Canário-do-amazonas – (Sicalis columbiana)

O canário-do-amazonas Sicalis columbiana é uma ave da família Thraupidae. Ocorre no Brasil, Colombia e na Venezuela.

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  • Nome popular: Canário-do-amazonas
  • Nome inglês: Orange-fronted Yellow-Finch
  • Nome científico: Sicalis columbiana
  • Família: Thraupidae
  • Sub-família: Diglossinae
  • Habitat: Ocorre no Brasil, nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Ceará, Distrito Federal, Bahia e Minas Gerais. Encontrado também Colombia e na Venezuela.
  • Alimentação: Espécie granívora. Alimenta-se basicamente de grão de gramíneas e outras espécies vegetais.
  • Reprodução: Reproduz-se construindo um ninho simples em formato de tigela rasa feito com gramíneas e outras fibras vegetais, muitas vezes utiliza construções humanas para fazer o ninho. Põe em média 3 ou 4 ovos por ninhada.
  • Estado de conservação: Pouco preocupante
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Características:

Mede em média 11 cm de comprimento. Menor que o Sicalis flaveola, embora bem parecido, tem a testa com laranja mais intenso. As fêmeas tem uma cor pardo olivácea, com as partes inferiores esbranquiçadas e estrias muito discretas no dorso.

Possui três subespécies reconhecidas:

  • Sicalis columbina columbiana (Cabanis, 1851) – ocorre na Venezuela, do delta e na bacia do rio Orinoco, até o leste da Colômbia; também foi encontrado na ilha de Trinidad. Muito parecido com a subespécie leopoldinae, mas maior é mais esverdeado, com coroa alaranjada bem menos brilhante. Bico maior e mais forte.
  • Sicalis columbiana goeldii (Berlepsch, 1906) – ocorre no Brasil, nos Amazonas e Pará. Parecido com Sicalis flaveola, sendo menor. Machos de coloração alaranjada no alto da cabeça ultrapassando a região da órbita. Dorso oliva sem estrias. Peito tendendo para um alaranjado mais forte, com o ventre amarelo brilhante. Asa marrom escura com a borda lateral das penas da asa amarela. Cauda oliva, com as bordas das penas amarelas. Fêmeas com estrias muito discretas no dorso. O ventre é esbranquiçado, sem estrias. Crisso (coberteiras inferiores da cauda) amarelado.
  • Sicalis columbiana leopoldinae (Hellmayr, 1906) – ocorre no nordeste do Brasil até o norte de Minas Gerais. Tocantis, Goiás, Mato Grosso. Mancha laranja no alto da cabeça dos machos menor que em S. c. goeldi. Dorso oliva, sem estrias, mais escuro que em S. c. goeldi. Peito mais escuro que a forma anterior. Ventre amarelo citrino. Fêmeas com o dorso cinza e poucas estrias. Ventre acinzentado. Crisso esbranquiçado. Na região peitoral existem algumas estrias que se destacam, separando a garganta do ventre.
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Comentários:

Frequenta campos, campinas e cerrado. Na Amazônia é particularmente abundante nas várzeas dos rios de águas barrentas.

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Consulta bibliográfica sobre a espécie:

  • FRISCH, Johan Dalgas; FRISCH, Chistian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem 3ª edição. Ed. Dalgas Ecoltec – Ecologia Técnica Ltda.
  • SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997.
  • Sigrist, Tomas Sigrist; Guia de Campo Avifauna Brasileira 1ª edição 2009 Avis Brasilis Editora.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.

Referências