Saí-de-máscara-preta – (Dacnis lineata)

A saí-de-máscara-preta Dacnis lineata é uma ave da família Thraupidae Ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Saí-de-máscara-preta
  • Nome inglês: Black-faced Dacnis
  • Nome científico: Dacnis lineata
  • Família: Thraupidae
  • Família: Dacninae
  • Habitat: Ocorre na maior parte da Bacia Amazônica Brasileira e nas Guianas, com duas populações separadas na Colômbia e no Equador
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos frutos, sementes e insetos.
  • Reprodução: Tem em média de 2 a 3 posturas por temporada. A cada uma delas são chocados de 2 a 3 ovos. Após 13 dias de incubação, nascem os filhotes. A maturidade sexual acontece aos 12 meses.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Características:

O macho é azul-turquesa com máscara, asas e cauda pretos. O centro da barriga e crisso são brancas como as coberteiras inferiores das asas, mostrado completamente na frente da asa. Ambos os sexos têm uma íris amarela. A fêmea é menos colorida sendo amplamente cinza marrom-oliva pálido.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta o dossel e bordas de florestas úmidas ou em torno de clareiras quando atraídos por árvores frutíferas.

Saí-de-máscara-preta Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

Saíra-militar – (Tangara cyanocephala)

A Saíra-militar (Tangara cyanocephala) é uma ave da família Thraupidae , conhecida também como saíra-de-lenço, pintor-coleira, espécie endêmica do Brasil, ocorre no litoral do sul e sudeste, e também em áreas isoladas no Nordeste brasileiro.
Saíra-militar {field 6}
  • Nome popular: Saíra-militar
  • Nome inglês: Red-necked Tanager
  • Nome científico: Tangara cyanocephala
  • Família: Thraupidae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre no sul e sudeste, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, PB, AL e CE).
  • Alimentação: Alimenta-se de frutinhas, insetos, larvas e néctar/pólen de flores. Frequentam pomares. São vistas se alimentando em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.
  • Reprodução: Reproduz-se de setembro a dezembro. Faz ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Saíra-militar {field 6}
Características:

Mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 21 gramas. Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 centímetros de comprimento. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, com tamanho abaixo da média padrão.

  • Tangara cyanocephala cyanocephala (Statius Muller, 1776) – ocorre desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, mais o Paraguai e norte da Argentina (Missiones);
  • Tangara cyanocephala corallina (Berlepsch, 1903) – ocorre do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo; Distingue-se da subespécie nominal por ser, em média, um pouco menor; a faixa no pescoço é de um vermelho um pouco mais pálido; a barra amarela na asa é mais estreita e as partes inferiores são mais amareladas.
  • Tangara cyanocephala cearensis (Cory, 1916) – ocorre na Serra do Baturité, no Ceará. Criticamente ameaçada. Distingue-se da subespécie nominal e da subespécie corallina por ter uma coroa de um azul-arroxeado, penas negras no alto da garganta entre a faixa vermelha e o azul do final da garganta e, principalmente, por possuir penas de cor azul celeste nas coberteiras supracaudais.

(Clements checklist, 2014).

Saíra-militar {field 6}
Comentários:

Geralmenta é vista em cidades arborizadas, borda de mata e pequenas florestas. Quase sempre são vistos em bandos mistos com outros traupídeos

Saíra-militar {field 6}
Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-militar Acesso em 18 Março de 2011.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tangara_cyanocephala Acesso em 31 de Outubro de 2011.

Anacã – (Deroptyus accipitrinus)

A anacã Deroptyus accipitrinus é uma ave da família Psittacidae. Conhecido também como curica-bacabal e papagaio-de-coleira. Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.

anacã Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Anacã
  • Nome inglês: Red-fan Parrot
  • Nome científico: Deroptyus accipitrinus
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre na Amazônia em vários pontos descontínuos do sul da Venezuela até o nordeste do Equador e Peru, Guianas e Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se de frutas de palmeiras, flores e sementes. Apreciando os cocos de bacaba e das embaúbas, além de frutas silvestres.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores mortas, inclusive naqueles feitos por pica-paus, a partir do mês de fevereiro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
anacã Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em média 40 cm de comprimento. A fêmea é um pouco maior do que o macho. Inconfundível pela sua vistosa coloração, destacando-se a plumagem do pescoço, peito e ventre de cor vermelha com borda azul.

Possui duas espécies reconhecidas:
  • Deroptyus accipitrinus accipitrinus (Linnaeus, 1758) – ocorre no Sudeste da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, no Nordeste do Peru e no Norte do Brasil. Esta espécie apresenta a testa esbranquiçada;
  • Deroptyus accipitrinus fuscifrons (Hellmayr, 1905) – ocorre no Brasil ao Sul do Rio Amazonas, do estado do Pará até o Norte do estado do Mato Grosso. Esta subespécie apresenta a testa pardo-escura.
anacã Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta florestas úmidas, semi-úmidas, de galeria, até 400 metros. Em geral em grupos pequenos (4 a 7 indivíduos) ou em pares abaixo do dossel, pousando frequentemente em ramos expostos de árvores mortas. Geralmente voa baixo

anacã Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/anaca Acesso em 08 Setembro de 2018.

Araracanga – (Ara macao)

A araracanga Ara macao é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como arara-vermelha.

araracanga Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Araracanga
  • Nome inglês: Scarlet Macaw
  • Nome científico: Ara macao
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Tem ocorrência em vários pontos isolados: Toda a Amazônia brasileira; do sul do México até o Panamá; norte da Colômbia; e leste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, até o leste da Bolívia.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos grandes principalmente de palmeiras.
  • Reprodução: Reproduz-se durante o período seco, entre dezembro e março em ocos de árvores entre 10 e 25 m de altura com madeira relativamente macia ou em áreas escarpadas.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
araracanga Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede em torno de 90 cm de comprimento. De tamanho grande. Chama a atenção por sua coloração vermelha escarlate; asas tricolores (vermelho, amarelo na parte média e azul intenso nos extremos), rabadilha e base do rabo azul. Tem face nua, creme e sem penas.

Possui duas subespécies reconhecidas:

  • Ara macao macao (Linnaeus, 1758) – ocorre da Costa Rica até a Colômbia, Nas Guianas, no Brasil, no Peru e na Bolívia;
  • Ara macao cyanopterus (Wiedenfeld, 1995) – ocorre do Sudeste do México até a Nicarágua.

Aves Brasil CBRO – 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

araracanga Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequentam a copa de florestas úmidas, florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas, até 500 m de altitude. Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.

araracanga Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

Tangará – (Chiroxiphia caudata)

O tangará Chiroxiphia caudata é uma ave da família Pipridae. Conhecido como tangará-dançarino e dançador. Ocorre do sul da Bahia, do sudeste e sul do Brasil, do Paraguai e nordeste da Argentina.

Tangará Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Tangará
  • Nome inglês:Swallow-tailed Manakin
  • Nome científico: Chiroxiphia caudata
  • Família: Pipridae
  • Subfamília: Ilicurinae
  • Habitat:Ocorre do sul da Bahia, do sudeste e sul do Brasil, do Paraguai e nordeste da Argentina.
  • Alimentação: Alimentando-se de bagas e pequenos artrópodes. Aprecia a Michelia champaca (magnólia-amarela) e fruta do sabiá.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma de cestinha rala numa forquilha bem alta que esteja próximo a água, utilizando-se de teias de aranha para colar o material da construção. Deposita dois ovos de fundo pardacento com desenho mais escuro. A incubação dos ovos é feita pelas fêmeas, durante 18 dias; os filhotes abandonam o ninho após 20.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Tangará Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede em torno de 13 cm e apresenta forte dimorfismo sexual. Os machos têm plumagem azul-celeste, cauda preta com duas penas centrais mais longas que as outras e, no alto da cabeça, uma brilhante coroa vermelha. Os mais jovens são verde-oliva, diferindo das fêmeas pela coroa vermelha que nasce antes da mudança das plumas no restante do corpo; só atingem a plumagem adulta com dois anos de idade. As fêmeas são verde-escuras, cauda mais longa que a dos machos, o que as torna ligeiramente maiores que estes. São, também, mais silenciosas.

Tangará Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Esta espécie caracteriza-se pela típica dança pré-nupcial, onde os machos se revelam verdadeiros acrobatas, enfileirando-se vários deles num galho e exibindo-se ante a fêmea, um de cada vez. Depois de executarem o rito, cada um volta ao fim da fila e espera a vez de exibir-se novamente.

Tangará Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/tangara Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tangar%C3%A1_(ave) Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Marianinha-de-cabeça-amarela – (Pionites leucogaster)

A marianinha-de-cabeça-amarela Pionites leucogaster é uma ave da família Psittacidae. Conhecida também como marianinha e periquito-d’anta.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Marianinha-de-cabeça-amarela
  • Nome inglês: White-bellied Parrot
  • Nome científico: Pionites leucogaster
  • Família: Psittacidae
  • Subfamília: Arinae
  • Habitat: Ocorre ao sul do Rio Amazonas, desde o nordeste do Brasil, até o norte da Bolívia e o sudeste do Peru.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos, pétalas e néctar de flores.
  • Reprodução: Constrói o ninho em buracos de árvores, entre 15 e 30 m de altura, põe em média 2 ovos branco-amarelados, reproduz-se em janeiro.
  • Estado de conservação: Em perigo
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 23 cm. Apresenta belo capuz laranja, lados da face e pescoço amarelos, amplo e conspícuo anel periocular na coloração lilás, peito e abdômen brancos que contrastam com o verde de suas costas e rabo, parte inferior do abdômen amarela.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Pionites leucogaster leucogaster (Kuhl, 1820) – ocorre no Maranhão, Pará e norte do estado do Mato Grosso; também na região de Manaus. Esta subespécie apresenta algumas penas verdes na plumagem dos calções (penas das coxas) e nas coberteiras infracaudais.
  • Pionites leucogaster xanthomerius (P. L. Sclater, 1858) – ocorre do leste do Peru e norte da Bolívia até o oeste do Brasil até a região do rio Juruá ao sul do Rio Amazonas. Esta subespécie apresenta a coroa e a nuca de coloração laranja intenso; calções amarelos; cauda verde; tarsos e pés escuros.
  • Pionites leucogaster xanthurus (Todd, 1925) – ocorre no Brasil, no sudoeste da Amazônia brasileira, ao sul do Rio Amazonas, do Rio Juruá até o Rio Madeira. Esta subespécie é similar a espécie nominal, mas com as penas dos calções e cauda de coloração amarelo puro
Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta a copa de florestas de galeria, florestas úmidas de terra firme, capoeiras e várzeas. Vive geralmente aos pares e pequenos bandos.

Marianinha-de-cabeça-amarela Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/marianinha-de-cabeca-amarela Acesso em 08 Setembro de 2016.

Balança-rabo-de-bico-torto – (Glaucis hirsutus)

O Balança-rabo-de-bico-torto é uma ave da família Trochilidae, é conhecido também como beija-flor-besourão. Ocorrem no Brasil, Panamá, Bolívia, Venezuela e Guianas.

balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular:Balança-rabo-de-bico-torto
  • Nome inglês: Rufous-breasted Hermit
  • Nome científico: Glaucis hirsutus
  • Família: Trochilidae
  • Subfamília: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre do Panamá à Bolívia, Venezuela, Guianas e quase todo o Brasil.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Procura flores com pétalas que apresenta curvatura longitudinal semelhante ao seu bico, como bromeliáceas, orquidáceas, helicônias, etc. É importante polinizador dessas flores.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho em formato alongado, terminando em um apêndice caudal que dá equilíbrio ao ninho. É confeccionado com finas raízes e fibras, resultando um trançado reticulado através do qual se veem os ovos. Nas paredes externas são afixados alguns líquens e detritos vegetais. O ninho é suspenso em uma folha de palmeira, bananeiras ( Heliconia ), etc. entre 1 e 3 metros de altura. A fêmea põe geralmente 2 ovos alongados e brancos, que são incubados somente pela fêmea. O período de incubação é de 16 a 17 dias e os filhotes permanecem no ninho por 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede cerca de13 cm de comprimento e pesa 7 gramas, tem bico de 3 cm longo e curvo, com mandíbula amarelo-claro e maxila negra. Partes superiores verde-bronzeadas; faixa pós ocular escurecida e estreita faixa superciliar branca; partes inferiores ferrugíneas, sendo mais intenso na garganta e peito superior. Retrizes castanhas com larga faixa subterminal negra e ponta branca sendo as centrais verdes e não alongadas. A fêmea tem o ventre mais claro e o bico mais curvo que o macho.

Apresenta 2 subespécies:

  • Glaucis hirsutus hirsutus (Gmelin, 1788) – ocorre da região central do Panamá até a Colômbia a oeste da Cordilheira dos Andes, a leste da Cordilheira dos Andes até a Bolívia, e da Venezuela até as Guianas e em grande parte do território brasileiro,atingindo as regiões norte, oeste e leste.
  • Glaucis hirsutus insularum (Hellmayr & Seilern, 1913) – ocorre no Caribe, nas ilhas de Grenada, Trinidad e Tobago.
balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Habita florestas úmidas de grande parte do país sendo comum no sub-bosque de florestas altas, várzeas, bordas de florestas e capoeiras altas. Geralmente vive solitário e vibra as asas 21 vezes durante o voo. O macho é agressivo e curioso e ajuda na confecção e defesa do ninho.

balanca-rabo-de-bico-torto Foto – Flavio Pereira
Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: http://www.wikiaves.com.br/balanca-rabo-de-bico-torto Acesso em 08 Setembro de 2010.

Frango-d’água-azul – (Porphyrio martinicus)

O Frango-d’água-azul Porphyrio martinicus é uma ave da família Rallidae. Conhecido também como jaçanã e tauá-tauá-azul. Ocorre do sudeste dos Estados Unidos e México até o norte da Argentina.

Frango-d'água-azul Foto – Flávio Pereira
  • Nome popular: Frango-d’água-azul
  • Nome inglês: Purple Gallinule
  • Nome científico: Porphyrio martinicus
  • Família: Rallidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil e também do sudeste dos Estados Unidos e México até o norte da Argentina. É migratório, praticamente desaparecendo do sul do País durante o inverno.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de material vegetal, sejam folhas, sementes ou flores. Complementam com pequenos vertebrados e, ocasionalmente, ovos e outras aves pequenas.
  • Reprodução: Constrói o ninho espaçoso em terrenos pantanosos, feito com ramos de gramíneas ou de pés de arroz, pouco acima da água. Põe de 4 a 8 ovos de cor creme, pontilhados de marrom e roxo claro. ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Frango-d'água-azul Foto – Flávio Pereira

Características:

Mede em torno de 35 cm de comprimento. Tem peso entre 203 e 305 gramas para os machos da espécie e entre 142 e 291 gramas para as fêmeas. Tem um escudo chato e azul esbranquiçado, pernas amarelas. Voa bem, mantendo as pernas esticadas para trás, unidas e os pés cruzados.

Frango-d'água-azul Foto – Flávio Pereira

Comentários:

Frequenta pântanos, lagos com margens pantanosas e campos de arroz inundados. Costuma andar sobre a vegetação flutuante ou pantanosa. Nada pouco e normalmente evita a água mais aberta. Em algumas regiões são muito caçados a partir de março, quando trocam todas as penas das asas ao mesmo tempo e ficam impossibilitados de voar. Os ovos também são alvo de predação pelo homem, fatores que podem contribuir para o declínio da espécie nestas regiões

Frango-d'água-azul Foto – Flávio Pereira

Referências & Bibliografia:

Rendeira – (Manacus manacus)

A rendeira Manacus manacus é uma ave da família Pipridae. Ocorre em quase todo o Brasil. Encontrado também nos demais países amazônicos, algumas ilhas do Caribe e no Paraguai e Argentina. .

Rendeira Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Rendeira
  • Nome inglês: White-bearded Manakin
  • Nome científico: Manacus manacus
  • Família: Pipridae
  • Subfamília: Piprinae
  • Habitat: Ocorre na maior parte da Amazônia brasileira e, ao leste, segue de Pernambuco até Santa Catarina. Encontrada também nos demais países amazônicos, algumas ilhas do Caribe e no Paraguai e Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de frutos e insetos
  • Reprodução: Durante a dança pré-nupcial, os machos exibem-se para as fêmeas estufando as penas da garganta, fazendo parecer uma barba. Eles também se exibem em voos rápidos para a frente e para trás, fazendo estalos semelhantes àqueles produzidos na confecção das rendas de bilro, o que lhes valeu o nome popular rendeira. Estes estalos são produzidos pelo bater das asas nas costas/flancos da ave.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante.
Rendeira Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede em média 11 cm. Apresenta dimorfismo sexual. O macho é preto e branco com pernas alaranjadas; a fêmea é verde com pernas amarelas.

Possui quinze subespécies

  • Manacus manacus manacus (Linnaeus, 1766) – ocorre no sul da Venezuela, Guianas e norte do Brasil.
  • Manacus manacus abditivus (Bangs, 1899) – ocorre em Santa Marta e na parte baixa do vale de Cauca e na porção mediana do vale de Magdalena.
  • Manacus manacus flaveolus (Cassin, 1852) – ocorre no norte da Colômbia e na parte superior do vale de Magdalena.
  • Manacus manacus bangsi (Chapman, 1914) – ocorre no sudoeste da Colômbia e no extremo noroeste do Equador.
  • Manacus manacus interior (Chapman, 1914) – ocorre na Colômbia a leste do Andes até o Equador, no norte do Peru e no noroeste do Brasil.
  • Manacus manacus trinitatis (Hartert, 1912) – ocorre na ilha de Trinidad, no Caribe.
  • Manacus manacus umbrosus (Friedmann, 1944) – ocorre no sul da Venezuela.
  • Manacus manacus leucochlamys (Chapman, 1914) – ocorre no noroeste do Equador (Esmeraldas, Manabí e Guayas).
  • Manacus manacus maximus (Chapman, 1924) – ocorre no sudoeste do Equador.
  • Manacus manacus expectatus (Gyldenstolpe, 1941) – ocorre no nordeste do Peru (Loreto) e em regiões adjacentes no oeste do Brasil.
  • Manacus manacus longibarbatus (Zimmer, 1936) – ocorre na porção baixa da Amazônia brasileira (Rio Xingu até o Rio Tocantins).
  • Manacus manacus purissimus (Todd, 1928) – ocorre no leste do Brasil (Rio Tocantins até o sudeste do Pará e norte do Maranhão).
  • Manacus manacus gutturosus (Desmarest, 1806) – ocorre na região que vai do estado de Alagoas, sudeste do Brasil até o Paraguai e no nordeste da Argentina.
  • Manacus manacus purus (Bangs, 1899) – ocorre no norte do Brasil (Rio Madeira até o Rio Tapajós e sudoeste do Pará).
  • Manacus manacus subpurus (Cherrie & Reichenberger, 1923) – ocorre no centro-oeste e sul da Amazônia brasileira (sudeste do Amazonas, Rondônia e noroeste do estado de Mato Grosso).

(Clements checklist, 2014).

Rendeira Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Habita estrato inferior e nas bordas de florestas, capoeiras, campinas arbustivas e restingas.

Rendeira Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rendeira Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rendeira Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Cigarrinha-do-sul – (Sporophila falcirostris)

A cigarrinha-do-sul Sporophila falcirostris é uma ave da família Thraupidae. Ocorre do sul da Bahia a Santa Catarina. Também encontrada no Paraguai e Argentina.

Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Cigarrinha-do-sul
  • Nome inglês: Temminck’s Seedeater
  • Nome científico: Sporophila falcirostris
  • Família: Thraupidae
  • Subfamília: Sporophilinae
  • Habitat: Ocorre do sul da Bahia a Santa Catarina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de sementes dos taquarais na Mata Atlântica, os quais frutificam irregularmente (os períodos podem ter intervalos de anos) em pequenas touceiras isoladas nas bordas das matas. Consome também as sementes da ciperácea, presente nesses mesmos locais.
  • Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação, com 3 ovos cada uma.
  • Estado de conservação: VULNERÁVEL 
Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira

Características:

Mede 12 centímetros de comprimento. O macho é basicamente de coloração cinza-azulada pálida, tornando-se branca ao longo da porção central do ventre. Apresenta um espéculo branco na asa e um largo bico de coloração amarelada. O crisso e as penas infracaudais apresentam tons na coloração acastanhada. À semelhança de outros Sporophilas, as fêmeas são menos distintas, sendo predominantemente marrons com um bico escuro. Os imaturos da espécie apresentam plumagem semelhante à das fêmeas, entretanto, com o tempo os machos jovens vão adquirindo sua plumagem característica cinza-azulada, mesmo mantendo o bico escuro, que só atinge sua coloração característica quando atingem a maturidade sexual.

Cigarrinha-do-sul Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequenta a Mata Atlântica de encosta a aproximadamente 200m de altitude. Tem hábitos migratórios e sua população vem declinando nas últimas décadas. Procura incansavelmente por seu alimento (sementes de bambu e semelhantes) . Podem passar todo o tempo próximo de uma soqueira em frutificação até que acabem suas sementes , só então partindo para outro local . Espécie bem vocal , emite constantemente seu canto repetitivo composto por notas muito agudas , rápidas e límpidas

Cigarrinha-do-sul Foto – Rento Costa Pinto

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cigarrinha-do-sul Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cigarra-verdadeira Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Cardeal-da-amazônia – (Paroaria gularis)

O cardeal-da-amazônia Paroaria gularis é uma ave da família Thraupidae Conhecido também como galo-de-campina-da-amazônia, cardeal e tangará.

Cardeal-da-amazônia {field 7}
  • Nome popular: Cardeal-da-amazônia
  • Nome inglês: Red-capped Cardinal
  • Nome científico: Paroaria gularis
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Thraupinae
  • Habitat: Ocorre em toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos – Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
  • Alimentação: São basicamente granívoros, mas também comem insetos e alguns frutos.
  • Reprodução: Constrói o ninho de paredes finas, em forma de xícara, sobre a água, em áreas pantanosas. Põe 2 ou 3 ovos branco-esverdeados com manchas marrons, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 16 cm de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Imaturo com a cabeça e partes superiores pardas, garganta canela.

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Comentários:

Frequenta arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d’água em áreas urbanas da Amazônia, como às margens do Rio Guamá, em Belém. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas.

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/cardeal-da-amazonia Acesso em 08 Setembro de 2014.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardeal-da-amaz%C3%B4nia Acesso em 14 de Outubro de 2015

Pavãozinho-do-pará – (Eurypyga helias)

O pavãozinho-do-pará Eurypyga helias é uma ave da família Eurypygidae. Ocorre desde o México até ao Mato Grosso do Sul no Brasil.

Pavãozinho-do-pará Foto – Flavio Pereira
  • Nome popular: Pavãozinho-do-pará
  • Nome inglês: Sunbittern
  • Nome científico: Eurypyga helias
  • Família: Eurypygidae
  • Habitat: Ocorre desde a América do Norte (México), presente em grande parte da Amazônia brasileira (também Equador e Peru), estendendo-se em direção sul até Goiás e o Mato Grosso do Sul (inclusive na porção adjacente da Bolívia) e, no Nordeste, até o Piauí.
  • Alimentação: Alimenta-se de insetos, rãs, peixinhos, caranguejos e outras pequenas presas, que obtém à beira d’água ou revirando o chão da floresta. Caça com olhos fixos na presa, avançando com cautela e fazendo com a cabeça movimentos em ziguezague para, de repente, apanhá-la com o bico.
  • Reprodução: Faz ninho em forma de tigela rasa, na ramagem acima ou próxima da água, utilizando folhas, raízes, musgos e lama. Põe 1 ou 2 ovos grandes, amarelados, com pintas castanhas e cinzentas. Macho e fêmea chocam os ovos durante 26 a 27 dias, cada um alternando durante dois dias, sem intervalo. Os filhotes já nascem emplumados e ficam cerca de 23 dias sem sair do ninho.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
Pavãozinho-do-pará Foto – Flavio Pereira

Características:

É uma espécie de coloração críptica e com pouco dimorfismo sexual, cujos indivíduos juvenis possuem padrão de plumagem semelhante ao dos adultos; dotados de bico longo, reto e pontudo, com a área inferior em amarelo, pescoço fino e encurvado em S, pernas finas, alaranjadas, e asas desproporcionalmente grandes e largas, revestidas por uma cor cinza-azulada pálida, nas extremidades, e com um complexo padrão de manchas brancas nas coberteiras, além de estrias acastanhadas e negras sobre o dorso de seu corpo. Pescoço castanho, garganta branca e cabeça predominantemente negra, com longas faixas brancas sobre e abaixo de seus olhos de íris vermelha. Segundo Helmut Sick, “os admiráveis desenhos alares, completados pela cauda, são mostrados quando a ave está irritada, grandes manchas em forma de um olho, berrantemente coloridas, de súbito apresentadas, estão entre os meios mais eficazes para assustar possíveis predadores, inclusive o homem, tais manchas são negras e predominantemente castanho-avermelhadas, com pequena área branca

Possui três subespécies:

  • Eurypyga helias helias (Pallas, 1781) – ocorre da Colômbia até a Venezuela, nas Guianas, na região Norte e Centro-Oeste do Brasil, e no leste da Bolívia. O bico é mais delgado do que as outras subespécies, e a parte traseira mostra amplo barrado com faixas creme (Ridgway e Friedmann 1941, Blake 1977).
  • Eurypyga helias major (Hartlaub, 1844) – ocorre no extremo sul do México e da Guatemala até o oeste do Equador. Possui o bico mais robusto das três subespécies; partes superiores são principalmente cinza, com estreitas faixas pretas (Ridgway e Friedmann 1941, Blake 1977);
  • Eurypyga helias meridionalis (Berlepsch & Stolzmann, 1902) – ocorre nas regiões sul e central do Peru, nas regiões de Junín e Cuzco. Possui menos barrado acima do que as outras subespécies com as partes superiores mais cinzentas; as cores do bico e tarsos também são mais brilhantes (Blake 1977, Schulenberg et al. 2007).
Pavãozinho-do-pará Foto – Flavio Pereira

Comentários:

Frequenta beiras de rios e igarapés no interior da floresta densa e emaranhados de vegetação à beira d’água. Vive solitário ou aos pares, andando lentamente pelas margens de igarapés ou locais de solo úmido, porém raramente entra na água. Costuma cantar no início da manhã ou no final da tarde. Seu voo é baixo e silencioso, como o de uma ave noturna.

Pavãozinho-do-pará Foto – Flavio Pereira

Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/pavaozinho-do-para Acesso em 18 Março de 2010.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eurypyga_helias Acesso em 31 de Outubro de 2010.

Japacanim – (Donacobius atricapilla)

O japacanim Donacobius atricapilla é uma ave da família Donacobiidae. Ocorre em todo o Brasil, e também do Panamá até a Argentina.

Japacanim {field 6}
  • Nome popular: Japacanim
  • Nome inglês: Black-capped Donacobius
  • Nome científico: Donacobius atricapilla
  • Família: Donacobiidae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, e também do Panamá até a Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de insetos e outros artrópodes. Eventualmente também come algumas sementes principalmente em época de escassez.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um em formato de cesto profundo enfaixado com teias de aranha, sendo afixado ao capim alto ou outras plantas a pouca altura, no brejo ou nas suas margens. Os ovos em média de 3 são de cor ferrugem clara. A incubação dura 17 dias e o filhote deixa o ninho com 17-18 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Tem a cauda longa e graduada, tendo as asas curtas e redondas. A cabeça, dorso e asas são pretas. O peito e ventre são amarelos, inclusive a íris. O bico e pernas são negros. Possui uma nódoa amarela no pescoço. Quando jovem o japacanim tem a íris parda em vez de amarela e não possui a nódoa amarela no pescoço.

Possui quatro subespécies:

  • Donacobius atricapilla atricapilla (Linnaeus, 1766) – ocorre da Venezuela até as Guianas, no leste do Brasil e no nordeste da Argentina;
  • Donacobius atricapilla brachypterus (Madarász, 1913) – ocorre na região tropical no leste do Panamá; de Darién até o norte da Colômbia;
  • Donacobius atricapilla nigrodorsalis (Traylor, 1948) – ocorre do sudeste da Colômbia até o leste do Equador e sudoeste do Peru; na região de Madre de Dios;
  • Donacobius atricapilla albovittatus (Orbigny & Lafresnaye, 1837 ) – ocorre no leste da Bolívia; nas regiões de Beni, Cochabamba e Santa Cruz; (acredita-se que possa ser encontrado na área adjacente do Brasil).
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Comentários:

Frequenta taboais, brejos, lagos, córregos e juncos onde encontra pequenos organismos para alimentar-se, está sempre associada a ambientes aquáticos. Costuma abrir e fechar a cauda e balançá-la várias vezes, emitindo fortes gritos.

Japacanim {field 7}

Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências

Jacupemba – (Penelope superciliaris)

O jacupemba Penelope superciliaris é uma ave da família Cracidae. Ocorre em grande parte do Brasil, e também no Paraguai.

Jacupemba {field 6}
  • Nome popular: Jacupemba
  • Nome inglês: Rusty-margined Guan
  • Nome científico: Penelope superciliaris
  • Família: Cracidae
  • Habitat: Ocorre em grande parte do Brasil, desde a região Amazônica (somente ao sul do rio Amazonas, do Maranhão para o oeste até o rio Madeira) até o Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai.
  • Alimentação:Alimenta-se basicamente de frutos, flores, folhas e brotos, permanecendo na copa das árvores, indo ao chão apenas para apanhar frutos caídos.
  • Reprodução: Constrói o ninho em cipoais, no alto de árvores, em ramos ou galhos sobre a água. Eventualmente pode fazer ninho em rochas no interior da floresta. Põe em média 3 ovos brancos e lisos, levando 28 dias para o nascimento dos filhotes.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 55 centímetros de comprimento e pesa 850 gramas. Barbela nua e vermelha, mais proeminente no macho, topete rudimentar, plumagem das asas com bordas ferrugíneas, desenho esbranquiçado no peito e íris vermelha. Sobrancelha cinza claro ou pardacento claro.

Possui seis subespécies reconhecidas:

  • Penelope superciliaris superciliaris (Temminck, 1815) – ocorre na Amazônia brasileira;
  • Penelope superciliaris jacupemba (Spix, 1825) – ocorre na região central e sul do Brasil, deste o Maranhão até o Paraná e até o leste da Bolívia;
  • Penelope superciliaris major (W. Bertoni, 1901) – ocorre no leste do Paraguai, nordeste da Argentina na província de Misiones e no sul do Brasil nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
  • Penelope superciliaris alagoensis (Nardelli, 1993) ocorre no nordeste do Brasil, na região costeira do leste de Alagoas e Pernambuco;
  • Penelope superciliaris pseudonyma (Neumann, 1933) – ocorre no interflúvio Madeira-Tapajós, na Amazônia central brasileira;
  • Penelope superciliaris ochromita (Neumann, 1933) – ocorre no Maranhão (leste), Piauí, Ceará, Tocantins e Bahia (oeste).

Aves Brasil CBRO – 2021 (Piacentini et al. 2021).

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Comentários:

Frequenta a copa e o estrato médio nas bordas de florestas densas, capoeiras, caatingas e beiras de rios e lagos.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/jacupemba Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacupemba Acesso em 13 de Agosto de 2009.

Rabo-branco-rubro – (Phaethornis ruber)

O rabo-branco-rubro Phaethornis ruber é uma ave da família Trochilidae. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Conhecido também como besourinho-da-mata.

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  • Nome popular: Rabo-branco-rubro
  • Nome inglês: Reddish Hermit
  • Nome científico: Phaethornis ruber
  • Família: Trochilidae
  • Sub-família: Phaethornithinae
  • Habitat: Ocorre nas Guianas e Venezuela à Bolívia e no Brasil até São Paulo.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente do néctar das flores, eventualmente come também pequenos artrópodes. Em certos lugares, tornam-se numerosos em aglomerados de helicônias em floração.
  • Reprodução: Constrói o ninho em forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. É suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados a uma distância de 1 a 3 metros do solo. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos brancos e alongados, com um período de incubação de 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 18 a 22 dias.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 8 cm, e pesa de 1,8 a 2,2 gramas. Está entre os menores beija-flores do Brasil. Tem a cabeça verde amarronzada; faixa superciliar e infraocular ferrugíneas claras delimitando uma faixa malar preta; dorso verde ferrugíneo; uropígio e partes inferiores ferrugíneas vivas. Asas pretas; cauda preta com as pontas ferrugíneas; retrizes centrais pouco prolongadas e com as pontas ferrugíneas claras. Mandíbula amarela. Machos adultos podem ser diferenciados de fêmeas (e de jovens) pela cauda mais curta e quase sem as marginações latero-apicais ferrugem.

Possui quatro subespécies:

  • Phaethornis ruber ruber (Linnaeus, 1758) – ocorre do Suriname até a Guiana, do Leste do Brasil até o Sudeste do Peru e Norte da Bolívia;
  • Phaethornis ruber episcopus (Gould, 1857) – ocorre nas regiões Central e Leste da Venezuela, na Guiana e na região adjacente do Norte do Brasil;
  • Phaethornis ruber nigricinctus (Lawrence, 1858) – ocorre no extremo Leste da Colômbia até o Sudoeste da Venezuela e no Norte do Peru;
  • Phaethornis ruber longipennis (Berlepsch & Stolzmann, 1902) – ocorre no Sul do Peru.
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Comentários:

Frequenta estrato inferior das florestas úmidas e em áreas semi-abertas adjacentes, capoeiras, jardins e quintais, passando facilmente despercebido. Voa a baixa altura com um zumbido agudo semelhante ao de uma grande abelha. Não se trata de uma espécie associada às Taquaras, porém essa espécie pode ser observada em locais onde predominam as Taquaras do gênero Guadua, seja na borda da mata ou eu seu interior. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Chlorostilbon mellisugus e Amazilia lactea, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.

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Referências & Bibliografia:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com.br/wiki/rabo-branco-rubro Acesso em 28 Março de 2009.
  • Wikipédia – disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabo-branco-rubro Acesso em 13 de Agosto de 2008.

Gavião-bombachinha – (Harpagus diodon)

O gavião-bombachinha é uma ave, da família Accipitridae. Ocorre em todo o Brasil, Guianas, Venezuela, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
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  • Nome popular: Gavião-bombachinha
  • Nome inglês: Rufous-thighed Kite
  • Nome científico: Harpagus diodon
  • Família: Accipitridae
  • Habitat: Ocorre em todo o Brasil, Guianas, Venezuela, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de insetos e de pássaros pequenos. Persegue as formigas de correição para apanhar animais espantados por elas
  • Reprodução: Assim como a maioria das aves de rapina o gavião-bombachinha é extremamente territorial e realiza vôos repulsivos próximos a um potencial agressor, como outros gaviões maiores. No Sul/Sudeste do Brasil, seu período de reprodução é geralmente nos meses de Outubro a Dezembro, período na qual começam a nidificar.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Possui em média 29 cm de comprimento (macho) e 35 cm (fêmea), envergadura de 60 cm para o macho e 70 à fêmea. O adulto possui a plumagem cinza na parte ventral e cinza-escuro no dorso, com calções de cor ferrugem, cera e tarsos amarelados, com íris que varia do castanho ao marrom-avermelhado. O indivíduo adulto tem a plumagem muito semelhante a do Accipiter bicolor, sendo um tipo de mimetismo de defesa contra outras aves

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Comentários:

A espécie tem sido observada tanto em áreas de floresta primária como também secundária ou em florestas deciduais, sugerindo alguma plasticidade. O gavião-bombachinha “Harpagus diodon” pode ser considerado uma espécie pouco conhecida no que diz respeito à sua história de vida, especialmente com relação à reprodução, hábitos alimentares e exigências ecológicas

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Referências & Bibliografia:
  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • Wikiaves – disponível em: https://www.wikiaves.com/wiki/gaviao-bombachinha Acesso em 08 Setembro de 2016.