Periquito-da-caatinga – (Eupsittula cactorum)

O periquito-da-caatinga Eupsittula cactorum é uma ave da família Psittacidae. Ocorre no Brasil, no cerrado e na caatinga.

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  • Nome popular: Periquito-da-caatinga
  • Nome inglês: Cactus Parakeet
  • Nome científico: Eupsittula cactorum
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Ocorre no cerrado e nas caatingas do Nordeste brasileiro.
  • Alimentação: Alimenta-se de flores, bagos, brotos, sementes e frutas, principalmente de umbu (fruto do umbuzeiro, uma árvore típica do sertão nordestino), e também da fruta de oiticica e carnaúba, uma palmeira típica do sertão, e da fruta do trapiá – Crateva tapia, além dos frutos da palma-quipá – Tacinga inamoena e do Mandacaru – Cereus jamacaru. A alimentação preferida dessa espécie, no entanto, é o milho verde das plantações rurais.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em cupinzeiros arborícolas ativos. A ave escava um túnel de acesso na base do cupinzeiro, de baixo para cima, tendo diâmetro compatível com o seu tamanho; essa entrada é bem discreta e muito difícil de se perceber, contribuindo para a segurança do ninho. Já no interior do cupinzeiro escava a câmara de postura, que é bem espaçosa, tendo, em média, 25 cm de diâmetro. Esta cavidade é forrada com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode ficar molhado e úmido por suas fezes, que são um pouco líquidas. Bota 9 ovos, que incuba por 25 a 26 dias. Os cupins permanecem no cupinzeiro, embora fechem todos os acessos ao interior da câmera e ao túnel, não importunando assim as aves adultas e seus filhotes.
  • Estado de conservação:

    Pouco preocupante

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Características:

Mede em média 25 cm de comprimento e pesa em torno de 120 gramas. Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado, bico marrom e barriga amarela.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Eupsittula cactorum caixana (Spix, 1824) – ocorre no nordeste do Brasil, do leste do Maranhão até o oeste do Rio Grande do Norte, oeste de Pernambuco e noroeste da Bahia. Mais pálido que a subespécie nominal;
  • Eupsittula cactorum cactorum (Kuhl, 1820) – ocorre na porção central do Brasil, na região do Rio São Francisco, na Bahia e região adjacente de Minas Gerais.

ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Piacentini et al. (2015).

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Comentários:

Geralmente voam em bandos entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som “krik-krik-krik-krik”, e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça para cima e para baixo quando com raiva. Vem ao solo em busca de sementes e para beber água. Utilizam poças de água para se banhar e beber juntamente com o restante do bando. Gostam de fazer carícias uns com os outros para demonstrar amizade. No estado domesticado, pode aprender muitos truques.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências