Azulinho – (Cyanoloxia glaucocaerulea)

O azulinho é uma ave Cyanoloxia glaucocaerulea da família Cardinalidae. Conhecido também como azulinho-do-sul. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Azulinho {field 21}
  • Nome popular: Azulinho
  • Nome inglês: Glaucous-blue Grosbeak
  • Nome científico: Cyanoloxia glaucocaerulea
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e sul do Rio de Janeiro, Paraná Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Granívoro, alimenta-se basicamente de sementes principalmente de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, em arbustos a pouca altura . Tem de 3 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Azulinho {field 21}

Características:

Mede mede em média 14 cm de comprimento. Muito parecido com o azulãoCyanoloxia brissoni, mas bem menos e menos robusto, de pernas mais longas e de bico relativamente pequeno. Canto fluente de andamento rápido. As fêmeas e os filhotes são pardos.

Azulinho {field 21}

Comentários:

Frequenta bordas de matas secas subtropicais, matas mesófilas residuais, parque de espinilho no sudoeste do Rio Grande do Sul, mata de araucária e bordas de matas úmidas do Brasil meridional. Usualmente solitário, aparece durante o inverno em várias regiões, onde vocaliza pouco, passando facilmente despercebido.

Azulinho {field 21}

Referências & Bibliografia:

Tiê-de-bando – (Habia rubica)

O tiê-de-bando Habia rubica é uma ave da família Cardinalidae. Conhecido também como tiê-da-mata. Ocorre do México até ao Brasil.

Tiê-de-bando {field 8}
  • Nome popular: Tiê-de-bando
  • Nome inglês: Red-crowned Ant-Tanager
  • Nome científico: Habia rubica
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil de Pernambuco até ao Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: A espécie se alimenta de insetos, sementes e pequenos frutos. Costuma descer próximo ao chão para acompanhar a formiga-de-correição. É um dos principais “líderes de bandos mistos” da Mata Atlântica, aves que geralmente mantém coeso os bandos formados por diferentes espécies que buscam juntas por alimento.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de xícara rasa. Põe 2 ou 3 ovos branco-azulados com manchas escuras, tendo em média 2 ninhadas por estação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tiê-de-bando {field 8}
Características:

Mede em média 19 centímetros de comprimento e pesa 40 gramas. O macho é vermelho-amarronzado com o alto da cabeça vermelho e a fêmea é marrom-olivácea com uma pequena faixa amarela no alto da cabeça.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Habia rubica rubica (Vieillot, 1817): ocorre do sudeste do Brasil até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina.
  • Habia rubica bahiae (Hellmayr, 1936): ocorre no nordeste do Brasil, de Pernambuco até o sul da Bahia.

(Piacentini et al. – Aves Brasil CBRO 2015).

Tiê-de-bando {field 16}
Comentários:

Frequenta o estrato inferior de florestas úmidas e bordas de florestas. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares.

Tiê-de-bando {field 18}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tie-de-bando Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ti%C3%AA-de-bando Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Rei-do-bosque – (Pheucticus aureoventris)

O rei-do-bosque Pheucticus aureoventris é uma ave da família Cardinalidae. Ocorre na Argentina, Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela.

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Rei-do-bosque
  • Nome inglês: Black-backed Grosbeak
  • Nome científico: Pheucticus aureoventris
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Tem uma larga distribuição nos Andes. No Brasil restrito ao oeste do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, brotos, larvas, frutas, flores e insetos.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma. O ninho é normalmente construído em uma forquilha, a média altura , com galhos, ervas e raízes, com interior revestido com penas e folhas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Características:

Mede cerca de 20 cm de comprimento. Partes superiores, cabeça, garganta e papo negros, ventre amarelo, asas e cauda com desenho branco. A fêmea tem cores um pouco esmaecidas e algumas manchas marrons no peito. Imaturo pardo, em vez de negro, e com os lados inferiores manchados.

Possui cinco subespécies:

  • Pheucticus aureoventris aureoventris (Orbigny & Lafresnaye, 1837) – ocorre do Sul do Peru, na região de Puno até o Leste da Bolívia, Norte do Paraguai, Oeste do Brasil e Noroeste da Argentina;
  • Pheucticus aureoventris meridensis (Riley, 1905) – ocorre nos Andes do Oeste da Venezuela, na região de Mérida;
  • Pheucticus aureoventris crissalis (P. L. Sclater & Salvin, 1877) – ocorre nos Andes do Sudoeste da Colômbia, na região de Nariño; e no Equador;
  • Pheucticus aureoventris terminalis (Chapman, 1919) – ocorre nos Andes do Peru, nas regiões de Amazonas e Cuzco;
  • Pheucticus aureoventris uropygialis (P. L. Sclater & Salvin, 1871) – ocorre na região Leste e Central dos Andes do Colômbia.

(Clements checklist, 2014).

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta áreas semi-áridas abertas com árvores esparsas e nas copas de matas secas.

Rei-do-bosque Foto- Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rei-do-bosque Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Black-backed_grosbeak Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Azulão – (Cyanoloxia brissonii)

O azulão Cyanoloxia brissonii é uma ave da família Cardinalidae. Ocorrem do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, e também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Azulão Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Azulão
  • Nome inglês: Ultramarine Grosbeak
  • Nome científico: Cyanoloxia brissonii
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: É basicamente granívoro, mas alimenta-se também de frutos larvas e insetos.
  • Reprodução: Reproduz-se entre setembro e fevereiro, fazem o ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Azulão Foto – Edgard Thomas

Características:

Tem o bico negro e grande, o macho é totalmente azul-escuro, com partes azuis brilhantes. A fêmea e os filhotes são totalmente pardos com as partes inferiores um pouco mais claras.

Existem cinco subespécies de azulão, sendo três no Brasil.

  • Cyanoloxia brissonii brissonnii: Brasil
  • Cyanoloxia brissonii sterea: Brasil
  • Cyanoloxia brissonii argentina: Brasil e Argentina
  • Cyanoloxia brissonii caucae: Colômbia
  • Cyanoloxia brissonii minor: Venezuela
Azulão Foto – Edgard Thomas

Comentários:

Frequentam a beira de pântanos, matas secundárias e plantações. É uma ave muito territorialista, não formam bandos . Vivem sozinhos ou em casais e mesmo assim a uma boa distância. Os filhotes ficam com os pais bastante tempo e depois já partem para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceria para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem violento. Por isso existe certo respeito entre as aves e seus territórios, mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará em conflito e conquistará o desejado.

Azulão Foto – Edgard Thomas

Referências bibliográficas:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/azulao Acesso em 11 maio de 2015.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Azul%C3%A3o Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Sanhaço-de-fogo – (Piranga flava)

O sanhaçu-de-fogo Piranga flava é uma ave da família Cardinalidae. Também conhecido como canário-do-mato, queima-campo, mãe-do-sol, canário-baeta e canárinho-são-joão.

Sanhaço-de-fogo Foto – Claudio Lopes
  • Nome popular: Sanhaço-de-fogo
  • Nome inglês: Hepatic Tanager
  • Nome científico: Piranga flava
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre das Guianas, Roraima, Nordeste do Brasil até o Rio Grande do Sul,
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, frutas, folhas, botões e também néctar. Frequentam comedouros com frutas.
  • Reprodução: Em algumas regiões reproduz o ano todo. A fêmea põe 2 a 5 ovos, verde-azulados com pintas esparsas pretas ou avermelhadas, que incuba sozinha por 12 a 16 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Sanhaço-de-fogo Foto – Claudio Lopes

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento e pesa entre 30 e 40 gramas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho é facilmente identificado pelo colorido vivo quase totalmente carmim. Apresenta a cabeça, face, garganta, peito e ventre na coloração vermelha alaranjada. Os lores são vermelho escuro. A íris é preta. O bico é forte, robusto e negro. O dorso e as asas apresentam tonalidades amarronzadas. Penas rêmiges são marrom escuras. A cauda apresenta as retrizes com a coloração vermelho amarronzado. A porção distal das retrizes termina em uma leve ponta. Toda a parte ventral do sanhaçu-de-fogo é vermelho alaranjado com a coloração mais intensa do que aquela presente nas partes superiores da ave.

Apresenta quatro subespécies:

  • Piranga flava flava (Vieillot, 1822) – sudeste da Bolívia, desde Cochabamba ao sul de Santa Cruz, Paraguai e centro-norte da Argentina e Uruguai.
  • Piranga flava macconelli (Chubb, 1921) – sul da Guiana e extremo norte do Brasil, em Roraima, até o sul do Suriname; possivelmente também na Guiana Francesa.
  • Piranga flava saira (Spix, 1825) – leste e sul do Brasil. Ambas as margens do Rio Amazonas, no Amapá e centro do Pará; nordeste do Brasil, desde o centro do Maranhão e Piauí indo ao sul e leste até o Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Machos possuem coloração vermelho carmim.
  • Piranga flava rosacea (Todd, 1922) – leste da Bolívia, especificamente no leste de Santa Cruz.
Sanhaço-de-fogo Foto – Claudio Lopes

Comentários:

Habita o topo de árvores altas, desloca-se em voo impetuoso na altura das copas. Vive em mata rala e decídua, cerrado e capões de eucalipto.

Sanhaço-de-fogo Foto – Afonso de Bragança

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/sanhacu-de-fogo Acesso em 21 Agosto de 2010.
  • Terra da Gente – disponível em http://faunaeflora.terradagente.g1.globo.com/fauna/aves/NOT,0,0,1223489,Sanhaco-de-fogo.aspx Acesso em 21 Agosto de 2010.

Furriel – (Caryothraustes brasiliensis)

O furriel Caryothraustes brasiliensis é uma ave da família Cardinalidae. Espécie endêmica do Brasil.

Furriel Foto – Guilherme Serpa
  • Nome popular: Furriel
  • Nome inglês: Brazilian Grosbeak
  • Nome científico: Caryothraustes brasiliensis
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Endêmico do Brasil. Ocorrem duas populações separadas: Uma na faixa litorânea de Pernambuco, Alagoas e provavelmente na Paraíba. A outra em uma faixa que vai do norte da Bahia até o Rio De Janeiro e sudeste de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos diversos e sementes.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Furriel Foto – Ivan César

Características:

Mede em média 17 cm de comprimento e pesa entre 31 e 36 gramas. Tem cor predominante amarela, com uma espécie de máscara negra. É muito parecido com o furriel-do-norteCaryothraustes canadensis, porém possui tons dourados mais fortes e a população frontalis tem a fronte preta. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.

Furriel Foto – Hilton Filho

Comentários:

Frequenta a copa de florestas úmidas de baixada e submontanas. Forrageiam nas copas à procura de sementes e frutos, podendo estar em bandos.

Furriel Foto – Aisse Gaertner

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

Referências

Polícia-do-mato – (Granatellus pelzelni)

O polícia-do-mato Granatellus pelzelni é uma ave da família Cardinalidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela e Bolívia.

Polícia-do-mato {field 28}
  • Nome popular: Polícia-do-mato
  • Nome inglês: Rose-breasted Chat
  • Nome científico: Granatellus pelzelni
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre na maior parte da Amazônia brasileira, tanto ao norte do Rio Amazonas, do Rio Negro para leste até o Amapá, quanto ao sul, do Rio Madeira para leste até o Maranhão, estendendo-se em direção sul até o Mato Grosso e Goiás. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, e outros pequenos artrópodes. Eventualmente acompanha bandos mistos de pequenos pássaros á procura alimento.
  • Reprodução: Reproduz-se..
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Polícia-do-mato {field 23}

Características:

Mede em média12 cm de comprimento e pesa entre 10 e 12,5 gramas. O macho tem a cabeça preta com uma faixa branca atrás dos olhos, garganta branca e restante das partes inferiores vermelho-rosado e a fêmea tem o alto da cabeça cinza azulado e a testa, laterais da cabeça e restante das partes inferiores marrom canela.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Granatellus pelzelni pelzelni (P. L. Sclater, 1865) – ocorre da região tropical do sudeste da Venezuela até a Guiana, Suriname, noroeste do Brasil e norte da Bolívia;
  • Granatellus pelzelni paraensis (Rothschild, 1906) – ocorre na região tropical do norte do Brasil, no leste do estado do Pará e oeste do Maranhão.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

Polícia-do-mato {field 11}

Comentários:

Frequenta a copa e as bordas de florestas decíduas e de capoeiras altas, e à altura média em florestas densas ao longo de rios. Permanece a maior parte do tempo em emaranhados de cipós próximos à copa, porém, às vezes, desce até os arbustos baixos às margens de rios ou nas bordas de florestas. Vive aos pares.

Polícia-do-mato {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Furriel-do-norte – (Caryothraustes canadensis)

O furriel-do-norte Caryothraustes canadensis é uma ave da família Cardinalidae. Ocorre do Brasil, Panamá, Guianas, Venezuela e sudeste da Colômbia.

Furriel-do-norte {field 20}
  • Nome popular: Furriel-do-norte
  • Nome inglês: Yellow-green Grosbeak
  • Nome científico: Caryothraustes canadensis
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre na parte norte da Amazônia nos estados do Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, indo para leste até o oeste do Piauí e Maranhão. Também na Colômbia, Venezuela e Guianas. Há uma ssp. no Panamá.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos diversos e sementes.
  • Reprodução: reproduz-se construindo ninhos entre sete e oito metros de altura, tem formato de taça e os ovos de cor creme, com pintas marrons espalhadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Furriel-do-norte {field 11}

Características:

Mede em média 18 cm de comprimento e pesa entre 31 e 36 gramas. Tem na parte superior do corpo um amarelo oliváceo e nas partes inferiores amarelo brilhante. Não possui dimorfismo sexual. Apresenta uma conspícua máscara negra. O bico é bicolor, negro, com as porções da maxila superior e inferior mais próximas ao crânio, azul claro acinzentado; possui o tarso e os pés cinza. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Caryothraustes canadensis canadensis (Linnaeus, 1766) – possui uma ampla distribuição geográfica e ocorre, no Brasil, no norte do Maranhão, toda a parte norte e leste do Pará, oeste do Rio Negro e baixo rio Madeira e Tapajós. Fora do Brasil ocorre nas Guianas, Venezuela e sudeste da Colômbia. Habita preferencialmente as matas de terra firme, onde pode ser considerado comum em algumas regiões da Amazônia.
  • Caryothraustes canadensis simulans (Nelson, 1912) – ocorre no leste do Panamá, no Cerro Pirre na província de Darién. Esta espécie é menor que as demais medindo em média 15 centímetros de comprimento.
Furriel-do-norte {field 25}

Comentários:

Frequentam as copas à procura de sementes e frutos, podendo estar em bandos monoespecíficos, ou bandos mistos. Vocalizam intensamente durante o forrageio.

Furriel-do-norte {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências