Xexéu – (Cacicus cela)

O xexéu Cacicus cela é uma ave da família Icteridae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Panamá, Equador e Peru.

Xexéu {field 23}
  • Nome popular: Xexéu
  • Nome inglês: Yellow-rumped Cacique
  • Nome científico: Cacicus cela
  • Família: Icteridae
  • Sub-família: Cacicinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, em toda a Amazônia, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso do Sul e São Paulo, e também no nordeste, do Maranhão ao noroeste do Ceará e do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Encontrado também no Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e sementes. Ocasionalmente saqueia ninhos de outras aves. Tem predileção pelas mangas – Mangifera indica, frequentando com assiduidade e em grandes grupos os mangueirais urbanos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho de folhas de palmeiras, gravetos e capim com a forma de uma bolsa pendurada com 40 a 70cm de comprimento. Os ninhos ficam agrupados em colônias, instaladas frequentemente em árvores baixas, algumas vezes sobre a água, nos galhos em que haja a presença de formigueiros e de alguns vespeiros. Às vezes os ninhos podem estar na mesma árvore que os de japus, porém é mais comum estarem em uma árvore adjacente ou isolados. Põe em média 2 ou 3 ovos branco azulados com manchas, pontos e listras marrom-escuras ou pretas, tem em média 2 ou 3 ninhadas por temporada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

O macho mede em média entre 27 a 29 cm de comprimento e a fêmea entre 22 e 25 cm, pesa de 60 a 98 g. O imaturo é de cor de fuligem em vez de negra. As fêmeas são bem menores que os machos. O canto é tão variado que as vezes causa a impressão de um coro de vários exemplares.

Possui três subespécies:

  • Cacicus cela cela (Linnaeus, 1758) – ocorre da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, na Amazônia brasileira até o Mato Grosso do Sul, Nordeste do Brasil até o Norte de Minas e no Leste da Bolívia;
  • Cacicus cela vitellinus (Lawrence, 1864) – ocorre da região tropical Leste do Panamá, até o Norte da Colômbia. O amarelo é mais forte, sendo quase alaranjado. Mancha amarela nas asas é muito menor.
  • Cacicus cela flavicrissus (P. L. Sclater, 1860) – ocorre da região tropical do Oeste do Equador até o extremo Noroeste do Peru, na região de Tumbes. Muito parecido com a forma anterior, sendo menor.
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Comentários:

Frequenta bordas de florestas principalmente de várzea, campos com árvores, cerrados e florestas de galeria. Vive em bandos de tamanhos variáveis.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Balança-rabo-do-nordeste – (Polioptila atricapilla)

O balança-rabo-do-nordeste Polioptila atricapilla é uma ave passeriforme da família Polioptilidae. Ocorre no Brasil, no Nordeste desde o Maranhão até o norte de Minas Gerais.

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  • Nome popular: Balança-rabo-do-nordeste
  • Nome inglês: White-bellied Gnatcatcher
  • Nome científico: Polioptila atricapilla
  • Família: Polioptilidae
  • Habitat: Ocorre no Nordeste desde o Maranhão até o norte de Minas Gerais. É considerado comum em áreas de Caatinga. ESPÉCIE ENDÊMICA DO BRASIL.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato de tigela, feitos com fibras vegetais e e penas forrado com materiais macios, geralmente preso em arbustos ou cactos a pouca altura. Põe em média 3 ou 4ovos por ninhada. Macho e a fêmea se revezavam para chocar os ovos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 11 cm de comprimento e pesa entre 4,8 e 8 gramas. O macho tem o alto da cabeça preto brilhante, costas cinzas azuladas, asas negras com contornos brancos nas penas de voo, partes inferiores brancas ou cinza bem claro, cauda negra com penas mais externas brancas. Fêmea como o macho mas o alto da cabeça é cinza e não negro.

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Comentários:

Frequentam na caatinga os mais variados tipos de ambientes, como matas arbustivas, matas arbóreas, capoeiras, matas ciliares, campos com presença de arbustos, e até zonas urbanas arborizadas. São extremamente ativos durante as primeiras horas do dia, pulando incansavelmente entre os galhos dos arbustos atrás de possíveis alimentos. São encontrados geralmente em casais e em pequenos grupos de até cinco indivíduos.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Lavadeira-de-cara-branca – (Fluvicola albiventer)

A lavadeira-de-cara-branca Fluvicola albiventer é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Paraguai e no norte da Argentina.

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  • Nome popular: Lavadeira-de-cara-branca
  • Nome inglês: Black-backed Water-Tyrant
  • Nome científico: Fluvicola albiventer
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Fluvicolinae
  • Habitat: Ocorre em todo o do Brasil. É mais comum na Amazônia e no nordeste. Ocorre também no leste da Bolivia, no Paraguai e no norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, lagartas, e outros pequenos artrópodes, que apanha às margens de lagos e charcos. Também caça alimento em pleno voo.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo ninhos em galhos secos sobre lagoas. Põe em média dois ovos brancos e pequenos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 14 cm de comprimento. Tem a coloração preta nas partes superiores, com a parte posterior da coroa, nuca, manto, asas e cauda pretas. Testa, face, peito, ventre e crisso são brancos. As asas possuem duas barras alares brancas estreitas. Íris, bico e pernas escuras.

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Comentários:

Frequenta águas paradas tomadas por tapetes de vegetação flutuante, como aguapés e vitórias régias em tanques e lagos e nas áreas abertas adjacentes. Também, ocorre em banhados, manguezais, pantanais, brejos, campos e pastos alagados.

Lavadeira-de-cara-branca {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Suiriri-de-garganta-branca – (Tyrannus albogularis)

O suiriri-de-garganta-branca Tyrannus albogularis é uma ave da família Tyrannidae. Ocorre no Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Peru, Venezuela e Guianas.

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  • Nome popular: Suiriri-de-garganta-branca
  • Nome inglês: White-throated Kingbird
  • Nome científico: Tyrannus albogularis
  • Família: Tyrannidae
  • Sub-família: Tyranninae
  • Habitat: Ocorre principalmente no Brasil central e na floresta amazônica. Encontrado também na Bolivia, Colombia, Equador, Peru, Venezuela e Guianas.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes. Eventualmente também come frutas diversas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho com ramos, hastes e forrado com material macio, a uma altura média entre 2 e 8 metros, em arbustos ou pequenas árvore isoladas. Põe em média entre 2 e 4 ovos. Os ovos são branco amarelados com pintas na coloração marrom ou roxo lavanda. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 20 cm de comprimento e pesa em torno de 38 gramas. Tem a cabeça cinza mais pálida, tendendo ao branco, com uma nítida e bem definida faixa escura atravessando os olhos até a região auricular. O peito e o ventre são amarelo brilhante sem nenhuma faixa peitoral cinza ou oliva separando a garganta do peito. O dorso é verde oliváceo.

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Comentários:

Frequenta áreas semi-abertas, bordas de florestas, cerrados, caatingas, capoeiras, fazendas, parques e jardins. Bem menos frequente e de comportamento mais discreto que o suiririTyrannus melancholicus.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Ferreirinho-estriado – (Todirostrum maculatum)

O ferreirinho-estriado Todirostrum maculatum é uma ave da família Rhynchocyclidae. Ocorre no Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

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  • Nome popular: Ferreirinho-estriado
  • Nome inglês: Spotted Tody-Flycatcher
  • Nome científico: Todirostrum maculatum
  • Família: Rhynchocyclidae
  • Sub-família: Todirostrinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros pequenos artrópodes.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em forma globular, com entrada lateral, geralmente nas proximidades de ninhos de vespas. Põe 2 ovos brancos com pontos avermelhados.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 9 cm de comprimento. Tem a íris amarelo alaranjada nos adultos e cinza nos jovens; cabeça cinza e dorso oliváceo; garganta branca e partes inferiores amarelas; a garganta, o peito e as laterais são estriados de preto, sendo estas estrias menos pronunciadas nos jovens.

Tem cinco subespécie reconhecidas:

  • Todirostrum maculatum maculatum (Desmarest, 1806) : Guiana Francesa com o Suriname e NE da Amazônia no Brasil (AP);
  • Todirostrum maculatum signatum (P. L. Sclater & Salvin, 1881) : SE Colômbia, NE do Equador, L do Peru, até o N da Bolívia e NO do Brasil (AM);
  • Todirostrum maculatum amacurense (Eisenmann & W. H. Phelps, 1971) : Extremo NE da Venezuela e N da Guiana e Trinidad;
  • Todirostrum maculatum diversum (Zimmer, 1940) : Amazônia Central brasileira.
  • Todirostrum maculatum annectens: Região das bacias dos rios Negro e Branco (AM, RR);
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Comentários:

Frequenta a copa de arbustos e árvores ao longo de rios e lagos, bordas de florestas, jardins e quintais em áreas urbanas. Vive aos pares, buscando insetos ativamente na folhagem densa, o que o torna difícil de ser visto, embora seu canto seja ouvido com frequência. O casal costuma cantar junto, em dueto.

Ferreirinho-estriado {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Anambé-una – (Querula purpurata)

O anambé-una Querula purpurata é uma ave da família Cotingidae. Ocorre no Brasil, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Guianas e Bolívia.

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  • Nome popular: Anambé-una
  • Nome inglês: Purple-throated Fruitcrow
  • Nome científico: Querula purpurata
  • Família: Cotingidae
  • Sub-família: Cephalopterinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins e Maranhão. Encontrado também na Costa Rica, Guianas e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, mas também come insetos e outros artrópodes.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forquilhas no alto de arvores, feito com gravetos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 28 a 30 cm, o macho é todo preto com garganta vermelha escura, fêmea toda preta.

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Comentários:

Frequenta florestas tropicais, nos estratos médios e altos, percorre a mata em busca de alimento. Os machos se associam em em grupos, exibindo-se e cantando em arenas.

Anambé-una {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Arredio-pálido – (Cranioleuca pallida)

O arredio-pálido Cranioleuca pallida é uma ave da família Furnariidae. Espécie endêmica do Brasil, ocorre na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

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  • Nome popular: Arredio-pálido
  • Nome inglês: Pallid Spinetail
  • Nome científico: Cranioleuca pallida
  • Família: Furnariidae
  • Sub-família: Synallaxiinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil. Ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes. Costuma caçar em bandos mistos, procurando alimento entre as folhas e ramos.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho em formato de bola sobre árvores, entre plantas epífitas, feito de material macio, como barba-de-velho – Tilandsia usneoides liquens e musgos.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 13 cm de comprimento. Tem a cauda avermelhada curta e mais rígida, não servindo para apoiar-se. Tem vértice vermelho e é pardo quando jovem.

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Comentários:

Frequenta as copas na orla da mata. De asa redonda e mole, levanta voo apenas em último recurso, dirigindo-se a pouca altura, para a brenha mais próxima.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Trepador-coleira – (Anabazenops fuscus)

O trepador-coleira Anabazenops fuscus é uma ave da família Furnariidae. Conhecido também como limpa-folha-de-coleira.

Trepador-coleira {field 20}
  • Nome popular: Trepador-coleira
  • Nome inglês: White-collared Foliage-gleaner
  • Nome científico: Anabazenops fuscus
  • Família: Furnariidae
  • Sub-família: Philydorinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, no extremo sul da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados vasculhando por debaixo das folhas, nos troncos, cascas de árvores e outros. Inspeciona folhas caídas de palmeiras e embaúbas, às vezes permanecendo de cabeça para baixo.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades naturais em ocos de árvores dentro da floresta.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 20 cm de comprimento. Tem sobrancelha superciliar numa tonalidade de cor creme, uma plumagem amarronzada no corpo sendo mais clara nas partes inferiores, onde se destaca o papo branco.

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Comentários:

Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas, capoeiras maduras e bordas de florestas, frequentemente em áreas com bambus. Vive solitário ou aos pares, acompanhando bandos mistos de aves com regularidade. Mostra-se com facilidade, não sendo difícil observá-lo, já foi registrado na mata de restinga úmida a baixa altitude.

Trepador-coleira {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Arapaçu-de-lafresnaye – (Xiphorhynchus guttatoides)

O arapaçu-de-lafresnaye Xiphorhynchus guttatoides é uma ave da família Dendrocolaptidae. Ocorre no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

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  • Nome popular: Arapaçu-de-lafresnaye
  • Nome inglês: Lafresnaye’s Woodcreeper
  • Nome científico: Xiphorhynchus guttatoides
  • Família: Dendrocolaptidae
  • Sub-família: Dendrocolaptinae
  • Habitat: Ocorre em quase toda a Amazônia, chegando até o Centro Oeste e uma parte do Nordeste. Encontrado também nos países vizinhos da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes, eventualmente também come pequenos vertebrados.
  • Reprodução: Reproduz-se em ocos de arvores mortas. Período de reprodução ocorre em fevereiro no sul da Amazônia; no início de outubro no norte da Bolívia. A época de reprodução vai até o final de setembro e início novembro no sudeste do Peru.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 26 e 29 cm de comprimento e pesa entre 45 e 69 gramas. A cor geral da plumagem é acastanhada com o dorso marrom apresentando estrias esparsas. A cabeça é amplamente estriada e apresenta a garganta clara, sem estrias. Os olhos são grandes e escuros circundados por um anel periocular claro. A cauda é castanha. A porção inferior da ave é de coloração canela, sendo o peito amplamente estriado e o ventre com menos estrias. O bico é longo, estreito, claro e ligeiramente curvo. Tarsos e pés cinza azulados. Existe uma característica diferente nas subespécies do grupo guttatus e guttatoides que é uma área escura entre o olho e o bico. A maxila também possui uma área escura que vai até a metade do bico.

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Xiphorhynchus guttatoides guttatoides (Lafresnaye, 1850) – ocorre no oeste da Amazônia tanto ao sul quanto ao norte do rio Amazonas, desde o sudeste da Colômbia, sul da Venezuela e leste do Equador, Peru e noroeste do Brasil a oeste do rio Negro e rio Madeira até o norte do estado de Mato Grosso.
  • Xiphorhynchus guttatoides dorbignyanus (Pucheran & Lafresnaye, 1850) – ocorre na América do Sul, ao sul da bacia do rio Amazonas, desde o norte da Bolívia até a região central do Brasil no estado de Goiás.
  • Xiphorhynchus guttatoides vicinalis (Todd, 1948) – ocorre na Amazônia brasileira ao sul do rio Amazonas, desde o rio Madeira até o rio Tapajós (onde possivelmente ocorre nas duas margens).
  • Xiphorhynchus guttatoides eytoni (P. L. Sclater, 1854) – ocorre no sudeste da Amazônia brasileira deste o rio Tapajós até o estado do Ceará na serra do Baturité.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Frequenta floresta de terra firme, floresta de várzea, igapós, orlas de mata, matas secundárias, matas de galeria, onde procura alimentos em vários níveis, desde o sub-dossel até próximo ao chão.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Arapaçu-do-campo – (Xiphocolaptes major)

O arapaçu-do-campo Xiphocolaptes major é uma ave da família Dendrocolaptidae. Ocorre no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

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  • Nome popular: Arapaçu-do-campo
  • Nome inglês: Great Rufous Woodcreeper
  • Nome científico: Xiphocolaptes major
  • Família: Dendrocolaptidae
  • Sub-família: Dendrocolaptinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes, mas também come pequenos vertebrados como anfíbios e répteis, bem como ovos e filhotes de outras aves, há registros de morcegos em sua dieta.
  • Reprodução: Reproduz-se em buracos naturais de arvores mortas e palmeiras, faz um ninho rústico forrado com uma camada fina com poucas folhas secas. Põe em média 3 ovos brancos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 28 e 30 cm de comprimento e pesa entre 120 e 162 gramas. Tem coloração geral ferrugínea. O bico longo, pesado e um pouco curvo, cinzento ou cor de chifre. Ferrugem intenso por cima, cabeça mais clara e mais amarronzada, loros enegrecidos. Por baixo, ferrugíneo mais claro. Em alguns indivíduos, leve estriado no peito e barrado escuro na barriga. Destaca-se pelo grande porte

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Xiphocolaptes major major (Vieillot, 1818) – ocorre no Paraguai e no norte da Argentina.
  • Xiphocolaptes major remoratus (Pinto, 1945) – ocorre no Brasil, no sudoeste do estado de Mato Grosso;
  • Xiphocolaptes major castaneus (Ridgway, 1890) – ocorre do sudoeste do Brasil (Mato Grosso do Sul) até a Bolívia e noroeste da Argentina, nas províncias de Jujuy e Salta.
  • Xiphocolaptes major estebani (Cardoso da Silva, Novaes & Oren, 1991) – ocorre no noroeste da Argentina, na província de Tucumán.

(IOC World Bird List 2018; Aves Brasil CBRO 2015).

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Comentários:

Frequenta cerradões e mata de galeria, às vezes sobre árvores em áreas abertas nos arredores. Ocorre no Pantanal. É chamativo, mas nunca é numeroso, e tem territórios muito extensos, de modo que não é encontrado com frequência. Em geral solitário ou aos pares.

Arapaçu-do-campo {field 12}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Formigueiro-assobiador – (Myrmoderus loricatus)

O formigueiro-assobiador Myrmoderus loricatus é uma ave da família Thamnophilidae. Conhecido também como papa-formiga-de-grota.

Formigueiro-assobiador {field 23}
  • Nome popular: Formigueiro-assobiador
  • Nome inglês: White-bibbed Antbird
  • Nome científico: Myrmoderus loricatus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat:Ocorre no Brasil, em pequena região que abrange o sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e áreas adjacentes de Minas Gerais e São Paulo . Espécie endêmica do Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. O casal ou poucos indivíduos podem vistos procurando alimento próximo ao solo ou a poucos centímetros do chão entre emaranhados de arbustos e trepadeiras. Eventualmente alimenta-se de formigas de correição.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo o ninho próximo ao solo feito com gramíneas secas, folhas, e outros vegetais. O período reprodutivo vai de novembro a dezembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Formigueiro-assobiador {field 23}

Características:

Mede em média 15 cm de comprimento. A plumagem dos sexos difere principalmente quanto à cor da garganta. O macho tem a garganta preta e a fêmea beje. O macho tem também um colar preto, ausente na fêmea.

Formigueiro-assobiador {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas úmidas ou capoeiras maduras, podendo ser visto caminhando e pulando no chão ou próximo a este. Ocorre entre 700m e 1300m de altitude. São muito ariscos e movem-se contínua e rapidamente com saltos curtos, às vezes saltando sobre uma área de vegetação menos densa ficando parado por poucos segundos.

Formigueiro-assobiador {field 20}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

Referências

Chororó-de-goiás – (Cercomacra ferdinandi)

O chororó-de-goiás é uma ave da familia Thamnophilidae. Espécie endêmica, ocorre apenas no Brasil.

Chororó-de-goiás {field 11}
  • Nome popular: Chororó-de-goiás
  • Nome inglês: Bananal Antbird
  • Nome científico: Cercomacra ferdinandi
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, larvas e outros artrópodes caçados entre a folhagem.
  • Reprodução: Reproduz-se…
  • Estado de conservação: Vulnerável
Chororó-de-goiás {field 23}

Características:

Apresenta forte dimorfismo sexual, o macho tem coloração geral preta, com faixas brancas nas asas. A cauda também apresenta as pontas brancas. A fêmea é basicamente cinza, com as partes esbranquiças mais esmaecidas.

Chororó-de-goiás {field 23}

Comentários:

Frequenta matas ribeirinhas, cerrado, espécie dependente de habitats criados pela água ao longo de rios. Geralmente visto aos pares ou em grupos familiares, em áreas sujeitas a inundações onde crescem cipoais densos entre árvores e arbustos.

Chororó-de-goiás {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Aratinga-de-testa-azul – (Thectocercus acuticaudatus)

A aratinga-de-testa-azul Thectocercus acuticaudatus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como periquitão-de-testa-azul.

Aratinga-de-testa-azul {field 11}
  • Nome popular: Aratinga-de-testa-azul
  • Nome inglês: Blue-crowned Parakeet
  • Nome científico: Thectocercus acuticaudatus
  • Família: Psittacidae
  • Sub-família: Arinae
  • Habitat: Tem ocorrência descontínua e ampla. Norte de Colômbia, norte da Venezuela. Nordeste e sudeste do Brasil. Leste da Bolívia, Paraguai, centro-oeste do Brasil até o norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutas, coquinhos, brotos, pecíolos e flores.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades de árvores, localizadas entre 1 e 6 m de altura, dependendo da disponibilidade.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 34 e 38 cm de comprimento. Tem corpo alongado, e cauda longa e graduada, igual a todas as Aratingas. Destaca-se pelo azul na testa, que chega à coroa e bochechas, interior das asas amarelo esverdeado, e cauda com penas centrais avermelhadas.

Possui cinco subespécies:

  • Psittacara acuticaudatus acuticaudatus (Vieillot, 1818) – ocorre do Leste da Bolívia até o Paraguai, no Centro-Oeste do Brasil, Oeste do Uruguai e no Norte da Argentina;
  • Psittacara acuticaudatus koenigi (Arndt, 1995) – ocorre no Nordeste da Colômbia e Norte da Venezuela;
  • Psittacara acuticaudatus neoxenus (Cory, 1909) – ocorre na Ilha Margarita, na costa da Venezuela;
  • Psittacara acuticaudatus neumanni (Blake & Traylor, 1947) – ocorre no Leste da Bolívia, na região de Cochabamba, Santa Cruz, Chuquisaca, e provavelmente na região de Tarija;
  • Psittacara acuticaudatus haemorrhous (Spix, 1824) – ocorre no interior do Nordeste do Brasil.
Aratinga-de-testa-azul {field 23}

Comentários:

Frequenta florestas, brejos secos que alterna com floresta de galeria, como também vegetação sobre dunas, até 2600 m. Vive em pares ou bandos dispersos, mas na busca por comida e nos pontos de pernoite podem reunir-se em bandos enormes. Aparentemente realiza migrações locais. São muito barulhentos, vocalizando bastante, principalmente quando estão voando.

Aratinga-de-testa-azul {field 23}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Pica-pau-ocráceo – (Celeus ochraceus)

O pica-pau-ocráceo Celeus ochraceus é uma ave da família Picidae. Espécie com ocorrência somente no Brasil.

Pica-pau-ocráceo {field 23}
  • Nome popular: Pica-pau-ocráceo
  • Nome inglês: Ochre-backed Woodpecker
  • Nome científico: Celeus ochraceus
  • Família: Picidae
  • Sub-família: Picinae
  • Habitat: Ocorre em todo o Nordeste ( até o sul da BA podendo chegar ao ES ), na parte oriental da região Centro Oeste ( GO, TO, DF e calha do rio Araguaia em MT), no norte da região Sudeste (MG) e no baixo rio Amazonas (PA). ESPÉCIE ENDÊMICA DO BRASIL
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos, suas larvas e ovos, formigas e cupins nas árvores ou no solo e de uma grande variedade de frutas e bagas.
  • Reprodução: Reproduz-se em cavidades escavadas em formigueiros arborícolas e em árvores secas, onde põe 2 a 4 ovos brancos e brilhantes. O macho incuba e cuida dos filhotes também.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pica-pau-ocráceo {field 23}

Características:

Mede em média 27 cm de comprimento. Tem a cabeça e face amarelos, com proeminente topete da mesma cor; macho com faixa malar vermelha. Partes superiores amarelo ocre, com fino barrado preto. O macho apresenta estria malar de cor vermelho intenso.

Pica-pau-ocráceo {field 11}

Comentários:

Frequenta pomares, matas úmidas e secas, cerrado e caatinga arborea, evitando o interior de florestas.

Pica-pau-ocráceo {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Capitão-de-fronte-dourada – (Capito auratus)

O capitão-de-fronte-dourada Capito auratus é uma ave da família Capitonidae. Ocorre no Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru.

Capitão-de-fronte-dourada {field 23}
  • Nome popular: Capitão-de-fronte-dourada
  • Nome inglês: Gilded Barbet
  • Nome científico: Capito auratus
  • Família: Capitonidae
  • Habitat: Ocorre nos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia e Acre, além de Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru. No Brasil, sua área de distribuição está localizada a oeste dos rios Branco, Negro e Madeira.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenas frutas, mas também come pequenos artrópodes. Ocasionalmente desce ao nível inferior da floresta em busca de arbustos com frutos.
  • Reprodução: Reproduz-se cavando buracos em troncos de árvores mortas, onde põe geralmente 3 a 4 ovos brancos, uniformes e brilhantes em um colchão de serragem, produzidos pelas próprias aves, no fundo da cavidade do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 17 cm de comprimento. Tem a fronte a coroa e mento amarelo alaranjado a face e dorso negros e as partes inferiores amarelas com poucos pontos pretos nas laterais no macho e vários pontos e estrias na fêmea. A cor da garganta pode variar entre o amarelo, o laranja e o vermelho, conforme a subespécie.

Possui oito subespécies reconhecidas:

  • Capito auratus auratus – ocorre no NE Peru (foz do río Napo para o S na calha do rio Ucayali);
  • Capito auratus punctatus – ocorre S e C da Colombia, base E dos Andes até o C do Peru (Junín);
  • Capito auratus insperatus – ocorre no SE Peru, N Bolivia and O Brazil (Calama);
  • Capito auratus aurantiicinctus – ocorre na Venezuela (região do alto rio Orinoco, O do estado de Bolivar e Amazonas);
  • Capito auratus orosae – ocorre no E do Peru (Río Orosa até o Rio Javari, ao S até o extremo O do Brasil, no Acre);
  • Capito auratus amazonicus – ocorre no O do Brazil ao S do rio Solimões entre os rios Jurúa e Purús (AM);
  • Capito auratus nitidior – ocorre no extremo L da Colômbia e S da Venezuela até a fronteira Peru/Brasil;
  • Capito auratus hypochondriacus – ocorre no N do Brasil ao longo da calha dos rios Branco e Negro até a foz no Solimões (RR, AM);
Capitão-de-fronte-dourada {field 11}

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de terra firme, florestas de várzea e capoeiras altas da Amazônia. Vive aos pares ou em pequenos grupos nos galhos superiores das árvores.

Capitão-de-fronte-dourada {field 11}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Referências

Jacurutu – (Bubo virginianus)

A Jacurutu Bubo virginianus é uma ave da família Strigidae. Conhecida também como corujão-orelhudo, jucurutu, mocho-orelhudo. Ocorre em todo o continente americano.

Jacurutu {field 23}
  • Nome popular: Jacurutu
  • Nome inglês: Great Horned Owl
  • Nome científico: Bubo virginianus
  • Família: Strigidae
  • Habitat: Ocorre em todo o continente americano desde o Canadá até á Argentina. No Brasil, ocorre em particular nas regiões Sudeste e Sul, mas ocorre também uma população muito rara na Caatinga e uma outra no norte brasileiro, em Roraima, nordeste e noroeste do Amazonas, norte do Pará e Amapá. Do nível do mar até 4500 m de altitude. Parece ter ampliado sua distribuição nos últimos anos seguindo o desmatamento.
  • Alimentação: Alimenta-se de uma variedade grande de mamíferos menores até o tamanho de lebres, ratões e gambás, morcegos, aves do porte de patos, gansos, garças e aves de rapina de médio porte (incluindo outras espécies de coruja), répteis, sapos, aranhas e grandes insetos. Geralmente caça em áreas abertas ou semiabertas, bordas de matas ou clareiras, partindo geralmente de um poleiro, de onde mergulha para capturar as presas.
  • Reprodução: Reproduz-se utilizando ninhos abandonados de grandes aves como gaviões, grandes “ocos” de árvores, uma depressão em um barranco ou penhasco, entradas de cavernas, entre rochas, etc. Põe em média entre 3 a 6 ovos arredondados e brancos. Ela os incuba sozinha por 28 a 35 dias, sendo alimentada pelo macho. Os filhotes tem penugem esbranquiçada. Eles permanecem no ninho por aproximadamente 7 semanas, mas são incapazes de voar bem até a idade de 10-12 semanas
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Jacurutu {field 23}

Características:

Mede em média 55 cm de comprimento, e entre 91 e 153 cm de envergadura. Tem uma coloração para camuflagem, sendo geralmente clara com faixas marrons por baixo e marrom manchada, geralmente com marcações pesadas, complexas e mais escuras por cima. Todas as subespécies apresentam barras escuras em certa medida ao longo dos lados. Uma mancha branca de tamanho variável é vista na garganta, podendo continuar como uma listra que desce até o meio do peito até quando as aves não estão em exibição e que em indivíduos particularmente pálidos pode ser ampliada como uma grande área branca na barriga. A cauda é relativamente curta, como é típico da maioria das corujas. As pernas, os pés e as garras são grandes e poderosos.

Tem quinze subespécies reconhecidas:

  • Bubo virginianus virginianus (Gmelin, 1788) – ocorre no: Minnesota to Nova Scotia, s to Kansas, e Texas and Florida;
  • Bubo virginianus saturatus (Ridgway, 1877) – ocorre no região costeira do Sudoeste do Alaska até a região costeira da California nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus algistus (Oberholser, 1904) – ocorre no Oeste da região costeira do Alaska;
  • Bubo virginianus lagophonus () – ocorre do Alaska até o Nordeste do estado de Oregon e Montana nos Estados Unidos da América. No inverno pode ser encontrado até o estado do Texas nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus heterocnemis (Oberholser, 1904) – ocorre no Nordeste do Canadá ao Sul da região dos Grandes Lagos;
  • Bubo virginianus elachistus (Brewster, 1902) – ocorre no Sul da Baja California e na Ilha Espírito Santo, no Sudoeste dos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus subarcticus (Hoy, 1853) – ocorre no Noroeste da Columbia Britânica até a Baia de Hudson e no estado de Wyoming nos Estados Unidos da América;
  • Bubo virginianus pacificus (Cassin, 1854) – ocorre na região Costeira do estado da Califórnia até o Noroeste da península da Baja California;
  • Bubo virginianus mayensis (Nelson, 1901) – ocorre no Sudoeste do México, na região da Península de Yucatán;
  • Bubo virginianus mesembrinus (Oberholser, 1904) – ocorre do Sul do México, na região do Ístimo de Tehuántepec até o Oeste do Panamá;
  • Bubo virginianus pallescens (Stone, 1897) – ocorre na região árida do Centro e Sudeste do estado da Califórnia até o estado do Kansas e o Sul do México, no estado de Oaxaca;
  • Bubo virginianus nigrescens (Berlepsch, 1884) – ocorre na Cordilheira dos Andes da Colômbia até o Noroeste do Peru, na região de Piura;
  • Bubo virginianus nacurutu (Vieillot, 1817) – ocorre do Norte e Leste da Colômbia até as Guianas, Brasil, Peru, Bolívia e Argentina;
  • Bubo virginianus pinorum (Dickerman & A.B. Johnson, 2008) – ocorre no Oeste dos Estados Unidos da América, nas montanhas rochosas do Sul dos estados de Idaho, Arizona e Novo México;
  • Bubo virginianus deserti (Reiser, 1905) – ocorre no Leste do Brasil; foi introduzida em Ilhas do Sul do Oceano Pacífico.
Jacurutu {field 23}

Comentários:

Frequenta áreas semiabertas com árvores, ravinas, cerrado, áreas com escarpas rochosas com árvores e arbustos, mesmo em áreas antrópicas ou grandes parques. Torna-se ativa após o crepúsculo, mas em algumas regiões a coruja está alerta já no final da tarde ou início da manhã. Descansa no seu esconderijo durante o dia entre densa folhagem de árvores ou arbustos, em reentrâncias de penhascos, entre rochas ou em rachaduras de grandes troncos. Ambos sexos podem ser bastante agressivos (mesmo com humanos), durante a época reprodutiva, especialmente após a eclosão dos ovos.

Jacurutu {field 8}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências