Taperuçu-de-coleira-branca – (Streptoprocne zonaris)

Taperuçu-de-coleira-branca

O taperuçu-de-coleira-branca Streptoprocne zonaris é uma ave da família Apodidae. Conhecido também como andorinhão e andorinhão-de-coleira.

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  • Nome popular: Taperuçu-de-coleira-branca
  • Nome inglês: White-collared Swift
  • Nome científico: Streptoprocne zonaris
  • Família: Apodidae
  • Habitat: Ocorre desde os Estados Unidos, América Central, as ilhas Antilhas, até à Argentina. Encontrado também em todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos voadores, como besouros, borboletas, formigas e cupins de asas, capturados em pleno voo.
  • Reprodução: Constrói o ninho com fibras vegetais, musgos e pedrinhas aglutinadas com barro e saliva, é fixado em paredões e escarpas de pedras ao redor de cascatas, grutas úmidas e escuras. O casal incuba e alimenta os filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em geral entre 20 e 22 centímetros, pesando em média de 90-125g. Os taperuçus têm pés muito reduzidos que os impedem de pousar em fios de eletrificação ou galhos, como fazem as andorinhas. Esta é a maior espécie da família e sua velocidade de voo pode alcançar 100 quilômetros por hora. Possui uma envergadura de 45-55 cm. O corpo é negro uniforme com uma coleira branca que abrange todo o pescoço.

Possui nove subespécies reconhecidas:

  • Streptoprocne zonaris zonaris (Shaw, 1796) – ocorre no sul do Brasil, Bolívia, Paraguai e no norte da Argentina;
  • Streptoprocne zonaris mexicana (Ridgway, 1910) – ocorre do sul do México até Belize e El Salvador;
  • Streptoprocne zonaris bouchellii (Huber, 1923) – ocorre da Nicarágua até o Panamá;
  • Streptoprocne zonaris pallidifrons (Hartert, 1896) – ocorre no arquipélago das Antilhas no Caribe.
  • Streptoprocne zonaris subtropicalis (Parkes, 1994) – ocorre nas montanhas da Colômbia até o oeste da Venezuela na região de Mérida e também no Peru;
  • Streptoprocne zonaris altissima (Chapman, 1914) – ocorre nos Andes da Colômbia e do Equador;
  • Streptoprocne zonaris minor (Lawrence, 1882) – ocorre da Cordilheira dos Andes até a costa norte da Venezuela e na ilha de Trinidad no Caribe.
  • Streptoprocne zonaris albicincta (Cabanis, 1862) – ocorre na região tropical do sul da Venezuela e nas Guianas;
  • Streptoprocne zonaris kuenzeli (Niethammer, 1953) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Bolívia e no noroeste da Argentina.
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Comentários:

Frequenta florestas, campos e cidades, forma grandes bandos, sobrevoando campos e florestas nas encostas das serras para capturar insetos. É uma espécie migratória.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2012..

Referências

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