Bacurauzinho – (Nannochordeiles pusillus)

Bacurauzinho

O bacurauzinho Nannochordeiles pusillus é uma ave da família Caprimulgidae. Conhecido também como bacurau-pequeno e bacurau-preto.

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  • Nome popular: Bacurauzinho
  • Nome inglês: Least Nighthawk
  • Nome científico: Nannochordeiles pusillus
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre da Venezuela e Colômbia até os estados brasileiros do Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, geralmente caçados em voo.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no solo, não constrói ninho, põe em média 1 ou 2 ovos brancos salpicados de marrom.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 15 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 27,8 e 33,4 gramas. É uma das menores espécies de bacurau. Sua plumagem geral é marrom pardacenta claro. O macho tem a coroa e a nuca marrom, manchadas de castanho, branco acinzentado e camurça pálido. Manto, uropígio, e coberteiras caudais são marrons, manchados de branco acinzentado, castanho, camurça e bege pálido. As asas são longas e finas. Sob as asas a coloração é branco acinzentada, tingida com canela e apresenta leve barrado marrom. As coberteiras das asas são de coloração marrom acastanhada, fortemente manchadas com branco acinzentado, camurça e bege pálido. As rêmiges primárias são marrons acinzentadas escuras. As quatro penas rêmiges primárias exteriores apresentando uma grande mancha branca no centro das penas primárias, que coletivamente formam uma faixa branca, visível quando a ave está voando. A fêmea adulta é semelhante ao macho, mas as pontas claras das penas rêmiges primárias são menores, e as pontas das rêmiges secundárias são mais pardas. As pontas brancas das retrizes também são menores e são menos intensas.

Tem seis subespécies reconhecidas:

  • Nannochordeiles pusillus pusillus (Gould, 1861) – ocorre no leste do Brasil, do estado de Tocantins e Goiás até Minas Gerais e Bahia;
  • Nannochordeiles pusillus septentrionalis (Hellmayr, 1908) – ocorre no leste da Colômbia até o sul da Venezuela, nas Guianas e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Nannochordeiles pusillus esmeraldae (Zimmer & Phelps, 1947) – ocorre no Sudeste da Colômbia até o Sul da Venezuela e no extremo norte do Brasil;
  • Nannochordeiles pusillus xerophilus (Dickerman, 1988) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados da Paraíba e Pernambuco;
  • Nannochordeiles pusillus novaesi (Dickerman, 1988) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão e Piauí;
  • Nannochordeiles pusillus saturatus (Pinto & Camargo, 1957) – ocorre do extremo leste da Bolívia até a região central do Brasil.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Durante o dia, pousa no chão dos campos e áreas abertas, com suas cores pardas confundindo-se com a vegetação. Somente levanta voo em último caso, com sua camuflagem servindo de proteção efetiva. Como as demais aves noturnas, enxerga bem durante o dia, acompanhando qualquer sinal de perigo com as pálpebras entreabertas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

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