Gravatazeiro – (Rhopornis ardesiacus)

O gravatazeiro Rhopornis ardesiacus é uma ave da família Thamnophilidae. Ameaçado de extinção. Espécie endêmica do Brasil. Ocorre, no centro-sul da Bahia e no norte de Minas Gerais.

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  • Nome popular: Gravatazeiro
  • Nome inglês: Slender Antbird
  • Nome científico: Rhopornis ardesiacus
  • Família: Thamnophilidae
  • Sub-família: Thamnophilinae
  • Habitat: Espécie endêmica do Brasil, ocorre exclusivamente nos estados da Bahia e Minas Gerais, em uma área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga.
  • Alimentação: Alimenta-se principalmente de invertebrados como grilos, percevejos, besouros, mariposas, borboletas, formigas, cigarrinhas, aranhas, opiliões e até mesmo pequenos moluscos. Para capturar suas presas passa a maior parte do tempo no solo onde revira as folhas da serrapilheira com agilidade. Também adentra as grandes bromélias terrestres a procura sobretudo de larvas de moscas que ficam na água acumulada. Ocasionalmente acompanha formigas de correição
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho no solo, circundado por grande emaranhado de bromélias terrestres, reforçando a dependência da espécie por essa planta. O ninho tem o formato de uma tigelinha aberta rasa. É confeccionado principalmente com cascas de arvores e gavinhas. O período reprodutivo se inicia logo nas primeiras chuvas (novembro a dezembro), podendo se estender até março. Nessa época os casais de territórios vizinhos costumam se aproximar uns dos outros de maneira mais constante do que o normal. Observaram-se machos oferecendo alimento no bico às fêmeas, provavelmente um estímulo de corte. Põe em média 2 ovos por ninhada. Ambos os sexos realizam a incubação dos ovos. Os filhotes nascem no mínimo 13 dias após a postura.
  • Estado de conservação:

    Em Perigo

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Características:

Mede em média 19 centímetros de comprimento e tem peso entre 23 e 28 gramas. Possui coloração acinzentada (ardósia), coberteiras superiores das asas negras e orladas de branco. O macho se diferencia por possuir a garganta negra. Por sua vez, as fêmeas possuem a fronte da cabeça marrom. A íris do olho é vermelha.

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Comentários:

Frequentam uma área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga, conhecida como mata-de-cipó, a característica principal deste ambiente é a presença de grandes bromélias terrestres dos gêneros Ananas e Aechmea, chamadas de gravatás, que inclusive deram origem ao nome popular da ave. Canta empoleirado a pouca altura e numa posição bem típica, com a cabeça erguida diagonalmente e balançando o corpo para cima e para baixo. Costuma imediatamente adentrar nos emaranhados de gravatás, indicando que a espécie utiliza a planta (bastante espinhosa) como refúgio contra predadores.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências