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O sabiá-una Turdus flavipes é uma ave da família Turdidae. É conhecido também como sabiá-preta e sabiá-da-mata a fêmea é conhecida como sabiá-preto. Ocorrem no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Paraguai e Argentina.

Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
  • Nome popular: Sabiá-una
  • Nome inglês: Yellow-legged Thrush
  • Nome científico: Turdus flavipes
  • Família: Turdidae
  • Habitat: Ocorre em Roraima e da Paraíba ao Rio Grande do Sul. Encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Espécie onívora. Gosta dos frutos de magnólia-amarela (Michelia champaca), também aprecia frutos de palmitos, abacate e mamão.
  • Reprodução: Faz um ninho raso em formato de xícara. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azulados ou esverdeados com marcas marrom-avermelhadas, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Características:

Mede cerca de 20 cm de comprimento. O macho da espécie pesa cerca de 65 gramas e a fêmea 70 gramas. O macho é preto com as costas e barriga de coloração cinza; a fêmea é marrom-oliváceo nas partes superiores e marrom-amarelado nas partes inferiores, com a garganta estriada de marrom-escuro. Seu canto é variado, rico em motivos dos mais diversos e de duração diferente. Capaz de imitar outras aves.

Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Comentários:

Freqüentam a mata, em regiões montanhosas. É comum na copa e nas bordas de florestas, capoeiras, clareiras adjacentes e em plantações de café. Em regiões montanhosas da costa brasileira é geralmente a espécie de sabiá mais comum. Vive solitário ou aos pares. É difícil de observar, a não ser quando está se alimentando em árvores frutíferas. Canta normalmente do alto das árvores. Além do próprio canto, imita uma série de outras aves, porém, às vezes, de forma tão grosseira que é difícil distinguir qual pássaro está imitando. Migra durante o inverno, deixando as regiões serranas em busca de lugares mais quentes. Essa espécie ainda efetua grandes migrações no inverno, principalmente na região do rio Ribeira de Iguape, em Iguape (SP), até à faixa serrana de Santa Catarina. Aproveitando-se disso, muitos habitantes dessas áreas capturam milhares dessas aves para alimento, todos os anos. Até há alguns anos, essa aves eram tradicionalmente vendidas salgadas, em caixotes ou barricas, nas feiras e pequenos mercados de Iguape e região. São capturados facilmente na migração, por meio de redes armadas à média e baixa altura, atravessadas em picadas ou sobre o leito de pequenos riachos na mata. Eu próprio presenciei na áreas de Iguape e Icapara (SP), nos anos 90, a coleta de sabiás-una feita pelas mulheres de caiçaras, que usavam pequenas tarrafas de pesca, amarradas em duas varas. Elas se posicionavam à beira das picadas, e em pouco tempo traziam dezenas de aves em samburás. Apesar de anti-ecológica, tal caça era totalmente aproveitada como alimento, principalmente pelas crianças caiçaras.

Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Foto – Afonso de Bragança - Sabiá-una
Referências bibliográficas:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec - Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves - disponível em http://www.wikiaves.com/wiki/sabia-una Acesso em 08 Setembro de 2016.
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