Login

A Família Strigidae compreende todas as espécies de corujas do mundo, com exceção da Coruja-da-igreja Tyto alba. As corujas são aves bastante antigas, essa família, possui espécies próximas espalhadas por todos os continentes, menos na Antártica e em algumas ilhas oceânicas como Havaí e Nova Zelândia. As corujas tem de hábitos noturnos, possuem mecanismos que as deixam perfeitamente adaptadas à vida noturna. Voam silenciosamente, sem provocar ruídos que suas presas escutariam e fugiriam. Esse silêncio é possível graças à estrutura das asas: elas apresentam nas extremidades, penas dispostas não continuamente, com intervalos entre uma e outra, como se fossem chanfraduras. Cada uma dessas penas tem o que os ornitólogos chamam de ”dentadura”: a borda também chanfrada, com as barbas separadas, parecendo minúsculos dentes. Quando a coruja voa, o ar flui livremente por essas chanfraduras e, na falta de impacto, não produz ruído. Reprodução macho e fêmea não possuem dimorfismo sexual aparente. A fêmea tem ovários e o macho, testículos, que são internos e portanto, não visíveis. As fêmeas, geralmente maiores, emitem sons roucos e mais altos. O casal canta em dueto, ou fica tagarelando em sílabas. Durante a reprodução, que ocorre na primavera, os ruídos são mais altos. Dias depois vem a postura. Os filhotes das Strigidae saem do ninho com três a cinco semanas de vida. Antes disso são alimentados pelos pais, que trazem no bico, insetos e pedaços de roedores. A penugem dos filhotes é substituída por uma segunda geração de plumagem, formada completamente quando a ave está apta para o seu primeiro voo, alguns dias depois de deixar o ninho. A coruja é uma ave de rapina, já que se alimenta de animais vivos.O fato de ser ave de hábitos noturnos, a elimina da competição por alimento como os Falconiformes, também rapineiros, que caçam durante o dia. Como outras aves noturnas, caça no período que vai do começo da noite até por volta das 21 horas. As diferentes espécies têm alimentação variada: comem roedores, pássaros, insetos como gafanhotos, baratas, besouros; gambás, morcegos, lagartos, rãs, sapos e cobras. As aves preferidas das corujas são pardais, rolinhas, sanhaçus e beija-flores.

  • Megascops choliba (Vieillot, 1817) corujinha-do-mato
  • Megascops watsonii (Cassin, 1849) corujinha-orelhuda
  • Megascops usta (Sclater, 1858) corujinha-relógio
  • Megascops atricapilla (Temminck, 1822) corujinha-sapo
  • Megascops sanctaecatarinae (Salvin, 1897) corujinha-do-sul
  • Megascops guatemalae (Sharpe, 1875) corujinha-de-roraima
  • Lophostrix cristata (Daudin, 1800) coruja-de-crista
  • Pulsatrix perspicillata (Latham, 1790) murucututu
  • Pulsatrix koeniswaldiana (Bertoni & Bertoni, 1901) murucututu-de-barriga-amarela
  • Bubo virginianus (Gmelin, 1788) jacurutu
  • Strix hylophila Temminck, 1825 coruja-listrada
  • Strix virgata (Cassin, 1849) coruja-do-mato
  • Strix huhula Daudin, 1800 coruja-preta
  • Glaucidium hardyi Vielliard, 1990 caburé-da-amazônia
  • Glaucidium mooreorum Silva, Coelho & Gonzaga, 2002 caburé-de-pernambuco
  • Glaucidium minutissimum (Wied, 1830) caburé-miudinho
  • Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788) caburé
  • Athene cunicularia (Molina, 1782) coruja-buraqueira
  • Aegolius harrisii (Cassin, 1849) caburé-acanelado
  • Asio clamator (Vieillot, 1808) coruja-orelhuda
  • Asio stygius (Wagler, 1832) mocho-diabo
  • Asio flammeus (Pontoppidan, 1763) mocho-dos-banhados

Famílias

Topo