Sabiá-coleira – (Turdus albicollis)

O sabiá-coleira Turdus albicollis é uma ave da família Turdidae. Conhecido também como caraxué-coleira. Ocorre em todos os países da América do Sul, exceto o Chile.

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  • Nome popular: Sabiá-coleira
  • Nome inglês: White-necked Thrush
  • Nome científico: Turdus albicollis
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre em todas as regiões do Brasil, e também em toda a América do Sul exceto o Chile.
  • Alimentação: Espécie onívora, Alimenta-se de coquinhos de várias palmeiras, frutos (embaúba, pimenta-malagueta, amoras, laranja, mamão) e segue formigas-de-correição para se alimentarem de artrópodes espantados por elas.
  • Reprodução: Constrói o ninho com raízes, musgos e barro em formato de tigela profunda, semelhante ao de outros sabiás. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azul-esverdeados com manchas marrons, tendo de 3 a 4 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias. Socialmente monogâmico, contudo relações extra-par são comuns.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 22 cm de comprimento. Tem um sutil dimorfismo sexual, sendo as fêmeas adultas um pouco maiores que os machos, sendo sua diferenciação principal feita apenas pelo canto, que é característica dos machos. Garganta densamente rajada de negro e, sob esta, mancha branca bastante evidente, abdômen branco e flancos e coberteiras inferiores das asas de cor ferrugínea. Pálpebras e mandíbulas amarelas.

Possui sete subespécies:

  • Turdus albicollis albicollis (Vieillot, 1818) – ocorre no sudeste do Brasil, do estado do Rio de Janeiro até o estado do Rio Grande do Sul;
  • Turdus albicollis contemptus (Hellmayr, 1902) – ocorre na Bolívia, nas regiões de Yungas, La Paz, Santa Cruz e Tarija;
  • Turdus albicollis crotopezus (Lichtenstein, 1823) – ocorre no leste do Brasil, nos estados de Espírito Santo, Bahia e Alagoas;
  • Turdus albicollis paraguayensis (Chubb, 1910) – ocorre no sudoeste do Brasil, do estado de Mato Grosso até o Paraguai e nordeste da Argentina;
  • Turdus albicollis phaeopygus (Cabanis, 1848) – ocorre do extremo leste da Colômbia até as Guianas e no norte da Amazônia brasileira;
  • Turdus albicollis phaeopygoides (Seebohm, 1881) – ocorre do nordeste da Colômbia até o norte da Venezuela; ocorre também nas Ilhas de Trinidad e Tobago no Caribe;
  • Turdus albicollis spodiolaemus (Berlepsch & Stolzmann, 1896) – ocorre do leste do Equador até o leste do Peru, norte da Bolívia e oeste do Brasil.
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Comentários:

Vive solitário ou aos pares no interior de florestas de estrato médio, tanto em baixadas como nas montanhas. Tem o hábito de saltitar pelo solo. E não é comum de ser encontrado em áreas urbanas.

Sabiá-coleira {field 20}

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/sabia-coleira Acesso em 28 Março de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabiá-coleira Acesso em 13 de Agosto de 2014.

Sabiá-una – (Turdus flavipes)

O sabiá-una Turdus flavipes é uma ave da família Turdidae. É conhecido também como sabiá-preta e sabiá-da-mata. Ocorrem no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Paraguai e Argentina.
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  • Nome popular: Sabiá-una
  • Nome inglês: Yellow-legged Thrush
  • Nome científico: Turdus flavipes
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre em Roraima e da Paraíba ao Rio Grande do Sul. Encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Espécie onívora. Gosta dos frutos de magnólia-amarela (Michelia champaca), também aprecia frutos de palmitos, abacate e mamão.
  • Reprodução: Faz um ninho raso em formato de xícara. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azulados ou esverdeados com marcas marrom-avermelhadas, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede cerca de 20 cm de comprimento. O macho da espécie pesa cerca de 65 gramas e a fêmea 70 gramas. O macho é preto com as costas e barriga de coloração cinza; a fêmea é marrom-oliváceo nas partes superiores e marrom-amarelado nas partes inferiores, com a garganta estriada de marrom-escuro. Seu canto é variado, rico em motivos dos mais diversos e de duração diferente. Capaz de imitar outras aves.

Possui cinco subespécies:
    • Turdus flavipes flavipes (Vieillot, 1818) – ocorre do sudeste do Brasil até o nordeste do Paraguai e no nordeste da Argentina
    • Turdus flavipes venezuelensis (Sharpe, 1900) – ocorre do norte da Colômbia até o norte e oeste da Venezuela;
    • Turdus flavipes melanopleura (Sharpe, 1900) – ocorre no nordeste da Venezuela, na Ilha Margarita e na Ilha de Trinidad no Caribe;
    • Turdus flavipes polionota (Sharpe, 1902) – ocorre no sul da Venezuela, na Guiana e na região adjacente do norte do Brasil;
    • Turdus flavipes xanthoscelus (Jardine, 1847) – na Ilha de Tobago no Caribe.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Freqüentam a mata, em regiões montanhosas. É comum na copa e nas bordas de florestas, capoeiras, clareiras adjacentes e em plantações de café. Em regiões montanhosas da costa brasileira é geralmente a espécie de sabiá mais comum. Vive solitário ou aos pares. É difícil de observar, a não ser quando está se alimentando em árvores frutíferas. Canta normalmente do alto das árvores. Além do próprio canto, imita uma série de outras aves, porém, às vezes, de forma tão grosseira que é difícil distinguir qual pássaro está imitando. Migra durante o inverno, deixando as regiões serranas em busca de lugares mais quentes. Essa espécie ainda efetua grandes migrações no inverno, principalmente na região do rio Ribeira de Iguape, em Iguape (SP), até à faixa serrana de Santa Catarina. Aproveitando-se disso, muitos habitantes dessas áreas capturam milhares dessas aves para alimento, todos os anos. Até há alguns anos, essa aves eram tradicionalmente vendidas salgadas, em caixotes ou barricas, nas feiras e pequenos mercados de Iguape e região. São capturados facilmente na migração, por meio de redes armadas à média e baixa altura, atravessadas em picadas ou sobre o leito de pequenos riachos na mata. Eu próprio presenciei na áreas de Iguape e Icapara (SP), nos anos 90, a coleta de sabiás-una feita pelas mulheres de caiçaras, que usavam pequenas tarrafas de pesca, amarradas em duas varas. Elas se posicionavam à beira das picadas, e em pouco tempo traziam dezenas de aves em samburás. Apesar de anti-ecológica, tal caça era totalmente aproveitada como alimento, principalmente pelas crianças caiçaras.

Sabiá una {field 5}
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com/wiki/sabia-una Acesso em 08 Setembro de 2012.

Sabiá-poca – (Turdus amaurochalinus)

O sabiá-poca é uma ave da família Turdidae. Conhecido também pelos nomes populares: sabiá-branco, sabiá-do-peito-branco, sabiá-bico-amarelo, sabiá-bico-de-osso e sabiá-bico-de-louça.
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  • Nome popular: Sabiá-poca
  • Nome inglês: Creamy-bellied Thrush
  • Nome científico: Turdus amaurochalinus
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre em quase todos os estados do Brasil e na Argentina. Seu período migratório vai dos meses de maio a agosto.
  • Alimentação: Alimentam-se basicamente de invertebrados e pequenos frutos, principalmente no solo. Aprecia especialmente o fruto da Aroeira – schinus terebinthifolius. Como outros sabiás, gostam de ciscar com o bico as folhas secas e escavar o chão. A cada movimento com o bico para a lateral, dão um salto para trás e ficam procurando presas, imóveis por alguns segundos. Se nada aparece, saltam para a frente, ciscam e retornam à posição original. Quando os frutos das figueiras estão caindo no chão, concentram-se sob a árvore e fartam-se.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, feito com raízes e fibras com acabamento de barro nas paredes laterais dando solidez, dentro há um acolchoado de raízes finas e macias sem o barro. Coloca 3 a 4 ovos. Em agosto inicia-se a reprodução. Nessa época, aparecem as aves com o bico amarelo vivo, uma característica ligada à reprodução. Aves juvenis ou adultos fora do período reprodutivo têm o bico escuro ou com diferentes proporções de amarelo. Nidifica em arbustos isolados. O casal fica junto no período de incubação.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Para identificá-lo, a característica mácula escura, parecendo ser negra em alguns exemplares, entre o olho e o bico. Além disso, a cabeça é mais achatada, parecendo que o bico está no mesmo plano da testa. O papo branco e os riscos variam conforme o indivíduo. Algumas aves parecem ter uma gola branca separando os riscos do peito. Logo que saem dos ninhos, os juvenis apresentam o peito e barriga todo pontilhado de bolas marrom-oliváceas, bem como as costas e asas pontilhadas de marrom claro. As penas das asas mantém essas características por mais tempo, provavelmente até o segundo ano de vida. Apresenta tamanho médio em torno de 21 centímetros de comprimento, olhos grandes com uma marca escura no loro, região que fica entre o bico e o olho dando a ele um ar de bravo, bico longo, forte e pouco curvo, pernas cor-de-avelã. Em agosto inicia-se a reprodução. Nessa época, aparecem as aves com o bico amarelo vivo, uma característica ligada à reprodução. Aves juvenis ou adultos fora do período reprodutivo têm o bico escuro ou com diferentes proporções de amarelo.

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Comentários:

Pousado ou no chão, possuem o característico hábito de balançar a cauda rapidamente na vertical. O piado de contato é traduzido por póca, nome tupi para barulho. Além desse chamado, um característico miado baixo.

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Referências Bibliográficas:

Caraxué-da-várzea – (Turdus debilis)

O Caraxué-da-várzea Turdus debilis é uma ave da família Turdidae. Ocorre no Brasil, Colombia, Venezuela, Peru e Bolívia.

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  • Nome popular: Caraxué-da-várzea
  • Nome inglês: Floodplain Thrush
  • Nome científico: Turdus debilis
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Rondônia, e Acre. Encontrado também na Colombia, Venezuela, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos diversos, inclusive gosta de frutos de várias palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma de tigela, preso em forquilhas de arvores, a alturas médias de 4 ou 5 metros, feito com fibras vegetais e barro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem a cor predominante cinza amarronzado, com a barriga branca, a ponta da cauda quase preta.

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Comentários:

Frequenta florestas fechadas, áreas abertas, campos, plantações de palmeiras.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sabiá-ferreiro – (Turdus subalaris)

O sabiá-ferreiro Turdus subalaris é uma da família Turdidae. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.

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  • Nome popular: Sabiá-ferreiro
  • Nome inglês: Eastern Slaty Thrush
  • Nome científico: Turdus subalaris
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, localmente desde o Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro e Minas Gerais, durante o inverno, Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes, invertebrados, como caracóis, besouros, formigas e moscas. Também come frutos diversos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho com musgo, finos galhos, cipós e raízes, colocado a cerca de 4 metros acima do solo em árvores folhagem densa e com sombra. Põe em média três ovos azuis com manchas marrons.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho tem a cabeça de cor cinza escura com as laterais do pescoço na coloração cinza claro. Lores escuros e anel periocular amarelo. O dorso, asas, uropígio e cauda são de coloração cinza escuro com leve tom oliváceo. A parte inferior do dorso é cinza ligeiramente mais leve que o do que a parte superior do dorso. A cauda cinza apresenta ligeiro reflexo amarronzado. A garganta e o queixo são brancos com listras pretas abundantes. O peito e o ventre são cinza e cinza pálido respectivamente, tornando-se branco no centro do abdômen e na região do crisso. O bico, pernas e pés são amarelos. A fêmea tem cor predominante cinza pardacenta, tornando-se mais escuro ou cinza oliváceo nas coberteiras da asa e no dorso. A cauda é cinza olivácea. A parte inferior é mais clara que as partes superiores, apresentando coloração cinza claro amarronzada. O centro da barriga é cinza esbranquiçada. O anel periocular da fêmea é amarelo, porém é muito fino e pálido. O queixo e garganta são bege esbranquiçados com estrias escuras muito finas. A lateral do queixo é delimitada por uma estria malar cinza acastanhada. O bico é cinza esverdeado escuro, com a base amarelada da mandíbula inferior. As pernas possuem coloração variando do cinza ardósia ao marrom amarelado.

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Comentários:

Frequentam as copas das árvores, matas fechadas. É uma ave migratória com as rotas ainda pouco conhecidas. Sabe-se que passa o inverno nas regiões centrais e parte do sul da Amazônia, retornando ao Estado sulino para procriar. No retorno vem parando em fragmentos florestais, onde fica alguns dias, já vocalizando. O melhor momento para vê-los é quando eles estão nos galhos baixos das copas das árvores.

Sabiá-ferreiro {field 25}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sabiá-barranco- (Turdus leucomelas)

O sabiá-do-branco Turdus leucomelas, e uma ave da família Turdidae. Ocorre no Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina, Peru, Colômbia, Venezuela e nas Guianas.

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  • Nome popular: Sabiá-branco
  • Nome inglês: Pale-breasted Thrush
  • Nome científico: Turdus leucomelas
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre na Região Amazônica e também Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais, no Rio de Janeiro é mais comum nas serras.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de minhocas, larvas e outros artrópodes. Assim como outros sabiás, revira as folhas caídas em busca de pequenos invertebrados e também se alimenta de pequenos frutos. Aprecia os frutos do Tapiá – Alchornea glandulosa. Costuma frequentar comedouros com frutas. Gosta de frutas, como a banana e mamão.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho apoiado em galhos ou forquilhas, às vezes em alpendres e varandas de casas, usando uma mistura de barro, raízes e folhas na parte externa. Forma uma pequena torre e na parte superior fica a tigela funda de material vegetal mais macio. Pçoe em média de 2 a 4 ovos verde azulados com salpicos pardos. A incubação durante cerca de 12 dias, com os filhotes saindo do ninho em 17 dias. Sua reprodução começa em agosto e estende-se até dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem o alto da cabeça arredondado, acinzentada nos lados e olivácea na parte alta, sem a mácula negra à frente dos olhos. Bico cinza escuro uniforme. O tom acinzentado domina as costas, tornando-se amarronzado nas asas. Peito acinzentado, com a garganta branca e listras cinza escuro bem definidas. Quando voa, às vezes mostra a área alaranjada da parte interna das asas. A parte inferior da cauda é clara.

Possui tres subespécies:

  • Turdus leucomelas leucomelas (Vieillot, 1818) – ocorre no Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul do Brasil até o Paraguai, no norte da Bolívia e no nordeste da Argentina; no Peru é encontrado na região de San Martín;
  • Turdus leucomelas albiventer;(Spix, 1824) – ocorre do norte da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas e no norte do Brasil;
  • Turdus leucomelas cautor (Wetmore, 1946) – ocorre no nordeste da Colômbia, na península de Guajira.
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Comentários:

Frequenta matas ciliares, matas de galeria, matas secas, cambarazais e cerradões. Utiliza os capões de cerrado e cruza áreas abertas em voos diretos a meia altura. Acostuma-se com ambientes criados pela ação humana, como jardins, pomares e áreas urbanas bem arborizadas. Canta somente na primavera, época em que acasala.

Sabiá-barranco {field 5}
Referências Bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em http://www.wikiaves.com/wiki/sabia-barranco  Acesso em 08 Setembro de 2009.
  • Feomeg – disponívem em http://www.feomg.com.br Acesso em 08 Setembro de 2009.
  • Wikipédia – disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Turdus_leucomelas Acesso em 08 Setembro de 2009.

Sabiá-da-mata – (Turdus fumigatus)

O sabiá-da-mata Turdus fumigatus é uma ave da família Turdidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela e Guianas.

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  • Nome popular: Sabiá-da-mata
  • Nome inglês: Cocoa Thrush
  • Nome científico: Turdus fumigatus
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia brasileira a leste do Rio Negro e do Rio Madeira, em direção sul até Mato Grosso e Goiás, e na costa, do Pernambuco ao Rio de Janeiro. Encontrado também na Colômbia, Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de de insetos, larvas, minhocas e outros artrópodes. Também come frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão, a laranja e o abacate. Come coquinhos de várias espécies de palmeiras e de espécies introduzidas, como o dendê. Ração de anomais domésticos também atrai esta espécie, podendo servir de alimento em cidades grandes com menor disponibilidade de alimentos naturais. Aprecia os frutos do tapiá ou tanheiro – Alchornea glandulosa.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho na ramagem, em galhos grossos, tocos ou troncos oblíquos cobertos de epífitas, entre gravatás e às vezes sobre barrancos. Põe em média 2 ou 3 ovos por ninhada, e tem de 2 a 4 posturas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias de incubação. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 24 cm de comprimento. Tem cor predominante marrom uniforme, mais avermelhada nos lados e peito. Barriga branca no centro, mesma cor da base da cauda, embaixo. O estriado da garganta é menos notável do que nas outras espécies. Bico escuro.

Possui cinco subespécies:

  • Turdus fumigatus fumigatus (Lichtenstein, 1823) = ocorre das Guianas até o Norte e Leste do Brasil, e no Leste da Bolívia;
  • Turdus fumigatus aquilonalis (Cherrie, 1909) = ocorre da costa Nordeste da Colômbia até o Norte da Venezuela; também ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Turdus fumigatus orinocensis (Zimmer & W. H. Phelps, 1955) = ocorre no Leste da Colômbia, nas regiões de Vichada e Meta; e no Oeste da Venezuela.
  • Turdus fumigatus bondi (Deignan, 1951) – ocorre na Ilha de St. Vincent, no Sul do Caribe;
  • Turdus fumigatus personus (Barbour, 1911) – ocorre na Ilha de Granada, no Sul do Caribe.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta o interior e nas bordas de florestas, especialmente em áreas pantanosas e várzeas, à altura dos estratos médio e inferior. Também encontrado em plantações de cacau e clareiras adjacentes. É uma espécie raramente observada, sendo mais detectada pelo seu canto. Vive aos pares, pulando no chão ou em suas proximidades.

Sabiá-da-mata {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Sabiá-laranjeira – (Turdus rufiventris)

O Sabiá-laranjeira é uma ave da Família Turdidae, comum na América do Sul desde o México até ao sul da Argentina com exceção do Chile. Facilmente identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. São comuns em bordas de florestas, parques, quintais e áreas urbanas arborizadas, vive solitário ou aos pares, pulando no chão.

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  • Nome popular: Sabiá-laranjeira
  • Nome inglês: Rufous-bellied Thrush
  • Nome científico: Turdus rufiventris
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre do Maranhão ao Rio Grande do Sul, é o sabiá mais conhecido do Sudeste, sendo menos numeroso no Nordeste. Migra para regiões mais quentes no inverno. Encontrado também na Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, minhocas, e frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão, a laranja e o abacate. Come coquinhos de várias espécies de palmeiras e de espécies introduzidas, como o dendê. Cospe os caroços após cerca de 1 hora, contribuindo assim para a dispersão dessas palmeiras, comportamento apresentado também por outros sabiás. Ração de cachorro também atrai esta espécie, podendo servir de alimento em cidades grandes com menor disponibilidade de alimentos naturais. Aprecia os frutos do Tapiá ou Tanheiro.
  • Reprodução: Fazer seu ninho em formato de uma tigela profunda de argila e folhas secas – em beirais de telhados. A construção de ninhos pode se tornar confusa em certas ocasiões: quando o local escolhido é formado por vãos entre numerosos suportes iguais de um telhado, o sabiá-laranjeira pode construir vários ninhos ao mesmo tempo, por confundir os vãos. Põe ovos verde-azulados com pintas roxas. Macho e fêmea constroem o ninho juntos utilizando gravetos, fibras vegetais e barro, onde a fêmea coloca de 3 a 4 ovos, de coloração esverdeada com pintas cor de ferrugem. O período de incubação dura em torno de 14 dias. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sabiá-laranjeira {field 5}

Características:

O sabiá-laranjeira vive em torno de 30 anos. Mede 25 centímetros de comprimento e pesa o macho 68 gramas, a fêmea: 78 gramas em média. Tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro. Apresenta anel ocular amarelo vivo e garganta clara e escura estriada. Tarsos e pés rosa-cinzento. É ave de canto muito apreciado, que se assemelha ao som de uma flauta. Canta principalmente ao alvorecer e à tarde. O canto serve para demarcar território e, no caso dos machos, para atrair a fêmea. A fêmea também canta, mas numa frequência bem menor que o macho.

Apresenta duas subespécies

  • Turdus rufiventris rufiventris (Vieillot, 1818): ocorre no sudeste e sul do Brasil. O ventre possui uma cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjado bem forte.
  • Turdus rufiventris juensis (Cory, 1916): ocorre no nordeste brasileiro. O ventre tem uma cor mais clara que os exemplares do sul e sudeste.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequentam bordas de florestas, parques, quintais e áreas urbanas arborizadas. Vive solitário ou aos pares, pulando no chão. Em regiões mais secas é de certa forma, restrito a áreas próximas à água. É uma ave que convive bem com ambientes modificados pelo homem, seja no campo ou na cidade, desde que tenha oportunidades de encontrar abrigo e alimento. Na natureza, é encontrado em casais e grupos familiares quando em processo de criação. É uma ave de ambientes abertos, preferindo viver em bordas de matas, pomares, capoeiras, entorno de estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorial: demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie. Começa a cantar antes mesmo de clarear o dia. É ave de canto muito apreciado, que se assemelha ao som de uma flauta. Canta principalmente ao alvorecer e à tarde. O canto serve para demarcar território e, no caso dos machos, para atrair a fêmea.

Sabiá-laranjeira {field 5}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências