amarelo e o negro, não possuem o anel ocular negro e possuem o alto da cabeça preto.

Iratauá-grande {field 20}

Comentários:

Frequenta campos úmidos com árvores esparsas, praias lodosas, florestas de galeria, vegetação à beira de rios e em ilhas fluviais. Anda no solo de pastagens, onde remexe estrume de gado, e também em beiras de rio. Pousa em locais abertos de arbustos e árvores baixas. Vive aos pares ou em grupos espalhados e, ocasionalmente, é visto também solitário, sendo de fácil observação.

Iratauá-grande {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Iraúna-grande – (Molothrus oryzivorus)

A iraúna-grande Molothrus oryzivorus é uma ave da família Icteridae. Ocorre do México à Argentina, e em todo o Brasil.

Iraúna-grande {field 20}
  • Nome popular: Iraúna-grande
  • Nome inglês: Giant Cowbird
  • Nome científico: Molothrus oryzivorus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre em todas as regiões do Brasil. Encontrada também do México à Argentina e Paraguai, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, carrapatos e outros artrópodes. Também come grão e sementes. Procura alimento em campos abertos, no chão ou em arbustos. Retira carrapatos do gado e de cavalos deitados, as vezes pousando sobre eles. Costuma frequentar comedouros feitos para atrair cavalariasParoaria capitata e ChupimMolothrus bonariensis, consumindo grãos de milho e quirera de arroz.
  • Reprodução: Reproduz-se sem construir ninho, na época da reprodução ocupa ninhos de outras espécies, como japus e japiins. Tem em média 2 ninhadas por estação com 2 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Iraúna-grande {field 11}

Características:

O macho mede em média entre 35 e 38 cm de comprimento, a fêmea entre 30 e 33 centímetros; pesam de 130 a 176 gramas. Além de maior, o macho apresenta um prolongamento das penas na região do pescoço, o qual está ausente na fêmea.

Possui duas subespécies:

  • Molothrus oryzivorus oryzivorus (Gmelin, 1788) – ocorre do Leste do Panamá até a Bolívia, no Paraguai, no Nordeste da Argentina e em grande parte do Brasil;
  • Molothrus oryzivorus impacifus (J. L. Peters, 1929) ocorre nas encostas do Caribe desde o Sul do México no estado de Veracruz até o Oeste do Panamá.
Iraúna-grande {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas campestres e pastos – geralmente perto do gado, cavalos e porcos, dos quais retira carrapatos. Pousa em praias e rochas nos rios, árvores altas isoladas e até mesmo sobre capivaras semi-submersas. Vive solitária ou em pequenos bandos.

Iraúna-grande {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Xexéu – (Cacicus cela)

O xexéu Cacicus cela é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Panamá, Equador e Peru.

Xexéu {field 23}
  • Nome popular: Xexéu
  • Nome inglês: Yellow-rumped Cacique
  • Nome científico: Cacicus cela
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a Amazônia, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso do Sul e São Paulo, e também no nordeste, do Maranhão ao noroeste do Ceará e do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Encontrado também no Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Ocasionalmente saqueia ninhos de outras aves. Tem predileção pelas mangas – Mangifera indica, frequentando com assiduidade e em grandes grupos os mangueirais urbanos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho de folhas de palmeiras, gravetos e capim com a forma de uma bolsa pendurada com 40 a 70cm de comprimento. Os ninhos ficam agrupados em colônias, instaladas frequentemente em árvores baixas, algumas vezes sobre a água, nos galhos em que haja a presença de formigueiros e de alguns vespeiros. Às vezes os ninhos podem estar na mesma árvore que os de japus, porém é mais comum estarem em uma árvore adjacente ou isolados. Põe em média 2 ou 3 ovos branco azulados com manchas, pontos e listras marrom-escuras ou pretas, tem em média 2 ou 3 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Xexéu {field 23}

Características:

O macho mede em média entre 27 a 29 cm de comprimento e a fêmea entre 22 e 25 cm, pesa de 60 a 98 g. O imaturo é de cor de fuligem em vez de negra. As fêmeas são bem menores que os machos. O canto é tão variado que as vezes causa a impressão de um coro de vários exemplares.

Possui três subespécies:

  • Cacicus cela cela (Linnaeus, 1758) – ocorre da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, na Amazônia brasileira até o Mato Grosso do Sul, Nordeste do Brasil até o Norte de Minas e no Leste da Bolívia;
  • Cacicus cela vitellinus (Lawrence, 1864) – ocorre da região tropical Leste do Panamá, até o Norte da Colômbia. O amarelo é mais forte, sendo quase alaranjado. Mancha amarela nas asas é muito menor.
  • Cacicus cela flavicrissus (P. L. Sclater, 1860) – ocorre da região tropical do Oeste do Equador até o extremo Noroeste do Peru, na região de Tumbes. Muito parecido com a forma anterior, sendo menor.
Xexéu {field 11}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas principalmente de várzea, campos com árvores, cerrados e florestas de galeria. Vive em bandos de tamanhos variáveis.

Xexéu {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Iraúna-de-bico-branco – (Cacicus solitarius)

A iraúna-de-bico-branco Cacicus solitarius é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Iraúna-de-bico-branco {field 23}
  • Nome popular: Iraúna-de-bico-branco
  • Nome inglês: Solitary Black Cacique
  • Nome científico: Cacicus solitarius
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre no sudoeste da Venezuela, sul e leste da Colômbia, leste do Equador e Peru, Brasil, Bolívia, Chaco do Paraguai, norte e leste da Argentina, e oeste do Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes que caça circulando por entre as árvores. Também consome frutas e bagas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de bolsa medindo entre 45-70 cm de altura, pendurado em um galho e muito visível, feito com fibras vegetais longas, tecidas em conjunto. A entrada está antes de um pequeno túnel de cerca de 20 centímetros de comprimento e com um diâmetro de 5 a 6 cm que conduz até a câmara de incubação. Ele é coberto com folhas e galhos. É uma ave monogâmica que não faz ninho em colônias. A época de reprodução vai de outubro a abril. O ninho é muito elaborado, construído apenas pela fêmea. Põe em média 2 ou 3 ovos brancos com pintas ou pequenas listras marrons e cinza. A incubação dura cerca de duas semanas e é exclusividade da fêmea. Apenas a fêmea alimenta os pequenos filhotes, que deixam o ninho após cerca de 4 semanas. Pode ter até duas ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Iraúna-de-bico-branco {field 19}

Características:

Mede em média entre 24 e 28 cm de comprimento e pesa entre 80 e 90 gramas. Tem cor predominante preto, exceto por um anel de olho cinza claro. O bico é longo, reto e afiado na cor de marfim. Os olhos são de coloração marrom avermelhada. Pernas de cor cinza. O macho e a fêmea possuem plumagem idêntica. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas. Indivíduos juvenis apresentam plumagem escura preto acinzentada, olhos castanhos e bico escuro.

Iraúna-de-bico-branco {field 12}

Comentários:

Frequenta matas de várzea, mangues e caatinga. É monogâmica, encontrada sempre solitária ou aos pares e, ao contrário do guaxeCacicus haemorrhous, não constrói seus ninhos em colônias.

Iraúna-de-bico-branco {field 16}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Japu-pardo – (Psarocolius angustifrons)

O japu-pardo Psarocolius angustifrons é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador até a Bolívia.

Japu-pardo {field 20}
  • Nome popular: Japu-pardo
  • Nome inglês: Russet-backed Oropendola
  • Nome científico: Psarocolius angustifrons
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil amazônico nos estados do Amazona e Acre. Encontrado também nas regiões tropical e subtropical da Venezuela, Colômbia e Equador até a Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Também come insetos, larvas e outros artrópodes. Eventualmente saqueia ninhos de outras espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de fibras de plantas que formam uma cesta de suspensão, que pode medir até 1 m de comprimento. Põe em média 3 ovos por ninhada, tendo em média duas ninhadas por ano.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Japu-pardo {field 23}

Características:

Tem a parte superior do corpo castanho escuro avermelhado, a testa e o bico são amarelados ( na ssp. nominal o bico é escuro ) e a parte inferior castanho azeitona. O macho é muito maior que a fêmea, medindo entre 39 e 43 centímetros de comprimento.

Possui sete subespécies reconhecidas:

  • Psarocolius angustifrons angustifrons (Spix, 1824) – ocorre na região tropical da Colômbia até o nordeste do Peru e na região adjacente da Amazônia brasileira ( interflúvio Negro/Solimões ). Esta é a única das sete subespécies que possui como característica marcante o bico preto;
  • Psarocolius angustifrons salmoni (P. L. Sclater, 1883) – ocorre na região central e oeste da Cordilheira dos Andes da Colômbia;
  • Psarocolius angustifrons atrocastaneus (Cabanis, 1873) – ocorre na região subtropical do oeste do Equador;
  • Psarocolius angustifrons sincipitalis (Cabanis, 1873) – ocorre nas encostas da Cordilheira dos Andes da Colômbia desde a região de Cundinamarca (Olivares, 1969) e Santander até o alto vale do rio Magdalena. Esta subespécie apresenta o bico e a fronte amarelas, ou bico, fronte e sobrancelha amarelas; uropígio e flancos acastanhados (Hilty et al., 1986).
  • Psarocolius angustifrons neglectus (Chapman, 1914) – ocorre no leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia até o noroeste da Venezuela;
  • Psarocolius angustifrons oleagineus (P. L. Sclater, 1883) – ocorre nas montanhas da região costeira do norte da Venezuela na região de Carobobo e Miranda;
  • Psarocolius angustifrons alfredi (Des Murs, 1856) – ocorre no sudeste do Equador até o leste do Peru e noroeste da Bolívia na região de Santa Cruz e Cochabamba, e também na região adjacente do Acre.

(IOC World Bird List 2017).

Japu-pardo {field 19}

Comentários:

Frequenta vários tipos de floresta, tanto densa como dispersa, com ou sem vegetação rasteira.

Japu-pardo {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Japu-verde – (Psarocolius viridis)

O japu-verde Psarocolius viridis é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.

Japu-verde {field 28}
  • Nome popular: Japu-verde
  • Nome inglês: Green Oropendola
  • Nome científico: Psarocolius viridis
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira, nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Mas também come insetos, larvas e outros artrópodes. Eventualmente saqueia ninhos de outras espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninhos em colônias com uma média entre 5 a 10 ninhos, dispostos próximos uns dos outros em uma zona da mesma árvore. O ninho é feito de fibras de plantas que formam uma cesta de suspensão, que pode medir até 1 m de comprimento. Põe em média 3 ovos brancos com pontos e linhas avermelhadas e roxas, tendo em média duas ninhadas por ano. Somente a fêmea incuba os ovos e alimenta os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Japu-verde {field 28}

Características:

O macho mede em média entre 46 e 51 cm de comprimento e a fêmea entre 36 e 38 cm. Tem cor predominante verde oliva, com a face verde amarelada e o bico esbranquiçado com a ponta de cor avermelhada. Algumas penas na cabeça formam uma pequena crista nucal verde. O ventre inferior e o crisso são castanhos. As retrizes laterais da cauda são amarelas, as retrizes centrais são verdes. Os olhos são azuis, tarsos e pés pretos.

Japu-verde {field 28}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de terra firme e clareiras adjacentes com árvores altas, sendo particularmente abundante em capoeiras altas nas regiões florestadas. Vive em bandos grandes e bastante barulhentos, fáceis de ver, às vezes formados por dezenas de indivíduos. Vive nas florestas de terra firme da Amazônia e no Escudo das Guianas. Normalmente, permanece na copa das árvores, evitando assentamentos humanos e áreas desmatadas.

Japu-verde {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Polícia-inglesa-do-norte – (Leistes militaris)

O polícia-inglesa-do-norte Leistes militaris é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Costa Rica, Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Polícia-inglesa-do-norte {field 23}
  • Nome popular: Polícia-inglesa-do-norte
  • Nome inglês: Red-breasted Meadowlark
  • Nome científico: Leistes militaris
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Sturnellinae
  • Habitat: Ocorre em praticamente toda a Amazônia brasileira. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes. Também come sementes diversas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito com gramíneas direto no chão, em formato de xícara, às vezes construindo um túnel de entrada. Põe em média entre 2 e 4 ovos de cor creme com manchas marrom avermelhadas, tendo em geral 2 ninhadas por estação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Polícia-inglesa-do-norte {field 11}

Características:

Mede em média 19 cm de comprimento. O macho é preto com a garganta e o peito vermelhos. A fêmea é amarronzada, bastante estriada de marrom e preto nas partes superiores e o peito é ligeiramente avermelhado.

Polícia-inglesa-do-norte {field 11}

Comentários:

Frequenta áreas não florestadas da Amazônia, tais como campos, ilhas com vegetação pioneira rala, áreas agrícolas e pastagens, ampliando sua área de ocorrência com o desmatamento. Vive solitário, aos pares ou em pequenos grupos fora do período reprodutivo. Anda pelo chão, empoleirando-se em arbustos baixos.

Polícia-inglesa-do-norte {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Triste-pia – (Dolichonyx oryzivorus)

O triste-pia Dolichonyx oryzivorus é uma ave da família Icteridae. Na América do Sul, ocorre no Brasil, Argentina, Brasil e Paraguai.

Triste-pia {field 20}
  • Nome popular: Triste-pia
  • Nome inglês: Bobolink
  • Nome científico: Dolichonyx oryzivorus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Dolichonychinae
  • Habitat: Migrante. Espécie nativa da América do Norte, realiza migrações em direção ao sul até a Argentina, Brasil e Paraguai.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, larvas e outros artrópodes. Também come sementes de várias espécies.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de xícara rasa, feito de gramíneas e outros materiais vegetais. É colocado geralmente no solo em áreas de pastagem. Estas aves têm tipicamente apenas uma ninhada por ano. Põe entre 3 e 7 ovos com manchas cinza ou canela. Os ovos são incubados pela fêmea por cerca de 10 a 13 dias. Os filhotes adquirem sua plumagem entre o décimo e o décimo quarto dia, mas não são capazes de voar durante vários dias adicionais. Os filhotes têm o habito de sair do ninho e se esconderem dos predadores na grama alta ao redor dele. O período de reprodução vai do final de abril até o início de junho no hemisfério norte.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Triste-pia {field 28}

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 37,1 e 47 gramas, sendo o macho mais pesado que a fêmea. O macho adulto, em plumagem reprodutiva, apresenta a coloração preta em sua maior parte, uma distinta mancha de coloração camurça na nuca, mancha esta que se inicia no alto da cabeça e se estende até o encontro com o manto. O dorso e uropígio são cinza, com variações que se apresentam esbranquiçadas. A cauda é rígida, pontuda e negra. As asas possuem os escapulários brancos, contrastando com as coberteiras e rêmiges, que são pretas com bordas brancas. A fêmea em plumagem reprodutiva tem a cabeça quase inteiramente camurça ou bege. Apresenta uma distinta sobrancelha clara, longa e larga, que é realçada por uma faixa pós ocular escura. O alto da cabeça é escuro e dividido em duas partes por uma lista central pálida. A garganta é branca, a porção inferior (peito ventre e crisso) apresentando coloração bege. O peito e os flancos do ventre apresentam estrias escuras. O bico curto e cônico apresenta coloração muito característica, com uma mandíbula de cor rosada muito clara, e uma faixa negra no cúlmen.

Triste-pia {field 12}

Comentários:

Frequenta pântanos, campos e plantações de arroz e sorgo, planícies com gramíneas, pastagem de gado, áreas abertas. Espécie migrante vem todos os anos desde o hemisfério norte (onde se reproduz), até á Argentina.

Triste-pia {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pedro-ceroulo -(Sturnella magna)

O pedro-ceroulo Sturnella magna é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como peito-amarelo-ceroulo.

Pedro-ceroulo {field 11}
  • Nome popular: Pedro-ceroulo
  • Nome inglês: Eastern Meadowlark
  • Nome científico: Sturnella magna
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Sturnellinae
  • Habitat: Ocorre do Canadá e América Central às Guianas, Venezuela e Colômbia. Encontrado no Brasil, no noroeste do Amazonas, Roraima, Amapá, Ilha de Marajó e baixo Rio Tocantins.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de gafanhotos, grilos, besouros, formigas, aranhas e vespas. Eventualmente quando os insetos ficam escassos eles também comem grãos e sementes de ervas daninhas.
  • Reprodução: Constrói o ninho no chão, utilizando gramíneas secas, acículas de pinheiro, crina de cavalo, e hastes da plantas. O ninho é em forma de cúpula, com a entrada do lado e construído no terreno em campos, plantações de milho ou pomares. A postura é de 4 a 5 ovos e ocorre ao longo dos meses de abril a agosto. Os ovos são brancos com manchas marrom escuro ao roxo. A fêmea incuba os ovos e a incubação leva de 13 a 14 dias. Ambos os pais alimentam os jovens, mas o macho geralmente traz a comida e a entrega para a fêmea e esta alimenta os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pedro-ceroulo {field 11}

Características:

Mede em média 21 cm de comprimento. São castanhos claro marcados com estrias pretas, com a garganta, peito e ventre amarelo brilhante. O peito amarelo é adornado por uma mancha preta em forma de “V”. Os flancos do peito e do abdome são claros e apresentam estrias pretas. A cabeça apresenta os lores amarelos, sobrancelha clara, uma distinta faixa pós-ocular preta e face clara. A coroa apresenta o píleo claro, quase branco e delimitado por duas faixas pretas. As asas são curtas e arredondadas e apresentam nas rêmiges, barrado escuro. Embora a maior parte da cauda curta seja marrom com barrado marrom escuro, as penas retrizes exteriores são brancas, sendo visíveis durante o voo da ave. O bico é pontudo e longo. A maxila é escura e a mandíbula possui sua porção proximal cinza-azulada. Os tarsos e pés são rosa-acinzentados. Os olhos são escuros e apresentam anel periocular de coloração clara.

Possui dezesseis subespécies:

  • Sturnella magna magna (Linnaeus, 1758) – ocorre do sul de Ontário e leste de Quebec no Canadá até o norte do estado do Texas and e nordeste do estado da Georgia nos Estados Unidos da América;
  • Sturnella magna praticola (Chubb, 1921) – ocorre nos Llanos do leste Colômbia até o sul da Venezuela e norte da Guiana;
  • Sturnella magna monticola (Chubb, C, 1921) – ocorre nos tepuis do sul da Venezuela (Mt. Roraima);
  • Sturnella magna argutula (Bangs, 1899) – ocorre do estado de Kansas e Oklahoma até o estado da Carolinas e Flórida no leste dos Estados Unidos da América;
  • Sturnella magna hoopesi (Stone, 1897) – ocorre do sul dos Estados Unidos da América, no estado do Texas, (Eagle Pass) até o norte de Coahuila, Nuevo León e Tamaulipas no México;
  • Sturnella magna auropectoralis (G. B. Saunders, 1934) – ocorre no México, dos estados de Durango e Sinaloa até Michoacán, e Puebla;
  • Sturnella magna saundersi (Dickerman & A. R. Phillips, 1970) – ocorre no sul do México, no estado de Oaxaca;
  • Sturnella magna alticola (Nelson, 1900) – ocorre do México, nos estados de Guerrero, Puebla e Veracruz até a Costa Rica;
  • Sturnella magna mexicana (P. L. Sclater, 1861) – ocorre na costa Caribenha do sudeste do México nos estados de Veracruz e Tabasco até o estado de Chiapas;
  • Sturnella magna griscomi (Van Tyne & Trautman, 1941) – ocorre no sudeste do México na região árida costeira do norte da Península de Yucatán;
  • Sturnella magna inexspectata (Ridgway, 1888) – ocorre na savana de Belize, Guatemala, Honduras e Nicarágua;
  • Sturnella magna subulata (Griscom, 1934) – ocorre na costa do Oceano Pacífico do Panamá;
  • Sturnella magna meridionalis (P. L. Sclater, 1861) – ocorre na face leste da Cordilheira dos Andes da Colômbia até o noroeste da Venezuela;
  • Sturnella magna paralios (Bangs, 1901) – ocorre no norte da Colômbia e na savana do oeste da Venezuela;
  • Sturnella magna quinta (Dickerman, 1989) – ocorre no Suriname e no norte da Amazônia brasileira;
  • Sturnella magna hippocrepis (Wagler, 1832) – ocorre em Cuba e na Ilha de Pines.

(Clements checklist, 2014)

Pedro-ceroulo {field 11}

Comentários:

Frequenta campos abertos e pastagens com árvores e arbustos esparsos. Anda pelo chão, podendo agachar-se ou voar baixo se ameaçado, voltando a esconder-se adiante, na vegetação rasteira. Empoleira-se não muito alto para cantar, em arbustos ou postes de cercas. Na primavera, o macho exibe suas cores e seu canto alto com notas alarmantes a partir de um ponto alto ou do topo de um mourão de cerca. O intuito é de deixar claro para outros machos da espécie que aquele é o seu território. A vocalização nesta época tem o objetivo de advertir os outros machos para ficarem longe das fêmeas presentes no território.

Pedro-ceroulo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências