Rabo-branco-rubro – (Phaethornis ruber)

O rabo-branco-rubro Phaethornis ruber é uma ave da família Trochilidae. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Conhecido também como besourinho-da-mata.

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  • Nome popular: Rabo-branco-rubro
  • Nome inglês: Reddish Hermit
  • Nome científico: Phaethornis ruber
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre nas Guianas e Venezuela à Bolívia e no Brasil até São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, eventualmente come também pequenos artrópodes. Em certos lugares, tornam-se numerosos em aglomerados de helicônias em floração.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. É suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados a uma distância de 1 a 3 metros do solo. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos brancos e alongados, com um período de incubação de 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 18 a 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 cm, e pesa de 1,8 a 2,2 gramas. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Tem a cabeça verde amarronzada; faixa superciliar e infraocular ferrugíneas claras delimitando uma faixa malar preta; dorso verde ferrugíneo; uropígio e partes inferiores ferrugíneas vivas. Asas pretas; cauda preta com as pontas ferrugíneas; retrizes centrais pouco prolongadas e com as pontas ferrugíneas claras. Mandíbula amarela. Machos adultos podem ser diferenciados de fêmeas (e de jovens) pela cauda mais curta e quase sem as marginações latero-apicais ferrugem.

Possui quatro subespécies:

  • Phaethornis ruber ruber (Linnaeus, 1758) – ocorre do Suriname até a Guiana, do Leste do Brasil até o Sudeste do Peru e Norte da Bolívia;
  • Phaethornis ruber episcopus (Gould, 1857) – ocorre nas regiões Central e Leste da Venezuela, na Guiana e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Phaethornis ruber nigricinctus (Lawrence, 1858) – ocorre no extremo Leste da Colômbia até o Sudoeste da Venezuela e no Norte do Peru;
  • Phaethornis ruber longipennis (Berlepsch & Stolzmann, 1902) – ocorre no Sul do Peru.
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Comentários:

Frequenta estrato inferior das florestas úmidas e em áreas semi-abertas adjacentes, capoeiras, jardins e quintais, passando facilmente despercebido. Voa a baixa altura com um zumbido agudo semelhante ao de uma grande abelha. Não se trata de uma espécie associada às Taquaras, porém essa espécie pode ser observada em locais onde predominam as Taquaras do gênero Guadua, seja na borda da mata ou eu seu interior. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Chlorostilbon mellisugus e Amazilia lactea, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-branco-rubro Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabo-branco-rubro Acesso em 13 de Agosto de 2008.