Mocho-diabo – (Asio stygius)

Mocho-diabo

O mocho-diabo Asio stygius é uma ave da família Strigidae. Conhecido também como coruja-diabo e mocho-preto. Ocorre do México até á Argentina.

Mocho-diabo {field 18}
  • Nome popular: Mocho-diabo
  • Nome inglês: Stygian Owl
  • Nome científico: Asio stygius
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre noroeste do México até a América Central e Caribe, e América do Sul. Faixa entre a Colômbia e o Equador até o norte e nordeste da Argentina (Misiones) e Sudeste do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos, incluindo morcegos, e aves até o tamanho de pombos. Inclui-se também outros pequenos vertebrados e insetos. Geralmente caça a partir de um poleiro, preda morcegos em voo.
  • Reprodução: Reproduz-se em ninhos de gravetos abandonados por aves de grande porte. Eventualmente nidificam no solo, em uma depressão rasa, forrada por uma fina camada de grama seca e localizada sob arbusto baixo, que fornece sombra e abrigo à prole. A fêmea bota geralmente dois a três ovos brancos, que são exclusivamente incubados por ela. Os filhotes são alimentados pelo casal.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entrev40 e 43 cm o macho e de 38 e 47 cm a fêmea e pesando de 311 a 685 g o macho e de 411 a 680 g a fêmea. Tem aspecto geral escuro com duas “orelhas” eretas, olhos apresentando íris amarela. Tem o disco facial marrom escuro com manchas brancas finas. As partes superiores são de coloração cinza amarronzada, a coroa é fortemente coberta com manchas brilhantes que contrastam com a coloração escura de fundo. O manto, asas e seu entorno tem cor cinza escura sólida, deixando apenas algumas bordas pálidas nas pontas das penas. As coberteiras são ligeiramente manchadas de branco. As rêmiges primárias exibem padrão na cor cinza escuro com algumas estrias de manchas pálidas. As rêmiges secundárias apresentam listras escuras. A cauda é escura com fino barrado claro. As partes ventrais são marrom pálido com grandes marcas escuras na porção superior do tórax. O ventre inferior é coberto com longas linhas escuras na forma de gotículas ou em forma de largas estrias e o crisso é marrom claro. Os tarsos são emplumados. Os pés são parcialmente cobertos com penas curtas. Íris amarela ou amarelo alaranjada. A cera é marrom acinzentada, bico preto. As pernas são marrons claro, as garras são fortes e apresentam as pontas pretas.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Asio stygius stygius (Wagler, 1832) – ocorre na região que vai do leste da Bolívia, norte, nordeste e sudeste do Brasil até o nordeste da Argentina;
  • Asio stygius lambi (Moore, 1937) – ocorre na região de planalto do Oeste do México, do sudoeste de Chihuahua até o estado de Jalisco;
  • Asio stygius robustus (L. Kelso, 1934) – ocorre do sul do México, nos estados de Guerrero e Veracruz até a Venezuela e o Equador;
  • Asio stygius siguapa (d’Orbigny, 1839) – ocorre em Cuba e na Ilha dos Pinus;
  • Asio stygius noctipetens (Riley, 1916) – ocorre na Ilha de São Domingos (Haiti e República Dominicana) e na Ilha de La Gonâve ao largo do Haiti;
  • Asio stygius barberoi (AW Bertoni, 1930) – ocorre no Paraguai e no norte da Argentina.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta uma ampla variedade de habitats, mas geralmente prefere matas abertas, como florestas decíduas, florestas de pinheiros, cerrado, campos com árvores esparsas, e até mesmo em parques urbanos. Encontrada em altitudes que variam de 700 até 3.000 m. Apesar da ampla distribuição é muito pouco conhecida, com escassas informações sobre sua biologia e comportamento. É estritamente noturna, durante o dia esconde-se nas densas folhagens da copa das árvores. Quando alarmada, assume uma postura bem ereta, tornando-se bem fina, com os tufos de penas erguidos verticalmente; quando relaxada, os tufos de penas são mantidos planos e, portanto, pouco visíveis. É uma coruja territorial, machos defendem o território cantando empoleirado na copa das árvores.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

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