Bate-bico – (Phleocryptes melanops)

Bate-bico

O bate-bico Phleocryptes melanops é uma ave da família Furnariidae. Ocorre no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia.

Bate-bico {field 20}
  • Nome popular: Bate-bico
  • Nome inglês: Wren-like Rushbird
  • Nome científico: Phleocryptes melanops
  • Família: Furnariidae
  • Sub-família: Furnariinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos que captura flor d’água ou em vegetação adjacente.
  • Reprodução: Constrói o ninho nos caules das taboas, utilizando folhas entrelaçadas e lama para reboco. É ave migratória, que usa o litoral como local de reprodução. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 12 e 13 cm de comprimento e pesa entre 11 e 16 gramas. Tem a cabeça é marrom escura com uma ampla sobrancelha branca que marca o olho escuro. A parte traseira é escura, cinza e marrom muito riscado. A garganta, tórax e abdômen são amarelados. As asas enegrecidas são marcadas com listras acastanhadas nas extremidades. A cauda é curta, rígida e afunilada na sua extremidade sua coloração é marrom escuro na parte superior e amarelada na face inferior. Os tarsos e pés são finos e de cor cinza.

Possui quatro subespécies:

  • Phleocryptes melanops melanops (Vieillot, 1817) – ocorre do Sul do Brasil até a região central do Chile, região central da Argentina, Paraguai and Uruguai;
  • Phleocryptes melanops brunnescens (J.T. Zimmer, 1935) – ocorre na região costeira do Oeste do Peru, de Trujillo até Pisco;
  • Phleocryptes melanops schoenobaenus (Cabanis & Heine, 1859) – ocorre no planalto do Sul do Peru, Oeste da Bolívia e no Noroeste da Argentina;
  • Phleocryptes melanops loaensis (R.A. Philippi & Goodall, 1946) – ocorre no Norte do Chile, na região de Tarapacá.
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Comentários:

Frequenta brejos, taboais, pirizais e banhados, ao lado de Cistothorus platensis, com a qual se assemelha pelo padrão estriado do dorso. Empoleira-se em colmos verticais da vegetação aquática nos taludes.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

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