Gavião-bombachinha-grande – (Accipiter bicolor)

O gavião-bombachinha-grande Accipiter bicolor é uma ave da família Accipitridae. Ocorre no Brasil, e do México até á Argentina.

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  • Nome popular: Gavião-bombachinha-grande
  • Nome inglês: Bicolored Hawk
  • Nome científico: Accipiter bicolor
  • Família: Accipitridae
  • Sub-família: Accipitrininae
  • Habitat: Ocorre em quase todo o Brasil, e também do México á argentina, por quase toda a América do Sul.
  • Alimentação: Alimenta-se basicamente de de aves, especialmente sabiás e pequenas pombas, mas também come pequenos mamíferos e lagartos. Caça utilizando poleiros para localizar suas presas ou voando sobre as copas.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho no alto de arvores, feito com pequenos galhos e gravetos. Pões em média entre 1 e 4 ovos, que são incubados durante 33 a 37 dias A fêmea incuba os ovos na maioria das vezes, e o macho traz o alimento. Os filhotes são alimentados por cerca de sete semanas, embora alguns retornem de vez em quando pelas semanas seguintes de modo que os pais lhe deem algo para comer. O período reprodutivo se inicia normalmente entre outubro e novembro.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média entre 30 a 42 cm de comprimento. Pesa em média entre 205 e 250 gramas. O adulto tem plumagem cinza na parte ventral e cinza escuro no dorso, com calções alaranjados e cauda com três barras cinza.

Possui quatro subespécies:

  • Accipiter bicolor bicolor (Vieillot, 1817) – ocorre do sudeste do México, na península de Yucatán até as Guianas, Brasil e noroeste do Peru;
  • Accipiter bicolor fidens (Bangs & Noble, 1918) – ocorre no sul do México, na região de Oaxaca, Veracruz e península de Yucatán;
  • Accipiter bicolor guttifer (Hellmayr, 1917) – ocorre da Bolívia até o Paraguai, sudoeste do Brasil, no estado do Mato Grosso e no norte da Argentina;
  • Accipiter bicolor pileatus (Temminck, 1823) – ocorre no Brasil da margem sul do rio Amazonas até o nordeste da Argentina.
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Comentários:

Frequentam florestas densas, matas de galeria, matas secundárias e áreas de cerrado mais arbóreo. Trata-se de um accipitriforme florestal de difícil detecção. Devido ao seu comportamento críptico, ele provavelmente tem sido subestimado em levantamentos ornitológicos, podendo ser mais comum do que aparenta. Não se incomoda em caçar em território antropizado, porém logo volta para as matas densas. A espécie necessita de áreas extensas e contínuas para concluir seu ciclo de vida. É comum vê-lo voando a média altura para ir de uma mata a outra.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.

Referências