Gavião-ripina – (Harpagus bidentatus)

O gavião-ripina Harpagus bidentatus é uma ave da família Accipitridae. Conhecido também como milhafre-bidentado.

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  • Nome popular: Gavião-ripina
  • Nome inglês: Double-toothed Kite
  • Nome científico: Harpagus bidentatus
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre desde o México até o norte da Argentina. Encontrado em parte do Brasil principalmente na região Amazônica.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de pequenos répteis e invertebrados. Mas também come pequenos mamíferos para completar sua dieta. Paira bem alto, por cima da floresta, procurando artrópodes e pequenos répteis no topo das árvores.
  • Reprodução: Constrói o ninho raso, feito de gravetos e ramos e forrados com algum material mais macio, como folhas ou ervas, sempre no alto das arvores, podendo variar em altura que vão de 7 metros os mais baixos a 33 metros os mais altos. Sua postura varia entre 1 e 2 ovos, que são brancos com manchas marrons, e a incubação dura de 42 a 45 dias. A responsabilidade da construção do ninho na maior parte é da fêmea, assim como a incubação. Os filhotes ficam sob os cuidados dos pais por cerca de 60 dias e o macho fornece a maioria das caças como alimentação à fêmea durante este período.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 31 e 35 centímetros; apesar de ser da família Accipitridae, é muito semelhante aos falcões. Possui cabeça cinza, olhos vermelhos, garganta branca com listras escuras, ombros avermelhados, os pés amarelos e a cauda escura com as três faixas e uma ponta branca. Possui um “dente duplo” na mandíbula superior.

Possui duas subespécies:

  • Harpagus bidentatus bidentatus (Latham, 1790) – ocorre do leste da Colômbia e Equador pela Amazônia até o sudeste do Brasil;
  • Harpagus bidentatus fasciatus (Lawrence, 1869) – ocorre do sudeste do México até o oeste da Colômbia e oeste do Equador.

(Clements checklist, 2014).

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Comentários:

Frequenta florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude. No Brasil vive na região amazônica e Mata Atlântica, ocorrendo em estados brasileiros em populações separadas de Pernambuco ao Rio de Janeiro, passando pela Bahia e Minas Gerais. Vive na parte superior da floresta nas copas das árvores e costuma planar alto durante as horas que manhã em que está mais quente; frequentemente é observado sozinho, aos pares, ou eventualmente em trio, sendo um dos animais um jovem. Tem o habito de seguir alguns primatas em sua áreas de sua distribuição e até bandos mistos de aves para capturar pequenas presas que se espantam com o deslocamentos destas espécies.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências