Mergulhão-de-orelha-amarela – (Podiceps occipitalis)

O mergulhão-de-orelha-amarela Podiceps occipitalis é uma ave da família Podicipedidae. Conhecido também como mergulhão-prateado.

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  • Nome popular: Mergulhão-de-orelha-amarela
  • Nome inglês: Silvery Grebe
  • Nome científico: Podiceps occipitalis
  • Família: Podicipedidae
  • Habitat: Ocorre na Argentina, Chile, Ilhas Malvinas e Paraguai, bem como na região andina da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. É ave migrante no sudoeste do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larva de insetos, pequenos moluscos e pequenos peixes.
  • Reprodução: Constrói o ninho flutuante, onde põe seus ovos que são pequenos, alongados e brancos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 27 cm de comprimento, pesa entre 225 e 250 g. Tem a cabeça o pescoço posterior e dorso cinzentos com tons marrons; píleo negro; característico tufo auricular de penas amarelas em forma de leque, que é menos evidente fora do período reprodutivo; pescoço anterior e partes inferiores brancas; olhos vermelhos.

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Comentários:

Frequenta lagos de águas frescas. Vive aos pares ou em bandos que podem ter muitos indivíduos.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Mergulhão-pequeno – (Tachybaptus dominicus)

O mergulhão-pequeno Tachybaptus dominicus é uma ave da família Podicipedidae. Ocorre do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina.

Mergulhão-pequeno {field 21}
  • Nome popular: Mergulhão-pequeno
  • Nome inglês: Least Grebe
  • Nome científico: Tachybaptus dominicus
  • Família: Podicipedidae
  • Habitat: Ocorre do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de peixes pequenos, alevinos, anfíbios, girinos e invertebrados diversos. Geralmente procura o alimento sob a água em mergulhos que podem durar até 15 segundos. Também come algas e outras matérias vegetais.
  • Reprodução: Constrói o ninho flutuante, do qual apenas uma parte emerge, sendo todo o material molhado; seus ovos são pequenos, alongados e brancos, tornando-se manchados ou totalmente pardos pelo contato com detritos vegetais úmidos. Tem um período de incubação de 21 dias. Os casais revezam-se na tarefa de cuidar e alimentar seus filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 21 a 26 cm, pesando de 130 a 180 g. É o menor mergulhão do continente. Tem cor pardo acinzentada, com a garganta preta na época do acasalamento; asas com grande espelho branco que chama a atenção quando a ave arruma as penas ou voa; olhos são amarelo-claros.

Apresenta cinco subespécies:

  • Tachybaptus dominicus dominicus (Linnaeus, 1766) – Ilha Cozumel, Bahamas, Grande Antilhas e Ilhas Virgens;
  • Tachybaptus dominicus bangsi (van Rossem & Hachisuka, 1937) – Oeste do México (Baja California e sul do Sonora);
  • Tachybaptus dominicus brachypterus (Chapman, 1899) – Sul do Texas, Mexico e Panamá;
  • Tachybaptus dominicus brachyrhynchus (Chapman, 1899) – Do norte da América do Sul, até sul do Brasil e norte da Argentina;
  • Tachybaptus dominicus eisenmanni (Storer & Getty, 1985) – Costa do Equador; populações do noroeste do Peru presumívelmente também desta subespécie.
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Comentários:

Frequentam lagoas de água doce, lagos e pântanos, riachos e rios de fluxo lento, valas à beira de estradas e pântanos de mangue. Em geral, preferem corpos d’água com significativa cobertura vegetal, principalmente nas bordas; eles usam até zonas úmidas que estejam quase completamente cobertas de mato. Na maior parte do ano, os mergulhões pequenos são encontrados sozinhos ou em pares; no entanto, quando não estão se reproduzindo, às vezes se reúnem em bandos de 20 ou mais.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Carretão – (Agelasticus atroolivaceus)

O carretão Agelasticus atroolivaceus é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como carretão-do-brejo e iratauá-unicolor.

Carretão Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Carretão
  • Nome inglês: Unicolored Blackbird
  • Nome científico: Agelasticus atroolivaceus
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, principalmente na região sudeste.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de larvas, moscas e insetos, mas também come frutas
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de cestinha aberta, funda, bem forrada, que é posta numa forquilha a pouca altura ou a alguns metros do solo. Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Carretão Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média centímetros de comprimento e pesa entre 37 e 41 gramas. Tem cor geral negra uniforme com brilho de seda. A fêmea e o indivíduo imaturo apresentam o lado superior pardo-anegrado, estriado e oliváceo e marrom, asas com bordas ferrugíneas, lado inferior amarelo sujo, um tanto rajado de negro. Bico pontiagudo.

Carretão Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta brejos e taboais. Quando amedronta um rival se dirige obliquamente para frente, em silêncio. Ao cantar agacha e vira a cabeça para trás. É uma ave de hábitos gregários podendo formar grandes bandos em áreas onde as condições de alimentação e nidificação são mais favoráveis.

Carretão Foto – Julio Filipino

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/carretao Acesso em 28 Março de 2010.
  • SiBBr – disponível em: https://ala-bie.sibbr.gov.br/ala-bie/species/126159?lang=pt_BR Acesso em 13 de Agosto de 2010.

Pula-pula-de-sobrancelha- (Myiothlypis leucophrys)

O pula-pula-de-sobrancelha Myiothlypis leucophrys é uma ave da família Parulidae. Espécie endêmica do Brasil.

Pula-pula-de-sobrancelha Foto -Julio Filipino
  • Nome popular: Pula-pula-de-sobrancelha
  • Nome inglês: White-striped Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis leucophrys
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre na região Centro-Oeste(todos os estados) e Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) além do Tocantins e áreas de cerrado do Oeste da Bahia. Ocorre quase que exclusivamente no Bioma Cerrado sendo muito escassa na Mata Atlântica, restrita apenas a áreas de transição para o Cerrado.

    ENDÊMICO DO BRASIL

  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros que captura, enquanto saltita pelo chão ou quando lança-se de poleiros a pequena altura em direção à ramagem.
  • Reprodução: A reprodução ocorre entre fins de julho e novembro/dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Pula-pula-de-sobrancelha Foto -Julio Filipino

Características:

Mede em média 16 cm de comprimento e pesa entre 15 e 22 gramas. Tem a cor do dorso verde-oliváceo brilhante, cabeça com uma coroa negra fosca. A região entre o bico e os olhos são brancas, assim como acima dos olhos. A face é manchada de branco, cinzento e preto. O peito é esbranquiçado com os lados acizentados e o abdômen, amarelado. O bico é preto e as pernas são alaranjadas. Pousa em poleiros verticais e abre a cauda em leque, abanando-a lateralmente e chamando a atenção no sub-bosque, ao entoar seu belo canto. O canto dos machos possui uma sequência forte e muito musical, que tem participação das fêmeas.

Pula-pula-de-sobrancelha Foto -Julio Filipino

Comentários:

Frequenta matas densas e nas proximidades de riachos ou córregos, mostrando uma grande dependência desses corpos d’água. É espécie muito ativa, fica o dia inteiro de um lado para outro da floresta. Observação pessoal (João de Almeida Prado): É uma espécie curiosa, quando se adentra ao seu território emite vocalização de alarme que agita também outras espécies que estão nas proximidades. Tolera bem a proximidade humana e até urbanização desde que seja bem preservado seu habitat natural. É típica de matas paludosas, nunca se afasta das áreas úmidas.

Pula-pula-de-sobrancelha Foto -Julio Filipino

Referências & Bibliografia:

Azulinho – (Cyanoloxia glaucocaerulea)

O azulinho é uma ave Cyanoloxia glaucocaerulea da família Cardinalidae. Conhecido também como azulinho-do-sul. Ocorre no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Azulinho Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Azulinho
  • Nome inglês: Glaucous-blue Grosbeak
  • Nome científico: Cyanoloxia glaucocaerulea
  • Família: Cardinalidae
  • Habitat: Ocorre em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e sul do Rio de Janeiro, Paraná Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Granívoro, alimenta-se basicamente de sementes principalmente de gramíneas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de tigela, em arbustos a pouca altura . Tem de 3 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Azulinho Foto – Julio Filipino

Características:

Mede mede em média 14 cm de comprimento. Muito parecido com o azulãoCyanoloxia brissoni, mas bem menos e menos robusto, de pernas mais longas e de bico relativamente pequeno. Canto fluente de andamento rápido. As fêmeas e os filhotes são pardos.

Azulinho Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta bordas de matas secas subtropicais, matas mesófilas residuais, parque de espinilho no sudoeste do Rio Grande do Sul, mata de araucária e bordas de matas úmidas do Brasil meridional. Usualmente solitário, aparece durante o inverno em várias regiões, onde vocaliza pouco, passando facilmente despercebido.

Azulinho Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Maçarico-grande-de-perna-amarela – (Tringa melanoleuca)

O maçarico-grande-de-perna-amarela Tringa melanoleuca é uma ave da família Scolopacidae. Espécie migratória, pode ser visto em todo o Brasil durante o verão.

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  • Nome popular: Maçarico-grande-de-perna-amarela
  • Nome inglês: Greater Yellowlegs
  • Nome científico: Tringa melanoleuca
  • Família: Scolopacidae
  • Sub-família: Tringinae
  • Habitat: Espécie migratória. Ocorre desde o Alasca até a Patagônia em diferentes épocas do ano.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos crustáceos, e outros invertebrados. Procura alimento na parte rasa de lagoas e alagados, quando percebem um estranho se aproximando emitem um sonoro piado, voam, mas voltam ao mesmo local em poucos minutos.
  • Reprodução: Reproduz-se no Canadá e Alasca em pântanos na região da floresta boreal. Constrói o ninho no chão, normalmente em locais bem escondidos perto da água. Põe de 3-4 ovos de 50 mm de comprimento, 33 mm de largura e pesam cerca de 28 gramas. O período de incubação é de 23 dias. Os jovens deixam o ninho dentro de 24 horas após o período de incubação e, em seguida, deixam as proximidades do ninho em aproximadamente 2 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Os adultos têm pernas longas e amarelas e um bico fino, longo e escuro ligeiramente recurvado para cima e cujo comprimento é maior que a cabeça. A plumagem é preta e branca e muito malhada (inverno). Vive às margens de lagos e pântanos costeiros.

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Comentários:

Frequenta ambientes aquáticos lamacentos, bancos de areias e áreas abertas. Espécie migratória visitante do hemisfério norte.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Maçarico-de-perna-amarela – (Tringa flavipes)

O maçarico-de-perna-amarela é uma ave da família Scolopacidae. Espécie migratória. Ocorre do Alasca até á Terra do Fogo em diferentes épocas do ano.

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  • Nome popular: Maçarico-de-perna-amarela
  • Nome inglês: Lesser Yellowlegs
  • Nome científico: Tringa flavipes
  • Família: Scolopacidae
  • Sub-família: Tringinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, até a Terra do Fogo. Nidifica no Círculo Polar Ártico.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de minúsculos seres marinhos, expostos na areia pelas ondas retrocedentes.
  • Reprodução: Constrói o ninho sobre folhas de ninfeias, põe quatro ovos castanho-amarelados, bastante manchados. Apenas o macho choca e zela pelos filhotes. Para proteger o ninho, finge estar com uma perna quebrada, debatendo-se como se não pudesse voar, para, assim, despistar o seu predador. Os filhotes são nidífugos, logo após a eclosão saem por sobre plantas aquáticas; já nessa idade são extremamente pernilongos e sabem mergulhar. Vive em casal, mas ocorre também poliandria, quando o espaço é amplo.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 25 cm de comprimento e o bico tem apenas 35 milímetros. A parte superior da sua plumagem é cinzenta e pintalgada de branco, já o seu peito é claro com riscos cinzentos e o ventre é branco. Suas pernas são altas e amarelas e a cauda é branca.

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Comentários:

Frequenta regiões úmidas tanto do interior como do litoral, em praias lamacentas e abertas de lagos e rios. Suas presas são localizadas visual ou acusticamente, sendo apanhadas em águas rasas ou na lama. Pode transferir plantas de um continente ao outro, por intermédio de sementes vivas nas suas dejeções. Regurgita pelotas que contêm a quitina do exoesqueleto dos artrópodes ingeridos.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pisa-n’água – (Phalaropus tricolor)

O pisa-n’água Phalaropus tricolor é uma ave da família Scolopacidae. Ocorre desde os Estados Unidos até ao norte da Argentina.

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  • Nome popular: Pisa-n’água
  • Nome inglês: Wilson’s Phalarope
  • Nome científico: Phalaropus tricolor
  • Família: Scolopacidae
  • Sub-família: Tringinae
  • Habitat: Espécie migratória. Vem do hemisfério norte pra passar o verão
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos insetos ou moluscos girando em círculos na água, pegando-os na superfície. Também corre e fuça na lama de cabeça baixa e traseiro erguido.
  • Reprodução: Reproduz-se colocando os ovos diretamente no solo ovos geralmente 3 ou 4 sempre perto da água.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 18 e 23 cm de comprimento. Tem distinção na plumagem conforme a época do ano, apresentando padrão de descanso quando está no Brasil. Bico preto fino. Cinza claro por cima, faixa escura atrás do olho, branco na parte superior e inferior da face, e pernas amarelas. Na época de reprodução, a fêmea torna-se colorida com coroa cinza, máscara e faixa no pescoço pretas, lateral do papo castanha, dorso cinza com faixas castanhas, pernas pretas. O macho é mais apagado.

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Comentários:

Espécie migratória. Normalmente, não pousa perto da água do mar, preferindo poças e lagoas costeiras que apresentam pouca quantidade de sal, já que apresentam a glândula de eliminação de sal pouco eficiente.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Maçarico-de-colete – (Calidris melanotos)

O maçarico-de-colete Calidris melanotos é uma ave da família Scolopacidae. Espécie migratória pose ser visto em quase todo o Brasil durante o verão.

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  • Nome popular: Maçarico-de-colete
  • Nome inglês: Pectoral Sandpiper
  • Nome científico: Calidris melanotos
  • Família: Scolopacidae
  • Sub-família: Arenariinae
  • Habitat: Ocorre do Novo Mundo à Sibéria. Quando visita o Brasil, pode ser encontrado tanto no interior como no litoral, até o Rio Grande do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, pequenos moluscos e outros invertebrados que captura usando predominantemente o tato.
  • Reprodução: Reproduz-se na região do Ártico, não constrói propriamente um ninho, coloca geralmente 2 ovos diretamente no solo em uma pequena cova.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 19 e 23 cm de comprimento, o macho da espécie pesa entre 45 e 126 gramas e a fêmea pesa entre 31 e 97 gramas. Sua envergadura mede entre 37 e 45 centímetros de comprimento. A fêmea é menor que o macho. Tem o bico ligeiramente curvado e de coloração amarronzada e mais escuro na porção distal, possui ranfoteca elástica e ponta do bico sensível. A cabeça apresenta tênue faixa superciliar clara e transocular escura. Seu peito apresenta-se estriado que termina abruptamente. O ventre e crisso são brancos. As coberteiras das asas são escuras e apresentam as bordas pardacentas com as terminações claras. As rêmiges são escuras com bordas claras e ultrapassam ligeiramente o limite das retrizes que são escuras. Os tarsos e pés são amarelados. Quando em voo, visto de cima, apresenta coloração uniforme com uma indistinta e estreita barra alar branca. As rêmiges primárias escurecidas. A região do uropígio e as penas supracaudais apresentam os flancos brancos e a porção central de coloração escura. Os dedos dos pés atingem a ponta da cauda.

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Comentários:

Frequenta praias, banhados, lagoas e margens de rios. É uma ave migratória, procedente da região ártica. Vive em praias, banhados, lagoas e margens de rios. É uma ave migratória, procedente da região ártica.

Maçarico-de-colete {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014..

Referências

Maçarico-pernilongo – (Calidris himantopus)

O maçarico-pernilongo Calidris himantopus é uma ave da família Scolopacidae. Espécie migratória, pode ser visto em boa parte do mundo, em diferentes épocas do ano.

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  • Nome popular: Maçarico-pernilongo
  • Nome inglês: Stilt Sandpiper
  • Nome científico: Calidris himantopus
  • Família: Scolopacidae
  • Subfamília: Arenariinae
  • Habitat: Espécie migratória. Ocorre do Canadá e Alasca, migrando para o hemisfério sul durante o inverno boreal, ocorrendo tanto no litoral quanto no interior, chegando até o Uruguai e a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros invertebrados.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no chão, colocando três ou quatro ovos. O macho tem um voo de exibição. A área de de reprodução é no Alasca.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede entre 20 e 23 cm de comprimento, pesa entre 50 e 70 g e tem uma envergadura de asas de até 41 cm. Os adultos com plumagem de reprodução têm a parte de baixo do corpo fortemente barrada e têm manchas avermelhadas por cima e por baixo do supercílio. As costas são marrons com os centros das penas mais escuros. A plumagem de inverno é basicamente cinza por cima e branca por baixo. Os juvenis são semelhantes aos adultos quanto às fortes marcas cinza na cabeça, mas não são barrados por baixo e apresentam bordas brancas nas penas das costas.

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Comentários:

O maçarico-pernilongo se reproduz na tundra ártica da América do Norte. É uma ave que realiza grandes migrações, invernando principalmente no norte da América do Sul. É normalmente encontrada em águas interiores, ao invés de costas abertas.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/macarico-pernilongo Acesso em 18 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Stilt_sandpiper Acesso em 31 de Outubro de 2009.

Beija-flor-de-bico-curvo – (Polytmus guainumbi)

O beija-flor-de-bico-curvo Polytmus guainumbi é uma ave da família Trochilidae. Ocorre na Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidade e Tobago e Venezuela.

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  • Nome popular: Beija-flor-de-bico-curvo
  • Nome inglês: White-tailed Goldenthroat
  • Nome científico: Polytmus guainumbi
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Polytminae
  • Habitat: Ocorre na Venezuela, Guianas, norte do Brasil e Trinidad; leste da Bolívia ao leste do Paraguai, centro e sudeste do Brasil e nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores de plantas de jardim; arbustos pouco desenvolvidos, agrupamentos de Heliconia, leguminosas, malváceas e rubiáceas. Também come insetos capturados em voo, aranhas podem ser apanhadas nas superfícies da vegetação.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica decorado com líquens ou sementes, feito em forquilhas de ramos de pequenos arbustos, exposto, ficando de 50 cm a 1 m de altura, frequentemente sobre a água (del Hoyo et al. 1999). A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são chocados por ela, com um período de incubação de 14 a 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 20 a 22 dias
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 10 cm de comprimento. Tem o bico longo e curvo, com a base da mandíbula vermelho-clara, a plumagem superior dourado a verde-bronze brilhantes, área cinza escuro nos olhos bordeada por cima e por baixo por uma longa listra branca; partes de baixo verde-dourado iridescente; cauda arredondada, longa, verde, com ponta branca. Fêmea semelhante ao macho, mas com listras amareladas na face; queixo esbranquiçado, resto das partes inferiores amareladas, com a garganta e o peito pintados de verde. Imaturo parecido com a fêmea, com as penas da cabeça bordeadas de amarelo pálido.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Polytmus guainumbi guainumbi (Pallas, 1764) – ocorre da Venezuela até as Guianas, no Norte do Brasil e na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Polytmus guainumbi thaumantias (Linnaeus, 1766) – ocorre do Leste da Bolívia até o Leste do Paraguai, no Centro e Leste do Brasil e no Norte da Argentina;
  • Polytmus guainumbi andinus (Simon, 1921) – ocorre no Leste da Colômbia, até o Sul das regiões de Meta e Vichada.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta campos limpos, campos sujos, campos cerrados, campos rupestres, restinga, banhados e campinaranas da Amazônia. Geralmente solitário, forrageia perto do solo.

Beija-flor-de-bico-curvo {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Beija-flor-tesoura-verde – (Thalurania furcata)

O beija-flor-tesoura-verde Thalurania furcata é uma ave da família Trochilidae. Conhecido também como beija-flor-de-barriga-violeta e beija-flor-de-ventre-roxo.

Beija-flor-tesoura-verde {field 21}
  • Nome popular: Beija-flor-tesoura-verde
  • Nome inglês: Fork-tailed Woodnymph
  • Nome científico: Thalurania furcata
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Trochilinae
  • Habitat:Ocorre em quase todo o Brasil, da Amazônia ao Sudeste. Encontrado também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se do néctar das flores à pouca altura, buscando também insetos na vegetação ou capturando-os no ar.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de taça profunda, preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos, a cerca de 2 m de altura. Põe 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 18 a 24 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. O macho tem partes superiores esverdeadas, a garganta verde-metálica brilhante, peito e barriga azul-violeta-brilhante, a fronte pode ser verde brilhante, verde escura ou preta, as infracaudais podem variar do branco ao azul escuro conforme a espécie, a cauda furcada azul escura. A fêmea temas as partes inferiores cinza, pontas da cauda brancas.

Possui treze subespécies reconhecidas:

  • Thalurania furcata furcata (Gmelin, 1788) – ocorre no extremo Leste da Venezuela, Guianas e Norte do Brasil, ao norte do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata refulgens (Gould, 1853) – ocorre no Nordeste da Venezuela, na Península de Paría e na Serra de Cumaná;
  • Thalurania furcata fissilis (Berlepsch & Hartert, 1902) – ocorre no Leste da Venezuela, e na região adjacente no extremo Oeste da Guiana e Nordeste do Brasil;
  • Thalurania furcata orenocensis (Gould, 1853) – ocorre no alto rio Orinoco na Venezuela;
  • Thalurania furcata nigrofasciata (Gould, 1846) – ocorre do Sudoeste da Colômbia até o extremo Sul da Venezuela e Noroeste do Brasil;
  • Thalurania furcata viridipectus (Gould, 1848) – ocorre do Leste da Cordilheira dos Andes na Leste da Colômbia até o Nordeste do Peru;
  • Thalurania furcata jelskii (Taczanowski, 1874) – ocorre na região tropical Leste do Peru e na região adjacente no Brasil;
  • Thalurania furcata simoni (Hellmayr, 1906) – ocorre na Amazônia ao Sul do Rio Amazonas no extremo Leste do Peru e no Oeste do Brasil;
  • Thalurania furcata balzani (Simon, 1896) – ocorre na região Central da Amazônia (região de Manaus e entorno), e ao sul do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata furcatoides (Gould, 1861) – ocorre no baixo Rio Amazonas, na região Leste do Brasil ao Sul do Rio Amazonas;
  • Thalurania furcata boliviana (Boucard, 1894) – ocorre nos sopés da Cordilheira dos Andes no Sudeste do Peru e no Nordeste da Bolívia;
  • Thalurania furcata baeri (Hellmayr, 1907) – ocorre da região Central e Nordeste do Brasil até o Sudeste da Bolívia e no Norte da Argentina;
  • Thalurania furcata eriphile (Lesson, 1832) – ocorre do Sudeste do Brasil, Leste do Paraguai até o Nordeste da Argentina, na região de Misiones.
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Comentários:

Frequenta florestas altas, capoeiras e florestas de várzea, áreas abertas com árvores, chácaras, jardins e cidades. Vive solitário, defendendo seu território de maneira agressiva.

Beija-flor-tesoura-verde {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Andorinhão-do-buriti – (Tachornis squamata)

A andorinhão-do-buriti Tachornis squamata é uma ave da família Apodidae. Conhecido também como taperá-do-buriti, tesourinha e poruti

Andorinhão-do-buriti Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Andorinhão-do-buriti
  • Nome inglês: Fork-tailed Palm-Swift
  • Nome científico: Tachornis squamata
  • Família: Apodidae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, exceto na região sul, escassa no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ocorre também na Venezuela e nas Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos voadores, é rápido em voo alto ou baixo
  • Reprodução:Constrói o ninho em forma de uma bolsa grande, com penas, saliva e material vegetal, na folha de uma palmeira como do buriti. Põe de 2 a 4 ovos, incubados por 19 dias. Vários casais podem se instalar em uma mesma palmeira. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Andorinhão-do-buriti Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 11 cm de comprimento e pesa 11g, com uma cauda longa e bifurcada mantida fechada em voo. Tem sobrancelha negra com um leve brilho esverdeado, são marrom pálido com a garganta branca.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Tachornis squamata squamata (Cassin, 1853) – ocorre na Ilha de Trinidad e das Guianas, na Amazônia brasileira e no Leste do Brasil;
  • Tachornis squamata semota (Riley, 1933) – ocorre do Leste da Colômbia até o Sul da Venezuela, Leste do Equador, Nordeste do Peru e Noroeste do Brasil.
Andorinhão-do-buriti Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta áreas pantanosas, na floresta aberta, geralmente perto de palmeiras. A espécie é fácil de ser vista tanto na área rural quanto urbana, frequentemente em grupos. Os andorinhões costumam ficar entre as folhas secas do buriti, local onde se reproduzem e criam os filhotes.

Andorinhão-do-buriti Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Corucão – (Podager nacunda)

O corucão Podager nacunda é uma ave da família Caprimulgidae. Conhecido também como sebastião, tabaco-bom, tiom-tiom, curutum e nacundá.

Corucão Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Corucão
  • Nome inglês: Nacunda Nighthawk
  • Nome científico: Podager nacunda
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre no cerrados da Venezuela e Colômbia até a Bolívia e Argentina. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Sobrevoa queimadas para caçar insetos fugindo do fogo. Também voa em cima de luminárias para capturar presas atraídas por elas.
  • Reprodução: Reproduz-se colocando os ovos diretamente no solo, geralmente 2 de cor bege escura e com pintas marrons. Período reprodutivo vai de Junho a Outubro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Corucão Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 29 cm de comprimento, e 71 cm de envergadura. Tem a plumagem marrom-escura com branco na garganta, ventre e asas. A barriga branca fica escondida contra o solo e as costas acinzentadas confundem-se com o ambiente. Mesmo a garganta branca é pouco visível na ave pousada. Ao levantar voo, surpreende pelo tamanho e envergadura. Em voo, o branco da ponta das asas e da cauda.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Podager nacunda nacunda (Vieillot, 1817) – ocorre no leste do Peru e no Brasil, do sul do Amazonas até o Paraguai e na região central da Argentina;
  • Podager nacunda minor (Cory, 1915) – ocorre da Colômbia até a Venezuela; na Ilha de Trinidad; nas Guianas e no norte do Brasil.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Corucão Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta campos com capins baixos surgidos ao longo dos corixos e baías. Tem hábitos parcialmente diurnos. Embora seja um forrageador aéreo capaz, passa uma quantidade considerável de tempo no solo; tem tarsos bem longos e é mais provável do que outras espécies serem vistos em pé no chão, em vez de repousar na superfície. Ao final da tarde inicia seus voos de caça de insetos, quando patrulha seguidamente uma área e faz mudanças bruscas de direção. Sobrevoa em voos de caça, algumas vezes em grupos de várias dezenas, destacando-se pelo tamanho e silhueta de asas longas com pontas finas. É o maior dos bacuraus, camufla-se muito bem na paisagem, apesar do tamanho.

Corucão Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Bacurauzinho – (Nannochordeiles pusillus)

O bacurauzinho Nannochordeiles pusillus é uma ave da família Caprimulgidae. Conhecido também como bacurau-pequeno e bacurau-preto.

Bacurauzinho Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Bacurauzinho
  • Nome inglês: Least Nighthawk
  • Nome científico: Nannochordeiles pusillus
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre da Venezuela e Colômbia até os estados brasileiros do Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, geralmente caçados em voo.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no solo, não constrói ninho, põe em média 1 ou 2 ovos brancos salpicados de marrom.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bacurauzinho Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média entre 15 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 27,8 e 33,4 gramas. É uma das menores espécies de bacurau. Sua plumagem geral é marrom pardacenta claro. O macho tem a coroa e a nuca marrom, manchadas de castanho, branco acinzentado e camurça pálido. Manto, uropígio, e coberteiras caudais são marrons, manchados de branco acinzentado, castanho, camurça e bege pálido. As asas são longas e finas. Sob as asas a coloração é branco acinzentada, tingida com canela e apresenta leve barrado marrom. As coberteiras das asas são de coloração marrom acastanhada, fortemente manchadas com branco acinzentado, camurça e bege pálido. As rêmiges primárias são marrons acinzentadas escuras. As quatro penas rêmiges primárias exteriores apresentando uma grande mancha branca no centro das penas primárias, que coletivamente formam uma faixa branca, visível quando a ave está voando. A fêmea adulta é semelhante ao macho, mas as pontas claras das penas rêmiges primárias são menores, e as pontas das rêmiges secundárias são mais pardas. As pontas brancas das retrizes também são menores e são menos intensas.

Tem seis subespécies reconhecidas:

  • Nannochordeiles pusillus pusillus (Gould, 1861) – ocorre no leste do Brasil, do estado de Tocantins e Goiás até Minas Gerais e Bahia;
  • Nannochordeiles pusillus septentrionalis (Hellmayr, 1908) – ocorre no leste da Colômbia até o sul da Venezuela, nas Guianas e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Nannochordeiles pusillus esmeraldae (Zimmer & Phelps, 1947) – ocorre no Sudeste da Colômbia até o Sul da Venezuela e no extremo norte do Brasil;
  • Nannochordeiles pusillus xerophilus (Dickerman, 1988) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados da Paraíba e Pernambuco;
  • Nannochordeiles pusillus novaesi (Dickerman, 1988) – ocorre no nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão e Piauí;
  • Nannochordeiles pusillus saturatus (Pinto & Camargo, 1957) – ocorre do extremo leste da Bolívia até a região central do Brasil.

(Clements checklist, 2014).

Bacurauzinho Foto – Julio Filipino

Comentários:

Durante o dia, pousa no chão dos campos e áreas abertas, com suas cores pardas confundindo-se com a vegetação. Somente levanta voo em último caso, com sua camuflagem servindo de proteção efetiva. Como as demais aves noturnas, enxerga bem durante o dia, acompanhando qualquer sinal de perigo com as pálpebras entreabertas.

Bacurauzinho Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Bacurau-tesoura – (Hydropsalis torquata)

O bacurau-tesoura Hydropsalis torquata é uma ave da família Caprimulgidae. Também conhecido como curiango-tesoura.

Bacurau-tesoura Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Bacurau-tesoura
  • Nome inglês: Scissor-tailed Nightjar
  • Nome científico: Hydropsalis torquata
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre do sul do rio Amazonas até o Rio Grande do Sul, e também no Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. Parte do solo em voo curto para capturar o inseto e pousa imediatamente. É grande devorador de mariposas.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no solo sem confecção de ninho, a fêmea põe 2 ovos bem camuflados diretamente sobre a terra. O casal choca em revezamento. Na época de reprodução, os machos quando estão pousados no solo emitem um tamborilado através do bater da cauda
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bacurau-tesoura Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 40 centímetros de comprimento (macho adulto), onde a cauda toma mais de 2/3 deste total. O macho adulto normalmente apresenta um colar nucal de cor ferrugena. A fêmea tem por volta de 27,5 centímetros. Sua longa cauda tem a forma de tesoura.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Hydropsalis torquata torquata (Gmelin, 1789) – ocorre do sul do Suriname até a Amazônia e leste do Brasil, e no leste do Peru;
  • Hydropsalis torquata furcifer (Vieillot, 1817) – ocorre do sul do Peru até o leste da Bolívia, sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e região central da Argentina.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015).

Bacurau-tesoura Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta na beirada da mata, campos e cerrados. Adapta-se também às cidades, já tendo sido observado nos telhados do Rio de Janeiro. É ave noturna. Durante o dia fica pousado imóvel no chão ou longitudinalmente sobre galhos baixos de árvores, em perfeita camuflagem.

Bacurau-tesoura Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Bacurau-de-rabo-maculado – (Hydropsalis maculicaudus)

O bacurau-de-rabo-maculado Hydropsalis maculicaudus é uma ave da família Caprimulgidae. Também chamada de bacurau-pituí. Ocorre do México à Bolívia, incluindo todo o Brasil.

Bacurau-de-rabo-maculado Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Bacurau-de-rabo-maculado
  • Nome inglês: Spot-tailed Nightjar
  • Nome científico: Hydropsalis maculicaudus
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre do México à Bolívia, incluindo todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e mariposas.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no solo, sem fazer ninho, põe em média 2 ovos brancos com manchas amarronzadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bacurau-de-rabo-maculado Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 19 cm de comprimento. Macho e fêmea tem um colar ruivo atrás da nuca, lembrando um bacurau-tesoura, mas possuem a cauda curta e quadrada. O macho apresenta garganta e a cauda branca com uma faixa terminal, além de pintas mediais brancas, muito distintas em voo. As fêmeas não possuem nenhuma mancha branca nas retrizes, nem as pintas nem as barras terminais.

Bacurau-de-rabo-maculado Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta buritizais, matas de galeria, campos, varjões e áreas úmidas abertas. Muito encontrada nas plantações de cana-de-açúcar colhidas e já brotando, costuma pousar nas palhas secas da cana, dando pequenos sobrevoos pousando novamente em outro ponto, dificilmente pousa nas estradas como é comum dos outros bacuraus, canta tanto pousado como em voo.

Bacurau-de-rabo-maculado Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Bacurau-da-telha – (Hydropsalis longirostris)

O bacurau-da-telha Hydropsalis longirostris é uma ave da família Caprimulgidae. Também conhecido como bacurau-de-rabo-branco e bacurau-rupestre.

Bacurau-da-telha Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Bacurau-da-telha
  • Nome inglês: Band-winged Nightjar
  • Nome científico: Hydropsalis longirostris
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre da região dos Andes até a Bolívia, Chile, sul da Argentina e sudeste do Brasil.
  • Alimentação: Alimentam-se de insetos, principalmente mariposas, besouros e cupins.
  • Reprodução: Não constroem um ninho, os ovos são colocados em uma depressão do solo entre a vegetação densa, solo descoberto ou à beira de estradas. Normalmente, eles colocam 1 ou 2 ovos elípticos em cada estação de reprodução, que variam em cor de rosa cremoso, esbranquiçado, marrom manchado, lilás e cinza. A temporada de reprodução varia de acordo com a região.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bacurau-da-telha Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média Mede 23 cm de comprimento. Possui coloração variável. Machos possuem notáveis manchas brancas nas penas da cauda, enquanto as fêmeas não possuem branco na cauda.

Bacurau-da-telha Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta áreas semi-abertas, campos de altitude, campos rupestres, chapadas, enclaves rochosos e em algumas cidades. Apresenta hábitos crepusculares e noturnos. Durante o dia, dorme em grupos sobre os telhados em certas cidades no sudeste e sul, o que lhe rendeu esse nome popular. Eles se empoleiram em uma variedade de ambientes, desde o chão da floresta até edifícios.

Bacurau-da-telha Foto – Aisse Gaertner

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Bacurau-chintã – (Hydropsalis parvula)

O bacurau-chintã Hydropsalis parvula é uma ave da família Caprimulgidae. Conhecido também como bacurau-pequeno.

Bacurau-chintã Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Bacurau-chintã
  • Nome inglês: Little Nightjar
  • Nome científico: Hydropsalis parvula
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, e também da Venezuela à Bolívia e Argentina. Migratório, aparece em quantidade em algumas regiões, em determinadas épocas do ano, como no Estado de Minas Gerais.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura em voo.
  • Reprodução: Reproduz-se diretamente no solo. Põe em média dois ovos de cor creme, manchados com algumas pintas de cor marrom, pesando em média 4,7 g. Quando percebem a presença de um intruso no momento da incubação, voam para longe do local, para não denunciarem onde está o ninho. Período reprodutivo de agosto a novembro. Quando estão com os filhotes, costumam fingir que estão com as asas quebradas e, dessa maneira, tentam afastar o intruso das proximidades dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Bacurau-chintã Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 20 cm de comprimento. O macho apresenta a garganta, uma larga faixa nas asas e a ponta da cauda (vista de baixo) brancas e a fêmea possui a garganta amarelada e não tem branco nas asas e na cauda.

Bacurau-chintã Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta campos com árvores e arbustos. É noturno e vive no chão, descansando durante o dia sob arbustos. Pousa sobre troncos para cantar.

Bacurau-chintã Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

João-corta-pau – (Antrostomus rufus)

O joão-corta-pau Antrostomus rufus é uma ave da família Caprimulgidae. Ocorre em todo o Brasil.

João-corta-pau Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: João-corta-pau
  • Nome inglês: Rufous Nightjar
  • Nome científico: Antrostomus rufus
  • Família: Caprimulgidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos. No sul do continente costumam migrar para o norte a partir do outono austral (abril). Com o frio, os insetos diminuem ou desaparecem, forçando-as para áreas do continente mais quentes e com oferta de alimento, como o Pantanal, retornando em outubro/novembro para a parte temperada do continente.
  • Reprodução: Reproduz-se colocando os ovos diretamente no solo. O ninho é tipicamente localizado em área de vegetação baixa. Põe em média 2 ovos. Os ovos elípticos, brancos ou de coloração creme com manchas marrons ou acastanhadas. A incubação durante o dia é aparentemente realizada pela fêmea (Wetmore 1968, Cleere, 1998).
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
João-corta-pau Foto – Julio Filipino

Características:

Tem a cauda comprida e a coloração marrom avermelhada escura. A cauda, larga, apresenta as três penas externas de cada lado com bolas amareladas no macho, visíveis só quando abertas em voo. A espécie chega a medir até 28 centímetros de comprimento, possuindo ainda um corpo robusto.

Possui cinco subespécies reconhecidas:

  • Antrostomus rufus minimus (Griscom & Greenway, 1937) – ocorre do sul da Costa Rica até o norte da Colômbia, norte da Venezuela, Trinidad e ilhas Bocas (Monos, Huevos e Chacachacare).
  • Antrostomus rufus otiosus (Bangs, 1911) – ocorre no nordeste da ilha de Santa Lúcia nas pequenas Antilhas no Caribe;
  • Antrostomus rufus rufus (Boddaert, 1783) – ocorre do sul da Venezuela até as Guianas e no Brasil;
  • Antrostomus rufus rutilus (Burmeister, 1856) – ocorre no sul do Brasil, leste da Bolívia, Paraguai e no nordeste da Argentina;
  • Antrostomus rufus saltuarius (Olrog, 1979) – ocorre no noroeste da Argentina e possivelmente no sudeste da Bolívia.

(ITIS – Integrated Taxonomic Information System, 2015).

João-corta-pau Foto – Julio Filipino

Comentários:

É possível observa-los em galhos e moirões de cerca, de onde emite seu canto característico e melhor forma de encontrá-lo. O canto pode ser transcrito como “João-corta-pau”, razão de seu nome comum. Ele é repetido continuamente na temporada de canto (final do ano).

João-corta-pau Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Anu-coroca – (Crotophaga major)

O anu-coroca Crotophaga major é uma ave da família Cuculidae. Conhecido também como anum-coroi, anu-grande, anu-do-brejo, anu-hu e anu-canjiqueiro.

Anu-coroca {field 21}
  • Nome popular: Anu-coroca
  • Nome inglês: Greater Ani
  • Nome científico: Crotophaga major
  • Família: Cuculidae
  • Sub-família: Crotophaginae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do Panamá à Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, mas também preda pequenos vertebrados, pesca em águas rasas e come frutos, coquinhos e sementes. Eventualmente segue formigas-de-correição.
  • Reprodução: Constrói ninhos individuais ou coletivos, estes últimos apresentando 20 ou mais grandes ovos de cor azul-esverdeada, cobertos com uma crosta calcária que é raspada sucessivamente durante a incubação. Geralmente o ninho localiza-se próximo à água. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Anu-coroca {field 21}

Características:

Mede em média 46 cm de comprimento, e pesa em torno de 150g, tem a plumagem azul escuro, com íris branco-esverdeada. A retriz é longa, o bico possui uma cumeeira proeminente. Canta em coro, fazendo bastante barulho. Vivem em pares de adultos, podendo ser de 2 a 7 casais. Existem registros de grandes bandos com mais de 20 indivíduos.

Anu-coroca {field 21}

Comentários:

Frequenta a mata ciliar bem desenvolvida. Por causa da má conservação dessas matas em várias regiões, são poucos os lugares onde ainda é encontrado. Reunidos em pequenos grupos, vasculham a vegetação marginal próxima à linha d’água. Na parte da manhã os pássaros voam para fora do seu local dormitório (em um árvore ou arbusto densamente folhados) para se alimentar antes de iniciar qualquer outra atividade. O bando pode invadir uma clareira em busca de comida, más raramente se desvia muito longe de árvores ou outra proteção. No fim da tarde retomam suas atividades até à noite, quando eles se recolhem nos dormitórios novamente.

Anu-coroca {field 21}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Marreca-caucau – (Nomonyx dominicus)

A marreca-caucau Nomonyx dominicus é uma ave da família Anatidae. Conhecida também como marreca-de-bico-roxo, marreca-rã, marreca-tururu e marreca-pé-na-bunda.

Marreca-caucau Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Marreca-caucau
  • Nome inglês: Masked Duck
  • Nome científico: Nomonyx dominicus
  • Família: Anatidae
  • Subfamília: Anatinae
  • Habitat: Ocorre em grande parte do Brasil e também desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes, raízes e folhas de plantas aquáticas, além de insetos aquáticos e crustáceos..
  • Reprodução: Constrói o ninho em formato de um copo profundo, algumas vezes coberto por cima, como um cesto, próximo a vegetação perto da água, forrada com poucas penas embaixo. O tamanho da ninhada é de quatro a seis ovos, de cor branca pura, incubados por curtos períodos pelo macho, mas principalmente pela fêmea durante 23 a 24 dias. Reproduz-se de outubro a agosto, possuem portanto um longo período reprodutivo. O macho pouco auxilia no cuidado com os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Marreca-caucau Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média entre 30 e 36 centímetros, seu peso varia entre 360 e 450 gramas para os machos e entre 275 e 445 gramas para as fêmeas. O macho adulto é principalmente marrom avermelhado, com uma coloração preta contrastante na cabeça. A nuca, garganta e peito são castanhos. O ventre, dorso e asas são castanhos e apresentam manchas pretas. A maxila tem uma coloração azul brilhante, tornando-se azul esverdeado mais pálido distalmente com uma faixa preta que se estende ao longo da superfície, terminando em uma ponta preta. A mandíbula é de cor azul cinzento, tornando-se mais rosada distalmente. As retrizes são pretas e as rêmiges são escuras. Os tarsos e pés palmados são cinza esverdeados no macho adulto. O macho adulto é principalmente marrom avermelhado, com uma coloração preta contrastante na cabeça. A nuca, garganta e peito são castanhos. O ventre, dorso e asas são castanhos e apresentam manchas pretas. A maxila tem uma coloração azul brilhante, tornando-se azul esverdeado mais pálido distalmente com uma faixa preta que se estende ao longo da superfície, terminando em uma ponta preta. A mandíbula é de cor azul cinzento, tornando-se mais rosada distalmente. As retrizes são pretas e as rêmiges são escuras. Os tarsos e pés palmados são cinza esverdeados no macho adulto

Marreca-caucau Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta lagoas com vegetação e pastos alagados. Vive aos pares ou em grupos de até 20 indivíduos. Normalmente esconde-se na vegetação densa, sendo difícil observá-lo.

Marreca-caucau Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Pássaro-preto – (Gnorimopsar chopi)

O pássaro-preto Gnorimopsar chopi é uma ave da família Icteridae. Conhecido também como graúna. Ocorre no Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Pássaro-preto Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Pássaro-preto
  • Nome inglês: Chopi Blackbird
  • Nome científico: Gnorimopsar chopi
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Agelaiinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Alimentação: Onívoro, alimenta-se principalmente de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros invertebrados. Aprecia o coco maduro da palmeira buriti. Apanha insetos atropelados nas estradas e aproveita restos de milho junto às habitações humanas ou desenterra sementes recém-plantadas.
  • Reprodução: Constrói o ninho em árvores ocas, troncos de palmeiras, ninhos de pica-pau, em mourões, dentro do penacho de coqueiros e nas densas copas dos pinheiros, utilizando também ninhos abandonados de joão-de-barro. Ocupa buracos também em barrancos e cupinzeiros terrestres. Às vezes faz um ninho aberto, situado em uma forquilha de um galho distante do tronco, em uma árvore densa e alta. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 14 dias e ficam no ninho 18 dias. O macho ajuda a criar a prole. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Pássaro-preto Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 24 centímetros de comprimento e pesa entre 69,7 e 90,3 gramas. É inteiro negro incluindo pernas, bico, olhos e penas, o que origina seu nome popular. Filhotes e jovens não possuem penas ao redor dos olhos. Trata-se de um dos pássaros de voz mais melodiosa deste país. A fêmea também canta.

Tem 3 subespécies reconhecidas:

  • Gnorimopsar chopi chopi (Vieillot, 1819) – ocorre no leste e centro do Brasil (centro de Mato Grosso leste até Goiás, sudeste de Minas Gerais e Espírito Santo), ao sul até o nordeste da Argentina e Uruguai. É a forma descrita acima.
  • Gnorimopsar chopi sulcirostris (Spix, 1824) – ocorre em todo o nordeste do Brasil, do Maranhão até a Bahia e o norte de Minas Gerais. Distingue-se da forma nominal pelo tamanho muito maior.
  • Gnorimopsar chopi megistus (Leverkühn, 1889) – ocorre no extremo sudoeste do Peru e leste da Bolívia.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Pássaro-preto Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta áreas agrícolas, buritizais, pinheirais, pastagens e áreas pantanosas, plantações com árvores isoladas, mortas, remanescentes da mata. Sua presença está fortemente associada a palmeiras. Vive normalmente em pequenos grupos que fazem bastante barulho. Pousa no chão ou em árvores sombreadas. Há quem confunda o passaro-preto com o atrevido chupimMolothrus bonariensis, famoso por parasitar o ninho de várias espécies (ex.: tico-tico). Enquanto o chupim é elegantíssimo, esguio e traja cintilantes vestes de tom violáceo, o passaro-preto é negro e de porte mais avantajado, com bico mais alongado, fino e com sulcos (estrias) na maxila inferior. O passaro-preto sabe nidificar e não se descuida da criação da ruidosa prole. No nordeste ocorre a subespécie (Gnorimopsar chopi sulcirostris), que é maior, medindo 25,5 centímetros de comprimento. Quando canta arrepia as penas da cabeça e pescoço.

Pássaro-preto Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências

Pula-pula-ribeirinho – (Myiothlypis rivularis)

A pula-pula-ribeirinho Myiothlypis rivularis é uma ave da família Parulidae. O no norte da Argentina, Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, no sudeste do Paraguai, Suriname e leste da Venezuela.

Pula-pula-ribeirinho Foto – Julio Filipino
  • Nome popular: Pula-pula-ribeirinho
  • Nome inglês: Neotropical River Warbler
  • Nome científico: Myiothlypis rivularis
  • Família: Parulidae
  • Habitat: Ocorre de forma descontínua por toda a América do Sul. No norte da Argentina, Bolívia, Brasil, Guiana Francesa, Guiana, no sudeste do Paraguai, Suriname e leste da Venezuela
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e besouros que geralmente procura aos pares, no chão e entre madeiras secas, principalmente nas margens da água. Às vezes pega sua presa no chão durante o voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho no barranco de rios a cerca de 1,5 metros do chão. Os pais cuidam juntos dos filhotes, caçando nas margens dos rios durante todo o dia e sempre vocalizando, demonstrando assim seu forte territorialismo, respondendo e vindo próximo ao simples imitar de sua vocalização ao assobiar.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante. 
Pula-pula-ribeirinho Foto – Julio Filipino

Características:

Mede em média 13 centímetros de comprimento e pesa entre 11,5 e 16,5 gramas. Apresenta cabeça com a coroa escura, sobrancelha branca e faixa transocular escura e garganta branca, o lado superior é esverdeado, o lado inferior com os flancos acanelados e ventre e lados da cabeça esbranquiçados. Tem a cauda verde oliva, o bico e a íris são escuros e as pernas são amareladas.

Tem duas subespécies:

  • Myiothlypis rivularis rivularis (zu Wied-Neuwied, 1821) – ocorre do Leste do Paraguai até o Sudeste do Brasil e Nordeste da Argentina;
  • Myiothlypis rivularis boliviana (Sharpe, 1885) – ocorre nas sopés da Cordilheira do Andes da Bolívia, nas regiões de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz e Tarija;
Pula-pula-ribeirinho Foto – Julio Filipino

Comentários:

Frequenta taquarais densos ou soqueiras de samambaias em matas primárias ou secundárias, ao lado do furnarídeo joão-porcaLochmias nematura que vive no mesmo biótopo. Pousa altivo no solo e nos galhos baixos e abre a cauda balançando-a com frequência, aos pares ou solitário.

Pula-pula-ribeirinho Foto – Julio Filipino

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

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