Coruja-do-mato – (Strix virgata)

Coruja-do-mato

A coruja-do-mato Strix virgata é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como coruja-de-bigodes e mocho-carijó.

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  • Nome popular: Coruja-do-mato
  • Nome inglês: Mottled Owl
  • Nome científico: Strix virgata
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre desde o México, por toda a América Central, norte da América do Sul até o nordeste da Argentina e leste do Paraguai. Em todas as regiões do Brasil. Desde o nível do mar até 3700 metros de altitude.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos maiores, como besouros e gafanhotos, a pequenos mamíferos, morcegos, pequenos répteis, incluindo cobras venenosas, anfíbios e provavelmente aves.
  • Reprodução: Constrói os ninhos em ocos de árvores vivas ou em palmeiras, podendo ocupar também ninhos abandonados de outras aves, onde põe em média 1 ou 2 ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 33 e 41 centímetros (macho) e 32 e 38 centímetros (fêmea), e pode pesar de 220 a 350 gramas (macho) e entre 308 e 370 gramas (fêmea). Tem plumagem estriada nas partes inferiores e não tem orelhas (tufos). A borda do disco facial branca ou bege clara se une ao espesso supercílio, que forma um “V” na testa. Olhos marrom-escuros e tarsos emplumandos.

Existem 7 subespécies reconhecidas.

  • Strix virgata squamulata (Bonaparte, 1850) – W México (Sonora de Guerrero e Morelos para Guanajuato).
  • Strix virgata tamaulipensis Phillips, 1911 – NE México (S Nuevo León e Tamaulipas).
  • Strix virgata centralis (Griscom, 1929) – E & S México para W Panamá.
  • Strix virgata virgata (Cassin, 1849) – E Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Trinidad.
  • Strix virgata superciliaris (Pelzeln, 1863) – NC & NE do Brasil. Esta subespécie apresenta a porção dorsal marrom, rêmiges e retrizes barradas. A face apresenta disco facial escuro contornado por uma estreita linha branca que é mais espessa na região superciliar. Peito claro fortemente manchado de marrom-acastanhado. Região ventral de coloração branca ou pardacenta apresentando estriado vertical com estrias marrons ou marrom-acastanhadas. O crisso é esbranquiçado.
  • Strix virgata borelliana (W. Bertoni, 1901) – SE, Brasil, Paraguai e E NE Argentina (Misiones). Esta subespécie apresenta duas fases de plumagem. A fase escura é predominantemente marrom na sua parte superior, apresentando pintas e barrado de coloração branca ou pardacenta. Os escapulários externos são marrom-amarelados; as asas são marrom escuras com barrado claro. A porção ventral é branco-padacenta com estrias marrons. A fase escura é similar a subespécie nominal.
  • Strix virgata macconnelli (Chubb, 1916) – ocorre nas Guianas e no extremo norte do Brasil. Esta subespécie apresenta disco facial escuro delimitado por uma clara linha branca. Coloração dorsal intensamente marrom-acastanhado e intensamente barrado nas asas e cauda. Coloração ventral castanho-acanelada, não apresentando coloração preta nas laterais do peito.
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Comentários:

Frequenta o nível médio e o dossel da mata. Forrageia ao longo da borda da mata, capturando as presas a partir do poleiro. Provavelmente captura insetos em voo. Espécie noturna e fica quase sempre empoleirada em árvores. É uma das corujas mais comuns em cidades, parques urbanos e fazendas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

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