Anu-preto – (Crotophaga ani)

O anu-preto Crotophaga ani é uma ave da família Cuculidae. Conhecido também como anu-pequeno, anum e coró-coró. Ocorre do sul dos Estados Unidos até ao Uruguai.
Anu-preto {field 5}
  • Nome popular:
  • Nome inglês: Smooth-billed Ani
  • Nome científico: Crotophaga ani
  • Família: Cuculidae
  • Habitat: Ocorre desde o sudeste dos Estados Unidos da América no estado da Flórida, nas ilhas do Caribe, sudeste do México no estado de Quintana Roo, Costa Rica até o Equador, arquipélago de Galápagos até o norte da Argentina. Também ocorre na porção leste da América do Sul, desde o leste da cordilheira dos Andes na Venezuela, Guianas, Brasil até o norte do Uruguai.
  • Alimentação: É basicamente carnívoro, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Preda também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Pesca na água rasa, e periodicamente come frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca, quando há escassez de artrópodes. Alimenta-se sobretudo de ortópteros (gafanhotos), que apanha acompanhando o gado. Quando não há gado no pasto executa, às vezes, caçadas coletivas no campo: o bando espalha-se no chão, em um semicírculo, ficando as aves afastadas umas das outras por dois ou três metros. Permanecem assim imóveis e atentas e quando aparece um inseto, a ave mais próxima salta e o apanha. De tempos em tempos o bando avança.
  • Reprodução: Os ovos das fêmeas do anu-preto perfazem 14% do peso de seu corpo. São de cor azul-esverdeada, cobertos por uma crosta calcária, raspada sucessivamente pelo processo de virá-los durante a incubação. O anu-preto costuma trazer comida quando visita a fêmea no ninho. O macho dança em torno da fêmea, no solo. As fêmeas, embora possuam ninhos individuais, se associam mais frequentemente a um ou dois casais do seu bando para construir ninho coletivo, pôr ovos e criar a prole juntas, tendo a cooperação de machos e filhotes crescidos de posturas anteriores. Seus ninhos são grandes e profundos. Pode acontecer de um ninho ser ocupado por 6 ou 10 aves, e conter 10, 20 e até mais ovos. A postura de uma fêmea é calculada em 4 a 7 ovos. A incubação é curta, durando de 13 a 16 dias, sendo criados com sucesso meia dúzia de filhotes por vez. A boca aberta vermelha do filhote do anu-preto é marcada por três sinais amarelos. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais, e por cobras. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Os filhotes ainda pequenos são facilmente espantados e fogem para todos os lados sobre os galhos em torno do ninho, mas costumam regressar ao mesmo quando o perigo passa.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anu-preto {field 5}
Características:

Corpo franzino, mede entre 35 e 36 centímetros de comprimento e pesa entre 76 e 222 gramas de peso (Payne & Kirwan in HBW, 2016), sendo que as fêmeas da espécie apresentam peso menor que os machos. Sua coloração é preto uniforme, possui um bico alto, forte e curto que apresenta cúlmen na mesma coloração do bico. Cauda longa e graduada. Apesar de formar casais, vive sempre em bandos, ocupando territórios coletivos durante todo o ano. É ave extremamente sociável. Tem grande habilidade em pular e correr pela ramagem.

Anu-preto {field 5}
Comentários:

Vive em paisagens abertas com moitas e capões entre pastos e jardins; ao longo das rodovias costuma ser quase a única que se vê, como habitante de lavouras abandonadas. Prefere lugares úmidos. Sendo um fraco voador, mal resiste à brisa, e qualquer vento mais forte leva-o para longe. Gosta de apanhar sol e banhar-se na poeira. Muitas vezes adquire plumagem com coloração adventícia, ficando fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se antes correr pelo capim melado. Pela manhã e após as chuvas pousa de asas abertas para enxugar-se. À noite, para se esquentar, junta-se em filas apertadas. Procura moitas de taquara para pernoitar.

Anu-preto {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/anu-preto Acesso em 08 Setembro de 2011.
  • Embrapa – disponível em http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/anupreto.html  Acesso em 28 Agosto de 2012.

Saci – (Tapera naevia)

O saci Tapera naevia é uma ave da família Cuculidae. Ocorre do México a Argentina em quase todos os países
Tapera naevia {field 5}
  • Nome popular: Saci
  • Nome inglês: Striped Cuckoo
  • Nome científico: Tapera naevia
  • Família: Cuculidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do México até a Argentina em vários países.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos adultos e lagartas.
  • Reprodução: Parasita outras aves de sua família, não faz ninhos próprios. Coloca seus ovos em ninhos de outras espécies, cabendo aos pais adotivos chocar e criar seus filhotes. Procura aves que fazem ninhos grandes e fechados, com uma pequena entrada, como o João-teneném e o Curutié . Põe de um a dois ovos, de cor azul- clara, em cada ninho parasitado.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Tapera naevia {field 10}
Características:

Mede em média 28 cm de comprimento; o macho pesa entre 40 e 58 gramas. Adulto tem a testa, a coroa e a curta e irregular crista com coloração que varia da cor de canela ao castanho com listras pretas (tarja central sobre cada pena). Sobrancelha esbranquiçada, estreita sobre os olhos, após os olhos torna-se mais larga. Sobre os olhos apresenta nítida faixa escura. O dorso e escapulários com listras enegrecidas, uropígio e supracaudais com as raias do eixo pretas estreitas. Bochechas castanhas com listras escuras. As rêmiges são acinzentadas com larga faixa pálida na ponta. Álula longa, proeminente e preta. Apresenta estreita faixa malar escura. A garganta é de coloração areia e o peito é tingido de cinza. O ventre é esbranquiçado e o crisso, de coloração camurça. A cauda é longa, um pouco graduada, marrom com as bordas acastanhadas. Bico curto e levemente curvado, os tarsos e pés são cinza azulados.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Tapera naevia naevia (Linnaeus, 1766) – ocorre no Brasil, na Argentina, na Venezuela (Ilha Margarita) e na ilha de Trinidad;
  • Tapera naevia excellens (P. L. Sclater, 1858) – ocorre na porção tropical da América do Norte e América Central, do sudoeste do México até o Panamá.

(ITIS – Integrated Taxonomic Information System, 2015; Clements checklist, 2014)

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Tapera naevia {field 8}
Comentários:

Geralmente vive solitário, ocupando áreas abertas próximas a capões de mata, cordilheiras ou com árvores esparsas. Não usa áreas com vegetação baixa, ficando escondido entre o capinzal ou os arbustos. Canta pousado nos galhos inferiores de uma árvore ou em arbustos, ocasião em que pode ser observado melhor, se detectado a tempo. A qualquer sinal de perigo, voa para o interior da mata ou esconde-se nos arbustos. É fácil de escutar, mas de difícil observação.

Tapera naevia {field 8}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com.br/saci Acesso em 08 Setembro de 2012.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Saci_(ave) Acesso em 28 Agosto de 2012.

Anu-branco – (Guira guira)

O anu-branco Guira guira é uma ave da família Cuculidae. Também conhecido como rabo-de-palha, alma-de-gato, quiriru, pelincho e piririgua. Ocorre em quase toda a América do Sul
Anu-branco {field 5}
  • Nome popular: Anu-branco
  • Nome inglês: Guira Cuckoo
  • Nome científico: Guira guira
  • Família: Cuculidae
  • Habitat: Ocorre do sudeste do Amapá e do estuário amazônico à Bolívia, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: É essencialmente carnívoro, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Preda também lagartas peludas e urticantes, lagartixas, camundongos, rãs e filhotes de outras aves. Cospe pelotas. Pesca na água rasa; periodicamente come frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca, quando há escassez de artrópodes.
  • Reprodução: Os seus ovos são relativamente muito grandes, tendo de 17 a 25% do peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho e uma rede branca calcária em alto relevo se espalha sobre toda a superfície. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. A fêmea que construiu um ninho e ainda não começou a pôr os seus ovos joga fora os ovos postos ali por outras fêmeas. Joga também os ovos, quando a fêmea poedeira encontra o ninho onde quer pôr ocupado por outra ave. Os adultos nem sempre zelam bem pelos ninhos com ovos, abandonando-os. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, serpentes e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anu-branco {field 5}
Características:

Mede entre 36 e 42 centímetros de comprimento, incluindo seus 20 centímetros da cauda, e pesa entre 113 e 168,6 gramas. É usualmente encontrado em bandos familiares. O adulto da espécie apresenta coloração ocre-amarelada com uma crista desgrenhada, pele facial nua amarela, bico forte e curvo com uma bela coloração amarelo-alaranjada e íris variando entre o amarelo-alaranjado e branco-azulado. Ao redor dos olhos, um fino anel periocular amarelo pálido. O dorso e as coberteiras das asas são finamente estriados, as penas são escuras apresentando as bordas claras. As rêmiges são marrom enegrecidas. O uropígio é branco. A cauda é graduada, longa e apresenta belas retrizes, cada uma delas dividida em três partes com colorações distintas: camurça pálido na porcão basal, preto no centro e, na porcão distal, a cor é branca. A garganta, peito e ventre são pálidos com finas estrias escuras na garganta e no peito.

Anu-branco {field 5}
Comentários:

Até certo ponto é beneficiado pelo desaparecimento da mata alta, pois vive em campos, lavouras e ambientes mais abertos. Migra para regiões onde era desconhecido e torna-se a ave mais comum ao longo das estradas. Devido ao seu voo lerdo e fraco, é frequentemente atropelado nas estradas e arrastado ao mar por fortes ventos. É atingido pela ação funesta dos inseticidas, fato tanto mais lamentável por ser muito útil à lavoura. Gosta de apanhar sol e banhar-se na poeira, muitas vezes adquire plumagem com coloração adventícia, ficando fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se correr antes pelo capim molhado, o que torna suas penas pegajosas. Pela manhã e após as chuvas, pousa de asas abertas para enxugar-se. À noite, para se esquentar, junta-se em filas apertadas ou aglomera-se em bandos desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros que formam a fila a fim de forçar a sua penetração entre os companheiros. Procura moitas de taquara para pernoitar. Esta espécie morre de frio no inverno. As aves arrumam as suas plumagens reciprocamente.

Anu-branco {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em https://www.wikiaves.com.br/anu-branco Acesso em 28 Agosto de 2011.
  • Embrapa – disponível em http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/anubranc.html Acesso em 28 Agosto de 2011

Peixe-frito-pavonino – (Dromococcyx pavoninus)

O peixe-frito-pavonino Dromococcyx pavoninus é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Venezuela.

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto
  • Nome popular: Peixe-frito-pavonino
  • Nome inglês: Pavonine Cuckoo
  • Nome científico: Dromococcyx pavoninus
  • Família: Cuculidae
  • Subfamília: Taperinae
  • Habitat: Ocorre em florestas da América do Sul, é encontrado na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Venezuela. Tem uma distribuição irregular, estando ausente em algumas áreas.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de pequenos insetos, larvas e minhocas. Usa a cauda e as asas para movimentar as folhas caídas no chão enquanto caminha ou fica parado, esticando o pescoço para capturar as presas em fuga, afugentadas pelo movimento que causou.
  • Reprodução: Espécie parasitária. Parasita principalmente os ninhos fechados em forma de bolsa pendular de pequenos tiranídeos dos gêneros Todirostrum, Myiornis e Hemitriccus e de pequenos thamnophilídeos que constroem ninhos abertos, como a Choquinha-lisa.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento e pesa entre 40 e 50 gramas (del Hoyo; et al., 2016). Vocaliza durante o dia e até de noite, em sequências mais longas que as do saci. A cabeça e a crista da espécie são marrom-enferrujado e a plumagem remanescente é principalmente castanha escura na parte superior e mais pálida na parte inferior. Seu supercílio, garganta e peito possuem cor amarela clara.

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Comentários:

Frequenta orlas de matas primárias, matas secundárias e em bordas de matas secas. A espécie é intolerante a fragmentação florestal. Salienta-se que como a densidade dessa espécie é naturalmente baixa, num ambiente fragmentado isso pode aumentar ainda mais sua possibilidade de extinção local. Aparentemente é uma espécie principalmente solitária. Tem uma aparência curiosa quando em voo, lembrando as asas batendo de uma borboleta. A cauda é aberta e as batidas das asas são lentas

Peixe-frito-pavonino Foto – Renato Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/peixe-frito-pavonino Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixe-frito-pavonino Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Peixe-frito – (Dromococcyx phasianellus)

O peixe-frito Dromococcyx phasianellus é uma ave da família Cuculidae. Ocorre desde o sul do México, por toda a América Central e do Sul até á Argentina.

Peixe-frito {field 32}
  • Nome popular: Peixe-frito
  • Nome inglês: Pheasant Cuckoo
  • Nome científico: Dromococcyx phasianellus
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Taperinae
  • Habitat: Ocorre do sul do México até o Panamá na América Central e da Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, até o Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos larvas, e lagartos.
  • Reprodução: Espécie parasitária. Põe os ovos no ninho de outras espécies. Os filhotes do peixe-frito são relativamente grandes e costumam se desenvolver mais rapidamente do que os da ninhada do anfitrião, podendo matá-los para garantir a comida para si próprios.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Peixe-frito {field 32}

Características:

Mede em geral entre 33 e 41 cm de comprimento e pesa entre 70 e 100 gramas. Marrom escuro na parte superior, topete curto e cor de ferrugem, cauda longa com extremidade branca, partes inferiores brancas.

Peixe-frito {field 32}

Comentários:

Frequentam matas fechadas, áreas abertas, florestas. Espécie tímida e solitária. Muitas vezes mais ouvido do que visto.

Peixe-frito {field 32}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Alma-de-gato – (Piaya cayana)

A alma-de-gato Piaya cayana é uma ave da família Cuculidae. Também é conhecida pelos nomes populares de alma-de-caboclo, alma-perdida. Ocorre em todo o Brasil e tem uma vasta distribuição na América Latina até ao México.
Alma-de-gato {field 5}
  • Nome popular: Alma-de-gato
  • Nome inglês: Squirrel Cuckoo
  • Nome científico: Piaya cayana
  • Família: Cuculidae
  • Habitat: Encontrado em todo o Brasil e tem uma vasta distribuição na América Latina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, principalmente lagartas, que captura ao examinar as folhas, inclusive em suas partes inferiores. É curioso notar que come até mesmo lagartas com espinhos aparentemente venenosos. Também consome frutinhas, ovos de outras aves, motivo pelo qual é muitas vezes afugentado por suiriris e outras espécies que estejam com ovos e filhotes. Também caça lagartixas e pererecas
  • Reprodução: Na primavera, início do período reprodutivo, canta incansavelmente durante todo o dia. O ninho é em forma de panela rasa, feito de galhos frouxamente entrelaçados. A fêmea bota cerca de 6 ovos, que possuem uma casca com aspecto peculiar devido à aparência mineral. Os pais se revezam tanto na incubação, que leva cerca de 14 dias, quanto na alimentação dos filhotes, que permanecem no ninho por cerca de uma semana e passam mais duas na dependência dos pais

    ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Alma-de-gato {field 5}
Características:

Apresenta plumagem ferrugínea nas partes superiores, peito acinzentado, ventre escuro, cauda longa, escura e com as pontas das retrizes claras, bico amarelo e íris vermelha. Sua cauda excepcionalmente grande a torna inconfundível, mede cerca de 50 centímetros

Possui quatorze subespécies:
  • Piaya cayana cayana (Linnaeus, 1766) – ocorre no vale do Orinoco na Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Piaya cayana mehleri (Bonaparte, 1850) – ocorre no nordeste da Colômbia, na Venezuela (nas áreas costeira até o leste na península de Paría);
  • Piaya cayana mesura (Cabanis & Heine, 1863) – ocorre na Colômbia no leste da cordilheira dos Andes e no Equador;
  • Piaya cayana circe (Bonaparte, 1850) – ocorre no oeste da Venezuela, na região sul do lago de Maracaibo;
  • Piaya cayana insulana (Hellmayr, 1906) – ocorre na ilha de Trinidad;
  • Piaya cayana obscura (E. Snethlage, 1908) – ocorre no Brasil ao sul do rio Amazonas, na região entre os rios Juruá e Tapajós;
  • Piaya cayana hellmayri (Pinto, 1938) – ocorre no Brasil ao sul do rio Amazonas, na região de Santarém até o delta do rio Amazonas;
  • Piaya cayana pallescens (Cabanis & Heine, 1863) – ocorre no leste do Brasil, nos estados do Piauí, Pernambuco, Bahia e Goiás;
  • Piaya cayana cabanisi (Allen, 1893) – ocorre na região Centro-oeste do Brasil, nos estados de Mato Grosso e Goiás);
  • Piaya cayana macroura (Gambel, 1849) – ocorre no sudeste do Brasil até o Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina;
  • Piaya cayana mogenseni (J. L. Peters, 1926) – ocorre no sul da Bolívia e no noroeste da Argentina;
  • Piaya cayana mexicana (Swainson, 1827) – ocorre na costa do Oceano Pacífico no México, do estado de Sinaloa até o istmo de Tehuántepec;
  • Piaya cayana nigricrissa (Cabanis, 1862) – ocorre no oeste da Colômbia e do Equador e também na região central do Peru.;
  • Piaya cayana thermophila (P. L. Sclater, 1860) – ocorre no leste do México até o Panamá, no noroeste da Colômbia e nas ilhas costeiras.
Alma-de-gato {field 6}
Comentários:

O comportamento desta ave, lembra muito os esquilos pelo modo como pula entre as ramagens com sua longa cauda. Seu nome comum em português, alma-de-gato, refer-se à sua vocalização e ao seu modo sorrateiro, até mesmo um tanto misterioso. Costuma imitar o chamado de alerta ou perigo de algumas aves como o bem-te-vi Pitangus sulphuratus e Maria-cavaleira Myiarchus ferox para poder capturar insetos que se desprendem da ramaria, consequência dos movimentos provocados pela movimentação de outras aves. Apesar de seu tamanho, consegue se deslocar sem ser facilmente notado. Ocorre em matas ciliares, matas secundárias, capoeiras, parques e bairros arborizados até mesmo das maiores cidades brasileiras. Habita os estratos médio e superior dessas matas, deslocando-se através da copa das árvores e arbustos, quase nunca descendo ao solo. Anda sozinho ou aos pares

Alma-de-gato {field 5}
Referências & Bibliografia:

Chincoã-de-bico-vermelho – (Piaya melanogaster)

O chincoã-de-bico-vermelho Piaya melanogaster é uma ave da família Cuculidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela

Chincoã-de-bico-vermelho {field 20}
  • Nome popular: Chincoã-de-bico-vermelho
  • Nome inglês: Black-bellied Cuckoo
  • Nome científico: Piaya melanogaster
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Cuculinae
  • Habitat: Ocorre na região amazônica, do Brasil. Encontrado também na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, besouros, formigas e lagartas. Costuma procurar comida na copa das arvores.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chincoã-de-bico-vermelho {field 25}

Características:

Mede em geral entre 38 e 40 cm de comprimento. Parecida com a alma-de-gato – Piaya cayana, porém tem a barriga e crisso negros. Também se difere pela cabeça cinzenta, bico vermelho e uma mancha amarela no loro.

Chincoã-de-bico-vermelho {field 19}

Comentários:

Frequenta a copa das florestas de terra firme, raramente descendo a níveis mais baixos. Costuma acompanhar bandos mistos e é bem territorial, respondendo fortemente quando ouve o canto de outro da mesma espécie. É uma espécie monógama, e pode ser encontrada solitária ou de casal.

Chincoã-de-bico-vermelho {field 28}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Chincoã-pequeno – (Coccycua minuta)

O chincoã-pequeno Coccycua minuta é uma ave da família Cuculidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, Panamá, Equador e Guianas.

Chincoã-pequeno {field 11}
  • Nome popular: Chincoã-pequeno
  • Nome inglês: Little Cuckoo
  • Nome científico: Coccycua minuta
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Cuculinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira, e parte do Cerrado nos estados do Centro-Oeste até São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, aranhas e lagartas. Eventualmente segue formigas-de-correição.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho feito de gravetos em formato de xícara, em arbustos densos. Põe em média de 2 a 4 ovos brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Chincoã-pequeno {field 23}

Características:

Mede em média 28 cm de comprimento. Muito parecido com a alma-de-gato – Piaya cayana mas bem menor, sua vocalização lembra a de uma perereca. Tem o bico bem mais amarelado que o da Piaya cayana, diferindo desta também pela plumagem do peito que traz mais castanho que cinzento.

Possui quatro subespécies:

  • Coccycua minuta minuta (Vieillot, 1817) – ocorre do leste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, na Amazônia brasileira e no Peru;
  • Coccycua minuta chaparensis (Cherrie, 1916) – ocorre no norte da Bolívia, nas regiões de Cochabamba e Santa Cruz;
  • Coccycua minuta panamensis (Todd, 1912) – ocorre no leste do Panamá e no norte da Colômbia, no oeste do Golfo de Urabá;
  • Coccycua minuta gracilis (Heine, 1863) – ocorre na Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes na região do Vale de Colca e no Vale de Magdalena; e no oeste do Equador.
Chincoã-pequeno {field 25}

Comentários:

Frequenta bordas de florestas, capoeiras altas e margens de rios. Passa facilmente desapercebido em meio aos arbustos, descendo ao chão com frequência.

Chincoã-pequeno {field 19}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Papa-lagarta-de-euler – (Coccyzus euleri)

O papa-lagarta-de-euler Coccyzus euleri é uma ave da família Cuculidae. Ocorre do Canadá atoe até ao Norte Argentina

Papa-lagarta-de-euler {field 7}
  • Nome popular: Papa-lagarta-de-euler
  • Nome inglês: Pearly-breasted Cuckoo
  • Nome científico: Coccyzus euleri
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Cuculinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do Canadá até o México e Caribe; Guianas, Venezuela e Colômbia; no inverno atinge até ao Norte Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de invertebrados pequenos e médios, principalmente lagartas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com gravetos e gramíneas secas em árvores a 4 ou 5 metros de altura, tem em média 1 a 2 filhotes por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 23 cm de comprimento. Tem a plumagem é semelhante a todas as espécies, com dorso castanho ou castanho-acinzentado e tórax e abdómen mais claros de cor branca ou amarelada. O bico é relativamente longo e ligeiramente curvo , a cauda é longa e muito característica do grupo, com manchas brancas na face ventral e as asas são arredondadas.

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Comentários:

Frequenta bordas de florestas úmidas, cerrados, áreas semi-abertas, capões e capoeiras.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Anu-coroca – (Crotophaga major)

O anu-coroca Crotophaga major é uma ave da família Cuculidae. Conhecido também como anum-coroi, anu-grande, anu-do-brejo, anu-hu e anu-canjiqueiro.

Anu-coroca {field 21}
  • Nome popular: Anu-coroca
  • Nome inglês: Greater Ani
  • Nome científico: Crotophaga major
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Crotophaginae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do Panamá à Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, mas também preda pequenos vertebrados, pesca em águas rasas e come frutos, coquinhos e sementes. Eventualmente segue formigas-de-correição.
  • Reprodução: Constrói ninhos individuais ou coletivos, estes últimos apresentando 20 ou mais grandes ovos de cor azul-esverdeada, cobertos com uma crosta calcária que é raspada sucessivamente durante a incubação. Geralmente o ninho localiza-se próximo à água. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anu-coroca {field 21}

Características:

Mede em média 46 cm de comprimento, e pesa em torno de 150g, tem a plumagem azul escuro, com íris branco-esverdeada. A retriz é longa, o bico possui uma cumeeira proeminente. Canta em coro, fazendo bastante barulho. Vivem em pares de adultos, podendo ser de 2 a 7 casais. Existem registros de grandes bandos com mais de 20 indivíduos.

Anu-coroca {field 21}

Comentários:

Frequenta a mata ciliar bem desenvolvida. Por causa da má conservação dessas matas em várias regiões, são poucos os lugares onde ainda é encontrado. Reunidos em pequenos grupos, vasculham a vegetação marginal próxima à linha d’água. Na parte da manhã os pássaros voam para fora do seu local dormitório (em um árvore ou arbusto densamente folhados) para se alimentar antes de iniciar qualquer outra atividade. O bando pode invadir uma clareira em busca de comida, más raramente se desvia muito longe de árvores ou outra proteção. No fim da tarde retomam suas atividades até à noite, quando eles se recolhem nos dormitórios novamente.

Anu-coroca {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Papa-lagarta-de-asa-vermelha – (Coccyzus americanus)

O papa-lagarta-de-asa-vermelha Coccyzus americanus e uma ave da família Cuculidae. Espécie migrante aparece no Brasil durante o inverno do hemisfério Norte

Papa-lagarta-de-asa-vermelha {field 20}
  • Nome popular: Papa-lagarta-de-asa-vermelha
  • Nome inglês: Yellow-billed Cuckoo
  • Nome científico: Coccyzus americanus
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Cuculinae
  • Habitat: Ocorre no Canadá e nos Estados Unidos da América. No Inverno migra para a América do Sul chegando até a Argentina
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos, também bagas, rãs e pequenos lagartos.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em árvores ou arbustos, geralmente de 1 a 4 metros acima do solo. A estação de reprodução vai de março a agosto. Põe de 1 a 5 ovos, mas geralmente de 3 a 4, que são incubados por 14 dias. Faz apenas uma postura por ano.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 25 cm de comprimento. Tem o bico preto com a base da mandíbula amarela, tons ferrugíneos nas primárias e marcas brancas conspícuas na cauda.

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Comentários:

Frequenta áreas semi-abertas, bordas de florestas, cerradões, capoeiras e carrascais. Espécie migrante aparece no Brasil durante o inverno do hemisfério Norte.

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Referências & Bibliografia:

Papa-lagarta-acanelado – (Coccyzus melacoryphus)

O papa-lagarta-acanelado Coccyzus melacoryphus é uma ave da família Cuculidae. Ocorre em todo o Brasil.

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  • Nome popular: Papa-lagarta-acanelado
  • Nome inglês:
  • Nome científico: Coccyzus melacoryphus
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Cuculinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil. Encontrado também da Venezuela até as Guianas, do Norte da Argentina até o Sul da Bolívia e Paraguai; e também ocorre no Arquipélago de Galápagos.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes. Predam também grandes lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos.
  • Reprodução: Constrói um ninho pequeno, que pode lembrar ninho de pomba; às vezes uma fêmea desova em ninho alheio. Postura de 3 a 5 ovos, todos verdes ou azul claro. No Brasil a reprodução ocorre no verão.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 28 cm de comprimento. Tem cor alaranjada no ventre, cores escuras acinzentadas no dorso e sua cauda alterna o preto e o branco. Ave rabilonga. A plumagem juvenil tem a cor amarelada no ventre.

Papa-lagarta-acanelado {field 6}

Comentários:

Frequenta o estrato médio de florestas altas, várzeas, capoeiras e florestas de galeria. Vive normalmente solitário, escondido em seu habitat, aparentemente migrando durante o inverno em algumas regiões. Ocasionalmente pousa em locais mais expostos, como cercas, fios e emaranhados de vegetação em bordas de florestas.

Papa-lagarta-acanelado {field 20}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/papa-lagarta-acanelado Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa-lagarta-acanelado Acesso em 13 de Agosto de 2009.